- (Beto Albuquerque)
- (indicação do PSDB)
- (indicação do PV)
- (Indicação Mendes Thame)
- (indicação PC do B)
- (Indicação Ricardo Barros)
- (indicações do Dep. Edinho Silva)
- Abelardo Leopoldo
- ACM Neto
- Adão Villaverde (PT-RS)
- Ademar Delgado
- Aécio Neves
- Afonso Hamm
- Agnaldo
- Agnelo Queiroz
- Aidan Ravin
- Alberto Castro
- Aldo Rebelo
- Alfredo Sirkis (PV)
- Aluizio Mercadante
- Ana Amélia Lemos
- Andre Corream(PMDB)
- Antero Paes
- Anthony Garotinho
- Antonio Ceron
- Antonio Donato
- Antonio Guarana (PMDB)
- Armando Monteiro (PTB Estadual PE)
- Arthur Maia
- Arthur Virgilio (MAN)
- Aspasia Camargo (PV)
- Atila Jacomussi
- Beto Mansur
- Brujo Araujo (PE)
- Bruno Cavalcanti
- Burnier (Nova Iguaçu RJ – PMDB Estadual RJ)
- Cacau Gomes
- Caiadinho (DEM)
- Candidato Neves (Neves / MG)
- Candidato Palmas (TOC)
- Candidato Porto Velho (PVE)
- Candidato Valadares (Valladares/MG)
- Carlito Mers
- Carlos Grana
- Carlos Martins
- Carlos Todeschini
- Carmem Gandarella
- Celso Russomano
- Cesar Epitacio Maia (DEM)
- César Souza Junior
- Champagne
- Chiquinho do Zaira
- Cicero Lucena (JPE)
- Clarissa Garotinho (PR)
- Cleiber Santana
- Cristiano Mateus
- Cristina Carrara
- Daniel Coelho (PE)
- Demandas EC
- Demir (Contagem / MG)
- Demóstenes Torres
- Dep Est Marcelo Nilo
- Dep Fed Artur Maia
- Dep Fed Jutahy Magalhães (SSA)
- Dep Federal Daniel Almeida
- Dep. Jose Otavio Germano
- Despota
- Dinha
- Diversos Vereadores
- Donizete Braga
- Dr. Aluísio (PV)
- Dr. Paulinho (PV)
- Duarte Nogueira (RPR)
- Dudu Rosalva
- Eduardo Campos
- Eduardo Cunha (Caranguejo)
- Eduardo Paes (Nervosinho)
- Edvaldo Brito
- Elias Gomes (JGR)
- Elias Gomes (PE – PSB Estadual PE)
- Fabio Branco (Colorido)
- Fatima Cleide (RO – anotado à caneta)
- Fernando Haddad
- Fernando Marroni
- Firmino Filho
- Firmino Filho (TER)
- Fischinha
- Francisco Chagas
- Francisco Daniel Celeguin de Moraes
- Francisco Dornelles (PP)
- Frederico Antunes
- Gabriel Chalita
- Gato Angora
- Geraldo – PT
- Geraldo Alckmin
- Geraldo Júlio (PSB)
- Geraldo Junior
- Gilmar Rinaldi
- Gilmar Sossela
- Giovani
- Guilherme Maluf (CUI)
- Gustavo Fruet (PDT-PR)
- Heitor Schulk
- Helen Cabral (PT-RS)
- Henrique Alves
- Heraclito Fortes
- Humberto Carballal
- Humberto Costa
- Isaac
- J. Agripino / G. Alves
- Jacques Pena (BSB – anotado à caneta)
- Jader Barbalho
- Jairo Jorge
- Jaison Cardoso
- Jaques Wagner
- Jarbas Vasconcelos Filho (PMDB)
- Jeferson Andrade
- Jeferson Andrade
- Jefferson Morais
- João Almeida (SSA)
- João Alves – DEM (ARA)
- João Alves Filho
- João Bosco Vaz
- João Carlos Nedel
- João Paulo Cunha
- João Paulo Rillo
- Jonas Donizette
- Jorge Bittar
- Jorge Felipe (PMDB)
- Jorge Picciani (Grego)
- Jorge Samek
- Jose Carlos Aleluia
- José Fortunati
- José Pavan Junior
- José Sarney (Escritor)
- José Serra (SÃO)
- Jose Zito (PP)
- Julio Lopes
- Jussara Cony
- Jussara Márcia
- Kevin Krieger
- Leonardo Prates
- Leonice da Paz
- Lessa
- Lindbergh Farias (PT)
- Lomanto Junior
- Luciano Ducci
- Luciano Ducci (PSB-PR)
- Luis Fernando Pezão (PMDB)
- Luis Sérgio
- Luis Tavares
- Luiz Fernando Faria
- Luiz Henrique Mandetta
- Luiz Marinho
- Luiz Paulo Veloso Lucas (VIX)
- Mano Changis
- Manuela D’Ávila
- Marcelo Esvim
- Marcelo Sereno
- Marcelo Sereno (PT)
- Marcia Lopes
- Marcia Lopes (PT-PR)
- Marcio Biolchi
- Marcio Lacerda / PSB (BHZ)
- Marco Alba
- Marco Maia
- Marconi Perillo
- Marcos Daneluz (MM)
- Maria do Carmo Lara (MG)
- Maria do Rosário (PT-RS)
- Mário Kertesz
- Marquinhos Bola
- Maurício Bacelar
- Mauro Poeta
- Mauro Zaquia
- Mazinho
- Mendonça Filho (DEM)
- Milton Leite
- Nelson Marchezan Junior
- Nelson Marquezan (POA)
- Nelson Pelegrino
- Nervosinho / Diversos
- Neto Richa
- Nilson Bonome
- Nilton Costa
- Orlando Tolentino
- Osmar Gasparini Terra
- Oswaldo Barba
- Otavio Leite (RJO)
- Otomar Vivian
- Pablo Mendes Ribeiro
- Patrus Ananias
- Paulinho da Força
- Paulinho Fiorella
- Paulo Abi-Ackel
- Paulo Azeredo
- Paulo Barbosa (SAN)
- Paulo Camara (SSA)
- Paulo Garcia
- Paulo Mello (PMDB)
- Paulo Melo
- Paulo Pereira da Silva
- Paulo Souto
- Paulo Teixeira
- Pedro Eugênio
- Pedro Eugênio (PT)
- Pedro Godinho
- Pedro Serafin
- Pinheiro
- Priante
- PT Curitiba
- Raimundo Colombo
- Raimundo Colombo (SC PSD Nacional)
- Randolfo (PSOL)
- Ratinho Junior (PSC-PR)
- Raul Jungmann (PE – PPS – Estadual PE)
- Reinaldo Azambuja (CGR)
- Renan
- Renato Casagrande (PSB-ES)
- Renato Moling
- Rita Camata
- Roberto Carlos de Sousa
- Roberto Freire
- Rodney Miranda
- Rodrigo Maia – DEM (RJO)
- Rodrigo Neves (PT)
- Rogerio Marinho (NAT)
- Romero (CGN)
- Romero Jucá
- Romero Jucá (Cacique)
- Ronaldo Zülke
- Roseana Sarney
- Rosinha Garotinho ((PR)
- Rui Palmeira (MAC)
- Sabino (PSC)
- Sebastião Almeida (SP PT Nacional)
- Sergio Aquino
- Sergio Cabral (Proximus)
- Sergio Machado (PMDB-RJ)
- Sérgio Sveiter (PSD)
- Severino Branquinho
- Silas Brasileiro
- Silval (PP)
- Soninha Francine
- Tarcila Crussius (POA)
- Tarcísio Zimmermann
- Tarso Genro
- Theotonio Vilella (MAC)
- Tiao Bucalon (RBR)
- Tito (PT)
- Tonha Magalhães
- Toni Proença
- Vander Loubet
- Vanessa Damo
- Vanessa Grazziotin (AM – PC do B Candidato)
- Vânia Galvão
- Vereadores PSDB-SP
- Waldir Pires
- Wandert Dilorenzo (POA)
- Wellington Dias (PI – anotado à caneta)
quinta-feira, 24 de março de 2016
Listão da Odebrecht, com 260 nomes, tem até Gilmar Rinaldi, da CBF
Ronaldo Caiado denuncia que governo planeja decretar o “Estado de Defesa”
A ser confirmada a informação de Caiado a coisa vai feder.
