quinta-feira, 16 de junho de 2016

Brasil com 54% de pretos? Nem que a vaca tussa senhor reitor José Vicente!

José Vicente, reitor da Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares, escreveu um artigo na última Veja intitulado “O que é isso?”. Leiam uma parte, já que não vale a pena ler tudo por se tratar daquela velha lenga-lenga do vitimismo escravopata:

“(...) Por isso, o negro lutou. Lutou no Paraguai, na revolução Constitucionalista, na segunda guerra mundial e na trincheira da resistência contra a repressão, ajudando na reconstrução republicana e democrática do país.

Na luta e na raça, junto com o governo da social democracia do PSDB, teve reconhecido oficialmente o racismo no país, instalou o processo da implantação das ações afirmativas e das cotas raciais, reconheceu o Líder Negro Zumbi dos Palmares como Herói Nacional e nomeou o primeiro negro como ministro de estado, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, ministro extraordinário do esporte.

No governo dos trabalhadores do PT, teve nomeados os ministros negros Benedita da Silva, Assistência Social, Orlando Silva, Esportes e Matilde Ribeiro, Edson Santos, Eloi Ferreira, Luiza Bairros e Nilma Lino, ministros da Igualdade Racial. Nomeou o negro Joaquim Barbosa para o Supremo Tribunal Federal, criou cotas para negros nas universidades publicas e privadas e no serviço publico federal.

Com o Movimento Democrático Brasileiro, o MDB, confiando e acreditando nos valores da redemocratização, na participação política igualitária, na representação plural e na valorização da diversidade étnica racial brasileira, os negros cerraram fileiras no combate a repressão, combateram as discriminações de toda natureza, contra as mulheres e homossexuais, inundaram as ruas reverberando as diretas já, e ajudaram a escrever nas intermináveis noites do Congresso, a Constituição cidadã da nova republica.

Com o manda brasa, os negros feneceram juntos nos porões da ditadura. Com o PMDB, inexplicavelmente, os Negros ficaram de fora.

Seguramente, os 54% por cento dos brasileiros negros não entenderam e não entenderão porque, antes mesmo de assentar na cena política, foram convidados a sair para dar vez tão somente aos homens brancos e de olhos azuis.

O que é isso companheiro???”

Para começo de conversa, eu gostaria de saber em quais dados essa gente se baseia para insistir que o Brasil tem 54% de negros. Que eu saiba, único órgão abalizado para tratar sobre o assunto é o IBGE e, definitivamente, não é isso que o Censo 2010 nos diz.

Então vamos lá. O conceito do IBGE para “Cor ou Raça” é a “característica declarada pelas pessoas de acordo com as seguintes opções: branca, preta, amarela, parda ou indígena”. O que o Censo de 2010 diz é o seguinte: de um total 190.755.799 habitantes, temos:
91.051.646 brancos,
14.517.961 pretos,
2.084.288 amarelos,
82.277.333 pardos,
817.963 indígenas e
6.608 sem declaração.

Convertendo isso em termos percentuais, temos:
47,73% de brancos,
7,61% de pretos,
1,09% de amarelos,
43,13% de pardos e
0,42% de indígenas.

Ou seja, nem que a vaca tussa e some pardos e pretos (50,74%) - uma imbecilidade completa, pois pardos são tão pretos quanto brancos - se chega aos 54% do reitor.

Imagino o que seja essa tal Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares a julgar pelo grau de preconceito vitimista do seu reitor que, como se não bastasse, ainda reclama dos “homens brancos e de olhos azuis” do governo de Temer, como se o de Dilma fosse repleto de pretos e como se a cor da pele fosse parâmetro para alguma coisa.
Ministros de Dilma



quarta-feira, 15 de junho de 2016

Idiotice não tem limites: PCdoB manifesta seu “firme apoio” a Maduro

“O Partido Comunista do Brasil expressa seu firme apoio à República Bolivariana da Venezuela e ao diálogo proposto pelo presidente Nicolás Maduro como caminho para que o tratamento das divergências entre as forças políticas venezuelanas – que persistirão existindo pois dizem respeito a diferentes projetos de nação – aconteça dentro dos marcos constitucionais e de forma pacífica.” José Reinaldo Carvalho, secretário de Política e Relações Internacionais do PCdoB e panaca full-time.

Eu chego a duvidar que esses esquerdopatas falem sério quando manifestam esse tipo de solidariedade e aprovação a regimes e governos tragicômicos como o da Venezuela.

Só pode ser piada.

terça-feira, 14 de junho de 2016

“Exército” de Stédile desafia a nação e os militares já ameaçam o Senado

Carlos Newton

A irresponsabilidade do ex-presidente Lula da Silva é realmente colossal e incomensurável. Ele está cumprindo a ameaça que fez ao país no ano passado, quando anunciou que colocaria o “exército” do Stédile nas ruas, caso o Congresso aprovasse o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na época, julgou-se que se tratava de uma bravata, apenas um exagero na oratória grotesca. Mas não era. Lula não somente já deu ordem de ataque ao “exército” dos sem-terra” do Stédile, como também arregimentou outras tropas, como os “sem-teto” de Guilherme Boulos, os “sem-juízo” de outros movimentos sociais, as brigadas da CUT e dos sindicatos e as hordas do PT, engrossadas pelo estudantes da UNE e de outras instituições.

O desafio à lei e à ordem ficou claro nesta segunda-feira, quando um grupo de 1.400 integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiu a fábrica da Suzano em Mucuri, na Bahia. A logística de transportar, abrigar e alimentar tantos militantes não é nenhuma brincadeira. Custa caro e dá um trabalho enorme, mas o MST consegue.

Por coincidência, a ocupação da Suzano acontece semanas depois de a empresa assinar um protocolo de intenções para ampliar a fábrica, com investimento de R$ 700 milhões.

OCUPAÇÃO DA BAHIA – A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas do MST contra o impeachment. Na Bahia, também estão ocupadas as oito sedes regionais do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e três da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba).

Como a Bahia é governada pelo PT, a Polícia Militar tem ordens de não enfrentar os manifestantes, e o “exército” de Stédile está agindo com liberdade total.

“Não aceitamos as ações deste governo ilegítimo e golpista que se configuram num ataque às conquistas sociais da classe trabalhadora”, disse Paulo César de Souza, membro da direção nacional do MST, segundo reportagem da Folha.

MANIFESTAÇÕES –Tem havido protestos espalhados pelo país, com interrupções de rodovias e avenidas, ocupação de órgãos públicos, e em São Paulo até o antigo gabinete presidencial da amante de Lula, Rosemary Noronha, chegou a ser invadido.

Até agora, não houve atos de violência, apenas queima de pneus que destroem o asfalto, mas está evidente que o movimento contra o impeachment segue num crescendo e por isso vem sendo monitorado pelos serviços de inteligência das Forças Armadas.

Dia 31 de julho, os grupos que apoiam o impeachment vão dar a resposta, com megamanifestações nas principais cidades e pode haver confrontos.

Tudo isso faz parte do processo democrático, nada contra, desde que os protestos não fujam ao controle, porque os militares já começaram a se posicionar.

