quinta-feira, 8 de novembro de 2018

As mulheres de Bolsonaro

Gozado, Bolsonaro nomeou cinco mulheres e as feministas nem se manifestaram. Terá sido porque foram escolhas técnicas? Terá sido porque elas são competentes no que fazem? Terá sido porque elas não são esquerdopatas? 


Do Reacionário


Logo que o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro anunciou os primeiros nomes de sua equipe de transição a imprensa e setores organizados das esquerdas saíram berrando que não haviam mulheres entre os indicados.

Detalhe: ninguém colocou na balança os currículos dos nomeados ou a afinidade política com o presidente eleito, apenas o gênero. E nenhum deles levou em conta que Bolsonaro jamais prometeu fazer uma equipe “diversa”, mas sim uma equipe competente independente das características particulares de cada um.

Bom, o que importa é que ao fim Bolsonaro acabou indicando quatro mulheres. A primeira foi a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Márcia Amarílio da Cunha Silva, de 44 anos. Especialista em Segurança Pública, Márcia atualmente comanda o Centro de Ensino de Altos Estudos Oficiais do Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal. Além de Márcia, Bolsonaro indicou outras duas militares para a transição de governo: Liane de Moura Fernandes Costa e Silvia Nobre Waiãpi.

Liane de Moura Fernandes Costa é graduada em Engenharia Ambiental pela Universidade Federal do Tocantins, com especialidade em construções sustentáveis. Ingressou no Exército em 2009, atuando na seção de meio ambiente do Departamento de Engenharia e Construção (DEC). Segundo reportagem da BBC, ela possui ainda licenciatura em Educação Profissional pelo Instituto Federal de Brasília (IFB) e já foi professora substituta do Curso Técnico em Controle Ambiental na mesma instituição, ministrando aulas de Tratamento de Água, Introdução ao Controle Ambiental e Gerenciamento de Resíduos Sólidos Há pouco menos de um ano Liane deixou as Forças Armadas após cumprir seu tempo de serviço na instituição (já que não era militar de carreira), cujo prazo máximo é oito anos. Agora tenente da reserva, Liana atua como estagiária na área de engenharia do IBAMA.

Já Silvia Nobre Waiãpi é mais conhecida dos brasileiros por ter sido a primeira mulher indígena a ingressar no Exército Brasileiro. Fisioterapeuta de formação, Silvia comanda o Serviço de Medicina Física e Reabilitação em Fisioterapia do Hospital Central do Exército no Rio de Janeiro. Além de seu trabalho médico nas Forças Armadas, a tenente é atleta e escritora premiada com a medalha Cultural Castro Alves, a medalha Monteiro Lobato e também um prêmio de jovem escritora da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul. Para chegar a este status social e profissional, Silvia teve que superar não só a condição de indígena como a própria pobreza: a militar chegou a ser moradora de rua e vendedora de livros antes de concluir sua formação. Uma curiosidade é que ela atuou como atriz em uma minissérie da Rede Globo interpretando justamente uma indígena que havia sido retirada de sua tribo para trabalhar como doméstica.

Outro grande nome técnico designado por Bolsonaro foi a economista e professora universitária Clarissa Costalonga e Gandour é especialista em monitoramento da eficácia de políticas públicas para preservação do meio ambiente. Ela tem graduação, mestrado e doutorado na faculdade de economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Atualmente é analista sênior do escritório carioca do CPI (Climate Policy Initiative), onde coordena o desenvolvimento de projetos estratégicos.

Curiosamente a indicação da primeira mulher já confirmada para ocupar um ministério não foi escolha do presidente, mas sim o cumprimento de uma promessa de campanha – que era a de consultar a bancada ruralista sobre a indicação para ocupar o Ministério da Agricultura. A escolhida foi a deputada federal Tereza Cristina, do Democratas do Mato Grosso do Sul. Além de empresária, Tereza é engenheira agrônoma formada pela Universidade Federal de Viçosa  e especialista na gestão do agronegócio. Presidiu importantes entidades como a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado (Famasul), a Associação dos Produtores de Sementes do Estado (Aprossul) e a Associação dos Criadores do Estado (Acrissul). Tereza Cristina foi secretária de Desenvolvimento Agrário da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de Mato Grosso do Sul durante o governo de André Puccinelli (MDB). Neste ano, Tereza Cristina foi uma das lideranças que defenderam a aprovação do Projeto de Lei 6.299, que flexibiliza as regras para fiscalização e aplicação de agrotóxicos no país. Em 2014 Tereza concorreu ao cargo de deputada federal pelo PSB e foi eleita com 75.149 votos. Depois de ter liderado a bancada na Câmara, a deputada começou a ter problemas  com os socialistas por conta do impeachment de Dilma Rousseff (a deputada votou sim). Posteriormente Tereza não aceitou a posição de apoio ao petismo adotada pelo PSB depois do impeachment, fato que a levou a romper de vez com os socialistas. A partir daí Tereza se aproximou do DEM, partido na qual se filiou em dezembro de 2017. Líder da Frente Parlamentar do Agro, a deputada declarou apoio a Jair Bolsonaro mesmo antes de seu partido fechar com a chapa de Geraldo Alckimin. Reeleita deputada federal em 2018, pediu votos para Bolsonaro em seu estado. Quando o presidente eleito pediu que a Frente Parlamentar do Agro indicasse um nome para ocupar o Ministério, Tereza Cristina foi aclamada por seus pares. A indicação foi muito elogiada pelo mercado e pelos produtores rurais. Quem também se entusiasmou com Tereza foi o tucano Xico Grazziano, um dos quadros técnicos de maior prestigio no partido que por acaso é engenheiro agrônomo, doutor em administração , professor universitário e ex-secretário do Meio-Ambiente de São Paulo. Segundo ele, foi um golaço.

Notem que todas as indicações de mulheres não obedeceram a máxima pregada pelas esquerdas sobre a necessidade de “representatividade pela representatividade”, ou seja, coloca qualquer um apenas para fazer bonito sem se preocupar com resultados. As escolhas foram técnicas, e por acaso os nomes mais qualificados eram de cinco mulheres – sendo que uma delas é indígena. É evidente que a esquerda não gostou, tanto que tratou logo de detonar alguns nomes. Tereza Cristina foi atacada por ser defensora da adoção de uma política flexível e moderna com os defensivos agrícolas. Por conta disso foi apelidada de “Muda do Veneno” pelos amigos do MST, e sua escolha para o ministério foi classificada de “retrocesso”. Já a tenente Silvia Nobre Waiãpi foi atacada por Sonia Guajajara (vice de Guilherme Boulos nestas eleições). Para a india comunista, “Silvia não é liderança e nem fala pelos índios mesmo sendo indígena”. Mas isso é meio óbvio: ela não foi nomeada por ser índia ou mulher, mas por ser competente e ter o que acrescentar na transição para o novo governo. O mesmo pode ser dito sobre todas as outras, que mesmo sendo mulheres tiveram que provar que seus currículos as qualificavam para a posição. Esta forma de seleção meritocrática é exatamente o que os brasileiros que elegeram Bolsonaro esperavam dele, para o desespero dos extremistas que vivem de demagogia.

Um covil chamado ALERJ - 19% dos deputados estão na cadeia



A ALERJ tem 70 deputados, o que já é um absurdo. Mais absurdo ainda é que, com os sete que foram presos hoje, 13 deles (19% da Casa) estão no xilindró. Aliás, eu diria que ainda faltam alguns, ou, quem sabe, muitos.

