sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Ao optar por se tratar com charlatães como João de Deus e Lair Ribeiro, Marcelo Rezende assinou seu próprio atestado de óbito.

Da Veja

Já fazia alguns dias que Marcelo Rezende estava ofegante e com dores nas costas. Stress do trabalho frenético, pensava o apresentador da TV Record, que passava noventa minutos diários ao vivo à frente do programa policial Cidade Alerta. Em uma noite do início de maio, soou mais forte o sinal de que algo não corria bem. O ritual cotidiano de ir à adega particular, com 2 000 rótulos de vinho, sacar alguma garrafa dos nichos e servir-se de duas taças foi interrompido pelo paladar. O primeiro gole desceu mal pela garganta. Rezende ligou então para um amigo médico e agendou uma bateria de exames. O diagnóstico veio como sentença de morte: um avançado câncer no pâncreas, com metástase no fígado. A perspectiva era que a quimioterapia trouxesse sobrevida de até três anos, mas não cura. A primeira sessão no Hospital Israelita Albert Einstein foi penosa, pelos efeitos colaterais. E ele se recusou a ir às próximas.

O que aconteceu em seguida foi uma espiral de isolamento, apelos públicos de colegas para que voltasse ao centro médico e muitas especulações, até a morte do apresentador, no sábado 16, aos 65 anos. Por mais de quatro meses, ele se cercou de mistério sobre os tratamentos espirituais a que recorreu. Quanto mais fortes as críticas de amigos e familiares, mais se ilhava. Dizia que o pensamento negativo dissiparia as energias da recuperação.

Na busca natural por resposta na fé, Rezende chegou a encontrar-se com um bispo no Templo de Salomão, de Edir Macedo, dono da Record. Foi também com Geraldo Luís, colega de emissora, ao centro espiritual de João de Deus, em Goiás. Ali, o médium lhe “revelou”: ele deveria se cuidar com o nutrólogo Lair Ribeiro, best-seller de livros de autoajuda nos anos 1990 e 2000. Nos últimos tempos, Ribeiro notabilizou-se na internet por propagar a dieta cetogênica (com restrição severa de carboidratos) como arma eficaz contra o câncer. “Todo paciente que fizer a dieta vai se beneficiar”, defende. Ribeiro é malvisto na comunidade médica. “O câncer de pâncreas metastático é agressivo e não há alimentação que possa melhorar ou piorar o prognóstico”, explica o cirurgião Ben-Hur Ferraz Neto. O perigo aparece quando se ignora o tratamento recomendado. Estudo da Universidade Yale com cânceres curáveis mostrou que pacientes em terapia alternativa têm 150% mais probabilidade de morrer.

A VEJA, Ribeiro disse que se encontrou com Rezende uma única vez. “Falei só para ele reduzir carboidratos.” Os mais próximos, porém, informam que o contato era frequente. O jornalista passou semanas na cidade paulista de Ribeirão Preto, onde atua uma médica ligada ao método de Ribeiro. Ele relatava pagar 50 000 reais semanais pelas práticas, que envolviam cápsulas “importadas”. Nas últimas duas semanas, já em casa novamente, o doente definhava entre fortes dores e mantinha uma ambulância à porta, mas só voltou ao hospital cinco dias antes de morrer. “Quando Marcelo foi internado, Lair Ribeiro ficou uma hora com ele ao telefone, dizendo que a dor é o caminho da cura”, afirma um parente. A família está abalada por acreditar que a sobrevida seria maior e menos dolorosa com a quimioterapia. É claro que isso não exclui a fé. Rezende, aliás, tinha grande conforto com leituras sagradas. No domingo, durante o enterro do apresentador, em São Paulo, amigos puseram em seu caixão um exemplar da Bíblia. Ao lado do volume, a rolha do mítico vinho francês Château Petrus servido no velório aos íntimos em um brinde, como era o desejo do jornalista.



quarta-feira, 20 de setembro de 2017

A “cura gay”, a ex-psicóloga crente e o juiz desinformado

Missionária Rozangela Alves Justino
No último dia 15, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara do Distrito Federal, concedeu uma liminar que, na prática, torna legalmente possível que psicólogos ofereçam pseudoterapias de reversão sexual, popularmente chamadas de cura gay.

Para começo de conversa vamos partir da evidência científica de que o padrão básico de formação do corpo e do cérebro do feto da espécie humana é feminino e é só entre seis e oito semanas depois da concepção que o feto do sexo masculino (XY) recebe uma dose maciça de hormônios androgênicos que, primeiro, formam os testículos e, num segundo momento, alteram o cérebro de um formato feminino para uma configuração masculina. Quando esse feto não recebe na época certa a quantidade suficiente de hormônio, duas coisas podem acontecer: nascer um menino com o cérebro estruturalmente mais feminino que masculino e que provavelmente vai se descobrir gay na adolescência ou nascer um bebê geneticamente do sexo masculino, com os genitais correspondentes e o funcionamento do cérebro inteiramente feminino, o que seria um transexual.

Como não há relatos confiáveis de que esforços no sentido de reverter o homossexualismo tenham dado algum resultado, fica patente que a tal “cura gay” é praticamente impossível, até mesmo com terapias hormonais, visto que o cérebro se forma até no máximo oito semanas depois da concepção. Pela psicologia então, nem pensar.

Posto isto, vamos ver a tal liminar judicial.

Primeiro: quem moveu a ação contra o CFP (Conselho Federal de Psicologia) pedindo a suspensão das regras do órgão foi Rozangela Alves Justino, que é psicóloga de formação, mas registro profissional foi cassado em 2009 porque ela oferecia pseudoterapias para curar a homossexualidade masculina e feminina, a chamada e autêntica “cura gay”. Naquele ano, às vésperas de seu julgamento, ela chegou a dizer que pessoas têm atração pelo mesmo sexo “porque foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso”. E admitiu: “Sinto-me direcionada por Deus para ajudar as pessoas que estão homossexuais”. Ela é “missionária”.

Bom, com as suas frases está explicada, em parte, a razão de tanta estupidez. Mas vamos ao juiz.

