quinta-feira, 24 de março de 2016

Listão da Odebrecht, com 260 nomes, tem até Gilmar Rinaldi, da CBF

  1. (Beto Albuquerque)
  2. (indicação do PSDB)
  3. (indicação do PV)
  4. (Indicação Mendes Thame)
  5. (indicação PC do B)
  6. (Indicação Ricardo Barros)
  7. (indicações do Dep. Edinho Silva)
  8. Abelardo Leopoldo
  9. ACM Neto
  10. Adão Villaverde (PT-RS)
  11. Ademar Delgado
  12. Aécio Neves
  13. Afonso Hamm
  14. Agnaldo
  15. Agnelo Queiroz
  16. Aidan Ravin
  17. Alberto Castro
  18. Aldo Rebelo
  19. Alfredo Sirkis (PV)
  20. Aluizio Mercadante
  21. Ana Amélia Lemos
  22. Andre Corream(PMDB)
  23. Antero Paes
  24. Anthony Garotinho
  25. Antonio Ceron
  26. Antonio Donato
  27. Antonio Guarana (PMDB)
  28. Armando Monteiro (PTB Estadual PE)
  29. Arthur Maia
  30. Arthur Virgilio (MAN)
  31. Aspasia Camargo (PV)
  32. Atila Jacomussi
  33. Beto Mansur
  34. Brujo Araujo (PE)
  35. Bruno Cavalcanti
  36. Burnier (Nova Iguaçu RJ – PMDB Estadual RJ)
  37. Cacau Gomes
  38. Caiadinho (DEM)
  39. Candidato Neves (Neves / MG)
  40. Candidato Palmas (TOC)
  41. Candidato Porto Velho (PVE)
  42. Candidato Valadares (Valladares/MG)
  43. Carlito Mers
  44. Carlos Grana
  45. Carlos Martins
  46. Carlos Todeschini
  47. Carmem Gandarella
  48. Celso Russomano
  49. Cesar Epitacio Maia (DEM)
  50. César Souza Junior
  51. Champagne
  52. Chiquinho do Zaira
  53. Cicero Lucena (JPE)
  54. Clarissa Garotinho (PR)
  55. Cleiber Santana
  56. Cristiano Mateus
  57. Cristina Carrara
  58. Daniel Coelho (PE)
  59. Demandas EC
  60. Demir (Contagem / MG)
  61. Demóstenes Torres
  62. Dep Est Marcelo Nilo
  63. Dep Fed Artur Maia
  64. Dep Fed Jutahy Magalhães (SSA)
  65. Dep Federal Daniel Almeida
  66. Dep. Jose Otavio Germano
  67. Despota
  68. Dinha
  69. Diversos Vereadores
  70. Donizete Braga
  71. Dr. Aluísio (PV)
  72. Dr. Paulinho (PV)
  73. Duarte Nogueira (RPR)
  74. Dudu Rosalva
  75. Eduardo Campos
  76. Eduardo Cunha (Caranguejo)
  77. Eduardo Paes (Nervosinho)
  78. Edvaldo Brito
  79. Elias Gomes (JGR)
  80. Elias Gomes (PE – PSB Estadual PE)
  81. Fabio Branco (Colorido)
  82. Fatima Cleide (RO – anotado à caneta)
  83. Fernando Haddad
  84. Fernando Marroni
  85. Firmino Filho
  86. Firmino Filho (TER)
  87. Fischinha
  88. Francisco Chagas
  89. Francisco Daniel Celeguin de Moraes
  90. Francisco Dornelles (PP)
  91. Frederico Antunes
  92. Gabriel Chalita
  93. Gato Angora
  94. Geraldo – PT
  95. Geraldo Alckmin
  96. Geraldo Júlio (PSB)
  97. Geraldo Junior
  98. Gilmar Rinaldi
  99. Gilmar Sossela
  100. Giovani
  101. Guilherme Maluf (CUI)
  102. Gustavo Fruet (PDT-PR)
  103. Heitor Schulk
  104. Helen Cabral (PT-RS)
  105. Henrique Alves
  106. Heraclito Fortes
  107. Humberto Carballal
  108. Humberto Costa
  109. Isaac
  110. J. Agripino / G. Alves
  111. Jacques Pena (BSB – anotado à caneta)
  112. Jader Barbalho
  113. Jairo Jorge
  114. Jaison Cardoso
  115. Jaques Wagner
  116. Jarbas Vasconcelos Filho (PMDB)
  117. Jeferson Andrade
  118. Jeferson Andrade
  119. Jefferson Morais
  120. João Almeida (SSA)
  121. João Alves – DEM (ARA)
  122. João Alves Filho
  123. João Bosco Vaz
  124. João Carlos Nedel
  125. João Paulo Cunha
  126. João Paulo Rillo
  127. Jonas Donizette
  128. Jorge Bittar
