quinta-feira, 23 de abril de 2015

A delação premiada de Lula


O rombo nas contas da Petrobras está resumido neste discurso de Lula, no Comperj, em 2010.

Em apenas 1 minuto e 46 segundos, há praticamente tudo:

O clipe de Lula no Comperj resume em 1’46” a rapina cometida na Petrobras.

A versão integral do discurso é ainda mais reveladora. É quase uma delação premiada de Lula.

Inicialmente, ele citou as autoridades presentes ao evento. Cinco deles estão sendo investigados pela Lava Jato:
1 – “Quero começar cumprimentando o companheiro Sérgio Cabral”.
2 – “Nosso companheiro Pezão”.
3 – “O ministro Edison Lobão”.
4 – “O nosso querido Paulo Roberto Costa, presidente em exercício da Petrobras”.
5 – “Nosso companheiro Jorge Sergio Machado, presidente da Transpetro”.

Em seguida, ele explicou os motivos daquele evento:

“Eu sei que tem algumas pessoas que estão perguntando ‘por que o Lula já visitou pela terceira vez o Comperj, se ainda a obra não está sendo construída, está na fase da terraplanagem?’ A primeira coisa que tem que compreender é que eu adotei como filosofia de vida aquela de que ‘é o olho do dono que engorda os porcos’. Então, eu tenho que estar presente sempre, para saber se as coisas que nós decidimos estão funcionando”.

Cinco anos mais tarde, as obras no Comperj continuam paradas, mas a filosofia de vida de Lula funcionou: os porcos engordaram um bocado.

Depois de falar sobre seus porcos, Lula disse que sabia da roubalheira em Abreu e Lima. Ele disse também que a roubalheira tinha de prosseguir:

“Se a gente não fica esperto, a obra da refinaria de Pernambuco estaria parada. Porque se levantou suspeita de sobrepreço em algumas obras. E foi para a comissão do Congresso, a comissão do Congresso colocou no anexo VI, e eu vetei, porque senão teria que ter mandado embora 27 mil trabalhadores”.

Lula esclareceu igualmente que, para engordar seus porcos, a ração teria de ser fornecida pela própria Petrobras:

“O companheiro Paulo Roberto Costa sabe, a Dilma Rousseff, como presidenta do conselho administrativo da Petrobras, sabe, o ministro Lobão, como ministro de Minas e Energia, sabe que, há cinco anos atrás, se dependesse da vontade da Petrobras, não teria nenhuma refinaria no Brasil”.

Outro porco do chiqueiro de Lula, Hugo Chávez, entrou na história:

“Numa visita de trabalho do presidente Chávez, conseguiu a parceria para a PDVSA se associar à Petrobras. Levamos três anos para construir essa parceria, porque a Petrobras e a PDVSA são duas grandes empresas, e duas moças bonitas no mesmo baile, elas sofrem uma concorrência natural entre elas, e nós demoramos muito para construir a engenharia do acordo que, graças a Deus, está pronto e está andando”.

Lula, a essa altura, introduziu o único assunto que realmente interessava:

“São bilhões de dólares, de investimentos. Se a gente for medir só o que a gente está fazendo, a gente vai ultrapassar os US$ 60 bilhões em refinaria neste país”.

E apresentou seus cúmplices:

“Aqui tem muitos empresários do setor da construção civil”.

O juiz Sergio Moro poderia usar o discurso de Lula como prova da Lava Jato. Ele mostra claramente quem era o chefe do esquema.

Sibá por Gabeira

“A tendência é achar que o Sibá Machado não existe, que é criação de algum escritor dedicado ao realismo fantástico. Mas Sibá existe e ocupa a liderança de um partido com 64 deputados na Câmara. Como foi possível Dilma ser presidente do Brasil? Como foi possível Sibá Machado tornar-se o líder de um partido que está no poder há 12 anos?”
Fernando Gabeira em “Hora e vez de Sibá Machado”

Pérolas recentes e imperdíveis do nosso querido apedeuta

Extraído de quem mais senão do Augusto Nunes?

“Até agora, todos que roubaram têm diploma”.
Lula, durante a discurseira no congresso de metalúrgicos em Guarulhos, mostrando que confunde título de doutor honoris causa com diploma.

“As pesquisas jogam o Brasil para baixo e quem fala isso não conhece a força deste país”.
Lula, depois do almoço desta sexta-feira, durante a palestra motivacional para funcionários da cervejaria Itaipava, avisando que só acredita nas pesquisas de opinião que mostram o governo petista com mais de 60% de “ótimo” ou “bom”.

 “Vejo por aí o povo dizendo que a Petrobras acabou, mas eu digo que não. A Petrobras não só não acabou, como as ações de janeiro para cá cresceram 50%”.
Lula, depois do almoço desta sexta-feira, durante a palestra motivacional para funcionários da cervejaria Itaipava, deixando claro que exagerou na dose.

“A minha assessoria deve estar puta da vida comigo porque dizem que político não pode aparecer bebendo. Primeiro eu não tenho mandato, não recebo salário público, então eu posso fazer o que quiser. Sou dono da minha vida e eu posso dar uma bicadinha na sua cerveja. Quem não está gostando são os seus adversários”.
Lula, depois do almoço desta sexta-feira, na palestra motivacional para funcionários da cervejaria Itaipava, fingindo que não empunha um copo enquanto exerce algum mandato.

“Se tem problema de corrupção na Petrobras, então prendam quem roubou. Prendam. É pra isso que tem Justiça, é para isso que tem polícia, mas não vamos confundir o que está acontecendo com algumas pessoas com o destino desse País”.
Lula, depois do almoço desta sexta-feira, aproveitando a palestra motivacional para funcionários da cervejaria Itaipava para ameaçar toda a companheirada — incluindo ele próprio e Dilma Rousseff — com uma ordem de prisão.

Grandes enigmas da humanidade

Se o cu é menor que a boca, por que o supositório é maior que o comprimido?

Um psicopata conhecido

Devidamente chupado (êpa!) do Magu lá no Blog do Giulio Sanmartini, esse texto publicado na Folha sobre o livro de Adrian Furnham, “50 Ideias de Psicologia que Você Precisa Conhecer”, claramente nos remete a uma figura sobejamente conhecida. Resta a dúvida do eterno dilema da Tostines: Lula é psicopata porque é criminoso ou é criminoso porque é psicopata? Eu aposto em palpite duplo.

Os psicopatas nunca assumem responsabilidade quando são pegos. Fugir é o primeiro comportamento de um psicopata acossado, ele deixa para trás colegas, família e devedores. “A próxima reação é mentir aparentando fraqueza e sinceridade”, escreve Adrian Furnham em “50 Ideias de Psicologia que Você Precisa Conhecer”.

“Os psicopatas são, basicamente, amorais”, diz. “São capazes de elaborar desculpas e racionalizações, de modo que muitas vezes apresentam uma fachada convincente de competência e maturidade”.

Apesar de os psicopatas assassinos serem os mais famosos dentre aqueles que apresentam transtorno de personalidade antissocial, parte deles vive de golpes, mentiras, trapaças e crimes corporativos. A falta de remorso e de apreço pelos sentimentos alheios, não necessariamente o homicídio, são características da psicopatia.

O psicopata é incapaz de ser leal a qualquer pessoa além de si mesmo. A particularidade é a falta de empatia, palavra usada para descrever uma projeção mental na qual o indivíduo presume o que o outro está sentindo.