Vocês já se imaginaram donos de uma empresa onde pelo menos 19% dos funcionários lhe roubam? Pois é, mas acontece que essa empresa existe - chama-se Rio de Janeiro - e nós somos os donos e únicos responsáveis pelas “contratações” dessa quadrilha. Com um agravante: além de “contratar” errado, não damos a mínima bola para o que eles fazem ou deixam de fazer quando hoje já há meios de sobra para exercermos esse controle.

Falaram muito dessas eleições por causa do clima beligerante que foi criado, só que isso teve um saldo altamente positivo porque, mal ou bem, acordamos para a realidade, ficamos mais espertos, descobrimos mazelas, aprendemos a fiscalizar os nossos “empregados” e lutamos com garra nunca vista para fazer valer nossos direitos e nossas justas vontades.

Só espero que, mesmo que a “nova ordem” transforme o Brasil em um mar de rosas - o que vai ser difícil por enquanto -, independentemente de eleições, continuemos a batalhar, acompanhar, fiscalizar e principalmente cobrar decência dos nossos “empregados” recém-admitidos para não deixar mais a coisa chegar ao ponto que chegou, deixando tudo nas mãos dos Ministérios Públicos, da Polícia Federal e da parte da Justiça que presta, porque eles são poucos, mas nós somos muitos e temos esse dever.

Já ia me esquecendo! Os bonecos da foto são os seguintes deputados estaduais do Rio de Janeiro que estão presos, a partir da esquerda: Affonso Monnerat, André Correa, Chiquinho da Mangueira, Coronel Jairo, Edson Albertassi, Jorge Picciani; Leonardo Jacob, Luiz Martins, Marcelo Simão, Marcos Abrahão, Marcus Vinícius Neskau, Paulo Melo e Vinícius Farah.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Por que o povo rejeitou Lula, o PT e a esquerda


João Cesar de Melo

Primeiro, precisamos considerar um dado levantado pelo Ibope no dia 23 de outubro: Fernando Haddad tem a maioria do eleitorado apenas no grupo de pessoas com escolaridade abaixo da 4° série do ensino fundamental e renda de até um salário mínimo. Esse é o perfil dos assistidos pelo Bolsa Família, que compõem metade da população da Região Nordeste; uma massa de pessoas dependentes do assistencialismo e do terrorismo petista que, em toda eleição, diz que, se as pessoas não votarem no candidato indicado por Lula, elas perderão os benefícios que recebem do governo.

O resultado da votação de ontem confirmou isso. No entanto, a coisa é pior do que parece: o sucesso do petismo nas regiões mais dependentes do governo dilui seu fracasso nas regiões onde as pessoas são mais independentes, têm maior renda e poder de escolha.

A diferença de dez pontos percentuais entre Bolsonaro e Haddad leva muitas pessoas a crer que o país – como se ele fosse uma massa social homogênea – está dividido meio a meio, entre esquerda e direita. Isso não é verdade.

O país está dividido entre cidadãos vulneráveis à chantagem eleitoral e os que não estão. Haddad teve 77% dos votos no Piauí e 32% em São Paulo.

Como registrou o jornal O Estado de S. Paulo, hoje, Jair Bolsonaro venceu em 97% das cidades mais ricas e Fernando Haddad em 98% das mais pobres (onde mais pessoas dependem do Bolsa Família para viver).

Vamos em frente…

No dia 27 de março de 2017, a Fundação Perseu Abrano, do PT, publicou o resultado de uma pesquisa sobre o perfil do eleitorado brasileiro. Foi verificado que a maioria da população:

– vê o estado como seu principal inimigo;
– não enxerga exploração na relação entre patrões e empregados;
– não reconhece a luta de ricos contra pobres;
– rejeita altos impostos e burocracias;
– valoriza o empreendedorismo privado (incluindo serviços de educação e saúde particulares), o esforço individual como forma de ascensão social (em detrimento de políticas estatais que põem em dúvida as capacidades pessoas, como as cotas) e os princípios cristãos de família e igreja.


Sobre como os cidadãos mais pobres enxergam a dicotomia direita x esquerda, a pesquisa registrou a opinião de um dos entrevistados como a dos demais: “Direita é alguém direito, correto. Esquerda é quem vive reclamando”.

A Fundação Perseu Abrano conclui dizendo que “todos são vítimas do estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. Ok. E o que o PT fez com isso? Dois dias depois, retirou do seu site o resultado da pesquisa, deixando evidente sua opção pelo autoengano.

Outras pesquisas, de diversas outras instituições, apontam que o principal problema do Brasil, na opinião da grande maioria da população, é a violência urbana. Na mesma proporção, as pessoas enxergam que a corrupção é o principal culpado desse problema. E como a esquerda se comporta diante disso? Vitimizando os bandidos e atacando a Lava Jato, operação que sempre contou com altíssimo apoio da população.

O povo brasileiro é pacífico, sem conflitos, mas faz 30 anos que a esquerda liderada pelo PT se dedica a incitar o ódio entre grupos, entre classes, entre homens e mulheres, entre pretos e brancos, entre heteros e gays. O povo brasileiro elegeu Lula em 2002. Veio o mensalão. O povo perdoou. Reelegeu Lula em 2006 e votou em quem ele indicou em 2010 e 2014.

O que os brasileiros ganharam em troca? O maior esquema de corrupção e a maior recessão econômica de nossa história – e ainda a explosão da violência e regressão nos índices de educação e saúde. Quando a esquerda viu milhões de pessoas indo às ruas protestar contra Dilma, em vez de tentar entendê-las, preferiu chamá-las de “elite branca golpista”. Do impeachment para cá, o cidadão comum ainda viu a esquerda mobilizadíssima em defender o ex-presidente corrupto. Viu dezenas de protestos violentos. Viu parlamentares ameaçando juízes e promotores. Como se fosse pouco, a população majoritariamente cristã desse país viu a esquerda engrossando o tom dos ataques à igreja e à instituição da família.

Enquanto a sociedade brasileira pedia mais liberdade para viver e trabalhar, a esquerda não passava uma semana sequer sem pedir o controle ou a proibição de alguma coisa. Disso surgiu Jair Bolsonaro, o único político que realmente se engajou na defesa das pautas que mais preocupam a população.

Como nunca antes na história do Brasil, pessoas comuns, de todos os cantos do país, de todas as faixas de renda, sem qualquer comando de partidos, sindicatos ou imprensa, se mobilizaram para fazer campanha para alguém. A esquerda viu isso e em vez de tentar entender o que estava acontecendo, chamou de fascistas essas dezenas de milhões de pessoas.

A imprensa passou a chamá-las de “extremistas” por desejarem viver num país que prioriza o bem-estar das pessoas honestas e trabalhadoras, não de vagabundos e criminosos; por quererem ter o direito de se defender; por dizerem que escola é lugar para estudar, não para se impor ideologia de gênero; por exigir o combate efetivo da corrupção.

Tentaram criminalizar até a fé de Bolsonaro em Deus.

A esquerda ainda tentou de todas as maneiras taxar Bolsonaro de machista, racista e homofóbico, enquanto ele recebia cada vez mais apoio de mulheres, negros e gays. Nas redes sociais, tornaram-se comuns publicações de militantes de esquerda dizendo que alguém deveria matar Bolsonaro; e foi isso que um ex-filiado do PSOL tentou. E qual foi a reação da esquerda? Dizer que Bolsonaro mereceu.