  129. Jorge Felipe (PMDB)
  130. Jorge Picciani (Grego)
  131. Jorge Samek
  132. Jose Carlos Aleluia
  133. José Fortunati
  134. José Pavan Junior
  135. José Sarney (Escritor)
  136. José Serra (SÃO)
  137. Jose Zito (PP)
  138. Julio Lopes
  139. Jussara Cony
  140. Jussara Márcia
  141. Kevin Krieger
  142. Leonardo Prates
  143. Leonice da Paz
  144. Lessa
  145. Lindbergh Farias (PT)
  146. Lomanto Junior
  147. Luciano Ducci
  148. Luciano Ducci (PSB-PR)
  149. Luis Fernando Pezão (PMDB)
  150. Luis Sérgio
  151. Luis Tavares
  152. Luiz Fernando Faria
  153. Luiz Henrique Mandetta
  154. Luiz Marinho
  155. Luiz Paulo Veloso Lucas (VIX)
  156. Mano Changis
  157. Manuela D’Ávila
  158. Marcelo Esvim
  159. Marcelo Sereno
  160. Marcelo Sereno (PT)
  161. Marcia Lopes
  162. Marcia Lopes (PT-PR)
  163. Marcio Biolchi
  164. Marcio Lacerda / PSB (BHZ)
  165. Marco Alba
  166. Marco Maia
  167. Marconi Perillo
  168. Marcos Daneluz (MM)
  169. Maria do Carmo Lara (MG)
  170. Maria do Rosário (PT-RS)
  171. Mário Kertesz
  172. Marquinhos Bola
  173. Maurício Bacelar
  174. Mauro Poeta
  175. Mauro Zaquia
  176. Mazinho
  177. Mendonça Filho (DEM)
  178. Milton Leite
  179. Nelson Marchezan Junior
  180. Nelson Marquezan (POA)
  181. Nelson Pelegrino
  182. Nervosinho / Diversos
  183. Neto Richa
  184. Nilson Bonome
  185. Nilton Costa
  186. Orlando Tolentino
  187. Osmar Gasparini Terra
  188. Oswaldo Barba
  189. Otavio Leite (RJO)
  190. Otomar Vivian
  191. Pablo Mendes Ribeiro
  192. Patrus Ananias
  193. Paulinho da Força
  194. Paulinho Fiorella
  195. Paulo Abi-Ackel
  196. Paulo Azeredo
  197. Paulo Barbosa (SAN)
  198. Paulo Camara (SSA)
  199. Paulo Garcia
  200. Paulo Mello (PMDB)
  201. Paulo Melo
  202. Paulo Pereira da Silva
  203. Paulo Souto
  204. Paulo Teixeira
  205. Pedro Eugênio
  206. Pedro Eugênio (PT)
  207. Pedro Godinho
  208. Pedro Serafin
  209. Pinheiro
  210. Priante
  211. PT Curitiba
  212. Raimundo Colombo
  213. Raimundo Colombo (SC PSD Nacional)
  214. Randolfo (PSOL)
  215. Ratinho Junior (PSC-PR)
  216. Raul Jungmann (PE – PPS – Estadual PE)
  217. Reinaldo Azambuja (CGR)
  218. Renan
  219. Renato Casagrande (PSB-ES)
  220. Renato Moling
  221. Rita Camata
  222. Roberto Carlos de Sousa
  223. Roberto Freire
  224. Rodney Miranda
  225. Rodrigo Maia – DEM (RJO)
  226. Rodrigo Neves (PT)
  227. Rogerio Marinho (NAT)
  228. Romero (CGN)
  229. Romero Jucá
  230. Romero Jucá (Cacique)
  231. Ronaldo Zülke
  232. Roseana Sarney
  233. Rosinha Garotinho ((PR)
  234. Rui Palmeira (MAC)
  235. Sabino (PSC)
  236. Sebastião Almeida (SP PT Nacional)
  237. Sergio Aquino
  238. Sergio Cabral (Proximus)
  239. Sergio Machado (PMDB-RJ)
  240. Sérgio Sveiter (PSD)
  241. Severino Branquinho
  242. Silas Brasileiro
  243. Silval (PP)
  244. Soninha Francine
  245. Tarcila Crussius (POA)
  246. Tarcísio Zimmermann
  247. Tarso Genro
  248. Theotonio Vilella (MAC)
  249. Tiao Bucalon (RBR)
  250. Tito (PT)
  251. Tonha Magalhães
  252. Toni Proença
  253. Vander Loubet
  254. Vanessa Damo
  255. Vanessa Grazziotin (AM – PC do B Candidato)
  256. Vânia Galvão
  257. Vereadores PSDB-SP
  258. Waldir Pires
  259. Wandert Dilorenzo (POA)
  260. Wellington Dias (PI – anotado à caneta) 

