segunda-feira, 22 de abril de 2019

Macron é um gênio...


O Ministério do Interior da França divulgou um relatório que registrou o número de atos de degradação (ou vandalismo) contra vários estabelecimentos religiosos em 2018. Houve 1.063 atos anticristãos (aproximadamente 700 dos quais relacionados a crimes contra a propriedade e 100 dos quais relacionados a atos violentos), 541 atos anti-semitas (81 dos quais relacionados à violência, 102 relacionados à propriedade crimes) e 100 atos anti-muçulmanos.

No relatório também consta que os ataques contra muçulmanos estavam em seus níveis mais baixos desde 2010, os ataques contra cristãos estavam no mesmo nível de 2017 e que os ataques contra a comunidade judaica aumentaram.

Apesar disso Macron há poucos dias assinou um decreto substituindo o estudo de latim pelo de árabe nas escolas.

Um gênio!

Hillary chama católicos mortos no Sri Lanka de “adoradores da Páscoa”


A diferença de tratamento que Madame Pinton dá aos ataques a duas mesquitas na Nova Zelândia (50 mortos e 40 feridos) e os ataques a igrejas e hotéis no Sri Lanka (250 mortos e 500 feridos) é uma ofensa aos católicos, que ela chama ironicamente de “adoradores da Páscoa” - Obama também os chamou assim -, enquanto trata os islâmicos como coitadinhos.

Diz ela ainda que quando se mata muçulmanos trata-se de “islamofobia” a ser combatida com a condenação dos “supremacistas brancos” no mundo inteiro, mas não cita a “catolicofobia” dos “supremacistas maometanos”, que mata milhares quase que diariamente.

A esquerda é uma piada no mundo inteiro, mas essas gracinhas estão ficando perigosas demais para o meu gosto por causa desse apoio incondicional que ela dá hoje aos islâmicos assassinos por absoluto desespero de causa, já que suas ideias de jerico nunca deram certo por onde passaram. E olha que Hillary e Obama já são considerados pela esquerda americana como ultrapassados por serem “suaves” demais.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Conversa com Carlos Vereza e seu “complexo de vira-lata”


Carlos Vereza escreveu em sua página do Facebook que as muitas doações feitas para a reconstrução da Notre Dame se devem ao fato de que França só há gente honesta, que não desvia dinheiro e o povo confia, enquanto aqui no Brasil não houve essa mobilização em torno do Museu Nacional porque rouba-se muito e o povo desconfia.

Eu respondi e seguiu-se o “diálogo”:

RICARDO FROES Aí é que você se engana. Lá na França rouba-se, e muito! Um exemplo é Sarcozy que em 2014 foi arguido por suspeitas de corrupção ativa, tráfico de influência e violação do segredo de justiça, depois de ter sido detido para averiguações e em 2018 foi detido pela polícia francesa por financiamento ilegal de campanha e pela interferência da Líbia nas eleições francesas de 2007. Outro exemplo é a criação da Fundação Louis Vuitton: dos quase € 800 milhões gastos na obra inaugurada em 2014 supostamente doados por Bernard Arnault, mais de € 600 milhões foram levantados ilegalmente via incentivos fiscais federais. Fora o escândalo da Adidas e muitos outros.

CARLOS VEREZA E daí? Sua argumentação não elimina o fato de que as pessoas doam para quem quiserem. Era só o que faltava: patrulha de doações! Ora, citar a corrupção particular de alguns franceses, não oculta o fato granítico, que no Brasil, em geral, as doações são desviadas!

RICARDO FROES E daí, o quê? Eu não argumentei nada além de que também há corrupção na França. Não questionei doações em momento algum, embora pudesse fazê-lo com propriedade, já que os franceses não gostam muito desse tipo de coisa porque o ônus dessas doações acabam sempre recaindo sobre o contribuinte. Ao que parece, o complexo do vira-lata atingiu você. É como disse Nelson Rodrigues: “Por ‘complexo de vira-lata’ entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima.”

CARLOS VEREZA O complexo de vira-latas só atinge a quem não se identifica com o próprio rosto, como é o seu caso. Além do covarde anonimato, você se compraz em baixar até o rés do chão, íntimo seu, uma troca de informações que poderiam trazer algum subsídio aos que acessam o face. Mas, o que fazer, se, vez ou outra, espécimes como você, exemplo mais que citado por Umberto Eco, ganham proeminência nos rabiscos digitais...Em tempo, anônima figura: você já conseguiu seus três segundos de celebridade.

RICARDO FROES Primeiro, anônimo é o cacete! Fique sabendo que eu botei essa caricatura anteontem em protesto porque fui censurado pelo Facebook pela enésima vez. Meu nome é Ricardo Froes desde sempre e nunca fui um “covarde anônimo”. Se você se desse ao trabalho de verificar minha página aqui, você veria quem eu sou, minha foto, minha família, mulher, filhos e netos. Mas não, sua paranoia em enxergar inimigos em toda parte o impede de raciocinar. Você está se revelando um projeto de Olavo de Carvalho mal resolvido, com todos os defeitos e nenhuma virtude. Ele, pelo menos, tem cultura. Aliás, Umberto Eco é aquele que disse que disse que as “redes sociais deram voz a legião de imbecis”, não é mesmo? Pois é, meu caro, você faz parte dela com todos os deméritos.

E não é que ele me bloqueou?...

domingo, 14 de abril de 2019

O mundo tá chato pra cacete! O Brasil mais ainda!


Os debiloides de esquerda (desculpem a redundância), que consideram como arte uma dança de roda de gente nua onde em vez das pessoas darem as mãos enfiam uma o dedo no furico da outra, um quadro retratando zoofilia explícita exibida para crianças e um homem nu sendo tocado por crianças, resolveram que Debret foi um criminoso que retratou a vida dos escravos no Brasil entre 1817 e 1831 por pura crueldade - só lembrando que Debret retratou não só a vida dos escravos como também o cotidiano da época, que englobava a aristocracia, a população em geral, os acontecimentos históricos do período anterior e nos anos seguintes à independência do País e muitas outras coisas.

Tantas fizeram esses debiloides que estão conseguindo que gente não menos idiota de galerias, embaixadas, bancos, residências oficiais e hotéis retirem essas obras que relembram “esse ponto tenebroso de nosso passado”, como diz Ascânio Seleme, outro panaca, hoje no Globo.

Eu só queria assinalar que se não fossem Debret, os demais membros da Missão Artística Francesa que ele integrava, Rugendas e outros grandes artistas que retrataram, entre outras coisas, os escravos, esses dementes não teriam os subsídios que têm hoje para deturpar a História e desenvolver suas teorias estapafúrdias sobre uma época em que a escravidão era perfeitamente normal, aceita e legal, o que não quer dizer que seria aceitável hoje e que muito menos algum de nós carregue alguma culpa ou tenha que pagar por isso, mesmo que esse pagamento seja apenas a privação de vermos as obras de Debret.

Vocês têm “amigos incomum” com o general Heleno? As olavetes têm.


Eu já perdi a conta das barbaridades que li desses que são o orgulho do Olavo, os “intelequituais  formados” no seu curso e outros tantos que o seguem cegamente. A maioria é incapaz de fazer uma frase sem pelo menos um erro gramatical, sem contar com a total falta de capacidade em produzir pensamentos originais ou mesmo de ousar contestar o “mestre” mesmo que seja com uma pergunta.