Será mesmo muito difícil de imaginar como um cidadão comum, que vive com medo da violência, sentiu ao ver a esquerda dizendo isso?

As pessoas que realmente trabalham, que realmente mantém esse país de pé, ainda viram os adversários de Bolsonaro (que ainda se recuperava da cirurgia) chamando-o de covarde por não ir aos debates. Viram um verdadeiro tsunami de fakenews contra ele. Viram Fernando Haddad, que apoia as ditaduras em Cuba e na Venezuela e que tinha como promessa de governo censurar a imprensa e a justiça, dizendo que Bolsonaro é um risco para a democracia. Viram os petistas dizendo o tempo todo que Haddad seria eleito para tirar Lula da cadeia e recolocá-lo no poder. Viram mais uma vez o PT se aliando com políticos corruptos.

Essas pessoas viram, sobretudo, que os ataques a Jair Bolsonaro eram ataques a elas mesmas. Viram que estavam sendo insultadas apenas por terem decidido apoiar outro candidato. Se considerarmos o voto apenas das pessoas que atuam no mercado como empregados ou patrões, assumindo riscos e responsabilidades, pagando impostos, Bolsonaro foi eleito por uma margem de diferença muito, muito, muito maior.

Porém, a despeito de toda a manipulação estatística e eleitoral, a maioria da população rejeitou Haddad, rejeitou Lula, rejeitou a esquerda. E não como resultado de conspirações. A esquerda foi vítima tão somente de seus próprios erros, da roubalheira e da recessão que ela mesma criou. Os brasileiros cansaram das mentiras, das ameaças, do cinismo e da patrulha petista.

A eleição de ontem marca o fim de uma era e o início de outra. Já havia passado da hora dos brasileiros se assumirem como sociedade liberal-conservadora.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Ives Gandra explica as razões dos seus votos em Bolsonaro

Ives Gandra, um dos maiores juristas brasileiros, explica as razões dos seus votos em Bolsonaro.

Quem tiver juízo, que o imite.

Caetano Veloso fala mal do Brasil para os gringos


Titia Caetano, apavorada com a ameaça de desrouanetização das mamatas, repete uma das atitudes mais calhordas que um brasileiro possa ter: falar mal do Brasil pra gringo e alimentar a imprensa estrangeira com mentiras e facciosidades, como, aliás, é praxe de todo esquerdopata que se preze. Vide a peregrinação de Dilma a maldizer o País pelo mundo afora após ser cassada, disseminando a ideia do “golpe” e omitindo que quem exigiu sua saída foi o povo brasileiro.

Titia Caetano se esquece que quando fala em política não fala em nome do seu inegável talento musical e literário, mas sim do seu insofismável fingimento quando se trata de enxergar o óbvio que é o estrago que a esquerda fez no Brasil.

Titia Caetano, para ser suave como você em suas músicas, você não presta (mas que merece ser chamado de filho da puta, lá isso merece).

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Vídeo: Mano Brown dá o recado, arrasa com o convescote petralha e deixa a turminha da Rouanet de queixo caído

Vale a pena assistir!

Mano Brown dá o recado, arrasa com o convescote petralha e deixa a turminha da Rouanet e seus adereços de queixo caído. Titia Caetano ainda tentou apagar o incêndio, mas a mangueira estava gaga.

Pagaram mico e engoliram em seco os seguintes palermas:

Aderbal Freire Filho, Caetano Veloso, Carlos Minc, Catarina Abdala, Celso Amorim, Chico Alencar, Chico Buarque, Chico Diaz, Cristina Pereira, Debora Bloch, Fernando Haddad, Greg Duvivier, Guilherme Boulos, Jandira Feghali, Jonas Bloch, Leonardo Boff, Leticia Sabatella, Manuela D’Ávila, Marieta Severo, Osmar Prado, Paula Lavigne, Paulo Betti, Tonico Pereira, Wagner Tiso e alguns outros esquerdopatas que eu não consegui identificar.


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Professor que se fantasia de cabo eleitoral é agredido e cuspido pelos alunos


Nada justifica o comportamento desses animais, mas não é por nada não, esse professor até merece ser chamado de babaca.

Primeiro que dar aulas fantasiado de cabo eleitoral contraria todos os princípios didáticos. Depois, é lógico que essa fantasia foi uma provocação, com um agravante: se ele não esperava essa reação dos alunos a essas alturas do campeonato é porque ele é um perfeito idiota.

Ao contrário do que a imprensa divulga, quem tem por hábito e prática sistemática de agressões como essa é a quadrilha da esquerda, organização que hoje abriga temporariamente uma grande parte dos jovens. Junta merda na cabeça com hormônios em ebulição e dá nisso.

Depois passa, na maioria das vezes.


quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Um dos maiores absurdos proporcionados pelo comunismo: a Teoria dos Dois Campos


Andrei Zdanov e a Teoria dos Dois Campos

Em 1947 Andrei Zdanov, ideólogo do stalinismo, concebeu a fórmula conhecida como a Teoria dos Dois Campos que serviu como cobertura ideológica para que o Partido Comunista da URSS acelerasse a satelitização do Leste europeu. Era a unívoca resposta soviética ao Discurso de Fulton de W.Churchill, ao Plano Marshall e à Doutrina Truman que, juntos, lançaram as bases da política anglo-americana da “contenção” ao comunismo que deu início à Guerra Fria.

Um mundo polarizado e hostil

A teoria (enunciada em Szklarska Poreba , na Polônia, por ocasião da constituição do Kominform , em 22 de setembro de 1947), uma resposta direta ao Plano Marshall anunciado pelos Estados Unidos, dizia que todas as esferas do pensamento e da ação estavam divididas em dois campos mutuamente excludentes, antagônicos e irreconciliáveis, representados no plano das potências pela URSS e pelos Estados Unidos. A primeira delas liderava o Bloco Anti-imperialista e Democrático, a outra o Bloco Imperialista e Antidemocrático.

Na filosofia e na ciência, opunham-se o idealismo e o materialismo; na biologia, a genética reacionária de Mendel (adotada pelo Ocidente) e a genética revolucionária de Michurin e Lisenko, (que conduziria ao desastre a triticultura soviética); na arte, o subjetivismo burguês decadente e o realismo socialista; na política, o imperialismo e o socialismo, cada um deles com os seus aliados. Desde a morte do profeta Maniqueu, no século III, o mundo não conhecia uma oposição doutrinaria tão extremada entre o Bem e o Mal como a teoria stalinista dos Dois Campos.

Nenhuma outra dimensão da existência humana podia ser admitida como sendo indiferente e todas estavam a serviço da política. Em cada caso - da filosofia à literatura, do cinema ao divertimento - não se reconhecia outra alternativa: quem não pertencia explícita e ativamente ao campo revolucionário e socialista, isto é, ao lado da União Soviética, situava-se, pelo menos objetivamente, no campo do inimigo, o do capitalismo explorador: o Mal. Assim, o mundo viu-se engessado.

Em última instância, tratava-se da inteira politização do pensamento e da ética e, logo, da sujeição de ambos a um grosseiro dualismo ideológico que levou a que os países do Leste europeu, dominado pelos partidos comunistas locais, ainda que fortemente abalados pela guerra, não ousassem encaminhar a solicitação de qualquer tipo de apoio dos norte-americanos.

