sábado, 5 de abril de 2014

Parabéns (mais uma vez) ao governo do PT: Ipea é o seu retrato.

E o Ipea, hem? Fez um monte de gente pagar mico, mulher mostrar peitola, Dilma ficar furiosa e, quando acaba, somos uns santos e “só” 23% de nós diz que mulher que se veste (ou se despe) de maneira provocante merece um estuprozinho.

Resposta singela de um diretor: trocamos duas colunas no Excel...

O interessante é a semelhança com o caso de Pasadena, porque demoraram simplesmente uma semana para reconhecer o erro. Uma semana fazendo a gente de trouxa. Ou mais ou menos trouxa, porque ¼ da população justificar uma barbaridade não deixa de ser um número relevante.

Não há mais adjetivos para (des)qualificar esse governo. Eu esgotei meu manancial.

André Vargas, pede para defecar e se manda!

Patrimônio de André Vargas cresce 50 vezes em 10 anos

Quando resolveu viajar com a família para João Pessoa logo após o réveillon deste ano, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), solicitou um jatinho ao doleiro Alberto Youssef, de quem diz ser amigo há duas décadas. Essa foi apenas a coroação simbólica de uma mudança radical de vida ocorrida ao longo de quatorze anos de vida pública. Apenas nos dez anos que separam sua primeira eleição, como vereador de Londrina, em 2000, para sua última disputa para a Câmara, em 2010, seu patrimônio cresceu 50 vezes.

Nem sempre o luxo fez parte da vida de Vargas. Até entrar na política, em 2000, tudo o que o ele tinha era um Monza 1993, avaliado em R$ 9 mil, e a sociedade em três pequenas empresas, cujas cotas somavam R$ 2.100. Dois anos depois, quando se candidatou a deputado estadual, tinha vendido o Monza por R$ 4 mil e declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 2.565,59 - as mesmas empresas e um título de capitalização. Ele ainda devia R$ 1.275,87 a um banco.

Mas a vida começou a melhorar quando se elegeu deputado estadual em 2002. Nos quatro anos seguintes, Vargas adquiriu por R$ 80 mil uma caminhonete Ford F-250 usada e comprou duas casas em Londrina, por mais R$ 80.576,30. Mas o grande salto veio com sua primeira eleição para deputado federal em 2006. Nos quatro anos seguintes, o deputado saiu definitivamente da penúria.

Entre 2006 e 2010, Vargas comprou um terreno de 121 mil m² em Iboporã, por R$ 100 mil, além de outra casa e um lote em Londrina por R$ 21.563,47. Os tempos de Monza foram esquecidos e o deputado chegou às eleições de 2010 como proprietário de três caminhonetes: Toyota Hilux, GM Tracker e Hyundai Vera Cruz. Na mesma época, tornou-se dono de duas empresas, com capital social de R$ 23.500. De acordo com sua declaração, Vargas guardava R$ 56.211,17 na Caixa Econômica Federal. O patrimônio total declarado na eleição passada foi de R$ 572.050,54.

Procurado, o deputado negou problemas no crescimento de seu patrimônio: “A evolução patrimonial ocorrida entre os anos de 2000 e 2010 é totalmente compatível com minha renda ao longo desses dez anos”, disse em nota. Na próxima semana, o PSDB e o DEM vão protocolar uma representação no Conselho de Ética da Câmara contra Vargas por quebra de decoro no caso do avião pago pelo doleiro. O PSOL já havia feito um pedido para que a Corregedoria da Casa investigasse o envolvimento do deputado com o doleiro, que foi arquivado ontem pela Secretaria Geral da Mesa Diretora.

De O Globo.

Paulo Coelho ou Paulo Anta?

É verdade que pela primeira vez você não vai participar da campanha do PT?

Há uma profunda decepção. Eu acho que o poder cega. O PT foi muito bem, é responsável por um grande avanço; mas que não começou com ele, e sim com o FHC. De repente eu vi que a coisa toda começou a virar meio um clientelismo. Acho que o PT infelizmente perdeu o rumo, como qualquer partido que fica muito tempo no poder. Paulo Coelho.

Só agora? Ô sujeitinho lerdo de raciossímio...

Esses caras são gozados: passaram a vida inteira apoiando uma quadrilha, ajudando a eleger seus membros, sendo da esquerda politicamente correta, e agora, quando a curra é inevitável e evidente, resolvem dar uma de bonzinhos, dizendo que o PT perdeu o rumo, que estão decepcionados, e otras cositas más - mas com muito cuidado para não magoar seus amiguinhos ladrões.

Ora, vão lamber sabão e peidar bolhinhas! Seu Coelho e seus amiguinhos da classe artística, também petralhas, não passam de corresponsáveis pelo atual estado de coisas, por não ter a óbvia percepção que apoiar e votar para presidente em um analfabeto falastrão, um vagabundo que nunca trabalhou, não poderia dar em outra coisa. E o pior, insistiram no erro, reelegendo-o e repetiram a besteira apoiando e votando em Dilma, um poste sem luz, um apagão mental, um zero muito à esquerda.

São umas bestas!

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Um é chanceler do Círculo Monárquico do Rio de Janeiro, outro é diretor do Washington Bureau da TFP

Eu bem que poderia pedir aposentadoria ao INSS alegando demência congênita familiar generalizada, já que dois primos meus são os titulares desses postos. Um eu já sabia há uns cinquenta anos, e o outro, o “monarquista”, descobri hoje.

É muita idiotice para uma família só! Coitado do meu bisavô, Navarro da Costa, diplomata e pintor, com tanta bestice de gente que carrega seu nome desonrando-o.
Navarro da Costa, 1912.

Falando em pintura, de vez em quando dou minhas cacetadas


Canalhas que deveriam estar presos tentam impedir Maria Corina Machado de falar no Senado


Bolsonaro põe a boca no trombone (como de hábito)

Pena que não tenhamos mais vozes tão veementes - mas não tão histriônicas - quanto a de Bolsonaro.