A SITUAÇÃO SE COMPLICA – Como os oficiais da ativa não podem se pronunciar politicamente, a tendência deles é revelada pelos posicionamentos do Clube Militar, Clube Naval e Clube da Aeronáutica.

Sabe-se que as Forças Armadas apenas acompanham a evolução dos fatos políticos, não há movimentação de golpe, pelo contrário. Mas as três entidades que representam os militares têm se manifestado politicamente de forma bastante clara, através de pronunciamentos de seus dirigentes, postados na internet.

Desde a semana passada, a situação se complicou, porque o presidente do Clube Militar, general Gilberto Pimentel, pela primeira vez publicou um artigo ameaçador, advertindo que o Senado tem de confirmar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na votação final, daqui a dois meses. O título é “O Dia D e o Senado”.

AMEAÇA DO CLUBE MILITAR – Vamos transcrever os três últimos parágrafos do artigo do general Pimentel, que nos foi enviado pelo sempre atento comentarista Mário Assis Causanilhas:

“O presidente interino não chega a ser o líder que sonhamos, mas ele é a esperança disponível para a travessia desse período negro da nossa história política e garantir, num clima de relativa Paz, as eleições gerais de 2018. E aí que se ouça a voz da sociedade. E que tenhamos juízo.

A volta ao que ficou para trás, possível tem que se admitir, é o caminho certo para o desastre. Basta voltar nossas vistas para a vizinha Venezuela, principal parceira do lulopetismo. Deus livre nosso Brasil.

A instituição Senado e seus senadores tenham a certeza de que, nesse caso, a Nação não os perdoará. Que tenham um rasgo de patriotismo ou preparem, todos, seus epitáfios políticos. O que virá depois de D+1 está nas mãos deles e será de sua inteira responsabilidade.”


Sem chances, Jararaca!

Estadão

Juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, vai analisar pedido de prisão preventiva e até denúncia contra o ex-presidente Lula por suspeita de obstruir as investigações da Lava Jato junto com Delcídio Amaral. Entenda o que pode acontecer a Lula ao ser processado e julgado na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

LULA PODE SER PRESO? – Pode, pois está sob análise de Moro o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público de São Paulo, que denunciou o petista por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica por supostamente ter ocultado a propriedade de um tríplex no Guarujá, no litoral paulista.

Por decisão da Justiça de São Paulo, o caso foi remetido para Moro e, posteriormente, por decisão de Teori, foi remetido para o Supremo, que agora decidiu devolveu o caso para o juiz da Lava Jato para que ele decida se vai aceitar a denúncia do MP paulista e, eventualmente, se vai mandar prender o ex-presidente.

Além disso, a própria força-tarefa da Lava Jato, caso considere já possuir elementos suficientes, pode pedir a prisão do petista.

SÃO QUANTOS INQUÉRITOS? – Na decisão de Teori, foram remetidos três inquéritos para Moro, mas além disso Lula continua respondendo a dois inquéritos no Supremo, que envolvem autoridades com prerrogativa de foro.

O QUE OS INQUÉRITOS APURAM? – Dos três inquéritos devolvidos para Moro, um apura as suspeitas de corrupção, ocultação de patrimônio e formação de quadrilha envolvendo o sítio em Atibaia utilizado pela família de Lula e que recebeu obras de empreiteiras sob investigação. Outro inquérito apura as suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo os pagamentos de empreiteiras para a empresa de palestras de Lula, a LILS Palestras e Eventos. O terceiro inquérito apura o tríplex no Guarujá atribuído ao petista.

Há ainda duas investigações no Supremo envolvendo Lula. Uma contra ele, Dilma Rousseff e José Eduardo Cardozo por suspeita de tentar obstruir as investigações da Lava Jato e outra que é o principal inquérito da Lava Jato na Corte, que envolve mais de 50 políticos e pessoas sem foro privilegiado, como o ex-presidente, acusadas de participar da quadrilha que teria loteado políticamente a Petrobrás em um esquema de corrupção que abasteceu partidos e políticos.

Além destes inquéritos, Lula também é alvo de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República que o acusa de atuar junto com o ex-senador Delcídio Amaral e o banqueiro André Esteves para tentar obstruir a Lava Jato por meio de pagamentos à família do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró para que ele não fizesse delação premiada. Janot argumentou na denúncia que, como Delcídio não detém foro privilegiado mais, depois que perdeu o mandato, o caso deveria ir para a primeira instância. Com isso, caberá ao juiz Sérgio Moro decidir sobre a ação penal.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

domingo, 12 de junho de 2016

Conheça o juiz Sérgio Moro, que está mudando o país

Tribuna da Internet

Barbosa Nunes do site da GOB

Muitos podem pensar que ele surgiu de repente, num passe de mágica, para ser e se transformar no cavaleiro da esperança do povo brasileiro. Encarnou e se revestiu da moralidade clamada pela população e vai com determinação marcando novos rumos. Na verdade foram anos de preparo, amadurecimento pessoal e jurídico. Acima de tudo a competência que lhe ampara em todas as decisões.

Sérgio Fernando Moro, natural de Maringá, nascido em 1972, filho de Odete Starke Moro e Dalton Áureo Moro, ex-professor de Geografia da Universidade Estadual de Maringá, formou-se em direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, tornando-se juiz federal um ano após, em 1996. Cursou o programa para instrução de advogados da Harvard Law School em 1998 e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. É Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Juiz Federal da 13.ª Vara de Curitiba. Ministra aulas de Processo Penal na Universidade Federal do Paraná e comanda a operação “Lava Jato”. Casado, tem dois filhos.

Além da Operação Lava Jato, o juiz também conduziu o caso Banestado, que resultou na condenação de 97 pessoas, atuou na Operação Farol da Colina, onde decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro . No caso do Escândalo do Mensalão, a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber convocou o juiz Sergio Moro para auxiliá-la, devido sua especialização em crimes financeiros e no combate à lavagem de dinheiro.

INDICADO PARA O STF – Foi indicado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil para concorrer a vaga deixada por Joaquim Barbosa no STF. Eleito o “Brasileiro do Ano de 2014” pela Revista “IstoÉ”. Um dos 100 mais influentes do Brasil em 2014 pela Revista “Época”. Na décima segunda edição do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, foi eleito a “Personalidade do Ano” de 2014 por seu trabalho frente às investigações da Lava Jato.

Sugiro àqueles que desejam conhecer os posicionamentos de Sérgio Moro, não de hoje, mas de 11 anos passados, que leiam e releiam na íntegra o seu artigo, em que fala sobre uma das maiores faxinas ocorridas na Europa, intitulado “Considerações sobre a Operação Mani Pulite” (Operação Mãos Limpas), publicado em 2004 na Revista do Conselho da Justiça Federal. Está tudo lá. Na Operação Mãos Limpas, 6 mil pessoas foram investigadas, três mil mandados de prisão, com 872 empresários, muitos ligados a petroleira italiana e 438 parlamentares enrolados nesta rede, inclusive, com alguns suicídios.

