Ou seja: a palavra dele tem prazo de validade de 24 horas! E além de tudo é dissimulado: fez dele as palavras de outro vermelhinho.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
O enigma da Grand Pretrekinha
Fala sério! Que porra é essa que veio como comentário?
Raul Gonzalés19 de fevereiro de 2016 03:19
“Obrigado aos amigos que fizeram o testemunho da grande
servo do diabo Kinha.É graças a eles que também se comunicou com o grande servo
de di diabo que mudou a minha vida. Fiz os rituais e todos os passos e 3 dias
depois de ter recebido uma quantia de 100.000 euros na minha conta para o
pagamento de minhas dívidas. e este não é o final que têm e os que eles me vai
enviar duas semanas depois de 200.000 euros para a compra do meu carro, da
minha casa ao meu villas e outros. e este não é o final que vou ter no final de
cada mês um salário de 30.000 euros.O fundo do meu coração eu também vêm a este
testemunho. em seguida, você que quer fazer o pacto. Agora é necessário entrar
em contato com o grande servo do diabo, neste endereço :
grandpretrekinha@gmail.com”
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Sardenberg “concorda” com Fernando Morais: “Lula não usa celular”
Carlos Alberto Sardenberg: Lula não usa celular
Até dá para entender. Com tanto grampo e com tanta quebra de
sigilo, é realmente prudente que uma pessoa muito visada evite ter um celular
normal, com nome e número conhecidos por todo mundo. Sem contar o risco de ter
vazada uma conversa particular, tem o problema do assédio. Mas, especulemos: se
um dos donos do Sítio Santa Bárbara, de Atibaia, quiser saber se está tudo bem
quando Lula estiver lá num fim de semana, como faz?
Ou ainda, se um dos advogados precisar checar uma informação
urgente relativa às diversas investigações em andamento?
Poderiam ligar, já que a Oi instalou uma antena de celular
bem ali na entrada do sítio.
Mas não vai dar. O Instituto Lula informa que o
ex-presidente não usa celular. E como essa informação foi dada quando jornais
perguntaram se o ex-presidente tinha algo a dizer sobre a tal antena da Oi,
deve-se entender que a negativa tem sentido amplo. Algo assim: ninguém ligado
ao ex-presidente usa celular, nem ele, nem sua família, nem seus assessores,
nem ninguém que esteja trabalhando para ele. Isso quer dizer que não usam
também essas coisas de internet vinculadas ao celular, como WhatsApp e mesmo
e-mails.
Quer se comunicar? Tem que ir pessoalmente.
Vai daí, imaginem a situação da Oi ou de alguém por lá. Pois
alguém da empresa deu ordens para que a operadora instalasse uma antena ao lado
do sítio. Reparem: só a Oi colocou antena ali. Gastou dinheiro com isso:
aluguel do terreno, compra de equipamentos, colocação da torre, salários de
funcionários e vigias.
— E tudo isso pra quê, idiota(s)? Não sabia(m) que Lula não
usa celular?
Poderia ter ocorrido em algum escritório da Oi, não poderia?
O(s) cara(s) tentaria(m) se defender:
— Como a gente ia adivinhar?
— Você(s) não era(m) amigos dele? — insistiriam.
Tudo considerado, se a Oi quis fazer um favorzinho ao
ex-presidente, gastou dinheiro por nada, tal é a história. Parece absurda?
Pois tem mais. Uma dúvida aqui: o Instituto Lula quis dizer
que o ex-presidente, no sentido amplo, não usa celular só quando vai a Atibaia
ou em nenhum lugar, nem no apartamento em São Bernardo, nem no escritório do
instituto? Que não usa celular da Oi ou de nenhuma operadora?
Seria realmente uma situação inédita: um ex-presidente, da
importância de Lula, incomunicável, de Atibaia ao mundo.
Parece ridículo, não é mesmo?
E é mesmo?
Então, por que estamos falando disso? Porque revela um
padrão de comportamento político que é uma combinação de falta de respeito e
incompetência.
Reparem: o sítio está lá; foi reformado para a família Lula;
as melhorias incluem a antena da Oi; a operadora tem sociedade com um dos
filhos de Lula; tem no seu controle acionário a OAS, cujos funcionários andaram
lá pelo sítio; a OAS está na Lava-Jato; a antena praticamente só dá sinal para
o sítio; o ex-presidente foi lá mais de cem vezes, com familiares e seguranças.
E daí?
Vem o Instituto Lula e diz que o ex-presidente não usa
celular.
Como podem ter pensado e, pior, divulgado uma coisa tão
falsa e tão ridícula?
Capaz de ser coisa de advogado à antiga, daquele tempo que
se derrubava qualquer coisa nos tribunais com qualquer filigrana, por mais
ridícula que fosse. Tipo assim: Lula não usa celular, não tem aparelhos
registrados em seu nome, logo não pode ser considerado beneficiário do favor da
antena.
Os seguranças usam celular? Os familiares?
Não interessa, não é do ex-presidente.
Só falta dizer que Lula nem sabia que o pessoal usava
celular.
Encontra-se esse tipo de coisa em todas as investigações da
Lava-Jato ou ligadas a ela. Manobras para atrasar os processos, tentativas de
desclassificar as acusações (lembram-se do mensalão? “Caixa dois não é crime”)
e tentativas de excluir o acusado “que não sabia de nada, nem assinou nada”.
Em boa hora, em momento crucial, Joaquim Barbosa trouxe a
teoria do domínio do fato. Aplica-se aqui de novo: Lula podia não usar o
celular, mas sabia quem usava e para quê.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Extravagâncias noticiadas na lista de compras do Ministério da Defesa são perfumarias perto dos verdadeiros roubos
Anda rolando por aí uma notícia sobre a lista de compras do Ministério
da Defesa mostrando algumas extravagâncias:
“O governo de Dilma está fazendo sua parte no ajuste fiscal?
Para se ter uma ideia da administração do dinheiro público, o Ministério da
Defesa abriu licitação para comprar peixes e frutos mar. A pasta comandada por
Aldo Rebelo pretende gastar mais de R$ 650 mil. A lista de compras: 840 quilos
de camarão rosa tamanho grande, 700 quilos de bacalhau do porto, 4,5 toneladas
de filé de salmão, 120 quilos de polvos grandes e inteiros, 100 quilos de carne
pura de siri, 120 quilos de anéis de lula, 120 quilos de mexilhão...”
A notícia vem de Débora Bergamasco, da Isto É. Apesar disso,
eu não posso garantir se o troço é verdadeiro. Mas há como descobrir, só que dá
um trabalho danado em função da falta de maiores dados. Quem tiver mais paciência
que eu é só procurar em http://www.portaltransparencia.gov.br/
que acaba achando.
Acontece que o absurdo não se resume no exotismo dos alimentos
e nem tampouco na sua quantidade. Se fosse assim era mole demais. O problema
principal não é novidade para ninguém: superfaturamento.
Fui lá no tal “Portal Transparência” do governo, selecionei “Ministério
da Defesa”, o intervalo entre os últimos 31 dias. “Material de Consumo”, “Departamento
de Administracao Interna”, cliquei e apareceram 25 itens. Selecionei um,
aleatoriamente e veio isso:
Como se vê, foram 779 quilos de POSTAS de surubim pagos à
razão de R$ 32,97 por quilo, quando o quilo do FILÉ do mesmo peixe, no varejo -
também selecionado aleatoriamente - sai a R$ 29,90. E notem bem: isso é apenas
uma parte ínfima do que se compra para alimentar apenas os servidores civis,
empregados e militares do Ministério da Defesa no Distrito Federal.
Por curiosidade, um outro item indica que foram comprados
simplesmente 3.369 quilos de agrião, 2.131 de acelga, 1.698 de alface americana,
4.516 de alface crespa, 1.500 de couve e 1.150 de rúcula, entre outras verduras
em um total de 22.771 quilos de verduras. Alguém tem ideia do que sejam 22.771
quilos de folhas, fora 2.800 quilos de mandioca e 500 de rabanete?
Pois é, e isso são as despesas na sede do Ministério da
Defesa. Nem Exército, nem Marinha e nem Aeronáutica têm nada a ver com a
história, a não ser pelos militares cedidos para servir no órgão em Brasília.
Aí eu pergunto: essa porra de braziu do PT tem jeito?
