sábado, 6 de agosto de 2016

Todo petista é idiota ou, como passar de vilã a mocinha sem fazer força

Fui fuxicar o Face de uma ex-amiga, comunista, e desgovernista filiada ao PT, e dei de cara com isso:

“Admiro muito essa mulher. Grande Katia Abreu! Coragem e lealdade.”

Claro que foi uma menção ao discurso estapafúrdio na comissão do impeachment da ex-ministra e hoje senadora.

Só para lembrar:

Em 2006 Katia elegeu-se senadora por Tocantins, quando foi considerada como uma das maiores opositoras do então presidente Lula.

Em 2010, apoiou Serra na campanha presidencial, sendo até cotada como seu vice, metendo o pau em Dilma e Lula até mais não poder.

Foi rotulada pelos ativistas ambientalistas como “Miss Desmatamento”.

Foi criticada por manter dois terrenos improdutivos que concentram 2500 hectares de terra.

Defendeu a política de uso de sementes alteradas em laboratório patenteadas por grandes corporações de biotecnologia como a Monsanto.

Não é preciso dizer que Katia era uma das pessoas mais execradas pelos petralhas.

Mas em dezembro de 2014, foi indicada por Dilma para ocupar o cargo de ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, quando, por milagre, passou de demônio a anjo. Permaneceu no cargo até 12 de maio de 2016, dia do afastamento da anta e de sua corja, e reassumiu seu posto de senadora, revelando-se um baluarte da roubalheira e imbecilidade do governo do PT.


Comentário no Facebook da Jandira Feghali: “Votem nela cariocas... A cidade vai ficar igual ela... pichada, mijada, cagada, cuspida, vomitada e derrubada”.


De manhã, reuniu-se com as piranhas comedoras de pão com mortadela e, à noite, em um convescote com seus amiguinhos do Black Bloc, Jandira, a demente, pichava o Canecão, invadido pelos marginais que foram expulsos do Palácio Capanema.

A Lei 9.605/98 diz:
Art. 65. Pichar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.

Por mais ela diga que “o grafitti foi feito numa lona disponibilizada pelos artistas para isso”, fica o exemplo e isso é incitação ao crime, previsto no Código Penal:

Art. 286 - Incitar, publicamente, a prática de crime:
Pena - detenção, de 3 (três) a 6 (seis) meses, ou multa.

Apologia de crime ou criminoso
Art. 287 - Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime:
Pena - detenção, de 3 (três) a 6 (seis) meses, ou multa.

Quadrilha ou bando
Art. 288 - Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer
crimes:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos.
Parágrafo único - A pena aplica-se em dobro, se a quadrilha ou bando é armado.

E essa demente é deputada e quer ser prefeita do Rio...

É como disse um rapaz que comentou no Facebook da Jandira Feghali: “Votem nela cariocas... A cidade vai ficar igual ela... pichada, mijada, cagada, cuspida, vomitada e derrubada”.


sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Vice-Cônsul 171 já tinha sido “assaltado” antes. Essa história está muito mal contada.

Enviado por Ernesto Charles Niklaus:

No domingo, dia 5 de abril de 2009, o advogado Marcus Cezar Feres Braga, de 48 anos, foi baleado próximo à Ponte Lúcio Costa por bandidos que tentaram roubar o seu BMW blindado. Ele havia estacionado o carro para deixar a filha numa festa na Avenida Afonso Arinos, quando foi abordado por bandidos armados com uma pistola. Quando viu o assaltante colocar a arma engatilhada na cabeça de sua mulher, o advogado reagiu e outros dois cúmplices, que davam cobertura ao assaltante, atiraram. Marcus foi parar no Barra D’Or, mas já está recuperado do tiro que pegou no seu braço de raspão.

Agora me digam: se em 2009 Marcus tinha um BMW blindado, por que não teria o seu BMW blindado hoje?

Não faz muito sentido a informação que “de acordo com a Divisão de Homicídios, dois criminosos fizeram a abordagem em duas motos, e um deles usou uma pistola para quebrar o vidro do BMW que Marcus dirigia”, e que Marcus “aproveitou sua experiência em artes marciais para aplicar uma chave de braço no bandido, tomar-lhe a arma e baleá-lo”.

Pombas, se quebrar o vidro de um carro sem blindagem, mesmo com a pancada de uma pistola, já é muito difícil de engolir, acreditar que a vítima aproveitou o ensejo para, através do vidro quebrado, pegar a arma do bandido, atirar e matá-lo é mais inverossímil ainda, por mais jiu-jitsu que Marcus saiba. Ainda mais que, segundo a polícia, havia duas motos no suposto assalto.

Fala sério! Tem caroço nesse angu!


Rolou um beijo gay na condução da Tocha Olímpica em Ipanema. Pergunto: por que não aproveitaram e enfiaram a tocha no rabo?


Carta aberta aos dirigentes do COI: deixem o Brasil e vão embora de vez!

Bach
Jorge Béja na Tribuna da Internet

Senhores membros do Comitê Olímpico Internacional. Em congresso realizado ontem aqui no Rio, os senhores fizeram duras críticas ao Comitê Rio-2016 relacionadas a problemas da organização dos Jogos, poluição das águas, fila intermináveis na entrada do Parque Olímpico, transporte, trânsito pesado, falta de decoração das arenas e muitas outras reclamações. “Há muitos questionamentos sobre poluição da água, na lagoa e na baía. Gostaria de saber onde estamos nessa situação”, resmungou Albert, o príncipe de Mônaco.

“Faltando apenas dois dias para os Jogos, apenas 15% do look dos Jogos (visual) foi colocado. O que podemos esperar?”, reclamou Camiel Eurlings, representante da Holanda. Não adiantaram nem os apelos de Thomaz Bach, presidente do COI, para que os membros do Comitê fossem mais amenos. Sá faltaram xingamentos explícitos. O clima foi pesadíssimo.

UM PEDIDO AO COI – Como cidadão brasileiro, carioca e advogado, tenho o dever de defender meu país e meu povo. E começo a defesa com um pedido a todos vocês: vão embora. O Brasil e a Cidade do Rio de Janeiro não lhes pertencem. Não aceitamos avacalhação. Temos sentimento e muito brio. Os senhores são estúpidos e não estão em suas casas, mas na casa do povo brasileiro.

Os senhores sempre souberam, de antemão, que nenhuma cidade brasileira teria condições de sediar uma Olimpíada. E mesmo assim aceitaram a arriscada candidatura do Rio para sediá-la em 2016. E após muitas visitas do Comitê de Avaliação, decidiram em 2009 escolher a minha cidade natal para sediar este grandioso evento.

Uma pessoa muito rica e poderosa que contrata com outra que sabe não ter condições de cumprir o pactuado, caso não esteja cometendo o crime de exploração de vulnerável, pratica, no mínimo, repugnante gesto de maldade. Os agiotas, usurários e vigaristas agem assim. Se prevalecem da fraqueza e da condição social e econômica do próximo para tirar proveito econômico.

SEM CHUTE NO TRASEIRO – Não venham agora nos repreender, nos desmoralizar, nem nos dar “um chute no traseiro”, como recomendou o tal Jerôme Valcke da FIFA, porque nós não aceitamos e repudiamos.

Sabem os senhores que a Olimpíada Rio-2016, cuja cerimônia de abertura se dará amanhã, no Estádio do Maracanã, será o evento mais rentável da história de todas as olimpíadas e de todo do Comitê Olímpico Internacional, o COI, desde sua inauguração. Os senhores ganharão fortunas de euros e de dólares. Terão mão de obra graciosa, que são os voluntários. E a exemplo da vestal e honestíssima FIFA, os senhores também estão isentos do pagamento da pesada carga de impostos que todos nós brasileiros pagamos.