Na verdade, Carvalho não chegou a defender explicitamente em sua liminar a “cura gay” e nem derrubou uma resolução do CFP que, desde março de 1999, proíbe sua prática. Ele inclusive deixa claro em seu texto que, ao analisar o caso, adotou como premissa o posicionamento da Organização Mundial da Saúde de que “a homossexualidade constitui uma variação natural da sexualidade humana, não podendo ser, portanto, considerada como condição patológica”.

Mas aí veio a contradição: o juiz determinou que o órgão alterasse a interpretação de suas normas de forma a não impedir os profissionais de “promoverem estudos ou atendimento profissional, de forma reservada, pertinente à (re)orientação sexual, garantindo-lhes, assim, a plena liberdade científica acerca da matéria, sem qualquer censura ou necessidade de licença prévia”. Aí esculhambou tudo.

Além disso, atente-se para o fato que o juiz não atendeu a uma ação de um grupo de psicólogos ou alguma causa relevante, mas sim a uma só pessoa, que é desqualificada profissionalmente pelo próprio órgão prejudicado e cuja causa é um absurdo completo.

Na minha opinião não cabe acusar o juiz de homofobia por enquanto, como muita gente anda fazendo, mas sou obrigado a acusá-lo de incoerência - inadmissível em qualquer julgamento - e até de ignorância sobre o tema, por que não?


terça-feira, 19 de setembro de 2017

Ultraconservadores do mundo, uni-vos!

Ana Paula Henkel

Publicado no Estadão de SP

“Acabo de descobrir pela imprensa que sou ultraconservadora. Extrema-direita conservadora fundamentalista com visões radicais contra minorias e direitos conquistados com muita luta contra o patriarcado. Meu crime: questionar a exibição de imagens pornográficas para crianças. Minha culpa, minha máxima culpa.

Quem é você, sua jogadora de vôlei, para dar palpite sobre arte? Bola fora! Gente ultraconservadora como você deve ser apedrejada na rua em nome da tolerância! Ultraconservador nem gente é. Um outro mundo, sem esse pessoal preconceituoso, é possível. Depois do apedrejamento, é só abraçar uma árvore e seguir espalhando o amor.

Entendo os companheiros engajados e lacradores da imprensa e do ativismo bem patrocinado, especialmente quando o assunto envolve bancos tão generosos ao investir em, digamos, arte. Sim, já entendi que arte é o que disserem que é arte, mesmo que, aos meus olhos ultraconservadores, reacionários e caretas, pareça apenas pornografia barata.

Li por aí que há gays indignados com a associação tácita feita pelos defensores do banco, remunerados ou não, entre homossexualismo e a polêmica sobre as imagens explícitas mostradas numa exposição direcionada para crianças. Seriam homossexuais ultraconservadores e homofóbicos? Gay que não pensa como autorizado pela cartilha progressista é muita autonomia e liberdade, onde vamos parar?

Os especialistas consultados nas reportagens dizem que liberal é aquele que libera geral e pronto. É proibido proibir e infância é uma mera construção social, é você quem decide qual é a sua idade. A ideologia de data de nascimento chegou para ficar e precisamos lutar contra o preconceito. Se uma criança de quatro anos se identifica como um adulto de trinta e quiser ver pornografia, quem é você, seu ultraconservador, para se meter?

Em tempos de pós-verdade, os torquemadas das redações julgaram, num rito sumário e sem direito de defesa, que retrógrados medievais como eu não precisam ter liberdade de expressão e nem podem participar do debate público. A mesma liberdade que defendem para a exposição negam a mim, mas quem disse que direitos iguais incluem ultraconservadores?

Fomos chamados de censores quando apoiamos um boicote. Fomos criticados por sermos contra nudez nas artes quando combatíamos a exibição de conteúdo impróprio sem classificação indicativa. Vale tudo pelo lacre e os fatos não podem atrapalhar a narrativa.

Como sou um caso perdido, talvez minha saída seja fundar um movimento ultraconservador e assumir meu lado de defensora das trevas de vez. Meu radicalismo de direita deve ser influência da Califórnia, onde moro há alguns anos, um enclave de fundamentalistas religiosos que queimam hereges nas ruas. Neste domingo, quando os californianos ultraconservadores do Red Hot Chili Peppers tocarem no Rock in Rio, lembrem de mim e rezem pela minha alma.

Jacobinos, pioneiros na defesa da tolerância, diziam que o homem só seria livre quando o último rei fosse enforcado com as tripas do último padre. Cabeças rolaram, outros jacobinos vieram, mas os ultraconservadores extremistas e radicais continuam por aí dizendo que crianças não devem, sob qualquer pretexto, serem expostas a imagens de sexo explícito. Novas guilhotinas já foram encomendadas.

O assassinato de reputações continua, assim como a motivação dos ultraconservadores de impedir o futuro progressista em que as crianças saiam das garras dos pais e possam ser educadas pelo Estado sem interferência da família. O socialismo agora começa com a socialização dos nossos filhos.

O pacote progressista inclui a renúncia fiscal para que curadores, sem trocadilhos por favor, decidam a idade com que seus filhos devam ser iniciados nestas, digamos, artes. E se você reclamar, já sabe: ultraconservador!”


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A canalhice de Luciana Genro, uma energúmena irresponsável e sem nenhum caráter

O que dizer de uma energúmena que pega uma notícia com mais de dois anos, distorce completamente, e manda para a internet como uma verdade? O que dizer dos seus 232.000 seguidores no twitter e dos 1.200 imbecis que curtiram a palhaçada?

Pois é. A informação oficial da ONU na página da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), que data de 27 de maio de 2015, é a seguinte: “World hunger falls to under 800 million, eradication is next goal” - “A fome no mundo cai para menos de 800 milhões, a erradicação é o próximo objetivo” - que pode ser lida em português em http://www.fao.org/news/story/pt/item/288582/icode/ .

Mas tem mais. Me dei ao trabalho de ir a dois sites, o Global Hunger Index (http://ghi.ifpri.org/) e o Heritage (http://www.heritage.org/index/ranking) para fazer uma tabelinha resumida baseada nos índices de países que mais sofrem com a fome (2017) e seus respectivos índices de liberdade econômica (2016). Como era de se esperar, os que mais sofrem com a fome são os que apresentam os menores índices de liberdade econômica.

Por ordem dos mais "famintos". A Coluna da direita dá a posição o ranking global de liberdade econômica.