Carta de Joaquim Barbosa à Revista Época: “Triste exemplo de jornalismo especulativo e de má-fé.”

Sr. Diretor de Redação,

A matéria Não serei candidato a presidente divulgada na edição nº 823 dessa revista traz em si um grave desvio da ética jornalística. Refiro-me a artifícios e subterfúgios utilizados pelo repórter, que solicitou à Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal para ser recebido por mim apenas para cumprimentos e apresentação. Recebi-o por pouco mais de dez minutos e com ele nao conversei nada além de trivialidades, já que o objetivo estabelecido, de comum acordo, não era a concessão de uma entrevista. Era uma visita de cunho institucional do Diretor da Sucursal de Brasília da Revista Época. Fora o condenável método de abordagem, o texto é repleto de erros factuais, construções imaginárias e preconceituosas, além de sérias acusações contra a minha pessoa.

A matéria é quase toda construída em torno de um crasso erro factual. O texto afirma que conheci o ministro Celso de Mello na década de 90, e que este último teria escrito o prefácio do meu livro “Ação Afirmativa e princípio Constitucional da Igualdade”. Conheci o ministro Celso de Mello em 2003, ano em que ingressei no STF. Não é dele o prefácio da obra que publiquei em 2001, mas sim do já falecido professor de direito internacional Celso Duvivier de Albuquerque Melo, que de fato conheci nos anos 90 e foi meu colega no Departamento de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Mais grave, porém, é a acusação de que teria manipulado uma votação, impedindo deliberadamente que um ministro do STF se manifestasse. O objetivo seria submeter o ministro a pressões da “mídia” e de “populares”. Isso não é verdade. Ofensiva para qualquer cidadão, a afirmação ganha contornos ainda mais graves quando associada ao Chefe do Poder Judiciário. Portanto, antes de publicar informação dessa natureza, o repórter tinha a obrigação de tentar ouvir-me sobre o assunto, o que pouparia a revista de publicar informação incorreta sobre minha atuação à frente da Corte.

No campo pessoal, as inverdades narradas na matéria são ainda mais ofensivas e revelam total desconhecimento sobre a minha biografia. Minha mãe nunca foi faxineira. Ela sempre trabalhou no lar, tendo se dedicado especialmente ao cuidado e à educação dos filhos. O texto, que me classifica como taciturno, áspero, grosseiro, não apresenta fundamentos para essas afirmações que, além de deselegantes, refletem apenas a visão distorcida e preconceituosa do repórter. O autor da matéria não apresenta elementos que sustentem os adjetivos gratuitos que utiliza.

Também desrespeitosa é a menção aos meus problemas de saúde. Ao afirmar que a dor causou angústia e raiva, o jornalista traçou um perfil psicológico sem apresentar os elementos que lhe permitiram avaliar o impacto de um problema de saúde em uma pessoa com a qual ele nunca havia sequer conversado.

Outra falha do texto é a referência à teoria do “domínio do fato”. Em nenhum momento a teoria foi evocada por mim para justificar a condenação dos réus no julgamento da Ação Penal 470. Basta uma rápida leitura do meu voto para verificar esse fato.

Finalmente, não tenho definição com relação ao momento de minha saída do Supremo e de minha aposentadoria. Muito menos está definido o que farei depois dessa data, embora a matéria tenha afirmado sem que o jornalista tenha sequer tentado entrevistar-me sobre o tema que irei dedicar-me ao combate ao racismo.

Triste exemplo de jornalismo especulativo e de má-fé.

Joaquim Barbosa

Presidente do Supremo Tribunal Federal

Gilberto Carvalho, o corajoso

“Eu tenho dito sempre que um governo que valorizou o trabalho da CGU, da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, um governo desse não pode ter medo da investigação. O nosso problema é o uso político, é essa meia verdade que começa a se propalar e o uso eleitoreiro que pode ser feito da CPI.”
Gilberto Carvalho, sectário-geral da PeTresidência da República, dizendo que não tem medo de investigação porque tem certeza que nunca antes na História destepaiz os ladrões puderam agir com tanta desenvoltura e impunidade. 

Goela da graça

Jogando meu xadrezinho habitual no chess.com, com um olho no padre e outro na missa, eu ouvia a TV ligada no Jornal da Band que, ao terminar, deu lugar ao programa do abominável “missionário” RR Soares, da igreja da (des)graça. Como eu estivesse no meio de uma partida, deixei rolar e ouvi o seguinte diálogo:

Pergunta de um otário: “É errado dar dinheiro a uma casa de caridade se eu for da igreja?”

RR Soares responde: “É claro que é. Você tem que dar seu dinheiro para quem lhe proporciona conforto espiritual. Além de tudo, essas casas de caridade... Não sei não, tem muita gente que não presta.”

Aproveitando o ensejo, RR Soares pega um boleto bancário e diz para os otários para contribuírem já, porque “a igreja está passando pela sua pior fase e precisa das suas contribuições” (essa tal igreja deve ser administrada pelo PT: está sempre na pior fase...).

Quiuspariu! Um extorsionário contumaz dizer que entidades beneficentes têm gente que não presta para ficar com o dinheiro do pobre incauto é sacanagem! Que goela tem esse salafrário!

A máquina do tempo

Por Heraldo Palmeira, documentarista e produtor musical

No centro da sala pré-televisão, um solene rádio Franklin (marca da Philips argentina), valvulado, caixa mista de madeira e baquelita, trazia o mundo para dentro de casa por meio de duas emissoras AM de cidades vizinhas.