O Brasil editou duas leis para beneficiar os senhores, a Lei 12.780/2013 e a Lei 13.284/2016. Os senhores não pagarão nenhum centavo de imposto. O lucro é inteiro. A dinheirama vai nas malas. Ou por transferência bancária, sem ônus, sem desconto, sem gasto algum. Os senhores também não gastaram um vintém para realizar a Olimpíada aqui no Rio. E os senhores ainda dizem que o COI é uma instituição sem fim lucrativo!

DESMORALIZAÇÃO – E os senhores ainda se acham no direito de nos desmoralizar e diminuir nosso povo, nossa gente. Esse ataque desferido contra o Comitê Rio-2016, mesmo que se trate de uma instituição elitista e que não representa o povo brasileiro nem a população da cidade do Rio, foi um soco em todos nós, cariocas e brasileiros.

Não é de agora que os senhores sabem que a cidade do Rio de Janeiro não tem condições e estrutura para receber Jogos Olímpicos. Quando o Rio se candidatou à Olimpíada de 2004, foi criado aqui um tal Comitê Rio-2004. Chegaram até eleger um “embaixador”, Ronaldo César Coelho, que viajou a Lausanne e entregou a documentação necessária à candidatura.

Eu também criei um comitê que dei o nome Comitê Rio-Real. Sem contar com o apoio da mídia do Rio, mas tão somente com o Jornal dos Sports e a Folha de São Paulo, fui avante, sozinho. E elaborei um relatório em francês, anexando mais de 100 sentenças da Justiça do Rio condenando o Estado e o Município do Rio por mortes nos presídios, por mau atendimento hospitalar, falta de medicamentos, erros médicos, retardo e ausência na prestação de serviços públicos essenciais e indispensáveis… Também anexei muitas fotos.

E com dinheiro do meu próprio bolso também fui a Lausanne e entreguei os cinco quilos de relatório, documentos e fotos na sede no COI.

NO COPACABANA PALACE – Meses depois, quando uma comissão de avaliação aqui esteve, fui chamado a comparecer no hotel Copacabana Palace. E lá os senhores me garantiram que o Rio não seria a cidade escolhida para sediar a Olimpíada de 2004. O próprio Thomas Bach estava lá e me recebeu. Me foi dito que o meu dossiê pesou. Me foi pedido que eu guardasse sigilo e não contasse a ninguém a notícia. Eu prometi. Cumpri. Guardei silêncio durante todos esses anos e que somente agora quebro e divulgo.

Saibam os senhores, que na reunião congressual do COI realizada ontem aqui no Rio, quando nosso país e nosso povo foram humilhados, que a cidade do Rio não recebe legado algum do Comité Olímpico Internacional. Legado quem recebe são os senhores e a instituição que dirigem, o COI, e ao término desta olimpíada estarão todos muito mais arquimilionários do que já são.

Nós, a população do Rio, é quem pagará a estrondosa dívida que fica e que vai custar muito caro até que seja inteiramente quitada. Isso, sim, é que é um “Fardo Legado Olímpico”.

Senhores dirigentes do COI, peguem seus aviões e vão embora daqui. Nós os consideramos “persona non grata.” Livrem-nos de suas nefastas presenças. E nos deixem sozinhos para apreciar a beleza dos Jogos Olímpicos.


Divirta-se com os Jogos; o que nos envergonha estava aqui antes deles

Não morro de amores por Reinaldo Azevedo, mas nessa ele mandou muito bem!

Acho que a abertura da Olimpíada será, sim, bacana e emocionante. Aposto que a maioria das disputas se dará sem incidentes e que, ao fim de tudo, vai se considerar que o país fez bonito. Assim foi com a Copa do Mundo.

O ponto é outro.

Parte do mau humor de parcela considerável dos brasileiros com os Jogos se dá por contaminação. O que vai mal no país é a economia. O que está em transe é a política.

A Copa do Mundo, apesar da humilhação da nossa seleção em campo, foi bem-sucedida como evento. Não fossem a roubalheira e a megalomania, poder-se-ia dar mais relevo a benefícios óbvios que restaram para a população — a modernização dos estádios é um deles. O torcedor merece esse respeito. Errado é assaltar os cofres públicos.

A população da cidade do Rio experimenta, sim, melhorias óbvias em alguns serviços. Elas estão aí por causa dos Jogos. Os infortúnios da segurança pública, por exemplo, não estão relacionados a evento. Ao contrário: essa é a resposta que o país que abrigou a Olimpíada não conseguiu dar.

Se, desde o começo, Copa e Jogos não estivessem ligados ao discurso cafona, populista e patrioteiro de um partido político, flagrado com a boca na botija, os brasileiros se sentiriam liberados para comemorar mais e, por que não?, até para se orgulhar.

Não é a nossa capacidade de realizar eventos gigantescos que está em questão. Setores da economia brasileira dominam tecnologia de ponta capaz de rivalizar com o que de melhor se faz mundo afora.

O nosso primitivismo está em outro lugar. É a política que ainda é movida a tração animal; é o respeito aos direitos individuais que ainda está no lombo do burro; é o arcabouço legal para empreender que ainda é movido a vapor; é o respeito à cidadania que ainda é analógico; é a tara pelo estatismo que ainda revela uma noção de país coberta de sapé e sentada de cócoras. Como o Jeca Tatu. Como a casa do Jeca Tatu.

Infelizmente, desde a sua fundação e ao longo de 13 anos no poder, o PT fez dessa soma de atrasos uma ética e uma estética. E nos empurrou para o buraco. Mas estamos começando a sair dele.

Assim, meu bom brasileiro, vibre com os Jogos. Tenho a confiança de que dará quase tudo certo. De zero a dez, a nota final ficará perto de nove.

O nosso problema está no advérbio, está no “apesar”. Sem os jogos, só estaríamos mais tristes.

Como país, temos de cuidar é dos nossos pesares, em vez de censurar a nossa disposição para a celebração.

Divirta-se!


“A cerimônia é uma imensa gambiarra!” Mario Andrada. Com um diretor de comunicação das Olimpíadas como esse, o Rio não precisa de inimigos.

Como é que pode o diretor de comunicação de um evento dessa importância declarar um absurdo desses?

IstoÉ

A cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio, prevista para começar às 20h desta sexta-feira, no Maracanã, vai celebrar a cultura da gambiarra artística. Com um orçamento reduzido drasticamente nos últimos dois anos, o evento – que terá shows unindo Caetano, Gil e Anitta, além de efeitos visuais em telas de LED – precisou se adaptar às novas condições econômicas do País, o que implicou na busca de alternativas mais baratas.

“A cerimônia é uma imensa gambiarra”, comentou Mario Andrada, diretor de comunicação do Rio-2016, em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira. Mas ressalvou: “Há uma grande diferença entre gambiarra e jeitinho”. Melhor explicando: ao invés de improviso, a equipe criativa – formada pelos cineastas Fernando Meirelles e Andrucha Waddington, a diretora e cenógrafa Daniela Thomas e a coreógrafa Deborah Colker – precisou encontrar soluções que compensassem o enxugamento do orçamento.

“Em dois anos de trabalho, chegamos a ter quatro projetos para a cerimônia e fizemos muita visita ao Saara”, brincou Waddington, referindo-se à conhecida zona de comércio popular no Rio, onde foram comprados quilos e quilos de tecidos. “Mas, no final, percebemos que muito do que foi originalmente criado acabou permanecendo”, acrescentou Daniela.

A equipe baseou seu trabalho em três pilares. O primeiro, representado por um jardim, traduz o valioso ecossistema nacional. “Queremos aqui mostrar que somos um povo que pensa que a grama do jardim do vizinho é mais verde”, afirmou Abel Gomes, diretor artístico executivo da Cerimônias Cariocas, união entre a agência SRCOM e a holding italiana de eventos Filmmaster Group, responsável pelas cerimônias de abertura e encerramento. “Passaremos um recado para o mundo sobre o futuro.”