Portanto está mais do que provado que é justamente onde não há liberdade econômica que há fome! Essa azêmola não tem um pingo de consciência, caráter e inteligência. Também, seria pedir muito a uma filha de Tarso Genro e fundadora do PSOL.

Olavo de Carvalho por Heloisa de Carvalho Arribas, sua filha

Essa carta foi publicada no facebook de Heloisa de Carvalho Arribas, filha do primeiro casamento de Olavo de Carvalho:

Carta aberta a Olavo de Carvalho, meu pai.

Estou escrevendo essa carta aberta por que você só sabe ficar xingando daí dos Estados Unidos, já que nunca teve a decência de enfrentar as pessoas cara a cara. E, quando digo enfrentar, é encarar que tudo o que falo sobre sua vida é a mais pura verdade. Não adianta mais o seu hábito de criar medo nas pessoas, o que fez com que seus filhos e esposas não abrissem a boca nem mesmo para Deus. Sempre foi sua tática chamar os outros daquilo que você é, e depois se sair de vítima quando é desmascarado ou ficar ironizando como uma forma de mascarar a verdade.

Você não se lembra das inúmeras vezes em que você me pegou para passar o final de semana com você, e você nem me respeitava, ficando na sala ao lado enquanto eu dormia na sala do Bolla e era acordada no meio da noite com os gemidos das suas farras?

Lembra-se de que, quando minha mãe, meus irmãos e eu fomos despejados e passamos a morar em um quarto com banheiro nos fundos da sua escola de astrologia, a Escola Júpiter, enquanto você fazia uma farra com a sua segunda esposa, a Silvana, minha mãe tentou o suicídio e, se não fosse por mim, ela teria morrido? Já se esqueceu também de que, quando eu fui morar com você e a Silvana, meus irmãos foram morar com a nossa avó materna, mas você nunca foi visitá-los?

Esqueceu que, quando fomos morar na casa perto do aeroporto, você e sua esposa Silvana me largavam sozinha enquanto você ia dar aula de astrologia, e que depois saíam para jantar fora e chegavam de madrugada enquanto eu, com apenas 13 anos, ficava lá sozinha e sem comida?

Aliás, as suas casas, apesar de ter mais de uma esposa, sempre foram imundas, e as suas esposas faziam questão de ficar a madrugada toda acordadas, batendo papo furado com você, e depois dormiam o dia todo. A sua mãe nunca ia visitá-lo, pois tinha nojo! E eu, quando morei com você, acabei tendo de aprender todo o serviço de casa, já que nunca gostei de sujeira.

E já que estou falando da sua mãe, lembra-se que ela morreu recentemente sem ao menos receber um único telefonema seu enquanto estava consciente, apesar de ter pedido tanto que você entrasse em contato? Essa minha avó, com quem você tantas vezes brigou e deixava com enxaquecas, passando mal por sua causa, sendo que quem estava ao lado dela, muitas dessas vezes, era eu.

E era eu também que, quando você foi internado na clínica psiquiátrica, ia te visitar, apesar de você ter internado minha mãe em um hospício por duas vezes só para que a sua vida ficasse mais fácil, já que assim ela não podia cobrar nada de você.

Nós sempre vivemos contando com a ajuda de familiares.Ou se esqueceu de que minha mãe deu a guarda judicial dos filhos para parentes, para que assim nós pelo menos tivéssemos acesso a tratamento médico, já que você não dava assistência aos próprios filhos?

Já esqueceu que nunca se preocupou nem com a escola dos filhos, mas agora fica postando fotos dos diplomas da Leilah aí nos Estados Unidos, sendo que as pessoas nem imaginam que ela só vai à faculdade porque, depois de 12 anos que estão aí, ela ainda não conseguiu a cidadania e precisa de vínculo com uma universidade para continuar no país?

Não se lembra mais de que nunca visitou a casa de um filho? Hoje, para dar ares de “família margarina”, fica se fazendo de pai de família e bom avô, mas as pessoas não sabem que, quando você surta, culpa a todos à sua volta pelos seus erros com essa sua fúria histérica.

Lembra que, em um surto de loucura, colocou uma arma na cabeça dos seus filhos?

E onde estava o pai da “família margarina” que,  quando soube que eu tinha sido abusada sexualmente, não fez absolutamente nada, e que há uns quatro meses ainda me culpou pelo abuso? Acho que você esqueceu de que eu só tinha 9 anos.

Diante de tantos fatos ocorridos em nossas vidas, fatos esses não só da vida familiar, mas também muitas coisas que eu vi você fazer contra os seus amigos, eu agora percebo que você não mudou nada. Eu até cheguei a acreditar que tinha mudado, mas, quando te liguei para defender o Daniel Aragão e te contar sobre o caráter do Jossias Teófilo, você, a Leilah e a Roxane começaram a xingar a mim e ao Daniel numa gritaria cheia de palavrões que mais parecia um surto psicótico. Eu sei que, quando você surta, você fica incontrolável. Eu já vi muitos desses surtos. Daí caí na realidade: você não mudou nada!

Você fala que não sabia que o Tales é muçulmano, mas se esqueceu que quem levou ele e a família toda para o islã foi você, e ainda levou junto um secto de amigos, sendo que alguns deles ainda frequentam seu meio social?

Na comunidade muçulmana que você criou em sua casa na Bela Vista, todos te apoiavam e te seguiam incondicionalmente. Na época, eu não sabia que aquilo era uma seita. Quando tudo explodiu, as pessoas te largaram, muitas sumiram e algumas ficaram loucas. Como no caso da Liana, uma pessoa boa que você usou, de quem você realmente pegou dinheiro indevidamente e que te processou por isso. Ela só não ganhou porque estava perturbada demais para ser sensata no processo, e você acabou beneficiado pelo “in dubio pro reo”.

Em relação a esse post:

 



Por que não se inspirou nele quando ele disse que eu precisava ter uma vida normal de criança? Talvez por isso é que diga que ele não fosse um exemplo para você.

Quanto a esse outro post:

 



Quando você ia “treinar” no Michel Weber, eu ficava andando pelo estúdo dele e via coisas macabras, como quadros e objetos que pareciam coisas satânicas. E tinha também aqueles cães sanguinários dele, que pareciam ter parte com o demônio, e, no dia em que quase me atacaram, o Michel, em vez de se preocupar comigo, ficou bravo com você por ter me deixado xeretando nas “coisas” dele.