Quando são interrogados sobre justiça e moralidade, as respostas são convencionais e consideradas corretas, mas não aplicam esse conhecimento aos seus atos.

“São indiferentes a magoar, ferir, maltratar ou roubar os outros ou racionalizarem esses comportamentos”, conta Furnham. “Pode parecer que classificá-los de antissociais não passa de um grande e sério eufemismo”.

No trabalho, eles podem ser considerados produtivos e bem-sucedidos. A explicação para o sucesso estaria na tendência de adotar qualquer estratégia para vencer, como descobrir os benefícios das pessoas, explorá-las e descartá-las sem consideração por qualquer promessa feita.

Em “Ponerologia: Psicopatas no Poder”, o psiquiatra polonês Andrew Lobaczewski (1921-2007) apresenta uma pesquisa sobre a atuação dos psicopatas na política. A análise de Lobaczewski nos faz pensar que nenhum serial killer foi capaz de provocar tantos danos à sociedade quanto aqueles que podem governar uma nação.

A ideia de insano e mau surgiu no início do século 20. “Alguns acreditam que o termo ‘psicopata’ para diagnosticar ou se referir a uma pessoa é vago”. No livro, Furnham relata quais são os critérios para o diagnóstico, como irresponsabilidade, impulsividade, superficialidade e vaidade.

“Eles se comportam como se as regras e os regulamentos sociais não se aplicassem a eles”, diz. “Não têm respeito a autoridades e instituições, família e tradições”.

Os textos de “50 Ideias de Psicologia que Você Precisa Conhecer” apresentam conceitos e autores fundamentais da psicologia. Efeito placebo, inteligência emocional, QI, neuroses, inteligência artificial e dislexia são alguns dos temas abordados por Furnham.

“Caderno de Teses” do PT: Um Partido Para Tempos de Desespero

O PT lançou um “Caderno de Teses” (link) com sete capítulos: “Um Partido Para Tempos De Guerra”, “Resgatar O Petismo No PT”, “Mudar Mais: Por Um Novo Ciclo De Mudanças Democráticas No País”, “Contribuição Da Militância Socialista”, “O 5º Congresso Do PT: Manifesto”, “O Tempo Não Para” e “Abaixo A Política De Austeridade”. Cada capítulo foi escrito por uma “tendência” ou “chapa” do partido, a saber, respectivamente: “Direção Nacional da Articulação de Esquerda”, “Diálogo e Ação Petista”, “Mensagem ao Partido”, “Militância Socialista”, “O Partido que Muda o Brasil”, “Partido Para Todos e Na Luta” (Movimento PT/Tribo/Socialismo XXI e independentes) e “Virar à Esquerda! Reatar com o Socialismo!”

Escrito em março, logo após as manifestações contra o governo do dia 15, o calhamaço de 165 páginas (haja besteira para escrever) é o sinal evidente que a petralhada sentiu que o negócio ficou feio pra eles.

O estrupício ficou até gozado: uma mistura de desespero, com manual de guerrilha do Marighela e manifesto comunista.

Vejam só uma das pérolas em “Um Partido Para Tempos De Guerra”, escrita pela “Direção Nacional da Articulação de Esquerda”, capitaneada pelo indefectível Valter Pomar, comuna que espuma ódio contra o capitalismo pelos cantos da boca:

“10. A quarta tarefa é alterar a linha do governo. É plenamente possível derrotar a direita se tivermos para isto a ajuda do governo. É possível derrotar momentaneamente a direita, até mesmo sem a ajuda do governo. Mas é impossível impor uma derrota estratégica à direita, se a ação do governo dividir a esquerda e alimentar a direita. Por isto, o 5º Congresso do PT deve dizer ao governo: que os ricos paguem a conta do ajuste, que as forças democrático-populares ocupem o lugar que lhes cabe no ministério, que a presidenta assuma protagonismo na luta contra a direita, contra o “PIG” e contra a especulação financeira.”

É mole? Os caras não querem mais nada não? É muita cara de pau!

É lógico que eu não li tudo. Ainda. Mas vou ler para dar boas gargalhadas. Por enquanto fico com as observações de Ronaldo Caiado que leu pelo menos o primeiro capítulo e discursou no Senado a respeito.

Tive que imprimir e ler em plenário do Senado trechos do caderno de teses que o PT vai levar ao seu congresso partidário para que meus colegas acreditassem na veracidade do que está ali escrito. Um partido que está no poder há 12 anos lança um documento oficial chamado “Um partido para tempos de guerra”. Estão loucos? Um caderno que fala em “demitir ministros capitalistas”? Em argentinizar nossa credibilidade propondo o calote nas dívidas internas e externas? Em “estatizar a Rede Globo e abrí-la para os movimentos sociais”?

A lista de devaneios segue e não se acha uma proposta visando melhorar o país. Para eles, o partido está acima de tudo, o Brasil é secundário. O caderno chega ao cúmulo de pedir para eliminar qualquer criminalização de movimentos sociais. Querem criar uma nova casta, onde CUT, MST e as tropas do general Stédile ficariam inimputáveis. Livres para agir como os coletivos de Maduro, na Venezuela.

Como falei mais cedo, é sintomático que os dirigentes petistas gestados nessa política partidária tenham o DNA do autoritarismo, da aversão à democracia e da utilização das instituições como ferramentas de corrupção. E a origem de tudo isso é o Foro de São Paulo, esta organização que estabeleceu essas diretrizes para que PT e outros partidos de esquerda na América Latina se perpetuassem no poder às custas da deterioração de nossas instituições. E o pior: o principal financiador de tudo isso, como alerta Olavo de Carvalho, é o Estado brasileiro operado pelo PT.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Você é crente? Quem é burro que peça a deus que o mate e o diabo que o carregue!

FHC e Lula: o amor é lindo!

Inspirado por um post do Gil (Anhangüera) no Blog do Giulio Sanmartini.

Pimentel dá Medalha da Inconfidência a Stedile e Lewandowski. E tome vaia



Reinaldo Azevedo: Pimentel, Lewandowski e Stedile são vaiados em Minas. É a voz das ruas…

O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), resolveu usar o mandato para tentar desconstruir a imagem de antecessores. O tiro pode estar saindo pela culatra. Nesta terça, na solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, o homem recebeu vaia de todo lado — e o mesmo aconteceu com alguns de seus agraciados. Já chego lá. Vestidos com camisetas pretas, professores se diziam de “luto pela educação”. Sim, a CUT e o Sind-UTE estavam lá. Mas havia grupos sem nenhuma vinculação com as esquerdas.

Muitos dos presentes protestavam mesmo era contra a lista de agraciados. Pimentel concedeu a medalha, entre outros, a Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo, e a João Pedro Stedile, o chefão do MST, que é um contumaz violador de leis.

Uma das faixas estampava: “A Inconfidência é dos brasileiros e não do PT”. Manifestantes repudiavam “apadrinhados do PT de reputação duvidosa”.  Houve princípio de panelaço quando Pimentel e Lewandowski discursaram. “Estamos indignados com a corrupção, desvio de dinheiro, apropriação da riqueza do país”, afirmou, por exemplo, o comerciante André Brandão.

Ao se referir ao presidente do Supremo, o ministro predileto dos petistas, o governador de Minas viu nele um homem “fiel à sublime missão da magistratura”, dono de um “incomparável senso de Justiça”. Referindo-se, ainda que de modo oblíquo, ao petrolão, considerou Pimentel: “O sistema jurídico perfeito não é aquele que se alimenta do estardalhaço, mas aquele que se alimenta dos fatos e somente dos fatos”. Huuummm… Nem parece o governante que está há quase quatro meses demonizando os que o antecederam no cargo.

