sexta-feira, 26 de junho de 2015

O ódio de Verissimo

“O ódio ao PT nasceu antes do PT. Está no DNA da classe dominante brasileira, que historicamente derruba, pelas armas se for preciso, toda ameaça ao seu domínio, seja qual for sua sigla.”
Verissimo, em sua coluna de ontem no Globo - “Ódio”.

Pois é, eu acabei me esquecendo de comentar a coluna do Verissimo ontem e Rodrigo Constantino acabou me tirando esse prazer ao fazê-lo. Mas eu apenas queria dizer uma coisinha antes que alguém vá ler o Rodrigo aqui.

O ódio, no sentido de aversão intensa motivada por medo ou injúria sofrida, é perfeitamente justificável, tanto que hoje 65% dos brasileiros odeiam o PT por causa das injúrias (aquilo que é injusto; tudo o que é contrário ao direito; danos) cometidas pelo partido e pelo medo da sua perpetuação. A não ser que a calhordice de Verissimo seja tanta a ponto dele querer nos convencer que esses 65% são todos da classe dominante, o ódio ao PT não é exclusivo da elite.

Mas em uma coisa Verissimo está certo, pelo menos em relação a mim, quando diz que “o ódio ao PT nasceu antes do PT”, já que eu convivia com muitos dos seus fundadores nos bancos das faculdades que cursei desde 1970, e até mesmo antes disso, no colégio, quando fui colega de classe de dois então futuros exilados políticos - só que destes dois eu livro a cara porque até onde os conheci eram boa gente, tanto Alfredo Sirkis quanto Gustavo Buarque Schiller, que, por ser sobrinho de Ana Benchimol Capriglione, amante do ex-governador paulista Adhemar de Barros, foi o informante do assalto ao cofre da tia, aquele em que Dilma providenciou o armamento, guardou o dinheiro e ajudou a distribuir o produto do roubo (será?).

Voltando às faculdades, eu sabia que não havia condição daqueles proto-petralhas tomarem o poder pela força e ficava tranquilo por isso, já que todos aqueles pretensiosos queriam implantar no Brasil uma geringonça bem pior do que a dos militares. Eram alunos e professores tietes de Fidel, Mao e Stalin com ideias de jerico. Eu os odiava por isso e por várias outras coisas, entre as quais querer impedir quem queria assistir às aulas de fazê-lo, inventando uma greve por semana, sendo que no Fundão (UFRJ) cheguei até às vias de fato, quando um grupelho desses patetas tentou impedir minha turma de fazer uma prova de Geologia e meus colegas reagiram. A essa época já era notável a vocação dessa gente para a transgressão e para a violência, coisa que eu atribuía, na maioria dos casos, à idade dos futuros meliantes.

Mal sabia eu que esse embrião da canalhice iria vingar e se transformar nesse rolo de bosta que é o PT- o maior representante da esquerda brasileira - e nos seus penduricalhos, como o PSOL. Eu, inocentemente, acreditava que, com o tempo, toda essa gente fosse evoluir e se transformar em cidadãos decentes. Doce ilusão. Deu no que deu, e hoje falta cadeia para tanto marginal.

9 comentários:

  1. (argento) ... a motivação do artigo foi defender seu amigo Jô Soares das consequências da entrevista á "Mulher Sappiens" que, não deveria ter ido ao ar, aliás, nem deveria ter sido feita - faltou Tirocínio ao apresentador, Demência Senil? - o artigo do Veríssimo foi uma tentativa de defender o Indefensável, talvez, mesmo motivo para aposentar-se, Demência Senil ...

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    1. A demência do Verissimo não é senil é crônica e vem da mais tenra idade.

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  2. "Está no DNA da classe dominante brasileira (...)".

    Lista de membros da classe dominada: Sarney, Collor, Eike Batista, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, etc, etc e etc.

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    1. (argento) ... hehehehehe, não duvido nada que sejam Marionetes dos "Negócios"(Sistema), pensando que são donos; claro, é fato, são da "elite braZileira"; aliás, bem longe da "Elite dos Negócios", a que influi (comanda, de fato) nos "Guvernos de Banania" ...

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  3. Eu convivi com a turma de "iluminados" da USP nos anos 70. Fazia o curso de História no período noturno porque trabalhava o dia inteiro. Era chamada de burguesa...rsrsrs, porque ia direto do trabalho para a faculdade e os meus trajes contrariavam a estética revolucionária da turma da esquerda. Eram os frequentadores dos gramados do campus, digo isso porque eles pouco apareciam nas aulas, mas surgiam do nada quando o assunto era "vamos começar uma greve". Não conhecia ninguém dessa turma, mas imagino que muitos deles fazem parte da elite do poder que ainda ousa se dizer de esquerda. Apesar da situação do Brasil estar tão grave, melhor está agora do que naquela época, pelo menos sabemos exatamente com quem estamos lidando.

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    1. (argento) ... o que soa contraditório é que ontem, "lutavam" contra o velho "Sistema", dito Opressor, e hoje estão dentro do mesmo Velho SISTEMA de sempre, aplicando as Mesmas Regras, submissos ás Mesmas "LEIS" ...

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    2. (argento) ... onde está, hoje, o "laissez faire, laissez aller, laissez passer"? - hoje e sempre, "Salve-se do Jeito que Puder" ... se puder ...

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    3. (argento) ... poiZé, fui obrigado a conviver com essa corja de "iluminados", desde o ensino médio, já nos meados de 60, na ex ETN ...

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