segunda-feira, 16 de maio de 2016

Um Ministério ou uma filial do Congresso?

BBC

Após assumir a Presidência interinamente na quinta-feira, Michel Temer divulgou a lista de ministros de seu novo governo.

Dos 23 nomes, sete deles (ou 32%) são investigados pela Justiça ou em tribunais de conta ou já foram condenados. Entre os membros da equipe do presidente interino, Henrique Alves, Romero Jucá, Geddel Vieira Lima, Ricardo Barros, José Serra e Gilberto Kassab são suspeitos de crimes como improbidade administrativa.

Leia abaixo um pequeno perfil de quem assume os ministérios.

Fazenda
Um dos primeiros nomes cogitados por Temer, Henrique Meirelles foi presidente do Banco Central desde o começo do governo Lula, em 2003, até 2011, tornando-se o mais longevo no cargo. Sua passagem é lembrada por transparência na comunicação, um ciclo bem sucedido de redução de juros, a inflação controlada e um crescimento contínuo do PIB.
Antes de assumir o BC, Meirelles foi presidente mundial do BankBoston e candidato à deputado federal por Goiás, tendo sido o mais votado no Estado. No entanto, não chegou a ocupar a cadeira porque aceitou a função no Banco Central.
Filiado ao PMDB, antes da indicação, Meirelles estava à frente do banco Original, do grupo JBS. Ele também presidia o Conselho da J&F Investimentos e era membro do Conselho do Lloyd's de Londres e do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas.

Planejamento
Integrante da base de Temer, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) é presidente da sigla e foi líder dos governos FHC, Lula e Dilma no Senado. Foi eleito à Casa em 1994, depois de ser presidente da Funai nos anos 1980. Jucá foi reeleito para outros dois mandatos consecutivos, em 2002, pelo PSDB, e em 2010, já no PMDB. Em 2005, foi nomeado ministro da Previdência Social do governo Lula, mas deixou o cargo depois de quatro meses, acusado de corrupção.
No PMDB, ele fez parte da ala que defendeu o desembarque do partido do governo Dilma. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, como ministro, Jucá planeja levar a mineradora Vale para sua área de influência e participar da escolha do próximo presidente da empresa.
O senador é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita é de recebimento de propina de contratos do setor elétrico disfarçada de doação eleitoral a seu filho, que disputou o cargo de vice-governador de Roraima em 2014. Jucá também é investigado no principal inquérito da Lava Jato no STF, que apura formação de quadrilha no esquema de desvios da Petrobras.

Casa Civil
Aliado próximo do presidente interino, Eliseu Padilha foi ministro da Aviação Civil de Dilma e dos Transportes de FHC. Sua participação no governo petista foi breve. Anunciado como ministro em dezembro de 2014, pediu demissão em dezembro de 2015, um dia antes do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acatar o pedido de impeachment. Padilha alegou “razões pessoais” para justificar sua saída.
No ano passado, Padilha livrou-se de um inquérito por peculato (desvio de recurso por funcionário público) a que respondia no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele era investigado pela contratação de uma funcionária fantasma em seu gabinete na Câmara.
Em 2014, a Primeira Turma do Supremo entendeu que havia um problema na origem da investigação e decidiu arquivá-la.
Padilha, de 70 anos, também foi três vezes deputado federal pelo Rio Grande do Sul.
Nas eleições de 2010, ficou como primeiro suplente e retornou ao cargo em 2013, com a nomeação do deputado Mendes Ribeiro Filho para o Ministério da Agricultura. Permaneceu no cargo até janeiro de 2015. Todos os seus mandatos foram exercidos no PMDB, ao qual é filiado desde 1966.

Secretaria de Governo
Ex-ministro da Integração Nacional de Lula e ex-líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima será o responsável pela articulação política no Congresso. O nome teria sido escolha pessoal de Temer.
Antes do anúncio de Temer, quando era apenas cotado para o ministério, ele fez duras críticas a Dilma, dizendo que ela deveria parar de “se vitimizar”. Na gestão da petista, Lima foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.
Responsável pela articulação política no Congresso, Geddel é visto como distante do Parlamento
Citado na Operação Lava Jato, ele é suspeito de ter usado sua influência para atender a interesses da construtora OAS no banco, junto à Secretaria da Aviação Civil da Presidência e à prefeitura de Salvador.
Hoje, ele é visto como um nome que está distante do Parlamento.

Relações Exteriores
Amigo pessoal de Michel Temer e um dos caciques do PSDB, José Serra defendeu o apoio do partido ao então vice-presidente. Ex-ministro do Planejamento e da Saúde de FHC, o senador já se candidatou duas vezes ao Planalto: em 2002, derrotado por Lula, e 2010, derrotado por Dilma.
Foi também governador de São Paulo e prefeito da capital paulista.
Há pouco dias, o Supremo Tribunal Federal recebeu da Justiça de São Paulo um pedido de investigação de três ex-prefeitos suspeitos de improbidade administrativa, e um deles é Serra - os outros são Marta Suplicy (PT-SP) e o ex-ministro e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Além disso, em março, o STF decidiu reabrir duas ações de reparação de danos por improbidade administrativa contra ex-ministros de FHC; Serra também está na lista.
Segundo veículos da imprensa, a ideia é que Serra fortaleça o Itamaraty, dando-lhe mais protagonismo em negociações comerciais e ações de estímulo a produtos brasileiros no exterior.

Cidades
Deputado responsável por dar o voto decisivo para o impeachment de Dilma na Câmara, Bruno Araújo (PSDB-PE) é aliado de Aécio Neves e já foi líder do PSDB na Casa.
Araújo teve o nome citado na lista de pagamentos feitos pela Odebrecht, reveada após busca e apreensão feita pela Operação Lava Jato em março. A citação do nome do tucano é referente às campanhas eleitorais de 2010 e 2012.
O deputado diz que se trataram de doações oficiais.
O juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações da Lava Jato na primeira instância, já disse em despachos não ser possível concluir se os pagamentos foram ilegais.

Saúde
Relator do Orçamento 2016, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) defendeu corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família. Deputado federal por cinco mandatos, ele teve o nome indicado pelo Partido Progressista.
Barros foi cotado para assumir a pasta quando Dilma Rousseff (PT) reestruturou os ministérios numa tentativa de manter a base aliada. No entanto, seu nome foi descartado quando ele decidiu seguir a orientação do PP e apoiar o processo de impeachment.
Um inquérito no STF investiga uma suposta orientação dada por Barros para direcionar uma licitação de publicidade da prefeitura de Maringá.
De acordo com gravações telefônicas feitas em 2011 pelo Ministério Público Estadual, Barros teria orientado um secretário da prefeitura de Maringá a fazer um “acordo” entre duas agências de comunicação que disputavam licitação de publicidade da administração municipal, no valor de R$ 7,5 milhões.
No ano passado, o ministro do STF Luiz Fux negou pedido do deputado para arquivar o inquérito. O parlamentar nega as acusações.

Justiça e Cidadania
Amigo de Michel Temer, o advogado e jurista Alexandre de Moraes era o Secretário de Segurança Pública de São Paulo - cargo para o qual foi convidado por Geraldo Alckmin (PSDB).
Na secretaria, Moraes foi criticado pela atuação da polícia militar em manifestações de rua e nas ocupações dos estudantes paulistanos no ano passado e neste ano. A ação da PM foi considerada em muitos momentos arbitrária e excessivamente violenta.
Antes de assumir a Segurança, entre 2007 e 2010, ele exerceu os cargos de secretário municipal de Transportes de São Paulo, acumulando as presidências da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e da SPTrans (companhia de transportes públicos da capital).
É formado pela Faculdade de Direito da USP e é professor associado da mesma, além de lecionar em outras escolas na capital.