Na Operação Mãos Limpas, diz Moro em seu artigo, “a ação judiciária revelou que a vida política e administrativa da Itália, estava mergulhada na corrupção, com pagamento de propina para concessão de todo contrato público, o que levou Milão ser classificada como “cidade da propina”. Igualzinho aqui no Brasil!

MÃOS LIMPAS – A Operação Mãos Limpas, momento extraordinário na história contemporânea do judiciário, iniciou-se em meados de fevereiro de 1992, redesenhando o quadro político, talvez não encontrando paralelo de ação judiciária com efeitos tão incisivos na vida institucional de um país. Em 2004, Sérgio Moro falava em seu artigo: “Encontram-se presentes várias condições institucionais necessárias para a realização de ação semelhante no Brasil”, mas enquanto Sérgio Moro liberava seu escrito, os políticos e seus representantes encomendados, “metiam a mão”, sem dó, no dinheiro brasileiro, transferindo-o para o exterior e para suas contas pessoais, em quantidades incalculáveis.

O Moro de 2004, que é o mesmo de hoje, bem mais aperfeiçoado, em seu artigo afirmava, “é ingenuidade pensar que processos criminais eficazes contra figuras poderosas como autoridades governamentais ou empresários, possam ser conduzidos normalmente, sem reações. Um judiciário independente, tanto de pressões externas, como internas, é condição necessária para suportar ações desta espécie. Entretanto, a opinião pública, como ilustra o exemplo italiano, é também essencial para o êxito da ação judicial”.

“Na Itália uma nova geração dos assim chamados “giudici ragazzini” (jovens juízes), sem qualquer senso de deferência em relação ao poder político, iniciou uma série de investigações sobre a má conduta administrativa e política.”

Acrescenta: “talvez, a lição mais importante de todo episódio seja a de que a ação judicial contra a corrupção se mostra eficaz com o apoio da democracia. É esta quem define os limites e as possibilidades da ação judicial. Enquanto ela contar com o apoio da opinião pública, tem condições de avançar e apresentar bons resultados”.

MOMENTO DA VERDADE – Embora estejamos em momento triste, dolorido, com desemprego avançando em números jamais vistos, é muito positivo sentir que o Ministério Público, Polícia Federal, Imprensa, todos vivem o momento da verdade. Concluo com três frases significativas de compromisso.

A primeira, do ministro Celso de Mello: “É preciso esmagar, sim. É preciso destruir, esmagar com todo o peso da lei, respeitada sempre a garantia constitucional do devido processo, esses agentes criminosos que atentaram contra as leis penais da República e contra o sentimento de moralidade e de decência do povo brasileiro”.

A segunda, da ministra Carmem Lúcia: “Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou que a esperança tinha vencido o medo. Depois, descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a justiça”.

Por último, do juiz Sérgio Moro: “O político corrupto, por exemplo, tem vantagens competitivas no mercado político em relação ao honesto, por poder contar com recursos que este não tem. O corrupto costuma enxergar o seu comportamento como um padrão e não a exceção. A corrupção envolve quem paga e quem recebe. Se eles se calarem, não vamos descobrir jamais. A corrupção política italiana assemelha-se bastante à brasileira na amplitude, na naturalidade com que era praticada e até mesmo na aura protetora e fatalista que parecia torná-la invulnerável”.


Marina Silva, por que você aceitou a grana “por fora” da OAS?

Marina Silva, você já tinha uma vida nababesca de não fazer porra nenhuma, sustentada que é por Guilherme Leal (Natura) e Maria Alice Setubal (Itaú) que financiam sua ONG. Sem falar no pixulé de responsa que seu marido ganhou fraudando a Sudam no “Caso Usimar” e o Ibama no “Golpe do Mogno”, certo?

Então por que você aceitou a grana “por fora” da OAS? Além de fingida é burra também?

Aliás, Marina, como andam os processos contra Fábio Vaz de Lima, seu marido, que, diga-se de passagem, pilotava até 2014 um cargo de confiança do governador do Acre - o petista Tião Viana - como secretário adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis, com salário de R$ 18 mil, além de ter sido um dos colaboradores do seu plano de governo? Embora filiado ao PV, Fábio sempre foi fiel ao PT, não se afastou dos governos petistas no Acre durante quase 14 anos - onde sempre trabalhou em cargos executivos de confiança.

Só para refrescar: Em um dos processos Fábio é réu numa ação civil por improbidade administrativa. A ação tramita na 6ª Vara da Justiça Federal, em São Luís, capital do Maranhão, conhecido e noticiado como “Caso Usimar”, processo de número 2001.37.00.008085-6. Fábio e outros 18 réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter aprovado, em 14 de dezembro de 2000, um projeto da Usimar Componentes Automotivos no Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Segundo a denúncia, o projeto, que nunca saiu do papel, resultou num prejuízo de R$ 44,15 milhões. A ação tramita na Justiça desde dezembro de 2001.

No outro - processo 005422/2011-58 -, 6.000 toras de mogno, compunham uma carga milionária que o Ibama repassou à Organização Não-Governamental Fase - que, por sua vez, entregou nas mãos de uma madeireira, a Cikel. Descontados os custos do processo, a companhia pagou 3,5 milhões de reais à Fase para ficar com o material, só que a sua contabilidade atribuiu ao mogno o valor de 8 milhões de reais.

A ligação de Fábio com o caso foi aventada porque ele era casado com você, a então ministra, e havia sido o nome mais influente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), uma entidade que congrega dezenas de ONGs e tem na Fase um de seus principais integrantes. Fábio teria influenciado a decisão do Ibama, um órgão controlado pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Tribunal de Contas da União analisou o caso e apontou irregularidades na transferência da madeira. A escolha do destinatário do material não foi justificada. O valor real das toras de mogno seria de 36 milhões, e não de 8 milhões, como apontado na prestação de contas da madeireira que adquiriu a carga.

Você é muito burra, Marina.


Arnaldo Bloch, o piadista do ano!

Em um artigo (???) nojento, composto de 25 perguntinhas imbecis de Arnaldo Bloch, um esquerdopata de carteirinha que vomita suas babaquices no Globo, a 24ª merece destaque especial:

“Ao recusar uma chapa única e pulverizar votos, os liberais (no sentido clássico) Freixo, Molon e Jandira têm como objetivo eleger Crivella, Pedro Paulo, Flavio Bolsonaro ou Romário?”

Cumaié?!... Quer dizer que Marcelo Freixo do PSOL, a pecebona Jandira Feghali e Alessandro Molon, petralha até ontem e hoje da REDE, uma filial do PT, são “liberais no sentido clássico”?

O Globo tá uma merda mesmo!


Lula, o criminoso cinco estrelas

Enio Mainardi

Vamos ser francos: o triplex do Lula é coisa mixa. O sítio de Atibaia, de zero a dez, tem valor dois, digamos. Roubo de vereador. E a Justiça vai em cima do Lula, como se ele fosse apenas um ladrão de carteiras. Absolutamente. O Ladrão é um criminoso 5 estrelas, ele assaltou um país inteiro, mil vezes. Para qualquer crime que hoje aparece nos tantos processos que já colocaram na cadeia gente cúmplice dele, tem um Lula sorrateiro que se desvia do golpe final. Enquanto o país desmorona, ele trai, inclusive tentando provocar uma guerra civil. E aquela Medonha, que nunca foi nada na vida, agora se grudando num antigo poder, meu deus tem alguém falando dela! Nela!... Que vaidade suicida!

