quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Ah, o Natal...

Ah!, os netos... Viraram minha casa de pernas para o ar ontem. Quando saíram, a sala parecia ter sido alvo de algum homem-bomba! Felizmente, foram só brinquedos. Eles são uns espoletas, mas são educados.

E são só dois. Estou imaginando como vai ser o ano que vem, quando serão quatro...

Ia me esquecendo do Fred, o yorkshire, meu bebezão de um ano que adora crianças e principalmente bagunça. E não pensem que ele é aquele tipo de york de dois quilos que anda em bolsas de madame: Fred pesa 12 quilos.

Gozado, eu deveria estar acostumado, afinal, tive quatro filhos, mas, talvez pelo tempo passado em calma - minha mais nova está com 26 - tenha perdido o pique: ontem cansei.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Em mais um besteirol de Francisco Bosco, um “QUASE” vira argumento, mesmo sendo mentira

Leiam, se conseguirem, o artigo do rapaz. Comento embaixo.

No julgamento que levou a Portuguesa ao rebaixamento o primeiro prevaleceu sobre o segundo: foi legal, porém injusto

Nessa sexta-feira, o STJD dará sua decisão definitiva sobre o caso das escalações ilegais de jogadores da Portuguesa e do Flamengo, na derradeira rodada do “brasileirão”. Nos últimos dias surgiram fatores novos, que podem mudar a decisão inicial. Quero comentar aqui, entretanto, o primeiro julgamento, cujo veredito — é o que pretendo mostrar — foi legal, porém injusto. O rebaixamento da Portuguesa à série B, junto à manutenção do Fluminense na série A, foi, na melhor das hipóteses, fruto de um lamentável equívoco quanto ao que significam o direito e a justiça, qual a relação entre eles, e qual o papel de um juiz.

Direito e justiça são duas coisas fundamentalmente diferentes. O direito é universal e abstrato. A justiça é singular e concreta. Para que se exerça a justiça, é necessária essa instância generalizante do direito, manifesta sob a forma de rígidas leis, sem as quais a justiça corre o risco do arbítrio. Mas, por outro lado, para que se faça justiça é também necessário submeter os princípios gerais do direito e das leis aos casos singulares, com toda a sua complexidade. Por mais que as leis sejam detalhadas, elas nunca poderão conter, em si, a singularidade dos casos particulares, pois o singular é infinito (um tal livro de leis seria um borgiano volume contendo a análise combinatória de todas as possibilidades do universo). Por essa razão o direito — isto é, a lei — nunca pode conter, em si, a justiça. Em outras palavras, o mero cumprimento da lei não significa realização da justiça.

O sentido de justiça é basicamente formado pelas ideias de conformidade e equidade. A etimologia — do latim “justitia” — encerra os significados de “exatidão”, “justeza”, “equidade”. Fazer justiça é equiparar dois acontecimentos diferentes. Mas, atenção, diferentemente do que consigna o verbete no dicionário (no “Houaiss”), justiça não é a “conformidade dos fatos com o direito”, mas a conformidade de um fato com outro fato, mediada pelo direito. Justiça é comensuração de acontecimentos. O direito estabelece as diretrizes gerais para esse cálculo, mas só quem pode atualizar a matemática fina requerida por essa comparação entre acontecimentos diferentes é a figura do juiz. Sei que estou demasiado abstrato; voltemos ao particular.

A Portuguesa e o Flamengo escalaram ilegalmente um jogador, na última rodada, num jogo que, para eles, não valia quase nada (no caso da Portuguesa, seu adversário disputava ainda a ida à Libertadores). O tribunal, aplicando a lei, puniu os clubes com quatro pontos, em consequência do quê a Portuguesa foi rebaixada. Ou seja, uma infração ao regulamento cuja consequência era quase NADA foi punida com TUDO. Uma operação de comensuração cujo resultado é equiparar o nada e o tudo pode ser conforme à lei — mas é profundamente desconforme à justiça.

Diferentemente do que disseram alguns de seus participantes, o julgamento não fez prevalecer a “lei sobre a moral”, ou a “razão sobre a emoção”; fez sim prevalecer o direito sobre a justiça. Mas o direito, como mostrei, não é por si justo. O direito está a serviço da justiça. Ao contrário, os juízes do caso estabeleceram que o sentido último do processo é o direito (na verdade um meio) e não a justiça (que é o fim). Os juízes recusaram-se a julgar, logo recusaram-se a procurar a justiça. Não foram dignos da função que exercem. Mauro Cezar Pereira tem razão em dizer que, para agir assim, eles são dispensáveis.

É verdade que, se tivessem julgado o caso, e se decidissem por uma punição mais leve, que não acarretaria o rebaixamento, poderiam ferir o direito, e isso também não seria justo. Mas esse cálculo deveria ter sido posto em aguda discussão. Definir e tensionar o direito e a justiça; pesar, avaliar, comparar o evento e a punição; atravessar a aporia, e finalmente decidir. É esse o trabalho de um juiz. Ele deve estar de antemão ciente da natureza impossível da justiça — e enfrentá-la. Por que a justiça é impossível? Porque dois eventos singulares (infrações e punições) nunca serão rigorosamente iguais. Eventos são fenômenos tão complexos que não há justeza (como se diz de uma calça que nos serve perfeitamente) na sua equiparação. A justiça é a matemática impura dos eventos heterogêneos. Ela exige, como escreveu Derrida, “que se calcule o incalculável”. Um homem rouba um supermercado. O que fazer? Cortar-lhe a mão? O princípio do talião é apenas a tentativa de estabelecer uma matemática pura num campo — o da realidade — que só admite um cálculo inexato, uma matemática impura. Portanto é uma aproximação infinita a justiça. O rebaixamento da Portuguesa e a permanência do Fluminense na série A distanciaram-se infinitamente dela.

O aspirante a filósofo e esquerdopata Francisco Bosco, em seu besteirol semanal do Globo, hoje resolveu fazer as vezes de jurista e fez uma barafunda danada tentando explicar a diferença entre Justiça e Direito, para fazer valer seu ponto de vista contra o rebaixamento da Portuguesa usando como único argumento o fato que o jogo não valia QUASE nada.

Pois é, quase é uma das palavras mais estranhas da nossa língua. Segundo os léxicos ele é um advérbio que significa muito pouco, por um triz, muito perto. O Houaiss cita como exemplos: “falou-lhe quase encostado ao ouvido” ou “a capelinha antiga está quase arruinada”, que exprimem um “quase” diminuto. Mas não é bem assim que a banda toca. Frequentemente ele indica quantidades enormes, distancias insuperáveis e modos inimagináveis. Senão vejamos:

Se eu digo “fiz cinco pontos, quase ganhei a megasena”, este “quase” representa uma quantia de alguns milhões, que é a diferença do prêmio pago pela sena para o da quina. Essa diferença pode exprimir muito pouco para o Bill Gates, mas para a maioria dos mortais é dinheiro a dar com o pau.