Comunicações e Ciência e Tecnologia
Ex-ministro das Cidades do governo Dilma Rousseff, Gilberto Kassab migrou para o apoio a Temer na véspera do impeachment. Seu nome foi indicação do PSD.
Kassab tem longa vida política na cidade de São Paulo, pela qual foi vereador, secretário na gestão Celso Pitta, vice-prefeito no mandato de José Serra e finalmente prefeito, em 2006, quando Serra foi disputar o governo do Estado. Em 2008, ele venceu a disputa pela Prefeitura de São Paulo com 60,7% dos votos.
Ele deixou o cargo com a pior avaliação desde Pitta (1997-2000), segundo pesquisa Ibope. Para 42% dos entrevistados, o governo de Kassab foi ruim ou péssimo. O principal ponto positivo foi a limpeza pública (18%). Kassab encabeçou a Lei Cidade Limpa, que proíbe propaganda em outdoors na capital e regula o tamanho de letreiros e placas de estabelecimentos comerciais.
Em 2011, deixou o DEM e logo depois fundou uma nova legenda, o PSD, da qual é presidente nacional.
Ele é um dos três ex-prefeitos de São Paulo na lista encaminhada ao STF pela Justiça de SP com uma investigação de improbidade administrativa (ver 'Relações Exteriores', acima).
Os prefeitos - Kassab, Marta Suplicy e José Serra - são acusados de terem ignorado regras do reajuste salarial de professores e funcionários municipais.
Além disso, no ano passado, a Justiça de São Paulo tornou Kassab réu em uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
Kassab é responsabilizado por irregularidades na Feira da Madrugada, no Pari, em São Paulo, onde haveria um esquema de propina para que os comerciantes obtivessem estandes.

Meio Ambiente
Filho do ex-presidente José Sarney, Sarney Filho é líder do Partido Verde na Câmara e militante da causa ambiental. Ele volta à pasta que ocupou no governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2002.
Hoje com 58 anos, Sarney Filho foi eleito pelo Maranhão pela primeira vez em 1978 e é filiado ao PV desde 2002.
Liderou ações do partido contra iniciativas do setor ruralista para flexibilizar o Código Florestal.
O deputado foi um dos investigados pelo Ministério Público por usar sua cota de passagens áreas para voar ao exterior com a mulher e o filho.

Educação e Cultura
Deputado federal pelo DEM, Mendonça Filho é um dos líderes do movimento pró-impeachment. Mendonça foi vice-governador de Pernambuco na gestão Jarbas Vasconcelos entre 1999 a 2005. No ano seguinte, quando Vasconcelos foi para o Senado, assumiu o governo.
Tentou se reeleger, mas foi derrotado por Eduardo Campos, que morreu durante as eleições de 2014.
Em 2009, um documento da Operação Castelo de Areia, que prendeu diretores da construtora Camargo Corrêa, citou uma contribuição de R$ 100 mil de uma empresa do grupo a Mendonça Filho durante sua campanha à prefeitura de Recife.
Na eleição de 2008, a Cavo Serviços e Meio Ambiente, que pertence a Camargo Corrêa, doou R$ 675 mil para diversos candidatos. Mas não constava nenhuma doação para Mendonça Filho, que foi derrotado na disputa pela prefeitura de Recife.
Na época, o deputado respondeu que recebeu duas contribuições da Camargo Corrêa, que somavam R$ 300 mil. As doações, disse, não foram feitas diretamente ao seu comitê financeiro, mas ao Diretório Nacional do DEM.
Dois anos depois, foi eleito mais uma vez para a Câmara dos Deputados.

Defesa
Ex-ministro de FHC, Raul Jungmann foi indicado pelo PPS.
Em maio de 1996, Jungmann foi convocado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir o Ministério Extraordinário de Política Fundiária e lidar com a questão da reforma agrária no país.
Ele foi investigado por fraude em licitação, peculato e corrupção em contratos de publicidade entre 1998 e 2001, período em que era ministro. Os contratos somavam R$ 33 milhões.
Em 2011, a Justiça Federal arquivou o inquérito contra Jungmann porque não teria mais como aplicar a pena se o caso fosse a julgamento.
A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público porque um dos crimes tinha prescrevido e os outros prescreveriam em breve, já que Jungmann não tinha antecedentes criminais.
Entre 2003 a 2010, ele foi deputado federal por dois mandatos consecutivos, voltando à Câmara em 2015.
O parlamentar teve seu nome defendido para a pasta pelo Sindicato das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde) através de carta endereçada a Michel Temer.
Contudo, uma parte dos militares diz ter se sentido desprestigiada no processo de indicação do novo ministro.
O passado de militância de Jungmann no PCB (Partido Comunista Brasileiro) não é visto com simpatia. As Forças Armadas queriam um militar para a pasta, mas esperam que Jungmann tenha habilidade para dialogar, como fez o ex-ministro Aldo Rebelo, que era do PCdoB.
“Esperávamos um estadista, alguém que entendesse a importância da Defesa”, disse o vice-almirante Paulo Frederico Dobbin, presidente do Clube Naval do Rio de Janeiro, à BBC Brasil.

Integração Nacional
Deputado federal por Pernambuco, Fernando Coelho Filho passou a ser cotado depois que o PSB decidiu apoiar a gestão Temer.
Filiado à sigla desde 2005 e líder do partido na Câmara, teve sua primeira candidatura à casa no ano seguinte, aos 22 anos.

Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Formado em direito e com doutorado em ciências penais pela UFMG, Fabiano Augusto Martins Silveira tem um perfil mais técnico. Ele é conselheiro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo segundo mandato e consultor legislativo do Senado para direito penal, processo penal e penitenciário desde 2002.
Também participou da Comissão de Reforma do Código de Processo Penal do Senado, entre 2008 e 2009. Silveira deu aulas em universidades mineiras e foi conselheiro do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no biênio 2011-2013.

Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Antes cotado para o ministério da Ciência e Tecnologia, o pastor ligado à Igreja Universal Marcos Pereira ficou com o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Presidente nacional do PRB, ele foi um dos responsáveis por um crescimento relâmpago do partido que, até 2010, tinha apenas oito deputados no Congresso e, depois da eleição de 2014, passou a ter 21. Pereira também foi responsável pela negociação que colocou George Hilton, do PRB, no ministério do Esporte durante o segundo mandato do governo Dilma.
Ele já foi vice-presidente da TV Record, que pertence à Universal.

Esporte
Leonardo Picciani, um dos nomes fortes do PMDB e líder do partido na Câmara, ficará com o Ministério do Esporte.
Leonardo é filho de outro líder peemedebista, Jorge Picciani, e fez seu nome na política no Rio de Janeiro. Esse foi um dos motivos pelos quais Temer optou por ele para a pasta de Esportes – considerando que em agosto haverá Olimpíada no Rio de Janeiro.
Ele está no quarto mandato na Câmara e essa é a primeira vez que é nomeado ministro. Apesar de ter sido um dos escolhidos de Temer, Picciani contrariou a orientação do partido e votou contra o impeachment de Dilma Rousseff na Casa em abril.

Turismo
Outro nome forte do PMDB, Henrique Alves voltou ao Ministério do Turismo após ter deixado o cargo em março desse ano, quando o partido decidiu sair da base do governo de Dilma Rousseff e abdicou de seus cargos.
Alves foi deputado por 11 mandatos consecutivos pelo Rio Grande do Norte e chegou a presidir a Câmara de 2013 a 2015, até dar lugar ao colega de partido Eduardo Cunha – hoje afastado.
Advogado, Alves se envolveu com a política desde os tempos de ditadura militar, quando foi eleito deputado, em 1970. Ele participou da Assembleia Constituinte, que formulou a Constituição em 1988.
O agora ministro do Turismo, que foi citado na delação do doleiro Alberto Yousseff e é investigado na Operação Lava Jato, passa a ter foro privilegiado com o cargo no governo Temer.

Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
Membro das Forças Armadas por 45 anos, Sérgio Etchegoyen, que assumiu o Estado-Maior do Exército Brasileiro no ano passado, foi o escolhido de Temer para uma pasta que decidiu recriar, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
O plano do presidente interino é reestruturar o sistema de inteligência do país. Para isso, chamou Etchegoyen, nome indicado pelo ex-ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pelo comandante do Exército, Eduardo Villas Boas.
Ele é filho do general Leo Guedes Etchegoyen, morto em 2003, um dos 377 agentes do Estado listados pela Comissão da Verdade como responsáveis por crimes na ditadura.
Sérgio Etchegoyen foi um dos primeiros integrantes do Alto Comando do Exército a criticar o trabalho da Comissão após a divulgação do relatório, chamando-a de “leviana”.

