sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Milton Valdameri e a judicialização criminosa do poder

Ricardo, eu concordo plenamente contigo, o circo já estava armado, Fachin e Toffoli posaram de independentes e os outros garantiram o espetáculo. Vejamos o que a juíza Cármen Lúcia quando Delcídio foi preso:

“Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. (...)”.

Agora mais do que nunca, comprovou-se que Delcídio falou com a certeza de que o STF atenderia aos interesses da organização criminosa. A juíza, autora da frase, sem dúvida mostrou de forma inequívoca e incontestável que o escárnio venceu o cinismo.

Quando iniciou a ação, o TMU fez uma postagem, onde comentei sobre a tal da “chapa única”. Meu comentário pode ser resumido com o comentário feito por Eduardo Cunha: “Se a chapa única for reprovada, o que acontece depois”?

Agora só me resta parabenizar os movimentos pró impeachment e os membros da imprensa que retiraram das ruas quem defende uma intervenção militar. Caso a intervenção ocorra, já sabemos de que lado essas pessoas estarão, ao lado do “exército do Stédile”, enquanto isso não acontece, farão de tudo para que as Forças Armadas sejam serviçais do PT.

Não vamos esquecer que a oposição na Venezuela só conseguiu um resultado favorável quando as FFAA de lá deixaram de se submeter às “instituições constitucionais” que implantaram o regime de Hugo Chavez naquele país. Alguns dos defensores dessas mesmas instituições no Brasil, tiveram a capacidade de dizer que as FFAA apoiaram o chavismo, uma mentira descarada, as FFAA da Venezuela fizeram exatamente aquilo que “os defensores da solução constitucional” dizem que deve ser feito.

Na Venezuela, não houve intervenção militar, mas houve uma insubordinação às “instituições constitucionais”, ou seja, deixaram de atender às convocações dessas “instituições constitucionais” para reprimir a população. Agora pergunto: deixar de atender à convocação não é tão inconstitucional quanto fazer uma intervenção?

Se tem alguém que saiu fortalecida perante as “instituições constitucionais”, foi a Dilma, que mandou o Temer para o escanteio e transformou, definitivamente, o PMDB em puxadinho do PT.

Para finalizar, pergunto aos defensores da “solução constitucional” que diferença pode fazer a saída do PT do poder executivo? O novo governo, seja qual for, não vai precisar de maioria no congresso? Se é necessário maioria no congresso para governar, como o novo governo vai conseguir essa maioria, pela nobreza dos mesmos que deram maioria ao PT?


8 comentários:

  1. (argento) ... bebamos o Rum! ... antes que salgue ...

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  2. (argento) ... lido por aí, na net, sobre Dias Toffoli: advogado do PT em 1998, 2002 e 2006, sem nenhuma graduação além do bacharelado e reprovado em dois concursos estaduais ...

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  4. Em verdade esse julgamento não foi a revelação do escárnio, foi apenas a confirmação definitiva. O povo brasileiro já foi agraciado, pelo presidente do STF, com a nobre atitude de pedir ao PT quem ele desejava como relator do processo eleitoral, mesmo depois que a própria relatora ter reconhecido nos autos quem deveria ser o relator em seu lugar.

    Depois a relatora que admitiu nos autos não ser mais legítima, voltou a ser relatora para atender ao pedido do PT e colocou o processo sob sigilo de justiça. Alguém tem dúvidas sobre o sigilo ter como objetivo a INjustiça?

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  5. Mas no país abençoado por deus sempre tem algo para "comemorar", agora em São Paulo do PT os taxistas terão o direito de ficar calado, a não ser que falem sobre aquilo que o PT quiser que eles falem.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1721062-taxistas-terao-que-seguir-manual-de-boas-maneiras.shtml

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  7. Quando o assassinato de judeus, na Alemanha nazista, foi tornado público pela imprensa mundial, Hitler fez um pronunciamento repreendendo o assassinato de judeus, dizendo que eles não deveriam ser assassinados. Nas 24 horas seguintes ocorreu o maior número de assassinatos, pois no nazismo, mais importante do que fazer aquilo que Hitler dizia para fazer, era fazer aquilo que ele desejava que fosse feito.

    Fachin se manifestou publicamente contra o rito da Câmara e surpreendeu todos com um relatório a favor. Os juízes do STF não fizeram aquilo que o relator disse para fazer, mas aquilo que o relator desejava que fosse feito.

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