Havia sempre um disc-jóquei ocupando manhã ou tarde inteiras com seus programas. Depois da escola, eu “entrava no ar” a partir das 11h e seguia até A Hora do Angelus, quando a Ave-Maria de Gounod anunciava suavemente que era hora do banho, porque em pouco tempo meus pais chegariam do trabalho e o jantar seria servido sem atrasos.

Logo na abertura do programa, a voz impostada do locutor lançava a isca fatal: “Daqui a pouco, The Beatles!”.

E o embusteiro ficava embromando a tarde inteira para, quase noite, enfim liberar a magia – estou ouvindo lembranças de 1966, quando já estávamos completamente contaminados pelo som repetido naquela espécie de cadeia de rádios em várias casas, espalhando o vírus a todo volume na cidade inteira.

A contaminação começou em 9 de fevereiro de 1964, quando uma América perplexa sediou um surto de histeria até então desconhecido, que dera os primeiros sinais dois dias antes com a paralisação do aeroporto JFK, em Nova York.

Naquela noite de domingo, a rede CBS levaria ao ar mais um programa The Ed Sullivan Show, até então um mamute de popularidade. Ali, descobriu-se que a audiência monumental era apenas um elefantinho, já que 73 milhões de pessoas (34% da população americana da época) se postaram diante de suas tevês, eletrizadas pelos rapazes de Liverpool.

Foi o instante em que aqueles quatro garotos que enlouqueceram o aeroporto ao desembarcar, conquistaram definitivamente a América e o mundo, inauguraram a beatlemania e começaram a consolidar a maior banda de todos os tempos.

Passados 50 anos, a mesma CBS produziu um especial ao vivo em Los Angeles para comemorar aquela noite memorável.

A Noite que Mudou a América é mais um marco para uma banda acostumada a feitos estratosféricos. E deixa claro que, por mais que alguém com muito talento entre na fila, ninguém consegue pisar o território de divindade dos Beatles. Uma divindade obtida exatamente porque eles pisaram juntos céus e infernos humanos enquanto mudavam o comportamento do mundo amparados pela obra genial que produziram.

O show contou com releituras de clássicos da banda feitas por uma constelação de astros da música mundial. Tudo já seguia imperdível, até que Ringo Starr pisou o palco e elevou tudo para outro patamar, o reino do sobrenatural.

A ponto de a sempre estranha Yoko Ono, agora oitentona, cair na gandaia enlouquecida numa dança estranhíssima, parecendo possuída por alguma entidade!

Logo depois, com a entrada de Paul McCartney em cena, veio a comprovação de que até o sobrenatural tem graduações. Ao lado do velho comparsa, e invocando as memórias de John e George, o cavaleiro de Sua Majestade abriu as portas da máquina do tempo.

Diante daquela apoteose, a gente se pergunta: por que ninguém cansa de ouvir as velhas, insuperáveis e eternas canções de sempre? Por que elas seguem tocando com frescor?

Talvez porque sejam guardadas até por crianças muito pequenas, que se esgoelam em cada palavra das letras para engrossar o coro dos pais e avós.

No panteão dos maiores da música de todos os tempos, The Beatles vive acima do topo. E a distância entre o primeiro lugar e o topo é dimensão de Universo.

O resto é galáxia!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Mantega: Conselho da Petralhobras agiu corretamente

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou ontem, durante entrevista ao programa “Bom Dia Ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação, que o governo não teme “qualquer investigação” sobre a Petrobras e que o Conselho de Administração da empresa agiu corretamente na aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006. 

Como é que pode um ministro da Fazenda declarar tal imbecilidade? Na verdade, em se tratando de Mantega, é a única coisa que se espera, mas mesmo assim a gente custa a crer.

Podem procurar, dou um doce a quem me apontar um membro desse governo que honre seu cargo. Unzinho só. São todos imorais, trapaceiros e mentirosos, uma quadrilha jamais vista em governo algum do Brasil e talvez do mundo.

Uma Mantega que não precisa nem pão pra se comer (com os olhos, é claro)

Marina Mantega. Bem melhor que o pai, não acham?

Samba do Avião... que caiu na Malásia

“Esse Samba do Avião faz uma ligação entre o Brasil de hoje e o Brasil de ontem, porque o Samba do Avião descreve a chegada no Brasil, e em especial no Galeão, dos brasileiros que voltavam ao Brasil após a Anistia, alguns após 21 anos de exílio, outros menos do que isso, mas essa é a realidade, o Samba do Avião é isso. É de fato, e nessa semana é um momento especial, uma homenagem aos exilados…”

Dilma, ontem durante a cerimônia de transferência do Galeão para a iniciativa privada, trocando todas as bolas que podia: o Samba do Avião, letra e música do Tom Jobim, foi composto em 1962, e os exilados não voltaram ao “Brasil após 21 anos de exílio”, porque a Anistia é de 1979 - quando só não veio quem não quis - ou seja, quinze anos após o golpe.

E ainda chorou, a mentecapta...

Samba do Avião

Minha alma canta,
Vejo o Rio de Janeiro,
Estou morrendo de saudade.
Rio, teu mar, praias sem fim,
Rio, você foi feito pra mim.

Cristo Redentor,
Braços abertos sobre a Guanabara.
Este samba é só porque,
Rio, eu gosto de você,
A morena vai sambar,
Seu corpo todo balançar.
Rio de sol, de céu, de mar,
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão

Este samba é só porque,
Rio, eu gosto de você,
A morena vai sambar,
Seu corpo todo balançar.
Aperte o cinto, vamos chegar,
Água brilhando, olha a pista chegando,
E vamos nós.
Aterrar

Bolsonaro responde

“Que moral tem um governo para falar em tortura quando esconde qualquer investigação sobre o sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, justiçado pelos próprios companheiros; quando cria uma Comissão da Verdade cujos integrantes são indicados por alguém como a presidente, que, à frente de grupos terroristas como VPR, Colina e VAR-Palmares, sujou suas mãos de sangue de inocentes como o tenente Alberto Mendes Júnior, executado a pauladas nas matas do vale do Ribeira, e o recruta do Exército Mário Kozel Filho, morto por carro bomba no QG do então Segundo Exército? A esquerda continua posando de vítima na busca de compaixão, votos e poder.”
Jair Bolsonaro em seu artigo Censura escancarada.