O Bem contra o Mal

Como resultado de um processo de extrema e brutal simplificação da realidade, a vida política na percepção totalitária era entendida em termos de um permanente enfrentamento entre dois pólos absolutos – o da verdade e o do erro, o do bem e o do mal, do amigo e do inimigo, do amor e do ódio – diante dos quais a neutralidade ou a indiferença não são apenas suspeitas, mas criminosas.

Combinando exclusivismo e envolvimento, essa visão da realidade e da política provê o mecanismo por excelência de manipulação psicológica de massas pelo sectarismo dos seus propósitos.

Posição essa, diga-se a bem da verdade, não muito diferente da abraçada por John Foster Dulles, o conhecido secretário de estado do governo do presidente Einsenhower, entre 1953 e 1959, que considerava a neutralidade como “imoral”. Fato que comprova que submetida a uma forte tensão, como foi aquele período crítico da guerra fria, nem a mais sólida democracia escapava de inclinar-se pelo radicalismo ideológico.

Reforçando o poder de Stalin

A Teoria dos Dois Campos, uma rememoração do Tratado de Tordesilhas aplicado à ideologia, ocultava por igual outras intenções, além de realimentar um confronto dos soviéticos contra as potencias ocidentais (substituindo desta feita os nazistas e os japoneses pelos anglo-saxões). Stalin possivelmente percebeu que a continuidade do seu domínio sobre a nação russa e sobre os novos territórios ocupados pelo Exército Vermelho entre 1944-45 (batizados em seguida como “Democracias Populares”), sofreria pressões para que ele abrandasse o sistema de coerção que ele implantara desde os anos vinte.

Sinais disso já haviam aflorado durante a guerra, batizada pelos soviéticos de a Grande Guerra Patriótica, quando o regime, especialmente depois que começou a acumular vitórias sobre as divisões nazistas, mostrou-se mais tolerante e menos repressivos em função da crescente euforia com que era tomada a população russa com as boas notícias que vinha da frente de combate. Um clamor pelo afrouxamento se alastrava pelo país dos sovietes, visto que o maior dos seus inimigos havia sido completamente batido. Ninguém de sã consciência podia imaginar onde aquilo poderia acabar.

Além disso, era preciso reconstruir o país inteiro. A ocupação nazista, entre 1941-44, deixara a URSS em frangalhos, sangrando por todos os poros. Milhões de cidadãos e soldados soviéticos haviam perecido e a maior parte das cidades de médio e grande porte haviam sido arrasadas. A infraestrutura dos transportes e das comunicações fora arrasada, as minas inundadas ou explodidas, os campos e celeiros incendiados, as pontes destruídas, a URSS era um caos no final da guerra.

A guerra continuava

Então Stalin bateu na mesa. Enganavam-se os que profetizavam algum tipo de convívio pacífico com as nações capitalistas. Elas de fato queriam a destruição da URSS e somente estariam à espera das condições ideais para moverem-se contra o socialismo soviético. Era uma questão de tempo. Por conseguinte todo aquele que pregasse uma aproximação com os Estados Unidos ou defendesse uma posição não - conflitante ou conciliadora com o Ocidente capitalista merecia a suspeita do regime soviético. O que era preciso era retomar a concentração absoluta do poder.

Somente assim, com Stalin retendo o controle total da alavanca do estado e impondo a “disciplina do açoite”, seria possível repor o que fora devastado. Um novo tipo de guerra se prefigurava no horizonte, na qual seriam as ideias tanto quanto as possíveis poderosas bombas quem fariam o maior estrago.

Para tanto era preciso reativar a “síndrome da fortaleza sitiada”, que implicava numa decisão de tolerância zero com que lhe fizesse oposição ou refugasse em obedecê-lo. O mesmo se aplicando aos partidos comunistas não-soviéticos que se espalhavam então pelo mundo. Qualquer dissidência seria punida com a expulsão. Na URSS com a prisão ou o fuzilamento.

Até os artistas soviéticos mais famosos foram reciclados pela Zhdanovshchina, a política cultural de Zdanov, quando por ocasião de um congresso realizado em Moscou , em abril de 1948, o comissário passou uma exemplar reprimenda nos maiores compositores do país, como Sergei Prokofiev, Aram Khachaturian e Dmitri Shostakovitch (até então o mais celebrado músico do regime, autor da Sinfonia da Vitória, em 1945), este acusado violentamente de “formalismo” e de ser “antinacional”(seja lá o que isso possa significar), e totalmente inábil em refletir o sentimento do povo soviético.

Outra das suas vítimas, que então estava bem longe de ser célebre - ao contrario do satirista Zoshchenko e da poetisa Ana Akmátova - , foi o escritor Alexander Soljenitsin, preso em 1945 e enviado por muitos anos a um campo correcional por ter feito um referencia crítica a Stalin numa correspondência pessoal que infelizmente foi lida por um agente da censura.

Era pois este o pano de fundo político em que brotou a Teoria dos Dois Campos e que perdurou, ainda que mitigada a partir de 1952, pelo menos até o XX Congresso do Partido Comunista da URSS, realizado em 1956, quando Nikita Krushev denunciou Stalin e o “culto da personalidade” e deu início a chamada “coexistência pacífica”.


O marxismo cultural e o politicamente correto contra o povo - quem vence?


Gramsci
Antony Mueller

Embora o marxismo original tenha, ao redor do mundo, praticamente desaparecido dos movimentos trabalhistas, a teoria marxista segue prosperando nas instituições culturais, no mundo acadêmico e na mídia convencional.

Mas não se trata da teoria marxista econômica convencional. Trata-se de um novo marxismo, adulterado e sob uma nova roupagem.

Os socialistas de hoje praticamente abandonaram a velha retórica da “luta de classes”, a qual envolvia uma batalha entre as classes capitalistas e proletárias. Há agora uma nova batalha, a qual opõe “opressores” a “oprimidos”. As classes oprimidas incluem os grupos LGBT, os negros, as feministas, os imigrantes, os “não-assimilados culturalmente” e várias outras categorias consideradas mascotes. Já a classe opressora é formada majoritariamente por homens e mulheres cristãos, brancos e heterossexuais, de qualquer profissão (empregado ou empregador), que não sejam ideologicamente simpáticos ao socialismo.

A criação desta nova luta de classes é o cerne do “marxismo cultural”. O marxismo cultural nada tem a ver com a liberdade, com o progresso social ou com um suposto esclarecimento cultural. Ao contrário, tem a ver com a criminalização de ideias: qualquer pensamento tido como “ofensivo” ou “excludente” - ou seja, qualquer pensamento que não preste reverência aos “grupos oprimidos” - deve ser criminalizado.

Para os adeptos deste evangelho, a força-motriz que irá impulsionar a revolução socialista não mais é o proletariado, mas sim os intelectuais - exatamente por isso o marxismo cultural prospera basicamente na academia, na mídia e na cultura.

A raiz

A raiz deste movimento está nos escritos de Antônio Gramsci (1891-1937) e da Escola de Frankfurt.

Já à época, esses teóricos do marxismo haviam reconhecido que o proletariado não exerceria o papel - que sempre lhe foi imaginado - de ser o “agente da revolução”. Por conseguinte, para que a revolução acontecesse, o movimento passou a depender de líderes culturais, os quais estariam incumbidos de destruir a cultura e a moralidade dominantes - majoritariamente cristãs - para então empurrar as massas desorientadas para o socialismo, que passaria a ser a nova crença dominante.