Outra coisa que chama atenção é que o cara dos “amigos incomum” cursou Direito, um outro exemplo que explica em parte o péssimo nível dos ilustres causídicos no Brasil e, por que não, também do Judiciário.

sábado, 13 de abril de 2019

JUSTIÇA FORA DA LEI, A VERDADEIRA CULPADA PELOS DESABAMENTOS


Querem absurdo maior que um tribunal negar por unanimidade que a lei seja cumprida?

A prefeitura, em novembro de 2018, determinou a demolição dos dois prédios que desabaram ontem na Muzema por causa da sua localização, na subzona A-43 do Decreto 3046/81, onde são permitidas apenas construções unifamiliares. Portanto eram construções irregulares.

Só que os milicianos (construtores) entraram na Justiça e obtiveram a seguinte liminar impedindo a demolição:

“Entendo que o prazo de 10 dias é razoável em razão do laudo apresentado quando da vistoria realizada que afirma não haver garantia quanto à segurança do prédio. Defiro parcialmente o pedido liminar para suspender o ato administrativo que determina a demolição nos dias 03, 04 e 05/12/2018, do prédio descrito na inicial, pelo prazo de 10 dias. Intime-se a administração pública. Remetam-se ao juízo de origem.” Juíza Cristiane Teles Moura Marques

A coisa se arrastou - nenhuma novidade nisso em se tratando do Judiciário -, sendo que no dia 10 de abril, dois dias antes do desabamento, o Tribunal de Justiça do Estado - 20ª Câmara Cível - negou por unanimidade mais um recurso da prefeitura carioca para a demolição dos prédios erguidos dentro de uma Área de Proteção Ambiental.

Querem absurdo maior que esse? Pode um tribunal negar por unanimidade que a lei seja cumprida?



quarta-feira, 10 de abril de 2019

Ministério Público Federal de Juiz De Bola Fora decide que Adélio é só um ou dois terços doido


“O parecer do Ministério Público Federal em Juiz de Fora concluiu que o autor da facada em Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, Adélio Bispo, é semi-imputável. Isso quer dizer que, para o MP, Adélio Bispo pode ser enquadrado criminalmente, mas com redução de pena, em razão de transtornos mentais apontados em laudos médicos.”

Desencavou um parágrafo único do Artigo 26 do Código Penal que diz: “A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.”

Tá bom, o cara é só um ou dois terços louco, mas será que isso quer dizer que ele também é só um ou dois terços perigoso?

Esses caras estão brincando de fazer Justiça!


A boa entrevista do novo ministro da Educação Abraham Weintraub ao Estadão

À exceção de certas olavadas”, até que o cara me pareceu decente. Pena que não seja exatamente do ramo”, embora seja professor. É uma aposta razoável.

Defensor do enfrentamento ao chamado “marxismo cultural”, o novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, diz que ficará vigilante a “tudo que sair” da pasta, como livros didáticos, e estará atento a “sabotagens”. Ele nega, porém, que haverá perseguição no MEC. “Não sou caçador de comunistas”, disse em entrevista exclusiva ao Estado. Ele afirmou que trabalhará para entregar o que está no plano de governo e não fará, por ora, mudanças no Fies ou no Prouni. “Chega de solavanco.”

Tema do programa de Bolsonaro, a disciplina nas escolas é alvo de preocupação. Ele defende que professores agredidos em sala de aula chamem a polícia e que os pais sejam processados e, “no limite”, percam o Bolsa Família e a tutela das crianças infratoras. “Temos de cumprir leis ou caminhamos para barbárie. Hoje, há muito o ‘deixa disso’, ‘coitado’. O coitado está agredindo o professor”, disse, frisando que ainda não há medidas previstas para enfrentar o problema.

Weintraub diz que o cronograma do Enem será cumprido e que Bolsonaro não lerá previamente as questões da prova. “Se sair um Enem todo errado, sou o culpado e tem de me dar reprimenda ou me tirar do cargo.”

O que o presidente Jair Bolsonaro disse ao senhor ao convidá-lo para assumir o MEC?
Disse que me considerava o mais preparado dentre os que tinham surgido como possibilidade para o cargo, que me conhecia, que via que eu tinha envolvimento com a área, sendo professor de universidade federal, tendo formação acadêmica.

O que ele pediu ao senhor?
Para entregar resultado, gestão. Fazer com que as coisas sejam cumpridas de acordo com o plano de governo. Como estava na secretaria executiva e pelo meu perfil, talvez fosse um coringa para muitas áreas, pela minha característica de gestão. No caso da educação, tenho experiência como professor. Sou uma pessoa que tem fé. Mas a fé no lugar da fé e a razão no lugar da razão. Para analisar se tenho condição ou não de assumir algo, vou olhar a história. Será que as pessoas que passaram pelo MEC tinham mais ou menos condições do que eu? Estamos falando de uma coisa séria, um ministério importantíssimo, milhões de pessoas serão afetadas.

Como o senhor fez essa análise?
Fiz essa planilha (mostra uma lista no laptop). Foram 11 ministros da Educação em 16 anos. Tirando Fernando Haddad, duraram, em média, menos de um ano no cargo. O perfil: 73% eram professores e todos universitários. Pergunto: desses, quantos deram mais tempo de aula do que eu ou lecionaram em universidades com mais renome que a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp, onde Weintraub dava aulas)? A tabela mostra que tenho qualificação adequada. Outro ponto: dos 11 listados, 64% tinham filiação partidária. Tenho posição ideológica, mas não sou partidário. Não estou aqui numa trajetória política de longo prazo, o que faz de mim uma pessoa puramente técnica. Quantos desses já foram gestores de um carrinho de pipoca? Minha cabeça é da iniciativa privada.

Sua indicação é uma vitória de Onyx Lorenzoni ou de Olavo de Carvalho?
Meu nome surgiu na viagem a Israel. Onyx ficou sabendo apenas depois. Eu falei para ele que meu nome estava sendo cogitado e ele tomou um susto.

É uma vitória de Olavo de Carvalho então?
O presidente Jair Bolsonaro é uma bandeira. Atrás dessa bandeira, há vários grupos: monarquistas, militares, evangélicos, liberais e olavistas.

O senhor não é olavista?
Não estou nesse grupo, mas gosto de muitas ideias dele. São disruptivas, ideias novas e criativas e com grau de acerto para entender a realidade. Ele é um cara muito inteligente. Falar que ele não tem papel grande na mudança de pensamento que houve no Brasil é uma loucura. Foi um cara que influenciou muito. Ele tem ótimas ideias, mas não concordo com tudo.

E se Olavo criticar uma escolha do senhor para o MEC?
Paciência... Posso sempre escutar. Escuto todo mundo, até quem me crítica . Não senti pressão nenhuma até agora. O presidente me deu carta branca para formar o time. Ele me pediu só para entregar tecnicamente os melhores resultados. E esse é meu histórico. Não estou lá para fazer barulho, destruir, fazer coisas erradas.

Quem o senhor vai levar?
Já estou levantando e vou divulgar em breve. Já sei algumas pessoas que vou tirar. Vou colocar técnicos e gestores no lugar. Estamos buscando no curto prazo entregar os números, o resultado. Temos o compromisso não só com o grupo que nos elegeu. Temos de governar para todos. E isso envolve fazer provas, as coisas chegarem na hora certa, e no preço. Não existe ensino público gratuito. Quem custeia é o pagador de imposto. Temos de olhar como relação cliente e fornecedor de serviço. O meu cliente é a população, o cidadão pagador de imposto. Essa visão não me impede de ter posição ideológica totalmente alinhada com todos esses grupos. Nunca briguei com nenhum deles. Concordo.