Catarata não é cascata
Tô meio cegueta. Acabei de sair de uma “operação” - se é que
pode ser chamada assim uma aplicação de laser - para retirar uma catarata
reincidente. Durou uns cinco minutos, mas a sensação é horrível - é muita luz!
E eu que não sabia que catarata pode ser reincidente, mas,
segundo o médico, acontece em 40% dos casos.
A propósito, uma senhora entrou com um processo contra uma
clínica, queixando-se que depois que operaram seu marido ele perdeu o interesse
sexual por ela.
A resposta-defesa da clínica foi a seguinte:
“Minha senhora:
Seu marido foi operado de catarata em nossa clínica. O fato narrado
por Vossa Senhoria confirma o sucesso total da operação.”
Não é o meu caso.
Para quem tem estômago, aí vai, de brinde, o vídeo da minha primeira operação de catarata:
“A senhora de um trilhão” chama-se Dilma Rousseff
Paulo Rabello de Castro no Estadão
Despertam curiosidade popular as listas de bilionários.
Gente que se deu bem, pelos muitos milhões que amealhou no caminho da vida,
quer por talento excepcional no esporte, nas artes, nos negócios, nas ciências
(aqui, raramente), ou por pura esperteza e, no limite, por banditismo em nível
corporativo, como são exemplos “El Chapo” e seu mestre, Pablo Escobar. Santos
ou pecadores, são indivíduos fazedores, com grande poder de realização e
liderança. O ponto comum entre todos é a enorme capacidade de criar e acumular
ativos. São “realizadores”, para o bem ou para o mal.
Pouco se ouve falar, contudo, de outra lista, semelhante à
primeira, só que com sinal trocado. Em vez de serem acumuladores de ativos, há
também os acumuladores de passivos – referência aos indivíduos produtores de
guerras, de moléstias ou, simplesmente, detonadores de riqueza, aqueles capazes
de agir só para erodir, derrubar, solapar e deletar a riqueza e a capacidade de
crescer de uma empresa, comunidade ou país. Alguns desses seres especiais têm
custado caro à humanidade inteira. Outros, ao seu próprio país.
Em recente artigo, Monica de Bolle levantou a pergunta
incômoda, mas necessária: quanto nos custou Dilma? E deu números ao debate: “…
o Brasil perdeu R$ 300 bilhões de renda e de riqueza nos últimos quatro anos…”.
Economistas podem fazer essa conta de “prejuízo bruto” de várias maneiras,
todas válidas. Monica optou por olhar pelo lado da poupança, parcialmente
destruída no período Dilma Rousseff. A poupança de famílias e empresas teria recuado
– como ocorreu de fato – do patamar de 20% para 15% de um produto interno bruto
(PIB) anual de cerca de R$ 6 trilhões. Perdemos, assim, cinco pontos
porcentuais do PIB. Daí a conta de uma dilapidação de riqueza da ordem de 5% de
R$ 6 trilhões, igual a R$ 300 bilhões. Será mesmo?
Estou disposto a colocar Dilma no Livro Guinness dos
Recordes. Acho que Monica fez cálculo conservador da contribuição da nossa
presidente para a destruição da riqueza nacional. Dilma seria a senhora de um trilhão
de reais! Negativos, é verdade, mas ninguém pode ameaçar-lhe o troféu. E por
que um trilhão?
Pensem no quanto o Brasil teria crescido, a mais, se Dilma
não tivesse feito nada (grande contribuição já seria!). A poupança referida por
Monica ficaria nos 20% desde 2011, acarretando correspondentes investimentos,
palavra-chave sem a qual não criamos riqueza nova alguma. Com 20% do PIB
aplicado em investimentos (quem se lembra do PAC?) o país teria exibido um
crescimento mais próximo do seu potencial, com ou sem a tal “crise mundial”.
O “potencial” do PIB é conceito usado pelos economistas para
calcular quanto um país é capaz de fazer, ano a ano. No Brasil, tal potencial
já foi de 7% ao ano (que saudade!); caiu para 5% no fim dos anos 70, depois
para 3% nas décadas perdidas de 80 e 90; ameaçou pequena melhora para 3,5% com
o milagreiro Lula e, finalmente, recuou para 2,5% na era Dilma. Se ela nada
houvesse feito para atrapalhar, ainda assim o país do juro alto e da carga
tributária de manicômio poderia ter crescido uns 2,5% ao ano.
Dilma conseguiu, no entanto, perpetrar um estrago sobre o
qual falarão para sempre nossos livros de História. Estimando as perdas de PIB,
ano a ano, desde que Dilma se aboletou na cadeira presidencial, e supondo que a
ela seja concedido completar a façanha, teremos esbanjado uns 15% do PIB ao
longo do octênio dilmista, que, em valores de hoje, correspondem à estonteante
marca de um trilhão de reais!
Mas tem gente querendo impedir Dilma de atingir seu recorde.
Quanta maldade!
Outra maneira de garantir o recorde é pelo método da
acumulação de passivos. É aquela roubada coletiva que ocorre quando metem a mão
grande no nosso bolso enquanto cantamos marchinhas carnavalescas sem ira nem
birra. É preciso, às vezes, um rio inteiro de lama – no sentido literal – para
despertar o raquítico instinto de interesse coletivo do nosso povo. Acumulação
de prejuízos, entretanto, não figura no Direito brasileiro como
responsabilidade direta de um mau gestor público. A imputação se atém a atos
administrativos, como apontados no “Relatório Nardes” sobre as pedaladas de R$
40 bilhões, que Dilma se apressou a “pagar”.
Mas pagar o quê, se a perda de riqueza permaneceu, como bem
mostrou Monica?
A omissão do dever de bem administrar gerou acumulação de passivos
também pelo lado financeiro, pelos juros anormais que o Brasil vem pagando, e
que pagará, pelo despautério da gestão dilmista – outro modo de se chegar ao
mesmo trilhão de reais.
Foi o governo que nos avisou, na semana passada, quanto
custou o encargo de rolar a dívida pública de R$ 3,9 trilhões: a bagatela de R$
502 bilhões, apenas em 2015, entre juros e prejuízos de câmbio, os famigerados
swaps inventados para segurar o câmbio antes do pleito de 2014. Este ano, mesmo
com o Banco Central mantendo a taxa Selic onde está, a absurda conta do juro
deve se repetir. Então, pelo lado do custo financeiro, Dilma também é a senhora
de um trilhão de reais.
Os encargos dantescos elevaram a dívida pública de 51% do
PIB, em 2011, para 66% ao final do ano passado. Bingo! São 15 pontos
porcentuais do PIB acrescidos ao nosso passivo financeiro, portanto, mais um
trilhão de reais acumulado à dívida dos brasileiros, pedágio ruinoso que todos
pagamos para o mercado continuar “confiando” nas autoridades econômicas.
Um trilhão, essa é a conta. Juros a mais, PIB a menos,
empregos eliminados, capital evaporado, confiança desfeita, futuro destroçado.
Para tal crime, espantosamente, não parece haver remédio legal em nosso Direito
positivo. Por isso a década “esbanjada” será concluída com êxito! Ninguém,
afinal, conseguirá roubar essa Olimpíada de Dilma.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Uma portaria que gera a porcaria
Isso é o retrato falado feito por um arigó qualquer durante
o Carnaval porque, na Bahia, uma portaria publicada no dia 26 de novembro do
ano passado alterou o regime de trabalho para administrativo, restrito de
segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.
Ah, sim, segundo o delegado Antônio Carlos Magalhães,
titular da 12ª Delegacia (Itapuã), para onde o desenho foi encaminhado, o
retrato falado foi feito para apurar uma ocorrência de roubo, "o suspeito
ainda não foi preso".
Se o delegado for se basear nesse retrato, metade de
Salvador vai ser presa. Ou não...
Depois do “mais mérdicos”, jornalistas cubanos vêm dar “aulas” no Brasil. Tão de sacanagem!
Políbio Braga
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do
Sul ocupou o principal espaço do seu site para anunciar que firmará acordo com
o Instituto Internacional de Periodismo José Marti, da Unión de Periodistas e
Escritores de Cuba (Upec), para que profissionais brasileiros participem dos
cursos ministrados pelo Instituto com condições especiais.
A parceria também prevê a vinda de cubanos para o Rio Grande
do Sul, onde ministrarão cursos e palestras.
