sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Honrar a palavra é com o Fernando Morais!

Vejam só a firmeza de caráter desse senhor:


Ou seja: a palavra dele tem prazo de validade de 24 horas! E além de tudo é dissimulado: fez dele as palavras de outro vermelhinho.


Até o Google já sabe! Digitem lá: “o maior ladrão do Brasil”

E vão ver isso!


O enigma da Grand Pretrekinha

Fala sério! Que porra é essa que veio como comentário?

Raul Gonzalés19 de fevereiro de 2016 03:19

“Obrigado aos amigos que fizeram o testemunho da grande servo do diabo Kinha.É graças a eles que também se comunicou com o grande servo de di diabo que mudou a minha vida. Fiz os rituais e todos os passos e 3 dias depois de ter recebido uma quantia de 100.000 euros na minha conta para o pagamento de minhas dívidas. e este não é o final que têm e os que eles me vai enviar duas semanas depois de 200.000 euros para a compra do meu carro, da minha casa ao meu villas e outros. e este não é o final que vou ter no final de cada mês um salário de 30.000 euros.O fundo do meu coração eu também vêm a este testemunho. em seguida, você que quer fazer o pacto. Agora é necessário entrar em contato com o grande servo do diabo, neste endereço : grandpretrekinha@gmail.com”

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sardenberg “concorda” com Fernando Morais: “Lula não usa celular”

Carlos Alberto Sardenberg: Lula não usa celular

Até dá para entender. Com tanto grampo e com tanta quebra de sigilo, é realmente prudente que uma pessoa muito visada evite ter um celular normal, com nome e número conhecidos por todo mundo. Sem contar o risco de ter vazada uma conversa particular, tem o problema do assédio. Mas, especulemos: se um dos donos do Sítio Santa Bárbara, de Atibaia, quiser saber se está tudo bem quando Lula estiver lá num fim de semana, como faz?

Ou ainda, se um dos advogados precisar checar uma informação urgente relativa às diversas investigações em andamento?

Poderiam ligar, já que a Oi instalou uma antena de celular bem ali na entrada do sítio.

Mas não vai dar. O Instituto Lula informa que o ex-presidente não usa celular. E como essa informação foi dada quando jornais perguntaram se o ex-presidente tinha algo a dizer sobre a tal antena da Oi, deve-se entender que a negativa tem sentido amplo. Algo assim: ninguém ligado ao ex-presidente usa celular, nem ele, nem sua família, nem seus assessores, nem ninguém que esteja trabalhando para ele. Isso quer dizer que não usam também essas coisas de internet vinculadas ao celular, como WhatsApp e mesmo e-mails.

Quer se comunicar? Tem que ir pessoalmente.

Vai daí, imaginem a situação da Oi ou de alguém por lá. Pois alguém da empresa deu ordens para que a operadora instalasse uma antena ao lado do sítio. Reparem: só a Oi colocou antena ali. Gastou dinheiro com isso: aluguel do terreno, compra de equipamentos, colocação da torre, salários de funcionários e vigias.

— E tudo isso pra quê, idiota(s)? Não sabia(m) que Lula não usa celular?

Poderia ter ocorrido em algum escritório da Oi, não poderia? O(s) cara(s) tentaria(m) se defender:

— Como a gente ia adivinhar?

— Você(s) não era(m) amigos dele? — insistiriam.

Tudo considerado, se a Oi quis fazer um favorzinho ao ex-presidente, gastou dinheiro por nada, tal é a história. Parece absurda?

Pois tem mais. Uma dúvida aqui: o Instituto Lula quis dizer que o ex-presidente, no sentido amplo, não usa celular só quando vai a Atibaia ou em nenhum lugar, nem no apartamento em São Bernardo, nem no escritório do instituto? Que não usa celular da Oi ou de nenhuma operadora?

Seria realmente uma situação inédita: um ex-presidente, da importância de Lula, incomunicável, de Atibaia ao mundo.

Parece ridículo, não é mesmo?

E é mesmo?

Então, por que estamos falando disso? Porque revela um padrão de comportamento político que é uma combinação de falta de respeito e incompetência.

Reparem: o sítio está lá; foi reformado para a família Lula; as melhorias incluem a antena da Oi; a operadora tem sociedade com um dos filhos de Lula; tem no seu controle acionário a OAS, cujos funcionários andaram lá pelo sítio; a OAS está na Lava-Jato; a antena praticamente só dá sinal para o sítio; o ex-presidente foi lá mais de cem vezes, com familiares e seguranças.

E daí?

Vem o Instituto Lula e diz que o ex-presidente não usa celular.

Como podem ter pensado e, pior, divulgado uma coisa tão falsa e tão ridícula?

Capaz de ser coisa de advogado à antiga, daquele tempo que se derrubava qualquer coisa nos tribunais com qualquer filigrana, por mais ridícula que fosse. Tipo assim: Lula não usa celular, não tem aparelhos registrados em seu nome, logo não pode ser considerado beneficiário do favor da antena.

Os seguranças usam celular? Os familiares?

Não interessa, não é do ex-presidente.

Só falta dizer que Lula nem sabia que o pessoal usava celular.

Encontra-se esse tipo de coisa em todas as investigações da Lava-Jato ou ligadas a ela. Manobras para atrasar os processos, tentativas de desclassificar as acusações (lembram-se do mensalão? “Caixa dois não é crime”) e tentativas de excluir o acusado “que não sabia de nada, nem assinou nada”.

Em boa hora, em momento crucial, Joaquim Barbosa trouxe a teoria do domínio do fato. Aplica-se aqui de novo: Lula podia não usar o celular, mas sabia quem usava e para quê.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Polícia de Sampa em estado de alerta


Extravagâncias noticiadas na lista de compras do Ministério da Defesa são perfumarias perto dos verdadeiros roubos

Anda rolando por aí uma notícia sobre a lista de compras do Ministério da Defesa mostrando algumas extravagâncias:

“O governo de Dilma está fazendo sua parte no ajuste fiscal? Para se ter uma ideia da administração do dinheiro público, o Ministério da Defesa abriu licitação para comprar peixes e frutos mar. A pasta comandada por Aldo Rebelo pretende gastar mais de R$ 650 mil. A lista de compras: 840 quilos de camarão rosa tamanho grande, 700 quilos de bacalhau do porto, 4,5 toneladas de filé de salmão, 120 quilos de polvos grandes e inteiros, 100 quilos de carne pura de siri, 120 quilos de anéis de lula, 120 quilos de mexilhão...”

A notícia vem de Débora Bergamasco, da Isto É. Apesar disso, eu não posso garantir se o troço é verdadeiro. Mas há como descobrir, só que dá um trabalho danado em função da falta de maiores dados. Quem tiver mais paciência que eu é só procurar em http://www.portaltransparencia.gov.br/ que acaba achando.

Acontece que o absurdo não se resume no exotismo dos alimentos e nem tampouco na sua quantidade. Se fosse assim era mole demais. O problema principal não é novidade para ninguém: superfaturamento.

Fui lá no tal “Portal Transparência” do governo, selecionei “Ministério da Defesa”, o intervalo entre os últimos 31 dias. “Material de Consumo”, “Departamento de Administracao Interna”, cliquei e apareceram 25 itens. Selecionei um, aleatoriamente e veio isso:

Como se vê, foram 779 quilos de POSTAS de surubim pagos à razão de R$ 32,97 por quilo, quando o quilo do FILÉ do mesmo peixe, no varejo - também selecionado aleatoriamente - sai a R$ 29,90. E notem bem: isso é apenas uma parte ínfima do que se compra para alimentar apenas os servidores civis, empregados e militares do Ministério da Defesa no Distrito Federal.

Por curiosidade, um outro item indica que foram comprados simplesmente 3.369 quilos de agrião, 2.131 de acelga, 1.698 de alface americana, 4.516 de alface crespa, 1.500 de couve e 1.150 de rúcula, entre outras verduras em um total de 22.771 quilos de verduras. Alguém tem ideia do que sejam 22.771 quilos de folhas, fora 2.800 quilos de mandioca e 500 de rabanete?