Concorda em quê?
A violência é um problema do Brasil? É. E ela é única e exclusivamente porque há pobres do Brasil? Não. Tem país mais pobre que não é tão violento. Tem muito a ver com uma cultura de louvar o criminoso. Você acredita que a Bíblia é um bom livro? Acho. Um dos melhores livros que você tem no mundo ocidental. Mesmo o ateu deve ler a Bíblia para ter conhecimento filosófico e histórico. E você acha que Olavo é inteligente? Muito inteligente e tem muito a agregar. E você vai obedecer a tudo que o Olavo disser? Não, não vou.

Qual o principal problema a ser enfrentado na Educação?
Há várias coisas da agenda com atraso no cronograma. Foi por isso que Vélez saiu. Ele não saiu porque foi pego num escândalo, porque é pessoa má ou sem capacidade intelectual. Ele saiu porque no cronograma de entregas há uma série de atrasos. E isso significa que o presidente está fazendo a gestão de seus 22 executivos de forma bem empresarial.

O senhor defende o enfrentamento do chamado “marxismo cultural”. Como propõe fazer isso?
No curto prazo, tomando cuidado com tudo o que vai sair do MEC, como livros didáticos. Vou te dar um exemplo que está bem documentado: quando chegamos aqui na Casa Civil começamos a dialogar com os caminhoneiros. Lá pelas tantas, dois infiltrados soltaram um comunicado dizendo que caminhoneiro era sem vergonha. Era sabotagem. Eles foram desligados. Ainda tem gente que vai sabotar. Estamos preocupados com vazamentos, com sabotagens. Mas não estou indo lá caçar ninguém. Não sou caçador de comunistas. Não gosto do comunismo, mas aceito o comunista. Quero a redenção dele.

O que isso quer dizer? O comunista tem de se converter?
Quero convencê-lo pela lógica, pelas evidências. A pessoa não é má pura e simplesmente. Ela está envolvida numa mentira e aquilo é uma realidade para ela. Ela se mexe pela causa. Meu avô foi para campo de concentração. E como ele escapou? Tinha um sargento da SS (tropa nazista) que protegia ele dentro do campo e o salvou. O cara falou: isso aqui é loucura. Meu avô foi parar no campo com 14 anos. O cara estava dentro de um contexto. A gente precisa explicar que é uma ideologia errada essa (a do comunismo). Você nunca vai escutar de mim - ou de pessoas próximas a mim - falar em matar. A gente não fala em matar, falamos em confrontar com força, mas ideologicamente, verbalmente. Com conversa. Não quero matar ninguém. Evidentemente, se a pessoa vem me matar eu tenho direito de me defender.

Circulou um vídeo no qual o senhor dizia: “Os comunistas estão no topo do País, são o topo das organizações financeiras, são donos dos jornais, são os donos das grandes empresas...” Qual a definição de comunista para o senhor?
Eu estava num fórum conservador. É preciso analisar o contexto no qual eu estava falando. Não quero me alongar muito, mas o Brasil vive o contexto de uma distopia do George Orwell. Você pega o livro Revolução dos Bichos. Ao fim, porcos e fazendeiros estão juntos fazendo negócios juntos e explorando outros animais, que são o povo. O que temos visivelmente é que alguns grandes conglomerados fizeram uma aliança com os partidos ditos de esquerda – não é uma boa definição direita e esquerda, prefiro muito mais a definição a favor de liberdade do indivíduo e da família versus o totalitário e coletivista.

Em uma palestra, o senhor falou do risco de o PT voltar e disse que o “inimigo é igual ou mais forte senão sou trouxa”. A estratégia de impedir a volta do PT, do inimigo, passa pela Educação?
Sem dúvida. Uma pessoa que sabe ler e escrever e tem acesso à internet não vota no PT.  A matemática é inimiga do obscurantismo. Eu não sou contra o petista. Tenho amigos que são petistas. Pessoas boas que não conseguem se livrar. Eu converso com as pessoas. Não é que eu tenho: “ah, demônio!” Agora, sou contra o obscurantismo.

Como esse enfrentamento ao PT passa pelo Ministério da Educação?
Mais do que termos um livro que diga a história, precisamos de uma versão que considero mais correta. Porque houve uma desconstrução da história do Brasil. A gente teve grandes heróis. Esse “nunca antes na história do Brasil” é muito nefasto. A gente teve figuras fantásticas. O Brasil é um dos poucos países do mundo em que você não teve “founding fathers”, mas “founding mothers”: Anita Garibaldi, Princesa Isabel, Dona Leopoldina. Você teve figuras como Jose Bonifácio, irmãos Rebouças.

Mas o que isso tem a ver com a questão do PT?
Não queria falar do PT. Esse movimento totalitarista obscurantista busca destruir a história. Se você não conhece a história e de onde você veio, não se conhece. E, quando não se conhece, não tem tanta convicção de lutar pelo que é certo.

Isso envolve rever a ditadura militar nos livros didáticos?
O momento é de entregar resultado. Não quero entrar nessa discussão agora. Evidentemente que houve ruptura em 1964. Mas essa ruptura foi dentro de regras. Houve excessos? Houve. Pessoas que morreram? Sim. É errado? É e infelizmente ocorreu. Mas num dia de protesto na Venezuela morreu mais gente do que em todo o período de regime.

Mas ditadura ruim então é do outro?
Não disse isso. Acho que as coisas têm de ser contextualizadas. Quando contextualizo mostro que, em determinados momentos, evidentemente que houve erros (no regime militar no Brasil). Mas, se olhar o que gerou a ruptura, foi um movimento de esquerda e houve então uma contrarrevolução. Isso está muito bem documentado. E tem que ser escrito e dito. Por que não? Quando comparamos o que houve no Brasil com qualquer outra alternativa da América Latina não concordo de chamar de ditadura. Houve um regime de exceção.

Há problemas graves de aprendizagem nas escolas. Nossa prioridade é combater o “marxismo cultural”?
Quem é o patriarca da educação moderna brasileira? Paulo Freire. Há quanto tempo estamos falando de Paulo Freire no Brasil? Deu certo? O Brasil gasta como países ricos em termos de PIB (Produto Interno Bruto) e nossos indicadores estão muito abaixo da média.

Mas isso ocorre por causa de Paulo Freire?
Falar que é uma explicação única seria burrice. Deixa eu sentar lá e consertar a fiação, religar a luz, colocar as coisas para rodar. Cada dia sua agonia.

O senhor manterá o decreto que estabelece o método fônico na alfabetização?
Estou fechando o time e gostaria de ter a opinião da pessoa para a área. Sou gestor. Escolherei os executivos e eles vão encaminhar. O método fônico não estava no plano de governo. Sinto-me à vontade para mudar se for o caso. O que está no plano de governo nós vamos entregar.

A Base Nacional Comum Curricular será modificada ou acabará?
Vamos modificar. Não acabar. O plano de governo não diz em acabar com ela. Gente, vamos deixar claro: chega de solavanco.