Para Gramsci, a “hegemonia cultural” não apenas é o grande objetivo da batalha, como também é o seu principal instrumento. Os escritos de Gramsci contemplam um totalitarismo que elimina a própria possibilidade de uma resistência cultural às ideias progressistas.

O objetivo supremo (e autodeclarado) deste movimento é estabelecer um governo mundial no qual os intelectuais marxistas teriam a palavra final. Neste sentido, os marxistas culturais são a continuação daquilo que começou com a Revolução Russa.

Lênin e os soviéticos

Liderados por Lênin, os criminosos da revolução consideraram sua vitória na Rússia como sendo apenas o primeiro passo rumo à revolução mundial. A Revolução Russa não era nem russa e nem proletária. Em 1917, os trabalhadores industriais da Rússia representavam apenas uma pequena fatia da força de trabalho, a qual era majoritariamente formada por camponeses. A Revolução Russa não foi o resultado de um movimento trabalhista, mas sim de um grupo de revolucionários profissionais.

Uma análise mais minuciosa da composição do partido bolchevista e dos primeiros governos soviéticos e seu aparato repressivo revela a verdadeira característica da revolução soviética: um projeto que não visava a libertar o povo russo do jugo czarista, mas sim servir como plataforma para a revolução mundial.

A experiência da Primeira Guerra Mundial e suas consequências mostrou que o conceito marxista do “proletariado” como uma força revolucionária era uma ilusão. Igualmente, o exemplo da União Soviética demonstrou que é impossível haver socialismo sem uma ditadura.

Essas considerações levaram os principais intelectuais marxistas à conclusão de que uma estratégia diferente seria necessária para implantar o socialismo. Autores comunistas difundiram a ideia de que a ditadura socialista deve ocorrer disfarçadamente. Para que o socialismo tenha êxito, a cultura dominante deve mudar. O controle da cultura deve preceder o controle político.

A corrupção moral

O caminho para o poder preconizado pelos marxistas culturais é por meio da corrupção moral das pessoas. Segundo Gramsci, para alcançar isso, a grande mídia convencional, o sistema educacional e as instituições culturais devem ser infiltrados por agentes ideológicos e continuamente transformados e moldados de acordo com essa ideologia. A função destas três instituições não é esclarecer e iluminar, mas sim confundir e enganar.

A mídia, o sistema educacional e todo o aparato cultural devem ser utilizados para jogar uma parte da sociedade contra a outra. Enquanto as identidades de cada grupo (opressor e oprimido) vão se tornando mais específicas, a variedade dos grupos vitimológicos, bem como todo o histórico de “opressão” sobre estes grupos, vai se tornando mais detalhada.

A demanda por “justiça social”, por sua vez, cria uma infindável corrente de gastos públicos tidos como essenciais - para saúde, educação e aposentadoria, e também para todos aqueles que “estão necessitados”, ou que “são perseguidos”, ou que “são oprimidos”, sejam eles reais ou imaginários. O fluxo interminável de gastos nestas áreas corrompe as finanças do governo e produz crises fiscais. Isso ajuda os neomarxistas a acusarem o “capitalismo” de todos os males, sendo que, na realidade, é exatamente o estado inchado e regulatório quem provoca os colapsos econômicos e é o excesso de endividamento público quem causa as fragilidades financeiras.

A política, a mídia, as instituições educacionais e culturais, e mesmo o judiciário não param de criar novas guerras: indo desde a guerra contra o colesterol e a pressão alta até campanhas contra gordura saturada e obesidade. A lista de “inimigos declarados” cresce diariamente, e todos aqueles que não se curvam são prontamente rotulados de “fascistas”, “racistas”, “machistas”, “homofóbicos”, “xenófobos”, “islamófobos”, “transófobos” etc.

O ápice deste movimento é a imposição do “politicamente correto”: a guerra contra as opiniões individuais. Ao passo que a população deve tolerar repugnantes demonstrações comportamentais - devidamente rotuladas de “arte” -, a lista de palavras e opiniões proibidas só faz crescer. Tudo aquilo que pode ser subjetivamente interpretado como “excludente” ou “ofensivo” tem de ser proibido. Ao defender a censura de ideias e comportamentos considerados “ofensivos”, o politicamente correto nada mais é do que uma ferramenta criada para intimidar e restringir a liberdade de expressão. A opinião pública jamais deve ir além do espectro de posições aceitáveis.

Porém, enquanto o debate público empobrece, a diversidade de opiniões radicais prospera às ocultas.

Os marxistas culturais, desta maneira, empurram a sociedade moralmente para uma crise de identidade por meio dos falsos padrões criados por uma ética hipócrita. O objetivo não mais é a “ditadura do proletariado” - pois este projeto fracassou -, mas sim a “ditadura do politicamente correto”, cuja autoridade suprema está nas mãos dos marxistas culturais.

Como uma nova classe de sacerdotes, os guardiões desta nova ortodoxia comandam as instituições cujos poderes eles querem estender sobre toda a sociedade. A destruição moral do indivíduo é um passo necessário para alcançar a vitória final.

O ópio dos intelectuais

Os crentes deste neomarxismo são majoritariamente intelectuais. Os trabalhadores, afinal, fazem parte da realidade econômica dos processos de produção e sabem que as promessas socialistas são completamente insanas e insensatas. Em nenhum lugar do mundo o socialismo foi implantado em decorrência de algum movimento trabalhista. Os trabalhadores nunca foram a vanguarda do socialismo, mas sim suas principais vítimas.

Os líderes das revoluções sempre foram intelectuais, membros da classe política, e militares. Cabia aos artistas e escritores ocultarem a brutalidade dos regimes socialistas por meio de artigos, livros, filmes e pinturas, e dar ao socialismo uma aparência estética moral, científica e intelectual. Na propaganda socialista, o novo sistema sempre parece ser justo e produtivo.

Os marxistas culturais acreditam que, futuramente, eles serão os únicos detentores do poder, capazes de ditar às massas como viver, como pensar, como se comportar e até o que comer. No entanto, uma grande surpresa os espera: se o socialismo de fato vier, a “ditadura dos intelectuais” será tudo, menos benigna - e nada muito diferente do que ocorreu após os soviéticos tomarem o poder. Os intelectuais estarão entre as primeiras vítimas. Foi isso, afinal, o que ocorreu na Revolução Francesa, a qual foi a primeira tentativa de revolução pelos intelectuais. Várias das vítimas da guilhotina eram proeminentes intelectuais que haviam inicialmente apoiado a revolução - Robespierre entre eles. As revoluções sempre matam seus idealizadores.

Em sua peça “A Morte de Danton”, o dramaturgo Georg Büchner famosamente colocou uma personagem para dizer: “Como Saturno, a revolução devora seus filhos”. No entanto, seria mais apropriado dizer que a revolução devora seus pais espirituais. Os intelectuais que hoje promovem o marxismo cultural serão os primeiros da fila do cadafalso caso seu projeto de poder tenha êxito.

Conclusão

Contrariamente ao que Marx acreditava, a história não está pré-determinada. A longa marcha gramsciana da conquista das instituições culturais e sociais ocorreu, mas ainda não se consumou por completo. Ainda há tempo de oferecer resistência. E ela já está ocorrendo.

Para contra-atacar, é necessário apontar a inerente fraqueza do marxismo cultural. Na medida em que os neomarxistas alteraram o marxismo clássico e eliminaram seus pilares básicos (o aprofundamento da proletarianização, o determinismo histórico, e o colapso total do capitalismo), o movimento se tornou ainda mais utópico do que o próprio socialismo original.