Falando em pau, todo cuidado é pouco ao falar “a Rogéria é quase uma mulher”, principalmente se estiver sozinho com ela em algum reservado. O Agildo Ribeiro conta que na época em que se apresentava com Rogéria em um show de teatro, ambos dividiam um mesmo camarim. Uma bela noite, Rogéria começou a se despir e Agildo - que devia estar pensando também que ela era quase uma mulher, observava, quando de repente ela tirou a calcinha e lá se foi o “quase” perna abaixo. O tamanho do “astolfo” beirava o descomunal, quase cabeceando o joelho, o que deixou Agildo sem fala e sem graça, se é que isso é possível. O “quase”, nesse caso, pode parecer pequeno, uns 30 cm, se considerado isoladamente, mas, se comparado com os demais “astolfos” a diferença é enorme.

Além de tudo o QUASE do Francisco é mentira, pois se ele mesmo diz que “no caso da Portuguesa, seu adversário [o Grêmio] disputava ainda a ida à Libertadores” e omite o fato que própria Lusa ainda tinha chances, embora remotas, de ser rebaixada, é lógico que o jogo era importante sim!

Portanto, de nada adianta essa falsa exibição cultura e inteligência, se ele partiu de uma premissa mentirosa. De mais a mais, se os princípios gerais derivados dos valores que formam a ética de um determinado grupo e que antecedem as leis, não exprimem necessariamente conformidade com a realidade e sim com o seu ideal, a Justiça tem que ser a representante das leis e do Direito positivo e legislado, do contrário, agindo como um instrumento que atende a anseios de momento, sendo oportunista, demagógica e “politicamente correta”, ela não se justifica como poder. 

Ladrões safados saqueiam supermercado em BH e seu porta-voz pede, pelo Facebook(!), que os imitem

No começo da noite dessa segunda-feira (23/12), cerca de 150 pessoas invadiram o estabelecimento exigindo 300 cestas básicas, e saíram pacificamente após receberem a promessa de levar a metade dessa quantidade.

O grupo com homens, mulheres e crianças chegou ao Extra, na Avenida Francisco Sales, por volta das 18h. Os manifestantes se posicionaram atrás dos caixas e com o auxílio de um megafone gritaram para os clientes palavras de ordem contra o consumismo nesta época do ano, pedindo mais solidariedade. A Polícia Militar foi acionada para controlar a situação e negociar a desocupação, que só aconteceu quando dirigentes do hipermercado prometeram doar 150 cestas na manhã de terça-feira (24/12). Militares do Policiamento Especializado da Capital acompanharam toda a ação para evitar tumultos e saques.

Mesmo com o acordo entre os manifestantes e direção do hipermercado, a Polícia Militar informou que será aberto um inquérito contra os líderes do movimento pelo cometimento do ato ilegal de invadir um espaço privado para a realização de protesto. “Não há amparo legal para fazer manifestação dentro do supermercado. Essa imposição de 300 cestas é uma extorsão”, definiu o comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar, Tenente-Coronel Helbert Figueiró.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Feliz Natal

Bing Crosby & Frank Sinatra - Christmas Songs

Jean Wyllys: não preciso dizer mais nada

“Hay que endurecer, pero sin perder lo KY”

Papai Noel em Ipanema

Como sempre faz todos os anos, Papai Noel deu uma paradinha aqui na Farme de Amoedo para trocar os veadinhos e aproveitou para uma esticada na praia.

Até as criancinhas, Lula?


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O grande presente de Natal que ganhei de vocês


Orgulho e vaidade são inerentes ao ser humano. Como eu não sou diferente de ninguém - exceto dos petralhas - é devido a esses sentimentos que exibo o gráfico acima, que representa a quantidade de acessos à mais recente parte do Toma Mais Uma, de abril até hoje, já que tive que mudar meu endereço original em função de uma encrenca técnica que, apesar das minhas insistentes indagações, o Google não deu a menor bola.

Esse gráfico é o presente de vocês, meus leitores, amigos, comentaristas e colaboradores, que não são bengalas brancas e nem Santas Luzias, mas dão muita luz às minhas eventuais cegueiras.

Não sei como agradecer e retribuir o carinho que recebo de vocês que aturam a minha acidez crônica e incorrigível. A única coisa que posso fazer é desejar a todos, de coração, não apenas um Feliz Natal, mas uma vida inteira feliz, extensiva às respectivas famílias, instituição que hoje, no Brasil do PT, virou artigo de segunda, mas para quem tem valores morais como vocês, são o fundamento de qualquer indivíduo íntegro.

Meus mais sinceros agradecimentos a todos.

Ricardo Froes

Milton Valdameri - Pense num absurdo: no Brasil tem precedente

Pense num absurdo: no Brasil tem precedente. Qualquer coisa que envolva trabalhar, produzir, solucionar ou encontrar soluções para algum problema, encontra muita burocracia e outros obstáculos. Algo que felizmente está extinto desde as privatizações da telefonia é o tal do “telefone comercial”, lembra? Usar o telefone na empresa, gerando emprego e riquezas, custava mais caro e tinha uma taxa maior que o telefone residencial, sob o pretexto de que estava sendo usado para ganhar dinheiro, para obter lucro. O Brasil é um país que conseguiu incentivar o uso do telefone por fofoqueiras de tempo integral e desestimular o uso do telefone em atividades produtivas.

Atualmente (há décadas) os departamentos mais importantes das empresas são o contábil e o jurídico, que se dedicam a encontrar maneiras de burlar as leis ou obter vantagens com as falhas na lei. Empresários que não tem recursos para manter departamentos jurídicos e contábeis são reféns da fiscalização, paga tudo calado ou é autuado e multado.

Theresa, hur är det vår Thor?

Jag saknar dig. Är allt okej?

Idiomazinho sem vergonha esse tal de sueco. Tem mais alegorias e adereços que a Beija-Flor.

Eu só perguntei à Theresa como vai o nosso Thor, o marido dela, sueco, recém-operado, e completei dizendo que estou com saudades dela e perguntando se está tudo bem.

É claro que eu não falo xongas de sueco, mas o tradutor do Google é uma mão na roda. Sabendo usar, traduzindo do português para outra língua e fazendo a "prova real", invertendo a tradução, nós temos muito pouca possibilidade de não nos fazer entender em qualquer idioma.

Pode ser verdade, mas quem vai acreditar no Dirceu a não ser os idiotas que insistem em dar seu voto ao PT?