O programa de governo fala do problema da disciplina das escolas. Quais são as medidas para enfrentar a questão?
No curto prazo, não faremos nada nesse aspecto. Mas sou a favor de seguir a lei. Se o aluno agride, o professor tem de fazer boletim de ocorrência. Chama a polícia, os pais vão ser processados e, no limite, tem que tirar o Bolsa Família dos pais e até a tutela do filho. A gente não tem que inventar a roda. Tem que cumprir a Constituição e as leis ou caminhamos para a barbárie. Hoje há muito o “deixa disso”, “coitado”. O coitado está agredindo o professor. Tem que registrar, o pai tem que ser punido. Se não corrigir, tira a tutela da criança. Se o professor alega que ele não tem apoio do Estado, um recado: o Estado somos nós. Se o professor alegar que não tem apoio do Estado, um recado: o Estado somos nós. “Ah, mas é o PCC (Primeiro Comando da Capital) que está fazendo.” Tem que chamar prefeito, secretário de Educação e enfrentar o problema. Não tem que sentar e achar que nunca vai mudar.

Já há plano para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que vence em 2020?
O tema está em cima de minha mesa. Está em análise.

A gráfica do Enem faliu. O cronograma será mantido?
A população não tem que ficar sendo alarmada enquanto a gente acha que consegue entregar no prazo. Vamos resolver. Não estamos trabalhando com mudança do cronograma.

Bolsonaro verá as questões do Enem previamente?
Ele não me pediu isso.

E se o presidente pedir?
Falarei que garanto que não haverá nenhum problema. Se sair um Enem todo errado, todo torto, sou o culpado e o presidente tem de me dar reprimenda ou me tirar do cargo. É assim que funciona. O presidente tem 22 ministros. Ele sentiu que havia um problema no MEC e se deslocou para essa área. Mas não deveria perder tempo vendo questões do Enem.

Será mantida a comissão criada para fazer um pente-fino nas questões do Enem?
A princípio, não. De modo geral, não gosto de comitês e comissões.  Minha visão é que tem de ter responsáveis. Ele tem equipe, ele resolve, ele me entrega. Eu delego. Se sentir que não está indo bem, chego junto. O MEC é um mundo. Mais de R$ 120 bilhões de orçamento. Uma fortuna. Assuntos complexos. É gigantesco. Precisa ser visto sob o prisma de gestão.

Como ficará o Conselho Nacional de Educação?
Não gosto de conselho, mas acho pertinente chamar pessoas que têm experiência na área e escutá-las. Você escutaria o Instituto Ayrton Senna? Com certeza. Selecionar alguns nomes de pessoas com trânsito que poderão aconselhar. Acho muito pertinente. Estamos entrando para operacionalizar. Você tem sua linha ideológica, mas você não está governando só para os seus. Tem de ouvir outros lados também.

Qual o plano do senhor para as universidades federais?
O Brasil gasta muito e a produção científica com resultados objetivos para a população é baixa. O Brasil é um país de renda média que tem necessidades essenciais. Precisamos escolher melhor nossas prioridades porque nossos recursos são escassos. Não sou contra estudar filosofia, gosto de estudar filosofia. Mas imagina uma família de agricultores que o filho entrou na faculdade e, quatro anos depois, volta com título de antropólogo? Acho que ele traria mais bem-estar para ele e para a comunidade se fosse veterinário, dentista, professor, médico. O Japão direcionou recursos públicos para coisas mais objetivas e materiais.

O senhor fala em bolsas focadas em áreas exatas ou em fechar cursos da área de humanas?
Fechar nada. Gente: sem sangue. Tudo será feito dentro da lei, dentro da Constituição, respeitando integralmente todos os direitos das pessoas.

O senhor pretende respeitar o primeiro colocado na lista tríplice para o cargo de reitor das universidades?
Está dentro da lei?

O senhor pode escolher qualquer um dentro da lista.
Perfeito. Está respondido. Vou escolher dentro do que eu achar mais conveniente. Dentro da lei. Uma observação: quem paga as universidades federais são os pagadores de impostos. É o agricultor, o motorista de ônibus. Nós todos morando no Brasil. Quando vão na universidade federal fazer festa, arruaça, não ter aula ou fazer seminários absurdos e abjetos que agregam nada à sociedade é dinheiro suado que está sendo desperdiçado num país com 60 mil homicídios por ano e mil carências. Não é criminoso, mas é muito errado.

Qual opinião do senhor sobre a política de cotas?
No curto prazo, não vou mexer em nada disso. Na Unifesp, o ambiente é muito bom com cotas. Talvez para aquela pessoa que fica de fora no desempate seja uma injustiça, mas esse não seria o primeiro problema a atacar.

Qual o plano do senhor para Prouni e Fies?
Tem que manter. No curto prazo, a gente não pode bagunçar muito. Estamos mexendo com a vida das pessoas. Temos de fazer movimentos que não impactem de forma dura e negativa. O pagador de impostos tem de ser respeitado.

A Lava Jato da educação existe? O senhor tocará?
Qualquer indício de crime mandarei para o Ministério Público.

Qual sua opinião sobre o Escola Sem Partido?
Não tenho opinião formada. Sou contra qualquer discussão política até o ensino secundário.

Mas há evidências de doutrinação nas salas de aula?
Sou a favor de acompanhamento, de estatística. Queria mudar o foco. Deveria ter exames nacionais para a gente ver como está sendo o aprendizado naquele grupo trimestralmente e poder acompanhar a evolução para saber se aquele professor está tendo bom desempenho. Hoje não sabemos como é o desempenho do professor e a gente o mantém. Qual a troca de professores que a gente tem por ano? Em qualquer atividade há maus profissionais. Deveríamos ter uma política para tirar profissionais de baixo desempenho senão quem paga é a criança e o pagador de imposto.

Mas e a política de formação de professores?
Mesmo que tenha ótima formação, vai ter um grupo de profissionais que não vai render. Ou 100% serão bons professores? Se verificarmos que aquela classe está indo bem em ciências, humanidades, que sabe responder perguntas que estão vindo nacionalmente... Então, deixa o cara trabalhar. Deixa ela em paz. Essa é minha visão. A gente tem que entregar resultado.

terça-feira, 9 de abril de 2019

A cartinha do Lula para o Zeca Dirceu falsificada pelo PT



O PT publicou em seu site uma suposta carta de Lula a Zeca Dirceu elogiando-o pelo “papel extraordinário” que ele fez na CCJ por ter ofendido Paulo Guedes.

São tão facínoras que falsificam até o que o seu deus diz. Essa carta - que até o Estadão publicou como verdade - obviamente não foi escrita pelo canalha-mor. Lula é semianalfabeto (sendo benevolente) e não precisa nem ser perito em grafotecnia para ter a certeza que a letra não é dele. Basta comparar as duas imagens.

Essa quadrilha não consegue fazer nada que não seja falso, irregular, ilegal e imoral.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Arte com manual explicativo


Depois que a pintura perdeu o valor pela arte em si e passou a valer pelo seu suposto significado - as obras hoje precisam de manuais explicativos -, passou a valer tudo. Até o Abaporu, atualmente exposto no MASP.