Por que não jogam o Lula num calabouço, prisão preventiva, sei lá, que faltam de provas? Quantos delatores a Justiça precisa colocar um atrás do outro, todos acusando? Quantos ainda faltam para contar a mesma história, que roubavam para o Lula, chefãozinho escroto? Mas aí entra o STF, os juízes do STF, acusados de melar o jogo em favor do PT. E os senadores que fazem teatrinho político, só a fim de negociar voto?

Minha opinião é que todos os cúmplices desse governo porco só manobram, já em retirada, esperando como a louca vai-se sair dessa. Estão cheirando o ar, como bons urubus que são, para ver se algum japonês da Federal está à sua porta. E se eles precisarem trair a Pátria mais uma vez, o farão, cinicamente. O que eles estão pensando, além de como se salvar? Nada. Nem lhes passa pela cabeça que num desses rebosteios de enfrentamento armado na rua, possa sobrar uma bala perdida para um filho. Ou uma Venezuela de onde sua família não poderá fugir.


Hoje é dia de comemorar: um mês sem Dilma!


sexta-feira, 10 de junho de 2016

Até tu, Karl Marx?...


Incúria! UFRJ anuncia descoberta de superbactéria em praias usando amostras coletadas três anos atrás!

KPC
Uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) apresentada anteontem em evento científico na instituição identificou a presença da superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC) nas praias de Botafogo, Flamengo, Copacabana, Ipanema e Leblon. Segundo especialistas, a KPC é encontrada principalmente em ambiente hospitalar e não causa danos imediatos à saúde de pessoas saudáveis, porém, em indivíduos com o sistema imunológico debilitado pode provocar infecções pulmonares e urinárias e até levar à morte.

Até aí, maravilha. Só que a análise dos dados concluída no fim de maio deste ano, é referente a dez amostras de água coletadas dessas cinco praias entre setembro de 2013 e setembro de 2014!

Ou seja: quem tinha que morrer, já morreu e, muito provavelmente, a KPC, que tinha ido dar um mergulhinho há três anos, já tenha regressado aos hospitais. De ônibus.

Quiuspariu! Ou estava faltando dinheiro para organizar a festinha para apresentar a superbactéria à sociedade ou esses pesquisadores da UFRJ são uns sem-noção. Em ambos os casos a incúria é lamentável, porque o que está em jogo são a saúde e a vida da população.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Quem é Marquinhos? Existe alguém pior que Felipe Luiz? Por que Jefferson, Thiago Silva e Marcelo não são convocados?

Um pouco fora da minha área, mas eu não resisto ao absurdo que é ter Dunga como técnico da seleção. Aliás, como é que pode um órgão completamente desvinculado do Estado, como a CBF, ter pleno controle sobre um esporte que oficialmente representa o Brasil?

Isso talvez explique o único critério usado por Dunga nas suas convocações: a valorização dos jogadores. Alguns poucos são convocados sem critério nenhum, ou seja, são imposições óbvias como Neymar, por exemplo.

Vejam o exemplo desse tal de Marquinhos, zagueiro direito de quem eu nunca tinha ouvido falar, que até agora nada mostrou a não ser ter sido envolvido pelos inocentes haitianos no gol deles. Pois bem, Marquinhos está sendo negociado pelo PSG, seu atual clube, com o Barcelona, por 50 milhões de euros! Qual será a “participação” que caberá a Dunga e Gilmar nessa transação? Felipe Luiz é outro “desses”. Emérito perna-de-pau que foi mandado embora do Chelsea recentemente, mas que tem valorização garantida pelas constantes convocações. Alison, o goleiro, a mesma coisa. E isso tudo ocorre enquanto Thiago Silva, Marcelo e Jefferson ficam de fora.

E isso tudo ocorre porque todos acham muito normal um empresário de jogadores, esse cara-de-fuinha Gilmar Rinaldi, ser o “coordenador-geral de Seleções da CBF”.

E como sempre, foda-se o Brasil.


Senador Paulo Paim manda Voto de Censura (cheio de erros de grafia) a Danilo Gentili - Fascista quem, cara-pálida?

Boff pede a Zé de Abreu que volte a cuspir

“Você está muito manso. Temos saudades de sua iracúndia sagrada, exatamente neste momento de irracionalidade política.”
Genézio Darci Boff, vulgo Leonardo Boff, pedindo à azêmola Zé de Abreu, por e-mail, que ele volte vomitar asneiras e a cuspir em desafetos.

Sem dúvida, foram feitos um para o outro...

Acabou a mamata da esgotosfera

O governo Temer rompeu os contratos com todos os blogs e sites que apoiam Dilma e o PT a troco de um pixulé de reponsa.

Vejam só quanto os vendidos receberam só esse ano:

 - Brasil 247 (Leonardo Attuch): 2,1 milhões
 - Diário do Centro do Mundo (Paulo Nogueira): 1,11 milhão
 - Carta Maior (Joaquim Ernesto Palhares): R$ 921 mil
 - Forum: R$ 921 mil
 - Conversa Afiada (Paulo Henrique Amorim): R$ 865 mil
 - Opera Mundi (Breno Altman): R$ 83 mil
 - Luís Nassif: R$ 814 mil (além do contrato com a EBC)
 - Carta Capital (Mino Carta): R$ 664 mil
 - Sidney Rezende: 409,5 mil
 - CGM: R$ 359 mil
 - Pragmatismo Político: 219 mil
 - Blog do Esmael Morais: 169 mil
 - Viomundo (Luis Carlos Azenha): R$ 166 mil
 - O Cafezinho (miguel do Rosário): R$ 124 mil


terça-feira, 7 de junho de 2016

É proibido proibir: Lei-perfumaria que proíbe a suástica deve ser estendida à foice e o martelo?

Pela criminalização dos símbolos comunistas

Félix Maier

Já existe uma lei no Brasil que criminaliza, corretamente, os símbolos nazistas - a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor.

Em seu artigo 20, a Lei 7.716 preceitua que:

“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de um a três anos e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

§ 1º Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)

Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)”.

A Lei 7.716 está incompleta. É preciso modificar essa Lei, para criminalizar também símbolos comunistas, como a foice e o martelo. Num país democrático, como o Brasil, não deveria ser permitido que partidos políticos, como o PCdoB e o PCB, defensores de ideologias totalitárias, que têm como objetivo implantar a ditadura do proletariado, continuem tendo seu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses partidos precisam ser imediatamente extintos, para resguardar a democracia de que se utilizam, para em seguida tentar eliminá-la.

Divulgar o comunismo é um crime que atenta contra toda a humanidade, não só contra a nação brasileira, face aos mais de 100 milhões de mortos que essa ideologia assassina deixou como herança no século XX. E que ainda continua matando pessoas ao redor do mundo, como na China, em Cuba e na Coreia do Norte – além de países bolivarianos, como a Venezuela. (...)