É certo que para Dilma ter sucesso em mais esse golpe há
muitas complicações no caminho, mas vejam só o que diz a Constituição sobre o
Estado de Defesa:
Art. 49. É da
competência exclusiva do Congresso Nacional:
IV - aprovar o estado
de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou
suspender qualquer uma dessas medidas;
Art. 57. (...)
§ 6º - A convocação extraordinária do Congresso Nacional
far-se-á:
I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação
de estado de defesa ou de
intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de
sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente-
Presidente da República;
Art. 60. (...)
§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de
intervenção federal, de estado de defesa
ou de estado de sítio.
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
IX - decretar o estado
de defesa e o estado de sítio;
Art. 91. O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta
do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e
a defesa do Estado democrático, e dele participam como membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da
Aeronáutica.
§ 1º - Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de
celebração da paz, nos termos desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas
indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo
uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e
a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de
iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do
Estado democrático.
§ 2º - A lei regulará a organização e o funcionamento do
Conselho de Defesa Nacional.
DO ESTADO DE DEFESA
Art. 136. O
Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de
Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente
restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz
social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas
por calamidades de grandes proporções na natureza.
§ 1º - O decreto que
instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará
as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas
coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:
I - restrições aos
direitos de:
a) reunião, ainda que
exercida no seio das associações;
b) sigilo de
correspondência;
c) sigilo de
comunicação telegráfica e telefônica;
II - ocupação e uso
temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública,
respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.
§ 2º - O tempo de
duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser
prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que
justificaram a sua decretação.
§ 3º - Na vigência do
estado de defesa:
I - a prisão por
crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este
comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal,
facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;
II - a comunicação
será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do
detido no momento de sua autuação;
III - a prisão ou
detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando
autorizada pelo Poder Judiciário;
IV - é vedada a
incomunicabilidade do preso.
§ 4º - Decretado o estado
de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro de vinte e
quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso
Nacional, que decidirá por maioria absoluta.
§ 5º - Se o Congresso
Nacional estiver em recesso, será convocado, extraordinariamente, no prazo de
cinco dias.
§ 6º - O Congresso
Nacional apreciará o decreto dentro de dez dias contados de seu recebimento,
devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa.
§ 7º - Rejeitado o
decreto, cessa imediatamente o estado de defesa.
Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho
da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional
autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:
I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de
fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;
Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes
partidários, designará Comissão composta de cinco de seus membros para
acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio.
Art. 141. Cessado o estado
de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo
da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes.
Parágrafo único. Logo que cesse o estado de defesa ou o estado de sítio, as medidas aplicadas em sua
vigência serão relatadas pelo Presidente da República, em mensagem ao Congresso
Nacional, com especificação e justificação das providências adotadas, com
relação nominal dos atingidos e indicação das restrições aplicadas.
Eugênio Aragão, o homem certo no lugar certo para a manutenção do PT no poder
A Folha fez um breve levantamento da folha corrida de
Eugênio Aragão, ministro da Justiça, e, pelo que tudo indica, o cara tem o physique du role de um autêntico
petralha, já que além de ter sido do grupo terrorista MR-8, foi acusado pela
Polícia Federal pela tentativa de criar obstáculos para o acesso da polícia a
documentos sobre a movimentação financeira do publicitário Duda Mendonça no
exterior, no caso do mensalão.
Folha
Alfabetizado na Alemanha, onde o pai trabalhou na embaixada
brasileira, Eugênio Aragão fala, além do alemão, inglês e espanhol. No Brasil,
chegou a participar entre 1978 a 1980 do MR-8, organização de esquerda que
participou da luta armada contra a ditadura.
Aos 54 anos de idade, e com mais de 25 anos de carreira no
Ministério Público Federal, Aragão é um homem acostumado à controvérsia. Em
2005, um relatório interno da Polícia Federal acusou Aragão de atuar em
conjunto com o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação
Jurídica Internacional) na tentativa de “criar obstáculos” para o acesso da
polícia a documentos sobre a movimentação financeira do publicitário Duda
Mendonça no exterior.
Responsável pela campanha que elegeu o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva em 2002, Duda recebeu R$ 11 milhões do esquema do mensalão
no exterior, mas acabou inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento
do ano passado.
A PF acusou Aragão e o DRCI de “influenciar” autoridades dos
EUA a não repassar documentos sobre as contas de Duda Mendonça. O caso foi
levado ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, que encontrou “indícios
de punibilidade”, mas mandou arquivar o processo. Aragão afirma que foi
absolvido pela “negativa de existência do fato” e que não fez nada para ajudar
Duda.
Em 2006, Aragão foi flagrado em conversas telefônicas
gravadas por uma operação da Polícia Federal pedindo a ajuda do ex-deputado
Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para conquistar uma vaga no Superior Tribunal
de Justiça.
De acordo com a gravação, Aragão pediu a Greenhalgh que
falasse sobre o seu caso com o ministro Gilberto Carvalho, então chefe de
gabinete de Lula e hoje chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Na conversa
grampeada, Greenhalgh diz que teria falado com Lula e “um monte de gente” se
soubesse do seu interresse pela vaga no STJ.
À Folha, Aragão disse que as indicações para o tribunal são “por
referências profissionais” e que conhece Greenhalgh “da época da advocacia”,
mas ponderou ser “ilegal a polícia vazar escutas”.
É ou não é o homem certo no lugar certo para a manutenção do
PT no poder?
quarta-feira, 23 de março de 2016
Atleta, Escritor, Caranguejo, Nervosinho, Cacique, Viagra e Avião são os codinomes de alguns dos citados nas planilhas da Odebrecht
Atleta (Renan
Calheiros, PMDB-AL), Escritor (José Sarney, PMDB-MA), Caranguejo (Eduardo
Cunha, PMDB-RJ), Nervosinho (Eduardo Paes, PMDB-RJ), Cacique (Romero Jucá,
PMDB-RR), Viagra (Jarbas Vasconcelos Filho, PMDB-PE), Avião (Manuela D'Ávila,
PCdoB-RS). É assim, com esses codinomes, que alguns influentes políticos
brasileiros são identificados em planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia
Federal em mandados de busca expedidos contra diretor-presidente da
construtora, Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como BJ, na 23ª fase da
Operação Lava Jato.