Como sucessores da Nova Esquerda, os “socialistas democráticos” atuais propagam uma miscelânea de posições contraditórias. Dado que o caráter deste movimento é o de promover conflitos de grupos, o neomarxismo é ineficaz para servir como instrumento de obtenção de um poder político coerente necessário para uma ditadura.

No entanto, isso não significa que o movimento neomarxista não terá impactos. Ao contrário: por causa de suas inerentes contradições, a ideologia do marxismo cultural é a principal fonte de confusão que atingiu praticamente todos os segmentos das atuais sociedades ocidentais, e a qual ainda pode crescer e atingir proporções perigosas.



terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em dados: O Brasil que o PT recebeu e aquele que entrega aos brasileiros


O Brasil que o PT recebeu e aquele que entrega aos brasileiros

Por Diogo de Castro Ferreira - Advogado e especialista em direito tributário pela FGV.

Neste momento crucial para nosso país, é importante olhar para trás e refletir sobre o Brasil que o PT recebeu e o Brasil que ele entregará aos brasileiros, caso deixe o poder após quase uma década e meia de sucessivos governos.

Mesmo levando em consideração o crescimento demográfico entre os anos de 2002 e 2018, fica evidente o estrago causado pelo partido. Em 2002 nossa população era de 180 milhões e em 2018 estima-se que nossa população seja de cerca de 209 milhões, tendo crescido pouco mais de 16% nesse período.

Muitos podem se questionar por que, em algumas comparações, levamos em consideração dados de 2017 e 2018. A resposta é simples: aqueles que apertaram 13 nas urnas em 2014 levaram o pacote completo, votaram na chapa, e ela vinha com o PMDB. Entretanto, sempre que for possível, daremos preferência aos dados de 2002 comparados com os de 2016. Vamos aos números:

- Número de empresas no Brasil em 2013 - 5.392.234
- Número de empresas no Brasil em 2016 - 5.050.615 (341,6 mil empresas fechadas em três anos)

- Desigualdade de renda no Brasil em 2001 - 10% dos mais ricos detinham 54% da renda nacional e os 50% mais pobres detinham 11%
- Desigualdade de renda no Brasil em 2015 - 10% dos mais ricos detinham 55% da renda nacional e os 50% mais pobres detinham 12% (Estagnação da desigualdade)

- Inflação no primeiro governo Lula (2003 a 2006) - Média de 6,43% ao ano.
- Inflação no final do segundo governo Dilma (2015 - 12 de maio de 2016) - Média acumulada de 9,28% ao ano.

- Gastos com o funcionalismo público em 2003 - R$ 78,6 bilhões
- Gastos com o funcionalismo público em 2015 - R$ 238 bilhões

- Gastos primários do governo em 2001 - R$ 205 bilhões
- Gastos primários do governo em 2015 - R$ 1,1 TRILHÃO

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Taxa de desemprego média anual - 11,7%
- O Brasil que o PT entrega em 2018: Taxa de desemprego média no primeiro trimestre- 13,1%

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Dívida pública - 76% do PIB
- O Brasil que o PT entrega em 2018: A dívida pública prevista - 87% do PIB

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Déficit da Previdência - 56,8 bilhões
- O Brasil que o PT entregou em 2017: Déficit da Previdência - 268,8 bilhões

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Homicídios por ano - 49.816
- O Brasil que o PT entregou em 2016: Homicídios por ano - 62.517

- Número de mulheres assassinadas no Brasil em 2002 - 3.860
- Número de mulheres assassinadas no Brasil em 2016 - 4.657

- Número de homossexuais assassinados no Brasil em 2002 - 126
- Número de homossexuais assassinados no Brasil em 2016 (recorde desde 1970) - 343

- Número de homens negros assassinados no Brasil em 2002 - 25.246
- Número de homens negros assassinados no Brasil em 2016 - 42.354

- Número de mulheres negras assassinadas no Brasil em 2002 - 1.756
- Número de mulheres negras assassinadas no Brasil em 2016 - 3.005

Fontes:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-01/levantamento-aponta-recorde-de-mortes-por-homofobia-no-brasil-em
http://terracoeconomico.com.br/evolucao-da-divida-publica-brasileira-desde-1978-um-grafico-para-voce-refletir
http://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2018/06/FBSP_Atlas_da_Violencia_2018_Relatorio.pdf
http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/
http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/dados-series/142
http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/dados-series/144
http://www.observatoriodeseguranca.org/dados/debate/viol%C3%AAncia/homofobia
https://economia.estadao.com.br/blogs/economia-a-vista/dados-economicos-da-era-dilma-de-chorar/
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,desemprego-medio-em-2002-foi-de-11-7-diz-ibge,20030124p12031
https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2018/04/27/desemprego-pnad-ibge.htm
https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/05/25/em-15-anos-maquina-publica-so-nao-cresceu-mais-que-a-inflacao-uma-vez/
https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/05/25/em-15-anos-maquina-publica-so-nao-cresceu-mais-que-a-inflacao-uma-vez/
https://g1.globo.com/economia/noticia/em-tres-anos-3416-mil-empresas-foram-fechadas-no-brasil-aponta-ibge.ghtml
https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/cresce-n-de-mulheres-vitimas-de-homicidio-no-brasil-dados-de-feminicidio-sao-subnotificados.ghtml
https://institutoavantebrasil.jusbrasil.com.br/artigos/133874904/femicidios-no-brasil-aumenta-assassinatos-das-mulheres
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/07/09/internas_economia,693724/divida-publica-brasileira-ja-e-quase-90-do-pib-segundo-fmi.shtml
https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/
https://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u45140.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1916858-desigualdade-no-brasil-nao-caiu-desde-2001-aponta-estudo.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1922435-brasil-nao-cresce-se-nao-reduzir-sua-desigualdade-diz-thomas-piketty.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1952321-previdencia-tem-deficit-de-r-2688-bilhoes-em-2017-diz-governo.shtml

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Haddad é dessas aberrações que só o PT é capaz de produzir



O neoposte, além de mentiroso e hipócrita, mal sabe escrever, embora tenha diplomas de Mestre em Economia e Doutor em Filosofia.

Certamente foi em virtude de todos esses "predicados" que foi escolhido por Lula para ser ministro da Educação, permanecendo sete anos no cargo, período durante o qual conseguiu levar nossos jovens a um nível intelectual jamais atingido antes: 61º em leitura, 67º em matemática e 65º em ciências, entre os 540 mil alunos dos 72 países examinados pelo PISA.

domingo, 14 de outubro de 2018

Mônica Bergamo agora baseia seu jornalismo em frases de banheiro de colégio - nada mais apropriado



Essa ela não comentou, mas estava lá...

“Merda não é tinta
Dedo não é pincel
Diga pro diretor
Pelo menos dar papel”

A jornalista (???) Mônica Bergamo, notória porta-voz do PT, publicou na Folha a notícia com fotos sobre uma pichação por ela atribuída a “bolsonários” num - pasmem - banheiro do Colégio Anglo de São Paulo.

Há tempos vem se notando que a imprensa de uma maneira geral perdeu todo o senso de jornalismo e adotou o ridículo e escancarado apoio à esquerda como postura fundamental, que passou a ser praticamente o padrão oficial. Isso significa dizer que deixaram de lado os fatos em detrimento da sua canhestra interpretação sobre eles, ou seja, sem medo de errar, deixaram de ser isentos para serem arautos, coniventes e defensores do crime, da imoralidade e da esbórnia generalizada.