Desenvolvimento Social e Agrário
Médico por formação e deputado federal desde 2001, Osmar Terra, do PMBD, foi secretário da Saúde no Rio Grande do Sul e um defensor loquaz de uma política rígida de repressão contra drogas e tráfico – e é radicalmente contra a proposta de descriminalização da maconha.
Como deputado, ele apresentou um projeto de lei para mudar o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas tornando-o mais rígido. Uma das propostas, por exemplo, é a internação compulsória de dependentes químicos em determinadas circunstâncias.

Trabalho
O Ministério do Trabalho ficou o gaúcho Ronaldo Nogueira de Oliveira, indicado de Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB, que negociou o cargo com Temer.

Transportes, Portos e Aviação
Michel Temer uniu três pastas em uma só e nomeou para seu comando o deputado federal Maurício Quintella (PR-AL).
Quintella está no seu quarto mandato na Câmara por Alagoas. Ele deixou a liderança do PR na Casa para votar a favor do impeachment - contrariando orientação do partido.
O deputado alagoano foi investigado e condenado em 2014 por envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro da merenda escolar no seu Estado quando era secretário da Educação entre 2003 e 2005. Ele recorre da decisão.

Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Conhecido como 'rei da soja', o senador Blairo Maggi, hoje do PP-MT, deixou o PR para poder assumir a pasta.
Formado em agronomia, ele é dono do grupo Ammagi, um dos principais exportadores de soja do país. Foi governador do Mato Grosso em 2002, onde se reelegeu em 2006, antes de se tornar senador.
Apesar de seu sucesso no agronegócio, Maggi é bastante criticado por ativistas e ONGs ambientas, como o Greenpeace, que concedeu a ele o prêmio “Motosserra de Ouro” em 2005.
O novo ministro era alvo de uma investigação da Operação Ararath por lavagem de dinheiro e corrupção. Nesta semana, porém, o ministro do STF Dias Toffoli arquivou o inquérito que o investigava a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Advocacia-Geral da União
O substituto de José Eduardo Cardozo – que defendeu e seguirá defendendo Dilma Rousseff no processo de impeachment – será Fábio Osório Medina, ex-promotor de Justiça do Rio Grande do Sul.
Especializado em leis de combate à corrupção, ele chegou a ser convidado, por senadores da oposição ao governo Dilma, a falar na comissão especial do impeachment no Senado.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Apenas um registro

Depois de muita gente comentar dizendo que “tem a impressão” que Ancelmo Gois, colunista diário de O Globo, é tendencioso pró PT, lembro a todos que na sua entrevista para o Jornal da ABI de 14/08/2009 ele declarou, por livre e espontânea vontade:

- Estudei Marxismo e Leninismo na URSS;
- A KGB, me transformou numa outra pessoa;
- No Brasil usava o nome falso “Ivan Nogueira”;
- A KGB me protegia dos militares no Brasil;
- O PCB me dava salário;
- A KGB me reintroduziu no Brasil como se estivesse vindo da França e não da União Soviética.

(http://www.abi.org.br/entrevista-ancelmo-gois-2/)

Advogado de Aécio desmoraliza nova denúncia do procurador Rodrigo Janot

Da Tribuna da Internet

Denúncia de Janot contra Aécio é de um primarismo grotesco

Isadora Peron e Gustavo Aguiar
Estadão

Menos de 24 horas depois de autorizar a abertura de um inquérito contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes acatou a argumentação da defesa do tucano e suspendeu a fase de colheita de provas sobre o envolvimento de Aécio no esquema de propina ligado a Furnas.

Segundo Gilmar, os advogados de Aécio conseguiram demonstrar que não há elementos novos que justificam a instauração de um inquérito, já que os detalhes que constam na delação do ex-senador Delcídio Amaral (sem partido – MS) já eram de conhecimento da Procuradoria-Geral da República.

“A petição do parlamentar pode demonstrar que a retomada das investigações ocorreu sem que haja novas provas, em violação ao art. 18 do CPP e à Súmula 524 do STF”, afirma o ministro.

VOLTA DOS AUTOS

O ministro também determinou o retorno dos autos ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, “para que, à vista da documentação, requeira o que entender de direito”.

O envolvimento de Aécio no esquema de Furnas havia sido mencionado anteriormente pelo doleiro Alberto Youssef em delação premiada. Mas, na época, a menção ao tucano foi arquivada a pedido de Janot, que considerou na época que as informações do delator eram insuficientes.

Para o procurador-geral, no entanto, a delação de Delcídio trouxe elementos novos e corroboraram fatos narrados por Youssef, o que justificaria a abertura do inquérito.

Aécio é investigado por suposto recebimento de propina de empresas terceirizadas que mantinham contrato com Furnas. A vantagens indevidas seriam pagas pelas empresas ao ex-diretor da companhia, Dimas Toledo, que as repassava para o tucano.

HOUVE AUDITORIA

Na manifestação de defesa enviada por Aécio a Gilmar, o senador afirma que o Tribunal de Contas da União realizou auditoria nos contratos de terceirização da companhia e não constatou indícios de desvio. O tucano também esclareceu que seu avô e o avô de Dimas Toledo eram correligionários políticos, o que explica a amizade das famílias.

Em outra linha da investigação, está a suspeita de que recursos ilícitos oriundos do esquema fossem lavados no exterior por meio de uma empresa ligada à irmã de Aécio, bem como pelo envio de valores a conta em Lichtenstein, utilizando o serviço de doleiros.

A defesa de Aécio alega que essa empresa foi aberta em 1993 e encerrou suas atividades em 1999, e não em 2010, o que faz com que a empresa estivesse fora de atividade na época em que Aécio é acusado de participar do esquema de Furnas.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Esse procurador-geral Rodrigo Janot gosta mesmo de um holofote. Por isso, faz esse tipo de denúncia totalmente vazia, com base em uma conta aberta pela mãe de Aécio, que é milionária, viúva de um banqueiro, e a conta nem era secreta, estava em nome e em um total de dólares tão pequeno que nem precisava constar em declaração à Receita Federal. Será que Janot não tem nada mais consistente para alegar contra Aécio Neves? Que procurador é esse? (C.N.)


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Enfim acabou a sopa dos merdas da esgotosfera: Amorim, Nassif, Azenha, Sakamoto et caterva vão ficar sem grana!

“A área de publicidade do governo Michel Temer não só vai cortar verbas de publicidade para os blogs alinhados ao governo como também não irá mais anunciar em nenhum blog de opinião — nem de direita nem de esquerda. Agora, a exemplo das outras mídias, a promessa é que os critérios para distribuição de verba de publicidade sejam apenas técnicos.” Lauro Jardim

A SECOM vai ser de Márcio Freitas, assessor de imprensa de Temer há 14 anos.

E no meio dessa zorra toda, Bolsonaro está sumido...

Sabem por quê? Justo ontem foi batizado nas águas do Rio Jordão!
Quiuspariu! Só faltava isso pra ser idiota além de maluco!


quarta-feira, 11 de maio de 2016

Todo o romantismo de Olavo de Carvalho

“Casamento não foi feito para ‘dar certo’. O que dá certo - ou errado - é um negócio, uma viagem, uma aposta. Casamento foi feito para você amar loucamente aquela filha da puta até o último dos seus dias, pensar nela o tempo todo, achar lindo cada defeito dela, dar a vida por ela e achar que ainda deu pouco. Isso não é ‘um casamento que deu certo’. Isso é a felicidade, caraio.”

Quando eu digo que o cara pirou de vez, neguinho reclama.