As planilhas são o mais completo acervo de repasses feitos
pelo conglomerado do herdeiro Marcelo Odebrecht a políticos de 18 partidos. A
cada nome, o documento da empreiteira atribui cifras. Ainda não se sabe se
todos os valores atribuídos aos políticos foram de fato destinados a eles, nem
se se trata de doação oficial ou caixa dois, mas é certo que os documentos são
uma oportunidade inédita de desvendar os meandros do financiamento eleitoral no
país.
O conjunto de listas com anotações sobre destinação de
dinheiro a partidos e candidatos mostra a capilaridade da Odebrecht como
financiadora de detentores de cargo eletivo. A Polícia Federal ainda não
analisou os dados a ponto de concluir se se trata da contabilidade paralela da
construtora, conforme revelado pela secretária da Odebrecht e delatora da Lava
Jato, Maria Lúcia Tavares. Entre muitos nomes, são citados nas planilhas: o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio
Cabral (PMDB), os senadores José Serra (PSDB-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ),
Aécio Neves (PSDB-MG) e Humberto Costa (PT-PE), o ex-governador de Pernambuco
Eduardo Campos (PSB), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e a prefeita de
Campos e ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PR).
Para as feministas de Lula, “mulher de grelo duro” vira elogio e “cinco homens na casa de uma mulher” vira fantasia sexual
Já imaginaram se fosse o Bolsonaro a dizer o que o Jararaca
disse nas conversas telefônicas interceptadas?
“Onde estão as mulheres de grelo duro do nosso partido?”, perguntou
o Jararaca ao ex-ministro Paulo Vannuchi.
A escritora e ativista feminista Daniela Lima frisou o
aspecto regional da fala. “Essa expressão é muito utilizada no Nordeste e é
sinônimo de mulher forte. Se Lula dissesse que um homem é ‘pica grossa’, por
exemplo, não causaria nenhum espanto. Isso reflete o lugar destinado ao corpo
feminino em nossa sociedade e quais são as qualidades impostas a esse corpo, tais
como fragilidade e docilidade.”
O raciocínio de Daniela se estende também para a fala de Lula
com Jaques Wagner sobre Rosa Weber, ministra do STF: “Se homem não tem saco,
quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram?”
Para Daniela, “a coragem, assim como a força, não é uma
característica masculina”. “Dizer que Rosa Weber é corajosa não é, em hipótese
alguma, masculinizá-la. A tentativa de naturalizar características supostamente
femininas faz parte de um perverso esquema de dominação de gênero.”
Ou seja, “pica grossa”, “grelo duro” e “homem sem saco” são expressões corriqueiras e próprias para um diálogo político entre um ex-presidente
e um ex-ministro, mesmo que reduzam as pessoas nominadas como tais a um pênis, um saco escrotal, uma vagina e um clitóris.
E ainda teve a conversa com Dilma sobre como Clara Ant,
diretora do Instituto Lula, que teria recebido a Polícia Federal, que cumpriu
mandado de busca e apreensão em sua residência, em São Paulo, também no dia 4: “Foram
na casa da Clara Ant. A Clara estava dormindo sozinha quando entraram cinco
homens lá dentro. Ela pensou que era um presente de Deus, e era a Polícia
Federal.”
Maíra Liguori, diretora da ONG Think Olga, pergunta: “Por
que uma mulher não pode achar ‘um presente de Deus’ cinco caras entrando no
quarto dela? Se isso representa uma ameaça à vida dela, uma situação de estupro
ou violência,é machista, mas uma mulher ter fantasia, pensar em sexo, falar em
sexo, isso deveria ser normal. Machista é quem vê machismo nessa fala.”
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| Sei não, mas achar que cinco homens perderiam seu tempo com Clara Ant é licença poética demais... |
A própria Clara Ant se manifestou publicamente, em sua
página no Facebook, após a repercussão da fala de Lula a seu respeito, agradecendo
às “pessoas que de boa-fé se perfilaram” em sua defesa, mas observa que “isso
não é necessário”, pois, em décadas de convívio, Lula nunca lhe “faltou ao
respeito.” E ainda emendou: “O compromisso de Lula com as reivindicações das
mulheres, cujo símbolo maior é a sanção da Lei Maria da Penha e demais
instrumentos criados em decorrência dela, como o disque 180, central de
atendimento à mulher. Será que não estão apenas aproveitando a oportunidade
para criticar Lula?”.
Clara está certa. Lula sempre teve compromissos com as
mulheres. Desde que era líder sindical, quando não apenas uma ou duas vezes foi
a “palestras” com “movimentos sociais” e, frequentemente bêbado, não fazia nada
além de ficar de olho nas mulheres da plateia para depois sair para um “compromisso”
com elas. Pergunte ao Ziraldo, que o acompanhou várias vezes. Aliás, foi assim
mesmo que ele “ganhou” Marisa Leticia (“vou pegar essa galega...”), revelado
por ele mesmo.
Sei não, mas acho que essas todas, as “feministas do Lula”,
precisam mesmo é de uma rola, um pingo de caráter e muita vergonha nas fuças.
Cartinha do Ruim Falcão, manobrista da quadrilha
![]() |
| Ri de quê? |
Postado por Agência
PT, em 21 de março de 2016
Mais de um milhão de
pessoas saiu às ruas no último dia 18, em defesa da democracia, da
legalidade, contra o golpe jurídico-politico-midiático em andamento. Os
comentaristas do quanto pior melhor preferem valorizar a marcha do dia 13, uma
manifestação contra tudo e todos, que agrediu inclusive muitos que patrocinaram
e participaram do evento.
O que se viu e ouviu naquele dia foi uma repulsa aos
políticos e, pior ainda, à própria política, um movimento assemelhado ao
fascismo.
Pior, a multidão foi
insuflada pela mídia monopolizada, que instiga a intolerância, o ódio e a
violência - como registrou a ampla cobertura, em contraste com o ato da
sexta-feira, quando o discurso do Lula foi boicotado nas transmissões de TVs.
A ofensiva golpista não hesita em criar o caos no País para
alcançar seu grande objetivo: depor a presidenta Dilma e assumir o governo sem
eleições.
(...)
Para contê-la, é necessário prosseguir com a mobilizações,
antes e depois do dia 31 de março, com o esclarecimento da população - que pode
perder conquistas e direitos.
Também o nosso governo precisa ter iniciativas no plano
econômico e ações politicas para romper o cerco em torno dele. Afinal, não é possível que emissoras de rádio e TV,
concessões de serviço público, continuem, à margem da lei, propagando e
organizando o golpe.
Queremos a paz, o diálogo, a concórdia e a tolerância entre
todos os brasileiros (as). Mas, contra o golpe e em defesa da democracia,
petista não foge à luta.
Rui Falcão é presidente nacional do PT
O Boca Murcha é lamentável. Mente descaradamente - mais de um milhão dia 18 é sacanagem - e ainda tem a coragem de dizer que quer paz, diálogo, concórdia e tolerância.
Vai tomar no centro pra não gastar as beirolas!
Vereador que denunciou a CUT morre assassinado ontem - Coincidência?
O advogado criminalista Leandro Balcone, 35 anos, foi
assassinado a tiros e facadas, nesta terça-feira (22), em seu escritório no
município de Guarulhos-SP. Balcone denunciou a CUT por usar ambulâncias de
Guarulhos para transportar “militantes” para a Paulista na sexta-feira passada,
quando os “mortadeleiros” se reuniram.
A coisa tá ficando feia demais...