Pois é, e isso são as despesas na sede do Ministério da Defesa. Nem Exército, nem Marinha e nem Aeronáutica têm nada a ver com a história, a não ser pelos militares cedidos para servir no órgão em Brasília.

Aí eu pergunto: essa porra de braziu do PT tem jeito?


Catarata não é cascata

Tô meio cegueta. Acabei de sair de uma “operação” - se é que pode ser chamada assim uma aplicação de laser - para retirar uma catarata reincidente. Durou uns cinco minutos, mas a sensação é horrível - é muita luz!

E eu que não sabia que catarata pode ser reincidente, mas, segundo o médico, acontece em 40% dos casos.

A propósito, uma senhora entrou com um processo contra uma clínica, queixando-se que depois que operaram seu marido ele perdeu o interesse sexual por ela.

A resposta-defesa da clínica foi a seguinte:

“Minha senhora:

Seu marido foi operado de catarata em nossa clínica. O fato narrado por Vossa Senhoria confirma o sucesso total da operação.”

Não é o meu caso.

Para quem tem estômago, aí vai, de brinde, o vídeo da minha primeira operação de catarata:


“A senhora de um trilhão” chama-se Dilma Rousseff

Paulo Rabello de Castro no Estadão

Despertam curiosidade popular as listas de bilionários. Gente que se deu bem, pelos muitos milhões que amealhou no caminho da vida, quer por talento excepcional no esporte, nas artes, nos negócios, nas ciências (aqui, raramente), ou por pura esperteza e, no limite, por banditismo em nível corporativo, como são exemplos “El Chapo” e seu mestre, Pablo Escobar. Santos ou pecadores, são indivíduos fazedores, com grande poder de realização e liderança. O ponto comum entre todos é a enorme capacidade de criar e acumular ativos. São “realizadores”, para o bem ou para o mal.

Pouco se ouve falar, contudo, de outra lista, semelhante à primeira, só que com sinal trocado. Em vez de serem acumuladores de ativos, há também os acumuladores de passivos – referência aos indivíduos produtores de guerras, de moléstias ou, simplesmente, detonadores de riqueza, aqueles capazes de agir só para erodir, derrubar, solapar e deletar a riqueza e a capacidade de crescer de uma empresa, comunidade ou país. Alguns desses seres especiais têm custado caro à humanidade inteira. Outros, ao seu próprio país.

Em recente artigo, Monica de Bolle levantou a pergunta incômoda, mas necessária: quanto nos custou Dilma? E deu números ao debate: “… o Brasil perdeu R$ 300 bilhões de renda e de riqueza nos últimos quatro anos…”. Economistas podem fazer essa conta de “prejuízo bruto” de várias maneiras, todas válidas. Monica optou por olhar pelo lado da poupança, parcialmente destruída no período Dilma Rousseff. A poupança de famílias e empresas teria recuado – como ocorreu de fato – do patamar de 20% para 15% de um produto interno bruto (PIB) anual de cerca de R$ 6 trilhões. Perdemos, assim, cinco pontos porcentuais do PIB. Daí a conta de uma dilapidação de riqueza da ordem de 5% de R$ 6 trilhões, igual a R$ 300 bilhões. Será mesmo?

Estou disposto a colocar Dilma no Livro Guinness dos Recordes. Acho que Monica fez cálculo conservador da contribuição da nossa presidente para a destruição da riqueza nacional. Dilma seria a senhora de um trilhão de reais! Negativos, é verdade, mas ninguém pode ameaçar-lhe o troféu. E por que um trilhão?

Pensem no quanto o Brasil teria crescido, a mais, se Dilma não tivesse feito nada (grande contribuição já seria!). A poupança referida por Monica ficaria nos 20% desde 2011, acarretando correspondentes investimentos, palavra-chave sem a qual não criamos riqueza nova alguma. Com 20% do PIB aplicado em investimentos (quem se lembra do PAC?) o país teria exibido um crescimento mais próximo do seu potencial, com ou sem a tal “crise mundial”.

O “potencial” do PIB é conceito usado pelos economistas para calcular quanto um país é capaz de fazer, ano a ano. No Brasil, tal potencial já foi de 7% ao ano (que saudade!); caiu para 5% no fim dos anos 70, depois para 3% nas décadas perdidas de 80 e 90; ameaçou pequena melhora para 3,5% com o milagreiro Lula e, finalmente, recuou para 2,5% na era Dilma. Se ela nada houvesse feito para atrapalhar, ainda assim o país do juro alto e da carga tributária de manicômio poderia ter crescido uns 2,5% ao ano.

Dilma conseguiu, no entanto, perpetrar um estrago sobre o qual falarão para sempre nossos livros de História. Estimando as perdas de PIB, ano a ano, desde que Dilma se aboletou na cadeira presidencial, e supondo que a ela seja concedido completar a façanha, teremos esbanjado uns 15% do PIB ao longo do octênio dilmista, que, em valores de hoje, correspondem à estonteante marca de um trilhão de reais!

Mas tem gente querendo impedir Dilma de atingir seu recorde. Quanta maldade!

Outra maneira de garantir o recorde é pelo método da acumulação de passivos. É aquela roubada coletiva que ocorre quando metem a mão grande no nosso bolso enquanto cantamos marchinhas carnavalescas sem ira nem birra. É preciso, às vezes, um rio inteiro de lama – no sentido literal – para despertar o raquítico instinto de interesse coletivo do nosso povo. Acumulação de prejuízos, entretanto, não figura no Direito brasileiro como responsabilidade direta de um mau gestor público. A imputação se atém a atos administrativos, como apontados no “Relatório Nardes” sobre as pedaladas de R$ 40 bilhões, que Dilma se apressou a “pagar”.

Mas pagar o quê, se a perda de riqueza permaneceu, como bem mostrou Monica?

A omissão do dever de bem administrar gerou acumulação de passivos também pelo lado financeiro, pelos juros anormais que o Brasil vem pagando, e que pagará, pelo despautério da gestão dilmista – outro modo de se chegar ao mesmo trilhão de reais.

Foi o governo que nos avisou, na semana passada, quanto custou o encargo de rolar a dívida pública de R$ 3,9 trilhões: a bagatela de R$ 502 bilhões, apenas em 2015, entre juros e prejuízos de câmbio, os famigerados swaps inventados para segurar o câmbio antes do pleito de 2014. Este ano, mesmo com o Banco Central mantendo a taxa Selic onde está, a absurda conta do juro deve se repetir. Então, pelo lado do custo financeiro, Dilma também é a senhora de um trilhão de reais.

Os encargos dantescos elevaram a dívida pública de 51% do PIB, em 2011, para 66% ao final do ano passado. Bingo! São 15 pontos porcentuais do PIB acrescidos ao nosso passivo financeiro, portanto, mais um trilhão de reais acumulado à dívida dos brasileiros, pedágio ruinoso que todos pagamos para o mercado continuar “confiando” nas autoridades econômicas.

Um trilhão, essa é a conta. Juros a mais, PIB a menos, empregos eliminados, capital evaporado, confiança desfeita, futuro destroçado. Para tal crime, espantosamente, não parece haver remédio legal em nosso Direito positivo. Por isso a década “esbanjada” será concluída com êxito! Ninguém, afinal, conseguirá roubar essa Olimpíada de Dilma.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Uma portaria que gera a porcaria

Isso é o retrato falado feito por um arigó qualquer durante o Carnaval porque, na Bahia, uma portaria publicada no dia 26 de novembro do ano passado alterou o regime de trabalho para administrativo, restrito de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h.

Ah, sim, segundo o delegado Antônio Carlos Magalhães, titular da 12ª Delegacia (Itapuã), para onde o desenho foi encaminhado, o retrato falado foi feito para apurar uma ocorrência de roubo, "o suspeito ainda não foi preso".

Se o delegado for se basear nesse retrato, metade de Salvador vai ser presa. Ou não...

Depois do “mais mérdicos”, jornalistas cubanos vêm dar “aulas” no Brasil. Tão de sacanagem!

Políbio Braga

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul ocupou o principal espaço do seu site para anunciar que firmará acordo com o Instituto Internacional de Periodismo José Marti, da Unión de Periodistas e Escritores de Cuba (Upec), para que profissionais brasileiros participem dos cursos ministrados pelo Instituto com condições especiais.