O segundo pilar trata da diversidade racial. “Vamos mostrar que o Brasil é um país onde um católico, um judeu e um muçulmano, depois de se conhecerem, já tomam uma cerveja juntos”, comparou Meirelles. “Buscamos as semelhanças e celebramos as diferenças.” Finalmente, o terceiro pilar pretende traduzir o jeito de viver do brasileiro pelo sorriso cravado nos rostos, indestrutível mesmo diante de adversidades.

Todo o trabalho foi obrigatoriamente adaptado às condições e restrições do Maracanã. “É um estádio para o futebol, ou seja, os portões não são altos, o que impediu que criássemos um espetáculo como o carnaval e seus carros alegóricos”, contou Daniela Thomas, exímia criadora de cenários para peças e filmes. “Daí surgiu o espetáculo da gambiarra, pois não tínhamos como fazer, mas tínhamos de fazer.” Daniela crê no poder criativo da gambiarra ao longo dos tempos. “Desde o tempo dos gregos e romanos, quando os recursos eram mínimos, os jogos são puro entretenimento.”

Por conta disso, os cenários vão ser mais verticais que horizontais e servirão como anteparos que ajudarão no ritmo da festa, ou seja, vão auxiliar a “esconder” os voluntários (cerca de 5 mil no total) que atuarão no número seguinte. A tecnologia também será uma poderosa aliada, especialmente com o uso do video mapping, técnica que, de forma simplificada, é a capacidade de se adaptar um material de vídeo a estruturas volumétricas. Essa tecnologia permitirá um jogo entre o corpo de baile e sua coreografia com a dinâmica de imagens e luzes que um video mapping pode proporcionar.

A equipe criativa resistiu a revelar segredos, pretendendo manter intacta a surpresa do público, que se dividirá entre as cerca de 50 mil pessoas no estádio e aproximadamente de 3 bilhões de espectadores ao redor do mundo. Mesmo assim, um dos principais acabou divulgado: a criação de uma nova área verde no Rio, a Floresta dos Atletas, no Parque Radical, em Deodoro. Ela será criada com mais de 10 mil mudas de 207 espécies nativas do País, cada espécie representando uma delegação. Ao entrar no estádio, cada atleta receberá a semente de uma árvore de a plantará em um tubete com terra. “Creio que esse será um dos gestos que vai marcar essa cerimônia”, observa Daniela.

Haverá ainda uma releitura dos clássicos da MPB, como Construção, de Chico Buarque. Outras novidades acabaram reveladas nos últimos dias, como a presença da atriz inglesa Judi Dench que, ao lado de Fernanda Montenegro, vão ler versos de Carlos Drummond de Andrade. “Ela adorou o poema e aceitou vir como voluntária”, contou Meirelles, que foi veemente ao negar a existência de um quadro que simule um rapaz assaltando a modelo Gisele Bündchen. “Jamais pensamos nisso. É uma tremenda bobagem.”


Vice-Cônsul 171 que matou bandido foi advogado de Shanna (êpa!)

Shanna
Marcus Cezar Feres Braga estava dirigindo na avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na altura do número 6.000, sentido Recreio dos Bandeirantes, quando foi abordado por um assaltante, começou uma luta corporal com o assaltante e, durante a luta, a arma do agressor efetuou tiros. O assaltante não resistiu e morreu no local.

Na delegacia, Braga se apresentou como advogado e mostrou uma carteira que o identificava como vice-cônsul da Rússia, só que o cônsul-geral da Federação Russa no Rio de Janeiro, Vladimir Tokmakov, negou que Marcus Cezar Feres Braga tenha qualquer vínculo com representações russas no Brasil. “Nossas representações só admitem integrantes de nacionalidade russa. A Rússia não emite carteiras de identificação de cônsul para ninguém”, declarou.

Aí eu saí catando quem é o cara e descobri que ele foi - ou é - advogado de Shanna Harrouche Garcia Lopes, filha de ninguém menos que Waldemir Paes Garcia, o Maninho, bicheiro assassinado em 2004. Entre outras coisas Shanna briga com a família pela herança do pai e é acusada pela tentativa de homicídio contra pecuarista Rogério Mesquita, ocorrida em 2008, com outras sete pessoas, além de seu marido, Zé Personal, também assassinado.

Shanna, que teve a prisão preventiva decretada, chegou a ser declarada foragida, mas ganhou habeas corpus, é tão boazinha que Sabrina Harrouche Garcia, sua mãe, temia ser morta por ela.

E mais não sei.

P.S.: Será que foi assalto mesmo?...


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Educação islâmica: Fábrica de bestas


Catastrofistas do aquecimento global antropogênico, uni-vos: vem aí uma mini-glaciação

O sol anuncia: vem aí uma mini-era do gelo
Luis Dufaur

Explosões solares nas últimos três ciclos (1985-2015 em diante) estão diminuindo (Dr. David Hathaway, NASA-MSFC)

No dia 7 de julho de 2016 o sol ficou completamente ‘em branco’, o que quer dizer que não se observou nele mancha alguma de explosão solar. O fenômeno não durou muito, mas foi suficiente para caracterizar a baixa atividade solar que os cientistas vêm observando nos últimos anos. O atual ciclo solar, o mais fraco do último século, corresponde ao 24º, desde que começaram os registros em 1755.

A diminuição não implica tragédia alguma, pois se inscreve no atual ciclo solar normal. Mas é um sinal de que o “mínimo solar”, ou período de baixa atividade do astro-rei, está se aproximando. Por causa disso, os especialistas sugerem que uma nova “mini-era do gelo” pode estar a caminho.

Paul Dorian, especialista em meteorologia do site Vencore Weather, explicou:

“Pela segunda vez neste mês, o sol ficou completamente em branco. O sol sem manchas é um sinal de que o mínimo solar está se aproximando e de que haverá um número crescente de dias sem manchas ao longo dos próximos anos. No início, a ausência das manchas vai se estender por apenas alguns dias de cada vez, depois por semanas e finalmente meses, período em que o ciclo de manchas solares chegará ao seu ponto mais baixo. A próxima fase do mínimo solar está prevista para 2019 ou 2020”.

A evolução do ciclo leva os especialistas a achar que poderemos entrar em breve em outra fase do “Mínimo de Maunder” — uma mini Era Glacial -, similar à que começou em 1645. Durante o “Mínimo de Maunder”, as temperaturas caíram a ponto de o rio Tâmisa congelar no inverno, para festa das crianças e negócio dos feirantes!
Tâmisa congelado
 O memorialista duque de Saint-Simon conta que as taças de água congelavam e estouravam na mesa do rei Luís XIV, no Palácio de Versailles! Mas ninguém dos presentes morreu, ou coisa que o dera.

A professora Valentina Zharkova, da Universidade de Northumbria, Grã-Bretanha, prevê um declínio acentuado da atividade solar entre 2020 e 2050. No ano passado, ela declarou:

“Estou absolutamente confiante em nossa pesquisa. Ela tem bom suporte matemático e dados confiáveis, que foram manipulados corretamente. De fato, os nossos resultados podem ser repetidos por qualquer investigador, usando dados similares disponíveis em muitos observatórios solares, para que ele possa chegar à sua própria evidência de um iminente ‘Mínimo de Maunder’ no campo magnético solar e sua atividade.”

O sol é o grande determinante do calor e do frio na Terra, mas não há nenhuma razão para temer nada de parecido com um apocalipse. Verificar-se-á uma diminuição da temperatura média global para a qual o homem e suas atividades poderão se adatar.