Um contrato de interesse já foi assinado em janeiro, com a representante
da Associação Cultural José Marti no Rio Grande do Sul, Vania Barbosa, e seu
presidente, Ricardo Haesbaert.
Ou seja, o Sindicato gaúcho quer criar uma espécie de programa
“Mais Jornalistas”, atraindo jornalistas cubanos para o RS. Cuba é uma ditadura
comunista dinástica familiar opressora, onde não existe liberdade de imprensa e
nem de opinião. Além disto, o jornalismo cubano é um dos mais atrasados do
mundo, submetido a censura e opinião única há 50 anos.
Sem palavras.
O Hava Nagila do judeu doido
O que será que está havendo com meus amigos judeus? Piraram? Convidar um antissemita escancarado como Jean Wyllys para palestrar no Midrash só pode ser piada!
Além de tudo o nonsense é tanto que o evento é patrocinado, entre outros, pela Companhia Brasileira de Cartuchos e pela Taurus, e Wyllys também é um ferrenho defensor do desarmamento!
Segundo Fernando Morais, Lula não usa celular
“nunca leio o jornal “valor”. nenhuma objeção de natureza
política ou ideológica. não leio como não leria a “gazeta esportiva”, ou um
jornal de golfe. mas hoje dei com um exemplar desse influente diário
paulistano, no qual aparece uma reportagem i-na-cre-di-tá-vel. tendo como fonte
uma abstração chamada “moradores”, o repórter (candidato ao pulitzer, imagino)
diz que uma antena de celulares da “oi”, instalada nas imediações do “sítio
usado por lula”, em atibaia, configura um privilégio.
a reportagem (que poderia ser chamada de “recortagem”, ou “reporcagem”)
mereceu meia página do jornal. se o autor (ou seu editor) tivesse tido a
pachorra de perguntar aos personagens, a matéria teria ido para a gaveta. sim,
porque:
1 - lula não usa celular.
2 - nenhum de seus familiares é usuário da “oi”.
assim sendo, me pergunto. onde, cazzo, está o “privilégio”?
deve ser o tal de níu júrnalism.”
| Segundo Morais a localização da antena que não privilegia Lula. |
Isso é uma postagem do eterno papagaio de pirata do Lula, Fernando
Morais, no Face. Para quem se diz escritor - e de fato o é, até prova em
contrário -, ele deveria ter mais cuidado com a maneira que escreve no seu
Facebook. Essa moda de ignorar maiúsculas adotada pela maioria dos vermelhinhos
que se dizem intelectuais confunde a leitura e presta um desfavor a alguns analfabetos
funcionais - os últimos remanescentes da turma que acredita nessa raça de
safados do PT - que certamente se apressarão em imitá-los, até porque a
ausência de maiúsculas deve ter um certo cunho ideológico socialista, a igualdade
para as letras. Interessante que eles sempre se nivelam por baixo...
Mas não é bem esse o foco da coisa, e sim a tal antena da Oi
próxima à posse rural do apedeuta. Então vamos lá.
De acordo com reportagem do jornal “Valor”, a operadora Oi
instalou uma torre a menos de 150 metros do sítio do cara em setembro de 2011,
nove meses depois de Lula transferir o patrimônio da Presidência da República
para o novo cafofo rural; o equipamento não está no ponto mais alto da região e
não segue o traçado das rodovias que dão acesso a Atibaia, diferentemente das
outras 18 torres que a Oi mantém na cidade; Oi e Telemar são a lesma lerda e,
como todos se lembram, comprou, em 2005, por R$ 5 milhões, 30% da Gamecorp, de
Fábio Luiz da Silva, o filho “ronaldinho” do posseiro, que de monitor de jardim
zoológico, em dois anos virou sócio do BNDES, um banco público, e da Andrade
Gutierrez, uma das investigadas na Operação Lava Jato, que compõe o bloco que
controla a Oi-Telemar; a Andrade Gutierrez foi também a maior financiadora do
PT em 2006, doando R$ 6,4 milhões para o partido - dinheiro usado sobretudo
para financiar a reeleição do Brahma, além de outras campanhas petistas; Marília
Andrade, filha de um dos donos da Andrade Gutierrez, abrigou Lurian, filha de
Lula, em Paris e ainda pagou uma cirurgia plástica da moça.
E Fernando Morais ainda tem o desplante de argumentar que “lula
não usa celular” e que “nenhum de seus familiares é usuário da oi”, como se
isso fosse verossímil ou suficiente para negar que a tal antena não foi
instalada exclusivamente para beneficiar a gangue familiar do califa de Caetés.
![]() |
| Segundo Morais, este é Lula "não usando" um celular |
Esses calhordas são tão patéticos que comprometem até mesmo o
pouco talento que têm. No caso de Fernando, “Olga”, “Chatô” e “Corações Sujos”,
de sua autoria, são obras relevantes que estão se perdendo em detrimento de
tanta palhaçada e contorcionismo dedicados a recuperar o irrecuperável: a
imagem de Lula.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Barcelona, um show!
Estava eu vendo pela TV o que aqui chamam de jogo de futebol, entre Vasco e Flamengo, quando resolvi dar uma volta nos canais para ver se não estavam passando algo menos ruim - um jogo de golfe, por exemplo - e dei de cara, na Fox, com o jogo Barcelona e Celta, ao vivo, e é claro que fiquei por lá.
O primeiro tempo foi chocho, a ponto de eu quase desistir de ver TV e, por puro masoquismo, ler um livro do Paulo Coelho.
Ainda bem que a ideia do autoflagelo não vingou nos meus miolos, porque os últimos quinze minutos de jogo foram absolutamente imperdíveis, com Messi, Neymar e Suarez simplesmente magníficos, dando um show digno dos Harlem Globetrotters, sem combinar com o adversário.
Adversário? E tinha?... Vejam só o que deu para mostrar (atentem para o pênalti batido por Messi):
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Congresso tem 28.762 funcionários, o dobro da Polícia Federal
O Tempo, via Tribuna da Internet
Com uma carga tributária alta e serviços públicos de má
qualidade na maioria das vezes, o cidadão tem motivos para fazer a pergunta:
para onde vai o dinheiro que entregamos ao governo para cuidar de nossa
sociedade? Entre as muitas explicações para tantos custos, há sempre espaço
para se discutir o tamanho da máquina pública. No Congresso, que, segundo
pesquisa Ibope divulgada no último ano, possui a confiança de apenas 17% da
população, o número de funcionários impressiona. Levantamento de O Tempo feito junto
a contratos de terceirizados e listas de pessoal da Câmara e do Senado mostra
que são 28.762 pessoas trabalhando no complexo que inclui as duas Casas e os
prédios onde ficam os apartamentos funcionais de deputados e senadores.
O contingente de funcionários do Congresso é maior que o
número de habitantes de 79% dos municípios brasileiros. Dados sobre a população
residente em 2013 mostram que, das 5.570 cidades que existiam no país naquele
ano, 4.407 possuíam menos de 28,76 mil habitantes. Só 1.163 municípios tinham
mais pessoas morando do que o quadro de funcionários do Parlamento no âmbito
federal.
Em um momento em que o governo destaca a valorização das
esferas de investigação no país, salta aos olhos que o quadro de funcionários
do Congresso represente o dobro do efetivo total da Polícia Federal, que é de
pouco mais de 14 mil servidores, e é responsável por operações de combate a
desvios de recursos da União, como a Lava Jato e a Zelotes, e ao tráfico de
drogas, além da emissão de passaportes e vigilância em fronteiras, portos e
aeroportos. O número também suplanta o efetivo das polícias militares de 22 dos
27 Estados brasileiros e do Distrito Federal.
Com um efetivo menor que o da Câmara, funcionários da
Polícia Federal divulgaram um manifesto pelo fortalecimento da corporação e
pela criação do Fundo Nacional de Combate à Corrupção.
A maioria dos funcionários da Câmara dos Deputados e do
Senado não prestou concurso para atuar no Legislativo. A maior parte desse
contingente trabalha na Câmara. Em dezembro de 2015, eram 3.196 cargos de
servidores efetivos (concursados) ocupados, além de 1.580 atuando em cargos de
natureza especial (que dispensa concurso público) e 10.785 no secretariado
parlamentar (também comissionados, atuando no assessoramento de nossos
deputados). Desses últimos, 10.411 não possuem qualquer vínculo em caráter
efetivo com o serviço público, ou seja, não prestaram concurso.