 


Então, quem aqui é grotesco, quem aqui sempre foi unido com o macabro, quem aqui não é bondoso para com seus parentes e amigos, quem aqui não teve talento, e eu estou falando em talento de fato, não o de criar um secto de fanáticos e cegos, quem nunca teve coragem perante a vida, quem aqui nunca trabalhou de verdade?

Você pouco sabe da minha vida, das pessoas que me cercam, dos meus amigos, do meu trabalho... Então começa a criar vergonha na cara e pare de dar indiretas (um hábito seu desde que eu me conheço por gente). Você nunca teve coragem e decência para enfrentar a vida real.

Tudo o que escrevi é um recado para você: muda enquanto dá tempo para você se transformar em um ser-humano decente. E não diga que eu me uni ao diabo. Isso sempre foi um direito só seu! Eu não preciso me unir a ninguém para falar e contar sobre você. E pode ter certeza de que lembro de muito mais coisas.

E só não enxerga o que você está criando nas pessoas, usando o nome de Deus, quem é cego, pois eu vejo claramente, como já vi em outras épocas suas, um bando de pessoas insensatas, com ódio de tudo e de todos, que caem cegamente na sua pregação, criando um exército de intolerantes com seus semelhantes, e que, quando enxergarem, não vai ter psiquiatra e nem hospício suficiente para todos.

Pai, você sabe que minha questão não é familiar como você pinta, fazendo parecer somente uma fofoquinha. Eu só falo de fatos familiares para que as pessoas enxerguem quem você é na vida real. Sinto muito que a sua lavagem cerebral sobre as pessoas já tenha tomado essas proporções. Sim, isso mesmo, lavagem cerebral com as técnicas que você domina tão bem, como as da Programação Neurolinguística.

E quanto ao dente de leite que está sendo leiloado e você diz não ser seu, foi a minha avó quem deixou para mim muito antes de morrer. Mas você sabe muito bem que eu sempre fui o baú e memória viva da família. Tanto dos fatos quanto dos objetos. Acredito que você nem sequer tenha uma foto sua de criança, nem o peso de papel do seu pai, nem o seu álbum de bebê. Nenhum de vocês tem nada, pois a única que sempre conviveu de perto com minha avó fui eu. E você sabe bem disso.

 



Esse quadro, por exemplo, você tinha na parede da Escola Júpiter, não é? Deu para a minha avó e hoje está comigo.

 



Essa foto, você tirou em Paris. Lembra-se de que você me deu quando se mudou para os EUA?



Esse peso de papel do meu avô, seu pai, que você nem sabia onde estava, está bem aqui na minha casa. E você já até postou sobre isso:

 


Então não diga que o dente de leite não é seu. Você sabe muito bem que minha avó sempre me deu tudo o que ela guardava de você.

Mas, se mesmo assim, tiver dúvidas quanto ao dente ser seu, eu posso mandar fazer um exame de DNA nele.


Mas você não vai querer passar pela vergonha de ser desmentido novamente, vai?

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Um “Museu Viado” em nome da “Arte”


Os esquerdofrênicos - facilmente reconhecidos por produzirem muito barulho e nenhuma ideia - não se rendem. Após verem suas (as)pirações de um mundo socialista derrotadas nos quatro cantos, deram para inventar as causas mais estapafúrdias e defendê-las com todo o estardalhaço que lhes é peculiar.

É um tal de ideologia de gênero pra cá, ecochatismo pra lá que ninguém em sã consciência tem mais saco para aguentar. Por mais irrelevante que seja, qualquer fato ou ato que suscite uma reação contrária de quem siga os preceitos morais tradicionais é motivo para que esses furúnculos da sociedade se manifestem com uma agressividade inteiramente desproporcional ao fato/ato.

Agora se meteram a entendidos de arte, ou melhor, do que acham que é arte, incorporando o bestialismo, a pedofilia e a sodomia aos pré-requisitos necessários para que uma obra seja considerada como artística. Isso sem falar no profundo senso antiestético e no impacto negativo causado, também fundamentais para tal validação.

O cancelamento da tal exposição “Museu Viado” (tradução de “Queer Museu”) - que obedecia a todos os quesitos “artísticos” estabelecidos acima - foi o suficiente para que essas pústulas sociais pudessem, mais uma vez, aparecer na mídia em função do estardalhaço feito e, principalmente, pelo apoio maciço dos inúmeros e notórios esquerdofrênicos atuantes na imprensa, como Ancelmo Gois, do Globo, que em apoio à pornoesquerdofrenia vigente publicou em suas colunas de hoje e de ontem as duas obras acima, que até podem ser consideradas como arte, mas são de um tremendo mau gosto.

Felizmente para nós, as criaturas normais, essa gente nunca vai ser levada a sério e tende à autoextinção, vítimas que são da sua própria incapacidade de agir como seres humanos. Sua total demência implica que seu limite máximo é de vez em quando virar notícia pelas aberrações e bizarrices que produzem.


terça-feira, 12 de setembro de 2017

A farra do STF (no dia em que todos os funcionários resolverem trabalhar o prédio cai)


O STF gastou R$ 554.750.410,00 em 2016. Isso significa que cada um dos onze ministros saiu pela bagatela de R$ 50.431.855,45. Os 2.481 funcionários fazem uma média de 225 por ministro. E nenhum desses onze tem a mínima vergonha disso.

Entre os gastos estão:
R$ 206.311.277,11 em folha de pagamento de ativos
R$ 131.300.522,83 em folha de pagamento de aposentados
R$ 40.354.846,00 em segurança institucional
R$ 32.236.498,26 em “transparência”
R$ 15.780.404,89 em assistência médica e odontológica
R$ 12.237.874,00 em alimentação
R$ 10.512.950,00 em informática
R$ 5.420.519,10 custo de manutenção dos 87 veículos (só em lavagens R$ 109.642,48)
R$ 2.162.483,00 em educação pré-escolar
R$ 1.852.355,49 em reformas e manutenção
R$ 1.502.037,00 em auxílio-moradia
R$ 1.040.920,00 em ajuda de custo
R$ 204.117,00 em auxílio-funeral e auxílio-natalidade.

