Se não tomou, não leia!
A reeleição da companheira Dilma Rousseff para presidir o Brasil
até 31 de dezembro de 2018 é uma grande vitória do povo brasileiro. Uma vitória
comemorada por todos os setores democráticos, progressistas e de esquerda no
mundo e, particularmente, na América Latina e no Caribe.
Uma vitória sobretudo do PT e do nosso projeto, que
conquista um quarto mandato, algo que nenhuma outra força política havia
alcançado até agora no País.
Foi uma disputa duríssima, contra adversários apoiados pela
direita, pelo oligopólio da mídia, pelo grande capital e seus aliados internacionais.
Vencemos graças à consciência política de importantes parcelas de nosso povo,
da mobilização da antiga e da nova militância de esquerda, da participação de
partidos de esquerda e da dedicação e liderança do ex-presidente Lula e da
presidenta Dilma. Nossa candidata soube conduzir a campanha com firmeza e sem
recuos, mesmo nos momentos mais difíceis. O enfrentamento com o adversário em
debates comprovou o preparo e a diferença da nossa presidenta para vencer os
desafios da atual conjuntura.
A oposição, encabeçada por Aécio Neves, além de representar
o retrocesso neoliberal, incorreu nas piores práticas políticas: o machismo, o
racismo, o preconceito, o ódio, a intolerância, a nostalgia da ditadura
militar.
Inconformada com a derrota, a oposição cai no ridículo ao
questionar o resultado eleitoral no TSE. Ainda ressentida, insiste na divisão
do País e investe contra a normalidade institucional. Tenta chantagear o
governo eleito para que adote o programa dos derrotados.
Para afastar as manobras golpistas e assegurar à presidenta
Dilma um segundo mandato ainda melhor que o primeiro, o processo de balanço das
eleições — que este documento abre mas não encerra — deve apontar para
iniciativas de curto, médio e longo prazo, que dizem respeito, inclusive, ao
desempenho e funcionamento do PT. Os textos apresentados como contribuição ao
balanço devem ser amplamente divulgados no site do partido, até a próxima
reunião do Diretório Nacional.
Cabe, desde já, analisar os resultados das eleições
estaduais, majoritárias e proporcionais; o comportamento das classes e setores
sociais na campanha; o papel dos movimentos sociais; a atuação dos partidos
políticos, inclusive a dos aliados; a movimentação do campo
democrático-popular; a batalha da cultura e da comunicação; a mídia e as redes
sociais — enfim, variáveis importantes não apenas para avaliar o resultado
eleitoral, mas, sobretudo, para construir uma estratégia e um novo padrão de
organização-atuação, necessários para seguir governando, indispensáveis para
continuar transformando o Brasil.
É urgente construir hegemonia na sociedade, promover
reformas estruturais, com destaque para a reforma política e a democratização
da mídia. Para tanto, antes de tudo é preciso dialogar com o povo, condição
vital para um partido de trabalhadores.
Para que a presidenta Dilma possa fazer um segundo mandato
superior ao primeiro, será necessário, em conjunto com partidos de esquerda,
desencadear um amplo processo de mobilização e organização dos milhões de
brasileiros e brasileiras que saíram às ruas para apoiar Dilma Rousseff, mas
também para defender nossos direitos humanos, nossos direitos à democracia, ao
bem estar social, ao desenvolvimento, à soberania nacional.
As eleições de 2014 reafirmaram a validade de uma ideia que
vem desde os anos 1980: para transformar o Brasil, é preciso combinar ação
institucional, mobilização social e revolução cultural.
O Partido dos Trabalhadores, como principal partido da
esquerda brasileira, está convocado a encabeçar este processo de mobilização
cultural, social e política. Que exigirá renovar nossa capacidade de
compreender a sociedade brasileira, a natureza do seu desenvolvimento
capitalista, a luta de classes que aqui se trava sob as mais variadas formas.
Realizar um balanço como propomos demandará um certo tempo,
necessário para analisar variados aspectos, consolidar os dados mensuráveis,
ouvir as distintas opiniões, produzir uma reflexão à altura do processo
extraordinariamente rico que vivemos, só comparável à campanha de 1989.
O 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores deve
converter-se neste processo de diálogo entre o Partido e estes milhões que
foram às ruas defender a reeleição de Dilma Rousseff. Um diálogo tanto com os
petistas quanto com aqueles que não são do PT e que criticam, sob diferentes
ângulos, nosso Partido.
Cabe ao Diretório Nacional do PT, convocado para os dias 28
e 29 de novembro de 2014, aprovar uma agenda congressual que preveja debates
abertos a toda a militância que se engajou em defesa da candidatura Dilma, bem
como um momento final que possibilite a síntese e o salto de qualidade tão
necessários para que o Partido seja capaz de, tanto quanto superar seus
problemas atuais, contribuir para que o segundo mandato de Dilma seja superior
ao primeiro.
Porém, certas medidas, impostas pela realidade internacional
e nacional, mas principalmente pela atitude de reação permanente da oposição,
precisam ser tomadas imediatamente.
Por isso, propomos:
1. Conclamar a militância a participar dos atos em defesa da
democracia e da reforma política, previstos para a semana de 9 a 15 de
novembro;
2. Adotar iniciativas para dar organicidade ao grande
movimento político-social que venceu o segundo turno das eleições
presidenciais. Compor uma ampla frente onde movimentos sociais, partidos e
setores de partidos, intelectuais, juventudes, sindicalistas possam debater e
articular ações comuns, seja em defesa da democracia, seja em defesa de
reformas democrático-populares;
3. Priorizar ações de comunicação, fortalecendo nossa
agência de notícias, articulando-a com mídias digitais, com ação permanente nas
redes sociais. Integrar nossas ações de comunicação com o rico movimento
cultural em curso no País.