A solenidade se deu na Praça Tiradentes, mas não foi exatamente pública. Uma área foi cercada para o evento, e 600 pessoas foram selecionadas para desempenhar o papel de “povo feliz”. Os que protestavam contra o governador, contra Lewadowski e contra Stedile — perto de três mil pessoas — não puderam passar a barreira. O PT, ultimamente, anda de mal com o povo…

Pimentel exaltou a figura de Tiradentes: “Estamos reunidos para celebrar a memória de um homem, um herói e um mito. Representa um ideal sublime e difuso”. Pois é… Eu estou enganado, ou a Inconfidência Mineira foi liderada por personalidades que os petistas hoje não hesitariam em chamar de “coxinhas”?

Para encerrar: ornar o peito de Stedile com a medalha que remete a um homem que, a seu tempo, lutou contra a tirania é um acinte. Stedile, como resta evidente, é um homem que luta abertamente contra a democracia.

O Fim da Presidente

Alckmin, Serra e FHC boicotam claramente Aécio Neves

Carlos Chagas

Determinou satisfação entre os tucanos paulistas, senão o engajamento, ao menos a simpatia do presidente do PSDB, Aécio Neves, pela tese do impeachment da presidente Dilma. Não porque Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e outros caciques endossem a proposta. Muito pelo contrário, são contra, como se tem manifestado. O que começam a festejar são as possíveis dificuldades do senador mineiro diante de uma aventura por enquanto inviável, capaz de desgastá-lo. No fundo estão o controle do partido e a sucessão presidencial de 2018.

O PSDB de São Paulo engoliu a muito custo a candidatura de Aécio em 2014 e não pretende permitir que se repita, apesar de o candidato derrotado haver assumido a chefia da legenda e, por enquanto, aparecer como o chefe da oposição.

Aliás, os experientes e pérfidos tucanos paulistas já se preparam para difundir singular raciocínio que, a um só tempo, atingirá os adversários do PT e os companheiros da corrente mineira do próprio partido: “Não foi Dilma que venceu as eleições do ano passado! Foi Aécio que perdeu!”

Maldade pura, mas explorada pelo fato de que o candidato perdeu em Minas, seu próprio estado. Caso tivesse trabalhado melhor seu pano de fundo, teria vencido, dada a diferença de votos com a vitoriosa.

Não é de graça que Fernando Henrique Cardoso aparece um dia sim e outro também, na mídia, negando a hipótese do impeachment da presidente. Mais do que defendê-la, pretende atingir o correligionário e trabalhar para uma reviravolta na tendência ainda hoje majoritária de que daqui a quatro anos o candidato deve ser Aécio. A mesma posição sustenta José Serra, nem se falando de Geraldo Alckmin, que por ser governador necessita de benesses de Brasília.

Na hora em que se discute a proibição de doações empresariais nas campanhas eleitorais, ou seja, os partidos que busquem recursos junto a seus filiados de carteirinha, vem a presidente Dilma e triplica o fundo partidário, a partir de agora de R$ 868 milhões para dividir entre todas as legendas. Claro que a maior parte destinada aos de maiores bancadas no Congresso.

Cortes foram feitos no orçamento nos setores da educação, saúde e segurança, sem falar em outras necessidades prementes do país. Para os partidos políticos, no entanto, não faltarão milhões. Coisa que nem de longe afastará outras contribuições, as legais e as fajutas, pois até agora o Congresso não deu sinais de aprovar a proibição total das empresas escorregarem dinheiro nas campanhas e cobrar em depois, com juros, na elaboração das leis.

Brasil, 515 anos hoje


terça-feira, 21 de abril de 2015

Regina regnat, sed non gubernat*

*A rainha reina, mas não governa.

Dilma, por livre e espontânea pressão do PT depois que a quadrilha decidiu que não aceitará mais doações de empresas, sancionou o Orçamento de 2015 sem vetar a emenda adicionada no Congresso Nacional que triplica o Fundo Partidário, que vai de R$ 289 milhões para R$ 867,5 milhões.

Comentário de Ricardo Noblat:

É tal a fragilidade da presidente Dilma Rousseff que, na hora em que arrocha os gastos da União, ela sanciona um Orçamento Geral sem vetar no todo ou em parte a proposta que triplicou os recursos destinados ao Fundo Partidário, uma das principais fontes de financiamento dos partidos.

No projeto original, o governo destinara ao Fundo R$ 289,5 milhões. Mas aí o valor foi elevado para R$ 867,5 milhões pelo relator do Orçamento no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Dilma bem que gostaria de ter vetado o aumento – mas cadê força política para isso?

Ela precisa da boa vontade da maioria dos partidos para aprovar o ajuste fiscal do seu ministro da Fazenda Joaquim Levy. E também para que não caiam na tentação de aproveitar sua popularidade em baixa para apresentar uma sugestão de impeachment.

A descoberta da roubalheira na Petrobras ameaça deixar os partidos sem dinheiro – ou com pouco – para enfrentar as eleições municipais do próximo ano. As empreiteiras envolvidas na corrupção sempre foram as campeãs em doações aos partidos. Várias delas, agora, estão quebradas.

A Dilma só resta – não se sabe até quando – fazer as vontades dos partidos que ela sempre desprezou. É no que dá ser rejeitada por pouco mais de 60% dos brasileiros.

O trem tá atrasado ou já passou

Como o dia hoje é de Tiradentes e o País hoje passa por momentos de insanidade, lembrei do “Samba do Crioulo Doido”, uma paródia composta pelo genial Sérgio Porto, sob pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta, em 1968, para o Teatro de Revista, em que procura ironizar a obrigatoriedade imposta às escolas de samba de retratarem nos seus sambas de enredo somente fatos históricos. A composição fez parte do musical Pussy Pussy Cats, produzido por Carlos Machado e estrelado pelo Quarteto em Cy.

A letra lembra muito a História do Brasil que os nossos professores freire-gramscianos andam ensinando aos nossos netos.

Samba do Crioulo Doido

Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes

Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar

Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta

Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
A Leopoldina virou trem
Dom Pedro é uma estação também

O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Parecer de Reale será sólido e concluirá pelo impeachment, por uma ou mais razões

Jorge Béja

É certo que o Parecer do Jurista Miguel Reale Junior, a ser divulgado a qualquer momento, vai concluir pela possibilidade jurídica da abertura do processo de Impeachment da presidente Dilma, a requerimento do PSDB e de, no mínimo, 70% do povo brasileiro. Sim, 70%, porque aqueles 63% (a favor do impedimento) foram apurados pelo DataFolha antes da prisão do Vaccari e também antes da divulgação do Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que flagrou Dilma na prática de crime de responsabilidade.

De lá para cá, é razoável crer que a percentagem não diminuiu, mas aumentou, sem possibilidade de erro, para mais ou para menos. E levando em conta que a magnitude do desastre que o governo petista causou e causa à Nação decorre de múltiplos fatos criminosos, é possível que o Parecer do eminente Jurista não se concentre em apenas um deles ( a “pedalada fiscal” ) e examine também os demais, uma vez que todos levam ao afastamento da presidente.

ADAMS E CARDOZO

No mesmo dia em que foi publicado o Relatório (unânime) do TCU sobre a denominada “pedalada fiscal”, Dilma escalou Luís Inácio Adams, Advogado-Geral da União, e José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, para fazerem a defesa do governo e da presidente. Em entrevista coletiva, os dois até que tentaram, mas não conseguiram.