Soma-se ao contingente de funcionários os 3.103
terceirizados e, claro, os 513 deputados eleitos a cada ano, totalizando 19.177
pessoas em serviço. Não estão inclusas na conta as 1.638 funções comissionadas,
já que elas são ocupadas por servidores efetivos da Casa que recebem
gratificação a mais por função.
No Senado, por sua vez, trabalham 9.585 pessoas, incluindo
os 81 senadores, 2.753 servidores efetivos, outros 3.436 comissionados, 2.777
terceirizados e mais 449 estagiários e 89 menores aprendizes. Também não foi
incluído na conta o conjunto de 427 funções comissionadas, que inflam os
salários dos servidores efetivos.
Além do número de trabalhadores impressionar, os altos
salários de grande parte dos funcionários do Congresso contribuem com um
relevante peso nas despesas pagas pelo contribuinte brasileiro. Na Câmara, por
exemplo, todos os 3.196 cargos efetivos ocupados estão concentrados nos níveis
superior (analistas legislativos) e intermediário (técnicos legislativos). Há
subníveis que geram diferenças salariais, mas 1.444 servidores estão no nível
superior especial, cuja remuneração mensal passa de R$ 26 mil. Outros 365
analistas legislativos têm remunerações variando entre R$ 21,68 mil e R$ 24,49
mil.
Os demais 1.387 efetivos da Câmara são do nível
intermediário. Mas os salários também são expressivos. No caso de 981 técnicos,
a remuneração é de cerca de R$ 20,2 mil. O restante recebe vencimentos entre R$
15,1 mil e R$ 18,1 mil.
Detalhe: o Congresso não possui servidores efetivos no nível
básico, pois terceiriza essa atividade. Câmara e Senado, juntas, as duas Casas
possuem, por exemplo, mais de 500 copeiros e copeiras. A Câmara tem 214
copeiras, 48 garçons, sendo sete só para o gabinete da Presidência e para a
residência oficial, dois encarregados, um auxiliar encarregado, duas
arrumadeiras, um chefe de cozinha e mais dois auxiliares de cozinha. Tudo isso
custa R$ 11,97 milhões por ano.
Tem 66 ascensoristas trabalhando com os 21 elevadores, ao
custo de R$ 3,13 milhões por ano. Na área de limpeza, são 220 pessoas só na
Câmara, a um custo de R$ 9,75 milhões por ano. Em outro contrato, o de
porteiros dos prédios onde ficam os apartamentos funcionais, há, entre outras,
a exigência de que os vidros da portaria sejam lavados todos os dias.
Como eu disse, meninos, trabalhar para quê? O governo quer que vocês sejam bandidos!
Impedidos pelo Ministério Público do Trabalho de atuarem
como boleiros, adolescentes torcem por fim de impasse em audiência marcada para
o dia 31 de março!
Ora, senhora procuradora Dulce Martini Torzecki, Vossa
Excelência não ocupa esse posto apenas para aplicar as leis ao pé da letra -
para isso um computador o faria melhor -, mas sim para interpretá-las, usando o
bom senso, se é que tem algum.
O estrago que V. Exa. já fez ao impedir esses meninos de
trabalhar e, pior, de sonharem com um futuro, talvez seja irreversível - posto
que vários já se bandearam para o “outro lado” - e só tende a aumentar, já que
os 26 meninos da última turma de boleiros do Caiçaras vão ter que esperar até o
dia 31 de março para que uma audiência com o MPT regularize a situação. Ou não.
Pobre Brasil...
Jovens carentes sonham em voltar às quadras de tênis
O Globo
Dentro das quadras, enquanto correm de um lado para o outro
atrás de bolinhas amarelas, muitos jovens começam a se interessar pelo tênis.
De tanto observarem jogadores mais experientes, acabam aprendendo os movimentos
e, em pouco tempo, já se arriscam a manejar a raquete. Não é raro encontrar
tenistas de origem humilde que começaram a carreira como boleiros e se tornaram
estrelas do esporte. Foi assim com Yannick Noah, último francês a vencer Roland
Garros, na década de 1980, e com Teliana Pereira, brasileira mais bem colocada
no ranking mundial atualmente (ela está na 44ª posição). No Rio, as chances que
um grupo de meninos de comunidades carentes que atuavam como boleiros no Clube
dos Caiçaras, na Lagoa, tinham de melhorar de vida foram por água abaixo. Tudo
porque o Ministério Público do Trabalho (MPT) enxergou na atividade uma prática
de trabalho infantil. A suspensão, que ocorreu em agosto passado, veio à tona
na quinta-feira, na coluna de Ancelmo Gois no GLOBO, e provocou polêmica.
Os adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos, costumavam
levar para casa, para ajudar a família, em média, R$ 900 mensais. Moradores, em
sua maioria, do Vidigal, da Rocinha e da Cruzada São Sebastião, os 26 meninos
da última turma de boleiros esperam agora que uma audiência com o MPT, no dia
31 de março, regularize a situação.
— O fim do programa foi muito ruim para a gente. Não posso
ficar dependendo da minha mãe. Quero ganhar meu dinheiro. Pretendo terminar o
ensino médio e fazer faculdade de educação física para continuar no tênis como
professor — disse João Paulo Medeiros, de 16 anos.
O jovem, que vive no Vidigal, deu sorte. Logo após sair do
Caiçaras, foi convidado para ser boleiro de uma quadra na Lagoa. Mas nem todos
os outros meninos tiveram a mesma oportunidade. Pelo menos dois adolescente que
saíram do clube no ano passado se envolveram com o tráfico de drogas, de acordo
com funcionários e ex-colegas.
— Agora, muitos deles ficam de bobeira na comunidade. O
clube é um bom ambiente. Infelizmente, conheço alguns que foram para a boca de
fumo. Já vi vários apanhando da polícia por usar drogas. Um foi levado para o
Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) por estar armado —
lamentou o professor de tênis Josué Martins, que trabalha há 20 anos no
Caiçaras.
Morador do Vidigal, Josué foi boleiro do clube em 1996 e
hoje trabalha como batedor, lançando as bolas para os tenistas. Com a ajuda dos
sócios, conseguiu pagar a faculdade de educação física, concluída no ano
passado.
— O clube mudou minha vida. Conhecendo os sócios, consegui
cursar uma faculdade. Fizeram uma vaquinha e, todo mês, me ajudavam a pagar —
contou.
Vice-comodora de tênis do Caiçaras, Irene Werneck destaca
que, dos nove professores do esporte que trabalham no clube, oito foram
boleiros. Ela diz que outros seis ex-boleiros exercem atividades
administrativas:
— Nosso trabalho era de formação. No clube, eles tinham todo
o suporte. Recebiam material escolar. Se precisassem, também conseguíamos
tratamento oftalmológico, por exemplo. Oferecíamos ainda palestras, cinema e
teatro. Os sócios davam apoio.
Responsável pelo processo contra o Caiçaras, a procuradora
Dulce Martini Torzecki afirma que a Constituição proíbe o trabalho de
adolescentes com menos de 16 anos, a não ser que eles estejam na condição de
aprendizes. Nesse caso, é possível que jovens a partir dos 14 anos tenham uma
atividade remunerada, desde que façam também um curso prático e teórico.
Segundo ela, é possível que os boleiros se tornem jovens aprendizes.
— Este ano, com as Olimpíadas, estamos fazendo uma ampliação
de cursos de aprendizagem na área de esporte. O aprendiz tem direitos mais
garantidos. Uma situação sem vínculo, recebendo um salário flexível, como
acontecia no clube, é algo mais delicado. Em março, vamos botar todos os pingos
nos “is”, buscar soluções. Não queremos acabar com o projeto, é só uma questão
de adequação — afirma a procuradora.
Irene Werneck garante que está aberta para debater o tema e
tentar retomar o mais rapidamente possível o programa de boleiros.
— É muito triste ver um trabalho de mais de 50 anos acabar
dessa forma. Tentamos, junto ao advogado do clube, resolver a questão, mas não
encontramos respaldo na legislação — conta a vice-comodora.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Mais um dos absurdos de Oscar Niemeyer (que, ainda bem, não saiu do papel)
Dando uma olhada em um site sobre a história de Petrópolis, dei de cara com esse absurdo. Imaginem se isso sai do papel...