4. Relançar a campanha pela reforma política e pela mídia
democrática, contribuindo para que o governo possa tomar medidas avançadas
nestas áreas e para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso
Nacional.
5. Organizar caravanas a Brasília para realizar uma grande
festa popular no dia da segunda posse da presidenta Dilma Rousseff.
6. Reafirmar o compromisso do PT com a seguinte plataforma:
a) a reforma política, precedida de um plebiscito, através
de uma Constituinte exclusiva;
b) democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia
Democrática;
c) democracia representativa, democracia direta e democracia
participativa, para que a mobilização e luta social influenciem a ação dos
governos, das bancadas e dos partidos políticos. O governo precisa dar
continuidade à participação social na definição e acompanhamento das políticas
públicas e tomar as medidas para reverter a derrubada da Política Nacional de
Participação Social, objeto de um decreto presidencial cancelado pela maioria
conservadora da Câmara dos Deputados no dia 28 de outubro de 2014;
d) a agenda reivindicada pela Central Única dos
Trabalhadores, na qual se destacam o fim do fator previdenciário e a
implantação da jornada de 40 horas sem redução de salários;
e) o compromisso com as reformas estruturais, com destaque
para a reforma política, as reformas agrária e urbana, a desmilitarização das
Polícias Militares;
f) salto na oferta e na qualidade dos serviços públicos
oferecidos ao povo brasileiro, em especial na educação pública, no transporte
público, na segurança pública e no Sistema Único de Saúde, sobre o qual
reafirmamos nosso compromisso com a universalização do atendimento e o repasse
efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde
pública;
g) ampliar a importância e os recursos destinados às áreas
da comunicação, da educação, da cultura e do esporte, pois as grandes mudanças
políticas, econômicas e sociais precisam criar raízes no tecido mais profundo
da sociedade brasileira;
h) proteção dos direitos humanos de todos e de todas.
Salientamos a defesa dos direitos das mulheres, a necessidade de criminalizar a
homofobia, o enfrentamento dos que tentam criminalizar os movimentos sociais.
Afirmamos o compromisso com a revisão da Lei da Anistia de 1979 e com a punição
dos torturadores. Assim como com a reforma das polícias e a urgente desmilitarização
das PMs, cuja ineficiência no combate ao crime só é superada pela violência
genocida contra a juventude negra e pobre das periferias e favelas;
i) total soberania sobre as riquezas nacionais, entre as
quais o Pré-Sal, e controle democrático e republicano sobre as instituições que
administram a economia brasileira, entre as quais o Banco Central, a quem
compete entre outras missões combater a especulação financeira.
O Partido dos Trabalhadores considera que são medidas
políticas e diretrizes programáticas amplas, envolventes, de natureza mais
social que institucional, que farão a diferença nos próximos quatro anos.
Desde 1989, o PT polariza as eleições presidenciais. Nas
sete eleições presidenciais realizadas desde então, perdemos 3 e vencemos 4. Mas
esta de 2014 foi a mais difícil já disputada por nós, em que ganhamos
enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre
nosso partido. Neste sentido, o Partido tem que retomar sua capacidade de fazer
política cotidiana, sua independência frente ao Estado, e ser muito mais
proativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente
dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando
delatores.
O PT deve buscar participar ativamente das decisões acerca
das primeiras medidas do segundo mandato, em particular sugerir medidas claras
no debate sobre a política econômica, sobre a reforma política e em defesa da
democracia nos meios de comunicação. É preciso incidir na disputa principal em
curso neste início do segundo mandato: as definições sobre os rumos da política
econômica.
O PT precisa estar à altura dos desafios deste novo período
histórico. Sobretudo, precisa honrar a confiança que, mais uma vez, o povo
brasileiro depositou em nós. Não o decepcionaremos: com a estrela vermelha no
peito e um coração valente, avançaremos em direção a um Brasil
democrático-popular.
Brasília, 03 de novembro de 2014
Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores
E aí, vomitou? Eu bem que avisei...
Acabei de ver um depoimento de ex guarda costas do déspota norte-coreano pai do imbecil do momento o tal de líder supremo Kim Jong-un.
ResponderExcluirKim Jong-il conforme o ex guarda costas era uma pessoa extremamente violenta que tinha ataques raivosos, quando isso acontecia qualquer motivo como um quadro fora do lugar era uma sentença de morte.
O ex guarda costas ainda confessou que o filho o atual imbecil do dia o supremo líder é ainda mais violento que o pai.
Talvez o futuro do Brasil será uma monarquia de ogres.
Vendo os norte-coreanos com o cérebro lavado e passado, comparo com os petistas.
Toda aquela babacas e choradeira quando o imbecil avo, pai e agora filho aparecem me lembra as carpideiras e os militantes petistas.
Brain food jamais fará parte de uma cesta básica enquanto o PT estiver no poder.
Com certeza ficarão por muito tempo.
(argento) ... triste quando homens se deixem levar por simples arengas ... rapaz!, não ponho nada na veia e só depois de um "tronqueba da medicinal" consegui passar do terceiro parágrafo ...
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