Adams declarou que nem toda infração à Lei de Responsabilidade Fiscal é crime de responsabilidade. É crime sim, doutor Adams. A Lei Complementar nº 101, de 4.5.2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) contém 75 artigos. E o artigo 73 dispõe, textualmente e sem excepcionar, que as infrações a seus dispositivos serão punidas na forma do Decreto-Lei nº 2848, de 1940 (Código Penal) e da Lei nº 1079, de 1950 (Lei do Impeachment).

Portanto, se o legislador não indicou qual ou quais as infrações que não seriam infrações criminosas, é porque todas as infrações a seus dispositivos constituem crimes de responsabilidade. Sendo a lei clara, descabe interpretação. É como dizia a sabedoria romana “In Claris Cessat Interpretatio” (Quando a lei é clara, incabível qualquer outra interpretação).

UM DOS CRIMES

Tem-se, portanto, que os pagamentos que a CEF, o Banco do Brasil e o BNDES fizeram, com recursos próprios e em nome do governo, a fim de sustentar, adimplir e prover o Bolsa Família, o Seguro-Desemprego e outras eventuais obrigações federais, tais pagamentos representaram empréstimos daqueles bancos ao Tesouro Nacional, o que é rigorosamente vedado e definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal como crime susceptível de impeachment do presidente da República. Está na lei.

E se esta conduta criminosa também ocorreu em anos e gestões passadas, a habitualidade delituosa não apaga o delito, nem revoga a lei. Pelo contrário, responsabiliza ainda mais quem a cometeu por último, justo por ter plena ciência do crime e da impunidade que decorre da sua prática. Até que um dia “a casa cai”, ou “perdeu”, como falam os bandidos do asfalto no momento que nos rendem para cometer assaltos.

EXEMPLO ESTAPAFÚRDIO

Também o exemplo que o ministro da Justiça, J. E. Cardozo, durante a entrevista, citou em defesa do governo e da presidente, é inadequado e impróprio. Ridículo, mesmo. Ele comparou aqueles bancos (CEF, BB e BNDES) a empregados que não receberam o pagamento de seus salários no fim do mês e a falta de pagamento representaria um “empréstimo” que os empregados (sem salário) fizeram ao patrão. Que gafe, ministro!! O senhor, sem refletir, estabeleceu um parâmetro contra seu próprio governo, que nega ter ocorrido empréstimo. E comparou o que é incomparável.

A uma, a CEF, o BB e o BNDES não são empresas-empregadas do governo e nenhuma relação empregatícia existe entre eles. A duas, porque empregado que não recebe seu salário no fim do mês não está emprestando dinheiro ao patrão, e sim, sendo explorado e humilhado pelo patrão, o que o deixa em estado de penúria e miséria. A três, porque referidos bancos não deixaram de receber remuneração por serviços prestados ao governo, e sim pagaram, com recursos próprios, dívida governamental-federal. E qual o nome que se dá a essa operação, entre instituições financeiras de um lado e governo federal do outro, a não ser EMPRÉSTIMO?

OUTROS CRIMES

É possível que o Parecer do Jurista Miguel Reale Junior também considere, como justificativa legal para fundamentar pedido de impeachment da presidente Dilma, outras torpes e criminosas práticas petistas: os danos e desfalques causados à Petrobrás, que enriqueceram o PT e muitos outros ladrões e que também apanham o governo Dilma e antes de Dilma, quando esta era presidente do Conselho de Administração da estatal.

O fato do artigo 86, § 4º da Constituição Federal dispor que o presidente da República, na vigência do seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções, em nada, absolutamente nada, impede o impeachment de Dilma. Primeiro, porque a Lei das Sociedades Anônimas e o Estatuto da Petrobrás estabelecem que a reponsabilidade de todos os membros do Conselho de Administração da estatal é solidária. Ou seja, a todos alcançam. Segundo porque, ao se tornar presidente da República e silenciar a respeito do que viu, soube e deixou fazer de danoso na Petrobrás, quando presidia o seu Conselho de Administração, Dilma comete, no exercício da presidência da República e Autoridade Suprema do País, ato de improbidade, caso não se constitua também crime de responsabilidade, por omitir-se quanto à obrigação de mandar investigar o passado.

TAMBÉM CRIME ELEITORAL

E não se pode descartar a possibilidade do Parecer do Eminente Jurista Miguel Reale Junior também abordar a dinheirama roubada da Petrobrás e que foi entregue ao PT. O ocorrido constituiu crime eleitoral, suficiente para o TSE, mesmo sem processo de impeachment, cassar a diplomação de Dilma, etapa legal, indispensável e anterior à posse na presidência. E com a cassação do diploma, a posse perde seu efeito constitucional e Dilma é afastada.

E nem se alegue prescrição para a cassação do diploma, a contar do dia da diplomação. Isto porque, a teor do art. 200 do Código Civil, não corre prescrição quando a ação (eleição de Dilma) se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal. Isto é, de fato criminoso, que não é apenas o enriquecimento do PT com dinheiro roubado da Petrobrás, é também a existência de Caixa 2. E Caixa 2 é crime eleitoral.

Entre 175 países, Brasil é 121 em facilidade para fazer negócios

Segundo o Banco Mundial em seu relatório “Regulamentação Trabalhista no Mundo”, a tragédia em números é a seguinte:

BRASIL
Renda média inferior
População (m) 186,4
Renda per capita (US $) 3.460
Facilidade para fazer negócios (classificação) 121

Começar um negócio (classificação) 115
Procedimentos (número) 17
Tempo (dias) 152
Custo (% da renda per capita) 9,9
Capital mínimo (% da renda per capita) 0,0

Obtenção de alvarás (classificação) 139
Procedimentos (número) 19
Tempo (dias) 460
Custo (% da renda per capita) 179,9

Contratação de funcionários (classificação) 99
Índice de dificuldade de contratação (0-100) 67
A rigidez do índice de horas (0-100) 60
Índice de dificuldade de demissão (0-100) 0
Índice de rigidez trabalhista (0-100) 42
Custo do trabalho assalariado não (% do salário) 37
Firing custo (semanas de salário) 37

Registro de propriedades (classificação) 124
Procedimentos (número) 14
Tempo (dias) 47
Custo (% do valor do imóvel) 4,0

Obtenção de crédito (classificação) 83
Índice de eficiência dos direitos legais (0-10) 2
Índice do alcance das informações de crédito (0-6) 5
Cobertura de registro públicos (% de adultos) 9,2
Cobertura de órgãos privados (% de adultos) 43,0

Proteger os investidores (classificação) 60
Índice de transparência (0-10) 5
Índice de responsabilidade do diretor (0-10) 7
Facilidade de ações pelos acionistas (0-10) 4
Índice de eficiência da protecção dos investidores (0-10) 5,3

Pagamento de impostos (classificação) 151
Pagamentos (número por ano) 23
Tempo (horas por ano) 2600
Taxa de imposto total (% do lucro) 71,7

Comércio internacional (classificação) 53
Documentos para exportar (número) 7
Tempo para exportar (dias) 18
Custo para exportar (US $ por contêiner) 895
Documentos para importar (número) 6
Tempo para importar (dias) 24
Custo para importar (US $ por contêiner) 1.145

Cumprimento de contratos (classificação) 120
Procedimentos (número) 42
Tempo (dias) 616
Custo (% da dívida) 15,5

Fechamento de empresas (classificação) 135
Prazo (anos) 4,0
Custo (% da propriedade) 12
Taxa de recuperação (centavos por dólar) 12,1

Junte-se ao prontuário de desserviços ao Brasil

Depois de uma série de divergências com o Brasil sobre a administração da Usina Hidrelétrica de Itaipu, pertencente aos dois países, o Paraguai decidiu mover uma ação judicial para garantir aqueles que, a seu ver, eram direitos que vinham sendo ignorados.