O STF tem 2.481 funcionários, sendo que 1.216 ativos, 959 terceirizados e 306 estagiários. Entre estes há:

404 seguranças institucionais
293 vigilantes
194 recepcionistas
116 serventes de limpeza
85 secretárias
58 motoristas
29 encadernadores
27 garçons
25 bombeiros civis
24 copeiros
19 jornalistas
12 auxiliares de desenvolvimento infantil
10 carregadores de bens
8 auxiliares em saúde bucal
7 jardineiros
6 marceneiros
5 publicitários

Baseado em artigo de Marco Antonio Villa com dados extraídos do Portal da Transparência do Governo Federal.


sábado, 9 de setembro de 2017

Luivináfio Onório Causista da Silva

Acreditem, na segunda feira (4) a Universidade FEDERAL do Piauí concedeu o título de Doutor Honoris Causa a Luivináfio Onório Causista da Silva.


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Em matéria de surrealismo Buñuel e Dali foram principiantes se comparados com o que se produz no Brasil atual.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Mais uma pilantragem de Crivella, que além de tudo “esqueceu” de publicar no DO

A Secretaria Municipal de Fazenda do Rio de Janeiro publicou nesta quarta (6) em Diário Oficial o extrato de um contrato que permite ao Banco A.J. Renner S/A a realização de empréstimos consignados com desconto em folha de pagamento de todos os servidores ativos e inativos da prefeitura. A medida chama a atenção já que um dos acionistas da instituição financeira, que tem sede no Rio Grande do Sul, é a B.A Empreendimentos e Participações, holding do Grupo Record, que tem entre seus sócios Edir Macedo, tio de Marcelo Crivella e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, da qual o prefeito é bispo licenciado.

De acordo com o texto publicado nesta quarta, a assinatura do contrato com o banco foi feita no dia 30 de junho deste ano - há mais de dois meses -, e omitida no Diário Oficial de 24 de julho. Não há detalhes sobre os termos da parceria, informando apenas que ela será voltada para empréstimos pessoais consignados ou cartão de crédito consignado e tem vigência até 29 de junho de 2019. A publicação já traz um aditivo retificando duas cláusulas do contrato, sem detalhes sobre o teor delas.

O contrato abre um grande mercado para a instituição financeira já que a prefeitura conta com cerca de 170 mil servidores, entre ativos e inativos. O banco passa a ter a garantia de que os pagamentos por eventuais empréstimos sairão diretamente do salário do funcionário.

Um decreto da presidente Dilma Rousseff, de julho de 2013, liberou a compra de 49% do banco Renner, de Porto Alegre (RS), pelo grupo Record (emissora de TV de propriedade da Universal). Figuram como compradores do banco o bispo Edir Macedo e sua mulher. Segundo o Banco Central, os dois têm domicílio no exterior. Por isso o decreto de Dilma autoriza “participação estrangeira” na operação. Os “estrangeiros” são Macedo e sua mulher.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Como não poderia deixar de ser, Lula se rasgou em elogios...

Geddel Quadros Vieira Lima começou cedo. A roubar. Aos 25 anos foi acusado de desviar milhões como diretor da corretora do Baneb (Banco do Estado da Bahia) além de beneficiar sua família. Aos 36, em 1994, já deputado federal pela Bahia, função que ocupou por 20 anos (1991-2011), foi um dos pioneiros do propinoduto da Odebrecht depois de seu nome aparecer em um papel encontrado na casa de um diretor da empresa ao lado da mensagem “4%” durante o escândalo dos “anões do Orçamento”.

Não obstante seu prontuário, em 2007 foi nomeado por Lula como ministro da Integração Nacional do Brasil (3 anos), depois por Dilma como vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal (3 anos) e por Temer como ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil (6 meses).

Depois disso tudo, é o que se vê. E pensar que os R$ 51 milhões em espécie guardados com tanta displicência é apenas parte da fortuna que esse canalha roubou.
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Homenagem


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Tal pai, tal filho...


Fica triste não, Olavo, se ele saiu a você, amanhã ele vira astrólogo, depois comunista, depois direitista, depois carola...

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Governo do PT enfiou cem mil apaniguados no Ministério da Educação em oito anos

De 2008 a 2016, o número de funcionários ativos do Ministério a Educação (em geral professores das universidades) pulou de 188,4 mil para 288,3 mil, um acréscimo de cem mil pessoas em oito anos em função de uma suposta política de expansão das universidades públicas do governo do PT, sem que tenha havido qualquer melhora na qualidade do ensino. Para se ter uma ideia, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), realizado em 45 países, nos coloca em 44º lugar desde 2003, à frente apenas da Indonésia.

O orçamento do Ministério teve um crescimento real de 8,7% ao ano, de 2008 a 2016 - 95% em oito anos. Em valores de 2016, a despesa não financeira da pasta quase dobrou: de R$ 52,8 bilhões para R$ 103,2 bilhões, sem incluir o Fies. Ou seja, os recursos aumentaram, mas as contratações não permitem qualquer economia.


Depois culpam o Temer...

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Zé de Abreu, o cuspidor falsário

Antônio Nahud

Intimados a comprovar os gastos com recursos obtidos através da Lei Rouanet, o ator global José de Abreu e sua ex-mulher, a atriz Camila Paola Mosquella, são suspeitos de falsificação de notas fiscais na prestação de contas do dinheiro obtido.

A dupla dinâmica já foi condenada a restituir aos cofres públicos R$ 300 mil destinados a peça “Fala Zé”, por não terem realizado a prestação de contas. Desta feita, um monólogo de Camila está na mira do Ministério da Cultura.

A análise dos documentos, feita pela CPI da Lei Rouanet, identificou a mesma caligrafia em todas as notas fiscais apresentadas, por empresas de 20 cidades diferentes, locais onde supostamente os espetáculos foram realizados.

Zé de Abreu mais uma vez comprova que é pilantra.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Magu me lembrou de um texto

Magu, ao citar o vocábulo "obnubilado", você me lembrou de uma resposta que eu dei à Senhora Eudóxia - de quem não me lembro mais - quando a mesma me criticou por eu ter usado "obnubilação" em alguma resposta que lhe dei, suponho.