Anjos?

O que dizer dessa foto, com Gleisi Hoffman, André Vargas e Alexandre Padilha?

Procon-RJ, o feudo de Cidinha Campos, acha pelo em ovo, ou melhor bullying em ovo

De acordo com o Procon-RJ, a campanha publicitária do produto e a mensagem transmitida em sua embalagem estão em desacordo com o artigo 37, parágrafo 2°, do Código de Defesa do Consumidor, por incentivar a discriminação entre crianças e adolescentes. O processo determina que as vendas do ovo Bis Xtra + Chocolate estarão suspensas até que a mensagem em sua embalagem seja alterada e deixe de conter os textos de incitação à prática de bullying.

Entre os adesivos que podem ser utilizados por quem adquiriu o ovo de Páscoa estão expressões como “morto de fome”, “nerd” e “nervosinho”. No processo administrativo, o órgão estadual considera que, num momento em que o bullying vem sendo discutido pela sociedade, é inadmissível que um produto direcionado a crianças e adolescentes incite qualquer tipo de violência, inclusive a verbal, entre eles.

- A Páscoa possui uma mensagem de paz e confraternização e esta campanha manda sacanear os outros? – disse a secretária de Estado de Proteção e Defesa do Consumidor, Cidinha Campos.

Pois é, enquanto o Procon do Rio de Janeiro, feudo da dona Cidinha Campos, se preocupa com besteiras desse tipo, uma simples reivindicação minha ao Bradesco Saúde, que extraviou documentos apresentados por mim para reembolso do pagamento de anestesistas, vai demorar 30 dias até que eles me deem a resposta.

Video-curso de oratória e clareza de ideias em 10 lições

Acadêmicos de Milton Friedman

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pepe Mujica

“A estatização é uma solução que foi abandonada. Trata-se de uma receita perfeita para desenvolver uma burocracia opressora. Continuo sendo socialista porque sou inimigo da exploração do homem pelo homem. Isso não inclui defender um Estado grande e um funcionalismo público inchado. Seria um desastre.”
José “Pepe” Mujica, presidente do Uruguai, por quem eu ainda boto os dois pés atrás. Em todo caso, vale para os petralhas refletirem, se é que eles conseguem...

Caças comprados da Suécia pelo Brasil vão ser monitorados pelos EUA

Escândalo na Suíça denunciou que a tecnologia de rádio dos caças Gripen, comprados pelo governo brasileiro em dezembro passado, detém “certificado de tecnologia” americana da NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA). O sistema de rádio permite o monitoramento de toda a comunicação e até das imagens capturadas pelos caças suecos. Até o ano passado, uma empresa suíça era a responsável pelo sistema de comunicação do Gripen, mas foi substituída e terceirizada à pela Rockwell Collins pela Saab, produtora dos jatos.

O problema é que a tecnologia de comunicação pode até ser desligada por completo, remotamente e, exatamente por isso, parlamentares suíços já pediram que o Ministério da Defesa de lá explique o caso e dê “transparência total” à compra de caças Gripen.

Enquanto isso, aqui no Brasil...

Teve até ministro na inauguração da nova guarita do Palácio do Planalto que custou R$ 171.668,00

A entrega da nova guarita do Palácio do Planalto contou com a presença até de um ministro do primeiro escalão de Dilma Rousseff. Gilberto Carvalho fez a última inspeção e participou da inauguração da estrutura. Não é para menos.

Os 171.668 reais consumidos na construção seriam suficientes para custear três imóveis de dois quartos pelo programa Minha Casa Minha Vida.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Faz 34 anos que o Primeiro de Abril perdeu a graça

Faz 34 anos que o PT foi fundado...

Luiz Felipe Pondé: Melhor impossível?

Muito bom o artigo de Pondé. Gosto de gente cujas convicções não excluem os méritos de outras e até os reconhece.

Você lembra do filme com Jack Nicholson chamado “Melhor É Impossível”? Há uma cena em que ele, um obsessivo-compulsivo (diríamos, um caso grave de TOC), de repente, saindo do analista, se dá conta: “E se melhor do que isso for impossível?”. Referia-se a seu quadro tenso, cheio de rituais obsessivos, mas rasgado por um esforço cotidiano de enfrentá-lo.

Pois bem, outro dia, em meio a uma aula com alunos de graduação, discutindo se é melhor ser religioso ou não, essa questão apareceu: “E se a vida não puder ser melhor do que isso?”. Ou: “E se uma vida melhor for impossível de se conseguir?”. Que vida é essa da qual falávamos? O que pensa um jovem de 20 anos acerca do que seja qualidade de vida?

A questão se apresentou quando ouvíamos uma menina, religiosa, dizer o quanto melhor era a qualidade de vida que se tinha vivendo dentro de uma comunidade religiosa. Melhores amizades, melhor namoro, meninos mais honestos, melhores férias, melhor convívio com os pais, enfim, melhor tudo que importa, apesar de nunca ser perfeito.

Os semiletrados pensam que jovens gostam de ser “livres”.

 Risadas? Jovens querem famílias estáveis, casa com segurança, futuro garantido, um grupo para dizer que é seu, códigos que os definam de forma clara e distinta, enfim, de um quadro de referências que torne o mundo significativo e seu.

Quando encontram, aderem de forma muito mais direta do que pessoas com mais de 30. Estas já começam a entrar no desgaste cético que a vida impõe a todos nós. Da louça que lavamos, do sexo meia boca que fazemos à arte que cultivamos.