Vai de brinde um dos mil ridículos manuais que servem para “explicar” essa aberração:

SIGNIFICADO DE ABAPORU, DE TARSILA DO AMARAL
O nome da obra é de origem tupi-guarani e significa “homem que come gente” (canibal ou antropófago). O título da tela é resultado de uma junção dos termos aba (homem), pora (gente) e ú (comer).
A tela foi pintada por Tarsila em janeiro de 1928 e oferecida ao seu marido, o escritor Oswald de Andrade, como um presente de aniversário. Quando Oswald recebeu a tela ficou imediatamente encantado e disse disse que aquele era o melhor quadro que Tarsila já havia pintado. Os elementos que constam na tela, especialmente a inusitada figura ao centro, despertaram em Oswald a ideia da criação do Movimento Antropofágico.
O Movimento consistia na deglutição da cultura estrangeira, incorporando-a na realidade brasileira para dar origem a uma nova cultura transformada, moderna e representativa da nossa cultura.

1. CACTO
O cacto é um elemento característico da flora nordestina e, portanto, uma imagem empregada simbolicamente para retratar a brasilidade.
Como é uma planta típica de lugares áridos, o cacto é uma lembrança da seca e da resistência e estabelece um paralelo com o povo brasileiro, celebrado pela sua capacidade de resiliência.
Vale lembrar que o cacto retratado por Tarsila é, assim como o chão, verde, uma cor muito cara à identidade nacional devido à sua forte presença na bandeira.

2. SOL
Símbolo do calor e da energia que propicia a vida, o sol pintado por Tarsila também impõe condições de trabalho duras aos funcionários rurais.
Na tela é curioso que a figura do sol seja semelhante à representação de um olho, que está posicionado acima da figura e do cacto, parecendo observar a cena.
Na composição da obra, o local escolhido para o sol é de centralidade e intermédio entre o cacto e o rosto humano. Parece que a luz emana e permite a vida tanto da flora quanto da fauna.
O amarelo do sol - assim como o azul do céu - está também presente na cor da bandeira nacional imprimindo à obra mais um traço de brasilidade. 

3. CABEÇA PEQUENA
A cabeça deformada é dos elementos que mais chama a atenção diante do corpo desproporcional imaginado por Tarsila. Não por acaso, a pintora nomeou o sujeito como “figura monstruosa”.
Não se consegue distinguir bem as feições da criatura em questão, por isso não sabemos se se trata de um homem ou de uma mulher.
Sem boca, não é possível interpretar com segurança a expressão da personagem com cabeça de alfinete, exceto pelo fato de estar com a face apoiada no braço (seria um sinal de cansaço?).
Alheio(a) ao que se passa ao redor, o rosto também não apresenta orelhas e se encontra muito próximo do sol. Uma das teorias mais divulgadas entre os especialistas é que a cabeça pequena é um sinal da condição da desvalorização do trabalho intelectual no nosso país.

4. PÉ E MÃO ENORMES
O protagonista (ou a protagonista?) escolhida por Tarsila é uma figura extremamente desproporcional, especialmente se formos comparar as dimensões da cabeça e dos membros direitos (os membros esquerdos estão omitidos).
Ele(a) brota da Terra, assentado(a) no chão, assim como o cacto, mostrando-se intimamente ligado(a) ao solo.
Os pés e as mãos ampliados destacam o sofrimento do trabalhador brasileiro, a demasiada importância dada à força braçal e ao trabalho físico em oposição à desvalorização do trabalho intelectual.
Outra leitura possível para o tamanho enorme do pé é o desejo da pintora sublinhar a conexão do homem com a Terra.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Olavo de Carvalho e sua produção mais recente


Fake ou não, a foto ilustra uma
das muitas caras (de pau)
desse "filósofo" que foi
membro do PCB e oposição
aos militares enquanto eles estiveram
no poder e que agora é incensado
por meia dúzia de idiotas como
"responsável pelo surgimento
da Nova Direita brasileira".
Selecionei a “produção” no Facebook das últimas 12 horas do dervixe, astrólogo, ex-comunista e filósofo pras negas dele, Olavo de Carvalho. 

Arrogância, falta de educação, pobreza intelectual (não confundam intelectualidade com boa memória) são a marca registrada desse celerado. Leiam:

“Parece que nos quartéis por onde o Santos Cruz passou, os soldados, depois de fazer cocô, diziam, para não usar termos chulos: ‘Vou higienizar meu órgão excretor’”.

“ISTO é o Santos Cruz: Se um general nunca se interessou pela minha obra, ele nunca se interessou por uma luta de décadas que cavou um rombo na hegemonia intelectual esquerdista, abrindo espaço para a circulação de idéias antes estranguladas e proibidas e tornando possível o governo do qual esse general faz parte. O interesse desse homem pelo destino da pátria é NULO. Ele obviamente só pensa em si mesmo.”

“O truque do Santos Cruz é camuflar sua mediocridade invejosa sob trejeitos de isentismo e acusar de "extremista" quem o supera intelectualmente.”

“Santos Cruz: sem a minha obra de três décadas, da qual você nada sabe, você jamais teria chegado ao posto que agora ocupa. O presidente Bolsonaro é um homem grato. Você é apenas um monstro de auto-adoração e empáfia.”

“Ao tratar o nosso presidente como se fosse um jovem desmiolado que não sabe escolher suas amizades, o Santos Cruz ofendeu brutalmente não somente a ele, mas a todos os brasileiros que depositaram nele a sua confiança.”

“Você deve pedidos de desculpas não a mim, Santos Cruz, mas ao presidente e seus eleitores.”

“Se ele fosse um debatedor sério, eu proporia o tema: Os militares livraram o Brasil do comunismo ou do anticomunismo?”

“Foi durante o governo militar que os livros anticomunistas simplesmente desapareceram de circulação, substituídos por oceanos e mais oceanos de propaganda comunista.”

“Esse Santos Cruz JAMAIS terá a coragem de discutir comigo de cara a cara. Vai tramar por trás alguma vingancinha ou refugiar-se num silêncio fingidamente superior.”

“Comparar os Santos Cruzes com o herói colombiano Luís Alfonso Plazas Vega me enche de temor pelo futuro da nossa pátria.”

“Quando dava conferências em Bogotá, fui percebendo, nos militares colombianos, gente com experiência diária de combate, uma humildade e um desejo sincero de aprender, que nunca havia notado entre seus colegas brasileiros, que arriscavam a vida em jogos de pingue-pongue no Clube Militar”.

“De hoje em diante, quando ler mais alguma das enormidades que os nossos sapientíssimos produzem sem cessar, minha exclamação de horror será: - Santos Cruzes!”

“Como explicar a fraqueza servil dos generais ante o avenço do movimento comunista que eles mesmos, ate hoje, se gabam falsamente de haver exterminado? Eles eram comunistas? Claro que não. Eram positivistas que se ignoravam, crentes no neutralismo superior de uma elite tecnocrática onissapiente, eles prórios.”

“Só vi a luz no dia em que o Ênio Silveira, o maior editor comunista do Brasil, me confessou, às portas da morte, que sua editora só havia sobrevivido por décadas graças à ajuda do governo militar. Foi então que comecei a perguntar como era possível a presença, nos altos círculos desse governo, de um comunista histórico como o Elio Gaspari, e a sondar outras inconveniências similares.”

“Não venha agora choramingar que foi ofendido, Santos Cruz. Foi você que começou isto, sem a menor provocação, dois dias depois de eu o haver ELOGIADO. Você simplesmente NÃO PRESTA.”

“O general Santos Cruz alega como prova da sua superioridade moral sobre mim a sua ignorância da minha obra e desinteresse em conhecê-la.”