A parceria também prevê a vinda de cubanos para o Rio Grande do Sul, onde ministrarão cursos e palestras.  Um contrato de interesse já foi assinado em janeiro, com a representante da Associação Cultural José Marti no Rio Grande do Sul, Vania Barbosa, e seu presidente, Ricardo Haesbaert.

Ou seja, o Sindicato gaúcho quer criar uma espécie de programa “Mais Jornalistas”, atraindo jornalistas cubanos para o RS. Cuba é uma ditadura comunista dinástica familiar opressora, onde não existe liberdade de imprensa e nem de opinião. Além disto, o jornalismo cubano é um dos mais atrasados do mundo, submetido a censura e opinião única há 50 anos.

Sem palavras.


O Hava Nagila do judeu doido

O que será que está havendo com meus amigos judeus? Piraram? Convidar um antissemita escancarado como Jean Wyllys para palestrar no Midrash só pode ser piada!
Além de tudo o nonsense é tanto que o evento é patrocinado, entre outros, pela Companhia Brasileira de Cartuchos e pela Taurus, e Wyllys também é um ferrenho defensor do desarmamento!

Segundo Fernando Morais, Lula não usa celular

“nunca leio o jornal “valor”. nenhuma objeção de natureza política ou ideológica. não leio como não leria a “gazeta esportiva”, ou um jornal de golfe. mas hoje dei com um exemplar desse influente diário paulistano, no qual aparece uma reportagem i-na-cre-di-tá-vel. tendo como fonte uma abstração chamada “moradores”, o repórter (candidato ao pulitzer, imagino) diz que uma antena de celulares da “oi”, instalada nas imediações do “sítio usado por lula”, em atibaia, configura um privilégio.
a reportagem (que poderia ser chamada de “recortagem”, ou “reporcagem”) mereceu meia página do jornal. se o autor (ou seu editor) tivesse tido a pachorra de perguntar aos personagens, a matéria teria ido para a gaveta. sim, porque:
1 - lula não usa celular.
2 - nenhum de seus familiares é usuário da “oi”.
assim sendo, me pergunto. onde, cazzo, está o “privilégio”?
deve ser o tal de níu júrnalism.”
Segundo Morais a localização da antena que não privilegia Lula.
Isso é uma postagem do eterno papagaio de pirata do Lula, Fernando Morais, no Face. Para quem se diz escritor - e de fato o é, até prova em contrário -, ele deveria ter mais cuidado com a maneira que escreve no seu Facebook. Essa moda de ignorar maiúsculas adotada pela maioria dos vermelhinhos que se dizem intelectuais confunde a leitura e presta um desfavor a alguns analfabetos funcionais - os últimos remanescentes da turma que acredita nessa raça de safados do PT - que certamente se apressarão em imitá-los, até porque a ausência de maiúsculas deve ter um certo cunho ideológico socialista, a igualdade para as letras. Interessante que eles sempre se nivelam por baixo...

Mas não é bem esse o foco da coisa, e sim a tal antena da Oi próxima à posse rural do apedeuta. Então vamos lá.

De acordo com reportagem do jornal “Valor”, a operadora Oi instalou uma torre a menos de 150 metros do sítio do cara em setembro de 2011, nove meses depois de Lula transferir o patrimônio da Presidência da República para o novo cafofo rural; o equipamento não está no ponto mais alto da região e não segue o traçado das rodovias que dão acesso a Atibaia, diferentemente das outras 18 torres que a Oi mantém na cidade; Oi e Telemar são a lesma lerda e, como todos se lembram, comprou, em 2005, por R$ 5 milhões, 30% da Gamecorp, de Fábio Luiz da Silva, o filho “ronaldinho” do posseiro, que de monitor de jardim zoológico, em dois anos virou sócio do BNDES, um banco público, e da Andrade Gutierrez, uma das investigadas na Operação Lava Jato, que compõe o bloco que controla a Oi-Telemar; a Andrade Gutierrez foi também a maior financiadora do PT em 2006, doando R$ 6,4 milhões para o partido - dinheiro usado sobretudo para financiar a reeleição do Brahma, além de outras campanhas petistas; Marília Andrade, filha de um dos donos da Andrade Gutierrez, abrigou Lurian, filha de Lula, em Paris e ainda pagou uma cirurgia plástica da moça.

E Fernando Morais ainda tem o desplante de argumentar que “lula não usa celular” e que “nenhum de seus familiares é usuário da oi”, como se isso fosse verossímil ou suficiente para negar que a tal antena não foi instalada exclusivamente para beneficiar a gangue familiar do califa de Caetés.
Segundo Morais, este é Lula "não usando" um celular

Esses calhordas são tão patéticos que comprometem até mesmo o pouco talento que têm. No caso de Fernando, “Olga”, “Chatô” e “Corações Sujos”, de sua autoria, são obras relevantes que estão se perdendo em detrimento de tanta palhaçada e contorcionismo dedicados a recuperar o irrecuperável: a imagem de Lula.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Barcelona, um show!

Estava eu vendo pela TV o que aqui chamam de jogo de futebol, entre Vasco e Flamengo, quando resolvi dar uma volta nos canais para ver se não estavam passando algo menos ruim - um jogo de golfe, por exemplo - e dei de cara, na Fox, com o jogo Barcelona e Celta, ao vivo, e é claro que fiquei por lá.
O primeiro tempo foi chocho, a ponto de eu quase desistir de ver TV e, por puro masoquismo, ler um livro do Paulo Coelho.
Ainda bem que a ideia do autoflagelo não vingou nos meus miolos, porque os últimos quinze minutos de jogo foram absolutamente imperdíveis, com Messi, Neymar e Suarez simplesmente magníficos, dando um show digno dos Harlem Globetrotters, sem combinar com o adversário.
Adversário? E tinha?... Vejam só o que deu para mostrar (atentem para o pênalti batido por Messi):

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Congresso tem 28.762 funcionários, o dobro da Polícia Federal

O Tempo, via Tribuna da Internet

Com uma carga tributária alta e serviços públicos de má qualidade na maioria das vezes, o cidadão tem motivos para fazer a pergunta: para onde vai o dinheiro que entregamos ao governo para cuidar de nossa sociedade? Entre as muitas explicações para tantos custos, há sempre espaço para se discutir o tamanho da máquina pública. No Congresso, que, segundo pesquisa Ibope divulgada no último ano, possui a confiança de apenas 17% da população, o número de funcionários impressiona. Levantamento de O Tempo feito junto a contratos de terceirizados e listas de pessoal da Câmara e do Senado mostra que são 28.762 pessoas trabalhando no complexo que inclui as duas Casas e os prédios onde ficam os apartamentos funcionais de deputados e senadores.

O contingente de funcionários do Congresso é maior que o número de habitantes de 79% dos municípios brasileiros. Dados sobre a população residente em 2013 mostram que, das 5.570 cidades que existiam no país naquele ano, 4.407 possuíam menos de 28,76 mil habitantes. Só 1.163 municípios tinham mais pessoas morando do que o quadro de funcionários do Parlamento no âmbito federal.

Em um momento em que o governo destaca a valorização das esferas de investigação no país, salta aos olhos que o quadro de funcionários do Congresso represente o dobro do efetivo total da Polícia Federal, que é de pouco mais de 14 mil servidores, e é responsável por operações de combate a desvios de recursos da União, como a Lava Jato e a Zelotes, e ao tráfico de drogas, além da emissão de passaportes e vigilância em fronteiras, portos e aeroportos. O número também suplanta o efetivo das polícias militares de 22 dos 27 Estados brasileiros e do Distrito Federal.

Com um efetivo menor que o da Câmara, funcionários da Polícia Federal divulgaram um manifesto pelo fortalecimento da corporação e pela criação do Fundo Nacional de Combate à Corrupção.