Basta ver o caráter dogmático do movimento estudantil pra ver esse tipo de adesão direta e sem medo dos jovens. Às vezes temo que mais atrapalhamos os jovens do que os ajudamos com o conjunto de exigências que fazemos a eles: sejam diferentes, mudem o mundo, rompam com tudo, inventem-se. Woodstock foi um surto do qual eles já se curaram, mas nós não.

Mas, de volta a: “E se a vida não puder ser melhor do que isso?”.

O problema era: É melhor viver sem religião ou viver aceitando um código religioso claro?

E vejam: no dia a dia, os poucos jovens religiosos que conheço no meio que frequento costumam ser melhores alunos, mais atentos ao que se fala em sala de aula, menos inseguros com relação a temas como sexo, drogas e rock and roll, assim como também quando se fala de futuros relacionamentos. Enfim, parecem saber mais o que querem e serem menos permeáveis às modinhas bobas que existem por aí.

A conclusão parece ser que uma adesão a uma vida religiosa sem exageros de contenção de comportamento nutre mais esses meninos e meninas ao redor dos 20 anos do que a parafernália de teorias que a filosofia ou as ciências humanas produziram nos últimos séculos.

É como se as religiões tradicionais (como digo sempre, se você quiser uma religião, pegue uma com mais de mil anos...) carregassem uma sabedoria mais instalada, apesar de silenciosa, com relação ao que de fato eles precisam.

E se tivermos alcançado algum limite nas utopias propostas para a modernidade? E se o surto do século 18 pra cá tiver se esgotado como fórmula e chegarmos à conclusão que, como pequenos ajustes aqui e ali, pequenas correções de percurso (um cuidado com os recursos do meio ambiente, uma sensibilidade maior aos riscos de um materialismo extremado, maior longevidade, beijo gay na novela das nove), a vida se impõe em seu ritmo como sempre se impôs aos nossos ancestrais?

E se o velho ritmo de nascer, crescer, plantar, colher, reproduzir e morrer, com variações criadas pela Apple, for tudo o que temos? E se for justamente essa “perenidade do esforço” impermeável às modas de comportamento a realidade silenciosa da vida?

E se o Eclesiastes, livro que compõe o conjunto de quatro textos da Bíblia hebraica (que os cristãos chamam de Velho Testamento) conhecidos como Sabedoria Israelita (Provérbios, Eclesiastes, Livro de Jó e Cântico dos Cânticos) estiver certo, e não existir nada de novo sob o Sol? E se tudo for, como diz o sábio bíblico, vaidade e vento que passa?

José Eduardo Cardozo, sinistro da Justiça: “L'État c’est moi”

Jose Eduardo Cardoso d'après Hyacinthe Rigaud
“Hoje, o ministro da Justiça dizer em nome do Estado brasileiro que pede desculpas por aquilo que foi feito na época da ditadura é algo que mostra um novo tempo, uma realidade democrática que temos orgulho de ter conquistado.”
José Eduardo Cardozo, sinistro da Justiça, em pronunciamento feito durante o ato público Para Não Repetir, promovido ontem pela OAB para relembrar os 50 anos do golpe de 1964. Ou será que foi Luís XIV?

Primeiro a palhaçada de um ato para comemorar uma derrota. Segundo, se o nome é “Para Não Repetir”, para que relembrar? Terceiro, se ele não foi um dos responsáveis pela ditadura militar, a troco de que ele está pedindo desculpas? Quarto, desde quando Cardozo tem autoridade para pedir desculpas pelo Estado? O dono da frase “L'État c’est moi” é Luís XIV, que era, efetivamente, o Estado e não Lula, que a usa indevidamente e não tem o direito de emprestá-la a ninguém.

Parabéns - mais uma vez - ao governo do PT: Alunos brasileiros ficam entre os piores em teste de raciocínio lógico

Os estudantes brasileiros têm sérias dificuldades para resolver problemas de matemática aplicados à vida real. É o que mostram os resultados de um novo teste do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgados nesta terça-feira pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil ficou apenas com 38ª colocação entre os 44 países participantes.

É a primeira vez que a OCDE realiza este teste, que buscou avaliar mais as habilidades cognitivas dos estudantes do que seu conhecimento de conteúdo matemático. Participaram do exame cerca de 85 mil alunos, todos com 15 anos de idade. Os adolescentes de Cingapura e Coreia do Sul alcançaram as melhores pontuações nessa avaliação.

A OCDE é conhecida por divulgar, a cada três anos, os resultados gerais do Pisa, que, na sua última edição, em 2012, avaliou estudantes de 65 países com provas de matemática, ciência e leitura. Divulgados em dezembro do ano passado, os resultados desses exames mostraram uma realidade péssima para o Brasil. Apesar de uma melhora em matemática desde 2003, quando o Pisa começou, o país estava na 58ª posição, bem abaixo da média nas três disciplinas.

A prova de matemática do Pisa já mostrava as dificuldades dos alunos brasileiros com problemas que pediam raciocínio lógico e conhecimentos básicos da disciplina. Apenas 33% dos alunos de 15 anos do país conseguiram resolver questões com o grau de complexidade mais baixo. Para muitos especialistas, o problema está justamente nos problemas de leitura. A maioria dos nossos estudantes não consegue interpretar o enunciado da questão.