O mais impressionante é que isso teve 963 compartilhamentos. As olavetes são fieis...

terça-feira, 10 de maio de 2016

Sabatella e o Papa, feitos um para o outro


Farra das senadoras mal-educadas com direito a bolinha de meleca de Gleisi Hoffmann


Governo enche Palácio do Planalto de vagabundos. Em um país civilizado não seria preciso mais nada para depor um presidente.





Os dois cavaleiros e as duas amazonas do Apocalipse do PT

Querem rir um pouco?


Eles têm um bom “currículo”. Somados, respondem a 23 processos. Só Lindbergh responde a 17!

PAULO ROCHA
  1. TRF-1 Seção Judiciária do Distrito Federal - Ação Civil Nº 0029741-61.2007.4.01.3400 - É réu em ação civil de improbidade administrativa (dano ao erário) movida pelo Ministério Público Federal. O processo é relacionado ao escândalo do Mensalão.
  2. TRE-PA - Processo nº 36646.2000.614.0000 - A Justiça Eleitoral desaprovou a prestação de contas relativa ao exercício financeiro de 1999 do diretório municipal de Belém do PT-PA, presidido pelo parlamentar à época. Foram suspensos os repasses de cotas do Fundo Partidário.


LINDBERGH FARIAS
  1. STF - Inquérito nº 3988/2015 - É alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras.
  2. STF - Inquérito nº 3124/2011 - É alvo de inquérito que apura crime contra a Lei de Licitações no período em que foi prefeito de Nova Iguaçu.
  3. STF - Inquérito nº 3334/2011 - É alvo de inquérito por crimes de responsabilidade e crimes na Lei de Licitações referente à contratação da Companhia Brasileira de Petróleo Ipiranga S/A e da Ipiranga Asfaltos S/A pela Prefeitura de Nova Iguaçu em 2005.
  4. STF - Inquérito 3390/2011 - É alvo de inquérito penal que apura crime de responsabilidade e crime contra a Lei de Licitações. O processo corre sob segredo de Justiça.
  5. STF - Inquérito nº 3595/2013 - É alvo de inquérito por crimes contra sistema financeiro nacional, emprego irregular de verbas públicas e formação de quadrilha.
  6. STF - Inquérito nº 3616/2013 - É alvo de inquérito por improbidade administrativa e corrupção.
  7. TRF-2 - Seção Judiciária do Rio de Janeiro - Ação civil nº 0022162-35.2015.4.02.5120 - É réu em ação civil de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal. De acordo com a denúncia, que foi recebida, o parlamentar, então prefeito de Nova Iguaçu, deixou de prestar contas referentes a recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
  8. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil nº 0004561-02.2010.8.19.0038 - É réu em ação civil de improbidade administrativa e abuso de poder movida pelo Ministério Público referente à distribuição de medicamentos com logotipo da Prefeitura quando prefeito de Nova Iguaçu.
  9. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil nº 0044322-79.2006.8.19.0038 - É réu em ação civil pública de improbidade administrativa por dano ao erário que analisa processo licitatório entre o município e empresa de publicidade que participou da campanha eleitoral do então prefeito. Apresentou recurso, mas foi negado seguimento: TJ-RJ - Agravo de Instrumento Nº 0007589-29.2009.8.19.0000 .
  10. TJ-RJ - Comarca de Mesquita - Ação civil nº 0044377-54.2011.8.19.0038 - É réu em ação civil de improbidade administrativa e dano ao erário movida pelo Ministério Público referente à contratação irregular de empresa quando prefeito de Nova Iguaçu.
  11. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil nº 0016201-02.2010.8.19.0038 - É réu em ação civil de improbidade administrativa, movida pelo Ministério Público, por violação aos princípios administrativos. De acordo com a denúncia, durante o seu mandato como prefeito de Nova Iguaçu, foram distribuídos leites acondicionados com o logotipo criado pelo governo do parlamentar e "cadernetas sociais" com o nome 'Prefeito Lindberg Farias', o que caracterizaria promoção pessoal com o uso do dinheiro público.
  12. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil nº 0055893-08.2010.8.19.0038 - É réu em ação civil pública por improbidade administrativa e dano ao erário movida pelo Ministério Público Estadual. Lindbergh é acusado de nomear para cargos comissionados no âmbito da prefeitura de Nova Iguaçu, quando era prefeito do município, parentes e correligionários do ex-vereador da cidade José Agostinho de Souza (PSC-RJ), para exercerem funções de natureza privada e de interesse do vereador custeados com dinheiro público.
  13. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil nº 0016132-91.2015.8.19.0038 - É réu em ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.
  14. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil pública nº 0056748-21.2009.8.19.0038 - É réu em ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público. De acordo com a denúncia, quando Lindbergh Farias era prefeito de Nova Iguaçu, a prefeitura daquele município contratou a empresa Luxelen Montagens Elétricas Ltda dispensando indevidamente processo licitatório, o que causou dano ao erário e afrontou os princípios da administração pública.
  15. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil pública nº 0011915-05.2015.8.19.0038 - É réu em ação movida pelo Ministério Público por improbidade administrativa por irregularidades licitatórias.
  16. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil pública nº 0013922-67.2015.8.19.0038 - É réu em ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público.
  17. TJ-RJ - Comarca de Nova Iguaçu - Ação civil pública nº 0020064-63.2010.8.19.0038 - É réu em ação por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público por dispensa irregular de licitação.


GLEISI HOFFMANN
  1. TRE-PR - Representação nº 328997.2014.616.0000 - Foi condenada a pagamento de multa por utilização de bens e servidores públicos em benefício da candidatura. A senadora usou órgão público para a gravação de propaganda eleitoral. Multada em R$ 5 mil, entrou com recurso, mas a decisão foi mantida: TSE - Recurso especial eleitoral nº 328997. Ainda recorre no TSE.
  2. STF- Inquérito nº 3979/2015 - É alvo de inquérito aberto com a Operação Lava Jato da Policia Federal, que investiga esquema de corrupção e lavagem de dinheiro com recursos desviados da Petrobras.


VANESSA GRAZZIOTIN
  1. STF - Inquérito nº 3368/2011 - É investigada por compra de votos em inquérito movido pelo Ministério Público Eleitoral.
  2. TJ-AM - Comarca de Manaus - Ação civil pública nº 0022199-55.2005.8.04.0001 - É alvo em ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual por violação aos princípios administrativos.



Fim de Festa


segunda-feira, 9 de maio de 2016

Os coitadinhos

“A grande maioria dos meus conhecidos é formada por gente arejada, progressista, esquerdista ou de centro-esquerda. (...) Em algumas situações extremas fui obrigada a me afastar, dolorosamente, de antigos amigos devido às ofensas pessoais dirigidas a mim ou a pessoas ligadas a mim. Trata-se de personalidades intolerantes que, por eventuais divergências ideológicas, não medem o grau da rusga, muitas vezes irreversível.”
Ana de Hollanda, cantora e ex-ministra da Cultura

“Certamente, nenhuma ilusão sobre a candura brasileira sobreviverá a estes últimos anos de ódio e intolerância. Temos uma história cheia de canalhices esquecidas ou camufladas, mas está sendo demais para a nossa hipocrisia este período concentrado de violência entre brasileiros.”
Luis Fernando Verissimo

“Bolsonaro bradou contra o comunismo, como se ser militante comunista fosse um crime no Brasil. Não é. A tortura, sim, é crime.”
Eugênio Bucci é professor de Comunicação da USP

Só para não encompridar muito a lista das “vítimas da intolerância das forças reacionárias”, vamos ficar nessas três figuras “progressistas” que escreveram artigos chorando suas mágoas n’O Globo dos dois últimos dias.

Esses três patetas, legítimos representantes dos renitentes do petralhismo, ao chegar à triste conclusão que suas teorias e argumentos foram postos abaixo pela debacle das práticas nefastas do projeto de poder engendrado pelas “esquerdas” tupiniquins, resolveram agora se fazer de vítimas. Tadinhos, né?... Vamos dar um desconto para eles porque deve ser mesmo muito difícil para quem foi pedra durante tanto tempo virar vidraça de uma hora para a outra.

É pena que a memória dos patetas seja tão seletiva a ponto de não lembrar quem começou.