Quem foi o advogado da parte paraguaia no processo contra brasileiros? Ele mesmo: Luiz Édson Fachin, agora indicado pela presidente Dilma para o lugar do ministro Joaquim Barboza no Supremo Tribunal Federal.

Fachin ganhou a ação contra o Governo brasileiro. Viva o Paraguai!

Cala a boca Irmã Paula! - vulgo Fernando Henrique Cardoso

“Impeachment não pode ser tese. Ou houve razão objetiva ou não houve. Quem diz se houve é a Justiça, o Tribunal de Contas, a polícia. Você não pode se antecipar a isso, transformar o seu eventual desejo de por um outro governo (no poder) em algo fora das regras da democracia. Isso é precipitação. Os partidos têm que esperar.”

Fernando Henrique, em entrevista ontem no 14º Fórum de Comandatuba, na Bahia, contrariando as posições mais recentes de integrantes de seu partido, o PSDB.

Irmã Paula, vulgo Fernando Henrique Cardoso, também disse que é contra a redução da maioridade penal, mais uma vez batendo de frente com o PSDB e foi enfático em dizer que discorda da proposta de extinção do PT, defendida por oposicionistas mais radicais como Ronaldo Caiado, senador pelo DEM:

“Eu sou contra. O PT é um partido importante, que contribuiu em muitos momentos da vida brasileira. Como se faz democracia extinguindo partido? O PT tem que coibir os abusos que ele próprio fez, a sociedade tem que ser contra esses abusos, mas não tem sentido fechar o PT.”

Que tal se a imaculada Irmã Paula se filiasse ao PT?