A evolução detectada esvazia as pretensões do terrorismo propagandístico sobre um aquecimento susceptível de convulsionar a vida da Humanidade ou induzir a dramáticas tragédias planetárias. Mas os pânicos soprados a partir de gabinetes ambientalistas radicais obedecem a interesses ideológicos. Eles pouco se importam com a verdade da ciência ou com o comportamento da natureza.

Os mesmos ambientalistas tentaram impor outrora suas teorias anti-civilização e anti-propriedade privada, espalhando o pânico de uma era do gelo iminente e devastadora. Como não deu certo, passaram a pregar com o mesmo fim ideológico neocomunista um aquecimento global que justifique uma governança planetária pela aplicação de medidas drásticas e ditatoriais. Se amanhã eles perceberem que o pânico aquecimentista não atende aos seus interesses extracientíficos, não hesitarão em virar a casaca mais uma vez.

Meu blog terá então de divulgar os estudos futuros dos cientistas sérios desmontando os exageros ideológicos ambientalistas sobre o “resfriamento global”!

Em qualquer hipótese, o dogma socialista de um dirigismo planetário ficará sempre intensamente vermelho sob uma casca enganosamente verde.


Olavo, estado laico e puxassaquismo desvairado

“Por que tanta gente continua entoando louvores ao ‘Estado laico’ quando por toda parte ele demonstra ser um fracasso total, incapaz de controlar o crime e as drogas, incapaz de deter a proliferação de lares desfeitos e jovens desequilibrados, incapaz de impor qualquer autoridade moral e, agora, incapaz de defender contra terroristas armados uma população que ele mesmo desarmou?”

Perguntei ao ilustre “filósofo” o que é que o fiofó tinha a ver com as calças e desde quando estados laicos demonstram “fracasso total”. Obviamente, não obtive respostas, como sempre e até agora. Parece que ele não gosta de mim, porque não gosta de curiosos ou de argumentadores. Seu negócio é com a bajulação explícita e patética das olavetes.

Aliás, outro dia fiz questão de registrar a pergunta de um deles para vocês verem o nível de puxassaquismo desvairado:


Lindbergh, Gleisi e Kátia e o Samba do Petralha Doido

Deu a louca no PT?
José Nêumane

O Partido dos Trabalhadores (PT) resolveu contrapor-se ao relatório escrito com esmero e competência pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que descreveu em 441 páginas os atentados cometidos contra a Constituição pela desvairada afastada Dilma Rousseff – bilionários cheques sem fundo contra bancos públicos para financiar sua reeleição. E incumbiu a bancada do chororô na comissão do impeachment do Senado da árdua missão. A mensagem não foi entregue a Garcia, o celebrado herói da guerra dos EUA contra a Espanha, mas ao barulhento trio de frente do contra-ataque petista: Lindbergh Farias, Gleisi Hoffmann e Kátia Abreu (que é do partido de Temer e Jucá e da bancada dita ruralista).

Num gesto de dramático reforço retórico assemelhado (embora sem o mesmo talento) ao de O Rinoceronte, obra-prima do teatro do absurdo escrita por Eugène Ionesco, o ex-prefeito de Nova Iguaçu (RJ) transferiu o privilégio da leitura para três colegas: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Kátia Abreu (PMDB-TO). Em teoria, seria para denunciar a misoginia (horror ao sexo feminino) manifestada pelos quatro principais agentes do “golpe branco e manso”: Eduardo Cunha, Michel Temer, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o PSDB. Este, derrotado na eleição de 2014, teria recorrido ao terceiro turno, inspirado (e, quem sabe, financiado), como os outros, pela “elite fascista branca de olhos azuis” da Fiesp. Como nunca na história do Congresso Nacional foi lida uma mixórdia tão surrealista, pode ser também que o senador paraibano, mas que representa a esquerda festiva do Rio de Janeiro, se tenha poupado de ler o confuso arrumadinho com que tentou em vão adiar a sessão e prorrogar para as calendas gregas o julgamento final da “presidenta”.

Nunca antes tantos clássicos da literatura foram citados num texto em que a subliteratura mais abjeta se fez representar para distorcer fatos, conspurcar a História e tratar o público a que se destina como portador da mais rematada imbecilidade. Tudo começa no título, Crônica de um Golpe Anunciado, paródia de Crônica de uma Morte Anunciada, obra-prima do Prêmio Nobel de Literatura Gabriel García Márquez.

As citações destrambelhadas não param por aí. O voto em separado dos senadores desesperados incluiu em seus desvarios a visita descrita por Dante Alighieri, o poeta toscano que inventou a língua e a literatura italianas, ao inferno na companhia do colega romano Virgílio. A trama, reza o destampatório, foi “de tal forma sinistra que poderia ter sido contada por Virgílio a Dante Alighieri e ter como introito a lúgubre frase Deixai toda a esperança, ó vós que entrais! Com efeito, começava ali a nova descida da democracia brasileira aos históricos infernos do golpismo”. Em editorial publicado em sua página 3 na edição de quarta-feira 3 de agosto, o Estadão arrematou com precisa ironia: “Era o caso de mencionar que o oitavo círculo do inferno de Dante é aquele onde os corruptos, hipócritas e falsários são punidos com banho de piche fervente, mas o texto omite essa passagem”. Pudera! Lindbergh, Gleisi e o marido desta, Paulo Bernardo, são figurinhas carimbadas na “república de Curitiba” e não iam passar recibo desse jaez. Tudo como antes nos infernos de dantes.

Os autores dessa odisseia por mares desde sempre navegados da hipocrisia e da mentira na prática parlamentar nacional tomaram emprestada uma lembrança que tem comparecido aos discursos de madama nos estertores de seu isolamento no hospício da Alvorada. Foi reproduzida, é claro, a célebre lição de Josef Goebbels segundo a qual “toda mentira repetida passa a ser verdade”, aprendida e imitada por João Santana, que acaba de pagar fiança de R$ 31,5 milhões (!) para sair da cadeia, juntamente com a mulher, Mônica, por crimes contábeis cometidos sob a égide da “ilibada” Dilminha. A imaginação de Alighieri não daria conta do Paraíso na Terra filmado, cantado e louvado nos filminhos da campanha da reeleição, assim como de cenas do clássico documentário dos horrores, a série Mundo Cão, na vida real depois de sua segunda posse. Lembrado foi ainda o “Führer” (líder) do inspirador de Patinhas, Adolf Hitler. Afinal, este “legitimou em grande parte a ascensão no cenário político alemão com o recurso demagogo da ‘limpeza das ruas’ alemãs de judeus, ciganos, comunistas e corruptos”. Talvez para não lembrar espeto em casa de ferreiro, o trio de redatores não substituiu corruptos por homossexuais. Na certa, fê-lo para não relembrar a cruzada de Fidel e Raúl Castro em Cuba contra quem viole a pureza sexual socialista no pecaminoso Caribe.

Depois de tripudiar sobre a herança filosófica e literária de Sófocles, Hannah Arendt, Getúlio Vargas e, pasmem, Carlos Lacerda, os três concluíram essa celebração da ficção brega com um dos textos favoritos deste escriba, desde a adolescência em Campina Grande. Em O 18 Brumário de Luís Bonaparte, Karl Marx, já então não mais o jovem editor da Gazeta Renana que verberava contra a censura do kaiser, mas o filósofo de longas barbas brancas, recorreu ao mestre amado e contestado Georg Hegel para concordar com sua afirmativa de que a História sempre se repete. Só que, de início trágica, no repeteco ela se torna farsesca. Marx e Hegel, como diriam aqueles procuradores paulistas perseguidores do Führer (perdão, líder) Lula, chacoalharam os esqueletos pelo mau uso de sua frase genial.