Um detalhe que para muitos pesquisadores seria improcedente
de haver existido. Mas o mesmo foi real, o de um projeto de autoria de Oscar
Niemeyer, produzido a pedido de Rolla, para um prédio-condomínio, que
comportaria 5.700 apartamentos (em 1950). O famoso "Condomínio Mauá",
que seria construído ladeando o Quitandinha Palace.
O mesmo projeto chegou a ter unidades vendidas por seu construtor,
Joaquim Rolla, porém o empreendimento não se realizou em Petrópolis, e foi
construído em menor escala no formato de Condomínio, o Edifício JK, em Belo
Horizonte, também um projeto de Niemeyer.
O Mega projeto não seria adequado às condições ambientais da
região, e na época em que foi projetado, o Quitandinha perdera sua magnitude,
sendo então o condomínio mais um dos empreendimentos imobiliários de
especulação na região serrana na era de seu pseudo-modernismo.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Amiguinhos de Rodrigo Mezzomo são canalhas, e ele ainda agradece
Vejam só o que o amiguinho de Mezzomo postou originalmente, que eu já comentei aqui:
Pois é. Como eu não sou o trouxa que esperavam que eu fosse, mandei:
Gentinha da pior qualidade.
O problema é que, há poucos minutos, no Facebook do Rodrigo, constava o seguinte:
Ou seja, o sujeitinho asqueroso, encagaçado, retirou "mundo da lua" e o "estude um pouquinho mais", mas ainda me fez críticas, que foram endossadas pelo bobo alegre:
Pois é. Como eu não sou o trouxa que esperavam que eu fosse, mandei:
Gentinha da pior qualidade.
As abobrinhas das vedetes da crônica política
A coisa está ficando preta. Quando a gente descobre que as
pessoas que a gente julgava sérias não passam de mais dos mesmos é porque deve
estar na hora de desistir de tudo, até da nossa pouca esperança em viver em um
país decente.
Infelizmente sou obrigado a concordar com Enio Mainardi, o
pai menos famoso (mas não menos cáustico) do Diogo idem, quando ele diz no texto
publicado no Blog do Giulio Sanmartini que “nós nos acomodamos, nos amesquinhamos
ao mal. Somos um povo basicamente medíocre. Vamos, que nem vermes, comendo as
carcaças podres que nos são deixadas – por não ter assumido a iniciativa de
abater a caça antes, por não nos ter arriscado ao enfrentamento do perigo.
Abutres fazem assim. Sempre voejando de longe, para depois disputar os restos
de carne que foram deixados por quem caçou o animal. É assim que me sinto, com
vergonha de mim mesmo por ter falhado em identificar a tempo o perigo mortal do
nazi-petismo-comunista, que hoje nos esfrega na cara nossa condição de
cordeiros com sininho no pescoço.”, com uma ligeira diferença: eu não falhei
“em
identificar a tempo o perigo mortal do nazi-petismo-comunista”. Nunca,
jamais, em tempo algum tive a menor dúvida que essa gente não passa de um bando
de marginais.
Minha pinimba de hoje foi com Rodrigo Mezzomo, em quem
cheguei a votar para deputado federal em 2014. Com esse sim, senti vergonha,
até por ter recomendado a terceiros que votassem nele. Ainda bem que não foi
eleito, senão a vergonha ia ser maior e mais grave.
Com o tempo fui descobrindo que Rodrigo - candidato à
prefeitura do Rio à procura de um partido - é vazio, incipiente, irrelevante,
chegado ao “Ctrl+Copysmo” irresponsável a ponto de publicar hoaxes em sua
página do Facebook. Ora, um sujeito que se arvora em ser alguma coisa séria na
política não pode se dar à displicência de publicar textos sem a devida comprovação
de veracidade.
Seguindo a linha da sua irrelevância, ele mandou ontem lá no
Facebook:
E VOCÊ ACHANDO QUE NADA PODE
PIORAR....sabe nada, inocente!
O senador do Partido Democrata
Bernie Sanders, autointitulado "socialista democrático", vence
Hillary Clinton nas primárias de New Hampshire.
Sanders diz que resultado indica que
EUA desejam 'mudança real'. Em outras palavras, o socialismo ao estilo Psol
avança nos EUA.
Eu, que já andava com os gorgomilos entupidos do blablablá
sem sentido do rapaz, resolvi me manifestar e deu nisso:
Ricardo Froes: Será que a prefeitura do Rio de Janeiro, que
precisa tanto de um prefeito de verdade, é menos importante para os cariocas
que a vitória de um candidato a candidato à presidência dos EUA em New
Hampshire? Isso é abobrinha da pior qualidade! Que se danem os Sanders e os
Trumps da vida, até porque nenhum presidente dos Estados Unidos até hoje
conseguiu ser presidente de fato - ainda bem! - já que a democracia por lá é
levada a sério e cobrada pelo povo. Infelizmente os nossos políticos têm o
péssimo hábito de “pensar grande”, preocupando-se com assuntos que não lhes
dizem o mínimo respeito em vez de antes arrumar a casa. Baixar a bola não custa
nada. É até mais simples.
Rodrigo Mezzomo: Comentários sobre
as prévias do Partido Democrata lhe fazem aflorar o espírito de censor,
querendo decidir o que pode ou não ser dito. Mandando outras pessoas “baixarem
a bola”. Que interessante! Muito democrático de sua parte!
Ricardo Froes: Eu não quis decidir e nem censurar nada,
apenas critiquei. Você é livre para publicar as abobrinhas que quiser, até
hoaxes, como fez recentemente. O espaço é seu. Quem não quer ser criticado,
como você, ficar calado talvez seja a melhor solução.
Rodrigo Mezzomo: Santa ignorância
Ricardo Froes: Sapiência é a sua, a das abobrinhas, não é
mesmo? Aliás, eu devo ser ignorante mesmo, tanto que votei em você, mas
felizmente não precisei me arrepender por lhe ver dizendo abobrinhas na Câmara
Federal. Continue assim, imaturo e superficial, que o seu futuro político vai
ser igual ao seu passado: nenhum.
Jose Mourao: Ricardo, com todo o
respeito, mas tudo o que acontece nos EUA influencia aqui, quer voce queira ou
nao. Isso so mostra que voce vive no Mundo da Lua! Os EUA nao sao umas
republiquetas quaisquer como Cuba, Bolivia e Venezuela... Pense nisso....
Estude um pouquinho mais e depois volte aqui para debater....
Ricardo Froes: Mourão, pense bem sobre quem está no mundo
da lua entre nós dois: você, preocupadíssimo com o candidato a candidato que
venceu em New Hampshire, um estadozinho de 1,3 milhões de habitantes, sem
problemas de segurança, transporte ou saúde, lá longe, nos EUA, ou eu, que
quero ver soluções para a cidade do Rio de Janeiro - lugar que vivo desde que
nasci - com seus 6,5 milhões de habitantes que sofrem com problemas em todas as
áreas? Às vezes não adianta nada “estudar”, principalmente quando não se sabe
para que serve o estudo.
Sei não, pode até ser exagero de dose com Mezzomo, mas de
tanto ver vedetes como Olavo, Reinaldo, Constantino e outros querendo ver quem
tem a bunda maior para mostrar, em vez de serem, no mínimo, sérios, a verdade é
que eu perdi a esperança e a paciência.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Das delícias de Ipanema...
Nove e meia da matina em Ipanema, em frente à Montenegro, um
ladrão que havia roubado um celular no calçadão é pego por um rapaz e depois
devidamente “escovado” pelo Chico, um barraqueiro. Acabaram soltando o cara
depois de recuperarem o celular, não sei se por medo dos “amiguinhos” deles,
que chegaram aos montes, ou por preguiça de esperar a polícia.
Detalhe: filmar de perto e me afastar das minhas coisas,
fora de cogitação.
Polícia? Nem pensar!
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Marijuana, míster?...
Estava eu ontem, sossegado na praia, tomando minha cervejinha, e um ambulante se aproxima:
- Cerveja? Beer?
Sacudi a cabeça indicando que não, sem dar muita importância. E ele insiste:
- Água? Water?