Um bocado de exagero do Félix, mas também dessa lei que pressupõe que a simples proibição de um símbolo possa minimizar os efeitos de uma, digamos, ideologia. Não há dúvida que pau que dá em Chico tem que dar em Francisco também. Se vale para o nazismo, por que não para o comunismo? No entanto, não é com perfumarias como essa lei - que Félix sugere estender isonomicamente para a foice e o martelo - que se vai combater os efeitos danosos de seitas políticas.

Na maior e mais firme democracia do mundo há 144 partidos políticos legais e registrados, entre eles o American Nazi Party, cujo símbolo é uma águia segurando uma suástica com suas garras (imagem) e ninguém dá a menor bola, porque a lei e as pessoas acreditam que ignorar a manifestação de símbolos é melhor do que suprimi-los. Isso não quer dizer, de maneira nenhuma, que o mal da filosofia que eles representam deve ser ignorado.

Infelizmente não há coisa melhor a se esperar desses nossos legistadores, que “trabalham terça, quarta e quinta metade do tempo - fazem de conta que estão trabalhando”, segundo palavras do próprio decano da putaria legislativa, Paulo Maluf.


Francisco, um Papa para ser esquecido

O Papa cedeu a Europa ao Islã?

Por Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, jornalista e escritor italiano.

Ao desenrolarmos a lista das viagens apostólicas do Papa Francisco - Brasil, Coreia do Sul, Albânia, Turquia, Sri Lanka, Equador, Cuba, Estados Unidos, México, Quênia, Uganda, Filipinas - poder-se-ia dizer que a Europa não está exatamente no topo da sua agenda.

Os dois pontífices que o antecederam lutaram pela continuidade do cristianismo. O Papa João Paulo II enfrentou o Comunismo ao auxiliar na derrubada do Muro de Berlim e a Cortina de Ferro. O Papa Bento XVI atacou de frente “a ditadura do relativismo” (a crença segundo a qual a verdade está nos olhos de quem a vê) e apostou tudo na renovação da evangelização do continente ao viajar através dele (ele visitou três vezes a Espanha) e em discursos magnificentes como os proferidos em Regensburg, onde ele falou franca e firmemente a respeito da ameaça do Islã e no Parlamento Alemão, onde alertou os políticos presentes no tocante ao declínio da religiosidade e o “sacrifício de seus próprios ideais em nome do poder”.

O Papa Francisco, diferentemente, simplesmente ignora a Europa, como se já a considerasse perdida. O Ex-cardeal argentino, representante do cristianismo “Sul global”, realizou viagens espetaculares às ilhas dos migrantes de Lampedusa (Itália) e Lesbos (Grécia), mas nunca ao coração do continente. O Papa Francisco também dificultou o ingresso dos Anglicanos na Igreja Católica, ao menosprezar o diálogo com eles.

Acima de tudo, no entanto, em seu importante discurso proferido em 6 de maio durante a entrega do Prêmio Internacional Carlos Magno, o Papa perante líderes europeus, repreendeu severamente a Europa no tocante aos imigrantes pedindo-lhes que sejam mais generosos com eles. Em seguida ele introduziu algo revolucionário no discurso: “a identidade da Europa é, e sempre foi uma identidade multicultural”, ressaltou o Papa. Essa concepção é questionável.

O multiculturalismo é uma política específica, formulada nos anos 1970, estando ausente do vocabulário político de Schuman e Adenauer, dois dos fundadores da Europa. Agora ela foi invocada pelo Papa que falou da necessidade de uma nova síntese. E essa síntese trata do quê?

Hoje o cristianismo na Europa parece não ter importância e ser irrelevante. A religião se defronta com um desafio ideológico e demográfico, ao mesmo tempo em que os remanescentes pós Auschwitz das comunidade judaicas estão fugindo do novo antissemitismo. Nessas condições, uma síntese do velho continente e o Islã equivaleria a rendição à pretensão da Europa em decidir seu próprio futuro.

O “multiculturalismo” é a mesquita erguida sobre as ruínas da igreja. Não é a síntese defendida pelo Papa. É o caminho da extinção.

Pedir à Europa para que ela seja “multicultural” enquanto está passando por uma dramática 'descristianização' também é extremamente arriscado. Na Alemanha, um relatório que acaba de ser divulgado, constatou que o “país se tornou, em termos demográficos, um país multireligioso”. No Reino Unido, uma pesquisa de opinião abrangente constatou que a “Grã-Bretanha não é mais um país cristão”. Na França, o Islã também está superando o cristianismo como religião dominante. É possível encontrar a mesma tendência em todos os lugares, da Protestante Escandinávia à Bélgica Católica. É por esta razão que o Papa Bento XVI estava convencido que a Europa precisava ser “'re-evangelizada'.” O Papa Francisco nem tentou 're-evangelizar' ou reconquistar a Europa. Contrariamente, ao que tudo indica, ele acredita piamente que o futuro do cristianismo está nas Filipinas, Brasil e África.

Provavelmente pela mesma razão, o Papa utiliza menos de seu tempo censurando o terrível destino dos cristãos no Oriente Médio. Sandro Magister, o observador do Vaticano mais conceituado da Itália, lança uma luz sobre o silêncio do Papa:

“Ele permaneceu em silêncio em relação a centenas de estudantes nigerianas sequestradas pelo Boko Haram. Ele permaneceu em silêncio a respeito de Meriam, a jovem mãe sudanesa, sentenciada à morte exclusivamente por ser cristã e no final libertada com a intervenção de outros. Ele nada diz em relação à mãe paquistanesa Asia Bibi, que se encontra no corredor da morte há cinco anos porque ela também é uma 'infiel', o Papa sequer respondeu a duas cartas devastadoras que ela lhe enviou este ano, tanto antes quanto depois da reconfirmação da sentença”.

Em 2006, o Papa Bento XV, em sua palestra proferida em Regensburg, ressaltou que nenhum Papa jamais ousou dizer que havia um elo entre violência e Islã. Dez anos depois o Papa Francisco jamais invoca pelo nome os responsáveis pela violência anticristã e nunca menciona a palavra “Islã”. Recentemente o Papa Francisco também reconheceu o “Estado da Palestina”, antes mesmo dele existir - uma estreia simbólica sem precedentes. O Papa também poderá abandonar a longa tradição da Igreja da “guerra justa”, a guerra considerada justificável moral e teologicamente. O Papa Francisco sempre fala da “Europa dos povos”, mas nunca da “Europa das Nações”. Ele defende o acolhimento de migrantes e lava seus pés, ao passo que ignora que essas incontroladas ondas demográficas estão transformando a Europa, pouco a pouco, em um estado islâmico.

O significado das viagens do Papa Francisco às ilhas de Lampedusa na Itália e Lesbos na Grécia: ambas símbolos de uma dramática fronteira geográfica e civilizacional. Também é este o significado do discurso do Papa na entrega do Prêmio Internacional Carlos Magno.

Será que o chefe do cristianismo desistiu da Europa como uma terra cristã?

Tradução: Joseph Skilnik


domingo, 5 de junho de 2016

Vai para Nova Iorque? Então cuidado: agora há 31 gêneros diferentes de humanos por lá. Decore a lista para não ser preso!