Veja o ranking completo
1º - Cingapura, 562 pontos
2º - Coreia do Sul, 561
3º - Japão, 552
4º - China/Macau, 540
5º - China/Hong Kong, 540
6º - China/Xangai, 536
7º - China/Taipé, 534
8º - Canadá, 526
9º - Austrália, 523
10º - Finlândia, 523
11º - Reino Unido, 517
12º - Estônia, 515
13º - França, 511
14º - Holanda, 511
15º - Itália, 510
16º - República Tcheca, 509
17º - Alemanha, 509
18º - Estados Unidos, 508
19º - Bélgica, 508
20º - Áustria, 506
21º - Noruega, 503
22º - Irlanda, 498
23º - Dinamarca, 497
24º - Portugal, 494
25º - Suécia, 491
26º - Rússia, 489
27º - Eslováquia, 483
28º - Polônia, 481
29º - Espanha, 477
30º - Eslovênia, 476
31º - Sérvia, 473
32º - Croácia, 466
33º - Hungria, 459
34º - Turquia, 454
35º - Israel, 454
36º - Chile, 448
37º - Chipre, 445
38º - Brasil, 428
39º - Malásia, 422
40º - Emirados Árabes, 411
41º - Montenegro, 407
42º - Uruguai, 403
43º - Bulgária, 402
44º - Colômbia, 399

De O Globo

Juventude imbecilizada pelo comunismo mostra sua educação e capacidade de diálogo

Vou repetir aqui o que disse Rodrigo Constantino porque a minha indignação só caberia em palavrões e ninguém merece.

Vejam como agem os comunistas, esses seres jurássicos que ainda procriam e se espalham, colocando em xeque a teoria da evolução darwinista. São tolerantes, democratas, a favor do debate aberto. Só que não! São autoritários, intimidam quem pensa diferente, querem calar o contraditório no grito. Impediram uma aula sobre as tiranias vermelhas e o contexto de 1964. Invadiram a sala e humilharam o professor. É apenas assim que sabem agir: covardemente e em bando:

Pesquisa fresquinha do Datafolha: Ditadura e Democracia

A democracia segue sendo defendida como o melhor sistema de governo, em qualquer circunstância, pela maioria dos brasileiros, mas há fissuras nesta relação: no momento em que se completa 50 anos do golpe militar de 1964, os brasileiros veem a situação política daquela época melhor do que atualmente, e estão um pouco ou muito insatisfeitos com o funcionamento da democracia, na qual veem alguns problemas, como corrupção e insegurança.

Esses e outros dados fazem parte de pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha com o objetivo de consultar a opinião pública brasileira sobre seus valores democráticos e a respeito do regime militar que vigorou no país a partir de abril de 1964. As entrevistas com 2614 brasileiros com 16 anos ou mais foram feitas entre os dias 19 e 20 de fevereiro de 2014. Os resultados para o total da amostra tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A comparação direta entre democracia e ditadura segue favorável à primeira: 62% dos brasileiros acreditam que a democracia é sempre melhor que qualquer outra forma de governo, patamar similar ao verificado em dezembro de 2008 (61%) e, numericamente, o mais alto já atingido na série histórica do Datafolha sobre o tema.

Os menores foram registrados em fevereiro de 1992 (42% defendiam a democracia ante outras formas de governo) e em setembro de 1989 (43%). Atualmente, há ainda 16% para quem tanto faz se o governo ou é uma democracia ou uma ditadura (em 2008, 19%); 14% que defendem que em certas circunstâncias é melhor uma ditadura do que um regime democrático (eram 11% em 2008); e 8% que não souberam responder.

A pesquisa é bem abrangente e extensa. Quem quiser ler o texto é aqui, a pesquisa em PDF é aqui.

Sede da UNE: 50 anos, R$ 57,8 milhões, PCdoB e muita farra

No dia 17 de maio de 1994, Itamar Franco autorizou a devolução do terreno da UNE (União Nacional dos Estudantes), no Rio de Janeiro, destruído, incendiado e tomado pelo governo militar em 1º de abril de 1964. Na cerimônia da devolução, onde Itamar tomou até chope no Labas, antigo bar da boemia carioca, o presidente da UNE, Fernando Gusmão (que já foi deputado estadual pelo PCdoB, mas não foi reeleito em 2010), disse que precisava de grana para reconstruir a sede da entidade, um projeto do indefectível Niemeyer, orçado então em US$ 10 milhões.

De lá para cá o lugar passou 15 anos servindo de estacionamento rotativo, foi visitado pelo MST, teve acampamento de “estudantes”, até que em 2010, Lula deu à entidade um chequinho de R$ 30 milhões e lançou a pedra fundamental - a UNE recebeu dos governos Lula e Dilma R$ 57,8 milhões.

Controlada pelo PCdoB, que aboliu eleição direta para sua diretoria, a UNE agradeceu com silêncio as generosas doações do governo Lula. Após as doações milionárias, a UNE passou a ignorar denúncias contra o governo, desde o mensalão até questões específicas sobre Educação.

Exatos 50 anos depois do incêndio, placas de alumínio escondem o mato e os milhões do Tesouro Nacional. Até hoje, a sede não foi construída. Culpa da burguesia? Das elites? Do neoliberalismo? Da ditadura? Ou será que gastaram tudo com farras e bebida mesmo, como era hábito de Lindberg Farias quando presidia a espelunca?

Petralha moleque, André Vargas, usa avião de doleiro pivô da Operação Lava a Jato

Quem não se lembra da molecagem do vice-presidente da Câmara dos Deputados erguendo o punho cerrado enquanto Joaquim Barbosa discursava?

Como eu insisto aqui há anos, não há vida decente no PT.

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), pegou emprestado um avião com o doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava a Jato, da Polícia Federal, que apura esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilhões em operações suspeitas.

A viagem a João Pessoa, na Paraíba, foi discutida em uma conversa entre os dois por um serviço de mensagem de texto, no dia 2 de janeiro, segundo documentos da investigação da PF aos quais a Folha teve acesso.

De acordo com a troca de mensagens de um aplicativo chamado “BBM”, Youssef agendou voo em jato particular para Vargas às 6h30 em avião de prefixo PR-BFM.

“Tudo certo para amanhã”, diz mensagem originada pelo celular do doleiro. Não fica claro se o avião pertence a ele.