A esquisitice de Zavascki
Do G1, em Brasília
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal,
determinou na noite desta terça-feira (22) que o juiz federal Sérgio Moro envie
para o STF as investigações da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva.
Na decisão, o ministro atende a um pedido do governo, que
apontou irregularidade na divulgação de conversas telefônicas entre Lula e a
presidente Dilma Rousseff.
No mesmo despacho, Zavascki decretou novamente o sigilo
sobre as interceptações. No prazo de 10 dias, Moro deverá prestar informações à
Corte sobre a retirada do segredo de Justiça das investigações, por conta do
envolvimento de autoridades com foro privilegiado, como ministros e
parlamentares.
Comenta Carlos
Newton, na Tribuna da Internet:
Esta notícia está meio esquisita. O que parece ter
acontecido é que o ministro Teori Zavascki mandou o juiz Moro fazer o que já
tinha feito, ou seja, enviar ao Supremo as transcrições das gravações, que têm
mesmo de voltar a tramitar sob segredo de justiça no STF por envolverem
políticos e autoridades com foro privilegiado, como a própria presidente Dilma
Rousseff. Tecnicamente, Zavascki não poderia requisitar as investigações sobre
Lula, porque ele não tem foro privilegiado, sua nomeação ao ministério está
sobrestada, como se diz juridicamente, não tem valor. O prazo de 10 dias que
Teori Zavascki deu a Moro para prestar informações talvez tenha sido até
desnecessário, pois me parece que o juiz federal já enviou as explicações sobre
os grampos, quando tomou a iniciativa de encaminhar ao Supremo as transcrições
das gravações, que foram obtidas na forma da lei, com a devida autorização
judicial. Vai ser interessante esse embate entre Moro e Zavascki, com mais
emoção do que o famoso duelo no OK Corral.
Também acho.
Alô Forças armadas! Guilherme Boulos ameaça: “Não vai haver um dia de paz no Brasil.”
“Podem querer derrubar o governo, podem prender
arbitrariamente o Lula ou quem quer que seja, podem querer criminalizar os
movimentos populares, mas achar que vão fazer isso e depois vai reinar o
silêncio e a paz de cemitério é uma ilusão de quem não conhece a história de
movimento popular neste País. Não será assim. Há setores do mercado que acham
que vão tirar Dilma e vão fazer as “reformas estruturais” que se precisa para a
sociedade brasileira. O escambau. Este País vai ser incendiado por greves, por
ocupações, mobilizações, travamentos. Se forem até as últimas consequências
nisso não vai haver um dia de paz no Brasil.” Guilherme Boulos, coordenador
do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Frente Povo sem Medo, que
congrega organizações ligadas aos “movimentos sociais”, ontem, em entrevista
coletiva para anunciar atos marcados para esta quinta-feira em diversas cidades
brasileiras “em
defesa da democracia e de uma saída pela esquerda”. A mobilização
conta com apoio de artistas, juristas, economistas e intelectuais.
“O espírito dessa mobilização é dizer que estamos extremamente
preocupados com esta ofensiva antidemocrática e golpista no Brasil, mas que ao
mesmo tempo não nos identificamos com a política deste governo. Entendemos que
as políticas assumidas pelo governo Dilma são indefensáveis. Defender a
democracia não significa defender este governo”, vituperou o sacripanta.
E ainda:
“Não é de hoje que o Estado brasileiro é seletivo. A adoção
da Justiça de exceção é regra desde sempre nas periferias urbanas, contra
pobres e negros. Direito de defesa aqui nunca existiu”. Segundo
Boulos, a TV Globo foi escolhida como alvo por ser é um símbolo da ação das “forças
conservadoras e golpistas”.
Dar o espaço de uma entrevista coletiva para um criminoso
perigoso como Boulos é um acinte ao bom senso e à Justiça. Cagado pelo PCdoB, o
MTST, à imagem do MST, é mais uma dessas “organizações” de apoio ao governo, cujo
modo de atuação é o crime pelo crime, ainda mais agora, com a petralhada do
poder - toda ela - envolvida em todo tipo de imposturas possíveis e
imagináveis. É quadrilha defendendo quadrilha.
Não sei como anda o clima nas Forças Armadas, mas caso essas
ameaças se concretizem, elas vão, forçosamente, ter que intervir, sob pena de
termos uma guerra civil deflagrada. Aliás, seria até mais prudente que elas
agissem imediatamente, de forma preventiva. Mais tarde pode ser muito tarde.
terça-feira, 22 de março de 2016
Perguntar não ofende: terão Olavo de Carvalho e Jararaca uma retal semelhança?
Será que foi um que se inspirou no outro ou foi o outro que se inspirou no um?
Vão gostar da “abertura exterior do tubo digestivo, na extremidade do reto, pela qual se expelem os excrementos” assim na budabariu!
Vão gostar da “abertura exterior do tubo digestivo, na extremidade do reto, pela qual se expelem os excrementos” assim na budabariu!
Chico Buarque e Chico Merda
Os incessantes gritos de “Não vai ter golpe!” vindos da
plateia interromperam o espetáculo “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90
Minutos” durante a apresentação na noite deste sábado, 19, em Belo Horizonte.
Parte do público não aceitou um comentário do ator e diretor Claudio Botelho
contra a presidente Dilma e o ex-presidente Lula e, por causa da confusão, o
espetáculo foi interrompido antes do fim.
“O governo militar interrompeu uma apresentação de Roda
Viva, em 1969. E agora vocês interromperam o nosso Roda Viva”, disse Botelho,
antes de sair de cena. As reações negativas, porém, convenceram Chico Buarque
de Holanda a decidir, na tarde deste domingo, 20, a não mais liberar os
direitos de sua música para os espetáculos de Botelho e sua empresa.
“Sempre faço improvisos em um determinado momento do
espetáculo, incluindo comentários políticos, criticando de Dilma a Eduardo
Cunha, e nunca enfrentei nenhuma reação negativa, ao menos, no Rio de Janeiro”,
disse Botelho.
O momento a que ele se refere acontece quando seu personagem,
o dono de uma companhia de teatro itinerante, chega a uma cidade onde não
encontra ninguém na praça. Pelo texto original, ele diz: “Onde estão as pessoas
dessa vila? Assistindo novela?”. Em seguida, vem o momento do improviso e, no
sábado, Botelho acrescentou: “Ou será
que estão assistindo à prisão de um ex-presidente? Ou de uma presidente ladra
que vem sendo vítima de impeachment?”
Nesse instante, ouviram-se duas ou três vaias. “Depois
viraram dez, até que, de um determinado ponto do teatro, onde estavam cerca de
200 pessoas (o Sesc Paladium tem capacidade para aproximadamente mil pessoas),
começaram os gritos de ‘Não vai ter golpe’. Minha primeira reação foi a de rir.
‘Mas até na minha terra isso acontece, gente?’, eu falei. Não adiantou. Uma turma
se aproximou até perto do palco, com um olhar raivoso que poucas vezes vi, e
continuou gritando. Houve quem pedisse silêncio, dizendo querer ver o
espetáculo. Cantamos mais duas músicas, mas foi impossível continuar”, conta o
ator.
Pois é. Tem muita gente por aí defendendo Botelho sem se dar
conta que ele deu uma de porralouca quando resolveu chamar Lula e Dilma de
ladrões, mesmo sabendo que nesses tempos de cólera a plateia de um espetáculo
sobre Chico é quase que obrigatoriamente formada por uma maioria petralha, já
que quem é de oposição, ainda que inconscientemente, tende a boicotar o
espetáculo. Foi tremendamente imprudente.