Ronaldo Caiado denuncia que governo planeja decretar o “Estado de Defesa”

A ser confirmada a informação de Caiado a coisa vai feder.


É certo que para Dilma ter sucesso em mais esse golpe há muitas complicações no caminho, mas vejam só o que diz a Constituição sobre o Estado de Defesa:

Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;

Art. 57. (...)
§ 6º - A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á:
I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente- Presidente da República;

Art. 60. (...)
§ 1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio.

Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;

Art. 91. O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele participam como membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;
VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento.
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
§ 1º - Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos termos desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio e da intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
§ 2º - A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.

DO ESTADO DE DEFESA
Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza.
§ 1º - O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:
I - restrições aos direitos de:
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;
b) sigilo de correspondência;
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;
II - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.
§ 2º - O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação.
§ 3º - Na vigência do estado de defesa:
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;
II - a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação;
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário;
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso.
§ 4º - Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta.
§ 5º - Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será convocado, extraordinariamente, no prazo de cinco dias.
§ 6º - O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro de dez dias contados de seu recebimento, devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa.
§ 7º - Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado de defesa.

Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de:
I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;

Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes partidários, designará Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio.

Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes.

Parágrafo único. Logo que cesse o estado de defesa ou o estado de sítio, as medidas aplicadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República, em mensagem ao Congresso Nacional, com especificação e justificação das providências adotadas, com relação nominal dos atingidos e indicação das restrições aplicadas.


Eugênio Aragão, o homem certo no lugar certo para a manutenção do PT no poder

A Folha fez um breve levantamento da folha corrida de Eugênio Aragão, ministro da Justiça, e, pelo que tudo indica, o cara tem o physique du role de um autêntico petralha, já que além de ter sido do grupo terrorista MR-8, foi acusado pela Polícia Federal pela tentativa de criar obstáculos para o acesso da polícia a documentos sobre a movimentação financeira do publicitário Duda Mendonça no exterior, no caso do mensalão.

Folha

Alfabetizado na Alemanha, onde o pai trabalhou na embaixada brasileira, Eugênio Aragão fala, além do alemão, inglês e espanhol. No Brasil, chegou a participar entre 1978 a 1980 do MR-8, organização de esquerda que participou da luta armada contra a ditadura.