Em maio de 2013, Marilena Chauí (que recebe um salário de mais de 23 mil, como docente aposentada da USP), no lançamento do livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”, organizado por Emir Sader (por impossibilidade intelectual de escrever ele mesmo um livro, compilou artigos de admiradores do PT e os publicou), resolveu explicar conceitos de “classe social” para o seleto auditório e depois concluiu sua exposição usando sua “habilidade” para agradar grupelhos de vacas de presépio, vociferando os impropérios que eles tanto gostam de ouvir:

“E porque é que eu defendo esse ponto de vista? Não é só por razões teóricas e políticas. É porque eu odeio a classe média (colérica, sob aplausos entusiasmados). A classe média é o atraso de vida. a classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante… (perde-se procurando mais outro adjetivo ofensivo gratuito) terrorista (risos da platéia). A classe média é a uma abominação política (risos da platéia), porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva porque ela é ignorante. Fim.”

Esse tipo de absurdo foi a tônica dos últimos 13 anos, período em que o País esteve dividido pelo governo do PT e demais penduricalhos entre as “elites brancas e buguesas” e os “progressistas”.

Em 2006, quando eu participava de debates com a petralhada, ao comentar sobre o excesso de xingamentos que Miguel do Rosário - figura relativamente importante do PT e dono do blog “PeTrocinado” “O Cafezinho” - dirigia a todos os que eram contra o partido, ele me respondeu:

“Prezado Ricardo Froes, (...) é um artigo que tem lado, posição, eu xingo os que considero meus adversários políticos e elogio a que apóio, sem tergiversação”.

Outra figurinha que recebe grana do PT para contar mentiras e dizer impropérios, Jussara Freitas, em dois artigos, também em 2006, conseguiu a proeza de reunir uma quantidade de xingamentos nunca vista contra os que se opunham a ela.

Em um deles: “Desesperados, incompetentes, ridículos, dondocas despirocadas, descarados, histéricos, corja, nocivos, embustes, imorais, não valem nada, homens sem palavra, corruptos, omissos, negligentes, escandalosos, sem pés nem cabeças e nefastos”. No outro: “Cretino, mentiroso, embusteiro, falso, cínico, filhote da ditadura, racista e preconceituoso”.

Não é nem preciso dizer que eu também fui xingado até a alma por essa gente.

Mas voltando aos três coitadinhos:

Quanto a Ana de Hollanda, que classifica seus amiguinhos “progressistas” como “arejados” e como “personalidades intolerantes” o “resto” de uns 90% de brasileiros que não fazem parte da sua panelinha, não é de se espantar, sendo ela filha de quem é - Sérgio Buarque de Hollanda -, que escreveu em “Raízes do Brasil” sobre o “homem cordial”, exaltando o poder do povo e deixando claro que só o próprio povo, tomando a iniciativa, poderia cuidar do seu destino, ao mesmo tempo que destaca o “radicalismo potencial das classes médias”. Ou seja, a classe média não é povo.

Quanto a Verissimo, é desnecessária qualquer maior consideração, já que é público e notório que, em tudo e por tudo, trata-se de um rematado idiota.

Já Eugênio Bucci, resumindo, afirma que ser comunista militante não é crime no Brasil como se isso justificasse as impropriedades ditas costumeiramente por Bolsonaro e, mais especificamente, à menção de Ustra em seu voto no impeachment. Primeiro que é um assunto já para lá de requentado e desnecessariamente debatido à exaustão. Depois, esse argumento, embora politicamente correto, é próprio dos imbecis - aqueles mesmos que têm memória seletiva - que fazem da ignorância conveniente seu “pedaço de resistência” ao omitir todas as barbaridades que o comunismo proporcionou ao mundo e, por que não, ao Brasil, quando, tanto provocaram que conseguiram 21 anos de ditadura militar, como resposta aos seus anseios por uma ditadura muito pior.

Enfim, fica claro que quem começou essa troca de animosidades foram os próprios “progressistas”, que hoje estão se fazendo de vítimas. Lamento informá-los que tudo que é dito conta eles, por enquanto, ainda é muito pouco, tamanho foi o mal que fizeram ao País.


AGORA SIM, É GOLPE! WALDIR MARANHÃO ACABA DE ANULAR AS SESSÕES DO IMPEACHMENT NA CÂMARA!

NOTA À IMPRENSA

1.         O Presidente da Comissão Especial do Impeachment do Senado Federal. Senador Raimundo Lira, no dia 27 de abril do corrente ano. encaminhou à Câmara dos Deputados, oficio cm que indagava sobre o andamento de recurso apresentado pela Advocacia-Geral da União contra a decisão que autorizou a instauração de processo de impeachment contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff.

2.         Ao tomar conhecimento desse oficio, tomei ciência da existência de petição dirigida pela Sra. Presidente da República, por meio da Advocacia-Geral da União, em que pleiteava a anulação da Sessão realizada pela Câmara dos Deputados, nos dias 15, 16 e 17 de abril. Nessa sessão, como todos sabem, o Plenário desta Casa aprovou parecer encaminhado pela Comissão Especial que propunha fosse encaminhada ao Senado Federal para a eventual abertura de processo contra a Sra. Presidente da República, Dilma Rousseff, por crime de responsabilidade.

3.         Como a petição não havia ainda sido decidida, eu a examinei e decidi acolher em parte as ponderações nela contidas. Desacolhi a arguição de nulidade feita em relação aos motivos apresentados pelos Srs. Deputados no momento de votação, por entender que não ocorreram quaisquer vícios naquelas declarações de votos. Todavia, acolhi as demais arguições, por entender que efetivamente ocorreram vícios que tornaram nula de pleno direito a sessão cm questão. Não poderiam os partidos políticos ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo ou de outro, uma vez que, no caso deveriam votar de acordo com as suas convicções pessoais e livremente. Não poderiam os senhores parlamentares antes da conclusão da votação terem anunciado publicamente os seus votos, na medida em que isso caracteriza prejulgamento e clara ofensa ao amplo direito de defesa que está consagrado na Constituição. Do mesmo modo, não poderia a defesa da Sra. Presidente da República ter deixado de falar por último no momento da votação, como acabou ocorrendo.

4.         Também considero que o resultado da votação deveria ter sido formalizado por Resolução, por ser o que dispõe o Regimento Interno da Câmara dos Deputados e o que estava originalmente previsto no processamento do impeachment do Presidente Collor, tomado como paradigma pelo STF para o processamento do presente pedido de impeachment.

5.         Por estas razões, anulei a sessão realizada nos dias 15. 16 e 17 e determinei que uma nova sessão seja realizada para deliberar sobre a matéria no prazo de 5 sessões contados da data em que o processo for devolvido pelo Senado à Câmara dos Deputados.

6.         Para cumprimento da minha decisão, encaminhei oficio ao Presidente do Senado para que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos à Câmara dos Deputados.


domingo, 8 de maio de 2016

Novos tempos, velhos palavrões

“Para Lula, Dilma queria entrar para a história como a presidente do combate à corrupção – mesmo que, para isso, tivesse de sacrificar o próprio criador. Não logrou êxito, e é isso que emputece Lula.”
Débora Bergamasco, na revista IstoÉ

É estranho ler um palavrão em uma reportagem formal em uma revista séria. Mas nada contra. Fica até mais leve.


sábado, 7 de maio de 2016

De onde saíram os 180 dias que Dilma vai ter que ficar “de molho” caso seja condenada?

Vejam só o que diz a Lei 1079, a Lei do Impeachment:

(...)

CAPÍTULO III - DO JULGAMENTO

Art. 24. Recebido no Senado o decreto de acusação com o processo enviado pela Câmara dos Deputados e apresentado o libelo pela comissão acusadora, remeterá o Presidente cópia de tudo ao acusado, que, na mesma ocasião e nos termos dos parágrafos 2º e 3º do art. 23, será notificado para comparecer em dia prefixado perante o Senado.
Parágrafo único. Ao Presidente do Supremo Tribunal Federal enviar-se-á o processo em original, com a comunicação do dia designado para o julgamento.