Já o resultado disso, com o Chico político, o Chico Merda,
proibindo que suas músicas fossem executadas, era perfeitamente previsível. Mas
tem muita gente que, apesar de concordar que Chico Merda cometeu uma
arbitrariedade, acha que “é preciso saber separar o ser humano do artista”. Só
que separar, hoje, o Chico Buarque do Chico Merda, fica difícil, pelo menos
para mim, já que a cada música que ouço dele automaticamente me vêm as imagens
de um boné do MST, uma propaganda política de Dilma e uma forte tendência a
achar que suas letras, feitas no período dos militares no poder, ficam muito
melhores se as aplicarmos à atual situação política do País.
Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações (Vai Passar)
Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
minha nossa santa criatura
chame, chame, chame, chame o ladrão
Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão da escada
fazendo confusão, que aflição
São os homens, e eu aqui parado de pijama
eu não gosto de passar vexame
chame, chame, chame, chame o ladrão (Acorda Amor)
Ô familiazinha podre: Grampo no telefone da nora de Lula tem mais baixaria, nada que preste
Um grampo captado pela Polícia Federal no dia 27 de
fevereiro deste ano, flagrou uma curiosa conversa entre Kalil Bittar e Renata,
nora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esposa de Fabio, o Lulinha,
outrora conhecido como “o Ronaldinho dos negócios”.
Kalil é irmão de Fernando Bittar, o proprietário do sítio onde fica a antena da Oi que serve o Jararaca em Atibaia.
Na conversa entre a dupla, baixaria, palavras de baixo
calão, ironias e frases que sugerem uma intima relação entre os dois.
Num determinado momento, Renata pede a Kalil que vá ao
encontro dela em São Bernardo, e ele responde, “quem você quer: o amigo ou o
canalha”.
Na sequência os dois prosseguem com uma conversa com
diversas demonstrações de intimidade, tripudiam sobre dona Marisa Letícia,
brincam e dão muitas risadas.
O fato intrigante é que no animado bate-papo do casal, fica
claro que o tal sítio de Atibaia realmente pertence ao ex-presidente e que
existe ainda um outro sítio, que Renata chama de “oficial”.
Esse a Lava Jato ainda não achou...
Segurança que atendia o celular de Lula é oficial do Exército
Deu na revista Sociedade Militar
A fatídica ligação, que acabou de mostrar ao Brasil e ao
mundo que a presidente Dilma Rousseff nomeou Lula como chefe da Casa Civil
apenas para protegê-lo da operação Lava Jato, foi realizada por meio de um
celular que não pertencia a Dilma ou a Lula.Talvez Dilma não acreditasse que o
celular usado por um oficial do Exército fosse grampeado pela Polícia Federal.
Mas foi.
Sim, é isso mesmo. E vamos explicar. O segurança Valmir
Moraes da Silva começou a trabalhar com Lula quando era sargento. Dizem que é
pessoa simples. O militar hoje é oficial do Exército Brasileiro, da arma de
Engenharia, porque recebeu promoção a segundo tenente em 2013.
No ano passado, o tenente Valmir foi citado pelo UOL como
“gastador”. O militar teria gasto mais de 80 mil reais com combustível para os
carros do ex-presidente Lula.
Está mais do que óbvio que Lula desconfiava que poderia
haver escutas telefônicas em aparelhos usados por ele e sua família. Por isso
mesmo em todas as ligações que realizava fazia questão de dizer que era um
pobre coitado, perseguido pela polícia federal e pelos coxinhas.
O ex-presidente Lula não usava celular em seu nome. Seu
segurança, Valmir Moraes da Silva, que o acompanha há uma década, é quem lhe
cedia o aparelho toda vez que precisava contatar alguém. Mas o aparelho celular
também não estava em nome de Valmir. Foi registrado no nome de outra pessoa,
uma espécie de laranja de celular. Segundo a Lava Jato, é por isso que Lula
discorria tão livremente por esse aparelho, não acreditava que seria também
monitorado.
Como outros alvos já grampeados recebiam ligações seguidas
do número usado pelo tenente Valmir, os agentes requisitaram o grampo e o juiz
Sérgio Moro autorizou. E o resultado todos sabem.
Imaginem o susto do Jararaca quando a PF entrou hoje de manhã no hotel onde ele está hospedado
Estadão
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 22, a
Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato. Esta etapa é um desdobramento da Acarajé
– termo usado pelos investigados para tratar de propina -, a 23ª etapa que
atingiu o publicitário João Santana, ex-marqueteiro das campanhas eleitorais da
presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a mulher e
sócia Monica Moura.
Em Brasília, a PF chegou ao hotel Golden Tulip, onde moram
vários políticos, às 5h40. Os agentes saíram em carro da polícia. O
ex-presidente Lula está hospedado no hotel, mas não é alvo da Xepa. O local
fica próximo ao Palácio da Alvorada. A presidente Dilma pedalou nesta manhã por
duas vezes na frente do hotel.
Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 ordens judiciais
nos estados de São Paulo, em Brasília, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais, no Rio
de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e na Bahia.
“Tendo em vista que, em decorrência da análise de parte do
material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no
âmbito do Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a
terceiros, vários deles com vínculo direto com o poder público em todas as
esferas”, informa nota da PF.
Segundo a Polícia Federal, o material indicou a realização
de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos
do Grupo Odebrecht nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado da
empresa.
“Há indícios concretos de que o Grupo Odebrecht se utilizou
de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a
disponibilização de tais recursos”, diz a PF.
Os investigados conduzidos coercitivamente serão ouvidos em
suas cidades e os presos serão levados para Curitiba, base da Lava Jato.
Os mandados estão sendo cumpridos um dia depois da Operação
Polimento, 25ª etapa da Lava Jato, deflagrada em Portugal nesta segunda-feira,
21. A fase internacional pegou o empresário Raul Schmidt Felipe Junior,
investigado que estava foragido desde julho de 2015.
Petralhas imbecis, desesperados, fazem advertências e ameaças caso o “golpe” se concretize
Já li muitos amontoados de besteiras, mas com essa magnitude
acho que não. Dessa vez os petralhas se esmeraram!
Vejam só o que essa corja anda espalhando pela internet:
ADVERTÊNCIA
O que pode acontecer com o futuro do Brasil se este golpe se
concretizar:
Bolívia e Venezuela declararão oficialmente que não
reconhecerão o governo golpista do Brasil, fazendo retaliações que farão com
que os países que compõem a UNASUL isolem o Brasil de todo continente
sul-americano.
O primeiro ato de retaliação da Bolívia será a suspensão do
fornecimento de gás natural. Em menos de 72 horas o Brasil já entrará em caos.
O gás poderá chegar a ser vendido até R$500,00.
Segunda retaliação: A Venezuela suspenderá o fornecimento do
petróleo, de que o Brasil depende para suprir suas necessidades internas.
A gasolina e o diesel poderão ir a preços estratosféricos.
O Brasil de Lula e Dilma ajudaram a criar o maior bloco
político-econômico do mundo - Brics - formado pelos membros; Brasil, Rússia,
Índia, China e África do Sul. Rússia e China não reconhecerão o governo
golpista. A China fez investimentos de bilhões de dólares no Brasil no governo
atual, com a construção da ferrovia continental, que levará produtos do Brasil
para o porto do Peru.