“Boa viagem se (sic) boas férias”, acrescenta. Procurado pela Folha, Vargas disse que conhece o doleiro há mais de 20 anos e que pediu o avião porque voos comerciais estavam muito caros no período, mas que pagou o combustível.

“Não sei se o avião é dele, ele foi dono de hangar e eu perguntei se ele conhecia alguém com avião”, disse o petista. Apesar disso, Vargas diz ter cometido uma “imprudência”. “Eu não sabia com quem eu estava me relacionando. Não tenho nenhuma relação com os crimes que ele eventualmente cometeu.”

O petista integra a ala do partido mais ligada ao ex-presidente Lula e se destacou nos últimos meses pela defesa dos colegas condenados no processo do mensalão.

Na sessão de reabertura do Congresso, em fevereiro, ele chegou a provocar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa – que estava sentado ao seu lado –, erguendo o punho cerrado. O gesto foi usado por petistas ao se entregarem à polícia.

Em outra conversa, Vargas e Youssef discutem, segundo a PF, um assunto de interesse do doleiro no Ministério da Saúde. A transcrição não deixa claro que assunto seria esse, mas indica que ele teria sido tratado com o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do ministério, Carlos Gadelha.

A empresa citada é a Labogen, cuja folha de pagamento é de R$ 28 mil mensais e que, segundo a Operação Lava a Jato, que prendeu o doleiro, teria sido usada por Youssef para fazer remessas ilegais de US$ 37 milhões ao exterior.

O relatório de análise da PF identificou uma conversa onde Vargas diz que “a reunião com Gadelha foi boa demais”. “Em outro momento, diz que ‘Gadha’ – possivelmente referindo-se a Gadelha – ‘garantiu que vai nos ajudar’.”

Vargas nega contato com Gadelha. Ele diz que Youssef o procurou para saber como funcionavam parcerias com o ministério. Segundo ele, Youssef e um grupo de investidores estavam tentando recuperar uma farmoquímica.

Sobre a mensagem, ele diz lembrar de ter encontrado um representante de Youssef no aeroporto, que não se recorda do nome, e que este o relatou que teria tido uma boa reunião com Gadelha.

O Ministério da Saúde diz que Gadelha nunca recebeu o deputado em audiência e nem tratou com ele do contrato citado na investigação da PF. A Folha não localizou ontem o advogado do doleiro. Da Folha de S. Paulo desta terça-feira.

segunda-feira, 31 de março de 2014

As 117 vítimas do terrorismo no Brasil e como elas morreram

Já que neguinho inventa mortos que não morreram ou que morreram de diarreia ou gonorreia, como vítimas da ditadura, resolvi publicar uma lista das vítimas do terrorismo no Brasil à mesma época, com a respectiva causa mortis de cada um no link “As 117 vítimas do terrorismo no Brasil e como elas morreram”.

Uga-Uga na OEA

Deu no Estadão

O Estado brasileiro foi questionado por grupos indígenas e organizações não governamentais durante audiência realizada quinta-feira (28) na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos. De acordo com esses grupos e organizações, o Estado tem recorrido sistematicamente ao uso de um mecanismo legal chamado suspensão de segurança para passar por cima de decisões judiciais contrárias aos seus interesses e barrar direitos de grupos afetados por megaempreendimentos, como a construção de hidrelétricas.

Esse mecanismo legal, segundo afirmações feitas na audiência, foi criado durante a ditadura, em nome da doutrina de “segurança nacional”. Faria parte do chamado entulho autoritário que sobrevive na democracia brasileira.

A suspensão de segurança já foi utilizada, de acordo com informações das ONGs, em casos como o da Hidroelétrica de Belo Monte e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Ela permite anular uma decisão judicial, liminar ou não, sem julgamento do mérito do pedido.

“Sofremos com as consequências das barragens que estão sendo construídas em nossos rios”, disse Josias Munduruku, líder indígena do Pará, durante a audiência. “O Ministério Publico apresentou ações na Justiça para parar as obras no rio Teles Pires, no Mato Grosso, mas o governo derrubou todas, usando a suspensão de segurança”,  completou.

Representantes do Ministério de Relações Externas (MRE) e da Advocacia-Geral da União (AGU) apresentaram argumentos em defesa das ações do governo. Disseram que a suspensão de segurança estaria sendo utilizada para defender interesses públicos. Afirmaram ainda que o mecanismo legal também é usado em defesa dos direitos dos índios.

Na avaliação do porta-voz da Asssociação Interamericana de Defesa Ambiental (Aida), uma das organizações que pleitearam a audiência na OEA, “a suspensão de segurança viola a Convenção Americana de Direitos Humanos e acaba com qualquer possibilidade de efetividade das medidas judiciais adequadas para a salvaguarda dos direitos humanos no sistema jurídico brasileiro”.

Para Eduardo Baker, advogado da Justiça Global, outra ONG que assinou o pedido de audiência, “a suspensão de segurança é uma grave permanência da ditadura militar e impede que o Judiciário aja de forma independente e imparcial”.

Foi uma audiência preliminar, sem qualquer manifestação dos organismos da OEA.

“Sofremos com as consequências das barragens que estão sendo construídas em nossos rios.”

Eu gostaria de esclarecer ao seu Mukuduru, ou coisa que o valha que, segundo a Constituição determina em seu Artigo 26, “Incluem-se entre os bens dos Estados: I – as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União”, e portanto, os rios não são dos índios e sim do Estado.

Esclareço também que ele, acima de tudo, é brasileiro, não um cidadão de uma inexistente “nação indígena”, e que, como todos os outros brasileiros, tem seus direitos e deveres determinados por leis, e não por costumes peculiares de sua tribo.

Ficam dando trela pra vagabundo e dá nisso...