Art. 25. O acusado comparecerá, por si ou pelos seus advogados, podendo, ainda, oferecer novos meios de prova.

Art. 26. No caso de revelia, marcará o Presidente novo dia para o julgamento e nomeará para a defesa do acusado um advogado, a quem se facultará o exame de todas as peças de acusação.

Art. 27. No dia aprazado para o julgamento, presentes o acusado, seus advogados, ou o defensor nomeado a sua revelia, e a comissão acusadora, O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, ABRINDO A SESSÃO, mandará ler o processo preparatório o libelo e os artigos de defesa; em seguida inquirirá as testemunhas, que deverão depor publicamente e fora da presença umas das outras.

Art. 28. Qualquer membro da Comissão acusadora ou do Senado, e bem assim o acusado ou seus advogados, poderão requerer que se façam às testemunhas perguntas que julgarem necessárias.
Parágrafo único. A Comissão acusadora, ou o acusado ou seus advogados, poderão contestar ou argüir as testemunhas sem contudo interrompê-las e requerer a acareação.

Art. 29. Realizar-se-á a seguir o debate verbal entre a comissão acusadora e o acusado ou os seus advogados pelo prazo que o Presidente fixar e que não poderá exceder de duas horas.

Art. 30. Findos os debates orais e retiradas as partes, abrir-se-á discussão sobre o objeto da acusação.

Art. 31. Encerrada a discussão O PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL FARÁ RELATÓRIO RESUMIDO DA DENÚNCIA E DAS PROVAS DA ACUSAÇÃO E DA DEFESA E SUBMETERÁ A VOTAÇÃO NOMINAL DOS SENADORES O JULGAMENTO.

Art. 32. Se o julgamento for absolutório produzirá desde logo, todos os efeitos a favor do acusado.

Art. 33. No caso de condenação, o Senado por iniciativa do presidente fixará o prazo de inabilitação do condenado para o exercício de qualquer função pública; e no caso de haver crime comum deliberará ainda sobre se o Presidente o deverá submeter à justiça ordinária, independentemente da ação de qualquer interessado.

Art. 34. PROFERIDA A SENTENÇA CONDENATÓRIA, O ACUSADO ESTARÁ, IPSO FACTO DESTITUÍDO DO CARGO.

(...)

Pergunto: De onde saíram os 180 dias que Dilma vai ter que ficar “de molho” caso seja condenada se o Art.34 é claríssimo?

Outra: Pelo que se dá a entender, será que o Presidente do Supremo vai ser ignorado, já que aparentemente quem está dando as cartas é Renan, que já disse até que vai optar pela votação eletronica, infringindo o Art.31.?

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Meu protesto


Confusão no galinheiro: Estadão e Globo divergem sobre o motivo da decisão de Zavaski

Eliane Cantanhêde, do Estadão, diz que Zavascki desfez um golpe tramado por Lewandowski e Marco Aurélio para impedir o impeachment; Carolina Brígido, em O Globo, diz que o Supremo ia manter Cunha na presidência da Câmara e Zavascki quis impedir, com apoio de Lewandowski.

Mutuamente excludentes, pode ser que alguma das duas seja a versão correta, mas, como diria Caetano, ou não... Quem sabe surja uma terceira ou uma quarta? A atual avacalhação jurídica nos permite admitir tudo de ruim.

Eis as duas versões. Vocês decidem.

Eliane Cantanhêde do Estadão
A decisão do ministro Teori Zavascki de afastar o deputado Eduardo Cunha foi amadurecida durante a madrugada e teve o objetivo de desativar uma bomba preparada pelos ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello que, segundo análises de juristas,  poderia implodir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a posse do vice Michel Temer.

Lewandowski e Mello puseram para votação hoje à tarde a ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), de autoria da Rede de Sustentabilidade, que, além de pedir o afastamento de Eduardo Cunha, determinava simultaneamente, segundo interpretação de outros ministros, a anulação de todos os seus atos no cargo – e, por conseguinte, o acatamento do pedido de impeachment de Dilma.

Zavascki se irritou e outros ministros estranharam que Mello tenha aceitado relatar a ADPF da Rede, quando o natural seria que a enviasse para ele, que relata o caso Cunha desde dezembro. E as suspeitas pioraram quando Mello acertou com o presidente Lewandowski para suspender toda a pauta de hoje no plenário para se concentrar nessa ação.

Ao perceberem a manobra – ou “golpe”, segundo um deles –, ministros do Supremo se mobilizaram para neutralizar a aprovação da ADPF hoje à tarde pelo plenário. Decidindo o afastamento de Cunha com base no processo aberto pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, Zavascki esvazia horas antes a ação da Rede, que deixa de ter um “objeto”. Se Cunha não é mais deputado, não há como julgá-lo como tal.

O fato é que, com a proximidade do impeachment de Dilma, os nervos estão à flor da pele e o próprio Supremo está em pé de guerra.

A sessão de hoje à tarde transcorre num nível máximo de tensão. Marco Aurélio Mello disse que “é preciso analisar” se o seu relatório sobre a ação da Rede está ou não prejudicado e tentou até brincar, dizendo do que Zavaski “poupou metade do seu trabalho”.

Conforme fontes consultadas pelo Estado, o “jabuti” identificado na ADPF da Rede está no sétimo parágrafo, sobre “os atos impugnados” na ação e sobre “uma prática institucional incompatível com o regime constitucional da presidência da Câmara dos Deputados”.

São citados, em seguida, dois tipos de atos: 1) o “grave ato omissivo” da Câmara, que deveria ter  afastado o seu presidente depois que se tornou inabilitado para o cargo; 2) os “atos comissivos que foram praticados cotidianamente por um agente político que não poderia prosseguir na função de presidente da Câmara”.

Nesse segundo caso, dos atos de Cunha, está dito: “Embora não se cogite de nulidade dos atos praticados até o reconhecimento da inconstitucionalidade ora questionada, impõe-se o exame célere da matéria para que promova o restabelecimento da normalidade institucional”.

Na leitura de ministros e assessores do próprio Supremo, só não se cogita da nulidade desses atos até que a denúncia contra Cunha seja recebida. A partir de reconhecida a inabilitação dele, estaria aberta a brecha para que seus atos fossem revistos para resguardar a “normalidade institucional”.

Carolina Brígido de O Globo
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), planejava afastar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por liminar, nos próximos dias. Ele é o relator do pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em dezembro. Teori antecipou a decisão para a madrugada desta quinta-feira depois que o presidente da corte, ministro Ricardo Lewandowski, convocou para hoje o julgamento de uma outra ação no mesmo sentido, de autoria da Rede e relatada pelo ministro Marco Aurélio Mello. Segundo Teori, não se pode aceitar o fato de Marco Aurélio ter pedido uma vaga na pauta em caráter de urgência, sabendo que ele também era relator de um pedido parecido. Teori viu que crescia no tribunal a tendência de retirar Cunha apenas da linha sucessória da Presidência da República, sem afastá-lo da Presidência da Câmara. Na visão do ministro, essa decisão seria, no mínimo, estranha juridicamente.

Depois que o plenário tomasse essa decisão, ficaria complicado diplomaticamente para Teori afastar Cunha do cargo, por liminar. Por isso, o ministro resolveu antecipar sua decisão, atropelando o plenário. Agora, ficará diplomaticamente complicado para o plenário do STF derrubar a liminar de Teori e aplicar a fórmula fatiada — ou seja, manter Cunha no cargo, retirando-o da linha sucessória do Palácio do Planalto. A tendência, portanto, é de que o plenário mantenha a liminar concedida nesta madrugada.

Antes de conceder a liminar, Teori anunciou sua medida apenas a Lewandowski e a assessores mais próximos. O presidente do STF aprovou a iniciativa.

A sessão deve entrar pela noite, com o plenário do tribunal julgando se mantém ou não a liminar. Também está prevista na pauta a ação da Rede, que pede para Cunha ser afastado apenas da Presidência da Câmara, não do mandato parlamentar.