Nosso ex-Richellieu negou as afirmações do Estadão sobre ele ter aberto uma filial do seu “JD Trambiques&Falcatruas” aonde, três meses depois a tal empresa proprietária do Hotel St. Peter, a “Laranjas& Abacaxis”, iria se sediar também. Disse que o documento lavrado em cartório de nada valia no Panamá, mesmo os registros dizendo que, ao abrir a filial no Panamá, Dirceu fez um aporte em dinheiro vivo e aumentou o capital da JD de R$ 5 mil para R$ 100 mil.

“A JD Assessoria e Consultoria Ltda comunica que nunca atuou ou estruturou qualquer operação no Panamá. O pedido de abertura de filial, feito a partir do Brasil, sequer foi registrado naquele país, sendo revogado por decisão da própria empresa, que seguiu todos os trâmites previstos pela legislação brasileira.”

Claro, pode ser verdade, se partirmos do princípio que um sujeito registra em cartório R$ 95 mil a mais em sua empresa, apenas por sacanagem ou por vontade de pagar mais Imposto de Renda para ajudar o Brasil.

Não satisfeito com a pantomima, Dirceu publicou no seu blog (desde quando presidiário pode escrever em um blog?) a resposta a uma amiguinha que queria saber as condições do xilindró, se Dirceuzinho estava comendo bem e se exercitando adequadamente. Dizem que tudo isso foi através de advogados, e é aí que mora o problema: os advogados que traficam qualquer coisa para defender seus bandidos de estimação - com as devidas desculpas ao Milton Valdameri, que não faz parte dessa facção do Direito, até porque, apesar de Consultor Jurídico do Toma, ele é Analista de Sistemas e não advogado.

Destacando apenas uma frase do que ele “mandou publicar” no blog, “o ambiente entre nós é bom e, apesar da ilegalidade da prisão e do regime fechado”, dá para concluir que o rapaz não se emenda e que a nossa Justiça continua sendo tíbia no que diz respeito aos ataques que sofre da quadrilha que governa o país.

Enfim, como eu disse, se não for membro da corja, só sendo muito idiota para pensar em votar em alguém do PT.

P.S.: O título me deu tratos à bola na parte do "a não ser os idiotas que insistem" ou "a não serem os idiotas que insistem". No final descobri que, por instinto, tinha escrito certo.

Não há terceira via: A história do “homo petralhensis”

Coincidentemente, logo depois de assistir à metade do vídeo do Lobão com Tuma e Tognolli - uma hora e meia de enfiada, não dá - dei de cara com o artigo de Deonísio da Silva que fala sobre “a magia do número três”. Coincidência porque Tognolli disse no papo que hoje, o Brasil está vivendo uma “bipolaridade”, termo não muito adequado, mas o significado que ele quis dar o é: vivemos um dualismo típico de regimes autoritários onde quem não concorda com o que aí está é imediatamente tratado como inimigo. “Tertium non datur”, disse (não há terceira via).

Por mais de uma vez já comentei aqui sobre esse maniqueísmo, onde o pensamento é dividido em duas partes antagônicas e excludentes entre si e que esse engessamento intelectual grosseiro, essa estúpida simplificação da realidade, também não aceita indiferenças: tudo está obrigatoriamente ligado à política que não admite alternativas que não sejam o Bem e o Mal, onde obviamente o primeiro representa a esquerda.

Mas, voltando ao três, a associação da sua não existência aos petralhas é inevitável: não há terceira via porque eles só sabem contar até dois, por ainda estarem no estágio em que a humanidade só expressava o singular, o par e o plural, sem esmiuçá-los. E também não abstraía nada, ainda quando os conjuntos tivessem mais do que o par. Assim, as quatro patas de um animal, os cinco dedos da mão, os dez dedos que as duas formam, os vinte dedos do corpo humano, contados no total, todos esses conjuntos só valiam para o que designavam: as patas e os dedos. O conceito não migrava dali para designar dez pássaros, vinte peixes, cinco porcos-do-mato etc.

Três veio do latim tres, de uma raiz indo-europeia que forneceu o mesmo étimo para numerosas outras línguas, de que são exemplos tres, em espanhol; tre, em Italiano; trois, em Francês; three, em Inglês; drei, em Alemão. A etimologia do três esclarece complexas sutilezas desses números em todas as línguas e ajuda-nos a entender o conceito que está na base dessa evolução, que começou com o um, o par e o plural, e, a partir do três, chegou ao googol, nome que o matemático Edward Kasner deu, em 1938, ao maior número que ele inventou, acolhendo sugestão de seu sobrinho Milton Sirotta, então um menino de oito anos. O pessoal do Google, o mais conhecido sistema de buscas na web, inspirou-se nesse número para criar a empresa. Mas o número três vai mais além e está no Francês très, designando intensidade máxima: très riche, para o ricaço; très mauvais, para o muito mau, como é também o caso do Italiano troppo (excessivo).

Muito provavelmente os petralhas são descendentes de alguns exemplares da espécie “Homo” que sobreviveram graças à sua união. Diz a moderna teoria da evolução, elaborada pelo Doutor Ludwig Von Sifhüder, que, ao saírem da África, uma grande parte dos “Homo” seguiu reto, rumo Leste, até encontrar os rios Tigre e Eufrates e lá se estabeleceu, deixando de ser nômade, em função das condições de habitabilidade do lugar, passando a plantar e a colher seus próprios alimentos. A outra parte dobrou à esquerda, rumo Norte, e acabou emburrecendo por falta de alimentação - em virtude do gelo que cobria a atual Europa - e, consequentemente, morrendo. Mas, segundo Von Sifhüder, alguns deles, os mais unidos, voltaram e, por sua semelhança física com os “Sapiens”, se misturaram com eles, sem que, no entanto, tenha havido miscigenação, já que o DNA dos recém-chegados havia se alterado significativamente e, após milênios de burrice, só permitia seu cruzamento com seres da mesma espécie.

Interessante notar o aspecto social da coisa, já que os “homo petralhensis” não faziam absolutamente nada de útil, mas eram devidamente alimentados e tinham onde morar, graças ao trabalho dos “Sapiens”, que por isso nada cobravam.

Daí até os dias atuais, eles continuam não conhecendo o três e vivendo à custa dos outros. Não mudaram nada.

Nem nós...

Video: Lobão entrevista Tuma Jr. e Claudio Tognolli

domingo, 22 de dezembro de 2013

“Toplessaço” no Rio vira exibição grotesca de meia dúzia de muxibas

Já era previsível. Além do sábado sem sol, essas babaquices não vingam no Rio de Janeiro. Até porque o topless é apenas um detalhe de uns 15 cm2, que corresponde à área de um bico de seio somada à da aréola. Em um lugar onde as tangas cobrem apenas dois orifícios, deixando todo resto à mostra, o topless é uma insignificância.