A maioria dos funcionários da Câmara dos Deputados e do Senado não prestou concurso para atuar no Legislativo. A maior parte desse contingente trabalha na Câmara. Em dezembro de 2015, eram 3.196 cargos de servidores efetivos (concursados) ocupados, além de 1.580 atuando em cargos de natureza especial (que dispensa concurso público) e 10.785 no secretariado parlamentar (também comissionados, atuando no assessoramento de nossos deputados). Desses últimos, 10.411 não possuem qualquer vínculo em caráter efetivo com o serviço público, ou seja, não prestaram concurso.

Soma-se ao contingente de funcionários os 3.103 terceirizados e, claro, os 513 deputados eleitos a cada ano, totalizando 19.177 pessoas em serviço. Não estão inclusas na conta as 1.638 funções comissionadas, já que elas são ocupadas por servidores efetivos da Casa que recebem gratificação a mais por função.

No Senado, por sua vez, trabalham 9.585 pessoas, incluindo os 81 senadores, 2.753 servidores efetivos, outros 3.436 comissionados, 2.777 terceirizados e mais 449 estagiários e 89 menores aprendizes. Também não foi incluído na conta o conjunto de 427 funções comissionadas, que inflam os salários dos servidores efetivos.

Além do número de trabalhadores impressionar, os altos salários de grande parte dos funcionários do Congresso contribuem com um relevante peso nas despesas pagas pelo contribuinte brasileiro. Na Câmara, por exemplo, todos os 3.196 cargos efetivos ocupados estão concentrados nos níveis superior (analistas legislativos) e intermediário (técnicos legislativos). Há subníveis que geram diferenças salariais, mas 1.444 servidores estão no nível superior especial, cuja remuneração mensal passa de R$ 26 mil. Outros 365 analistas legislativos têm remunerações variando entre R$ 21,68 mil e R$ 24,49 mil.

Os demais 1.387 efetivos da Câmara são do nível intermediário. Mas os salários também são expressivos. No caso de 981 técnicos, a remuneração é de cerca de R$ 20,2 mil. O restante recebe vencimentos entre R$ 15,1 mil e R$ 18,1 mil.

Detalhe: o Congresso não possui servidores efetivos no nível básico, pois terceiriza essa atividade. Câmara e Senado, juntas, as duas Casas possuem, por exemplo, mais de 500 copeiros e copeiras. A Câmara tem 214 copeiras, 48 garçons, sendo sete só para o gabinete da Presidência e para a residência oficial, dois encarregados, um auxiliar encarregado, duas arrumadeiras, um chefe de cozinha e mais dois auxiliares de cozinha. Tudo isso custa R$ 11,97 milhões por ano.

Tem 66 ascensoristas trabalhando com os 21 elevadores, ao custo de R$ 3,13 milhões por ano. Na área de limpeza, são 220 pessoas só na Câmara, a um custo de R$ 9,75 milhões por ano. Em outro contrato, o de porteiros dos prédios onde ficam os apartamentos funcionais, há, entre outras, a exigência de que os vidros da portaria sejam lavados todos os dias.

Como eu disse, meninos, trabalhar para quê? O governo quer que vocês sejam bandidos!

Impedidos pelo Ministério Público do Trabalho de atuarem como boleiros, adolescentes torcem por fim de impasse em audiência marcada para o dia 31 de março!

Ora, senhora procuradora Dulce Martini Torzecki, Vossa Excelência não ocupa esse posto apenas para aplicar as leis ao pé da letra - para isso um computador o faria melhor -, mas sim para interpretá-las, usando o bom senso, se é que tem algum.

O estrago que V. Exa. já fez ao impedir esses meninos de trabalhar e, pior, de sonharem com um futuro, talvez seja irreversível - posto que vários já se bandearam para o “outro lado” - e só tende a aumentar, já que os 26 meninos da última turma de boleiros do Caiçaras vão ter que esperar até o dia 31 de março para que uma audiência com o MPT regularize a situação. Ou não.

Pobre Brasil...

Jovens carentes sonham em voltar às quadras de tênis
O Globo

Dentro das quadras, enquanto correm de um lado para o outro atrás de bolinhas amarelas, muitos jovens começam a se interessar pelo tênis. De tanto observarem jogadores mais experientes, acabam aprendendo os movimentos e, em pouco tempo, já se arriscam a manejar a raquete. Não é raro encontrar tenistas de origem humilde que começaram a carreira como boleiros e se tornaram estrelas do esporte. Foi assim com Yannick Noah, último francês a vencer Roland Garros, na década de 1980, e com Teliana Pereira, brasileira mais bem colocada no ranking mundial atualmente (ela está na 44ª posição). No Rio, as chances que um grupo de meninos de comunidades carentes que atuavam como boleiros no Clube dos Caiçaras, na Lagoa, tinham de melhorar de vida foram por água abaixo. Tudo porque o Ministério Público do Trabalho (MPT) enxergou na atividade uma prática de trabalho infantil. A suspensão, que ocorreu em agosto passado, veio à tona na quinta-feira, na coluna de Ancelmo Gois no GLOBO, e provocou polêmica.

Os adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos, costumavam levar para casa, para ajudar a família, em média, R$ 900 mensais. Moradores, em sua maioria, do Vidigal, da Rocinha e da Cruzada São Sebastião, os 26 meninos da última turma de boleiros esperam agora que uma audiência com o MPT, no dia 31 de março, regularize a situação.

— O fim do programa foi muito ruim para a gente. Não posso ficar dependendo da minha mãe. Quero ganhar meu dinheiro. Pretendo terminar o ensino médio e fazer faculdade de educação física para continuar no tênis como professor — disse João Paulo Medeiros, de 16 anos.

O jovem, que vive no Vidigal, deu sorte. Logo após sair do Caiçaras, foi convidado para ser boleiro de uma quadra na Lagoa. Mas nem todos os outros meninos tiveram a mesma oportunidade. Pelo menos dois adolescente que saíram do clube no ano passado se envolveram com o tráfico de drogas, de acordo com funcionários e ex-colegas.

— Agora, muitos deles ficam de bobeira na comunidade. O clube é um bom ambiente. Infelizmente, conheço alguns que foram para a boca de fumo. Já vi vários apanhando da polícia por usar drogas. Um foi levado para o Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) por estar armado — lamentou o professor de tênis Josué Martins, que trabalha há 20 anos no Caiçaras.

Morador do Vidigal, Josué foi boleiro do clube em 1996 e hoje trabalha como batedor, lançando as bolas para os tenistas. Com a ajuda dos sócios, conseguiu pagar a faculdade de educação física, concluída no ano passado.

— O clube mudou minha vida. Conhecendo os sócios, consegui cursar uma faculdade. Fizeram uma vaquinha e, todo mês, me ajudavam a pagar — contou.

Vice-comodora de tênis do Caiçaras, Irene Werneck destaca que, dos nove professores do esporte que trabalham no clube, oito foram boleiros. Ela diz que outros seis ex-boleiros exercem atividades administrativas:

— Nosso trabalho era de formação. No clube, eles tinham todo o suporte. Recebiam material escolar. Se precisassem, também conseguíamos tratamento oftalmológico, por exemplo. Oferecíamos ainda palestras, cinema e teatro. Os sócios davam apoio.

Responsável pelo processo contra o Caiçaras, a procuradora Dulce Martini Torzecki afirma que a Constituição proíbe o trabalho de adolescentes com menos de 16 anos, a não ser que eles estejam na condição de aprendizes. Nesse caso, é possível que jovens a partir dos 14 anos tenham uma atividade remunerada, desde que façam também um curso prático e teórico. Segundo ela, é possível que os boleiros se tornem jovens aprendizes.

— Este ano, com as Olimpíadas, estamos fazendo uma ampliação de cursos de aprendizagem na área de esporte. O aprendiz tem direitos mais garantidos. Uma situação sem vínculo, recebendo um salário flexível, como acontecia no clube, é algo mais delicado. Em março, vamos botar todos os pingos nos “is”, buscar soluções. Não queremos acabar com o projeto, é só uma questão de adequação — afirma a procuradora.

Irene Werneck garante que está aberta para debater o tema e tentar retomar o mais rapidamente possível o programa de boleiros.