Como se não bastasse, acompanha a matéria um manual politicamente correto para se fazer a abordagem (êpa!) a essa gente tão especial...

A Comissão de Direitos Humanos de Nova Yorque decidiu oficializar a multiplicidade das identidades de gênero, e passou a reconhecer 31 diferentes tipos de gêneros. A medida é ampla e irrestrita: no lugar de somente duas ou três identidades oficiais, a Comissão apontou nada menos que trinta e uma nomenclaturas de gênero para serem usadas em âmbitos profissionais e oficiais.

E quem se recusar a chamar uma trans mulher de “ela”, por exemplo, pode ser punido. A regra é simples: “Recusa intencional ou repetida em usar um nome, pronome ou título preferencial ao indivíduo. Por exemplo, insistir em chamar um transgênero mulher de ‘ele’ ou ‘senhor’, mesmo que ela tenha deixado claro o pronome e título que prefere”.

Confira abaixo os 31 tipos de gênero elencados por Nova Yorque:

Um butch, seja lá o que isso for.

Bi-Gendered (Bi-gênero)
Cross-Dresser
Drag-King
Drag-Queen
Femme Queen
Female-to-Male (Fêmea-para-macho)
FTM
Gender Bender (Gênero fronteiriço)
Genderqueer
Male-To-Female (Macho-para-fêmea)
MTF
Non-Op
Hijra
Pangender (Pangênero)
Transexual/Transsexual
Trans Person (Pessoa trans)
Woman (Mulher)
Man (Homem)
Butch
Two-Spirit (espirito duplo)
Trans
Agender (sem gênero)
Third Sex (Terceiro sexo)
Gender Fluid (Gênero fluido)
Non-Binary Transgender (transgênero não binário)
Androgyne (andrógena)
Gender-Gifted
Gender Bender
Femme
Person of Transgender Experience (Pessoa em experiência transgênera)
Androgynous (Andrógeno)

Manual de Boas Maneiras para Abordagem a Humanos de Vários Sexos:

A falta de informação é o combustível da intolerância. Por isso, o Catraca Livre desenvolveu um manual anti-transfobia com dicas práticas para falar sobre questões de gênero de forma respeitosa. Esse material foi produzido em parceria com pessoas trans e seu uso é livre, desde que citada a fonte.

A diferença entre transexual, transgênero e travesti é de auto identificação. Por isso, o indicado é usar apenas “trans”.

Evite referências ao gênero de nascimento. Essa fase costuma ser muito difícil e reforçá-la é desnecessário.

Não exponha o nome civil, use somente o nome social. (Ex.: Nasceu Carlos e hoje é Carla).

O artigo correto é sempre de acordo com o gênero com o qual a pessoa se identifica. Por isso, o indivíduo que foi designado homem ao nascer mas se identifica com o gênero feminino é A transexual. Quem foi designado mulher ao nascer mas se identifica com o gênero masculino é O transexual.

A travesti é o correto, e não O travesti. Travesti é feminino, a não ser que a pessoa expresse o desejo de ser tratado no artigo masculino.

É possível ser trans e homossexual: indivíduo que foi designado homem ao nascer mas se identifica com o gênero feminino e se sente atraído por mulheres e vice-versa.

Há também trans não binários, que não se identificam nem com o gênero masculino nem com o feminino.

Quem está de acordo com o seu sexo designado no nascimento é cisgênero. Quem não, é transgênero. Quem se sente atraído pelo sexo oposto é heterossexual. Quem se sente atraído pelo mesmo sexo é homossexual.

Identidade de gênero e sexualidade são processos que vão sendo construídos ao longo da vida. Por isso a pergunta “quando você descobriu que era trans?” não faz sentido.

Ninguém pergunta para um hétero quando ele descobriu que gostava de homens/ mulheres, certo?

Gênero (homem/mulher) é diferente de orientação sexual (hétero/ homo/ bi...)

Identidade de gênero e orientação sexual não estão alinhados, isso quer dizer que as pessoas trans possuem uma orientação sexual que não depende da sua identidade.

Use a palavra “cisgênero” para se referir a pessoas que não são trans, e não termos pejorativos como “normais” ou “homem/mulher de verdade”.

Evite fazer perguntas sobre o corpo da pessoa trans, se já fez cirurgia principalmente.

Aliás, não existe cirurgia de “mudança de sexo”. O correto é cirurgia transgenitalização.

Vale lembrar que a diferença entre travesti e transexual é de autoidentificação. Fazer ou não a cirurgia não define se a pessoa é trans ou não.

Homofobia se refere a questões de orientação sexual e não de identidade de gênero. Crimes de intolerância relacionados a pessoas trans são chamados de transfobia.

Transexuais não são doentes, por isso não use a palavra transexualismo. O sufixo ISMO se refere a doenças. O correto é transexualidade.

Nada disso é frescura. A linguagem é simbólica e respeitar essas diferenças é o primeiro passo para não disseminar preconceitos.

Texto: Julia Zanolli

Fontes: Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), Luiza Coppieters, Página Travesti Reflexiva e Revista Capitolina.


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Nada escapa da rapinagem dos petralhas: Dilma levou até teleprompter

Na conta da Petrobras

Merval Pereira

Já existem documentos em posse da Procuradoria-Geral da República que revelam que a presidente afastada, Dilma Rousseff, tinha conhecimento do teor das negociações envolvendo interesses políticos na compra da refinaria de Pasadena, antes da reunião do Conselho de Administração da Petrobras que aprovou o negócio.

Os envolvidos na venda de Pasadena trocavam mensagens em uma rede de e-mails do Gmail que não era rastreável, pois as mensagens ficavam sempre numa nuvem de dados, sem serem enviadas. Numa dessas mensagens, na véspera da reunião decisiva, há a informação de que “a ministra” já estava ciente dos arranjos dos advogados.

Em outras mensagens, há informações sobre pagamentos de itens pessoais da presidente pelo esquema montado na Petrobras, como o cabeleireiro Celso Kamura, que viajava para Brasília às custas do grupo. Cada ida de Kamura custava R$ 5 mil. Há também indicações de que um teleprompter especial foi comprado para Dilma sem ser através de meios oficiais, para escapar da burocracia da aquisição.

O pedido do advogado da presidente afastada para incluir no processo do impeachment em curso no Senado os áudios gravados pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado é um tiro no pé da defesa, pois amplia o escopo das acusações para incluir a Lava-Jato. O relator, o tucano Antonio Anastasia, fez um favor a José Eduardo Cardozo recusando o pedido, pois ele poderia fazer com que a bancada do atual governo levasse para o processo gravações de Lula com o mesmo objetivo de cercear as investigações da Lava-Jato.

Na reunião da comissão do impeachment ontem, essas gravações de Lula já apareceram nos debates e, se o escopo da denúncia fosse ampliado, poderiam entrar as contas de 2014 e as denúncias do ex-senador Delcídio Amaral sobre tentativas da própria Dilma Rousseff de libertar empreiteiros presos.