Ver mulheres de peito de fora na praia em frente à Montenegro, principalmente as gringas, é normal - não em abundância (êpa! a bundância tem até demais!), mas é normal - e ninguém dá bola. Agora, se neguinha anuncia no jornal, como fez a tal organizadora do fiasco querendo aparecer, é lógico que vem um monte de arigós - tanto os taradinhos em potencial quanto as muxibentas mal comidas que querem desencalhar.

O espetáculo esperado por causa dos peitos turbinados acabou ficando por conta do grotesco das muxibas.

Deu vontade

Deu vontade. Eric Clapton: San Francisco Bay Blues Unplugged 
San Francisco Bay Blues
Composta por Jesse Fuller.

I got the blues from my baby left me by the San Francisco Bay,
The ocean liner's gone so far away.
Didn't mean to treat her so bad, she was the best girl I everhave had,
She said goodbye, I can take a cry, I want to lay down and die.

I ain't got a nickel and I ain't got a lousy dime.
If she don't come back, I think I'm going to lose my mind.
If she ever gets back to stay, it's going to be another brand new day,
Walking with my baby down by the San Francisco Bay.
(Go on Andy)

Sit down looking from my back door,
Wondering which way to go,
The woman I'm so crazy about, she don't love me no more.
Think I'll catch me a freight train, 'cause I'm feeling blue,
And ride all the way to the end of the line, thinking only of you.

Meanwhile, in another city,
Just about to go insane,
Thought I heard my baby, Lord, the way she used to call my name.
If I ever get her back to stay, it's going to be another brand new day,
Walking with my baby down by the San Francisco Bay,
Walking with my baby down by the San Francisco Bay,
Said I'm Walking with my baby down by the San Francisco Bay.

O Brasil do PT sempre piora

Mais ou menos aleatoriamente, fiz um apanhado de alguns posts, um por mês, desde abril, quando mudei meu endereço para cá, até agora. Não é um retrospecto (até porque reler 950 posts, nem morta!), mas sim um lamento por ver que neste Brasil do PT a tendência é sempre piorar, ainda que tenhamos sempre a quase certeza que pior que está é impossível. 

Abril: Laerte e Jean Wyllys: mais um espetáculo gay grotesco


Esta cena grotesca foi protagonizada por Jean Wyllys, homossexual esperto que posou de mártir das “vítimas” do Feliciano, o “pastor-presidente” da Comissão de Direitos Humanos, e garantiu votos para as próximas eleições sem pegar carona com o Chico Alencar, e Laerte, cartunista pancada, cross-dresser e bissexual recente - é (ou era) casado e tem três filhos -, que batalha - pasmem - pelo direito de frequentar banheiros femininos quando estiver vestido de mulher, já tendo, inclusive, protagonizado cenas desagradáveis relacionadas a essa sua obsessão em banheiros de restaurantes - imaginem a reação de uma mulher com sua filha pequena em um banheiro ao deparar-se com uma aberração dessas ajeitando o bigolim dentro das calcinhas...

O que preocupa nessas palhaçadas é que tem muita gente que leva a coisa a sério, o que dá margem a transformar uma coleção de absurdos em uma questão política, quando esses casos são meramente psiquiátricos, tanto se analisarmos individualmente os participantes quanto o movimento gay em si e a sua pretensão em ser unânime entre os homossexuais e obrigatoriamente aceito pelo “resto”.

Eu já disse aqui e repito: não tenho nada contra os homossexuais, desde que eles não o sejam em tempo integral, isto é, que não façam sexo no meio da rua ou na minha frente, não sejam afetados, caricatos e histriônicos e não confundam sexualidade livre com o direito de abordar qualquer um propondo que lhes satisfaça a libido.

Maio: Aparelhamento de governo petralha custa R$ 377,6 bilhões ao ano!
Deu no Globo:

Manter a estrutura e os funcionários das atuais 39 pastas do governo Dilma Rousseff, instaladas na Esplanada dos Ministérios e em outros prédios espalhados pela capital, custa pelo menos R$ 58,4 bilhões por ano aos cofres públicos. Esta verba, que está prevista no Orçamento Geral da União de 2013 para o custeio da máquina em Brasília, é mais que o dobro da que foi destinada ao maior programa social do governo, o Bolsa Família, que custará R$ 24,9 bilhões este ano.

No total, o orçamento para custeio de toda a engrenagem federal chega a R$ 377,6 bilhões, quando são incluídos, por exemplo, órgãos técnicos, empresas públicas, universidades, escolas e institutos técnicos federais. Este valor representa mais do que o PIB (a soma de todos os bens e serviços) de países como Peru, Nova Zelândia ou Marrocos.

Junho: Ministro da Justiça foge à responsabilidade mais uma vez
“Não posso fazer nada enquanto os ânimos não forem pacificados.”
Jose Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, lavando as mãos e renunciando à autoridade, no caso das invasões de índios a fazendas.

Entre os índios invasores do Mato Grosso do Sul há de tudo: militantes que pregam a luta armada, meliantes com ficha na polícia e índios “importados” do Paraguai em busca de terras no Brasil.

Agora que alguém me explique: se esse banana, que é ministro da Justiça, não pode fazer nada, quem vai poder? Tudo na mão da Dilma? Então para que 40 ministérios?

Julho: Ratos em fuga
O que têm em comum as seguintes entidades:

Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, (Ubes), o Movimento dos Sem-Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Marcha Mundial das Mulheres, a Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen), o Levante Popular da Juventude, a Rede Fale, o Hip Hop, o Fórum de Juventude de Belo Horizonte, a União da Juventude Socialista (UJS), a Juventude do PT (JPT), a Juventude Socialista Brasileira (JSB), a Juventude Socialista do PDT (JSPDT), a Juventude do PMDB (JPMDB), a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Pastoral da Juventude (PJ), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Marcha das Vadias, o Fora do Eixo, a Agência Solano Trindade e o Movimento Passe Livre (MPL).

Acertou quem disse que é o alinhamento incondicional com as plataformas do petismo. Acertou também quem disse que, à exceção do MPL, nenhuma delas foi às ruas, a não ser depois de deflagrado o movimento, sendo devidamente escorraçadas ao tentar pegar carona. E acertou também quem disse que os representantes de todas foram recebidos por Dilma na semana que passou.

Essa madame, por ser imbecil, acha que pode nos tratar como semelhantes. Ao receber apenas a turma chapa-branca que vive de polpudas mesadas do governo, será que Dilma pensa que enganou alguém? Será que ela acredita mesmo que passou a ideia de estar “aberta ao diálogo”? Não acredito. No fundo ela tem é um profundo pavor das massas. Nojo e medo.