— É muito triste ver um trabalho de mais de 50 anos acabar dessa forma. Tentamos, junto ao advogado do clube, resolver a questão, mas não encontramos respaldo na legislação — conta a vice-comodora.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Mais um dos absurdos de Oscar Niemeyer (que, ainda bem, não saiu do papel)

Dando uma olhada em um site sobre a história de Petrópolis, dei de cara com esse absurdo. Imaginem se isso sai do papel...

Um detalhe que para muitos pesquisadores seria improcedente de haver existido. Mas o mesmo foi real, o de um projeto de autoria de Oscar Niemeyer, produzido a pedido de Rolla, para um prédio-condomínio, que comportaria 5.700 apartamentos (em 1950). O famoso "Condomínio Mauá", que seria construído ladeando o Quitandinha Palace.


O mesmo projeto chegou a ter unidades vendidas por seu construtor, Joaquim Rolla, porém o empreendimento não se realizou em Petrópolis, e foi construído em menor escala no formato de Condomínio, o Edifício JK, em Belo Horizonte, também um projeto de Niemeyer.


O Mega projeto não seria adequado às condições ambientais da região, e na época em que foi projetado, o Quitandinha perdera sua magnitude, sendo então o condomínio mais um dos empreendimentos imobiliários de especulação na região serrana na era de seu pseudo-modernismo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Amiguinhos de Rodrigo Mezzomo são canalhas, e ele ainda agradece

Vejam só o que o amiguinho de Mezzomo postou originalmente, que eu já comentei aqui:


O problema é que, há poucos minutos, no Facebook do Rodrigo, constava o seguinte:


Ou seja, o sujeitinho asqueroso, encagaçado, retirou "mundo da lua" e o "estude um pouquinho mais", mas ainda me fez críticas, que foram endossadas pelo bobo alegre:


Pois é. Como eu não sou o trouxa que esperavam que eu fosse, mandei:


Gentinha da pior qualidade.

O governo manda: vão assaltar, crianças, porque trabalhar não pode!

Sou testemunha disso. Faz décadas que o Caiçaras adotava esse esquema.

As abobrinhas das vedetes da crônica política

A coisa está ficando preta. Quando a gente descobre que as pessoas que a gente julgava sérias não passam de mais dos mesmos é porque deve estar na hora de desistir de tudo, até da nossa pouca esperança em viver em um país decente.

Infelizmente sou obrigado a concordar com Enio Mainardi, o pai menos famoso (mas não menos cáustico) do Diogo idem, quando ele diz no texto publicado no Blog do Giulio Sanmartini que “nós nos acomodamos, nos amesquinhamos ao mal. Somos um povo basicamente medíocre. Vamos, que nem vermes, comendo as carcaças podres que nos são deixadas – por não ter assumido a iniciativa de abater a caça antes, por não nos ter arriscado ao enfrentamento do perigo. Abutres fazem assim. Sempre voejando de longe, para depois disputar os restos de carne que foram deixados por quem caçou o animal. É assim que me sinto, com vergonha de mim mesmo por ter falhado em identificar a tempo o perigo mortal do nazi-petismo-comunista, que hoje nos esfrega na cara nossa condição de cordeiros com sininho no pescoço.”, com uma ligeira diferença: eu não falhei “em identificar a tempo o perigo mortal do nazi-petismo-comunista”. Nunca, jamais, em tempo algum tive a menor dúvida que essa gente não passa de um bando de marginais.

Minha pinimba de hoje foi com Rodrigo Mezzomo, em quem cheguei a votar para deputado federal em 2014. Com esse sim, senti vergonha, até por ter recomendado a terceiros que votassem nele. Ainda bem que não foi eleito, senão a vergonha ia ser maior e mais grave.

Com o tempo fui descobrindo que Rodrigo - candidato à prefeitura do Rio à procura de um partido - é vazio, incipiente, irrelevante, chegado ao “Ctrl+Copysmo” irresponsável a ponto de publicar hoaxes em sua página do Facebook. Ora, um sujeito que se arvora em ser alguma coisa séria na política não pode se dar à displicência de publicar textos sem a devida comprovação de veracidade.

Seguindo a linha da sua irrelevância, ele mandou ontem lá no Facebook:

E VOCÊ ACHANDO QUE NADA PODE PIORAR....sabe nada, inocente!

O senador do Partido Democrata Bernie Sanders, autointitulado "socialista democrático", vence Hillary Clinton nas primárias de New Hampshire.

Sanders diz que resultado indica que EUA desejam 'mudança real'. Em outras palavras, o socialismo ao estilo Psol avança nos EUA.

Eu, que já andava com os gorgomilos entupidos do blablablá sem sentido do rapaz, resolvi me manifestar e deu nisso:

Ricardo Froes: Será que a prefeitura do Rio de Janeiro, que precisa tanto de um prefeito de verdade, é menos importante para os cariocas que a vitória de um candidato a candidato à presidência dos EUA em New Hampshire? Isso é abobrinha da pior qualidade! Que se danem os Sanders e os Trumps da vida, até porque nenhum presidente dos Estados Unidos até hoje conseguiu ser presidente de fato - ainda bem! - já que a democracia por lá é levada a sério e cobrada pelo povo. Infelizmente os nossos políticos têm o péssimo hábito de “pensar grande”, preocupando-se com assuntos que não lhes dizem o mínimo respeito em vez de antes arrumar a casa. Baixar a bola não custa nada. É até mais simples.

Rodrigo Mezzomo: Comentários sobre as prévias do Partido Democrata lhe fazem aflorar o espírito de censor, querendo decidir o que pode ou não ser dito. Mandando outras pessoas “baixarem a bola”. Que interessante! Muito democrático de sua parte!

Ricardo Froes: Eu não quis decidir e nem censurar nada, apenas critiquei. Você é livre para publicar as abobrinhas que quiser, até hoaxes, como fez recentemente. O espaço é seu. Quem não quer ser criticado, como você, ficar calado talvez seja a melhor solução.

Rodrigo Mezzomo: Santa ignorância

Ricardo Froes: Sapiência é a sua, a das abobrinhas, não é mesmo? Aliás, eu devo ser ignorante mesmo, tanto que votei em você, mas felizmente não precisei me arrepender por lhe ver dizendo abobrinhas na Câmara Federal. Continue assim, imaturo e superficial, que o seu futuro político vai ser igual ao seu passado: nenhum.

Jose Mourao: Ricardo, com todo o respeito, mas tudo o que acontece nos EUA influencia aqui, quer voce queira ou nao. Isso so mostra que voce vive no Mundo da Lua! Os EUA nao sao umas republiquetas quaisquer como Cuba, Bolivia e Venezuela... Pense nisso.... Estude um pouquinho mais e depois volte aqui para debater....

Ricardo Froes: Mourão, pense bem sobre quem está no mundo da lua entre nós dois: você, preocupadíssimo com o candidato a candidato que venceu em New Hampshire, um estadozinho de 1,3 milhões de habitantes, sem problemas de segurança, transporte ou saúde, lá longe, nos EUA, ou eu, que quero ver soluções para a cidade do Rio de Janeiro - lugar que vivo desde que nasci - com seus 6,5 milhões de habitantes que sofrem com problemas em todas as áreas? Às vezes não adianta nada “estudar”, principalmente quando não se sabe para que serve o estudo.

Sei não, pode até ser exagero de dose com Mezzomo, mas de tanto ver vedetes como Olavo, Reinaldo, Constantino e outros querendo ver quem tem a bunda maior para mostrar, em vez de serem, no mínimo, sérios, a verdade é que eu perdi a esperança e a paciência.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Das delícias de Ipanema...


Nove e meia da matina em Ipanema, em frente à Montenegro, um ladrão que havia roubado um celular no calçadão é pego por um rapaz e depois devidamente “escovado” pelo Chico, um barraqueiro. Acabaram soltando o cara depois de recuperarem o celular, não sei se por medo dos “amiguinhos” deles, que chegaram aos montes, ou por preguiça de esperar a polícia.

Detalhe: filmar de perto e me afastar das minhas coisas, fora de cogitação.

Polícia? Nem pensar!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Marijuana, míster?...

Estava eu ontem, sossegado na praia, tomando minha cervejinha, e um ambulante se aproxima:

- Cerveja? Beer?