“No Brasil jornalístico, acadêmico e até militar, A IGNORÂNCIA É A MAIOR FONTE DE AUTORIDADE INTELECTUAL. Contrariá-la é ser rotulado de polêmico agitador e extremista.”

“Sem mim, Santos Cruz, você estaria, como disse o Karim Sebti, levando cusparadas na porta do Clube Militar e baixando a cabeça, como tantos de seus colegas de farda.”

terça-feira, 19 de março de 2019

Olavo, segundo ele mesmo, é apenas um escritor, entenderam, olavetes?

Vocês, olavetes, que ficaram indignadas ontem quando algum órgão de imprensa que não me lembro o nome qualificou Olavo “apenas” como um escritor (o “apenas” é meu e das olavetes e não da imprensa) e não um “emérito professor” e um “insigne filósofo” vejam e ouçam o que seu ilustre guru disse hoje mesmo em resposta a uma mequetrefe qualquer que o desafiou para um debate sobre o aborto:


Viram? O “apenas” um escritor agora é do Olavo também.

segunda-feira, 18 de março de 2019

E a esperança de mudança para melhor na Educação vai pras cucuias...


“Se quisermos construir uma nação cristã livre, precisamos estabelecer fundamentos bíblicos para Educação, Governo, Economia e Política.”

“A educação é uma questão estratégica tanto no estabelecimento do Reino de Deus quanto no desenvolvimento da nossa nação.”

Começo com duas frases estúpidas porque esses são os lemas da ONG Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios, da qual faz parte a nova titular da Secretaria-Executiva, a “número 2” da pasta do Ministério da Educação, Iolene Lima, a terceira em pouco mais de dois meses. Alinhada a grupos evangélicos e indicada por Onyx Lorenzoni, também evangélico, Iolene é bacharel em Pedagogia com especializações e MBA em Administração Escolar e Psicopedagogia e parece que seu currículo de trabalho limita-se a já ter dirigido uma escola no interior de São Paulo que trabalha “todos os conteúdos curriculares dentro da cosmovisão bíblica”.

E aqui cabe um parêntesis. Como eu não sabia o exatamente o que quer dizer a tal “cosmovisão”, um desses neologismos criados por porraloucas, fui buscar no Houaiss, que explica que é uma “maneira subjetiva de ver e entender o mundo, especialmente as relações humanas e os papéis dos indivíduos e o seu próprio na sociedade, assim como as respostas a questões filosóficas básicas, como a finalidade da existência humana, a existência de vida após a morte, etc.”. E a palavra vem do grego kósmos, que significa “ordem, conveniência, organização, ordem do universo e por extensão, simplesmente mundo, universo”.

Até segunda-feira, o secretário-executivo era Luiz Tozi, demitido, segundo consta, após ter sua cabeça pedida por Olavo de Carvalho. No lugar dele, foi nomeado Rubens Barreto da Silva, que também foi atacado, dessa vez pelas olavetes, o que motivou Onyx a indicar Iolenne com o intuito de apaziguar as brigas entre seguidores de Olavo de Carvalho, o grupo técnico e os militares do Ministério.

Para começo de conversa, se o propósito da indicação é amenizar a ira de Olavo suas olavetes, Onyx, em sua burrice enternecedora, usou gasolina para apagar o fogo, já que Olavo é inimigo mortal de todos os protestantes, não só dos evangélicos. Para confirmar basta ler algumas de suas postagens no Facebook de uns seis meses atrás onde ele desanca todos eles, de Lutero a Macedo. Mas cabe uma ressalva: como o autoproclamado filósofo - ex-comunista, ex-astrólogo, ex-muçulmano, ex-etc. - muda de “filosofia” tanto quanto eu troco de camisa (todo dia), nada impede o atual devoto fervoroso de Nossa Senhora de mais uma guinada radical rumo a sabe-se lá o quê.

O grave disso tudo é estarmos entregues a um ministro estrangeiro, banana e que, tal como Iolene, não tem coisa nenhuma de relevante no seu currículo. E antes que me acusem de xenofobia eu aviso que não teria nada contra qualquer ministro de qualquer outra pasta ser estrangeiro, mas logo um ministro da Educação não saber falar português corretamente não me entra na cabeça.

Quanto a Olavo, bom, se ele mesmo disse ontem ou anteontem no twitter que apenas 1% da população acompanha a imprensa e é influenciada por ela na hora de votar, o que dizer dos apenas 0,00001% da população que o conhece? Como é que um sujeito desses pode ser considerado o principal responsável pela eleição do Bolsonaro? Fica óbvio que quem inventou e fez - e faz até hoje - crescer essa bobagem foi, maquiavelicamente, a mídia, que inflou sua importância para poder desancá-lo, porque bater em um desequilibrado como Olavo é muito fácil, ainda mais contando com os completos idiotas que compõem seu séquito de olavetes histéricas, limitado, mas atuante nas redes. E outros tolos, como Onyx, embarcam nessa canoa furada.

Do outro lado (não do meu), está a nomeação de (mais) uma evangélica cujas tendências intelectuais (?) despontam como sendo a antítese do que se espera de uma orientação educacional no mínimo decente. A simples menção de que se deve ter a Bíblia como parâmetro que deve regular a educação, o governo, a economia e a política causa arrepios. Já pensaram em filhos chegando da escola e dizendo aos pais que uma mulher menstruada é imunda conforme afirma o Levítico 15, em filhas preocupadíssimas perguntando se seus pais iriam vendê-las como escravas de acordo com a permissão bíblica em Êxodo 21:7 ou em filhos perguntando se deveriam matar o vizinho que insiste em trabalhar aos sábados como manda o Êxodo 35:2 (“seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, sábado de descanso solene ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho será morto”)...

Exagero? Não. Até porque os bispos, pastores, ministros, apóstolos etc. ditos evangélicos, há muito deixaram os Evangelhos em segundo plano em detrimento do Velho Testamento - o Torá judeu -, muito mais cruel, contundente e intimidador que os escritos de Marcos, Mateus, Lucas e João. Não precisa ir longe. Quem de vez em quando não dá uma espiada no que dizem esses picaretas na TV para confirmar, certamente deve ter visto a fantasia de rabino de Edir Macedo à época da inauguração do seu “templo salomônico” em Sampa, e aqui não vai nenhum desrespeito aos rabinos, só que seus paramentos, em Macedo, viram fantasias de mau gosto.

Usar um livro escrito há 3.400 anos como parâmetro, principalmente educacional, é criminoso. A Bíblia não serve nem como parâmetro moral ou ético, visto que a maior parte do que se considerava como comportamento “normal” à época é hoje classificada como delito. Importante como objeto de estudo da História - desde que feitas as devidas ressalvas -, a Bíblia perdeu, há milênios, a sua importância como padrão de conduta.

Nada pior, pois, que juntarem a fome com a vontade de comer em um governo que mal começou - a perspectiva é a pior possível. Olavo e evangélicos juntos - tô fora!

Com Olavo como guru da balbúrdia, eu peço penico




Depois desse convescote nos Estados Unidos cujo homenageado principal de Bolsonaro foi Olavo de Carvalho, detrator de todos os militares que cercam o Presidente, só me resta repetir Dante Alighieri em A Divina Comédia no 9º verso de Inferno, Canto III (inscrição na porta do inferno):

Lasciate ogne speranza, voi ch’intrate (deixai toda esperança, vós que entrais).
  