Habituados que estão a só lidar com suas claques contratadas por rapaduras e mariolas, o que se viu depois do povo de verdade nas ruas foi uma debandada dos petralhas e dependentes, uns fugindo para bem longe e outros entocando-se em seus covis. Muito apropriado para os membros de um partido popular de mentirinha. Acredita neles quem é trouxa.

Agosto: Filhos da CUT
“Eu queria cumprimentar dois companheiros que iluminam a militância petista, não tem medo de fazer política, de sair na rua com a cabeça erguida e dizer: “Nós mudamos o Brasil”. José Dirceu e Delúbio Soares, é um orgulho enorme que temos de vocês.”
Presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, na cerimônia de aniversário de 30 anos da entidade sindical.

Seu Vagner: Vai tomar no centro que é para não gastar as beiradas!

Setembro: A morte do Globo
É simplesmente inacreditável que O Globo tenha tido o desplante de fazer um mea culpa fajuto afirmando com todas as letras que o “Apoio editorial ao golpe de 64 foi um erro”.

Confesso que, não fosse a inexistência de opções, teria cancelado minha assinatura do jornal ontem mesmo.

Se não há como negar a História, tentar contextualizá-la nos moldes atuais é um erro boçal, para não dizer que desconfio ser também uma covardia muito maior do que ser simplesmente “politicamente correto”, já que não são poucas as evidências que o complexo Globo anda envolvido até o talo em maracutaias fiscais e que só sobrevive em função de uma aproximação criminosa com o governo petralha, hoje, seu maior anunciante.

Eu já vi essa história antes - e muitas vezes -, em que os herdeiros incompetentes dilapidam o patrimônio deixados por seus pais. Só que dessa vez não foi só o dinheiro que foi para o brejo: os irmãos Marinho jogaram a memória de seu pai na mesma lama da inépcia administrativa do trio, como se o que representou Roberto Marinho pertencesse a uma História descartável e tão podre quanto a realidade política brasileira de hoje.

Nunca morri de amores por Roberto Marinho, mas independentemente do meu julgamento dele como homem de ideias, não posso negar sua importância capital em quase tudo que ocorreu no país de 1960 para cá, seja na política, nas artes, no esporte, no jornalismo ou em qualquer outro segmento da vida nacional.

Infelizmente para O Globo, todo esse patrimônio sócio-político-cultural que Roberto deixou foi transformado, por um único editorial vagabundo, em matéria fecal sem préstimo nem para adubo, por seus próprios filhos - ou pela sua nescidade -, e vai se misturar em uma fossa comum aos dejetos produzidos pela atual classe dominante: a canalha petista e seus satélites.

Outubro: Como furtar 120 toneladas sem deixar rastros? Perguntem ao prefeito.
Depois do sumiço de cento e tantos aparelhos de ar condicionado do almoxarifado do Colégio Pedro II, agora foram seis vigas, pesando cerca de 20 toneladas cada, que pertenciam a rampas do Elevado da Perimetral que desapareceram.

É incrível como essas coisas acontecem aqui no Rio - e no Brasil inteiro - sem que ninguém veja, até porque não são furtos simples que dependam de uma pessoa só. Afinal, ninguém sai pela porta levando nas costas 120 toneladas de aço sem ser notado.

Impressiona mais o pouco caso, dos funcionários às grandes autoridades, com o patrimônio público. Hoje, no Brasil, todos os que se ligam à coisa pública e à política, sustentados pelo contribuinte, formam talvez a maior quadrilha que se tem notícia na história do mundo. Pode ser até que percam em quantidade para os comunistas da falecida URSS e da China, mas duvido que estes tenham roubado mais que os “nossos”.

E esse é o Brasil do PT...

Novembro: Mais uma distorção da Lei Rouanet
O Instituto Tomie Ohtake, que cuida da obra da artista plástica japonesa naturalizada brasileira, de cem anos, poderá arrecadar até R$ 19.061.853,89 pela Lei Rouanet para custear atividades em 2014.

Para começo de conversa, eu nunca consegui entender como e por que alguns luminares conseguem chegar a essas cifras tão quebradas. Mas o principal é a certeza que uma mulher com uma carreira tão longa - Tamie tem 100 anos -, produtiva e valorizada - um óleo seu sai por volta de 250 mil reais o metro quadrado - certamente não precisa patrocínio e muito menos de mais divulgação da sua obra, principalmente levando-se em conta que esses 19 milhões vão sair dos nossos impostos.
Não é lindo? Custa R$ 150 mil...

Dezembro: Brasileiro trabalha de graça e ainda fica devendo! A dívida externa que Lula disse que pagou está em R$ 721,5 bilhões! A interna em R$ 2,24 trilhões!
A divida externa, aquela que Lula, o “Barba” para os íntimos do DOPS, afirmou ter pago, está em 311 bilhões de dólares (R$ 721,5 bi), sendo 279,1 bilhões de dólares em dívidas de longo prazo e 31,9 bilhões de dólares em dívidas de curto prazo.

Já a Dívida Pública interna, segundo informe do Banco Central, deve encerrar o ano em 2,24 trilhões de reais!

Logo, o total do preju é R$ 2,96 trilhões. Em comparação com o PIB de 2012 que, segundo o IBGE, foi R$ 4,403 trilhões, significa que temos 67% do nosso rico dinheirinho comprometido com dívidas, apesar de não as termos contraído.

Resumindo, o brasileiro trabalha de graça e ainda fica devendo 7% do seu salário, já que os impostos levam compulsoriamente 40% dos nossos rendimentos (em 2013 trabalhamos 150 dias só para pagar impostos).

Somos uns otários mesmo...

Crie uma religião: é fácil! Difícil vai ser acabar com ela...

Hélio Schwartsman: O fim de uma religião

“Annuntio vobis tristitiam magnam...”. Ops. Idioma errado. Eu vos anuncio com grande tristeza que me tornei ex-sacerdote. Sim, a Igreja Heliocêntrica do Sagrado EvangÉlio, instituição por mim fundada no ano da graça de 2009, foi fechada. Já não tenho o direito legal de não pagar impostos.

Quatro anos atrás, eu e meus colegas Claudio Angelo e Rafael Garcia criamos a tal igreja com o propósito de mostrar como era fácil escapar a tributos através de organizações religiosas. O experimento foi um sucesso. Com apenas R$ 418 e cinco dias (não consecutivos) de trâmites burocráticos, conseguimos registrar o culto e abrir uma conta bancária na qual pudemos fazer aplicações financeiras livres de impostos.

Cumprido tal desígnio, decidimos fechar a igreja. Bem, foi mais difícil encerrá-la do que abri-la, como se pode constatar pelos anos transcorridos. É verdade que muito do atraso se deveu a desleixo nosso. Afinal, não tínhamos urgência e aí o pecado da preguiça fala mais alto.