Sacudi a cabeça indicando que não, sem dar muita importância. E ele insiste:

- Água? Water?

De novo, sacudi a cabeça. E ele:

- Marijuana?

- Tá maluco, cara?

Foi aí que o rapaz se tocou que tinha abordado um gringo fake e saiu batido, rapidinho.

Fala sério! Será que além de pinta de gringo eu tenho cara de maconheiro?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Brasil doará US$ 1,3 milhão a fundo da ONU para refugiados - Vão doar dinheiro da puta que os pariu!

Do G1
Além da doação de US$ 1,3 milhão, o governo brasileiro informou que também decidiu levar à região 4,5 mil toneladas de arroz (que somam US$ 1,8 milhão).

Nem que fosse um dólar! Vão doar dinheiro da puta que os pariu, seus canalhas! Esse dinheiro é do povo do Brasil, onde morre mais gente assassinada do que em todas as guerras do mundo de hoje somadas!

Vão fazer vaquinha entre a sua quadrilha, como fizeram para pagar a multa do Dirceu! Aí, vocês podem dar até para a puta que os pariu citada acima!

Salafrários! Ladrões! Genocidas!

Figurinhas fáceis que deixaram o Brasil difícil

Algumas figurinhas fáceis que deixaram o Brasil difícil fazendo apologia ao crime ao declarar publicamente seus votos em Dilma.

Eu só gostaria de saber quais entre eles ainda não se beneficiaram da Lei Rouanet. Provavelmente nenhum.

Alceu Valença
Alcione
Angela Vieira
Antonio Grassi
Antonio Pitanga
Beth Carvalho
Betti Gofman
Camila Pitanga
Chico Buarque
Chico Cesar
Chico Diaz
Dira Paes
Elza Soares
Emicida
Henri Castelli
Herson Capri
Ivan Lins
Ivone Lara
John Neshling
José Celso
José de Abreu
Laerte
Leci Brandão
Luis Fernando Verissimo
Marieta Severo
Nação Zumbi (todos)
Nicete Bruno
Osmar Prado
Otto
Sergio Loroza
Sergio Mamberti
Silvia Buarque
Xico Sá
Zeca Baleiro
Zelia Duncan
Zezé Motta
Ziraldo


Lula, o saqueador de palácios - Pequena mostra do produto do seu roubo

Quando a Justiça autorizar uma busca e apreensão no sítio de Atibaia, vai ser uma festa. Serão catalogadas as milhares de garrafas de bebida, as obras de arte e os presentes que pertencem à Presidência da República e a família surrupiou, descaradamente. Encher onze caminhões da Granero não é brincadeira, não. Um deles, climatizado, trouxe a modesta adega da família. Nada disso é novidade, pois há anos este blog da Tribuna da Internet vem denunciando essa apropriação indébita dos pertences do governo. Detalhe: quem pagou a Granero foi o Planalto. (Carlos Newton)

Adriano Magalhães na Tribuna da Internet:

O que pouca gente sabe é que Lula, bon vivant que é, após deixar a Presidência da República levou consigo um pouquinho da… Presidência da República. Entre as peças que carregou, há objetos de joalheria de alto valor, como uma adaga presenteada por Kadafi e um punhal recebido dos Emirados Árabes, entre diversos outros.

Segundo o blog Reaçonaria, são ao todo mais de 8 mil presentes que foram transportados em 11 caminhões. O Ministério Público Federal tem poderes para requisitar junto à seguradora o inventário de todos os objetos transportados.

Para fazer a mudança foram necessários 11 caminhões para transportar um acervo de 1.403.417 itens levados dos Palácios, sendo que um caminhão era climatizado para levar a adega da presidência. A mudança, claro, foi toda paga com dinheiro público.

Entre os objetos, Lula levou para casa duas bicicletas e duas esteiras ergométricas da presidência (que devolvidas posteriormente), a cama do Palácio do Alvorada, uma peça de cristal com o primeiro artigo da Constituição Americana dada por Obama, um conjunto de taças de prata dado pela rainha Elizabeth, uma coleção de jóias dadas pela família Real dos Emirados Árabes, 9 mil livros e obras de arte diversas. Confira alguns itens, divulgados pelo blog Reaçonaria.org:







Estadão, via Tribuna da Internet:

O Ministério Público Federal requereu à empresa Granero Transportes documentos sobre a mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua família do Palácio da Alvorada para São Paulo ao deixar o governo, no fim de seu segundo mandato. O objetivo é confirmar se a empresa levou parte dos objetos pessoais do petista para um sítio em Atibaia (SP). Esse seria mais um indício de que a propriedade pertence ao ex-presidente, embora esteja em nome de empresários amigos de sua família e sócios de um de seus filhos.

A primeira informação sobre o envio da carga para Atibaia foi publicada pelo Estado em 2011. Um prestador de serviços da transportadora, ouvido pelo jornal nos últimos dias, confirmou que o refúgio no interior paulista foi um dos destinos.

O sítio é investigado na Operação Lava Jato por suspeita de que as empreiteiras OAS e Odebrecht pagaram por reformas no local, o que seria uma compensação por contratos obtidos em órgãos públicos. Há indícios, segundo os investigadores, de que o ex-presidente ocultou patrimônio.

Fotógrafo que trabalhou para a Granero em 2011, registrando imagens da mudança, Orípedes Antônio Ribeiro afirmou, em duas entrevistas, que alguns caminhões levaram objetos do Alvorada para Atibaia. Ele explicou que fez imagens da chegada dos caminhões apenas em São Bernardo do Campo (SP), onde o ex-presidente mantém um apartamento, mas que um dos dirigentes da empresa lhe relatou, na ocasião, que outros veículos foram para o sítio no interior paulista. “Não fiz o sítio, mas sabia que para lá foram presentes que ele (Lula) ganhava de outros governos. Obra de arte era em Atibaia, vinho caro.”

Orípedes afirma que, na época, perguntou para um dos responsáveis pela empresa para onde iriam os 11 caminhões. “Estava na época com o Emerson (Granero, diretor executivo da transportadora) fazendo as fotos (em São Bernardo). Perguntei e me disseram que tinha ido para Atibaia”, acrescentou.

A Granero foi contratada para fazer a mudança pelo governo. O Estado questiona a transportadora há oito dias sobre os locais da entrega. A empresa alega que os dados estão em seu arquivo morto e que os entregará ao Ministério Público.

O Instituto Lula não respondeu a questionamentos sobre a mudança. O ex-presidente já confirmou que frequenta o sítio em dias de descanso. Uma parte da área está registrada em nome de Fernando Bittar e a outra, de Jonas Suassuna. Ambos são sócios de Fábio Luís Lula da Silva, filho do petista. As duas frações, contíguas, não são divididas por cerca ou muro.


“Dimenor”(???)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pra não dizer que não falei das flores... Só não vale me chamar de olavete

“Se existisse um único educador nas altas esferas federais, ele estaria lutando pela volta à antiga divisão tripartite do ensino em primário, ginasial e colegial, o primeiro transmitindo habilidades elementares com pouco conteúdo informativo, o segundo a cultura geral e o terceiro a preparação para as atividades especializadas de ciência, tecnologia e erudição.” Olavo de Carvalho

Não sou só porrada em cima do Olavo. Quando ele esquece um pouco sua atual campanha de autovitimização, às vezes ainda dá umas dentro.

"Mein Kampf"

A editora da edição alemã de Mein Kampf recebeu quase quatro vezes mais encomendas da obra do que o número de livros publicados. O livro regressou às livrarias alemãs na sexta-feira pela primeira vez desde 1945.

A ministra alemã da educação voltou a defender o estudo de Mein Kampf na escolaridade obrigatória alemã.

“Trata-se de um importante instrumento de educação política. Os liceus são o lugar indicado para que, com a ajuda dos professores, seja divulgada esta edição comentada de um livro sobre o qual existem muitos mitos”, argumentou Johanna Wanke.