“Tio Rei”, o enganador de trouxas, defende “bispo” na Ciência

Agora vocês vejam só. Reinaldo Azevedo - sempre ele, a mala sem alça - advertiu em um artigo: “Querem criticar a eventual indicação de Pereira porque ele não tem experiência na área? Vá lá. Ser contra o seu nome porque é evangélico é preconceito antirreligioso da pior qualidade”.

E mais: “Ademais, a título de ironia, cumpre não descartar, assim, sem mais nem aquela, o espírito inquieto de religiosos, não é mesmo? Ou teríamos de jogar no lixo as contribuições de certo monge chamado Gregor Johann Mendel e tudo o que nos ensinou sobre genética e hereditariedade”.

Então tá, vamos começar por Mendel, o monge agostiniano das ervilhas.

Usando os mesmos artifícios de todo enganador de trouxas ao citar Mendel, Reinaldo omite convenientemente os fatos que inviabilizam sua argumentação. Para começo de conversa, no Século XIX - Mendel nasceu em 1822 - boa parte de toda a pesquisa científica ainda era feita pelo clero, e isso é fácil de explicar: eles ainda tinham muita grana.

Em segundo lugar, Mendel era de uma família de camponeses que, embora humildes, encorajaram-no a seguir estudos superiores por, desde criança, ter demonstrado uma inteligência acima da média e ter sido um estudante brilhante nos primeiros anos escolares. Como a família não tinha dinheiro para suportar o custo dos estudos superiores, a solução foi convencer Mendel a ingressar no mosteiro da Ordem de Santo Agostinho em Brno, aos 21 anos, como forma de não interromper seu aprendizado. E assim Gregor Johann Mendel tornou-se monge, para o bem da Ciência.

Ou seja, se Mendel não se tornou monge por acaso, também não o foi por inclinação religiosa. Também caberia aqui comentar sobre hábito que durou até o século passado, quando os pais sempre costumavam “reservar” um filho para o clero, mesmo contra a vontade do dito cujo. Daí, provavelmente, saiu tanta barbaridade da igreja.

Agora, dizer que ser contra um “bispo” da Universal é “preconceito antirreligioso da pior qualidade” é querer ser mais real que o rei (aliás as reinaldetes chamam seu mestre de “Tio Rei”, é mole?). Primeiro que a Universal não é uma religião, mas sim uma seita dissidente do protestantismo abominada pelos verdadeiros protestantes. Depois, ser contra um advogado sectário em um Ministério da Ciência não é um preconceito e sim um conceito estabelecido que atende à lógica.

De mais a mais, não há vida inteligente entre os seguidores da espelunca do Macedo.

P.S.: Marcos Pereira é advogado, presidente do PRB e foi vice-presidente da Rede Record.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Os ciúmes de Zavaski

Deixa eu entender:

Ricardo Lewandowski, presidente do STF, pautou para hoje o exame da ação da Rede que pede o afastamento de Eduardo Cunha do cargo de presidente da Câmara.

Teori Zavaski, relator da Operação Lava Jato no STF, ao se sentir “atropelado” por Lewandowski ,porque já tinha sinalizado, na semana passada, que levaria a plenário em breve outro pedido de afastamento de Cunha, feito pela Procuradoria-Geral da República, resolveu se antecipar e concedeu uma liminar afastando o deputado para tirar de si qualquer suspeita por retardar a decisão, permitindo que Cunha comandasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff e, segundo a PGR, usasse o cargo em benefício próprio, interferindo diretamente no processo de sua própria cassação, em análise na Câmara dos Deputados.

O problema é que essas suspeitas de retardamento não são infundadas, já que Zavaski analisa desde o fim do ano passado o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que Cunha seja afastado de suas funções.

Ficar mais de quatro meses examinando se Cunha deve ou não ser afastado é palhaçada! E diga-se de passagem, se o STF e a Justiça de uma maneira geral, não fosse tão lerda e ineficiente, Cunha não poderia nem sequer ter assumido como deputado. Agora, com a liminar, o enciumado Zavaski retomou as rédeas do assunto e deve submeter hoje sua decisão liminar ao plenário do STF.

Resumindo, em quatro dias o ciumento decidiu o que levou mais de quatro meses para não decidir.

Aí eu pergunto: é isso o que chamam de Justiça? Tem cabimento o órgão máximo do Judiciário ter como ministros criaturas tão incapazes e tão suscetíveis a picuinhas tolas?


Mais de Temer e suas temerárias indicações

Pasmem, senhores: Michel Temer convidou o deputado Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB na Câmara, para ser o ministro do Esporte. Os dois se reuniram na noite de terça-feira e, de novo, nesta quarta-feira, no Palácio do Jaburu.

Quiuspariu! Cadê o tal ministério de notáveis? Ou será que essa notabilidade mencionada por Temer se refere apenas à quantidade de crimes perpetrados?

Temer também convidou o cirurgião paulista Raul Cutait para assumir o Ministério da Saúde. O médico, um dos maiores nomes da cirurgia brasileira, foi indicação do PP para o cargo. O presidente do partido, o senador Ciro Nogueira, foi o responsável por negociar a indicação.

Até aí, tudo bem. Só que, ao saber que Ciro Nogueira condicionou a nomeação à ocupação dos segundo e terceiro escalões do Ministério pelo PP, Raul Cutait tratou de pular fora.

Pelamordedeus! Se essa baderna for confirmada é melhor que Dilma fique. Dá menos trabalho. Trocar seis por meia dúzia é sacanagem!


E agora, Verissimo? Como é que você vai escrever suas gracinhas com o afastamento do seu muso inspirador?

O abominável Veríssimo não se emenda: continua apostando sempre no pior. Ganhou algumas vezes, com a valorosa contribuição de um povo que, emprenhado pelos ouvidos por idiotas como ele mesmo, elegeu Lula e Dilma, por exemplo. Mas, para sua tristeza, ultimamente a “sorte” não tem bafejado suas escolhas nojentas. Suas apostas na probidade e competência de Lula e Dilma, só para ficar no mesmo exemplo, deram no que deram. Perdeu.

Hoje, em seu artigo n’O Globo, “Aposta tétrica”, ele aposta na eternidade de Cunha como presidente da Câmara e virtual Vice-Presidente da República após a queda de Dilma. Pois é, não é que o mané perdeu de novo? Com o afastamento do seu muso inspirador exatamente no dia que efetiva sua aposta por escrito, o que era para ser mais uma gracinha do Verissimo, transformou-se em duas, sendo que a gracinha mais engraçada é, sem dúvida, a cara de babaca do próprio, que infelizmente não vamos ver, mas, imaginamos.

Como Verissimo quase sempre não se limita a uma besteira só em seus textos, a outra, nesse caso, é a parte onde ele fala que o julgamento do impeachment no Senado é um “seminário sobre como ser eleito sem precisar de votos”, quando simplesmente omite que Temer também é dono dos 54 milhões de votos que são capciosa e convenientemente atribuídos somente a Dilma.

Mas vamos à parte final do besteirol do gracioso:

Verissimo: Aposta tétrica

(...) Aposta tétrica: quem está mais perto da Presidência do seu país, Donald Trump ou Eduardo Cunha? Para Hillary vencer, basta derrotar Trump no voto e esperar que a Corte Suprema não se meta. Para Eduardo Cunha botar a República no bolso, depende de condições que vão do improvável ao Deus nos acuda. Temer precisa estar impedido, legalmente ou de outro jeito, e Cunha precisa ainda estar na presidência da Câmara e na linha de sucessão. Conhecendo-se a habilidade de Cunha de continuar onde está com todos à sua volta pedindo sua queda, esta parece a condição mais fácil de acontecer.

Enquanto isso, no Senado, onde julgam a Dilma, continua o seminário sobre como ser eleito sem precisar de votos. No julgamento, todos os membros do júri já tinham seu veredito pronto antes de começar. O que certamente apressou a pantomima.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Temer nomeará ministros em “agrado” a aliados e redução de Ministérios vai pras cucuias - Vai começar mal!

“É impossível agradar a todos. Cortarei no máximo uns três ministérios”, diz Temer em relação às nomeações dos ministros.