Pretensioso, mentiroso e piegas como só um texto da lavra dos que o escreveram poderia ser, o voto em separado da bancada do chororô guarda semelhança com o manifesto dos “juristas” leais a favor do recurso de Lula ao comitê de direitos humanos da ONU contra nosso Estado Democrático de Direito, que em palanques este louva. Assinado por 64 (só?!) advogados e vassalos de outros ofícios, o documento alcança o ridículo não por excessos de subliteratura com ótimas citações, mas pelo exíguo total de aderentes.

De acordo com estes, Lula seria alvo de ódio e perseguição porque “ele é filho da miséria; porque ele é nordestino; porque ele não tem curso superior; porque ele foi sindicalista; porque foi torneiro mecânico; porque é fundador do PT; porque bebe cachaça; porque fez um governo preferencialmente para as classes mais baixas e vulneráveis”. Para esses minguados signatários, se “fosse Luiz Inácio Lula da Silva um homem de posses, sulista, ‘doutor’, poliglota, bebesse vinho e tivesse governado para os poucos que detêm o poder e o capital em detrimento dos que lutam sofregamente para ter o mínimo necessário para uma vida com dignidade, certamente a história seria outra”. O grupo critica especialmente o juiz Sergio Moro, que no curso das investigações da Operação Lava Jato determinou a condução coercitiva e autorizou a divulgação de gravações de conversas do ex-presidente.

Entre os gatos-pingados que o assinaram se destaca um ex-desembargador do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, de Porto Alegre, e então assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, Manoel Lauro Volkmer de Castilho, também marido de Ela Wiecko, vice-procuradora-geral e braço direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Sobram cargos e sobrenomes na identificação do ex-assessor, que pediu demissão e a teve aceita pelo ex-chefe. Mas isso não bastou para dar-lhe conta de que expôs à toa o relator da Lava Jato no STF. Este, aliás, assim como o presidente daquela Corte, Ricardo Lewandowski, perdeu a oportunosa ensancha de puxar a orelha do ex-presidente, que detratou a República em inócuas instâncias estrangeiras.

Em suma, parodiando outro título popular, o da comédia cinematográfica Deu a Louca no Mundo, será que deu a louca no PT, hein?


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

ALÔ FORÇA NACIONAL: FILHOS DA CUT PREPARAM BADERNA NA ABERTURA DAS OLIMPÍADAS!

Os sindicalistas vagabundos da CUT convocaram os comedores de pão com mortadela para um convescote badernista no dia da abertura dos Jogos Olímpicos, sexta-feira às 11 horas em frente ao hotel Copacabana Palace.

O povo honesto e trabalhador que não mancomuna com facínoras exige a atenção do Ministro da Justiça para a manutenção da ordem.

Vejam o comunicado oficial dos pilantras:

“Na próxima sexta-feira (5), o Rio de Janeiro viverá uma data histórica. A cidade dará a largada à primeira Olimpíada em solo brasileiro. Porém, antes da cerimônia de abertura do evento, um ato partirá de Copacabana para alertar ao mundo o golpe em curso no Brasil.

Organizado pelas Frentes ‘Brasil Popular’, ‘Povo sem Medo’ e ‘De Esquerda’, a manifestação terá três eixos: ‘Fora Temer’, ‘Nenhum direito a menos’ e ‘Contra a calamidade olímpica’. A concentração será em frente ao hotel Copacabana Palace, às 11h.

Para a sociedade que defende a volta da democracia ao país, a oportunidade será única para romper o silêncio imposto pela mídia nacional que blinda o governo do golpista Michel Temer, aponta o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre.

‘Os olhares críticos sobre o golpe durante todo o processo sempre vieram da mídia internacional, que não é financiada por quem sustentou o impeachment. Essa também será uma oportunidade de mostrarmos à sociedade que fica confusa diante de tanta desinformação o que realmente ocorreu no país’, apontou o dirigente.

Durante o trajeto da caminhada, haverá intervenções culturais para fazer do ato algo lúdico e distante dos discursos endurecidos que, muitas vezes, não atinge aqueles que são as principais vítimas do golpe: os mais pobres.”


Legado olímpico é enganação contra o povo, que aceita, aplaude e sente orgulho

“Legado Olímpico” ou “Legado da Olimpíada” é mentira. Não existe. Ninguém pode legar a si próprio um bem que lhe pertence.

Jorge Béja na Tribuna da Internet

“Legado Olímpico” ou “Legado da Olimpíada” é uma expressão mentirosa mas que desperta um sentido, uma espécie de “presente”, que aqueles que estão no poder incutem na população do Rio, goela abaixo, e o povo acredita. E, por ingenuidade, chega a sentir orgulho. Quanta enganação! Torpe e maldosa ilusão. É muita patifaria! Legado Olímpico não existe. Legado é um bem ou conjunto de bens, materiais ou imateriais, certos e determinados, que integram o patrimônio de uma pessoa que os deixa, como herança e por testamento, para uma ou mais pessoas e constitui ato de liberalidade “causa mortis” (em razão do falecimento).

Quem lega chama-se legador. Quem recebe o bem, legatário. E o bem deixado denomina-se legado. Há, portanto, e necessariamente, três ou mais elementos: o legador, o legado e o(s) legatário(s).

Daí a pergunta: desde quando alguém pode constituir como legado um bem que foi construído ou obtido com o dinheiro do próprio legatário, ou seja, daquele designado para receber a herança? É o que acontece com esse mal falado “Legado Olímpico” ou “Legado da Olimpíada”.

TUDO JÁ É DO POVO – Todas as obras, viadutos, túneis, estádios (agora chamados de “arenas”), dezenas de edificações residenciais, vias expressas, vila olímpica e tudo mais foi feito com o dinheiro do povo. Logo, ao povo pertence. Nunca foi, não é, nem jamais será legado.

Seria legado se o Comitê Olímpico Internacional (COI) junto com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) construíssem as obras e benfeitorias para receber os Jogos Olímpicos e, após, as deixassem para o povo do Rio. Aí, sim, seria um legado. Mas não é isso que acontece. E também não foi assim na Copa do Mundo de Futebol de 2014. Não foi com o dinheiro do COI e do COB, muito menos com o dinheiro da FIFA e da CBF, que os dois eventos mundiais tiveram o Brasil e têm a Cidade do Rio de Janeiro como palco.

Muito pelo contrário. O honorabilíssimo COI escolhe uma cidade e a honorabilíssima FIFA, um país. Depois, dizem, autoritariamente: “Arrumem a casa de vocês, façam embelezamentos e obras nos padrões que nós queremos, mandamos e determinamos que sejam feitos, porque vamos realizar a Olimpíada e a Copa do Mundo aí e depois pegamos todo o lucro com os eventos e caímos fora e as dívidas ficam por conta de vocês”. É isso. É assim. É a realidade.

O QUE VIRÁ DEPOIS – Este “oba-oba” olímpico tem prazo curto. Há uma espécie de entorpecimento do povo que, empolgado e sem que os meios de comunicação alertem e mostrem a realidade, tudo aceita, aplaude e acha “excelente”. O pior virá depois: o endividamento monstruoso. Vai faltar dinheiro para tudo.

O município e o Estado do RJ  (ou o governo federal)  não têm receita,  muito menos caixa suficiente para realizar tantas obras, de afogadilho, sem o posterior desfalque financeiro em prejuízo dos serviços que lhes cumprem prestar à população. A começar pelo pagamento do funcionalismo, dos ativos e inativos, atendimento médico-hospitalar, segurança pública, conservação e manutenção dos meios de mobilização urbana…

O povo do Rio só vai a sentir os efeitos desses danos a partir de setembro próximo e por longos anos.