Isso não significa que não houve armadilhas burocráticas. Minha favorita é a da notificação de excomunhão. Cada um dos sócios-fundadores tomara um rumo. Claudio saiu da Folha e Rafael passou uma temporada no exterior. A fim de simplificar o processo e em consonância com os poderes que me autoatribuí nos estatutos da igreja, eu os excomunguei, para que pudesse assinar a papelada sozinho. O cartório, porém, não se deixou persuadir e cobrou as correspondentes notificações de excomunhão. O jurídico da Folha me convenceu de que era mais fácil ir atrás dos sócios do que argumentar.

Nós perseveramos e nesta semana os advogados me informaram que a igreja foi finalmente encerrada.

A pergunta fundamental que motivou o experimento permanece sem resposta: faz sentido isentar igrejas de todos os tributos quando eles são cobrados de setores mais essenciais à vida, como alimentação e saúde?

Se a curra é inevitável, colabore...

Se a curra é inevitável, colabore e ela se tornará mais suave... Tricolor sadio, eu colaboro.


Zé Dirceu abriu no Panamá uma filial de sua empresa de consultoria e, “por acaso”, no mesmo endereço onde funciona a Truston - dona do hotel St. Peter.

Que coincidência, não é mesmo? E ainda por cima faz uma mudança contratual que serviu para “apagar” o rastro da existência da filial da empresa de Dirceu em bancos de dados públicos no Brasil, como cartórios e juntas comerciais, sem que produzisse efeito no Panamá.

Do Estadão:

José Dirceu abriu no Panamá uma filial de sua empresa de consultoria. Ela fica no mesmo endereço da Truston International, dona do hotel que ofereceu a ele emprego de R$ 20 mil no mês passado. A JD Assessoria e Consultoria registrou a filial em 2008, três anos depois de Dirceu ser apeado do governo em meio ao escândalo do mensalão, no escritório da Morgan & Morgan, que disponibiliza testas de ferro para milhares de firmas estrangeiras, como a Truston, no conhecido paraíso fiscal da América Central.


Na ocasião, Dirceu informou a um cartório brasileiro a constituição da filial, com endereço no 16.º andar da Torre MMG, na Cidade do Panamá, onde funciona a Morgan & Morgan. Conforme os registros, ao abrir a filial no Panamá, o ex-ministro fez um aporte em dinheiro vivo e aumentou o capital da JD de R$ 5 mil para R$ 100 mil. Metade desse capital foi destacado para a filial panamenha, cujo objetivo seria “o mesmo desenvolvido pela matriz”, criada em 1998, em São Paulo.

A Truston - dona do hotel St. Peter - foi aberta no Panamá apenas três meses depois dessa operação conduzida pelo ex-minsitro, também declarando o endereço da Morgan & Morgan e tendo um “laranja” como seu presidente. José Eugenio Silva Ritter, auxiliar administrativo do Morgan & Morgan, e outros dois representantes do escritório panamenho constam como donos de nada menos que 30 mil empresas no paraíso fiscal.

No Brasil, o St. Peter é administrado pelo empresário e ex-deputado Paulo Masci de Abreu, amigo de Dirceu. Ele é irmão do ex-deputado José Masci de Abreu, presidente nacional do PTN, partido aliado do governo petista. Os irmãos Masci detêm várias concessões de rádio e TV concedidas pela União.

A revelação de que o dono da Truston era na verdade um “laranja”, feita pela TV Globo, levou o ex-ministro da Casa Civil, preso em Brasília por comandar o mensalão durante o primeiro mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, a desistir de trabalhar no hotel.

Trâmites. A sucursal da empresa de Dirceu no Panamá existiu para os órgãos públicos brasileiros por ao menos um ano. Em abril de 2009, numa alteração contratual, o ex-ministro decidiu “tornar sem efeito” a abertura da filial no Panamá. Segundo um delegado da Polícia Federal, um servidor do alto escalão da Receita Federal e um advogado especialista em direito empresarial ouvidos pelo Estado, o registro, no entanto, só tem valor no Brasil e não impede que a JD prossiga com eventuais negócios no paraíso fiscal.

A mudança contratual, na opinião desses especialistas, serviria para “apagar” o rastro da existência da filial da empresa de Dirceu em bancos de dados públicos no Brasil, como cartórios e juntas comerciais, sem a que produzisse efeito no Panamá.

A Morgan & Morgan, alegando sigilo, não informou a atual situação da JD no paraíso fiscal. Segundo a legislação local, empresas podem ser registradas em nomes de “laranjas” e estampar nomes fantasia que não guardam relação com a empresa original.

O contrato social da empresa de Dirceu lista diversas atividades, entre elas facilitar negócios de particulares com o poder público não só no Brasil.

Cabe à consultoria, por exemplo, trabalhar por “parcerias empresariais com os países do Mercosul” e viabilizar o “relacionamento institucional de particulares com os mais variados setores da administração pública”.

Com a condenação e a prisão de Dirceu, em novembro, o imóvel da JD em São Paulo foi posto à venda. A empresa passará a funcionar com estrutura menor, sob o comando de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do petista.

Previdência de servidores tem déficit atuarial estimado em R$ 3,5 trilhões. Solução do Ministério da Previdência: Aumentar impostos!

Do Globo:

Má gestão e fraudes deixam aposentadorias ameaçadas
Rombo de R$ 78 bilhões compromete a situação financeira de uma dezena de estados e 186 cidades

Milhares de servidores públicos estaduais e municipais estão com suas aposentadorias ameaçadas pela insolvência dos institutos de previdência aos quais se associaram. Segundo o governo, existem duas mil entidades administrando a poupança de dez milhões de funcionários em todo o país que devem fechar as contas deste ano com um déficit somado de R$ 78 bilhões.

Esse buraco financeiro no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) foi cavado por má gestão, principalmente com o desvio de recursos para pagar despesas e financiar investimentos governamentais. O rombo já compromete a situação financeira de uma dezena de estados e 186 municípios - eles agora travam uma batalha judicial com o Ministério da Previdência para continuar a receber recursos da União e ter acesso ao crédito em bancos públicos.

“Os problemas já estão começando a acontecer”, disse Leonardo José Rolim Guimarães, secretário Nacional de Políticas de Previdência Social, em depoimento no Senado na semana passada. “Acreditamos que isso possa ter um impacto muito grande para o país, num futuro muito breve. Talvez, com consequências similares ou maiores do que tivemos na década de 90 com a crise da dívida dos Estados, quando a União teve que socorrer vários que estavam às portas da quebradeira.” Otoni Gonçalves Guimarães, diretor do Departamento dos Regimes de Previdência no Serviço Público, completou: “Não dá mais para se falar em tolerância com regimes sem perspectiva de sustentabilidade no longo prazo e também com gestão sem qualificação técnica e profissional”.

