terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Eu só queria entender por que seremos nós a pagar a multa, se são as empresas de ônibus do Rio que não refrigeram sua frota

Que raio de acordo é esse onde os usuários sofrem e ainda pagam multa?

O ano virou e a meta acordada com a Justiça e o Ministério Público (MP) estadual de refrigerar toda a frota de ônibus ainda em 2016 não foi cumprida. Mas a Prefeitura do Rio ainda não foi multada, como prometido. Segundo o MP, os requerimentos não foram apreciados pelo Judiciário antes do recesso, que termina na próxima segunda-feira. A multa, diz o órgão, “será executada tão logo transite em julgado e termine o recesso”. Com isso, o Município ganha mais alguns dias antes de pagar a conta.

Enquanto isso, os usuários do serviço não têm refresco. Ontem, em um período de meia-hora, o EXTRA flagrou 33 ônibus não climatizados circulando na Penha e no Méier. Muitos motoristas levavam lenços a tiracolo para secar o suor da testa. Já os passageiros esgueiravam o corpo para fora das janelas, numa tentativa de fugir do calor que fazia dentro do veículo. A temperatura máxima ontem na cidade chegou a 36,3 graus.

Com a punição estipulada em R$ 20 mil por cada veículo sem ar-condicionado, definida em julho e confirmada no fim de outubro pelo juiz Leonardo Grandmasson, da 8ª Vara de Fazenda Pública do TJ, a multa que será cobrada em janeiro é estimada pelo MP em R$ 60 milhões.

O valor é baseado no déficit acumulado de mais de 3 mil ônibus sem ar até o fim do ano passado. A Secretaria municipal de Transportes não informou o número de veículos sem refrigeração atualmente.

A Prefeitura do Rio recorreu contra a punição, por isso, a Procuradoria Geral do Município afirmou apenas que aguarda a apreciação do recurso, que deverá ocorrer após o recesso.

Já o Rio Ônibus diz manter o compromisso de climatizar a frota do município e alega que vem cumprindo o decreto de 2014 que determina que todo ônibus novo deve vir equipado com ar-condicionado. O sindicato argumenta ainda que o contrato das empresas com a prefeitura não previa a refrigeração dos coletivos; que houve queda no número de passageiros e que a quantidade de ônibus com ar aumentou 277% desde 2014.


3 comentários:

  1. Desculpem-me mas não moro em Rio de Janeiro, então eu gostaria de saber se os ônibus em questão são da prefeitura ou de empresas privadas.

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    1. Milton, está implícito no título. São privadas.

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    2. Suspeitei desde o princípio. Há, há!

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