Estadão:
Alta da taxa do cheque especial vai na contramão das demais
modalidades de crédito
O juro médio cobrado no cheque especial ao consumidor chegou
a 183,2% ao ano em setembro. Isso significa uma elevação de 10 pontos
porcentuais ante agosto, quando ficou em 172,8%.
O cheque especial é a modalidade mais cara disponível para
empréstimo. Muitas vezes o consumidor não percebe que está pagando os altos
juros, pois o banco aciona o limite pré-aprovado de cheque especial
automaticamente quando a conta fica no vermelho.
O juro médio do cheque especial em setembro foi o maior já
registrado desde abril de 1999, quando marcava 193,6% ao ano. Naquela época, a
taxa Selic, que é usada como referência para a definição dos demais juros
ofertados no mercado, estava em 34% ao ano. Maior que a Selic do mês passado,
de 11% ao ano.
Já a inadimplência do cheque especial subiu de 10% para
10,3% no período, ou seja, 0,3 ponto porcentual. Considerando todas as
modalidade de empréstimo do crédito para o consumidor, a inadimplência se
manteve em 6,6% em setembro.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Banco
Central (BC). Vale lembrar são informações referentes ao mês de setembro. Ou
seja, antes da reunião de ontem, quando o Comitê de Política Monetária (Copom)
do BC surpreendeu o mercado ao elevar a taxa básica de juros de 11% ao ano para
11,25% ao ano, na tentativa de conter a escalada da inflação.
Na contramão. A alta da taxa do cheque especial vai na
contramão das demais modalidades de crédito, que registraram queda.
A taxa média de juros no crédito livre caiu de 32,2% ao ano
em agosto para 31,9% ao ano em setembro. Para pessoa física, passou de 43,1% ao
ano para 42,8% ao ano. Já na pessoa jurídica, ficou estável em 22,8% ao ano.
No crédito pessoal, o juro médio caiu de 45,4% ao ano para
44,3% ao ano. Para a compra de veículos pelos consumidores, os juros passaram
de 23,2% em agosto para 22,8% em setembro.
O crédito livre engloba todos os empréstimos e
financiamentos que não fazem parte das políticas do governo (como os recursos da
poupança, que são direcionados ao crédito imobiliário). O crédito livre
considera o cartão de crédito, o cheque especial, o crédito para compra de
veículos, os empréstimos pessoais, entre outros.
Assim, considerando também as operações direcionadas, como o
crédito imobiliário e agrícola, a taxa média de juros total caiu de 21,1% ao
ano em agosto para 21,0% ao ano em setembro. E o juro médio do crédito
direcionado passou de 8,0% ao ano para 8,1% ao ano na mesma comparação. (Com
informações da Agência Estado)
Ricardo, vamos fazer de conta que existe governo no Brasil. Veja a manchete do UOL: Planalto tenta negociar com aliados. Capturei a tela por que as manchetes mudam.
ResponderExcluirhttps://dl.dropboxusercontent.com/u/94552853/Planalto_Tenta_Negociar_com_Aliados.pdf
A reportagem é esta:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/10/1540720-governo-pede-que-camara-defina-prioridades-para-votacao.shtml
Agora vamos à lógica: negociar com aliados é uma contradição, pois se são aliados é porque existe apoio mútuo, mas o planalto consegue ir além disso, ele TENTA negociar. Os aliados são tão aliados que nem mesmo a possibilidade de negociação está definida, é necessário fazer TENTATIVAS de negociação.