A China fez investimentos de mais de US$10 bilhões na Petrobrás,
e de US$54 bilhões na economia do Brasil. A China não vai arriscar perder este
investimento para golpistas corruptos. A Rússia, aliada incondicionalmente da
China, irá se propor a trazer sua frota de guerra para o oceano Atlântico,
deixando os navios da marinha sino-russa em águas internacionais próximas à
costa brasileira, levando os brasileiros a uma situação bastante vulnerável.
O Brasil estará isolado de norte a sul do mundo, a exemplo
de Cuba, embargada pelos Estados Unidos por 50 anos.
Nações aliadas do governo de Lula e Dilma poderão declarar
guerra comercial, econômica e até militar ao governo golpista.
Retaliações internas:
Irão surgir protestos de norte a sul contra o governo
golpista, motins, quebra-quebra. Rodovias serão interditadas, haverá problemas
de abastecimento. Poderão eclodir ondas de violência. O Brasil entrará em caos.
Sindicalistas irão fazer greves, indústrias irão parar. O Brasil não dará conta
de se manter em ordem.
Haverá focos de violência em vários locais. Petroleiros irão
cruzar os braços contra o golpe, pois todos são apaixonados pelo ex-presidente
Lula. Têm o Lula como seu ídolo guerreiro.
O caos será pior, pois sem 70% do petróleo produzido pela
Petrobras o preço da gasolina poderá subir para mais de 30,00 o litro.
O Brasil e os brasileiros só têm a perder se o golpe se
concretizar.
Enfim, tudo de ruim pode acontecer se você a APOIAR o Golpe
... Apóia e paga pra ver.
P.S.: Nem vou comentar porque estou ocupado, rindo muito.
segunda-feira, 21 de março de 2016
Os quatro mitos do governo Lula em que os idiotas sempre acreditaram
As análises de Felippe
Hermes, do Spotnicks, embora muito “macias” para o meu gosto, são perfeitas.
Da sala de interrogatório da Polícia Federal em Congonhas ao
palanque na Avenida Paulista, a versão oficial de Lula para estar entre os
investigados na maior operação de combate à corrupção da história brasileira
não muda uma vírgula. Segundo ela, o ex-presidente e seu partido seriam vítimas
de uma perseguição seletiva (apesar da operação envolver 117 presos e 50
políticos investigados de 6 diferentes partidos), destinada a acabar com o PT e
prendê-lo. O motivo? Para Lula, trata-se de uma vingança por seu mandato ter
tirado 36 milhões de pessoas da pobreza extrema e permitido aos mais pobres
viajar de avião. Só há um problema com essa versão: ela é falsa, do começo ao
fim.
O comentário de Lula soa como um escárnio em meio a uma
crise que todos os dias leva 17 mil brasileiros à extrema pobreza e que, ao
final, terá reduzido dez milhões de pessoas a esta condição. Afinal, ainda que
fosse verdade que o ex-presidente tivesse garantido a ascensão social de
milhões de brasileiros, não teriam eles motivos de reclamar, agora que a
política de Dilma coloca o país em uma situação onde teremos zero por cento de
crescimento na renda entre 2010 e 2020? Ter gerado algo positivo no passado torna
Lula ou Dilma imunes a críticas? E ainda, se a ascensão social dos brasileiros
entre os anos 2002 e 2010 deveu-se a Lula e suas políticas, por que elas deram
tão errado com Dilma?
Como explicou o ex-presidente em seu depoimento à Polícia
Federal, seu instituto existe para espalhar suas políticas para outros países –
daí a importância das dezenas de milhões por ele arrecadado. Afinal, como Lula
espera ter algo a ensinar aos outros presidentes quando ele mesmo foi incapaz
de ensinar algo à sua sucessora?
A resposta para todas estas perguntas provavelmente é mais
simples do que você imagina: o crescimento da economia brasileira sob o governo
Lula é muito mais circunstancial do que ação de um líder ou um partido. O
fracasso do governo Dilma em replicar o crescimento testemunhado no período
ocorre pois não há receita original, uma vez que este crescimento não foi
originado pelo presidente Lula e sua equipe.
Aqui, preparamos uma lista com esse e outros mitos que você
sempre acreditou a respeito do seu governo.
1. O MITO DOS 36 MILHÕES DE MISERÁVEIS A MENOS.
Foi em 2012 que o governo, por meio da Secretaria de
Assuntos Estratégicos, teve aquela que seria a mais conhecida pérola dos
milagres alegadamente realizados por Lula: a de ter tirado 36 milhões de
pessoas da pobreza. De acordo com a SAE, e um estudo do IPEA, a classe média
brasileira possui renda entre R$ 291 e R$ 1.019. Com este critério, mais da
metade dos brasileiros passaram a ser considerados classe média pelo governo.
O número mágico, porém, tem uma explicação ainda mais
esdrúxula. Em 2012, 36 milhões de pessoas eram beneficiárias totais do Bolsa
Família e outros programas sociais. Para o governo, portanto, se estes 36
milhões não tivessem como receber os benefícios, seriam pobres ou extremamente
pobres.
Em seu depoimento à Polícia Federal, Lula reafirmou o
número. Espantado, o delegado questionou.
“Então, o senhor está dizendo que antes do seu governo, 1 em
cada 4 brasileiros era miserável?”
Lula concordou.
Para o IPEA, porém, o número não passa de uma fantasia. Em
2002 havia no Brasil 14,9 milhões de miseráveis, e em 2012, 6,5 milhões. Uma
queda, portanto, de 8,4 milhões. Para o mesmo IPEA, em 1992 havia 19,1 milhões.
A queda na pobreza, portanto, acelerou-se no governo Lula, puxada pela economia
– mas não há de fato nada que indique um milagre ou alguma excepcionalidade na
ação do ex-presidente.
Os números do IPEA, órgão ligado ao próprio Palácio do
Planalto, não deixam dúvida – o governo inflou o número.
2. O MITO DO “CRESCIMENTO”.
“Brasil, Um País do futuro” é o título do livro de Stefan
Zweig que faz a cabeça dos nacionalistas brasileiros. A ideia de que o Brasil é
uma nação destinada a destacar-se mundialmente sempre foi muito tentadora – e o
crescimento de 11.000% da nossa economia ao longo do século vinte parecia
tornar isso mera questão de tempo. Apesar de todo este crescimento, porém,
ainda convivemos durante todo este período com uma característica marcante: o
rentismo.
Historicamente, obter favores do governo sempre foi mais
conveniente do que empreender no Brasil – e viver às custas da ineficiência do
governo, mais conveniente ainda. Nenhum setor entendeu isto tão bem quanto o
financeiro. Até 1994, quando o Plano Real resolveu a questão da hiperinflação
no país, a inflação era responsável por gerar mais de 2/3 das receitas do setor
bancário brasileiro e um lucro estimado em 2% do PIB pelos economistas Simonsen
e Cysne, no chamado “imposto inflacionário”. Atualmente, este valor equivaleria
a R$ 123 bilhões em lucro caso não fosse extinto pelo Plano Real. Dezenas de
bilhões em lucro sem produzir nenhum bem ou serviço.
Acabar com a inflação foi, portanto, um passo fundamental
para obrigar que os bancos atuassem como devem, fornecendo crédito e serviços.
