quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Car@s alun@s é o cacete!

Uma mensagem cordial ao Ministério da Educação (que me veio com “Car@ alun@” e outras demências):

“Car@ alun@”?

Isso não faz sentido algum.

O neutro (indefinido, no caso) na língua portuguesa não é masculino por acaso - e não, não tem nada a ver com o que ideólogos de boteco chamam de machismo. Aliás, a marcação feminina possui caráter, digamos, especial, “diferenciativo”; já o masculino e o neutro são ordinários; não é por acaso que o genérico, aquilo que não tem personalidade definida, é masculino (não-marcado). Ignorar o gênero na língua portuguesa, portanto, é atitude depreciativa às mulheres.

Aliás, que tolo sou! Não devo explicar isso a vocês; afinal, são do Ministério da EDUCAÇÃO. Certo?

De modo que, excluída a possibilidade de lógica gramatical, presumo que seja mesmo ideológica essa estupidez de marcar o neutro (indefinido) com um símbolo que por acaso contém um “a” e um “o” ­ nada mais fetichista e superficial.

(Aliás, o arroba é um “a” dentro de um “o”. CUIDADO! Será que vocês não estão perpetuando o machismo, desempoderando as mulheres ao restringir a letra que as representa ao universo continente do “o” masculino? Problematizem essa questão.)

Outra coisa, agora sobre a mensagem de vocês em si: dois em cada três brasileiros sofre de analfabetismo funcional. A maioria da nossa população é incapaz de escrever com correção e sentido -- incluída aí a chefe de vocês, Dilma Rousseff, que sequer completou o processo de aquisição da linguagem.

Então, parem de perder tempo com ideologism@s e parem de gastar o MEU dinheiro com essa brincadeira de fingir que ensinam inglês para universitários que não sabem escrever uma frase em português.

Cordialmente, Mateus Colombo Mendes.


10 comentários:

  1. Há muitos anos ironizo essa obsessão em dizer "os homem e a mulher", quando "homem" já expressa toda a humanidade, incluindo os membros do LGTB. Costumo ironizar dizendo que deveríamos dizer também "a aranha e o aranho".

    Agora que estão adotando o símbolo de arroba, que por sinal costuma ser usado como "uma arroba", quando deveria ser UM ARROBA, da mesma forma como costumam usar "uma grama" quando deveria ser UM GRAMA, minha ironia pergunta aos "intiliquituais" o seguinte: quando vão criar um símbolo para arrobO (masculino de arroba, que não deve ser confundindo "há roubo".

    PS. caso esse escrit@r tenha exagerado em sua ironia, por favor avisem, vou me esforçar para exagerar muito mais.

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  2. Com total falência da ideologia comunista, os "intiliquituais militontos" não desistiram do defunto fedido, criaram o comunismo cultural, mais conhecido como viadagem explicita.

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  3. Com total falência da ideologia comunista, os "intiliquituais militontos" não desistiram do defunto fedido, criaram o comunismo cultural, mais conhecido como viadagem explicita.

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  4. (argento) ... - https://youtu.be/bqSlwvAXF3E

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  5. (argento) ... faz algum tempo e não damos suficiente Atenção aos objetivos "econômicos" por trás de uma palavrinha, aparentemente sem inportância, "EMPODERAMENTO" - na prática, empoderamento, dobra a Mão de Obra disponível e, pela Lei da Oferta e da Procura, barateia a MO, "marromeno" na mesma proporção ...

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  6. (argento) ... não sei, última participação, Ricardo Froes13 de novembro de 2015 09:15

    ???...

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  7. Terror em Paris

    Como o Ricardo está sumido, desejo que esteja tudo bem com ele e uso o espaço dos comentários para uma postagem sobre o terrorismo em Paris.

    Não há mais como negar, estamos em uma guerra mundial, isso não é uma opinião, é a posição oficial do Estado Islâmico: “o mundo deve se submeter ao profeta”. Não é apenas uma guerra mundial, mas uma guerra contra a humanidade.

    Ao contrário das duas primeiras guerras mundiais, esta não tem países de um lado e do outro, mas um estado que não é um país e não é reconhecido por mais ninguém além deles próprios ao mesmo tempo que não reconhecem nenhum país, mesmo os árabes e islâmicos.

    Que fique devidamente esclarecido que não é uma guerra do islamismo contra o resto do mundo, mas também não há como desvincular o islamismo dos terroristas, portanto a população islâmica pacífica, que em vários lugares convive em harmonia com cristãos e judeus, deve entender que sua situação perante o resto do mundo é muito delicada.

    Para entender o quanto é delicada a situação, basta colocar-se no lugar de um islâmico pacífico, que frequenta a mesquita de uma comunidade com cem indivíduos, como saber se existe um ou mais terroristas na comunidade? Mesmo sendo islâmico, você não ficaria preocupado ao ver islâmicos desconhecidos entrando no estabelecimento onde você está?

    Não sei como os islâmicos pacíficos vão lidar com essa situação, mas a neutralidade não é uma opção, é necessário lembrar que o Estado Islâmico não poupará islâmicos que não rezam por sua cartilha e já tem precedente de bomba em mesquita. Vejo três possibilidades para os islâmicos: 1) fazer parte do Estado Islâmico; 2) mobilizar (abertamente) os islâmicos pacíficos para exterminar o Estado Islâmico; 3) Renunciar definitivamente ao islamismo.

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  8. Apenas lamento seu texto. O ministro apenas estava defendendo a inclusão dos alunos com deficiência com esse posicionamento e por isso usava do símbolo @, pois, nas Libras não há desinências de gênero e por isso substituem o a/o por @. Por favor, se informe melhor antes.

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  9. Defesa petralha desnecessária. Libras são usadas para deficientes auditivos. O aluno deficiente auditivo que está lendo um aviso não precisa disso. O uso do plural já inclui gênero. O resto é abóbrinha...

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