Pelas contas do ministério será necessário aumentar impostos para cobrir um déficit atuarial estimado em R$ 3,5 trilhões em 75 anos, o que levou a senadora Katia Abreu (PMDB-TO) a pedir a abertura de uma investigação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

Comprovaram-se fraudes de R$ 2 bilhões cometidas por governantes e gestores de 117 institutos. Na maioria dos casos, eles estão envolvidos com empresas financeiras que, oito anos atrás, foram flagradas na lavagem de dinheiro para políticos beneficiados no caso Mensalão - de acordo com documentos da Justiça Federal, do Banco Central, do Tribunal de Contas da União e dos Ministérios da Fazenda e da Previdência.

O dinheiro da seguridade social dos servidores foi aplicado em fundos privados compostos por títulos sem valor real no mercado, emitidos por empresas e bancos sem rentabilidade, falidos, em recuperação judicial ou em liquidação extrajudicial. Governantes e gestores recebiam comissões de 3% sobre o valor da operação para ordenar a compra de papéis indicados por “consultorias”. Pagava-se até o dobro do valor de face dos títulos “podres”, com prazo de carência de quatro anos para resgate. O dinheiro entrava nas contas de uma rede especializada em lavagem no eixo Brasília-Rio-São Paulo, com sucessivos saques em espécie.

Foi assim que a caixa de previdência dos servidores do Estado de Tocantins, Ingeprev, se tornou proprietária de 40% das ações de um grupo de churrascarias. O Previqueimados, de Queimados (RJ), virou cotista de uma empresa de limpeza. E a prefeitura de Angra dos Reis (RJ) investiu R$ 6 milhões em um fundo composto por títulos do Banco BVA, liquidado em outubro do ano passado.

As perdas acontecem em ritmo acelerado. Na sexta-feira 31 de agosto do ano passado, por exemplo, 23 institutos de previdência estadual e municipal possuíam R$ 335,6 milhões aplicados em um mesmo fundo de renda fixa (Elo). Em dois meses os papéis comprados perderam R$ 51 milhões em valor. Ou seja, o patrimônio financeiro desses institutos foi dilapidado nas oito semanas seguintes na velocidade de R$ 850 mil por dia - média de R$ 34,5 mil por hora, ou R$ 590 por minuto.

Essa engenharia financeira levou o Ingeprev, de Tocantins, a investir R$ 270 milhões e perder R$ 70 milhões entre agosto e outubro do ano passado. O fundo mantido pelo governo de Roraima aplicou R$ 126,5 milhões e ficou com prejuízo de R$ 33,3 milhões. Foram significativas, também, as perdas dos institutos de previdência de Manaus (AM), Campinas (SP), Goiania (GO), Teresina (PI), Macapá (AP), Porto Velho (RO) e Serra (ES), que investiram a soma de R$ 472 milhões em títulos “podres”, sobretudo do Banco BVA, liquidado 60 dias depois. Parte das aplicações foi engedrada pela Invista Investimentos Inteligentes, do grupo empresarial controlado por Fayed Antoine Traboulsi.

Traboulsi foi personagem do inquérito do Mensalão, na lavagem de dinheiro transferido de fundos de pensão de empresas estatais para parlamentares aliados ao governo Lula. Ele integrava uma rede especializada em “operações financeiras atípicas”, na definição do Banco Central, em cooperação com corretores como Lúcio Bolonha Funaro e José Carlos Batista. Sócios da Garanhuns Empreendimentos, eles foram condenados por lavar parte do dinheiro do Mensalão destinado a parlamentares do então Partido Liberal (PL), atual Partido da República (PR), mas suas penas foram suspensas porque colaboraram nas investigações.

A CPI dos Correios responsabilizou duas dezenas de empresas financeiras por transferências de dinheiro do caixa de seis fundos de pensão estatais (Refer, Portus, Real Grandeza, Centros Nucleos e Sistel) para os bolsos de parlamentares aliados ao governo. Entre as corretoras estavam a Euro, a Royster e a Cingular, de Funaro e Batista.

Essas empresas agora foram flagradas na lavagem de lucros das “operações atípicas” realizadas com institutos de previdência estaduais e municipais. Há outras também investigadas no caso Mensalão, como Diferencial, Quantia, Brasil Central e Stockolos Avendis. Em alguns casos, atuaram em cooperação com o grupo Traboulsi, que usava modelos como negociadoras. Foram flagradas na lavagem de lucros dos negócios realizados com institutos de previdência estaduais e municipais: “Não se intimidaram com a exposição de seus nomes e técnicas de atuação, sendo novamente identificados na presente investigação, desta feita sangrando os cofres dos RPPS (Regimes Próprios de Previdência dos Servidores)”, escreveu o juiz Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ao justificar em agosto passado as primeiras ordens de prisão.

Dias atrás, técnicos do Ministério da Previdência e do Tribunal de Contas da União se reuniram para avaliar a dimensão da insolvência da previdência dos servidores. O tribunal documentou a escassez de informações confiáveis, inclusive de órgãos federais.

Se as contas espelhassem a realidade contábil, afirma o tribunal em relatório sobre o Balanço Patrimonial da União de 2012, “haveria grande impacto no patrimônio líquido (da União), que deixaria uma situação positiva de R$ 761 bilhões (em 31/12/2012), para apresentar um passivo a descoberto de R$ 345 bilhões”.

Câmara de cidade de Minas sem trens e sem mar aprova plano com pontos sobre transporte marítimo e ferroviário

Localizada no Norte de Minas Gerais, a cidade de Januária não tem mar, nem trem, nem petróleo e nem faz fronteira com país nenhum. Mas o Plano Plurianual de Ação Governamental do município, que traça as metas da prefeitura para os próximos quatro anos, traz pontos sobre transporte marítimo e ferroviário, além da proteção das fronteiras e fala até em exploração de petróleo. A proposta foi aprovada na Câmara Municipal, por 13 dos 15 vereadores, em primeiro turno. Já estava a ponto para ser avaliada em segundo turno, na semana passada, mas a população fez pressão pelo adiamento.

A prefeitura atribui o erro a um funcionário que teria copiado um plano de uma outra cidade e de uma portaria da União. O documento entregue à Câmara tem cerca de mil páginas. O plano do governo federal, por exemplo, tem 278.

O prefeito, Manoel Jorge de Castro (PT), diz que trataram o erro como “a expressão maior do plano, e isso é um detalhe”. E completa: “Colocaram mais farinha no ventilador do que se merecia. Foi um erro de redação.”

O problema não é nem tanto o tal “erro de redação”, que, aliás, não é nem isso e sim uma fraude, já que se trata de uma cópia, que nem o próprio prefeito - do PT - se deu ao trabalho de ler. O problema maior foi a aprovação do absurdo por 13 dos 15 vereadores, evidenciando que eles também não leram lhufas do tal “plano”.