DANDO O QUE NÃO PODE DAR – Para quem acredita no senador Crivella, saibam o que disse ele anteontem na convenção do PRB que o lançou à prefeitura do Rio: “A prefeitura carioca desembolsou R$ 40 bilhões com obras executadas por empreiteiras envolvidas com a Lava-Jato. E após a Olimpíada do Rio, a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, com a Carvalho Hosken, receberão sem ônus o terreno do antigo Autódromo de Jacarepaguá, para fazer um megaempreendimento” (O Globo, 1.8.2016, página 4).

É discurso de candidato, sabemos disso. Mas a denúncia é gravíssima. E não veio desmentido de parte alguma. A prefeitura não pode doar, permutar, vender, emprestar ou praticar qualquer ato de despojamento de bens públicos sem prévia autorização legislativa, seguida de prévia avaliação e licitação. A prefeitura também não pode enganar a população.

“Legado Olímpico” ou “Legado da Olimpíada” é mentira. Não existe. Ninguém pode legar a si próprio um bem que lhe pertence.


Paul Joseph Watson desanca o Papa Francisco. Merecidamente.


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Maduro declara que comanda o Mercosul e Serra não reconhece. Por que o Brasil não larga essa merda?

Estadão

Ao se declarar no comando da presidência do Mercosul, o governo de Nicolás Maduro abriu um dos maiores impasses da história do bloco. Presidente até a semana passada, o Uruguai deixou o cargo vago na sexta-feira – uma decisão contestada em carta enviada pela diplomacia brasileira aos governos de outros países-membros por “gerar incerteza”.

No fim de semana, a chancelaria da Venezuela anunciou que o país estava assumindo a presidência e dividiu de vez o bloco: o Uruguai acatou a manifestação venezuelana, mas Brasil, Paraguai e Argentina anunciaram que a desconheciam.

A posição brasileira foi mais enfática do que nas declarações anteriores do Itamaraty. Em carta enviada aos chanceleres de Uruguai, Paraguai e Argentina, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, deixa claro que o Brasil não reconhece a Venezuela como presidente do Mercosul.

“O governo brasileiro entende que se encontra vaga a Presidência Pro Tempore do Mercosul, uma vez que não houve decisão consensual a respeito de seu exercício no período semestral subsequente”, diz. Ele afirma também que aquele país não cumpriu “disposições essenciais” à sua adesão ao bloco econômico.

A decisão unilateral uruguaia de sexta-feira de deixar o posto vago foi qualificado por Serra na carta de “sem precedente” e um ato que “gera incerteza”.

O rodízio na presidência do Mercosul deveria ter sido aprovado por consenso entre os sócios, lembra o chanceler brasileiro.

O Brasil defendia que o Uruguai esperasse até meados de agosto para decidir se a presidência seria ou não transferida para a Venezuela. Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foram a Montevidéu no dia 6 para apresentar essa proposta ao presidente uruguaio, Tabaré Vázquez.

Questionado em uma reunião de ministros na costa uruguaia, o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, disse que considerava a Venezuela presidente do bloco. A presidência do Mercosul é exercida por mandato de seis meses, obedecendo ordem alfabética dos países-membros.

Paraguai, Argentina e Brasil, por ordem de veemência, colocavam-se contra o fato dos venezuelanos presidirem o bloco em razão da situação institucional e econômica que não permitiria ao país caribenho comandar o Mercosul. Os dois primeiros também citavam adequações a normas e tratados que os venezuelanos não cumpriram.

O chanceler paraguaio, Eladio Eloizaga, foi o primeiro a denunciar uma “presidência de fato”, durante o fim de semana, após a proclamação venezuelana. Ontem, em Assunção, ele afirmou em tom irônico que os uruguaios “deixaram a bola quicando” ao abandonar a função, e os três países contrários à posse de Caracas buscam uma solução, formando uma espécie de presidência conjunta.


Justiça esculhambada: Assessor de Teori assina manifesto de apoio ao recurso de Lula na ONU

Subprocurador da República e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, também assinou a palhaçada. É por essas e outras que dá para entender por que o apedeuta ainda não foi preso até agora.

Estadão

Um assessor do ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), assinou um manifesto de apoio à decisão da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de recorrer a Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Manoel Lauro Volkmer de Castilho é desembargador aposentado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região e é casado com a vice-procuradora-geral da República Ela Wiecko. Ela, por sua vez, é braço-direito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A assessoria do Supremo confirmou que Castilho trabalha no gabinete de Teori, mas disse que o ministro não foi encontrado para comentar o caso.

A nomeação do desembargador foi oficializada em novembro de 2014, e foi vista como um reforço na equipe de Teori no momento em que a Lava Jato iria entrar numa nova fase, quando o Ministério Público Federal começaria a apresentar as denúncias contra os políticos citados nas delações premiadas dos envolvidos no esquema de desvios da Petrobrás.

O abaixo-assinado foi subscrito por mais de 60 pessoas e entregue ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski nesta segunda-feira. O subprocurador da República e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, também assina o documento.

No texto, o grupo defende que os advogados de Lula agiram certo em recorrer à ONU no último dia 18, em busca da “preservação dos direitos fundamentais, dos direitos humanos e do próprio Estado Democrático de Direito – que vem sendo assaltado pelos inimigos da democracia e pelo autoritarismo de agentes do Estado”.

Eles criticam as ações do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância, e afirmam que Lula sofre uma espécie de perseguição política por parte das elites que nunca aceitaram “a ascensão da esquerda ao poder”.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Jihad Hassan Hammadeh, líder dos islâmicos no Brasil, e a hipocrisia de sempre: agora se fazem de vítimas

Parece que seu Jihad começou a aprender que pimenta no fiofó dos outros não é refresco!
A cada dia que passa fica mais difícil para quem tem QI acima de ameba ter um pingo de tolerância com os islâmicos. Hipocrisia é o que não falta em nenhum deles. 

Está difícil ser muçulmano. Aonde você vai, vira alvo
IstoÉ

Líder de milhares de fiéis em 115 mesquitas e salas de orações no Brasil, o xeque Jihad Hassan Hammadeh é um dos muçulmanos mais influentes do País. Clérigo formado pela Universidade de Medina, na Arábia Saudita, é hoje presidente do Conselho de Ética da União Nacional das Entidades Islâmicas. Além dos títulos, conquistou notoriedade fora do meio religioso explicando sua fé depois do atentado de 11 de setembro de 2001, em Nova York, e trabalhando como consultor de cultura muçulmana da novela “O Clone”, exibida pela Rede Globo. Nascido em Damasco, na Síria, nação hoje destroçada por conflitos políticos e religiosos, Hammadeh chegou ao Brasil com oito anos, junto à família de comerciantes. Quando criança, não havia ninguém no País que pudesse esclarecer suas dúvidas sobre o Islã. Por isso, entre 1981 e 1991, estudou a religião no exterior. Voltou para passar aos brasileiros o conhecimento que recebeu. Bem-humorado e didático, o xeque falou à ISTOÉ.