De novo, sacudi a cabeça. E ele:
- Marijuana?
- Tá maluco, cara?
Foi aí que o rapaz se tocou que tinha abordado um gringo fake e saiu batido, rapidinho.
Fala sério! Será que além de pinta de gringo eu tenho cara de maconheiro?
- Cerveja? Beer?
Sacudi a cabeça indicando que não, sem dar muita importância. E ele insiste:
- Água? Water?
De novo, sacudi a cabeça. E ele:
- Marijuana?
- Tá maluco, cara?
Foi aí que o rapaz se tocou que tinha abordado um gringo fake e saiu batido, rapidinho.
Fala sério! Será que além de pinta de gringo eu tenho cara de maconheiro?
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016
Brasil doará US$ 1,3 milhão a fundo da ONU para refugiados - Vão doar dinheiro da puta que os pariu!
Do G1
Além da doação de US$ 1,3 milhão, o governo brasileiro
informou que também decidiu levar à região 4,5 mil toneladas de arroz (que
somam US$ 1,8 milhão).
Nem que fosse um dólar! Vão doar dinheiro da puta que os pariu,
seus canalhas! Esse dinheiro é do povo do Brasil, onde morre mais gente
assassinada do que em todas as guerras do mundo de hoje somadas!
Vão fazer vaquinha entre a sua quadrilha, como fizeram para
pagar a multa do Dirceu! Aí, vocês podem dar até para a puta que os pariu
citada acima!
Salafrários! Ladrões! Genocidas!
Figurinhas fáceis que deixaram o Brasil difícil
Algumas figurinhas fáceis que deixaram o Brasil difícil
fazendo apologia ao crime ao declarar publicamente seus votos em Dilma.
Eu só gostaria de saber quais entre eles ainda não se beneficiaram
da Lei Rouanet. Provavelmente nenhum.
Alceu Valença
Alcione
Angela Vieira
Antonio Grassi
Antonio Pitanga
Beth Carvalho
Betti Gofman
Camila Pitanga
Chico Buarque
Chico Cesar
Chico Diaz
Dira Paes
Elza Soares
Emicida
Henri Castelli
Herson Capri
Ivan Lins
Ivone Lara
John Neshling
José Celso
José de Abreu
Laerte
Leci Brandão
Luis Fernando Verissimo
Marieta Severo
Nação Zumbi (todos)
Nicete Bruno
Osmar Prado
Otto
Sergio Loroza
Sergio Mamberti
Silvia Buarque
Xico Sá
Zeca Baleiro
Zelia Duncan
Zezé Motta
Ziraldo
Lula, o saqueador de palácios - Pequena mostra do produto do seu roubo
Quando a Justiça autorizar uma busca e apreensão no sítio de Atibaia, vai ser uma festa. Serão catalogadas as milhares de garrafas de bebida, as obras de arte e os presentes que pertencem à Presidência da República e a família surrupiou, descaradamente. Encher onze caminhões da Granero não é brincadeira, não. Um deles, climatizado, trouxe a modesta adega da família. Nada disso é novidade, pois há anos este blog da Tribuna da Internet vem denunciando essa apropriação indébita dos pertences do governo. Detalhe: quem pagou a Granero foi o Planalto. (Carlos Newton)
Adriano Magalhães na Tribuna da Internet:
O que pouca gente sabe é que Lula, bon vivant que é, após
deixar a Presidência da República levou consigo um pouquinho da… Presidência da
República. Entre as peças que carregou, há objetos de joalheria de alto valor,
como uma adaga presenteada por Kadafi e um punhal recebido dos Emirados Árabes,
entre diversos outros.
Segundo o blog Reaçonaria, são ao todo mais de 8 mil
presentes que foram transportados em 11 caminhões. O Ministério Público Federal
tem poderes para requisitar junto à seguradora o inventário de todos os objetos
transportados.
Para fazer a mudança foram necessários 11 caminhões para
transportar um acervo de 1.403.417 itens levados dos Palácios, sendo que um
caminhão era climatizado para levar a adega da presidência. A mudança, claro,
foi toda paga com dinheiro público.
Entre os objetos, Lula levou para casa duas bicicletas e
duas esteiras ergométricas da presidência (que devolvidas posteriormente), a
cama do Palácio do Alvorada, uma peça de cristal com o primeiro artigo da
Constituição Americana dada por Obama, um conjunto de taças de prata dado pela rainha
Elizabeth, uma coleção de jóias dadas pela família Real dos Emirados Árabes, 9
mil livros e obras de arte diversas. Confira alguns itens, divulgados pelo blog
Reaçonaria.org:
Estadão, via Tribuna da Internet:
O Ministério Público Federal requereu à empresa Granero
Transportes documentos sobre a mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva e de sua família do Palácio da Alvorada para São Paulo ao deixar o
governo, no fim de seu segundo mandato. O objetivo é confirmar se a empresa
levou parte dos objetos pessoais do petista para um sítio em Atibaia (SP). Esse
seria mais um indício de que a propriedade pertence ao ex-presidente, embora
esteja em nome de empresários amigos de sua família e sócios de um de seus
filhos.
A primeira informação sobre o envio da carga para Atibaia
foi publicada pelo Estado em 2011. Um prestador de serviços da transportadora,
ouvido pelo jornal nos últimos dias, confirmou que o refúgio no interior
paulista foi um dos destinos.
O sítio é investigado na Operação Lava Jato por suspeita de
que as empreiteiras OAS e Odebrecht pagaram por reformas no local, o que seria
uma compensação por contratos obtidos em órgãos públicos. Há indícios, segundo
os investigadores, de que o ex-presidente ocultou patrimônio.
Fotógrafo que trabalhou para a Granero em 2011, registrando
imagens da mudança, Orípedes Antônio Ribeiro afirmou, em duas entrevistas, que
alguns caminhões levaram objetos do Alvorada para Atibaia. Ele explicou que fez
imagens da chegada dos caminhões apenas em São Bernardo do Campo (SP), onde o
ex-presidente mantém um apartamento, mas que um dos dirigentes da empresa lhe
relatou, na ocasião, que outros veículos foram para o sítio no interior
paulista. “Não fiz o sítio, mas sabia que para lá foram presentes que ele
(Lula) ganhava de outros governos. Obra de arte era em Atibaia, vinho caro.”
Orípedes afirma que, na época, perguntou para um dos
responsáveis pela empresa para onde iriam os 11 caminhões. “Estava na época com
o Emerson (Granero, diretor executivo da transportadora) fazendo as fotos (em
São Bernardo). Perguntei e me disseram que tinha ido para Atibaia”,
acrescentou.
A Granero foi contratada para fazer a mudança pelo governo.
O Estado questiona a transportadora há oito dias sobre os locais da entrega. A
empresa alega que os dados estão em seu arquivo morto e que os entregará ao
Ministério Público.
O Instituto Lula não respondeu a questionamentos sobre a
mudança. O ex-presidente já confirmou que frequenta o sítio em dias de
descanso. Uma parte da área está registrada em nome de Fernando Bittar e a
outra, de Jonas Suassuna. Ambos são sócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho
do petista. As duas frações, contíguas, não são divididas por cerca ou muro.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Pra não dizer que não falei das flores... Só não vale me chamar de olavete
“Se existisse um único educador nas altas esferas federais,
ele estaria lutando pela volta à antiga divisão tripartite do ensino em
primário, ginasial e colegial, o primeiro transmitindo habilidades elementares
com pouco conteúdo informativo, o segundo a cultura geral e o terceiro a preparação
para as atividades especializadas de ciência, tecnologia e erudição.” Olavo de
Carvalho
Não sou só porrada em cima do Olavo. Quando ele esquece um
pouco sua atual campanha de autovitimização, às vezes ainda dá umas dentro.
"Mein Kampf"
A editora da edição alemã de Mein Kampf recebeu quase quatro
vezes mais encomendas da obra do que o número de livros publicados. O livro
regressou às livrarias alemãs na sexta-feira pela primeira vez desde 1945.
A ministra alemã da educação voltou a defender o estudo de
Mein Kampf na escolaridade obrigatória alemã.
“Trata-se de um importante instrumento de educação política.
Os liceus são o lugar indicado para que, com a ajuda dos professores, seja
divulgada esta edição comentada de um livro sobre o qual existem muitos mitos”,
argumentou Johanna Wanke.