Senhora Eudóxia:

Aquele que se depara em piraoba tem que se umectar. Quiçá obnubilação jaza em vosso bestunto como vocábulo expungido de vosso elucidário, todavia é cediço no meu e de miríades de bicharias. Tal increpação acerca de minha chara em compulsar tira-teimas, não passa de mera zelotipia, posto que, minha pálrea rutilante já é fato usitado pelo enxurro, por eles já aptado, cousa ábdita de redundar em suputação da vossa parcimoniosa alçada.

É assim que Lula adora o povo, que cada vez mais foge dele

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sábado, 26 de agosto de 2017

Frases de Paulo Freire, o inventor do dilmês

E esse estropício é o guru da Educação dos esquerdofrênicos... Faz sentido.

Frases compiladas por Jenifer Castilho

“É preciso que, pelo contrário, desde os começos do processo, vá ficando cada vez mais claro que, embora diferentes entre si, quem forma se forma e re-forma ao formar e quem é formado forma-se e forma ao ser formado.”

“Na verdade, não há eu que se constitua sem um não-eu. Por sua vez, o não-eu constituinte do eu se constitui na constituição do eu constituído. Desta forma, o mundo constituinte da consciência se torna mundo da consciência, um percebido objetivo seu, ao qual se intenciona.”

“Esta é a razão pela qual o animal não animaliza seu contorno para animalizar-se, nem tampouco se desanimaliza.”

“Na verdade, seria incompreensível se a consciência de minha presença no mundo não significasse já a impossibilidade de minha ausência na construção de minha presença.”

“Não temo dizer que inexiste validade no ensino de que não resulta um aprendizado em que o aprendiz não se tornou capaz de recriar ou de refazer o ensinado, em que o ensinado que não foi apreendido não pode ser realmente aprendido pelo aprendiz.”

“Ao ser produzido, o conhecimento novo supera outro que antes foi novo e se fez velho e se ‘dispõe’ a ser ultrapassado por outro amanhã. Daí que seja tão fundamental conhecer o conhecimento existente quanto saber que estamos abertos e aptos à produção do conhecimento ainda não existente.”

“Tenho pena e, às vezes, medo, do cientista demasiado seguro da segurança...”

“Somente na medida em que os produtos que resultam da atividade do ser ‘não pertençam a seus corpos físicos’, ainda que recebam o seu selo, darão surgimento à dimensão significativa do contexto que, assim, se faz mundo.”

“Uma unidade epocal se caracteriza pelo conjunto de idéias, de concepções, esperanças, dúvidas, valores, desafios, em interação dialética com seus contrários, buscando plenitude. A representação concreta de muitas destas idéias, destes valores, destas concepções e esperanças, como também os obstáculos ao ser mais dos homens, constituem os temas da época.”

“Sem ele [o diálogo], não há comunicação e sem esta não há verdadeira educação. A que, operando a superação da contradição educador-educandos, se instaura como situação gnosiológica, em que os sujeitos incidem seu ato cognoscente sobre o objeto cognoscível que os mediatiza.”

“O ponto de partida deste movimento está nos homens mesmos. Mas, como não há homens sem mundo, sem realidade, o movimento parte das relações homens-mundo. Dai que este ponto de partida esteja sempre nos homens no seu aqui e no seu agora que constituem a situação em que se encontram ora imersos, ora emersos, ora insertados.”


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Aos ecochatos: A área que Temer extinguiu era apenas de mineração - Nunca foi indígena, ecológica ou ambiental

Em amarelo, as áreas de jazidas
O primeiro passo para o fim da RENCA
O Ministério de Minas e Energia deu o primeiro passo com vistas à extinção da RENCA (Reserva Nacional do Cobre) através de portaria assinada no dia 30 de março de 2017, quando o ministro Fernando Coelho Filho determinou que os títulos que objetivem áreas situadas dentro da RENCA e que tenham sido protocolizados no período de vigência do decreto nº 89.404, de 1984 (que criou a reserva) que estiverem pendentes de decisão, sejam indeferidos. Por outro lado, ele decide que sejam mantidos os requerimentos minerários (autorizações de pesquisa, concessões de lavra, permissões de lavra garimpeira e registros de licença) dentro da área da RENCA que tenham sido protocolizados antes da promulgação do decreto de criação da reserva e que estejam regularmente outorgados.

Os processos que tenham sido indeferidos pela autoridade serão sobrestados até que seja publicado o decreto de extinção da RENCA, o que já foi solicitado à Presidência da República. Estas áreas deverão ser colocadas em disponibilidade pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), que contará com o apoio técnico da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, vinculada ao Ministério de Minas e Energia) para fazer a divisão em módulos que serão disponibilizados separadamente ou em grupo. Ficam de fora, no entanto, as áreas dentro da RENCA que tenham sido outorgadas à CPRM.

O objetivo do ministro, ao propor a extinção da RENCA, é estimular a exploração mineral numa área de pré-cambriano da Amazônia, considerada de grande potencial e que pode ser revisitada utilizando-se técnicas mais modernas de pesquisa geológica.

Criação da RENCA
De acordo com depoimento do geólogo Breno Augusto dos Santos, que vivenciou o processo que levou à criação da RENCA, o interesse pela área surgiu em 1969, quando a empresa Codim, após a descoberta de Carajás e o fracasso dos trabalhos na zona do Bacajá, desloca-se para a região Jari-Paru, onde o geólogo Décio Meyer descobriu o complexo alcalino-ultramáfico do Maraconaí.

A notícia chegou à Meridional (que descobriu Carajás), a qual decide sobrevoar toda a Asa Norte, chegando à descoberta do anatásio (um tipo de mineral) de Maicuru nos anos 1969/1970.  Paralelamente, Décio Meyer trabalha toda a região para a Codim, atravessando a pé o trecho entre os rios Jarí e Paru, em 1970.

Em 1971/1972, ainda segundo relato de Breno dos Santos, é criada a Docegeo e Gene Tolbert, que comandava a empresa, decide contratar os geólogos da Meridional e da Codim, incluindo Décio Meyer. Nessa época a Meridional e a Codim encerram seus programas de exploração geológica. Em virtude de sua experiência e o gosto pela região, Décio Meyer fica responsável pela exploração geológica da Asa Norte. Em 1972, é montado o acampamento no rio Ipitinga, afluente do Jarí.

Em 1972, o programa RADAM-Brasil, que fazia mapeamento geológico na Amazônia, decide trabalhar na região e o DNPM solicita à Docegeo apoio ao RADAM, que convida o geólogo Wilson Scarpelli para prestar assessoria, tendo em vista seu conhecimento da região de Vila Nova.