A nomeação do ministro Marcelo Navarro para o STJ, com o objetivo de libertar Marcelo Odebrecht, foi confirmada pelo próprio nas tratativas para sua delação premiada, dando veracidade ao relato de Delcídio.

Está claro, com a tentativa de anexar aos autos as gravações de Sérgio Machado sobre a Lava-Jato, a vontade de limitar a acusação às pedaladas de 2015 e aos decretos não autorizados pelo Congresso para dificultar a acusação e o desejo de ampliar o raio de ação da defesa para dar ares de verdade à acusação de golpe.


Se o chamado conjunto da obra do governo Dilma entrasse na roda do julgamento, com todas as acusações que estão sendo reveladas agora, não haveria como defender a presidente afastada.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Sugestão para o Dia dos Namorados

Três "bolsinhas" da Louis Vuitton à venda aqui na loja de Ipanema. Os ladrões que roubaram 8 bolsas da lojano valor total de R$ 431.000, poderiam ter poupado trabalho. Só essas três dá R$ 479.000

A demência de Verissimo

Hoje em O Globo, tem um excelente artigo do Demétrio Magnoli, “O partido dos artistas”, sobre a encheção de saco e descaramento da “classe” reivindicando dogmaticamente a existência do MinC. Em compensação, logo acima tem o Verissimo dizendo que quando Raul Castro disse a Obama que não há prisioneiros políticos em Cuba, “esqueceu-se dos presos sem julgamento em Guantánamo”, que é americana. Quer dizer, em Cuba mesmo, para Verissimo, não há prisioneiros políticos!

Sinceramente, não há mais como atribuir a insanidade de Verissimo apenas à sua ideologia esquerdopática, mas, quem sabe, ela seja a culpada indireta por provocar uma espécie de demência senil nas pessoas em função de seu uso constante durante alguns anos?

Eu não tenho outra explicação: endoidou de vez.



Luciano Coutinho deixou o BNDES tecnicamente falido, com uma dívida de R$ 518 bilhões

Carlos Newton

Num país sério, Coutinho sairia algemado do prédio do BNDES

O economista Luciano Coutinho pensa que ficará na história do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como o presidente que mais tempo permaneceu no cargo, mas somente será lembrado por deixar a instituição financeira tecnicamente falida, acumulando uma dívida que já atinge a inimaginável marca dos R$ 518 bilhões, que hipoteticamente teria de devolver ao Tesouro Nacional. O passivo é impressionante, mas Coutinho imitou a equipe econômica dos governos petistas, criou uma maquiagem contábil, apresentou falso lucro e até distribuiu participação aos funcionários.

Outro legado da era Coutinho é a desmoralização da imagem do BNDES, que em sua gestão foi transformado num braço político do governo do PT, ao invés de permanecer como um instituição do Estado, conforme preconizava o economista Carlos Lessa, primeiro presidente do BNDES no governo Lula da Silva e responsável por uma gestão revolucionária, que colocou o país no rumo do desenvolvimento.

Foi também na administração de Luciano Coutinho que o BNDES implantou a estratégia de proteção aos “campeões nacionais”, liberando bilionários financiamentos a empresas escolhidas para competir no mercado internacional. Não deu certo e essa política teve de ser revogada ainda na gestão de Coutinho.

Outro equívoco foi transformar o banco em hospital de empresas mal geridas, entre as quais a Sadia e a Aracruz, com o BNDES não somente liberando financiamentos indevidos, mas também adquirindo participações acionárias, vejam a que ponto chegou a irresponsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Foi nessa sucessão de erros que o antigo  banco de fomento virou um instrumento político do modelo econômico dos governos dos presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff, que se caracterizaram pela desmedida pela expansão de gastos e pelo aumento artificial e forçado do consumo de bens e serviços.

O mais inaceitável é que o BNDES passasse a fazer péssimo uso do patrimônio dos trabalhadores brasileiros, pois recebe e usa quase 80% dos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Os financiamentos do banco com recursos do FAT deviam ser dirigidos a projetos de desenvolvimento que aumentassem o mercado de trabalho interno, mas na gestão de Coutinho o BNDES preferir abrir empregos no exterior, como instrumento da política de Lula como caixeiro-viajante das empreiteiras, especialmente a Odebrecht, que leva 70% do butim. Confiram a lista

Porto de Mariel – Cuba – US$ 682 milhões – Odebrecht;  
Hidrelétrica Manduriacu – Equador – US$ 124.8 milhões – Odebrecht; 
Hidrelétrica San Francisco – Equador – US$ 243 milhões – Odebrecht; 
Hidrelétrica de Chagilla – Peru – US$ 320 milhões – Odebrecht; 
Metrô da Cidade do Panamá – Panamá – US$ 1 bilhão – Odebrecht; 
Autopísta Madden-Colón – Panamá- US$ 152,8 milhões – Odebrecht; 
Aqueduto de Chaco – Argentina – US$ 180 milhões – OAS; 
Ferrocarril Sarmiento – Argentina – US$ 1,5 bilhões – Odebrecht; 
Metrô de Caracas – Venezuela – US$ 732 milhões – Odebrecht; 
Ponte sobre Rio Orinoco – Venezuela – US$ 300 milhões – Odebrecht; 
Barragem Moamba – Moçambique – US$ 350 milhões – A. Gutierrez; 
Aeroporto de Nacala – Moçambique – US$ 125 milhões – Odebrecht; 
BRT de Maputo – Moçambique – US$ 180 milhões – Odebrecht; 
Hidrelétrica de Tumarin – Nicarágua – US$ 343 milhões – Q. Galvão; 
Projeto El Chorro – Bolívia – US$ 199 milhões – Queiroz Galvão.

Como presidente do BNDES, Luciano Coutinho esteve depondo diversas vezes em CPIs do Congresso Nacional. Em todas essas oportunidades, o economista mentiu com a maior desfaçatez. Sempre que era questionado sobre essas operações que abriam empregos no exterior, dizia que não podia responder, devido a um impedimento da Lei do Sigilo Bancário.

É inacreditável, mas nenhum parlamentar se deu a trabalho de conferir a Lei Complementar 105, de 10 de Janeiro de 2001, que determina exatamente o contrário:

Art. 4º – O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários, nas áreas de suas atribuições, e as instituições financeiras fornecerão ao Poder Legislativo Federal as informações e os documentos sigilosos que, fundamentadamente, se fizerem necessários ao exercício de suas respectivas competências constitucionais e legais.

1º – As comissões parlamentares de inquérito, no exercício de sua competência constitucional e legal de ampla investigação, obterão as informações e documentos sigilosos de que necessitarem, diretamente das instituições financeiras, ou por intermédio do Banco Central do Brasil ou da Comissão de Valores Mobiliários.

Como se vê, a alegação de sigilo bancário, feita repetidas vezes por Luciano Coutinho, é ardilosa, enganosa e mentirosa. Ele deveria encaminhar as informações, na forma da lei. Bastava que o plenário da CPI aprovasse o pedido de informações.

A presidente Dilma Rousseff também mentiu, na campanha eleitoral de 2014, ao afirmar que a garantia da obra do Porto de Mariel, em Cuba, havia sido dada pela Odebrecht.