Em 2002, oito anos após o plano Real, a receita era mais do que inversa: cerca
de 95% do faturamento do setor se devia a serviços ou empréstimos. Com as
finanças públicas e os próprios bancos saneados, o setor bancário estava próximo
para o próximo passo – a explosão de crédito.
Nenhum governo se beneficiou tanto deste período de
crescimento do crédito quanto o governo Lula, e exceto por uma simplificação
burocrática no crédito imobiliário (criada pelo economista liberal Marcos Lisboa
quando ainda estava no governo), a participação de Lula para destravar o
crédito no Brasil é nula, ou muito próxima disso.
O crescimento do crédito é em boa parte o responsável pela
sensação de riqueza que tomou conta do país. Poder financiar bens de consumo em
12 ou 24 vezes, algo que era inimaginável nos anos 80 ou 90, tornou-se comum,
fazendo com que, apesar do pouco aumento na renda (cerca de 48% na média em 8
anos), a população estivesse consumindo muito mais do que antes.
Fatores externos como o aumento médio de 723% nos preços de
commodities (aqueles bens negociados mundialmente como café, soja, minério de
ferro, etc), colaboraram também para irrigar o país com recursos externos.
Somados ao investimento estrangeiro no país, a década de 2000 significou a
entrada de US$ 183 bilhões no país – recursos com os quais o governo bancou
inúmeros bens e serviços.
O natural esgotamento da capacidade das famílias brasileiras
de se endividar foi um dos principais responsáveis para que o governo levasse
os bancos públicos a ampliar a oferta de crédito. Receosos de que as famílias
não mais iriam ter condições ou interesse em ampliar seu endividamento, os
bancos privados pisaram no freio, mas o governo insistiu na fórmula. Em 2013,
cerca de 51% do crédito no país teve a mesma origem: os bancos públicos. Como
resultado, famílias, governo e empresas encontram-se hoje endividados e sem
condições de consumir ou produzir, diante da incerteza do governo.
Em que pese, o crescimento do Brasil sob o governo Lula em
momento algum pode ser considerado um milagre. Como em outros períodos da
história brasileira, o país cresceu exatamente o mesmo que a economia mundial,
e foi o segundo país que menos cresceu no continente, à frente apenas do
México.
3. O MITO DOS PROGRAMAS SOCIAIS.
Administrando um orçamento que saiu de R$ 513 bilhões em
2003 para R$ 1,16 trilhão em 2010, o ex-presidente Lula certamente teve todas
as condições possíveis para ampliar investimentos sociais como aqueles
determinados pela constituição de 1988.
Não bastou para Lula porém vangloriar-se do que fez e de
onde gastou os recursos que tinha. Sem discutir a eficiência do gasto, uma vez
que a educação brasileira ou o sistema de saúde brasileiro (que segundo o
próprio, beirava a perfeição) não tiveram melhora relativa em relação aos
demais países mundiais (como aqueles pesquisados pelo PISA), o ex-presidente
alega ter feito muito além do que a própria história mostra como verdade.
Para Lula, sua gestão criou 16 universidades. Uma breve
pesquisa revela que se tratam na realidade de seis, ou quatro se você não
considerar que alterar o nome de “Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas”
para “Universidade Federal de Alfenas” não é de fato criar uma universidade
(sim, Lula alega ter criado uma universidade aí, onde desde 1914 existia uma
outra instituição já estabelecida).
Prática comum de políticos brasileiros, alterar o nome de
programas para tratá-los como novos ou seus, tornou-se regra durante sua
gestão. Atribuir para si programas de décadas de existência, como o FIES,
também virou lei. Substituir nomes como o ‘Luz no campo’ (criado em 2000) para
“Luz para todos” (que Lula alegou em um programa eleitoral de 2010 ter sido uma
ideia genial apresentada por Dilma), virou praxe. Alterar ou reagrupar
programas sociais como o Bolsa Família, que substitui inúmeros outros programas
anteriores, foi a sacada da reengenharia criada pelo mito Lula.
Uma breve análise dos programas sociais de Lula – incluindo
aí o “Bolsa Empresário”, que distribui R$ 36 bilhões em subsídios para as mil
maiores empresas do país, via BDNES – mostra que os maiores sucessos
encontram-se exatamente onde o governo não é responsável por nada além de
repassar a verba. Enquanto as universidades federais tiveram queda no número de
formandos (entre 2008 e 2013), nas universidades privadas o número explodiu.
Enquanto o Bolsa Família foi um sucesso, o Fome Zero foi um fracasso
retumbante.
Em resumo, Lula acertou onde não fez nada além de repassar
os recursos (Bolsa Família, Prouni, Fies, Minha Casa Minha Vida), e colecionou
fracassos onde a gestão (sob responsabilidade da gerente Dilma Rousseff), era
requerida, como nos três Programas de Aceleração do Crescimento.
4. O MITO DA QUEDA NA DESIGUALDADE.
Fazer o pobre andar de avião é motivo suficiente para causar
revolta na classe média, segundo Lula e seus seguidores. A concepção é absurda,
mas não tanto quanto a ideia geral de que o sucesso obtido pelos brasileiros em
ampliar sua renda ou consumo deva ser considerado mérito direto do governo. Se
uma pessoa acessa a universidade, se esforça para passar no vestibular e
concluir o curso, o mérito deveria ser da própria pessoa ou do presidente em
questão? A pergunta parece sem sentido, mas as coisas tendem a ficar mais
absurdas ainda quando vemos o real peso do governo em diminuir a desigualdade
no país.
Segundo um estudo do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada, órgão do governo, a queda na desigualdade brasileira, iniciada em
2001, possui como principal causa, não a ação direta de programas sociais, mas
o acesso ao mercado de trabalho. Para pesquisadores como Ricardo Paes de
Barros, o acesso ao emprego explica mais da metade da queda no índice de Gini,
que atesta a desigualdade de um país. Programas sociais foram responsáveis por
menos de 1/5 na queda. E se você ainda tem alguma dúvida sobre a veracidade da
afirmação de Lula de que criou 10 milhões de empregos, é recomendável que volte
ao ponto 2.
Para outro estudo do Ipea, a ação do governo é diretamente
responsável por 1/3 da desigualdade de renda no país. Apenas dois indicadores,
a aposentadoria e os salários dos funcionários públicos, são responsáveis por
todo este peso (ainda seria possível incluir o acesso desigual às universidades
públicas, onde 59% dos alunos estão entre os 20% mais ricos da população, ou os
subsídios estatais via BNDES). Neste sentido, as ações do governo em nada
contribuíram para resolver o problema.
Na parte que efetivamente cabe ao governo atuar, Lula nada
fez para alterar o quadro de desigualdade – pelo contrário, continuou
fornecendo favores a empresários, e com o que sobrou, garantiu o pagamento do
Bolsa Família, programa originalmente criticado por economistas do PT, como
Maria da Conceição Tavares (e pelo próprio Lula). O caráter privatizante do
Bolsa Família (uma vez que apenas entrega o dinheiro, não entrega comida ou
serviços estatais) jamais foi bem visto por Lula e seus conselheiros econômicos
até a ideia arrebatar milhões de votos.
Toda a queda na desigualdade, porém, está ameaçada agora –
uma vez que a recessão joga de volta à pobreza milhões de brasileiros, destrói
empregos e gera estagnação na renda, além da perda do poder de compra com a
inflação.