Já no Brasil, o juiz Alberto Salomão Junior, da 33ª Vara
Criminal da Capital, proibiu a comercialização, exposição e divulgação do livro
no Rio de Janeiro sob pena de multa de R$ 5 mil, atendendo à ação cautelar ajuizada
pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.
Aliás, segundo O Globo de hoje, quem proibiu foi a Justiça,
o que eu discordo. Dizer que a decisão nada salomônica do juiz Alberto Salomão foi
justa é debochar da nossa cara. Sim eu sei que ele agiu em nome da Justiça como
instituição, mas O Globo, como sempre, imbuído dos ideais politicamente corretos,
resolveu amplificar a coisa.
Gostei da resposta de Luiz Fernando Emediato, editor do “Minha
Luta”, a uma autora que se sentiu indignada pela obra ter sido publicada por
ele.
Luiz Fernando Emediato: Hitler, Fernando Pessoa e os
conselhos de uma amiga
Uma autora de minha editora, a Geração Editorial toma
coragem e me dá conselhos. Para ela é uma decisão errada publicar “Minha luta”
- mesmo que seja uma edição crítica. Impressionante como um reles livro pode
provocar tanta polêmica. Um livro tão “perigoso” quanto a Biblia, o Alcorão, O
capital, o Livro Vermelho de Mao, os livros de Che Guevara - cada qual com sua
maior ou menor qualidade literária. Tive, em respeito a ela, que responder.
Carinhosamente, assim:
“Agradeço seu carinho e preocupação, mas tenho opinião
diferente. Pensei muito e discuti muito antes de tomarmos a decisão.
O racismo e o anti-semitismo precederam Hitler. A diferença
entre ele e outros é que ele chegou ao Poder, colocou as ideias em prática,
avançou mais do que devia, perdeu o controle, foi derrotado e pagou esta
derrota com a vida.
Fernando Pessoa era tão racista quanto Hitler. Escreveu
coisas horríveis e preconceituosas contra as populações dos trópicos - que
segundo ele não sabem pensar por causa do calor -e contra os pretos - que para
ele não eram “gente” e podiam ser escravizados.
Hitler queria ser pintor - teve o azar de ser militar,
chanceler e genocida.
Fernando Pessoa conseguiu ser poeta. Se tivesse sido militar
seria um assassino.
Cada qual com seu destino. Você com o seu, eu com o meu. E
cada um paga, por suas decisões, o devido preço. Estou pronto.”
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
A bicha que não gosta de homem
Por Jean Wyllys
(...) Os aplausos efusivos a Dilma vindos da maioria
engoliram a fracassada tentativa da oposição de direita (PSDB, DEM e PPS) de
iniciar uma vaia contra a presidenta. Mas a oposição de direita não desistiu e
quando Dilma mencionou a CPMF iniciou sua vaia, novamente abafada. Esta oposição mal disfarça sua misoginia,
machismo e falta de educação em relação a Dilma.
Nenhum presidente (todos homens até a chegada de Dilma) foi
tratado assim em sessão de abertura, mesmo o mais impopular deles. Logo, o
motivo dessa tentativa de “avacalhar” a liturgia, antes sempre respeitada, não
são os erros de Dilma, mas o fato de ela ser mulher. Nenhum dos machos da oposição de direita ensaiou vaias a Cunha,
formalmente denunciado por crime de corrupção e lavagem de dinheiro. Se estes
deputados pusessem uma melancia na cabeça, eles chamariam mais atenção do que
da maneira que estão pretendendo.
Dá vergonha de ver esses homens de terno preto e cabelos
brancos se comportando como alunos do fundão do Ensino Fundamental. Vergonha!
Aonde é que já se viu machão misógino? E, pelo que me
consta, quem vaia mulher é o viado mesmo, aquele que tem aversão ao contato
sexual com mulheres - definição de misógino -, como Wyllys, que não sabe nem o
que diz e nem sabe quem detesta mais, se homens ou se mulheres
Quem deveria ter vergonha é Jean Wyllys, mas não tem um
pingo. Até porque para assumir publicamente que gosta de rola tem que ser muito
sem-vergonha!
A Frase do Ano, até agora (a do Lula foi piada)
“Lula é a imagem do Brasil que deu certo e a mídia é a
imagem do Brasil que deu errado.”
Emir Sader
Sader andava sumido. Pensei até que tinha desistido de ser idiota...
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
A “opinião” da esquerda brasileira é financiada pelos grandes capitalistas
Felippe Hermes
Permitir a todo cidadão comum americano viver a noite foi
motivo para fazer de John D. Rockefeller o homem mais abonado de seu tempo e um
dos mais ricos da história. Seu produto revolucionário, o querosene, fez com
que todo lar americano pudesse ter acesso a um espaço do dia antes muitas vezes
restrito a uma pequena elite, capaz de pagar pelo óleo de baleia ou pelas velas
comuns. A marca de Rockefeller entretanto vai muito além dessa empreitada. Sua
guerra pessoal com Andrew Carnegie em torno da filantropia é uma herança
americana presente ainda nos dias atuais.
Nenhum país do mundo realiza tantas doações como os
americanos. São US$ 358 bilhões apenas em 2014 (cerca de 15% do PIB brasileiro
doado para a caridade). A exemplo de Rockefeller, criar uma fundação e legar
seu nome às mais variadas obras tornou-se uma obsessão de quase todo bilionário
americano. Prédios de universidades quase sempre carregam o nome de ex-alunos
ricos – alguns foram até mesmo construídos por meio de doações, como a
Universidade de Chicago, criada por Rockefeller.
Para além de prédios e bibliotecas (como as 3 mil
bibliotecas construídas por Andrew Carnegie), os bilionários americanos
empenham-se em questões de cunho social e engajamento político. Dentre as mais
de 1,52 milhão de entidades de caridade americanas, algumas merecem destaque
exatamente pelo ativismo a que se propõem. Dentre elas, a Fundação Ford, criada
em 1936 pelo bilionário Henry Ford, a Open Society, do bilionário George Soros,
e a própria Fundação Rockefeller, cujos interesses hoje vão bem além da
educação.
Com patrimônio bilionário, tais fundações não poupam
recursos em defender suas agendas. Enquanto a Fundação Ford doa US$ 560 milhões
anuais, a Fundação Open Society prevê doar US$ 960 milhões em 2016. Tantos
recursos acabam parando também no Brasil e na América Latina, onde a Fundação
Ford doa em média US$ 25 milhões anuais, contra US$ 37 milhões da fundação de
Soros. Abaixo, algumas das causas beneficiadas por tais fundações – e que, não
sem motivo, ajudam a formar a opinião da esquerda tupiniquim.
1. CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
Maior das centrais sindicais brasileiras, a CUT (Central
Única dos Trabalhadores) é responsável por representar cerca de 1 em cada 3
trabalhadores filiados a sindicatos no país.
Seus 7,5 milhões de filiados fazem da CUT a maior entidade recebedora do
imposto sindical no país. A despeito de fazer campanha contra o imposto (que
obriga cada trabalhador com carteira assinada no país a repassar 1 dia de
trabalho aos sindicatos), a entidade recebe aproximadamente R$ 51 milhões
anuais, ou 1,6% do valor arrecadado com o imposto (de R$ 3,2 bilhões/ano). Os
demais são distribuídos entre os 15,8 mil sindicatos brasileiros.
O imposto sindical obrigatório, no entanto, uma
exclusividade brasileira não existente em nenhum outro país do mundo, não é a
única forma de sustento da entidade presidida por Vagner Freitas (conhecido por
sugerir em discurso no Palácio do Planalto que se preciso fosse, pegaria em
armas para defender o governo Dilma – e claro, por seu cargo como conselheiro
no BNDES, um trabalho cujo rendimento por participação em algumas poucas
reuniões mensais pode remunerar até R$ 21 mil seu ocupante). A CUT complementa
seu orçamento ainda com participação em ganhos de associados nas negociações
sindicais e doações de fundações e organizações internacionais.
Firmado em 2014, o acordo entre a CUT e a Fundação Ford
rendeu à entidade aproximadamente $150 mil (ou R$ 350 mil com o câmbio da
época). Com contratos como este, além dos demais acordos com BNDES e Petrobras,
a organização se destaca também na elaboração de premiações, como o Prêmio CUT:
Democracia e Liberdade Sempre, que em 2011 laureou o ex-presidente Lula como o
título de “personalidade de destaque na luta por Democracia e Liberdade” (na
mesma edição, o MST ganhou como “instituição de destaque na luta por Democracia
e Liberdade”).