Doze brasileiros foram presos na semana passada por jurar fidelidade ao Estado Islâmico. Como o senhor vê esse feito?
Eu conhecia duas das pessoas que foram presas em São Paulo. Mas uma coisa é você conhecer, outra é saber o que se passa na cabeça delas. Por fora, demonstravam serem pessoas tranquilas. Um deles, inclusive, é um comerciante que passou por dificuldades com a crise econômica, como qualquer outro. Os dois nunca deram sinais de radicalismo. De agora em diante, é preciso apurar os fatos para descobrir a verdade, dando chance para eles se defenderem. Se forem realmente culpados, serão um risco para a segurança de todos, inclusive a dos muçulmanos. Nesse caso, que sejam punidos de acordo com a lei.
O governo reforçou o esquema de segurança no Rio para a Olimpíada. Como a medida reflete na população islâmica?
Tenho relatos de pessoas que nunca haviam sido revistadas durante toda uma vida no Rio. Desde que o esquema de segurança começou, elas foram revistadas duas ou três vezes, apenas por serem muçulmanas. Recentemente a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) lançou um cartaz mostrando como reconhecer um terrorista, dizendo que pessoas com roupas estranhas são suspeitas. Qualquer muçulmano pode se encaixar nessa descrição. Houve na comunidade islâmica um alvoroço. O próprio governo brasileiro está criando medo e discriminação. O legado deixado pode ser muito ruim para a sociedade brasileira.
Existe muito preconceito contra o islamismo?
O preconceito está crescendo, existe uma onda. O estereótipo de que o islamismo está ligado ao terrorismo piorou muito desde 2001, com o atentado ao World Trade Center. E tende a aumentar. O muçulmano se sente injustiçado, calado. A discriminação traz esse sentimento. As pessoas à sua volta começam a olhar diferente. Aonde você vai, vira alvo de cochichos, de olhares. É especialmente desagradável quando as pessoas começam a se afastar se você põe a mão no bolso para pegar qualquer coisa, como uma carteira ou um celular.
Como é ser muçulmano hoje no Brasil?
Está muito difícil, já passei por muitas saias justas. O aeroporto é um local onde essas coisas sempre acontecem. Começa com pessoas fazendo piadinhas na fila, falando coisas como ‘nesse avião eu não entro’. Mas pode ficar bem pior do que isso. Houve uma vez, por exemplo, em que eu estava num voo com outro xeque muçulmano. Escutei uma confusão antes da decolagem, mas a princípio nem sabia que era comigo. Só depois descobri o que aconteceu. Outro passageiro pediu que os comissários de bordo nos retirassem do avião. Ele alegou que não se sentia seguro. Os funcionários disseram que não iam nos retirar, mas que o homem poderia sair caso não estivesse à vontade. E ele saiu.
É mais difícil para as mulheres?
Sim, muito mais. Certa vez eu encontrei um grupo de palestinos desembarcando em Brasília. Uma senhora estava de véu e uma das funcionárias do aeroporto mandou retirá-lo. Mas com muita rispidez, muita agressividade. Primeiro a senhora disse que não iria, depois ficou com medo e obedeceu, na frente de todo mundo. Foi coagida. O lugar possui quartinhos para fazer revistas nesses casos. O que aconteceu foi puro preconceito. Uma freira com a cabeça coberta, com certeza, não seria tratada da mesma forma.
O Estado Islâmico representa os ideais muçulmanos?
Não. O verdadeiro islamismo busca a paz e a justiça. O Estado Islâmico não tem embasamento e pratica o contrário disso. Todos os muçulmanos do mundo são contrários a eles, mesmo porque a maioria das vítimas é da própria religião. Estima-se que aproximadamente 25 mil pessoas façam parte dessa organização, mas somos 1,5 bilhão de muçulmanos no mundo. É uma fração ínfima. Eles não têm representatividade para a atenção que estão tendo. Eles querem visibilidade, e é isso que estamos dando.
O Corão, livro sagrado do islamismo, promove a paz. Mas também prega o combate aos infiéis. Há uma contradição?
Não existe contradição. A pessoa se torna infiel quando agride os princípios do islamismo, como o conceito da justiça. Essas passagens querem dizer que é preciso combater o injusto, independentemente do credo deles. E ainda defender o injustiçado, seja ele muçulmano ou não. Por exemplo, tem uma passagem que diz ‘matai os infiéis, onde quer que os encontre’. Existe um contexto. Entre os incrédulos da cidade de Meca e os muçulmanos de Medina havia um acordo de não agressão. E quebrar esse acordo era passível de pena de morte. É isso que significa. Porém a pessoa que lê sem conhecimento pensa que Deus falou para sair matando todo mundo. É uma interpretação errada dos ensinamentos do Corão.
Nesse sentido, existe pouca diferença entre o islamismo e outras religiões?
A mesma coisa acontece na Bíblia, onde existem muitas passagens violentas, especialmente no Velho Testamento. E nem por isso é um livro de violência. No Corão, apenas cento e poucos versículos falam de violência. Temos 6 mil no total.
O Islã também defende a destruição de importantes símbolos de outras religiões?
Se a prática de grupos como a Al Qaeda e o Estado Islâmico seguisse os preceitos religiosos, todo esse legado não teria chegado até nós passando por 14 séculos de governo islâmico. Graças aos muçulmanos, os filósofos gregos chegaram até os dias de hoje. Se não fosse por eles, não estaríamos usando o computador ou o celular, já que foi o povo que inventou o número zero. A destruição é somente um chamariz para chamar atenção. A nossa religião prega que nunca se deve ofender os símbolos religiosos dos outros, porque sempre haverá revide.
Os onze brasileiros presos em várias cidades são suspeitos de planejar ataques com base na interpretação equivocada do Corão, inspirada no Estado Islâmico. Como eles, jovens em Nice (França) e Orlando (EUA) arquitetaram massacres baseados na ideologia da organização, mesmo sem ter contato direto com o grupo. Como impedir que mais pessoas sejam levados ao radicalismo?
Conscientizando as pessoas, nunca através da força. Fanatismo é ignorância e é preciso combatê-lo com conhecimento. Um detalhe é que muitas vezes essas pessoas não têm ligação nenhuma com a religião. Por exemplo, os vizinhos do autor do atentado de Nice dizem que ele não era muçulmano, que usava drogas. Como ele largou o vício e se radicalizou de um dia para outro? Já em Orlando, foi dito que a pessoa sofria preconceito por ser muçulmana. A discriminação pode levar a crimes, claro. Como o ciúme pode também. Mas é um crime comum, não acho que seja um ato de terrorismo em nome do islamismo. E não há muito cuidado na divulgação dessas informações. Quando se vê um nome esquisito já se fala em extremismo religioso, o que nem sempre é verdade. Há uma supervalorização do Estado Islâmico.
Os muçulmanos querem viver num estado islâmico, nos moldes de país defendido pelo grupo terrorista?
Os muçulmanos querem um estado justo. Tanto é que muitos foram morar na Europa ou nos EUA porque lá os direitos eram garantidos. O lugar que me respeita é o lugar onde eu quero viver. Os muçulmanos querem ter justiça, como qualquer um. Do que adianta viver numa nação onde a religião é pregada, mas o governo é ditatorial? A aplicação da legislação islâmica é a aplicação da justiça, não a definição do horário que a população tem que rezar. Deus colocou que não pode haver imposição da religião.
No passado, o mundo muçulmano já foi muito mais avançado e tolerante do que o cristão. Por que os papeis parecem ter se invertido?
Depois da 1ª Guerra Mundial, os colonizadores deixaram as nações da região em estado de caos. A intolerância é causada por muitos elementos nesse pano de fundo. Os fatores econômicos, políticos e culturais são os verdadeiros responsáveis pela situação. Pobreza, desigualdade e analfabetismo são quem devemos culpar, e não a religião.
Como o senhor enxerga as charges críticas ao islamismo, como as feitas durante muito tempo pelo jornal satírico francês Charlie Hebdo?
Eu não sou contra críticas, elas são o direito de qualquer um. No entanto, acredito que a liberdade de expressão tenha limites. Esse limite é o do respeito. Tanto Jesus quanto o profeta Maomé disseram para amar o outro como se fosse a si mesmo. Para não ofender o outro como não gostaria de ser ofendido. Agora, se eu não gostei, ainda existe a Justiça. Eu devo me proteger dentro do estado de direito. Não posso agredir ninguém, quebrar a lei. E, mesmo quando a justiça não é feita institucionalmente, existem formas legais de luta. Por exemplo, depois das charges ofensivas de um jornal da Dinamarca, os muçulmanos pararam de comprar produtos daquele país. As mercadorias encalharam nos supermercados, o que é muito mais efetivo do que agir pelo ímpeto.