Já no Brasil, o juiz Alberto Salomão Junior, da 33ª Vara Criminal da Capital, proibiu a comercialização, exposição e divulgação do livro no Rio de Janeiro sob pena de multa de R$ 5 mil, atendendo à ação cautelar ajuizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Aliás, segundo O Globo de hoje, quem proibiu foi a Justiça, o que eu discordo. Dizer que a decisão nada salomônica do juiz Alberto Salomão foi justa é debochar da nossa cara. Sim eu sei que ele agiu em nome da Justiça como instituição, mas O Globo, como sempre, imbuído dos ideais politicamente corretos, resolveu amplificar a coisa.

Gostei da resposta de Luiz Fernando Emediato, editor do “Minha Luta”, a uma autora que se sentiu indignada pela obra ter sido publicada por ele.

Luiz Fernando Emediato: Hitler, Fernando Pessoa e os conselhos de uma amiga

Uma autora de minha editora, a Geração Editorial toma coragem e me dá conselhos. Para ela é uma decisão errada publicar “Minha luta” - mesmo que seja uma edição crítica. Impressionante como um reles livro pode provocar tanta polêmica. Um livro tão “perigoso” quanto a Biblia, o Alcorão, O capital, o Livro Vermelho de Mao, os livros de Che Guevara - cada qual com sua maior ou menor qualidade literária. Tive, em respeito a ela, que responder. Carinhosamente, assim:

“Agradeço seu carinho e preocupação, mas tenho opinião diferente. Pensei muito e discuti muito antes de tomarmos a decisão.

O racismo e o anti-semitismo precederam Hitler. A diferença entre ele e outros é que ele chegou ao Poder, colocou as ideias em prática, avançou mais do que devia, perdeu o controle, foi derrotado e pagou esta derrota com a vida.

Fernando Pessoa era tão racista quanto Hitler. Escreveu coisas horríveis e preconceituosas contra as populações dos trópicos - que segundo ele não sabem pensar por causa do calor -e contra os pretos - que para ele não eram “gente” e podiam ser escravizados.

Hitler queria ser pintor - teve o azar de ser militar, chanceler e genocida.

Fernando Pessoa conseguiu ser poeta. Se tivesse sido militar seria um assassino.

Cada qual com seu destino. Você com o seu, eu com o meu. E cada um paga, por suas decisões, o devido preço. Estou pronto.”


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A bicha que não gosta de homem

Por Jean Wyllys

(...) Os aplausos efusivos a Dilma vindos da maioria engoliram a fracassada tentativa da oposição de direita (PSDB, DEM e PPS) de iniciar uma vaia contra a presidenta. Mas a oposição de direita não desistiu e quando Dilma mencionou a CPMF iniciou sua vaia, novamente abafada. Esta oposição mal disfarça sua misoginia, machismo e falta de educação em relação a Dilma.

Nenhum presidente (todos homens até a chegada de Dilma) foi tratado assim em sessão de abertura, mesmo o mais impopular deles. Logo, o motivo dessa tentativa de “avacalhar” a liturgia, antes sempre respeitada, não são os erros de Dilma, mas o fato de ela ser mulher. Nenhum dos machos da oposição de direita ensaiou vaias a Cunha, formalmente denunciado por crime de corrupção e lavagem de dinheiro. Se estes deputados pusessem uma melancia na cabeça, eles chamariam mais atenção do que da maneira que estão pretendendo.

Dá vergonha de ver esses homens de terno preto e cabelos brancos se comportando como alunos do fundão do Ensino Fundamental. Vergonha!

Aonde é que já se viu machão misógino? E, pelo que me consta, quem vaia mulher é o viado mesmo, aquele que tem aversão ao contato sexual com mulheres - definição de misógino -, como Wyllys, que não sabe nem o que diz e nem sabe quem detesta mais, se homens ou se mulheres

Quem deveria ter vergonha é Jean Wyllys, mas não tem um pingo. Até porque para assumir publicamente que gosta de rola tem que ser muito sem-vergonha!

A Frase do Ano, até agora (a do Lula foi piada)

“Lula é a imagem do Brasil que deu certo e a mídia é a imagem do Brasil que deu errado.”
Emir Sader

Sader andava sumido. Pensei até que tinha desistido de ser idiota...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Dirceu, o Debochado, e suas debochetes


Agora vejam o que as debochetes do Zé têm a declarar:


Fala sério! Só pode ser deboche!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A “opinião” da esquerda brasileira é financiada pelos grandes capitalistas

Felippe Hermes

Permitir a todo cidadão comum americano viver a noite foi motivo para fazer de John D. Rockefeller o homem mais abonado de seu tempo e um dos mais ricos da história. Seu produto revolucionário, o querosene, fez com que todo lar americano pudesse ter acesso a um espaço do dia antes muitas vezes restrito a uma pequena elite, capaz de pagar pelo óleo de baleia ou pelas velas comuns. A marca de Rockefeller entretanto vai muito além dessa empreitada. Sua guerra pessoal com Andrew Carnegie em torno da filantropia é uma herança americana presente ainda nos dias atuais.

Nenhum país do mundo realiza tantas doações como os americanos. São US$ 358 bilhões apenas em 2014 (cerca de 15% do PIB brasileiro doado para a caridade). A exemplo de Rockefeller, criar uma fundação e legar seu nome às mais variadas obras tornou-se uma obsessão de quase todo bilionário americano. Prédios de universidades quase sempre carregam o nome de ex-alunos ricos – alguns foram até mesmo construídos por meio de doações, como a Universidade de Chicago, criada por Rockefeller.

Para além de prédios e bibliotecas (como as 3 mil bibliotecas construídas por Andrew Carnegie), os bilionários americanos empenham-se em questões de cunho social e engajamento político. Dentre as mais de 1,52 milhão de entidades de caridade americanas, algumas merecem destaque exatamente pelo ativismo a que se propõem. Dentre elas, a Fundação Ford, criada em 1936 pelo bilionário Henry Ford, a Open Society, do bilionário George Soros, e a própria Fundação Rockefeller, cujos interesses hoje vão bem além da educação.

Com patrimônio bilionário, tais fundações não poupam recursos em defender suas agendas. Enquanto a Fundação Ford doa US$ 560 milhões anuais, a Fundação Open Society prevê doar US$ 960 milhões em 2016. Tantos recursos acabam parando também no Brasil e na América Latina, onde a Fundação Ford doa em média US$ 25 milhões anuais, contra US$ 37 milhões da fundação de Soros. Abaixo, algumas das causas beneficiadas por tais fundações – e que, não sem motivo, ajudam a formar a opinião da esquerda tupiniquim.

1. CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
Maior das centrais sindicais brasileiras, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) é responsável por representar cerca de 1 em cada 3 trabalhadores filiados a sindicatos no país.  Seus 7,5 milhões de filiados fazem da CUT a maior entidade recebedora do imposto sindical no país. A despeito de fazer campanha contra o imposto (que obriga cada trabalhador com carteira assinada no país a repassar 1 dia de trabalho aos sindicatos), a entidade recebe aproximadamente R$ 51 milhões anuais, ou 1,6% do valor arrecadado com o imposto (de R$ 3,2 bilhões/ano). Os demais são distribuídos entre os 15,8 mil sindicatos brasileiros.

O imposto sindical obrigatório, no entanto, uma exclusividade brasileira não existente em nenhum outro país do mundo, não é a única forma de sustento da entidade presidida por Vagner Freitas (conhecido por sugerir em discurso no Palácio do Planalto que se preciso fosse, pegaria em armas para defender o governo Dilma – e claro, por seu cargo como conselheiro no BNDES, um trabalho cujo rendimento por participação em algumas poucas reuniões mensais pode remunerar até R$ 21 mil seu ocupante). A CUT complementa seu orçamento ainda com participação em ganhos de associados nas negociações sindicais e doações de fundações e organizações internacionais.

Firmado em 2014, o acordo entre a CUT e a Fundação Ford rendeu à entidade aproximadamente $150 mil (ou R$ 350 mil com o câmbio da época). Com contratos como este, além dos demais acordos com BNDES e Petrobras, a organização se destaca também na elaboração de premiações, como o Prêmio CUT: Democracia e Liberdade Sempre, que em 2011 laureou o ex-presidente Lula como o título de “personalidade de destaque na luta por Democracia e Liberdade” (na mesma edição, o MST ganhou como “instituição de destaque na luta por Democracia e Liberdade”).