Aos 54 anos de idade, e com mais de 25 anos de carreira no Ministério Público Federal, Aragão é um homem acostumado à controvérsia. Em 2005, um relatório interno da Polícia Federal acusou Aragão de atuar em conjunto com o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) na tentativa de “criar obstáculos” para o acesso da polícia a documentos sobre a movimentação financeira do publicitário Duda Mendonça no exterior.

Responsável pela campanha que elegeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, Duda recebeu R$ 11 milhões do esquema do mensalão no exterior, mas acabou inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do ano passado.

A PF acusou Aragão e o DRCI de “influenciar” autoridades dos EUA a não repassar documentos sobre as contas de Duda Mendonça. O caso foi levado ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, que encontrou “indícios de punibilidade”, mas mandou arquivar o processo. Aragão afirma que foi absolvido pela “negativa de existência do fato” e que não fez nada para ajudar Duda.

Em 2006, Aragão foi flagrado em conversas telefônicas gravadas por uma operação da Polícia Federal pedindo a ajuda do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para conquistar uma vaga no Superior Tribunal de Justiça.

De acordo com a gravação, Aragão pediu a Greenhalgh que falasse sobre o seu caso com o ministro Gilberto Carvalho, então chefe de gabinete de Lula e hoje chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Na conversa grampeada, Greenhalgh diz que teria falado com Lula e “um monte de gente” se soubesse do seu interresse pela vaga no STJ.

À Folha, Aragão disse que as indicações para o tribunal são “por referências profissionais” e que conhece Greenhalgh “da época da advocacia”, mas ponderou ser “ilegal a polícia vazar escutas”.

É ou não é o homem certo no lugar certo para a manutenção do PT no poder?


quarta-feira, 23 de março de 2016

Atleta, Escritor, Caranguejo, Nervosinho, Cacique, Viagra e Avião são os codinomes de alguns dos citados nas planilhas da Odebrecht

Paulo Whitaker, da Reuters

Atleta (Renan Calheiros, PMDB-AL), Escritor (José Sarney, PMDB-MA), Caranguejo (Eduardo Cunha, PMDB-RJ), Nervosinho (Eduardo Paes, PMDB-RJ), Cacique (Romero Jucá, PMDB-RR), Viagra (Jarbas Vasconcelos Filho, PMDB-PE), Avião (Manuela D'Ávila, PCdoB-RS). É assim, com esses codinomes, que alguns influentes políticos brasileiros são identificados em planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal em mandados de busca expedidos contra diretor-presidente da construtora, Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como BJ, na 23ª fase da Operação Lava Jato.

As planilhas são o mais completo acervo de repasses feitos pelo conglomerado do herdeiro Marcelo Odebrecht a políticos de 18 partidos. A cada nome, o documento da empreiteira atribui cifras. Ainda não se sabe se todos os valores atribuídos aos políticos foram de fato destinados a eles, nem se se trata de doação oficial ou caixa dois, mas é certo que os documentos são uma oportunidade inédita de desvendar os meandros do financiamento eleitoral no país.

O conjunto de listas com anotações sobre destinação de dinheiro a partidos e candidatos mostra a capilaridade da Odebrecht como financiadora de detentores de cargo eletivo. A Polícia Federal ainda não analisou os dados a ponto de concluir se se trata da contabilidade paralela da construtora, conforme revelado pela secretária da Odebrecht e delatora da Lava Jato, Maria Lúcia Tavares. Entre muitos nomes, são citados nas planilhas: o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), os senadores José Serra (PSDB-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Aécio Neves (PSDB-MG) e Humberto Costa (PT-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e a prefeita de Campos e ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PR).


Para as feministas de Lula, “mulher de grelo duro” vira elogio e “cinco homens na casa de uma mulher” vira fantasia sexual

Já imaginaram se fosse o Bolsonaro a dizer o que o Jararaca disse nas conversas telefônicas interceptadas?

“Onde estão as mulheres de grelo duro do nosso partido?”, perguntou o Jararaca ao ex-ministro Paulo Vannuchi.