Michel Temer imaginava ter como cartão de visitas a redução do número de Ministérios dos atuais 31 para algo em torno de 20, mas ontem capitulou: “Não sei se terei condições de diminuir o número de ministérios. Veja o Ministério da Cultura. Minha ideia era fundi-lo com a Educação, mas o pessoal do setor reclamou muito. Acho que cortarei no máximo uns três ministérios. Queria juntar o Desenvolvimento Agrário com a Agricultura, mas os setores não se conformaram. Pretendia também pôr dentro da Justiça o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, mas não será possível’’.

Agora eu pergunto: Não será possível por que, se o Artigo 84, Item I da Constituição diz que “compete privativamente ao Presidente da República nomear e exonerar os Ministros de Estado”?

E tem mais. O item II do mesmo Artigo 84 diz que também compete privativamente ao Presidente da República “exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da administração federal”.

Ora, se Temer admite publicamente que não vai conseguir nomear os ministros que quer, e que, em consequência disso, vai ter que abrir mão da sua privatividade para governar de acordo com os interesses dos partidos, desde já ele confessa que vai violar solenemente a Constituição, que determina exatamente o contrário.

Por certo que a prática dos “agrados” ministeriais não é nova e nem Temer vai sofrer algum impeachment baseado nela. O problema é que em um País em estado de emergência, à beira do caos absoluto, não há lugar para troca de favores desse tipo, sob o risco - quase certeza - de piorar ainda mais a situação.

Tomara que eu queime a minha língua, mas do jeito que a coisa se configura, vai ser mais um governo que vai pro saco.


terça-feira, 3 de maio de 2016

O que faltou ser visto e ouvido no discurso da Ostra no Dia do Trabalho.

Além do pajé desregulado por falta de assistência técnica, Dilma "comprimenta" o prefeito (trouxe fita métrica?) e promete aumentar a receita dos ânus próximos. Ou seja, se ela continuar, para variar quem vai entrar como o ânus somos nós.

Com legendas, para facilitar a compreensão do dilmês castiço.


Bispo da Universal é cotado para Ciência e Tecnologia - Fala sério, Temer!

O presidente nacional do PRB, o bispo licenciado da Igreja Universal Marcos Pereira está cotado para chefiar o Ministério da Ciência e Tecnologia de Michel Temer. Os dois reuniram-se ontem à noite no Palácio do Jaburu. A pasta foi oferecida ao partido esta semana, após naufragarem as tentativas de uma negociação em cima da Agricultura e da Secretaria Especial de Portos.

Sob Dilma Rousseff, o PRB comandou o Ministério do Esporte até as vésperas da aprovação do impeachment na Câmara. O titular da pasta nessa fase era o pastor George Hilton.

Se Temer começar com essa palhaçada de distribuição de cargos supostamente a troco de sustentação parlamentar é melhor nem desfazer as malas porque não vai demorar muito no cargo. Será que não passa pela cabeça dele e dos jumentos que o (des)orientam que agora é a hora de escolher o melhor entre os melhores em cada área, para que o País saia o mais rápido possível do atoleiro em que está? Será que não passa pela cabeça deles que a essas alturas do campeonato, com a Justiça nos calcanhares e até por causa da pressão popular, não vai haver parlamentar que vá contra o que for bem feito - à exceção, é claro, daquela meia dúzia de Jandiras, Wyllys, etc., que a gente já conhece bem?

O pior disso tudo é o absurdo dessa possibilidade específica: um bispo da Universal assumir a pasta da Ciência e Tecnologia, já que os crentes negam sistematicamente a Ciência por (de)formação e obrigação religiosas.

Que me desculpem os crentes, mas essa é a verdade.


O banho de bola que Júlio Marcelo de Oliveira deu nos senadores

O banho de bola que o Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira deu nos senadores - em todos - foi uma covardia!

Quem dera as ilustres Vossas Excelências do Senado chegassem aos pés da clareza, competência e determinação de Júlio Marcelo.

A doença do Olavo é contagiosa!

Você compra um jornal conceituado e dá de cara com isso. É um escárnio! O pior é que O Globo, a Folha e até a Veja estão no mesmo "padrão Fábio Porchat", coalhados de débeis mentais do mesmo nível e até piores.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Eu bem que avisei: Olavo pirou de vez!


Sobrou pão com mortadela!

Juntando as mulheres de grelo duro, as cagonas e mijonas, os cuspidores, o Titica Santa Cruz Credo e os Detonados, Dilma e seu séquito, os pelegos da CUT e os bandidos do MST, as manifestações de 1º de maio pelo país mal deram para encher uma Kombi.


As razões para monarquia de Bertrand vão de lojas de roupas infantis a Pelé

“Se alguém fosse abrir uma loja de roupas infantis, qual dos nomes escolheria: A Princesinha ou A Filhinha da Primeira-Dama?”
Bertrand de Orléans e Bragança

“O Pelé não é o presidente do futebol. É o rei do futebol. Isso não acontece só no Brasil, mas no mundo inteiro. As pessoas gostam do título.”
Bertrand de Orléans e Bragança

A julgar pelo cidadão que falou em nome da Família Imperial Brasileira, Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança, um dos trinetos de Dom Pedro II - que seria o atual príncipe imperial do Brasil pelo Ramo de Vassouras desde 5 de julho de 1981, quando seu irmão mais velho, D. Luís Gastão, que não tem filhos, assumiu o posto de Chefe da Casa Imperial Brasileira, herdado do pai - é melhor nem pensar em restauração da monarquia por aqui. Se é que alguém pensa nisso. É preferível essa bagunça que um rei com ideias de jerico.

Dom Pedro II deve estar se revirando no túmulo.

Entrevista à Veja

O senhor defende a monarquia a sério mesmo?
Sim, seria a solução. Os brasileiros se perguntam: valeu a pena a República para dar nisso? O regime atual divide a nação. Compare-o com a história no Segundo Reinado: foram 49 anos de estabilidade política, progresso e união nacional. E o maior exemplo é a Inglaterra. A rainha fez 90 anos, tem 64 de reinado, e a nação inteira festeja.

Seria o caso, então, de copiar a Inglaterra?
Seria uma monarquia parlamentar. Mas não podemos repetir o erro cometido durante a proclamação da República. Copiou-se o sistema americano, e deu no que deu. As pessoas não percebem o efeito psicológico da monarquia.

Que efeito é esse?
Uma nação, antes de tudo, deve ser uma grande família com um destino comum a realizar. O chefe de Estado é como um pai. Ele tem de estimular as qualidades do seu povo, assim como um bom pai faz com seus filhos. O primeiro-ministro inglês comentou algo extraordinário um dia desses: “O que sustenta a Inglaterra é a presença da rainha”. Deixe-me fazer uma pergunta: se alguém fosse abrir uma loja de roupas infantis, qual dos nomes escolheria: A Princesinha ou A Filhinha da Primeira-Dama?

A Princesinha venderia mais. É isso?
Claro. O sonho de toda mãe de família é que sua filha seja uma princesa. O Pelé não é o presidente do futebol. É o rei do futebol. Isso não acontece só no Brasil, mas no mundo inteiro. As pessoas gostam do título.

Digamos que o senhor seja sagrado monarca do Brasil. Qual o próximo passo?
Uma Constituinte para debater as aspirações do povo. O brasileiro tem dado uma demonstração de sanidade e esperança no futuro extraordinária. Basta ver as manifestações com o povo unido para passar uma régua na nação, com repúdio a um partido que tem uma agenda socialista. Era o projeto de poder de trinta anos deles. Os brasileiros não querem isso.

Onde seria o palácio?
Não vejo razão para mudar a capital do país novamente. A despesa seria muito alta.

Como as pessoas o abordam nas ruas?
Sou muito abordado em aeroportos e hotéis. O pessoal me reconhece e faz fila para tirar selfies. Estou acostumado. Os mais próximos me chamam de senhor. E há os mais tradicionais, que me chamam simplesmente de alteza. Tudo de uma forma natural.

Fala sério!