2. INTERVOZES
Com slogans como ‘democratizar a mídia’, grupos de esquerda e políticos brasileiros insistem há algum tempo em impor um debate sobre o papel da mídia e o peso da regulação do Estado no setor. A exemplo do que fez a Argentina, tais movimentos lutam por uma limitação de grupos de mídia que torne a imprensa mais fragmentada, e consequentemente mais suscetível ao achacamento dos governos. Com participação do debate do Marco Civil da Internet às campanhas de Banda Larga Popular, grupos como o Intervozes se apresentam como os principais centros de produção de ideias para o debate da mídia no país.

O peso excessivo do capital no viés da informação é o alvo preferido neste debate. Se por um lado, a imprensa brasileira sofre de uma crise que se prolonga há anos, forçada a reinventar seu modelo de negócios para manter-se de pé e evitar demissões em massa de jornalistas, grupos como o Intervozes em nada são afetados por estes dessabores do mercado. E a razão para isso é fácil de explicar: seu financiamento é assegurado por organizações internacionais.

Para a Fundação Ford, financiar ideias de regulação da mídia em países emergentes é uma ideia relativamente antiga. A própria Intervozes consta na lista de doações da entidade há pelo menos 9 anos, com uma doação de US$ 160,7 mil em 2006 (a organização americana está no rodapé da página do movimento como “financiamento institucional”). De lá para cá foram US$ 2 milhões, ou quase R$ 15 milhões, quando considerada a inflação brasileira, para pautar o debate de mídia no Brasil.

Algumas das ideias defendidas pelo Intervozes são possíveis de conferir aqui, em seu blog na Carta Capital.

3. AGÊNCIA PÚBLICA
O empreendedorismo no setor de mídia tem ganhado força nos últimos anos, sob o manto da independência e da não participação de grandes grupos de mídia. Sites como a Agência Pública ganharam destaque ao produzir reportagens-denúncia a respeito dos mais diversos temas. Aos mais esquecidos, a agência é responsável pela matéria “A nova roupa da direita”, que  trata exatamente do financiamento americano a grupos da “Nova direita” no Brasil e na América Latina.

Em tom de denúncia, o site, que é mantido por organizações como a Open Society (do bilionário húngaro-americano George Soros) e a Fundação Ford – demonstra como organizações brasileiras estariam recebendo financiamento americano para defender suas ideias. Uma doação de US$ 25 mil à rede americana Students For Liberty feita pelos bilionários Charles & David Koch (controladores da Koch Industries, ambos entre os 10 mais ricos do mundo, segundo a Bloomberg), torna-se prova cabal de que a sua filial brasileira, a rede Estudantes Pela Liberdade, faria parte do chamado ‘Kochtopus’ (a rede de entidades que recebe doações dos irmãos Koch). Como já defendeu a revista Carta Capital, os irmãos teriam supostamente doado estes valores à organização americana para que fosse feita no Brasil a defesa de ideias como a privatização da Petrobras (uma vez que ambos possuem empresas em oleodutos e petroquímica).

Além dos US$ 500 mil recebidos da Fundação Ford desde sua criação, e de valores desconhecidos da Open Society, de Soros, a Pública, como é conhecida, conta ainda com extensas campanhas de financiamento coletivo para bancar seu modelo de negócio sem fins lucrativos. Em determinada campanha, por exemplo, a agência arrecada verbas para bancar bolsas de estudo para jornalistas (com remunerações que chegam a R$5 mil mensais). Contando com o blogueiro do Grupo UOL/Folha, Leonardo Sakamoto, em seu conselho editorial, a Pública presta ainda alguns serviços de produção de conteúdo para organizações como a ClimateWorks (fundação americana voltada para o meio ambiente), que já doou cerca de US$ 200 mil (ou R$800 mil em valores atualizados) desde 2012, quando iniciou a parceria. O foco, segundo a ClimateWork, é garantir a cobertura independente de políticas públicas na Amazônia.

4. CUNHÃ – COLETIVO FEMINISTA
 Um dos mais conhecidos coletivos feministas brasileiros, o Cunhã, entende sua atuação como algo muito além da própria luta feminista contra projetos de leis considerados ofensivos às mulheres e aos constantes atos de violência de gênero. Sua atuação é também política – especificamente como base de apoio ao governo Dilma.

Organizador dos atos contra o impeachment na Paraíba e da Marcha das Margaridas (o evento financiado pelo BNDES e Petrobras que leva anualmente milhares de mulheres a Brasília por meio de coletivos feministas, CUT e MST), o coletivo Cunhã tem por objetivo defender direitos reprodutivos, enfrentar a violência doméstica, garantir trabalho, autonomia e maior participação política das mulheres. Dentre os principais financiadores da organização, encontra-se a Brazil Foundation, organização com sede nos Estados Unidos que atua buscando doações para projetos no Brasil. Dentre os doadores da Brazil Foundation, destaca-se o ex-presidente do Banco Central e assessor do candidato Aécio Neves, Armínio Fraga, além do banco de investimentos Goldman Sachs e da Vanguard Capital, gestora de ativos norte-americana.

Financiar o movimento feminista é uma tradição de longa data da Fundação Ford. Além do coletivo Cunhã, que recebeu US$ 450 mil, a organização Themis (US$ 360 mil), SOS Corpo (US$ 750 mil) ou a organização “Católicos Pelo Direito de Decidir” (US$ 200 mil) também estão na lista de doações da entidade. No geral, para financiadores do coletivo Cunhã, como a Fundação McArthur, a International Women’s Health Coalition e a própria Fundação Ford, tais financiamentos possuem como ideia central apoiar projetos de planejamento familiar e organizações favoráveis a direitos como o aborto. Para organizações como o coletivo Cunhã, entretanto, tais fontes de financiamento servem também ao interesse político-partidário.

5. VIVA RIO E SOU DA PAZ
O referendo do desarmamento completou em 2015 seus 10 anos. A despeito da vitória do NÃO, com 63,94% dos votos, as duas principais organizações por trás da defesa do desarmanento mantém sua atuação e contam com verbas cada vez maiores.

Com receitas de R$ 450 milhões em 2014 (sendo R$ 440 milhões em contratos de prestação de serviço na área de saúde), a ONG Viva Rio ainda mantém uma forte atuação como defensora do desarmanento, posição também mantida e ampliada pela ONG Sou da Paz – cuja receita, apesar de mais modestas (R$ 15,2 milhões em 2014), também financia majoritariamente campanhas pelo desarmamento (a fundação Sou da Paz foi fundada como uma campanha pró-desarmamento em 1997). A Viva Rio, mais antiga, de 1993, possui dentre seus fundadores José Roberto Marinho, além de ter João Roberto Marinho em conselho (ambos herdeiros do Grupo Globo, que consta na lista de apoios da fundação).

Dentre os financiadores, porém, as organizações internacionais ganham destaque, junto de instituições financeiras como Credit Suisse e Santander. A Open Society, de George Soros, consta como apoiadora da Sou da Paz (sem valores declarados), além da fundação holandesa Bernard Van Leer, que contribuiu com 57 mil euros em 2014. A Fundação Ford, por exemplo, doou mais de US$ 600 mil para o Instituto Sou da Paz. Uma das doações, realizada em 2005, fez com que o Tribunal Superior Eleitoral proibisse o instituto de participar da campanha do referendo do desarmamento (segundo a lei brasileira, organizações com financiamento estrangeiro não podem participar de campanhas políticas). Por parte da ONG Viva Rio os nomes se repetem, além de consulados de países como França e Suécia, organizações não-governamentais europeias, da Polícia Militar do Rio de Janeiro, das Organizações Globo, a ONG é também beneficiária de doações por parte das Fundações Ford e da Open Society, de Soros.

O Instituto Sou da Paz é também o realizador de uma pesquisa a respeito de doações da indústria armamentista a políticos brasileiros. Segundo a denúncia, cerca de 21 parlamentares eleitos, que comporiam a bancada da bala, receberam R$ 2 milhões em doações nas eleições de 2014. O valor, de forma irônica, é aproximadamente 10% do orçamento do próprio instituto.