Com direito também a elogios de Paulo Guedes, fica confirmado que o mentor intelectual dessa barafunda é um demente de ideias caóticas e comportamento esquizoide.

O que eu relutava em acreditar aconteceu. O Brasil trocou a ignorância e a desonestidade da esquerda pelo perigoso caminho da incerteza de uma vasta cultura que não serve para nada em uma mente desarranjada. Ex-comunista, ex-astrólogo, ex-dervixe (muçulmano), professor de nada, filósofo de coisa nenhuma, hoje carola empedernido e direitista que cita e usa os conselhos de Lênin sem a menor cerimônia, quem garante que Olavo amanhã não troca sua Nossa Senhora por um satanás qualquer como objeto de devoção?

Pois é, eu deixei toda a minha esperança na porta do inferno de Dante, só que não entrei. Estou é de saída!

Inferno, Canto III
Per me si va ne la città dolente,
per me si va ne l’etterno dolore,
per me si va tra la perduta gente.

Giustizia mosse il mio alto fattore:
fecemi la divina podestate,
la somma sapienza e ’l primo amore.

Dinanzi a me non fuor cose create
se non etterne, e io etterno duro.
Lasciate ogne speranza, voi ch’intrate.

(Por mim se vai à cidade dolente,
Por mim se vai à eterna dor ,
Por mim se vai à perdida gente.

Justiça moveu o meu alto criador,
Que me fez com o divino poder,
O saber supremo e o primeiro amor.

Antes de mim coisa alguma foi criada
Exceto coisas eternas, e eterno eu duro.
Deixai toda esperança, vós que entrais!)


quarta-feira, 6 de março de 2019

Bolsonaro - ou o (ir)responsável pelos seus twitters - tem que tomar jeito (vídeo)



Bolsonaro publicou esse vídeo no seu twitter, declarando-se desconfortável em fazê-lo. Ora, então por que o fez?

Disse ele: “Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões:”

Não é o caso de puritanismo ou coisa parecida, mas sim de assumir seu cargo por inteiro e isso implica em tomar certos cuidados que eram dispensáveis enquanto estava em campanha.


O Carnaval do Rio já era!




Além dos crescentes casos de assédio por parte dos homossexuais masculinos (masculinos???), os pentelhos ohânicos expostos, os coturnos militares e os peitos cheek to cheek com umbigos femininos (femininos???) tomaram conta do Carnaval no Rio em um festival de baixaria, mau gosto e feiúra jamais visto.


terça-feira, 5 de março de 2019

Coisas estranhas na imprensa sobre a morte de Arthur, neto de Lula


O menino morreu às 12:11 hs.

Ancelmo Gois, do Globo, noticiou a morte às 12:20 hs, 9 minutos depois.

O site petralha Forum noticiou às 12:44 hs, 33 minutos depois, já com amplo conhecimento do laudo médico.

O G1, às 12:51 hs, 40 minutos depois, dá minúcias em ampla matéria e inclui um twitter de Gleisi Hoffmann com suas condolências a Lula, com um detalhe: o twitter de Gleisi é das 12:52 hs e a matéria do G1 saiu às 12:51 hs.

Aí há três questões:
  •       Como Ancelmo conseguiu ser tão rápido?
  •       Como é que um blog vagabundo como o Forum conseguiu ser tão rápido também e com uma matéria tão completa?
  •       O mais incrível: como é que o G1 conseguiu a proeza de publicar a mensagem de Gleisi um minuto antes dela ser publicada?

Alguém sabe as respostas?

sexta-feira, 1 de março de 2019

Os cricris - criadores de crise - abundam


Os bolsonáticos - bolsonaristas lunáticos -, cada vez mais chatos, abundam pelas redes. Assumiram o papel de guardiães da direita, donos da verdade e tantas fizeram que emprenharam a cúpula do governo forçando Moro a voltar atrás na nomeação de Ilona Szabó. Os cricris - criadores de crises - transformaram a nomeação de uma suplente para um colegiado não deliberativo de pouca importância com 26 membros em um crime de lesa-pátria.

O mais curioso é que na mesma penada da nomeação de Ilona vieram para o Conselho os linhas-duríssimas Danilo Pereira Junior, Walter Nunes da Silva Junior e Paulo Eduardo de Almeida Sorci, mas ninguém disse nada a respeito.

Nem vou entrar nos méritos de Ilona porque ela é irrelevante e irrelevante iria continuar sendo. Só lamento que a decisão de Moro tenha sido tão atacada aqui fora e tão minada por “conselheiros” palacianos até o ponto de obrigá-lo a recuar. Isso, com certeza, o enfraqueceu.

Fico com Guzzo: “O Brasil dos nossos dias realmente elevou ao estado de arte, como se diz, a capacidade que as classes superiores desenvolveram nesses últimos tempos para transformar questões de desimportância ilimitada em motivo para discussões de altíssima tensão, nas quais se debate, desesperadamente, o destino final de tudo o que pode existir de essencial na existência humana.”


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A desimportância ilimitada das crises do atual governo

J.R.Guzzo

O Brasil dos nossos dias realmente elevou ao estado de arte, como se diz, a capacidade que as classes superiores desenvolveram nesses últimos tempos para transformar questões de desimportância ilimitada em motivo para discussões de altíssima tensão, nas quais se debate, desesperadamente, o destino final de tudo o que pode existir de essencial na existência humana. A mulher do empresário Nizan Guanaes, por exemplo, cometeu ou não crime de racismo ao utilizar os serviços profissionais de negras vestidas com o traje clássico de baianas, em sua recente festa de aniversário em Salvador? Quais os segredos de vida e morte que o ex-ministro Gustavo Bebianno, do qual nenhum cidadão comum jamais tinha ouvido falar até hoje, vai enfim “contar para todo mundo” ─ e provocar com isso a autodestruição imediata do governo? O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, já está marcando reuniões secretas com a CUT, a Conferência Nacional dos Bispos e o ex-presidente Fernando Henrique para acertar os detalhes finais do golpe de Estado que vai derrubar, a qualquer horinha dessas, o presidente Jair Bolsonaro? Viram o que saiu publicado na coluna do colunista A? E o que saiu publicado na coluna do colunista Z? Com a crise cada vez mais grave, quantos meses ainda pode durar este governo? E por aí se vai.

Nenhum desses portentos tem a mais remota possibilidade de resultar em qualquer tipo de coisa relevante, é claro, mas cada um deles faz um barulho danado até evaporar do noticiário, para dar lugar a outros vendavais da mesma qualidade. Aguarde a qualquer momento, portanto, mais uma crise fatal em Brasília - ou melhor, mais um “desdobramento” da crise que se instalou no governo desde o dia 1º de janeiro deste ano e até agora não foi embora. Já ouvimos, entre outras desgraças garantidas, que o presidente jamais conseguiria montar o seu ministério sem entregar a alma e o erário aos “políticos”. Anular o convite para o ditador da Venezuela vir à cerimônia de posse de Bolsonaro foi uma atitude “de altíssimo risco” do novo governo ─ o Brasil, com essa decisão tresloucada, estava se isolando do resto do mundo. Renan Calheiros iria ser eleito para a presidência do Senado e, a partir dali, formaria um vigoroso polo de “poder alternativo” ao governo; a “Resistência” encontraria nele o seu novo comandante. Outros terremotos, além desses? É só escolher no Google.