A empresa Icomi requer áreas na região Jarí-Paru e, segundo Breno, a Docegeo e Décio Meyer abandonam a região e seguem para oeste, requerendo a área de Maicuru. De acordo com Wilson Scarpelli, “como a Icomi pagou pela cobertura de radar por duas folhas de 1:250.000, as imagens chegaram primeiro a ela, que identificou as serras e as requereu antes mesmo das imagens serem entregues ao RADAM. Já há alguns meses eu estava ajudando o RADAM na interpretação do precambriano do sul do Amazonas. Quando o RADAM recebeu as folhas do Amapá, convidou a Icomi a coordenar a interpretação dessas duas folhas. E para isso foi criado um grupo com geólogos da Icomi, CPRM  e DNPM, tudo às claras”.

Depois a Icomi decide abandonar a área, que fica livre para requerimento. Em 1975, Décio e Equipe são transferidos para Carajás. Embora as áreas do Jarí-Paru estivessem livres, Breno dos Santos afirma que não conseguiu aprovação da diretoria da Docegeo para voltar à região. “Devido às primeiras descobertas de cobre, a Docegeo concentra os trabalhos em Carajás. Assim, apenas é requerido o complexo de Maraconaí”.

Em 1981, Décio Meyer deixa a Docegeo e vai para a BP (British Petroleum). Dois anos depois, em 1983, ele convence a BP a fazer requerimentos na região.

Conforme o relato de Breno, “o Almirante Gama e Silva, chefe do GEBAM (Grupo Executivo do Baixo Amazonas), descobre que Daniel Ludwig, do Projeto Jarí, tem ações da BP e fantasia que os requerimentos da BP fazem parte de um plano para o Ludwig dominar a região. O GEBAM tem assento no Conselho de Segurança Nacional e veta a concessão dos alvarás da BP”.

Em 1984, Gama e Silva liga para Breno, em Belém, informando que “já havia falado com Eliezer Batista (na época presidente da Vale) e com Francisco Fonseca (que presidia a Docegeo), para que a área fosse requerida pela Docegeo. “E que preparasse os pedidos e requeresse logo após o indeferimento dos pedidos da BP”. Naquele ano as áreas são de fato requeridas pela Docegeo.

Insatisfeita, a BP recorre ao ministro Delfim Neto e avisa que se fossem aprovados os alvarás da Vale, ela (BP) entraria com uma ação contra o governo brasileiro, “por discriminação do capital estrangeiro”.

Gama e Silva liga novamente para Breno dos Santos, narrando o fato, e pedindo que ele desistisse das áreas. Breno respondeu que somente faria isso se tivesse autorização superior da Vale. Então solicitou instruções por escrito à Vale e Docegeo sobre como proceder. Nada conseguiu. O almirante, então, pediu a criação da RENCA, o que de fato aconteceu em fevereiro de 1984, por decreto do então presidente João Batista Figueiredo e abrange uma área considerada de grande potencial nos estados do Pará e Amapá. Pelo decreto, os trabalhos de pesquisa na área passaram a ser exclusividade da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia, usando recursos próprios ou de convênios firmados com o GEBAM (Grupo Executivo para a Região do Baixo Amazonas).  A outorga de áreas para outras empresas somente poderia ser feita a empresas que tivessem negociado os resultados dos trabalhos de pesquisa com a CPRM.

O decreto também estipula que a concessão de áreas na região pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) somente poderia ser feita mediante consulta prévia ao Conselho de Segurança Nacional. E preserva as autorizações e concessões de lavra regularmente outorgadas antes de sua edição.

Em 1994, quando foi secretário de Minas no MME, Breno dos Santos solicitou às consultorias jurídicas do Ministério e do DNPM que verificassem a situação legal da RENCA, para ver a possibilidade de acabar com a mesma. E descobriu, surpreso, que quando a RENCA havia sido criada não tinham sido indeferidos os pedidos existentes, a maioria em nome da Vale. “Por razões ética, decidi deixar como estava”, diz.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Os dez mandamentos do Black Lives Matter para os homens brancos de pau pequeno

Chanelle Helm é uma das organizadoras do Black Lives Matter. No dia seguinte da baderna em Charlottesville a gracinha elaborou uma listinha com dez mandamentos para os brancos. Ei-los:

Algumas coisas em que eu estou pensando sobre isso [a confusão em Charlottesville] devem mudar:

1. Brancos, se vocês não têm descendentes, deixem sua propriedade para uma família negra. Preferencialmente, uma que viva na pobreza geracional.

2. Brancos, se vocês estão herdando uma propriedade e pretendem vendê-la, entreguem-na a uma família negra. Vocês podem ganhar esse dinheiro de alguma outra maneira, como brancos privilegiados que são.

3. Se você é um construtor ou proprietário de moradias multifamiliares, crie um complexo sustentável em um bairro negro e deixe as pessoas negras viverem nele gratuitamente.

4. Brancos, se vocês podem se dar ao luxo de reduzir o tamanho de sua família, deixem a casa que vocês possuem para uma família negra. De preferência, uma família de pobreza geracional.

5. Brancos, se alguma das pessoas para quem vocês pretendem deixar sua propriedade é racista, mudem seu testamento e deixem sua propriedade para uma família negra. De preferência, uma família de pobreza geracional.

6. Brancos, reorganizem seu orçamento mensal para que vocês possam doar a fundos negros para compra de terras.

7. Brancos, especialmente mulheres, mandem um racista para a rua. Vocês são cúmplices quando os ignoram. Consigam a demissão dos seus chefes porque eles são racistas também.

8. Voltando ao número 7, isso deve ser fácil, mas todos esses Klan, Nazi e outros homens brancos de pau pequeno vão voltar a trabalhar. Deixem-nos na rua. Chamem a polícia sempre: eles são suspeitos.

9. Voltando ao número 8, se em seu trabalho ou em qualquer outro lugar você ouvir uma pessoa branca louvando as ações de ontem, primeiro, tire uma foto. Obtenha seu nome e mais informações. Descubra onde ele trabalha - tire-o de seu emprego. Mas certamente aborde-os, e, se você precisar, você tem as mãos: use-as.