Não há dúvida de que a década de 2000 tenha representado um
período positivo para a economia brasileira. Apesar de não resolvermos os
problemas relativos à nossa produtividade, que foi mascarada pela política de
aumento do salário mínimo (que subiu três vezes mais do que a renda média, o
que na prática significa dizer que quem ganhava 3 salários mínimos em 2002
passou a ganhar 1 em 2010), a economia brasileira cresceu menos que as demais
no continente – mas se desenvolveu, mostrando como, ainda que seja pouco e não
tenhamos nos preparado, um pequeno choque externo é capaz de animar nossa
economia e dar novos ares a milhões de brasileiros, antes excluídos do mercado
de consumo.
Tudo isso, no entanto, como a atual década perdida não deixa
dúvida, apesar do PT.
Jararaca assume hoje como presidente informal da República
Dilma não precisa quem a derrube: ela mesma se encarrega
disso. Ô mulherzinha pra fazer cagada!...
Falando nisso, quem é o chefe da Casa Covil?
Folha
Mesmo impedido de assumir um posto no governo, o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escalado pela presidente Dilma
Rousseff para exercer informalmente a partir desta segunda-feira (21) a
articulação política do Palácio do Planalto, função típica do chefe da Casa
Civil. Com um prazo exíguo de pouco mais de uma semana, o dirigente petista
desembarcará em Brasília para capitanear uma estratégia que impeça o rompimento
do PMDB com o governo federal.
A cúpula nacional do partido marcou para o dia 29 de março
reunião para tomar uma decisão oficial sobre o assunto. Com o agravamento da
crise política, sobretudo com a divulgação de gravações entre Lula e Dilma, o
Palácio do Planalto reconhece que as chances de desembarque do PMDB cresceram.
Para um assessor presidencial, não é possível neste momento
“perder tempo” esperando por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal)
sobre a posse do petista, a qual deverá ficar apenas para depois do feriado.
O momento, segundo o auxiliar, exige uma “operação forte” e
uma “ofensiva direcionada” para evitar que aumentem consideravelmente as
chances de abertura do processo de impeachment de Dilma na Câmara dos
Deputados.
A decisão de escalar Lula, segundo auxiliares da presidente,
tem como objetivo ainda reafirmar versão de que o petista aceitou assumir a
Casa Civil não para se proteger de uma eventual prisão, mas para tentar
recuperar as condições de governabilidade de sua sucessora no Planalto.
Além da conversa com Dilma, o petista pretende se reunir no
início desta semana com o vice-presidente Michel Temer, com quem falou por
telefone na quinta (17), e com o presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL).
A ofensiva, segundo assessores presidenciais, pode incluir
até uma conversa de Lula com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
adversário de Dilma e responsável pelo acolhimento do pedido de impeachment.
Em conversas reservadas, Temer avalia que a entrada de Lula
ajuda na articulação política, mas o vice tem dúvidas se isso será suficiente
para evitar um desembarque do PMDB, sobretudo com o agravamento da crise
política.
O peemedebista tem reclamado que a presidente não o recebe
mais e demonstrou irritação com a decisão do Planalto de nomear para a
Secretaria de Aviação Civil o deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG), mesmo com
decisão do partido de proibir filiados de assumirem cargos no governo até
decisão oficial sobre o desembarque.
Em outra frente, o governo cogita aumentar o espaço do PMDB
em cargos de segundo e terceiro escalões e agilizar a liberação de emendas
parlamentares. Até 16 de março, por exemplo, a maior parte das verbas foi
direcionada para Saúde e Turismo, pastas comandadas pelo partido.
Dilma também marcou novo encontro com os seis ministros
peemedebistas. Na reunião de coordenação política desta segunda-feira, a
petista fará apelo para que os ministros aumentem a pressão sobre suas bancadas
na Câmara e no Senado para evitar o impeachment.
Segundo a Folha, diretor-geral da PF vai rodar: Lula quer um manso...
Folha
O governo decidiu buscar um novo nome para assumir a
diretoria-geral da Polícia Federal em até 30 dias. O atual diretor, Leandro
Daiello, no cargo desde 2011, perdeu de vez a confiança do Planalto depois do
episódio da gravação telefônica, feita pela PF com autorização do juiz Sergio
Moro, do Paraná, entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente
Dilma Rousseff, quando investigadores da Operação Lava Jato constataram no
diálogo captado uma tentativa da presidente de evitar a prisão de seu
antecessor.
A missão do novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, é
encontrar nas próximas semanas um nome para apresentar a Dilma. O ministro vai
indicar o substituto, mas cabe à presidente nomear de fato o comandante da PF. Pela
legislação aprovada em 2014, o diretor-geral da PF deve ser do quadro de
delegados da instituição no mais alto nível da carreira, chamado de “classe
especial”. A tarefa de Aragão é identificar, entre esses delegados, alguém
capaz de aceitar a missão em meio ao desgaste político que uma troca do tipo
vai causar em um dos momentos mais cruciais da Lava Jato, que tem Lula entre
seus investigados.
O prazo de um mês com que o ministro trabalha serviria para
a pasta encontrar alguém para comandar a polícia e, ao mesmo tempo, daria a Leandro
Daiello um período de transição para outro setor da instituição.
Assim como o próprio Lula, setores do PT e do governo têm
criticado o comportamento da polícia nas investigações, sobretudo em relação a
vazamentos.
O governo sabe das críticas que sofrerá se confirmar a
mudança de comando na polícia, mas avalia que é fundamental ter alguém de
confiança no seu controle, diante do risco cada vez mais elevado de aprovação
do impeachment de Dilma pelo Congresso.
Em entrevista à Folha, publicada sábado (19), Aragão causou
polêmica ao afirmar que trocaria toda equipe da PF em caso de vazamentos de
informações.
O ministro disse também que Daiello não estava garantido no
comando da PF e indicou o perfil que busca dentro da polícia: “Quero evidentemente
na PF pessoas que tenham alguma liderança interna. Essas instituições que têm
competências autárquicas, e são independentes na sua atuação, precisam ser
dirigidas por lideranças”.
A fala gerou críticas da ADPF (Associação Nacional dos
Delegados de Polícia Federal). Para o presidente da entidade, Carlos Miguel
Sobral, há uma intenção do governo de acabar com a Lava Jato.
Daiello assumiu o comando da PF em 2011 pelas mãos do então
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
A expectativa no Palácio do Planalto era que ele entregasse
o cargo após a mudança de Cardozo para a Advocacia-Geral da União, mas isso não
ocorreu.
Cardozo deixou a pasta após desgaste com o PT, para quem o
então ministro não tinha controle sobre a PF.
Esse calendário de um mês para encontrar um novo diretor
pode ser abreviado pelo Ministério da Justiça no caso de surgimento de um nome
viável no curto prazo ou se Daiello pedir para deixar o cargo antes.
A relação entre o diretor-geral da Polícia Federal e o
ministro da Justiça é de subordinação, mas com autonomia de atuação por parte
do comandante da PF. A Constituição não diz que o ministro tem poder de
ingerência na atuação funcional da polícia federal, mas ele determina a
previsão orçamentária e diretrizes da polícia.
Entre as tarefas do diretor-geral, segundo o regimento
interno, está “promover a execução das atividades, ações e operações” da PF, ao
mesmo tempo em que deve, também, “promover a execução das diretrizes de
segurança pública estabelecidas pelo ministro”.
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