Fica a impressão, no meio de toda essa calamidade permanente, que a vida política brasileira está tentando, em pleno século XXI, operar num sistema de moto-contínuo - os fatos, aí, se criariam através da reutilização infinita da energia gerada pelo movimento desses próprios fatos. É a fantasia da máquina que funciona sozinha. O moto-contínuo, como se ensinava na escola, é um fenômeno cientificamente impossível, por violar as leis da termodinâmica. Mas isso aqui é o Brasil, e no Brasil todo mundo sabe que há uma porção de leis que não pegam - talvez seja o caso, justamente, da “crise política” que é apresentada todos os dias ao público. Um acontecimento ganha vida, prospera, desaparece e se reproduz num outro, o tempo todo; o mesmo processo se repete com esse outro acontecimento, e assim a coisa não para nunca. Não tem a menor importância a força real dos fatos apresentados à população, nem a constatação de que nunca resultam em nada de prático; eles existem porque são anunciados, e pronto.

A próxima catástrofe é a reforma da previdência que o governo acaba de apresentar à Câmara dos Deputados. Tanto faz o que vai realmente acontecer. Mesmo que as mudanças sejam aprovadas, você ouvirá que o governo sofreu mais uma derrota - ou porque tal ou qual item não passou, ou porque “o custo foi alto demais”, ou porque o ministro Zé falou uma coisa e o ministro Mané falou outra, e assim por diante. As verdadeiras questões que têm de ser resolvidas, enquanto isso, ficam voando no espaço sideral, inalcançáveis por um debate neurastênico, rasteiro e sem lógica.

A Neurociência explica


Rodrigo Massaud  - Médico Neurologista pela Universidade Federal de São Paulo UNIFESP, membro da Academia Brasileira de Neurologia e tem MBA em gestão de Saúde pelo INSPER.

Nossos sentidos e capacidades mentais são todos recursos escassos. A neurociência estuda, entre outra coisas, o funcionamento da mente. A economia é a ciência que estuda como administrar recursos escassos. A área conhecida como neuroeconomia estuda como a neurociência explica os processos neurobiológicos, subjacentes à tomada de decisões.

A tomada de decisão é uma função de um grupo conhecido como funções executivas. As funções executivas estão relacionadas a circuitos neurais complexos, que têm boa parte de suas conexões na região anterior do cérebro, conhecida como lobo frontal. Logo, tomar boas decisões se relaciona fortemente, em testes neuropsicológicos, com um bom funcionamento das funções executivas. Vários estudos neuropsicológicos, demonstram que executivos do alto escalão das empresas, como os CEOs, apresentam resultados de alta performance nos testes que avaliam as funções executivas. Mas será que somente um bom funcionamento cerebral, do líder máximo de uma empresa, é capaz de garantir as melhores decisões?

Um dos sistemas filosóficos mais fantásticos, o estoicismo, tinha como elemento central do seu pensamento, saber o que de fato na vida podemos mudar e o que não podemos mudar. Sobre quais acontecimentos da vida temos verdadeiro controle?

Epicteto foi um dos principais pensadores estoicos e, num trecho do seu pensamento, ele divaga sobre qual seria a principal tarefa da vida:

“A principal tarefa da vida está em identificar e separar questões, de modo que eu possa dizer claramente para mim, quais são externas, fora do meu controle, e quais têm a ver com as escolhas sobre as quais eu, de fato, tenho controle. Onde, então eu devo buscar o bem e o mal? Não em externos incontroláveis, mas dentro de mim mesmo, nas escolhas que são minhas”.

Entre os problemas mais comuns no funcionamento do nosso cérebro está o autoengano. O autoengano frequentemente nos leva a apontar o dedo e procurar culpados externos para nossos problemas.

A neurociência nos mostra que mudar crenças é muito mais fácil que mudar comportamentos aprendidos. Nas crenças não gastamos energia agindo sobre aquilo que está sobre o nosso controle. O cérebro tende a sempre que possível poupar energia. Exemplificando esse problema: o que é mais fácil, planejarmos o início de uma dieta para a próxima semana ou começarmos agora mesmo? Levantarmos da cadeira e procurarmos emprego ou culparmos a crise econômica? Culpar o CEO por problemas graves ocorridos nas empresas ou entender que em atividades de alto risco, como na indústria da mineração, por exemplo, geralmente os acidentes ocorrem por uma cadeia de erros, que envolvem múltiplas pessoas da corporação, e não por um culpado isolado? A cadeia de erros interligados explica, outrossim, boa parte dos acidentes aéreos, e também explica erros que causam danos a pacientes no sistema de saúde do mundo inteiro.

Algumas maneiras por que esses erros ocorrem são bem conhecidas pela neurociência:

O efeito de ancoragem é um viés cognitivo que descreve a tendência humana para se basear, ou “ancorar” a tomada de decisão, em uma informação ou parte da informação recebida anteriormente.

O efeito de exposição contínua que é outro desses erros que gera a ilusão de familiaridade; temos a tendência a preferir o que nos é familiar. Somos resistentes a mudanças.

O viés de confirmação é outra maneira de tomarmos decisões inadequadas, quando colocamos nossa convicção sobre um determinado assunto e fazemos a leitura dos fatos; é a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais. É um tipo de viés cognitivo e um erro de raciocínio indutivo. As pessoas demonstram esse viés quando reúnem ou se lembram de informações de forma seletiva, ou quando as interpretam de forma tendenciosa. Tal efeito é mais forte em questões de grande carga emocional e em crenças profundamente arraigadas.

Os conceitos de memórias tendenciosas foram propostos para explicar a polarização de atitudes, quando uma divergência se torna mais extrema, mesmo que as diferentes partes sejam expostas à mesma evidência. As crenças persistentes são crenças que persistem mesmo após várias evidências demonstrando que são falsas.

O efeito irracional do “Prime” demonstra uma maior confiança nas informações encontradas primeiramente, antes de uma série de outras informações.

Temos ainda a correlação ilusória, quando falsas associações entre dois eventos ou situações são identificadas.

No momento que vivemos hoje, com as famosas fake news, é muito fácil nos tornarmos reféns desses exemplos de irracionalidade. Temos que nos policiar constantemente para não cairmos nessas armadilhas da mente. Dessa forma, não parece racional culparmos os CEOs como responsáveis isolados por acidentes gravíssimos como o ocorrido na cidade de Brumadinho ou no CT do Flamengo.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Foto de Lula fazendo cocô é arte


O título da matéria sobre a foto, no Estadão é:

“Pinacoteca apresenta quatro novas aquisições em seu acervo”

A foto, segundo o jornal, vem com o seguinte texto:

“A obra de Matheus Rocha, especificamente, promove uma interação com o público. (...) Sobre folhas de jornais do dia anterior, o artista deixa pequenos blocos de concreto, que cabem facilmente na mão. O público pode levá-los para casa, mas sob a condição de deixar, no lugar, uma pedra trazida da rua.”

Para começo de conversa, até onde o Houaiss saiba, pinacoteca é uma “coleção de quadros de pintura”.

Em segundo lugar, isso na minha terra se chama entulho.

Em terceiro, isso é coisa de débil mental.

Em quarto, uma foto do Lula fazendo cocô incomoda muito mais e é muito mais artística, já que o moderno conceito de arte trocou o belo, a estética e a harmonia pela capacidade de aporrinhar e indignar.