domingo, 19 de abril de 2015

Os 12 milhões de Palocci

Besta Fubana

Em 3 de dezembro de 2010, a petista Dilma Rousseff, eleita havia poucas semanas para seu primeiro mandato como presidente da República, mandou anunciar o nome do ministro mais poderoso de seu governo. Dali a dias, Antonio Palocci – ex-ministro da Fazenda, ex-deputado federal, ex-prefeito de Ribeirão Preto e hoje alvo ilustre da Operação Lava Jato – assumiria a chefia da Casa Civil. Era a improvável ressurreição política de Palocci, ceifado do governo Lula anos antes, quando, após resistir a toda sorte de acusações de corrupção, acabou por não resistir ao escândalo da quebra dos sigilos do caseiro Francenildo. Perdeu o cargo, mas não a influência. Palocci ressurgiu na eleição de Dilma. Coordenou a campanha e atuou como arrecadador informal da petista, ao lado do tesoureiro do PT, João Vaccari, hoje preso. A nomeação para a Casa Civil, na qual sucederia a Erenice Guerra, premiava seus bons serviços na campanha. Nas palavras de Dilma, Palocci fora “um dos artífices da jornada vitoriosa” que a elegera. Estava claro quem mandaria em Brasília no terceiro mandato petista.palocci
No mesmo dia do anúncio, Palocci recebeu R$ 1 milhão do escritório do criminalista Márcio Thomaz Bastos, segundo documentos da empresa do petista, em poder do Ministério Público Federal (MPF) e obtidos pela reportagem. MTB, como era conhecido o advogado, morreu no ano passado. Em 2010, após uma longa passagem pelo Ministério da Justiça do governo Lula, na qual fez muitas tabelinhas com Palocci, resistia como principal conselheiro jurídico da cúpula do PT. O dinheiro foi repassado sem que houvesse sequer contrato formal. Era um contrato de boca. Duas semanas depois, Palocci recebeu mais R$ 1 milhão de MTB. Os R$ 2 milhões somavam-se aos R$ 3,5 milhões repassados durante a campanha e a pré-campanha de Dilma. No total, 11 pagamentos. Sempre sem contrato. Sempre em valores redondos – R$ 500 mil, no auge das eleições, e R$ 250 mil, antes. Sempre depositados, segundo o próprio Palocci, na conta da Projeto, a empresa de consultoria criada por ele após deixar o governo Lula.
Qual a origem do dinheiro? O Pão de Açúcar, dizem os advogados de Palocci e do escritório de MTB. Por que o Pão de Açúcar pagaria uma pequena fortuna a Palocci? Para que o petista, um médico sanitarista que passava aqueles dias de 2010 na intensa faina de uma campanha presidencial, ajudasse na fusão entre o grupo de Abilio Diniz e as Casas Bahia. Não se sabe como Palocci poderia ser tão valioso numa negociação dessa natureza – nem por qual razão o Pão de Açúcar não o contratara diretamente. Mas ele prestou algum serviço? A renomada consultoria Estáter, contratada de forma exclusiva pelo Pão de Açúcar para tocar a fusão, informou ao MPF que, por óbvio, não – Palocci não prestou qualquer serviço, o que despertou suspeitas entre os investigadores. Fontes que participaram das negociações confirmaram que Palocci não participou de qualquer reunião, conversa informal ou troca de e-mails durante o negócio. Em ofício ao MPF, o Pão de Açúcar disse que “em função da relação de confiança desenvolvida” é comum que os “serviços de assessoria jurídica sejam contratados de modo mais informal”. Palocci não é advogado. Procurado pela reportagem, o Pão de Açúcar informou que não vai se pronunciar.
Palocci não tardou a cair novamente. Pouco após assumir a Casa Civil, o jornal Folha de S.Paulo revelou que ele comprara um apartamento avaliado em R$ 6,6 milhões, antes de voltar a Brasília. Palocci, que não tem herança e sempre foi político, se recusou a explicar a origem do dinheiro. Disse apenas que provinha dos clientes que contratavam a Projeto, sua empresa de consultoria. Preferiu deixar a Casa Civil a revelar os nomes deles – e a declinar para que fora exatamente contratado. Agora, a reportagem teve acesso a documentos internos da empresa de Palocci, a uma investigação sigilosa do MPF sobre ela e a uma lista com 30 nomes de empresas que pagaram o ex-ministro. Os papéis oficiais, assim como a investigação dos procuradores, revelam que a prosperidade da empresa de Palocci coincidiu com o momento em que ele assumiu as tarefas de coordenar a campanha de Dilma – e de arrecadar para ela.
Em 2010, Palocci recebeu, ao menos, R$ 12 milhões em pagamentos considerados suspeitos pelo MPF. Além dos pagamentos do escritório de Márcio Thomaz Bastos, supostamente em nome do Pão de Açúcar, os procuradores avaliaram como suspeitos os pagamentos do frigorífico JBS e da concessionária Caoa. Eles somam R$ 6,5 milhões. São suspeitos porque, na visão do MPF, Palocci, mesmo depois de ouvido, não conseguiu comprovar que prestou serviços às empresas – ou foi desmentido por quem estava envolvido, como no caso da consultoria Estáter e do Pão de Açúcar. Ademais, para o MPF, a inexistência de contratos para muitos dos pagamentos reforça os indícios de que as consultorias foram, na verdade, de fachada. Por que grandes empresas gastaram tanto com Palocci? E qual o destino final do dinheiro? Ninguém sabe ainda.
A investigação à qual a reportagem teve acesso corre em Brasília, mas será requisitada por procuradores que trabalham nos dois maiores casos de corrupção sob investigação no país: a Lava Jato. No petrolão, a Procuradoria-Geral da República abriu inquérito para apurar a acusação de que o petista arrecadou R$ 2 milhões – para a mesma campanha de Dilma em 2010. A denúncia foi feita pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Como Palocci não tem foro privilegiado, o processo contra ele corre no Paraná, sob a guarda do juiz Sergio Moro. Com base no trabalho dos procuradores de Brasília, a Força-Tarefa de Curitiba espera avançar mais rapidamente no rastro do dinheiro que circulou pelas contas associadas ao ex-ministro. Eles preparam o pedido de quebra dos sigilos de Palocci, entre outras medidas.
RO
O procurador da República Frederico Paiva, responsável pela investigação e coordenador do núcleo de combate à corrupção no Distrito Federal, não quis dar entrevista, porque o caso corre sob sigilo. Com o avanço em Palocci, que também está sob investigação em outras frentes da Lava Jato, a Força-Tarefa do Paraná atinge a tríade responsável pela arrecadação de dinheiro no PT desde a queda de Delúbio Soares. Além de Palocci, a tarefa cabia ao ex-ministro José Dirceu e ao tesoureiro João Vaccari. No caso de Vaccari, já preso, as evidências de participação no esquema são abundantes. Os procuradores também abriram uma investigação específica para Dirceu. À semelhança de Palocci, Dirceu enriqueceu como consultor, após sair do governo em desgraça. Ele é suspeito de forjar contratos de consultoria para receber propina das empreiteiras. Ele e as empresas negam. No total, José Dirceu recebeu como consultor pouco mais de R$ 29 milhões entre 2006 e 2013. “Uma das principais sistemáticas para o pagamento de propina para agentes públicos era justamente a celebração de contratos simulados com empresas de consultoria. Há suspeita de que a JD assessoria tenha sido utilizada para essa finalidade”, escreveram os procuradores ao pedir a quebra de sigilo da empresa de Dirceu. O ano de 2010, quando Dilma foi eleita, também foi próspero para o petista. Sua empresa de consultoria faturou R$ 7,2 milhões. Para os procuradores, as operações de Dirceu e Palocci são siamesas no método e, suspeitam, na finalidade.
Há uma proliferação de consultorias petistas. Também preso na Operação Lava Jato, o ex-deputado André Vargas é mais um deles. Valeu-se de contratos de consultoria de fachada para ganhar dinheiro. Por meio da empresa Limiar, ele recebeu R$ 200 mil da JBS em agosto de 2010, às vésperas da eleição. Questionada sobre o repasse, a empresa afirmou que contratou em 2010 os serviços de “consultoria de marketing” prestados por Vargas, técnico de nível médio em administração de empresas. Não colou. No despacho que decretou a prisão de Vargas, o juiz Sergio Moro disse que “há prova de que a empresa teria recebido remuneração por serviços não prestados”.
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A consultoria do frango
Segundo os documentos obtidos pela reportagem, a consultoria de Palocci recebeu R$ 2 milhões da JBS entre 2009 e 2010. É um caso para lá de estranho: embora Palocci tenha admitido que recebeu da JBS, a JBS informou, por e-mail, que nunca teve qualquer negócio com o petista. Em 2010, a JBS foi a campeã de doações oficiais à campanha de Dilma, com R$ 13 milhões – foram quase R$ 70 milhões em 2014. No caso de Palocci, a JBS fez sete depósitos em cinco meses. Os pagamentos se dividiram em dois de R$ 250 mil e outros cinco de R$ 300 mil, segundo notas fiscais obtidas pela reportagem. Embora a JBS negue, a justificativa para esses pagamentos está num contrato com metas e tarefas inverossímeis para um consultor como Palocci.
O contrato foi assinado antes da eleição, no dia 1º de julho de 2009. Previa o assessoramento do ex-ministro na aquisição que a JBS faria nos Estados Unidos da multinacional Pilgrims Pride, segunda maior produtora de aves do mundo. A JBS fechou o negócio logo depois, em 16 de setembro daquele ano. Aos procuradores, Palocci descreveu os serviços que a JBS diz não ter contratado: “Apoio decisório que passa pela análise das perspectivas do mercado de carnes de frango nos mercados americano e global e pela avaliação do valor de mercado da companhia e as sinergias passíveis de serem auferidas com a globalização do grupo em outras áreas de proteína animal, além da carne bovina”.
Mesmo que Palocci entendesse profundamente do mercado avícola americano e global, um documento enviado ao BNDES pela dona da Friboi em 5 de agosto daquele ano – um mês, portanto, após a contratação de Palocci – põe ainda mais em dúvida a veracidade dos serviços, segundo o MPF. Na nota técnica AMC/DEPAC 028/2010, a que a reportagem teve acesso, a JBS informa ao BNDES que “já estava em fase adiantada de negociação com a Pilgrims”. O próprio dono da JBS, o empresário Joesley Batista, que já era dono nos Estados Unidos da multinacional Swift, disse, em outubro daquele ano: “Começamos a negociar com a Pilgrims Pride há um ano, antes que pedisse concordata”. Dez meses antes, portanto, da assinatura do contrato com Palocci. Nele, aliás, Palocci assinalou que ajudaria a JBS “no processo de negociação” e na “avaliação do empreendimento”.
Executivos envolvidos nessa negociação disseram à reportagem que a JBS foi assessorada por uma equipe de cerca de 20 especialistas em fusões e aquisições, formada por representantes dos bancos JP Morgan e Santander – e de dois tradicionais escritórios de advocacia, o brasileiro Pinheiro Neto e o americano Shearman & Sterling. Segundo essas fontes, que pediram anonimato, Palocci em nenhum momento se agregou ao grupo ou foi mencionado como um dos analistas da operação comercial. É, portanto, o mesmo relato que se fez no caso de MTB e do Pão de Açúcar.
Palocci, portanto, nada fez? Não há certeza, novamente. Mas, em setembro de 2009, dois meses depois da contratação do petista, a JBS anunciou a aquisição do frigorífico brasileiro Bertin e da americana Pilgrim’s Pride numa só tacada. Para fechar o negócio com a Pilgrim’s, a JBS contou com o apoio do BNDES, que, segundo suspeita, o MPF só topou financiar essa aquisição internacional se a companhia adquirisse o endividado Bertin. Assim foi feito. Em dezembro, o banco adquiriu R$ 3,47 bilhões em debêntures (papéis de dívida) do frigorífico Bertin. Um mês depois, Palocci emitiu sua última nota de consultoria para a JBS, no valor de R$ 300 mil. O financiamento da operação do banco estatal desencadeou uma investigação em andamento no Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. O BNDES se recusa a fornecer informações sobre a operação de financiamento da JBS.
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A consultoria chinesa
Meses depois, em 1º de julho de 2010, já no auge de suas atividades na campanha, Palocci fechou um contrato com a rede de concessionária de automóveis Caoa. No papel, o petista foi contratado para ajudar o empresário Carlos Alberto Oliveira Andrade, dono do grupo automotivo, na avaliação de oportunidades de negócios com a China e na ampliação de produção de veículos. Palocci deveria ajudar a explorar uma nova marca e uma nova linha de veículos com preços competitivos em relação às montadoras chinesas que estavam chegando ao Brasil. O ex-ministro foi então recrutado para negociar uma parceria com a Great Wall, maior fabricante de utilitários esportivos da China, e a BYD, fabricante chinesa de carros elétricos. Novamente: era isso que o contrato previa. Nele, consta a definição do que seria o serviço. Há expressões como “no intuito de analisar e assessorar a concretização de investimentos em projetos na área de produção” e procurar “definição de investimento em nova planta”.
Conforme o próprio grupo Caoa admitiu, as consultorias de Palocci não vingaram – nenhum acordo relevante foi fechado. Mesmo assim, o ex-ministro levou uma bolada. De julho a dezembro de 2010, ele recebeu da Caoa R$ 4,5 milhões. Durante o período em que o ex-ministro era seu consultor, o grupo Caoa pleiteava no Congresso a aprovação da Medida Provisória 512, que estendeu até 2020 as isenções fiscais para montadoras do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país – a Caoa tem uma fábrica da Hyundai em Goiás. Sem a medida, o benefício se encerraria em janeiro de 2011. A MP foi transformada em lei em abril de 2011, quando Palocci era chefe da Casa Civil. O grupo Caoa afirmou: “Não temos e nunca tivemos nada com a consultoria do Palocci. O grupo não se manifesta sobre assuntos relativos a contratos privados e acrescenta que não possui parceria e nem contrato com nenhuma das duas empresas citadas”.
Procurado, Palocci não quis falar. Pronunciou-se por meio de nota. “A empresa de consultoria Projeto não pode divulgar cláusulas e condições dos contratos que celebra com seus clientes, os quais se revestem de cláusula de confidencialidade, inclusive por conterem segredos comerciais das contratantes. Todas essas informações, todavia, estão – e sempre estiveram – à inteira disposição dos órgãos estatais de fiscalização e controle. Sobre os questionamentos formulados, esclarecemos que rigorosamente tudo o quanto se indagou já foi respondido ao Ministério Publico Federal, há tempos, inclusive com envio de todas as informações contratuais, contábeis, financeiras e tributárias – e a respectiva documentação -, as quais foram encaminhadas à Procuradoria da República no Distrito Federal, onde tramita, desde o ano de 2011, procedimento a respeito dos fatos e que se reveste de caráter sigiloso, que nada tem a ver com a Operação Lava Jato.”
A nota prossegue. “Afirmamos, categórica e peremptoriamente, que as atividades e recursos da Projeto não têm nem nunca tiveram qualquer relação com a referida campanha eleitoral ou com qualquer outra, como demonstra a documentação que se acha em poder do Ministério Público Federal, repita-se, desde o ano de 2011. Repudiamos, assim, com indignação, qualquer insinuação ou ilação gratuita nesse sentido. A despeito de a Projeto prestar serviços para empresas de diferentes ramos de atividade, Engevix e UTC jamais foram suas clientes. Nada obstante, no ano de 2006, depois de ter deixado o Ministério da Fazenda e antes da constituição da Projeto, Antonio Palocci Filho proferiu palestras, enquanto pessoa física, para diversas empresas, por solicitação dessas, uma das quais na UTC.”
Se Palocci teve, ao menos, 30 clientes, qual a natureza da relação do petista com as demais 27 empresas? Um exame dos pagamentos conhecidos e uma análise do MPF mostram que havia dois Paloccis à frente da Projeto. Um conseguia milhões de grandes empresas, sem, segundo o MPF, prestar qualquer serviço – é o caso de MTB e Pão de Açúcar, JBS e Caoa. O outro Palocci dava palestras e fazia análises de cenários, por valores muito mais modestos. Nesses casos, tudo indica que os serviços – as palestras e as análises de cenário político – foram prestados. Trata-se, portanto, de uma relação comercial corriqueira. Nesses casos, o valor de mercado do ex-ministro, quando contratado por uma grande empresa, é de R$ 30 mil a R$ 50 mil por mês. Nas palestras, a fatura não fica muito longe disso. Em 12 de novembro de 2013, Palocci fez uma palestra para um grupo de empresários, a convite do banco BR Partners. Cobrou R$ 30 mil. Como menciona em seu comunicado, Palocci fez palestra até para a UTC, empreiteira apontada como líder do cartel do petrolão. Foi em 2006, logo após deixar o governo Lula. Cobrou R$ 27 mil. Procurada, a UTC disse que “foi efetuado pagamento registrado e tributado no valor de R$ 27 mil, compatível com o que era cobrado na época por palestrantes de primeira linha, caso do senhor Palocci”.