É uma vergonha a maneira com que a coisa pública é tratada justamente por quem deveria zelar por ela. O detalhe importante é que, pelo visto, a população de Januária, que elegeu esses calhordas, tem muito mais noção de cidadania que seus representantes.

(Sobre notícia do Globo)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sobre ABSs, airbags e demais imposíções do Estado-babá

É exatamente o meu ponto de vista, exceção feita a veículos coletivos e taxis.

Hélio Schwartsman: Paternalismo libertário

No final, a obrigatoriedade de as montadoras instalarem airbags e freios ABS em todos os veículos novos foi mantida. Fico feliz, mas não resisto a levantar uma interessante e até certo ponto incômoda discussão filosófica.

Até que ponto o Estado pode interferir em transações voluntárias entre vendedores e compradores? No caso dos freios, é decerto legítimo tornar o sistema ABS um item de fábrica. Um veículo que não consegue parar, afinal, representa ameaça não só para o motorista e seus passageiros como também para terceiros. Mas será que esse raciocínio vale para o airbag?

Não me parece absurdo que alguém dispense esse item em troca de preço menor no automóvel. Vale observar que o poder público admite que motociclistas circulem sem esse tipo de proteção. Além disso, atividades bem mais perigosas, como alpinismo de altitude e mergulho em cavernas, são perfeitamente legais.

A discussão é análoga à da obrigatoriedade do cinto de segurança. Cabe ao Estado impedir que um cidadão faça mal a si mesmo? Meus instintos libertários dizem que não, mas meu pendor consequencialista sugere que sim. Trata-se, afinal, de interferência pequena que salva vidas.

Há um meio de conciliar essas duas intuições, recorrendo ao "paternalismo libertário" proposto por Richard Thaler e Cass Sunstein. A ideia aqui é reconhecer que seres humanos frequentemente fazem escolhas erradas e, através de desenhos institucionais, tentar empurrá-los para as certas, mas sem autoritarismo.

No caso do airbag e do cinto, em vez de coagir, bastaria exigir do interessado que assine meia dúzia de formulários isentando fabricantes e o Estado de qualquer responsabilidade por sua escolha. Como o viés de inércia é forte, o mais provável é que um número reduzido de libertários obstinados se desse ao trabalho. As virtudes públicas da obrigatoriedade são conservadas, e a liberdade individual, preservada.

Lula Miranda, meu herói

Lula Miranda em “A voz dos infames”.

- “Que se danem os petistas!”
- “Eu quero mais é acabar com essa raça!”
- “Não pode aumentar o IPTU em Higienópolis ou nos Jardins e reduzir na periferia! Não ao aumento do IPTU! Como vou fazer com todos os meus imóveis que mantenho alugados. Os inquilinos irão reclamar. Fora Haddad!”
- “Esse negócio de corredor de ônibus é uma ideia de “jerico”. Travou o trânsito! Só podia ser coisa dessa gente do PT mesmo. Agora eu fico parada no engarrafamento enquanto minha empregada chega mais rápido de ônibus. Era só o que me faltava!”
- “Era só o que me faltava, menina! Sabe aquele resort que vou todo fim de ano com o maridão e as crianças? Tá cheio de pobres esse ano. Um horror! Tomado por essa gentalha que os petistas chamam de “classe C”. Acabou o meu sossego, criatura! Nem num hotel 5 estrelas encontro paz mais!”
- “Foram os petistas que inventaram esse negócio de pagar encargos trabalhistas para empregados domésticos. Sabia disso? Agora nem jantar fora toda semana eu posso mais! Tenho que economizar para pagar a empregada.”
- “São uns mensaleiros, uns quadrilheiros! Viu como a corrupção aumentou com os petistas?! Caixa 2 uma ova! No caso deles é corrupção da braba, não tem nada de caixa 2 não.”
- “Você leu o que saiu na Veja dessa semana?! Quem mandou votar na Dilma?! Uma coisa vergonhosa! Um absurdo!”
- “Essa Dilma é uma assassina, uma terrorista!”
- “O Lula é um apedeuta, um bêbado!”
- “O Lula ficou milionário, meu caro! Tem fazenda em Goiás e uma grana preta no exterior”.
Você já escutou essas “verdades” antes?
Você reconhece essa(s) voz(es)?
É sua essa voz? Do seu vizinho?
Você se reconhece nessas falas? Reconhece alguém? Alguém da sua família, do seu trabalho?
São diversos os personagens, mas a ideologia é uma só.
Quem sou eu? Quem sou eu?
Eu sou a banda podre, o lado obscurantista e perverso de parte da nossa elite.
Escutando-as [essas vozes] assim, aqui transcritas, dá para colocá-las em seu devido lugar.
Não dá não?

Rapaz! Tirando duas ou três frases, não é que eu sou um infame e pertenço à banda podre, ao lado obscurantista e perverso da nossa elite?

Muito obrigado, Lula Miranda! Não sei o que seria de mim sem você, que me livrou de uma terrível crise de identidade!

Meu herói!

Dilma, desobedecendo as determinações do TCU, inaugura estrada inacabada de 22 quilômetros, ao custo de R$ 1,3 bilhão e cuja construção já dura quatro anos.

Cada quilômetro custou R$ 65 milhões. O TCU mandou parar, mas não adiantou.

Dilma inaugurou ontem, no Rio Grande do Sul, a BR-448, obra que motivou críticas dela ao Tribunal de Contas da União no mês passado.  Em novembro, após o tribunal incluir o projeto da estrada em uma lista de obras que não deveriam mais receber recursos devido a suspeitas de irregularidades, Dilma disse que era “um absurdo” determinar a paralisação de obras. Falou que ordens do tipo geram prejuízos que não há como ressarcir.

Então tá, dona Dilma. E os prejuízos dos:
• Superfaturamento decorrente de quantitativo inadequado
• Superfaturamento decorrente de reajustamento irregular.
• Superfaturamento decorrente de preços excessivos frente ao mercado.
• Superfaturamento decorrente de itens pagos em duplicidade
Descobertos pelo TCU, conforme o acórdão 2872/2012-PIG-P (2011)?

Esses, por acaso, vão ser ressarcidos?

Não adianta. Essa petralhada tem DNA de bandido mesmo. O amor pelo ilícito é mais forte que qualquer coisa.

Sobre nota do CoroneLeaks.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Elos perdidos


Tá bom! Já que o Argento estragou a brincadeira, eu descobri que a lagosta é que é o elo perdido dos petralhas com a raça humana:

É vermelha, casca grossa, tem merda na cabeça e vive nas costas do Brasil.



E mais: Marco Aurélio TopTop Garcia descende mesmo é de piranhas!