Jararaca de malas prontas?

Lula fez a denúncia à ONU apenas para justificar o pedido de asilo político
Carlos Newton na Tribuna da Internet

O advogado Celso Serra enviou mensagem à Tribuna da Internet para informar que o site do Estadão publicou que a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou ter recebido a denúncia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o Brasil, mas o caso tão cedo não entrará em discussão. Segundo a Assessoria de Imprensa da ONU, o processo aberto por Lula pode levar “pelo menos dois anos” para ser concluído, mas essa perspectiva é por demais otimista, já que existe uma fila com mais de 500 casos pendentes.

Como se sabe, a denúncia foi apresentada ao Comitê de Direitos Humanos, que funciona em Genebra, na Suíça, e não tem atuação permanente. Seus integrantes se reúnem apenas três vezes por ano, para examinar cerca de 40 casos a cada encontro.

“Os funcionários do escritório da ONU vão examinar a petição, fazer um resumo sob o ponto de vista jurídico e enviar aos membros do Comitê para que avaliem”, informou a assessoria de imprensa da ONU, segundo a notícia enviada pelo correspondente do Estadão em Genebra, Jamil Chade.

Celso Serra explica que o Comitê das Nações Unidas só aceita questões que tenham esgotado todos os recursos legais no respectivo país. “Isso significa que, no primeiro passo, os especialistas que assessoram o Conselho ainda terão de decidir se o caso pode ser aceito. Somente se conseguir ser registrado é que o processo de Lula entrará no final da fila das questões em exame no Comitê, que já tem mais de 500 casos pendentes. E o caso de Lula não tem a menor possibilidade de ganhar prioridade, somente concedida pelo Comitê quando se trata de condenação à morte ou expulsão do país”, diz o o advogado carioca, acrescentando:

“Como se vê, as notícias da ONU são péssimas para o ex-presidente brasileiro. Como apenas 120 casos pendentes são apreciados por ano e na fila da ONU existem mais de 500 processos, se o trâmite for normal, a petição de Lula só vai ser apreciada daqui a quatro anos… Mas se o trâmite for no chamado “padrão STF”, que se move a passos de cágado tetraplégico, Lula jamais será julgado pela ONU nesta encarnação” – ironiza Celso Serra.

É evidente que a defesa de Lula, hoje conduzida pelo advogado paulista José Roberto Batochio, ex-deputado federal pelo PDT, estava ciente dessas peculiaridades do Comitê de Direitos Humanos da ONU, ao apresentar a denúncia. Portanto, isso significa que o objetivo da petição é apenas uma estratégia destinada a ”vitimizar” Lula, para transformá-lo em perseguido político.

Esse tipo de defesa não tem a menor chance de prosperar aqui no Brasil, pois todas as investigações abertas contra o ex-presidente referem-se exclusivamente a atos de corrupção e obstrução à Justiça. No exterior, porém, a iniciativa de fazer Lula de vítima pode ser bastante palatável, em função do desconhecimento existente sobre as questões internas da política brasileira.

Fica claro, assim, que a próxima iniciativa de Lula será o pedido de asilo político a um país que seja governado por políticos que tenham ligações com o PT.

Embora a mulher de Lula e seus filhos tenham conseguido cidadania italiana em 2005, dificilmente o ex-presidente tentará asilo na embaixada desse país, porque existe a possibilidade de ser extraditado para o Brasil, como aconteceu com o executivo petista Henrique Pizzolato.

Entre os países que poderiam dar abrigo a Lula, destacam-se Cuba, Venezuela, Equador, Uruguai e Bolívia. Mas deve-se descartar de imediato a Venezuela, cujo governo bolivariano corre risco de ser derrubado. Portanto, restam Cuba, Equador, Uruguai e Bolívia. Como diz a Bíblia, um deles será o escolhido.


Intenção de pedir asilo político já justifica a decretação da prisão preventiva de Lula

Justiça Federal já tem motivos para decretar a prisão preventiva de Lula
Jorge Béja na Tribuna da Internet

Que ninguém se surpreenda se a Justiça Federal decretar nos próximos dias a prisão preventiva do ex-presidente Lula, seja por ordem do juiz federal Ricardo Leite, de Brasília, que já recebeu denúncia-crime contra Lula e o tornou réu em ação penal, seja por ordem do juiz federal Sérgio Moro, de Curitiba, que tem sob seu controle e jurisdição outros inquéritos contra o ex-presidente. Ou seja, pelos dois juízes federais. É bem possível que os Procuradores da República já estejam elaborando e finalizando o pedido para prender Lula preventivamente. Motivos é que não faltam. E o mais recente e grave é o noticiário sobre a possibilidade de Lula pedir asilo político numa embaixada em Brasília ou mesmo viajar para o exterior com o mesmo propósito.

Ouve-se falar muito sobre um crime que não existe, o da “obstrução da justiça”. Esta é uma expressão jornalística para o leitor leigo entender as manobras que um indiciado, um réu ou um condenado arquiteta para escapar da Justiça e até mesmo da polícia. O que existe no Código Penal são os chamados “Crimes contra a administração da Justiça” e que estão previstos do artigo 338 ao 359. E neles não há a tipificação da obstrução da justiça.

Mas isso não significa dizer que Lula se encontra à vontade para fazer o que quer e o que pensa. Desde que se tornou réu em ação penal, o ex-presidente não pode deixar o chamado “distrito da culpa”, ou seja, o território nacional, mesmo que não exista proibição judicial nesse sentido. A proibição decorre da lei. Ele é réu. E réu se obriga a estar presente para atender aos chamados do Justiça.

Se chega ao conhecimento da autoridade judicial (no caso, o juiz) que o réu cogita ir embora do país, tanto equivale a ausentar-se do foro do delito ou do distrito da culpa. Não é obstrução, mas fuga da Justiça. E isso é grave. Justifica plenamente a decretação da prisão preventiva. A base legal é o artigo 312 do Código de Processo Penal:

“A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente da autoria”.

Nada mais claro. Conveniência da instrução criminal já seria motivo forte para que Lula tenha a preventiva decretada. Não convém à instrução criminal que réu algum esteja fora do alcance da Justiça brasileira.

Em reforço à motivação vem a garantia da aplicação da lei penal, desde que exista prova do crime e indício suficiente da autoria. E tanto existe que a denúncia foi oferecida e o juiz federal de Brasília a recebeu. Já no tocante aos inquéritos contra o ex-presidente que tramitam em Curitiba, basta que os promotores públicos federais ofereçam denúncia e no seu bojo peçam a prisão preventiva de Lula, sendo suficiente apenas demonstrar que o ex-presidente tem a intenção de deixar o país e pedir asilo no exterior, conforme é fato público e notório.

Cumpre ao ex-presidente, por declaração pública e também nos autos do processo em Brasília e nos inquéritos em Curitiba, assegurar à Justiça que o noticiário não é verdadeiro. Que ele não pretendeu, não pretende e não pretenderá deixar o país que governou por 8 anos seguidos e consecutivos.

É um dever de lealdade, principalmente de um ex-presidente da República, em relação ao Judiciário de seu pais, e essa obrigação Lula precisa honrar. Até lá, sem desmentido, sem a palavra empenhada de que tudo isso não passa de boataria, Lula pode ser preso a qualquer momento. Ou melhor, bem no raiar dos próximos dias olímpicos.


Bonitinha, mas ordinária

A princípio sou contra esse tipo de enxovalhamento público, mas o que é que Letícia Sabatella foi fazer no meio de uma manifestação contra tudo que ela defende. E ainda por cima é cínica:

“Não fui provocar ninguém, passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa esta falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem.”

Me engana que eu gosto! E essa pintura de guerra era para quê?