quinta-feira, 12 de março de 2015

Por coincidência, Dilma e Toffoli: Vão enganar o cacete!

Quer dizer então que o encontro de ontem no Palácio do Planalto entre Dias Toffoli, Dilma, Mercadante e Cardozo, ontem, um dia depois de Toffoli ter formalizada por Lewandowski a sua transferência para a 2ª turma do STF, responsável pela Lava-Jato, foi apenas uma coincidência?

Gozado, mas vai ser coincidente assim na casa do cacete! Não é que o tal pedido de audiência foi formalizado por Toffoli no dia 18 de dezembro para tratar da sua proposta de criar o Registro Civil Nacional e, justo ontem, três meses depois, com a agenda apertadíssima por causa de uma viagem ao Acre, Dilma vai arranjar um “tempinho”?

E Mercadante? E Cardoso? Também arranjaram um tempinho, é claro! É muita coincidência, não é mesmo? É tanta coincidência que até a “Agenda da Senhora Presidenta da República” foi mudada às pressas, conforme informou O Globo:

Este foi o primeiro compromisso do dia de Dilma e não estava previsto até a noite de terça-feira, quando foi divulgada a agenda da presidente. Sobre o fato de a agenda presidencial ter sido alterada apenas algumas horas depois de ele ter se candidatado para integrar a turma que julgará políticos da Lava-Jato, o ministro disse se tratar de coincidência.

“Agenda da Senhora Presidenta da República
Aí vem Dilma e diz, com toda a força do seu português perfeito:

“Hoje era o dia que eu podia e ele podia. Eu podia, mas quase que eu não podia, porque eu vinha para aqui (sic).”

É tanta coincidência que apenas por coincidência Toffoli foi parar no STF em 23 de outubro de 2009, apesar de ter sido reprovado nas duas vezes que prestou concurso para juiz substituto do Estado de São Paulo. É tanta coincidência que, antes de ser ministro, Toffoli foi consultor jurídico do Departamento Nacional dos Trabalhadores Rurais da CUT, foi assessor jurídico da liderança do PT, na Câmara dos Deputados, foi advogado do PT nas campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1998, 2002 e 2006, exerceu o cargo de subchefe da área de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, durante a gestão de José Dirceu e Advogado-Geral da União no governo de Lula.

Deve ter sido também por coincidência que Toffoli inocentou João Paulo Cunha da acusação de peculato e José Dirceu por compra de votos, no julgamento do mensalão.

E, para finalizar, foram apenas coincidências os encontros íntimos de Toffoli com a assessora do ex-deputado federal João Caldas, Christiane Araújo de Oliveira, no período que antecedeu o mensalão, em troca de favores com várias figuras envolvidas no caso. Segundo Christiane, na época em que Toffoli era Advogado-Geral da União, os dois se encontravam em um apartamento de Durval Barbosa, delator e membro do esquema de corrupção no Distrito Federal, onde mantinham relações, e em uma ocasião Dias Toffoli teria solicitado um jato oficial do Governo para transportá-la.

Por coincidência, eu vou repetir aqui o que já disse várias vezes: vão enganar o cacete!

4 comentários:

  1. A cafajestagem é tanta que eles não estão nem aí se enganam ou não; a presunção da impunidade é tanta que devem pensar, quem pode nos impedir? Agora a minha pergunta: até quando?

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    1. E quem vai entrar no lugar deles?

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    2. (argento) ... "até quando?" - até que um poder Maior se estabeleça!, esqueça!, não virá da Massa descontente e Desalmada; a esta, cabe a "Nobre Tarefa" de bancar os prejuízos.

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  2. (argento) ... a boa notícia é que coincidências acontecem; a má notícia é que em alguns casos, escabrosos, a coincidência pode ser "Coincidenciada" ...

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