Como pouco ou nada têm a dizer sobre a nossa direita incipiente, a não ser desenterrar defuntos da ditadura, passaram a apelar publicando fatos irrelevantes, levianamente interpretados e irresponsavelmente publicados, na maior cara de pau.

Felizmente hoje temos as redes, que independem desse nojo todo e que inclusive abrigam muitos jornalistas decentes e competentes, vítimas da caça às bruxas promovida pela imprensa corrompida, que resolveram se lançar em “carreiras solo”, com bastante sucesso.

É claro que nas redes nem tudo são flores. Há a exacerbação, que leva ao delírio da crença em tudo que é favorável às ideias de quem publica, há a precipitação e há também, é claro, a maldade, a má fé, mas tudo isso com a vantagem de, na maioria das vezes, podermos interagir de maneira a alertar sobre os erros e as más intenções. Já na imprensa oficial, uma vez publicado, babau: vai para a História. Aliás, imaginem que História terão nossos descendentes para aprender se forem se fiar na imprensa de hoje...

Não é à toa que porcarias como Veja, IstoÉ, Época e outras estão falidas ou prestes a tal. O Brasil está acordando, Dona Mônica Bergamo, e já reservou um belo túmulo para você com direito a inscrição na lápide: “Aqui Jaz Mais Uma Idiota”.


Wyllys diz que cuspiria de novo em Bolsonaro - Video


Jean Wyllys, esse baluarte da moral e dos bons costumes, resolveu agradecer em seu Facebook aos eleitores pelos pouco mais de 24 (êpa!) mil minguados votos que recebeu (detalhe: ele se esqueceu de agradecer aos eleitores do Freixo, à custa de quem se elegeu em último lugar no Rio).


Só que trecho acima mostra uma incoerência do intrépido mancebo ao dizer que cuspiria mais uma vez na cara do Bolsonaro se fosse ofendido de novo por ele, que o chamou algumas vezes de viado. Acontece que, por várias vezes, Wyllys disse que tinha orgulho em ser viado, ipsis litteris, como na frase que eu mostro em seguida, dita por ele em pleno púlpito da Câmara.


Ora, se o cara tem orgulho de uma, digamos, qualificação, onde está a ofensa em ser qualificado como tal?

Boulos e Gleisi incitam pelegos a invadirem a casa de Bolsonaro



É claro que esses facínoras não vão ocupar a casa do Bolsonaro, até porque não passam de uns ratos covardes e oportunistas, mas não é por isso que esse absurdo deixa de ser um crime de ameaça e de incitação (Cod.Penal, arts. 147 e 286).

Eu só pergunto onde se esconde o Ministério Público nessas horas, já que ele sempre esteve tão alerta em relação a Bolsonaro, como por exemplo no caso da Maria do Rosário, quando ao dizer que NÃO a estupraria, o MP moveu uma ação contra ele acusando-o de “incitação ao crime de estupro”, um absurdo que foge a qualquer análise lógica primária. Como pode um sujeito dizer que não cometeria um crime ser acusado de incitá-lo?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A se confirmarem as notícias sobre o envolvimento de Paulo Guedes com falcatruas em fundos de pensão, Bolsonaro tem que afastá-lo imediatamente


Lamento muito, mas a minha razão é muito mais forte que a minha emoção e o fato é que Bolsonaro está com um pepino e tanto nas mãos. O MPF está investigando Guedes, que está sob suspeita de se associar a executivos ligados ao PT e ao MDB para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Em seis anos, ele captou ao menos R$ 1 bilhão dessas entidades.

A coisa é cabeluda e manda o bom senso que Bolsonaro faça como Itamar, que afastou Henrique Hargreaves, seu amigo de infância, também investigado, até que tudo se esclarecesse. Hargreaves foi inocentado e assumiu a Casa Civil.

Bolsonaro tem cacife suficiente para tomar essa atitude e até lucrar com ela. Se continuar com Guedes a coisa pode feder. Quem não vai gostar muito é o mercado financeiro, mas é melhor uma cacetada agora - recuperável - do que depois de assumir a Presidência.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Há coisas que só a imprensa esquerdopata é capaz de produzir - Malba Tahan virou sábio muçulmano para professora de historia islâmica de universidade

Mello e Sousa
Patricia Soares, historiadora formada pela PUC São Paulo, professora da rede pública de ensino e professora de historia islâmica da Universidade Islâmica do Brasil UNISB em 2002, escreveu um artigo - “Ciência e religião no islã” - na CARTA CAPITAL onde afirma que Malba Tahan foi um sábio matemático muçulmano.

“Muitas ciências tem nomes árabes e seus primeiros pesquisadores eram sábios muçulmanos. Matemática ou Malba temática, os estudos numéricos e cálculos do sábio Malba Tahan.”

Acontece que Ali Iezid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan, ou simplesmente Malba Tahan, é o pseudônimo com que Julio César de Mello e Sousa assinou muitos dos seu 120 livros, mais exatamente os de contos  árabes e os que versavam sobre matemática. Claro que o genial matemático e pedagogo Mello e Souza seria considerado sábio em qualquer lugar do mundo, mas não é esse o caso.

O caso é que hoje grande parte das pessoas saem das faculdades tão burras quanto entraram, mas certamente bem mais idiotas - o porquê, todos estão fartos de saber. Só que Patricia Soares extrapola e a CARTA CAPITAL, totalmente idiotizada, tem a irresponsabilidade de publicar as escrevinhações de uma criatura que deveria voltar, não para a faculdade, mas para o Primeiro Grau, porque além do “historicídio”, o assassinato gramatical em sequência no seu texto é de nível primário.

O fato de uma nulidade como essa ser professora de uma universidade agrava mais ainda o quadro patético da coisa.

E pasmem, sua coluna, “Diálogos da Fé”, é semanal!

São coisas que só a esquerda pode nos proporcionar.

Quem quiser que leia em https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/ciencia-e-religiao-no-isla.

P.S.: Não leia mais. O pasquim nojento, em vez de suprimir o artigo, pedir desculpas aos leitores e demitir sumariamente a “professora” Patricia, simplesmente botou lá uma errata e ficou por isso mesmo. Pena que eu não guardei o texto.

Leiam:

“Errata: Este texto originalmente informou que Malba Tahan seria um sábio árabe, quando na verdade trata-se do pseudônimo do escritor brasileiro Júlio César Mello e Souza. O artigo abaixo já foi corrigido.”

domingo, 7 de outubro de 2018

O inimigo agora é o mesmo - Alexandre Borges


Hoje é dia de fazer história. O Brasil pode enterrar de vez a falsa polarização entre PT-PSDB.

Num domingo como hoje, 10 de fevereiro de 1980, centenas de intelectuais, líderes sindicais e ativistas se reuniam para fundar o que viria a ser o Partido dos Trabalhadores. Entre eles, dois amigos fraternos: Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. Trinta e oito ano depois, é hora de se despedir de ambos.

Menos de um ano após a promulgação da Lei da Anistia, a esquerda brasileira se articulava num projeto que unia acadêmicos e sindicalistas para fundar um partido político e criar um projeto político que, depois de tomar conta do Palácio do Planalto em 1994, só viria a ser despejado vinte e dois anos depois com o impeachment de Dilma Rousseff. O Brasil tem a chance histórica de jogar finalmente todos os esquerdistas do Colégio Sion nos livros de história.