2. INTERVOZES
Com slogans como ‘democratizar a mídia’, grupos de esquerda
e políticos brasileiros insistem há algum tempo em impor um debate sobre o
papel da mídia e o peso da regulação do Estado no setor. A exemplo do que fez a
Argentina, tais movimentos lutam por uma limitação de grupos de mídia que torne
a imprensa mais fragmentada, e consequentemente mais suscetível ao achacamento
dos governos. Com participação do debate do Marco Civil da Internet às
campanhas de Banda Larga Popular, grupos como o Intervozes se apresentam como
os principais centros de produção de ideias para o debate da mídia no país.
O peso excessivo do capital no viés da informação é o alvo
preferido neste debate. Se por um lado, a imprensa brasileira sofre de uma
crise que se prolonga há anos, forçada a reinventar seu modelo de negócios para
manter-se de pé e evitar demissões em massa de jornalistas, grupos como o
Intervozes em nada são afetados por estes dessabores do mercado. E a razão para
isso é fácil de explicar: seu financiamento é assegurado por organizações
internacionais.
Para a Fundação Ford, financiar ideias de regulação da mídia
em países emergentes é uma ideia relativamente antiga. A própria Intervozes
consta na lista de doações da entidade há pelo menos 9 anos, com uma doação de
US$ 160,7 mil em 2006 (a organização americana está no rodapé da página do
movimento como “financiamento institucional”). De lá para cá foram US$ 2
milhões, ou quase R$ 15 milhões, quando considerada a inflação brasileira, para
pautar o debate de mídia no Brasil.
Algumas das ideias defendidas pelo Intervozes são possíveis
de conferir aqui, em seu blog na Carta Capital.
3. AGÊNCIA PÚBLICA
O empreendedorismo no setor de mídia tem ganhado força nos
últimos anos, sob o manto da independência e da não participação de grandes
grupos de mídia. Sites como a Agência Pública ganharam destaque ao produzir
reportagens-denúncia a respeito dos mais diversos temas. Aos mais esquecidos, a
agência é responsável pela matéria “A nova roupa da direita”, que trata exatamente do financiamento americano a
grupos da “Nova direita” no Brasil e na América Latina.
Em tom de denúncia, o site, que é mantido por organizações
como a Open Society (do bilionário húngaro-americano George Soros) e a Fundação
Ford – demonstra como organizações brasileiras estariam recebendo financiamento
americano para defender suas ideias. Uma doação de US$ 25 mil à rede americana
Students For Liberty feita pelos bilionários Charles & David Koch
(controladores da Koch Industries, ambos entre os 10 mais ricos do mundo,
segundo a Bloomberg), torna-se prova cabal de que a sua filial brasileira, a
rede Estudantes Pela Liberdade, faria parte do chamado ‘Kochtopus’ (a rede de entidades
que recebe doações dos irmãos Koch). Como já defendeu a revista Carta Capital,
os irmãos teriam supostamente doado estes valores à organização americana para
que fosse feita no Brasil a defesa de ideias como a privatização da Petrobras
(uma vez que ambos possuem empresas em oleodutos e petroquímica).
Além dos US$ 500 mil recebidos da Fundação Ford desde sua
criação, e de valores desconhecidos da Open Society, de Soros, a Pública, como
é conhecida, conta ainda com extensas campanhas de financiamento coletivo para
bancar seu modelo de negócio sem fins lucrativos. Em determinada campanha, por
exemplo, a agência arrecada verbas para bancar bolsas de estudo para
jornalistas (com remunerações que chegam a R$5 mil mensais). Contando com o
blogueiro do Grupo UOL/Folha, Leonardo Sakamoto, em seu conselho editorial, a
Pública presta ainda alguns serviços de produção de conteúdo para organizações
como a ClimateWorks (fundação americana voltada para o meio ambiente), que já
doou cerca de US$ 200 mil (ou R$800 mil em valores atualizados) desde 2012,
quando iniciou a parceria. O foco, segundo a ClimateWork, é garantir a
cobertura independente de políticas públicas na Amazônia.
4. CUNHÃ – COLETIVO FEMINISTA
Organizador dos atos contra o impeachment na Paraíba e da
Marcha das Margaridas (o evento financiado pelo BNDES e Petrobras que leva
anualmente milhares de mulheres a Brasília por meio de coletivos feministas,
CUT e MST), o coletivo Cunhã tem por objetivo defender direitos reprodutivos,
enfrentar a violência doméstica, garantir trabalho, autonomia e maior
participação política das mulheres. Dentre os principais financiadores da
organização, encontra-se a Brazil Foundation, organização com sede nos Estados
Unidos que atua buscando doações para projetos no Brasil. Dentre os doadores da
Brazil Foundation, destaca-se o ex-presidente do Banco Central e assessor do
candidato Aécio Neves, Armínio Fraga, além do banco de investimentos Goldman
Sachs e da Vanguard Capital, gestora de ativos norte-americana.
Financiar o movimento feminista é uma tradição de longa data
da Fundação Ford. Além do coletivo Cunhã, que recebeu US$ 450 mil, a
organização Themis (US$ 360 mil), SOS Corpo (US$ 750 mil) ou a organização
“Católicos Pelo Direito de Decidir” (US$ 200 mil) também estão na lista de
doações da entidade. No geral, para financiadores do coletivo Cunhã, como a
Fundação McArthur, a International Women’s Health Coalition e a própria
Fundação Ford, tais financiamentos possuem como ideia central apoiar projetos
de planejamento familiar e organizações favoráveis a direitos como o aborto.
Para organizações como o coletivo Cunhã, entretanto, tais fontes de financiamento
servem também ao interesse político-partidário.
5. VIVA RIO E SOU DA
PAZ
O referendo do desarmamento completou em 2015 seus 10 anos.
A despeito da vitória do NÃO, com 63,94% dos votos, as duas principais
organizações por trás da defesa do desarmanento mantém sua atuação e contam com
verbas cada vez maiores.
Com receitas de R$ 450 milhões em 2014 (sendo R$ 440 milhões
em contratos de prestação de serviço na área de saúde), a ONG Viva Rio ainda
mantém uma forte atuação como defensora do desarmanento, posição também mantida
e ampliada pela ONG Sou da Paz – cuja receita, apesar de mais modestas (R$ 15,2
milhões em 2014), também financia majoritariamente campanhas pelo desarmamento
(a fundação Sou da Paz foi fundada como uma campanha pró-desarmamento em 1997).
A Viva Rio, mais antiga, de 1993, possui dentre seus fundadores José Roberto
Marinho, além de ter João Roberto Marinho em conselho (ambos herdeiros do Grupo
Globo, que consta na lista de apoios da fundação).
Dentre os financiadores, porém, as organizações
internacionais ganham destaque, junto de instituições financeiras como Credit
Suisse e Santander. A Open Society, de George Soros, consta como apoiadora da
Sou da Paz (sem valores declarados), além da fundação holandesa Bernard Van Leer,
que contribuiu com 57 mil euros em 2014. A Fundação Ford, por exemplo, doou
mais de US$ 600 mil para o Instituto Sou da Paz. Uma das doações, realizada em
2005, fez com que o Tribunal Superior Eleitoral proibisse o instituto de
participar da campanha do referendo do desarmamento (segundo a lei brasileira,
organizações com financiamento estrangeiro não podem participar de campanhas
políticas). Por parte da ONG Viva Rio os nomes se repetem, além de consulados
de países como França e Suécia, organizações não-governamentais europeias, da
Polícia Militar do Rio de Janeiro, das Organizações Globo, a ONG é também
beneficiária de doações por parte das Fundações Ford e da Open Society, de
Soros.
O Instituto Sou da Paz é também o realizador de uma pesquisa
a respeito de doações da indústria armamentista a políticos brasileiros.
Segundo a denúncia, cerca de 21 parlamentares eleitos, que comporiam a bancada
da bala, receberam R$ 2 milhões em doações nas eleições de 2014. O valor, de
forma irônica, é aproximadamente 10% do orçamento do próprio instituto.
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