10. Comprometam-se com duas coisas: lutar contra a supremacia branca onde e como vocês puderem e financiem negros e seu trabalho.

Entenderam bem, seus homens brancos de pau pequeno?

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Até que ponto a Europa vai se curvar ao islã? Vai lamber o chão?

Em Oldham, um - digamos - município da “Grande Manchester”, na Inglaterra, as reuniões do Conselho - uma espécie da câmara municipal - agora tem orações muçulmanas antes de cada sessão.

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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Olavo e seus apóstolos

O oposto exato da democracia - Augusto de Franco

O autocrata Olavo de Carvalho não é apenas um pensador político conservador. Ele é um “desenvolvedor da Matrix”, ou seja, uma das pessoas que assumiu o papel de poluir o mundo com  crenças míticas, sacerdotais, hierárquicas e autocráticas. É um dos defensores da civilização patriarcal, que difunde ideias legitimatórias da sociedade de castas.

Que existam pessoas assim não é novidade para quase ninguém. Todo o chamado esoterismo faz isso. Mas seus adeptos nunca passaram, na época atual, de reminiscências vestigiais de um mundo vertical que já passou. A novidade está no fato de Olavo ter conseguido fundar uma seita fechada, semi-esotérica e contar com muitos seguidores.

Em parte isso aconteceu como reação a trinta anos de hegemonização do PT na sociedade e contra pouco mais de dez anos de controle do Estado. Figuras bizarras como Olavo e oportunistas eleitoreiros como Bolsonaro, cresceram durante este período se aproveitando da indignação geral com o PT e a esquerda. Eles entraram na resistência democrática ao PT para poder faturar em benefício próprio, fazendo crescer suas igrejinhas ou seu eleitorado. Aproveitaram-se do analfabetismo democrático reinante e da falta de experiência política de legiões de pessoas que queriam acreditar em alguma coisa diferente, numa nova doutrina que fosse capaz de explicar o mundo para elas (onde tudo, até a sua vida pessoal, fizesse sentido). Agiram de caso pensado, para amealhar fiéis. Apoiaram o impeachment de Dilma para depois dizer que ele não resolve nada, se não criarmos uma nova elite intelectual (olavista) e elegermos um novo presidente (com a militância bolsonarista, uma turbamulta vil de bolsominions). É um pensamento primitivo e perigoso para a democracia, baseado no mito. É não há a menor dúvida sobre isso: é um criadouro de correntes fascistas.

Olavo é craque em auto-promoção. Tanto é assim que mandou que seus fiéis fizessem um filme sobre ele: O Jardim das Aflições (na foto que ilustra este post, naturalmente armados, aparecem o produtor e o diretor do filme). Ele já havia publicado (em 1995) um livro com esse título. O livro denuncia a visão do autor. Tomemos, a título de exemplo, apenas um trecho (e a nota correspondente) que fala das castas: sim, ele acha que a hierarquia é própria não apenas do Estado, mas natural na sociedade humana.

“A nova sociedade, como todas as anteriores, tem as mesmas duas castas governantes – sacerdotal e aristocrática, autoridade espiritual e poder temporal — que existirão onde quer que seres humanos se aglomerem numa coletividade que seja maior do que uma família; que existirão ora de maneira explícita, consagrada na constituição política nominal, ora de maneira implícita, invisivelmente entretecida na grade de uma constituição que não reconhece a sua existência mas que não pode impedi-las de representar a verdadeira distribuição do poder; que subsistirão como um código secreto no fundo de todas as constituições políticas, sejam democráticas ou oligárquicas, monárquicas ou republicanas, liberais ou socialistas, porque estão imbricadas na constituição ontológica e até mesmo biológica do ser humano e são compatíveis, funcionalmente, com qualquer organização nominal do poder político. Elas são uma ‘constante do espírito humano’, que nenhuma constituição, lei ou decreto, ainda que fundado na vontade da maioria, pode revogar.”

Examinemos o que ele diz:

1 – As castas governantes – sacerdotal e aristocrática – existirão sempre, de modo reconhecido ou não pelas leis, onde quer que seres humanos se aglomerem numa coletividade.

2 – Essa estrutura de castas (na verdade uma hierarquia) estará invisivelmente entretecida na grade de qualquer constituição representando a verdadeira distribuição do poder.

3 – As castas subsistirão como um código secreto no fundo de todas as constituições políticas, sejam democráticas ou oligárquicas, monárquicas ou republicanas, liberais ou socialistas.

4 – As castas estão imbricadas na constituição ontológica e até mesmo biológica do ser humano e são compatíveis, funcionalmente, com qualquer organização nominal do poder político.

5 – As castas são uma “constante do espírito humano”, que nenhuma constituição, lei ou decreto, ainda que fundado na vontade da maioria, pode revogar.

Quer dizer, o ser humano já veio fabricado assim. Ou, pior, só pode ser definido (ou concebido) assim. Cada qual no seu degrau da escada. E não é apenas um atributo cultural (o que seria explicável, por exemplo, no contexto da cultura patriarcal): não! As castas estão imbricadas na constituição biológica de ser humano.

Que um autocrata religioso queira pensar assim, entende-se. Dom Escrivá de Balaguer, fundador da Opus Dei, pensava parecido. Para não falar de conhecidos luminares do ocultismo ocidental, como Eugéne Canseliet. De certo modo este é o pensamento da chamada tradição espiritualista, da teosofia e de algumas vertentes sacerdotais orientais que chegaram ao Ocidente por volta do século 12. Mas que milhares de pessoas que não teriam nenhum motivo para aderir a esses esquemas explicativos e normativos monstruosos, deixem-se infectar por tais programas de escravidão ou de servidão, isso é uma notícia triste para a democracia.

Por tudo isso é bom repetir. Não se deve subestimar o efeito deletério desse tipo de apostolado dedicado à difusão de ideologias malignas e anti-humanas. Não tem nada a ver com esquerda x direita, como acreditam os tolos. Tem a ver com ordem, hierarquia, disciplina, obediência, comando-e-controle, punição e recompensa e fidelidade impostas top down. Tem a ver com um padrão civilizatório moldado por predadores e senhores. Ou seja, o oposto exato da democracia (que significa – e desde Ésquilo se sabe disso – não ter um senhor, não ser escravo nem súdito de ninguém).