sábado, 18 de abril de 2015

Crise Grega

Achado no Bar de Ferreirinha:

Com um liseu [falta de grana] generalizado, a Grécia vive uma crise sem precedentes na história. Em consequência, alguns mitos da história grega mudaram de ramo.

Confiram o que a crise grega ocasionou:
1. Zeus vendeu o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles tratou o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguraram um prostíbulo.
4. Hércules suspendeu os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. A Acrópole foi vendida e inauguraram lá uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeitou Medusa  como negociadora grega:"Ela tem minhocas na cabeça!".
9. Sócrates inaugurou o Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionísio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entregou currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceitou posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberou as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abriu resort hétero.
15. Para economizar energia, Diógenes apagou a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vazou números do orçamento provocando pânico nas Bolsas.
17. Ári​​es, deus da guerra, foi pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.

Alvaro Dias elogia Fachin, notório petista e queridinho do MST. Comeu cocô?

“Partindo-se de uma análise crítica que arrosta a primeira modernidade – entendida como o legado eurocêntrico de um sistema patriarcal, codificado e arrimado em um Estado-Nação – a segunda modernidade – identificada em uma sociedade econômica regulada por leis próprias, na qual os direitos fundamentais deixaram o campo do debate da efetividade para consubstanciar um hiperconsumo das ideias destacadas da cidadania e da democracia –, buscar-se-á investigar como a complexidade do real e a mácula do aparente convivem sob uma Constituição dirigente, que proclama a emancipação do indivíduo e funda uma ordem pautada em princípios democraticamente erigidos. Com isso, pretende-se demonstrar que entre os significados da equidade, democracia e direitos humanos entroniza-se a compra e venda que tudo transforma em mercadoria, fazendo-se premente a construção de um novo direito,pautado em novos códigos e novos discursos,estruturados em uma principiologia axiológica de índole constitucional.” (FACHIN, Luiz Edson. Entre duas modernidades: a constituição da persona e o mercado. Revista de Direito Brasileira, v. 1, p. 101-110, 2011).

Pois é. Isso aí é o neo-dilmês castiço do Luiz Fachin, o escolhido do poste para a vaga de Barbosa no STF e queridinho do MST. Segundo Augusto Nunes, suspeita-se que o artigo acima seja o “embrião de um novo subdialeto concebido em dupla pela filósofa de hospício Marilena Chauí e pelo poeta onanista Tarso Genro”. Eu acrescentaria pitadas de Mangabeira Unger.

Mas o problema não é só esse. É que nem eu e nem a torcida do Flamengo entendemos a defesa tão enfática que Alvaro Dias fez de Fachin, notório petista, daqueles de pedir voto para Dilma em público. Quem não gostou nada foi a bancada da oposição no Senado, que, segundo dizem, deu-lhe uma bronca daquelas nos bastidores.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Dilma mentiu sobre os empréstimos do BNDES

Enquanto Dilma mente, Jô Soares diz que é tudo verdade...

Compilei a série de besteiras do gordo no último "As meninas do Jô", entre as quais a que ele diz que antes das eleições todo mundo já sabia que Dilma ia fazer o que está fazendo.
Se cortarem esse no Youtube tente assistir o video abaixo. É a mesma coisa.