Com o fim da Guerra Fria, a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991), o mundo foi convencido de que a viveria “o fim da história” e o triunfo do “capitalismo”. O que se viu foi o nascimento de uma nova ordem mundial em que entidades supranacionais como o Mercosul (1991), a União Européia (1993) e o NAFTA (1994) transformariam a democracia num jogo de carta marcadas em que as grandes decisões políticas, econômicas e sociais seriam tomadas por uma burocracia sem rosto em locais como Davos, Genebra e Bruxelas, e o cidadão transformado num mero carimbador de decisões superiores de “gente que sabe mais”.

A idéia do “globalismo” político e econômico não é nova, mas tem como momento-chave o lançamento, em novembro de 1989, um conjunto de orientações que serviriam como uma regra mundial de política econômica definidas pelo FMI, Banco Mundial e autoridades do tesouro americano. A esquerda costuma se referir às dez regras como o “Consenso de Washington”. Os anos 90 foram a década da aplicação destas regras, com algumas consequências econômicas positivas e impactos políticos nefastos com os quais temos que lidar até hoje.


O maior golpe já recebido pelos arautos do “globalismo” foi o ano de 2016 com o Brexit e a eleição do nacionalista Donald Trump contra Hillary “mundo sem fronteiras” Clinton. A batalha mais importante do mundo hoje envolve a luta entre os defensores do globalismo político e econômico, que transforma nações em provícias administrativas, presidentes em fantoches e eleitores em meros signatários de decisões previamente tomadas sem a sua participação ou de qualquer representante diretamente eleito por ele.

Este Consenso teve seu reflexo no Brasil com os governos tucanos entre 1994–2002, com evidentes avanços econômicos em relação ao caos deixados pelos antecessores Sarney e Collor, mas que abriram as portas para que a hegemonia cultural de esquerda, ou a “superestrutura” para ficarmos na fraseologia marxista tão cara a FHC e seus companheiros, fosse entregue de bandeja para diversos tons de vermelho na política brasileira. O resultado está aí e ninguém aguenta mais.

Quando o Brasil foi tomado de assalto pelas notícias do Mensalão em 2005 e de como o esquema petista de poder funcionava na prática, um dos mais proeminentes opositores de um processo de impeachment foi ninguém menos que FHC, a quem se atribui a expressão “deixar o PT sangrar até a eleição”. A frase seria repetida pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ex-candidato a vice na chapa de Aécio Neves, por ocasião das manifestações de 15 de março de 2015. Os bons companheiros se protegeram e ainda se protegem, apesar das brigas de fachada.

O resultado de tamanho embuste começou a ficar evidente quando Aécio Neves e Geraldo Alckmin foram vaiados e expulsos das manifestações, numa mensagem clara para a classe política brasileira que o cidadão não mais compactuava com a dança de cadeira entre os esquerdistas e macacão e os de sobretudo. O Brasil pedia mudanças reais e está prestes a ser atendido.


A se confirmarem nas urnas o resultado das últimas pesquisas, a eleição de Jair Bolsonaro será o “Brexit” brasileiro, a resposta da população que morre nas ruas, que não suporta mais o inchaço do estado interventor, o desemprego e a falta de crescimento econômico, a pauperização dos serviços públicos, a destruição da educação pública, aparelhada e ideologizada para a criação de novos militantes de esquerda, é o basta do brasileiro comum contra os “intelectuais porém idiotas”, expressão criada por Nassim Nicholas Taleb para definir os malabaristas de abstrações, mestres em passar em exames mas cuja sabedoria e entendimento da realidade podem ser inferiores ao menos ilustrado dos cidadãos comuns que fingem representar.

O Brasil começou a reagir com firmeza em 2015, após um ensaio atabalhoado e errático em 2013, com as maiores manifestações da sua história que levaram a um processo constitucional de impeachment e a oportunidade única do surgimento de candidaturas finalmente alinhadas com as idéias e prioridades da população que quer trabalhar e empreender com liberdade, criar seus filhos em segurança e sem assédio moral ou sexual pela cultura pop e em sala de aula, que tem na “tradicional moral cristã e burguesa” a estabilidade para construir sua trajetória pessoal em defesa da vida, liberdade e busca da felicidade, como dito nas eternas para palavras de Thomas Jefferson na Declaração de Independência Americana.

A aliança nefasta entre acadêmicos marxistas e sindicalistas cleptomaníacos pode ser página virada no Brasil em poucas horas ou em poucas semanas, caso haja segundo turno. Não ouso influenciar qualquer decisão do eleitor, mas torço para que ele dê oportunidade para mudança real e uma chance para um país mais livre, próspero e com o governo servindo o cidadão.

Aproveite o domingo não apenas para votar mas também para orar pelo país e conversar com amigos, familiares e colegas sobre que país você quer, mais próximo ou mais distante do projeto que começa em belos salões na Europa mas termina em Caracas ou numa cela de Curitiba. O país tem milhões de desempregados, inadimplentes e vítimas da violência, brasileiros incapazes de exercer sua cidadania de forma plena e digna, e isso tem que acabar.

O casamento entre a USP e a CUT, que domina o país desde 1994, pode hoje ser divorciado do poder. Que assim seja, pelo futuro do país.


sábado, 6 de outubro de 2018

Nota do MPF sobre Gilmar Mendes

“Em relação à decisão de soltura de oito investigados presos na Operação Integração II proferida nesta quinta-feira, 5 de outubro, a força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) repudia a decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, que:

1) Apoderou-se da jurisdição do ministro que seria o juiz natural competente por livre distribuição e sorteio. A decisão foi proferida mediante direcionamento do pedido ao ministro Gilmar, em processo que não diz respeito ao preso, José Richa Filho, irmão do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ou aos demais investigados, e não diz respeito a prisões temporárias ou preventivas, sem qualquer identidade subjetiva ou objetiva que justificasse tal direcionamento. O argumento de que o juiz de Curitiba determinou prisões para burlar a vedação da condução coercitiva não tem qualquer sustentação na realidade. As medidas foram decretadas com base na presença concreta dos pressupostos das prisões temporária e preventiva;

2) Apoderou-se da jurisdição do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que seria a instância competente para julgar recurso ou habeas corpus contra a prisão;

3) Desrespeitou princípios básicos do devido processo legal, como a colegialidade, o descabimento da supressão de instância e o juiz natural, que visam justamente impedir a escolha casuística de magistrados;

4) Desconsiderou a existência de evidências claras de corrupção sistêmica nos pedágios do governo do Paraná, vigente há mais de 19 anos e que importou no pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas para majorar preços e suprimir obras necessárias, o que acarretou inúmeros acidentes e mortes;

5) Fechou os olhos para as razões da sua suspeição apresentadas pelo Ministério Público do Paraná e para os fundamentos da inadequação da decisão exarada apresentados pela Procuradoria-Geral da República, diante de decisão idêntica proferida no bojo da Operação Rádio Patrulha. Tais razões e fundamentos se aplicam a este caso e se somam a inúmeras declarações proferidas pelo Ministro contra a Lava Jato ao longo dos dois últimos anos, que reforçam sua suspeição.



Nesse contexto, a força-tarefa da Lava Jato chama a atenção para a necessidade de a sociedade discutir com seriedade os excessos praticados pelo ministro Gilmar Mendes e expressa sua confiança de que o Supremo Tribunal Federal reverterá esta teratológica decisão.”