Na verdade, a garantia foi oferecida pelo Tesouro Nacional brasileiro. Quer dizer, se o governo de Cuba, que está tecnicamente falido, não pagar, o prejuízo ficará por conta da viúva, como se dizia antigamente.

Se estivéssemos num país minimamente sério, um criminoso como Luciano Coutinho já teria sido algemado diante das câmeras de TV. Da mesma forma, a presidente Dilma Rousseff há muito já teria sido afastada do poder, retirada da vida pública e encaminhada à privada, como dizia um genial brasileiro chamado Aparicio Torelly, nosso querido vizinho aqui no bairro das Laranjeiras.


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Pausa musical: O Cume


PT em desespero: Agora querem afastar os ministros e o advogado-geral da União

Ambas as matérias foram tiradas a Tribuna da Internet

Deu em O Tempo

O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), denunciou na manhã desta terça-feira (31) na Comissão de Ética Pública da Presidência da República dez ministros do governo interino de Michel Temer por terem votado a favor do pedido e da abertura do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Ele pede a abertura de procedimento administrativo e sugere a exoneração por violação ao código de conduta da administração federal.

São citados: Blairo Maggi (Agricultura), Bruno Araújo (Cidades), Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil), Mendonça Filho (Educação), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Ricardo Barros (Saúde), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e José Serra (Relações Exteriores).

Também menciona na representação o ex-ministro Romero Jucá (Planejamento).

Ao justificar as representações, Florence destacou que, ao votarem a favor da abertura do processo de impeachment, os 11 citados -oito são deputados e três, senadores- se valeram dos cargos que então ocupavam para fins particulares, porque, antes mesmo do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, já negociavam nomeações para o governo Temer.

O líder do PT apresentou também uma representação à parte contra Serra por medidas tomadas desde que assumiu o Itamaraty.

Segundo o documento protocolado na Comissão de Ética da Presidência, “o ocupante do MRE utilizou-se do seu poder, valendo-se de instrumentos oficiais, para tentar prevalecer uma versão que lhe é pessoalmente mais benéfica, constrangendo os servidores do órgão que ocupam a assumir uma posição que corresponde unicamente aos desígnios partidários da autoridade denunciada”.

O líder do governo se refere à notícia publicada na Folha em 25 de maio, replicada na representação, segundo a qual o Itamaraty tem instruído diplomatas, por meio de uma circular, a combater a versão de golpe que os petistas e defensores de Dilma tentam impor ao impeachment.



Deu no Estadão

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo deve denunciar nesta terça-feira, 31, à Comissão de Ética Pública da Presidência da República o seu sucessor na AGU Fábio Medina Osório por descumprimento do Código de Conduta da Alta Administração Federal ao determinar a abertura de uma sindicância contra Cardozo por sua atuação em defesa de Dilma Rousseff no processo de impeachment na qual ele classifica como golpe o processo de afastamento da petista.

Para a defesa de Cardozo, a sindicância e as declarações públicas de Osório, que acusou o petista de cometer crime de responsabilidade ao falar em golpe, “além de se chocarem frontalmente com a lei, demonstram um profundo desapego ético e uma clara tentativa de utilizar um importante órgão de Estado (AGU) com finalidade evidentemente política e imoral”, diz a denúncia subscrita pelo advogado Marco Aurélio Carvalho.

A ação no Conselho de Ética, órgão responsável por analisar no âmbito administrativo a conduta dos integrantes do governo, pede que Osório seja condenado à sanção de censura pública, conforme prevê o Código de Conduta da Alta Administração Federal, e que seja encaminhado pelo Conselho uma recomendação de demissão do advogado-geral da União ao presidente em exercício Michel Temer (PMDB).

PROVIDÊNCIAS CABÍVEIS

Além disso, a denúncia será encaminhada ao próprio Temer, ao Procurador-Geral da República Rodrigo Janot e ao Supremo Tribunal Federal, para que”tomem as providências que julgarem cabíveis”.

Na denúncia, a defesa de Cardozo aponta que seus posicionamentos se deram no exercício do cargo de advogado de Dilma no processo de impeachment, e que o petista não pode ser censurado por exercer a advocacia.

“Ninguém – repita-se, absolutamente ninguém – pode desconhecer que um advogado, desde que esteja no exercício regular da advocacia, possui inviolabilidade e imunidade em relação a seus atos e manifestações. Pretender-se puni-lo, por ter defendido esta ou aquela tese, por ter utilizado este ou aquele argumento, será sempre uma ação autoritária, ditatorial, impensável no âmbito de um Estado Democrático de Direito e repudiada pelo nosso direito positivo”, segue a denúncia.

PADRÕES ÉTICOS

Ainda de acordo com a acusação, Osório não se pautou “por mínimos padrões éticos” ao se manifestar sobre o mérito da sindicância contra Cardozo afirmando que o petista teria cometido crime de responsabilidade e ignorado a agenda da AGU para se dedicar somente à defesa de Dilma.

“Afirmou publicamente que ‘a defesa de Cardozo foi criminosa’, uma vez que seu ‘discurso jamais poderia ter sido feito por um advogado da União’. Declarou também que o denunciado ‘acabou com a dignidade do órgão e cometeu crime de responsabilidade ao forjar o discurso do golpe’. Com isso veio a opinar publicamente sobre a “honorabilidade” e o “desempenho funcional de outra autoridade federal” (o Advogado-Geral da União que o antecedeu), o que lhe era eticamente vedado (art. 12, I).”, diz a denúncia.

Nota de Carlos Newton, da Tribuna – O jus sperniandi é aberto e acessível a todos. Não vai acontecer nada a Fábio Medina Osório, porque sua denúncia está baseada justamente na legislação que regula o funcionamento da AGU, que só pode se pronunciar em defesa do “interesse público”.  Denunciar um golpe de estado inexistente, supervisionado pelo Supremo, que dos 11 membros tem 8 nomeados pelo PT, pode ser iniciativa de “interesse público”? Defender o descumprimento da Lei Orçamentária, da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Constituição, no caso das pedaladas e decretos ilegais, isso pode ser considerado do interesse público? Claro que não. Tudo o que Cardozo defende é apenas do interesse do PT, nada tem a ver com o interesse público. Por isso, Cardozo pode fazer cena à vontade, porém nada vai acontecer a Medina Osório, que vai triturá-lo nesse processo.


Não falta mais nada: OAB quer cotas para transexuais em concursos públicos no Rio!

Ou seja, além da cor da pele, fingir que é de outro sexo que não o biológico agora é mérito!

A Ordem dos Advogados do Brasil enviará ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, uma proposta para a criação de um sistema de cotas para transexuais em concursos públicos do estado.

A informação foi divulgada pela coluna Gente Boa, no Globo de hoje. Ainda de acordo com a coluna, o projeto de lei, criado pela Comissão de Acessibilidade Pública da OAB, determina que instituições públicas aceitem candidatos tatuados ou com piercing. “Por incrível que pareça, ainda há restrições como essas em vários concursos”, disse Sérgio Camargo, presidente da comissão.

Meu parabéns sinceros aos caciques da OAB pelo ridículo das suas atitudes nos últimos anos.