Arquivos secretos da NASA, a pedidos do Milton Valdameri

Você pensa que eu estou brincando? Recebo e-mails da NASA regularmente!

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Funcionários da Caixa vão pagar caro por “erros de gestão” na Funcef

Com perdão da má palavra, “erros de gestão” é o cacete! É ladroeira mesmo!

Correio Braziliense

Os funcionários da Caixa Econômica Federal vão pagar caro por erros de gestão que abriram buraco de R$ 5,5 bilhões no fundo de pensão dos empregados do banco, a Funcef. Se quiserem receber a aposentadoria complementar na qual investiram, eles terão de fazer contribuições adicionais. A Funcef será a segunda fundação de previdência estatal a empurrar a conta da administração desastrosa para os servidores. A primeira foi a Postalis, dos Correios. Desde o início deste mês, quase 100 mil carteiros estão sendo obrigados a arcar com aportes extras para cobrir um déficit de R$ 5,6 bilhões.

O assunto vem sendo tratado com discrição, para evitar polêmicas , mas o grupo de trabalho que cuida do tema já fez as contas e constatou que, para cobrir o buraco, todos os participantes terão de dar uma cota extra de sacrifício, independentemente da má gestão dos recursos. A diretoria do Fundo de Pensão já deixou claro aos funcionários da Caixa Econômica Federal que serão necessários aportes extras para que a instituição consiga continuar arcando com o pagamento da complementação das aposentadorias e pensões deixadas pelos ex-servidores.

E agora os empregados da Caixa Econômica Federal devem preparar o bolso. Diante do rombo de R$ 5,6 bilhões acumulado no ano passado pela Funcef, terão de fazer contribuições adicionais por um período de no mínimo 12 anos, se quiserem garantir o sonhado complemento da aposentadoria.

A importância da liberdade de imprensa

“O governante, quanto mais sofrível é seu desempenho, mais queixoso será com a mídia e mais feroz com quem a mantém num campo de objetividade. Ao déspota a verdade não basta, mesmo com todos os meios que tem de se dirigir aos governados e fazer valer sua versão. A mídia enganosa, especialmente agora com a concorrência das redes, se inviabiliza. Esconder, manipular, distorcer, além de atos falhos, são atos suicidas.”

Sibá diz que prisão de Vaccari é política

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), informou que o partido convocou uma reunião de emergência para a noite de ontem para discutir a prisão de Vaccari. Ele informou, no entanto, que uma eventual decisão do partido só será tomada em reunião do diretório nacional, que já estava marcada para hoje. “Hoje terá uma reunião de emergência, mas a deliberação mesmo é do diretório”, afirmou Sibá.

“Estou aguardando ainda a decisão da Executiva, que vai se reunir amanhã [quinta-feira], e vamos fazer uma nota pública sobre a nossa posição formal”, disse Machado.

Sabe nada o pateta. Nem sobre o partido que é líder. Bastou Rui Falcão dar um alô para Lula e Vaccari foi desligado ontem mesmo, à tarde, sem necessidade de reuniões de emergência ou deliberações de diretórios.

Mas o pior não é isso. Para Sibá, a prisão de Vaccari é “política”, disse estar “desconfiado de que existe uma orientação deliberada (…) para prejudicar o PT” além de criticar as delações premiadas.

É preciso que se diga a esse rapaz que o PT não precisa de ajuda para ser prejudicado. Seus membros fazem isso muito bem sem interferências externas, a começar por ele mesmo, figura infantil, patética e ridícula, mas escolhido pelos seus cumpanhêro como líder do partido na Câmara. 

P.S.: E pasmem, ao procurar uma foto dele no Google para ilustrar o post, dei de cara com a informação que Sibá Machado foi relator da Comissão Especial do Código de Ciência e Tecnologia em 2013 e é bacharel em Geografia pela Universidade Federal do Acre! Que péssima referência para essa universidade...

TSE também contratou a agência investigada na Lava Jato

Resta saber quem foi o responsável pelo contrato e quem foi conivente, entre Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello e Dias Toffoli, em ordem cronológica, todos presidentes do TSE entre 2010 e 2015.

Estadão

As investigações da Lava Jato envolvendo contratos de publicidade com órgãos estatais chegaram até às verbas do Tribunal Superior Eleitoral, instância máxima da Justiça Eleitoral no País. Levantamento do Ministério Público Federal a partir dos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) mostra que a agência de publicidade Borghi Lowe – investigada por suspeita de operar o repasse de propinas a políticos – recebeu R$ 4,7 milhões da Secretaria de Administração da Corte Eleitoral.

Os dados fazem parte do relatório técnico elaborado pelo Ministério Público Federal para pedir a prisão preventiva – sem prazo para acabar enquanto perdurarem as investigações – do publicitário Ricardo Hoffman, da Borghi Lowe, que foi preso temporariamente na 11ª etapa da Lava Jato, deflagrada na última sexta-feira, 10. O juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato, acatou o pedido e destacou que Hoffman operava um esquema “milionário” de distribuição de propinas e que “apenas uma pequena parte de seus delitos foi desvelada”, disse o magistrado na decisão.

R$ 118 MILHÕES
Ao todo, segundo o levantamento do MPF, a Borghi Lowe recebeu R$ 118 milhões de órgãos públicos entre 2010 e 2015. A maior parte destes recursos veio da Coordenação- Geral de Material e Patrimônio do Ministério da Saúde, mas R$ 4,7 milhões tiveram como origem a Secretaria de Administração do TSE. O relatório, contudo, não discrimina em que ano foram feitos estes repasses nem os valores de outros pagamentos feitos por órgãos públicos.

A agência tem contratos com vários órgãos da administração pública, mas é a primeira vez que aparece um órgão do Judiciário dentre os clientes. A empresa é investigada pois Hoffman indicava para as produtoras contratadas pela agência para realizar campanhas publicitárias da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde as empresas de fachada do ex-deputado André Vargas e seus parentes para receber uma comissão de 10% do valor dos contratos, o chamado bônus de volume, mesmo sem realizar nenhum serviço ou ter firmado qualquer contrato para as campanhas.

O próprio Hoffman admitiu em seu depoimento à Polícia Federal que, no caso dos contratos envolvendo o Ministério da Saúde e a Caixa Econômica Federal, “de forma excepcional” as comissões de 10% eram repassadas às empresas LSI Solução e Limiar Assessoria e Consultoria em Comunicação, ambas de propriedade de André Vargas e seus irmãos.

“Esses créditos foram cedidos tendo como contrapartida a perspectiva de se conseguir clientes privados no Estado do Paraná, que essa foi a promessa feita pelo ex-deputado André Vargas”, afirmou o publicitário, que disse ainda que o ex-parlamentar não cumpriu a promessa e não conseguiu levar nenhum cliente novo para a agência.

VAI INVESTIGAR
Os repasses do TSE para a agência ainda não foram alvo de investigação da força-tarefa, mas ao determinar a prisão preventiva de Hoffman, Sérgio Moro destacou que “há indícios que o esquema criminoso se reproduz em outros contratos de publicidade com a administração pública, o que é extremamente grave, sendo que a maior parte das provas são de conhecimento do investigado Hoffman e ainda estão ocultas”, ressalta Moro.

A reportagem enviou e-mail para a assessoria do TSE perguntando sobre os repasses, mas até o final do dia não havia obtido resposta.