Jango, com um cunhado como Brizola, não precisava de inimigos


Trecho do discurso do caudilho no fatídico 13 de março de 1964

E o Executivo? Os poderes da República, até agora, com suas perplexidades, sua inoperância e seus antagonismos, não decide. Por que não conferir a decisão ao povo brasileiro? O povo é a fonte de todo poder. Portanto, a única saída pacífica é fazer com que a decisão volte ao povo através de uma Constituinte, com a eleição de um congresso popular, de que participem os trabalhadores, os camponeses, os sargentos e oficiais nacionalistas, homens públicos autênticos, e do qual sejam eliminadas as velhas raposas da política tradicional.

Dirão que isto é ilegal. Dirão que isto é subversivo. Dirão que isto é inconstitucional. Por que, então, não resolvem a dúvida através de um plebiscito?

Verão que o povo votará pela derrogação do atual Congresso.

Perguntar não ofende

Do Radar OnLine:

Quer dizer que Graça Foster acumula a diretoria internacional da Petrobras há quase dois anos – desde que Jorge Zelada saiu – por todo esse tempo e não ficou sabendo que a joint venture da refinaria de Pasadena tinha um comitê gestor?

Notícia importante

O governo da Malásia informa:

Fotos de satélite mostram dezenas de objetos boiando que podem ser destroços da Petrobras

Noblat lista 362 mortos e desaparecidos vítimas da ditadura: vamos refazer essas contas?

Como já era de se esperar, ontem e hoje, o Globo veio entupido de reminiscências de 50 anos atrás. Uma delas, um editorial quilométrico - “Para nunca mais se repetir” - reafirmando a nova vocação do jornal para a tendenciosidade. Em outra, Ricardo Noblat usa sua coluna para listar os supostos “362 mortos e desaparecidos políticos da ditadura de 64”. E não é que eu encontro nessa lista o nome de Gustavo Buarque Schiller?

Explico meu espanto. Gustavo era sobrinho da amante de Adhemar de Barros, Ana Benchimol Capriglioni, cujo cofre foi roubado por indicação dele, pela quadrilha a qual pertencia, junto com Dilma Rousseff e Carlos Minc, a Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares e que rendeu exatos US$ 2,598 milhões.


O problema é que Gustavo, meu colega de classe no Colégio Andrews por dois ou três anos, não foi exatamente uma vítima da ditadura, já que suicidou-se em 1985, jogando-se da janela do apartamento dos pais de uma amiga, Regina Xexéo, em Copacabana, após beber muito, segundo a própria Regina.

Detalhe meu: como não houve testemunhas, já Regina afirmou que quando entrou no quarto, só viu a cortina balançando - “ele já tinha pulado” -, do quarto onde dormiam Joana, filha de Gustavo, então com um ano e oito meses, e as filhas de Regina, o que impede supor que ele tenha apenas caído, já que estava sob os efeitos do álcool?

Mesmo que minha suposição não esteja correta, é absurdo que o suicídio de Schiller seja classificado como uma “morte pela ditadura”. E quantos nomes mais há nessa mesma situação de vítimas, mas que morreram e desapareceram por outros motivos completamente dissociados da parte política da coisa?

Pois é, amigos, é assim que eles fazem as contas...

domingo, 30 de março de 2014

Machos e fêmeas do Brasil: meus pêsames

“Ó dama por quem me aflijo,
Vo-lo suplico, consintais
Qu’eu introduza o com que mijo
no por onde vós mijais!”

Inspirado por essa trova do Juca Chaves, lembrada pelo Anhangëra no “Prosa e Política”, composta quando ele queria comer uma senhorinha que só coitava com poetas, quero manifestar minha mais profunda decepção com os “machos” que não gostam de mulher e “fêmeas” que não sabem se dar o devido respeito, brasileiros que, até prova em contrário, a julgar pelos resultados da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo, que mostra que 58,5% dos entrevistados concordam totalmente (35,3%) ou parcialmente (23,2%) com a frase “se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”, também acusando que 65,1% concordam inteiramente (42,7%) ou parcialmente (22,4%) com a frase “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

A pesquisa ouviu 3.810 pessoas entre maio e junho do ano passado em 212 cidades. Do total de entrevistados, 66,5% são mulheres. A assessoria do Ipea não informou qual o percentual de homens e de mulheres que opinaram especificamente em relação à questão do comportamento feminino.

Fui ao site do Ipea para saber qual foi o “universo” de pessoas entrevistadas nessa pesquisa feita entre maio e junho de 2013 (por que quase um ano para divulgar?) e lá estava:

Características da população entrevistada (3810 pessoas)
A) Residentes no Sul ou Sudeste (sse):           56,7%
B) Residentes em áreas metropolitanas (metro):         29,1%
C) Pessoas jovens, 16 a 29 anos (jovem):      28,5%
D) Pessoas adultas, 30 a 59 anos:       52,4%
E) Pessoas idosas, 60 ou mais anos (idoso):   19,1%
F) Mulheres (fem):      66,5%
G) Brancos (branco):  38,7%
H) Católicos (cato):     65,7%
I) Evangélicos (evan): 24,7%
J) Demais religiões, ateus e sem religião:        9,6%
K) Menos que o ensino fundamental: 41,5%
L) Ensino fundamental (edufunda):   22,3%
M) Ensino médio (edumedia):            30,8%
N) Ensino superior (edusuper):           5,4%
O) Renda domiciliar per capita média:           R$ 531,26

Eu tinha me esquecido, mas, infelizmente, este é o perfil do povo brasileiro, salvo o número de mulheres que, exatamente por ser 32% maior que o real, o resultado me surpreendeu mais ainda.

Falta ainda destrinchar a parte onde os pesquisados são discriminados segundo essas 15 categorias, tabelas elaboradas em “estatistiquês”, que, a princípio, entendi pouquíssimo, mas, em todo caso, essa pesquisa não fica nada a dever a qualquer uma que fosse realizada nos países muçulmanos.