A escritora e ativista feminista Daniela Lima frisou o aspecto regional da fala. “Essa expressão é muito utilizada no Nordeste e é sinônimo de mulher forte. Se Lula dissesse que um homem é ‘pica grossa’, por exemplo, não causaria nenhum espanto. Isso reflete o lugar destinado ao corpo feminino em nossa sociedade e quais são as qualidades impostas a esse corpo, tais como fragilidade e docilidade.”

O raciocínio de Daniela se estende também para a fala de Lula com Jaques Wagner sobre Rosa Weber, ministra do STF: “Se homem não tem saco, quem sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram?”

Para Daniela, “a coragem, assim como a força, não é uma característica masculina”. “Dizer que Rosa Weber é corajosa não é, em hipótese alguma, masculinizá-la. A tentativa de naturalizar características supostamente femininas faz parte de um perverso esquema de dominação de gênero.”

Ou seja, “pica grossa”, “grelo duro” e “homem sem saco” são expressões corriqueiras e próprias para um diálogo político entre um ex-presidente e um ex-ministro, mesmo que reduzam as pessoas nominadas como tais a um pênis, um saco escrotal, uma vagina e um clitóris.

E ainda teve a conversa com Dilma sobre como Clara Ant, diretora do Instituto Lula, que teria recebido a Polícia Federal, que cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência, em São Paulo, também no dia 4: “Foram na casa da Clara Ant. A Clara estava dormindo sozinha quando entraram cinco homens lá dentro. Ela pensou que era um presente de Deus, e era a Polícia Federal.”

Maíra Liguori, diretora da ONG Think Olga, pergunta: “Por que uma mulher não pode achar ‘um presente de Deus’ cinco caras entrando no quarto dela? Se isso representa uma ameaça à vida dela, uma situação de estupro ou violência,é machista, mas uma mulher ter fantasia, pensar em sexo, falar em sexo, isso deveria ser normal. Machista é quem vê machismo nessa fala.”

Sei não, mas achar que cinco homens perderiam seu tempo com Clara Ant é licença poética demais...
Fala sério! Essa mulher, Maíra, não merece crédito. Primeiro que essa ONG Think Olga, da qual a dita senhora é diretora, é um absurdo em si mesma. Ter como lema a “missão” de “empoderar mulheres” é um despropósito total. Depois, se essa senhora acha normal ter fantasias sexuais com cinco homens, o que lhe falta é um bom psiquiatra!

A própria Clara Ant se manifestou publicamente, em sua página no Facebook, após a repercussão da fala de Lula a seu respeito, agradecendo às “pessoas que de boa-fé se perfilaram” em sua defesa, mas observa que “isso não é necessário”, pois, em décadas de convívio, Lula nunca lhe “faltou ao respeito.” E ainda emendou: “O compromisso de Lula com as reivindicações das mulheres, cujo símbolo maior é a sanção da Lei Maria da Penha e demais instrumentos criados em decorrência dela, como o disque 180, central de atendimento à mulher. Será que não estão apenas aproveitando a oportunidade para criticar Lula?”.

Clara está certa. Lula sempre teve compromissos com as mulheres. Desde que era líder sindical, quando não apenas uma ou duas vezes foi a “palestras” com “movimentos sociais” e, frequentemente bêbado, não fazia nada além de ficar de olho nas mulheres da plateia para depois sair para um “compromisso” com elas. Pergunte ao Ziraldo, que o acompanhou várias vezes. Aliás, foi assim mesmo que ele “ganhou” Marisa Leticia (“vou pegar essa galega...”), revelado por ele mesmo.

Sei não, mas acho que essas todas, as “feministas do Lula”, precisam mesmo é de uma rola, um pingo de caráter e muita vergonha nas fuças.

Cartinha do Ruim Falcão, manobrista da quadrilha

Ri de quê?
Postado por Agência PT, em 21 de março de 2016

Mais de um milhão de pessoas saiu às ruas no último dia 18, em defesa da democracia, da legalidade, contra o golpe jurídico-politico-midiático em andamento. Os comentaristas do quanto pior melhor preferem valorizar a marcha do dia 13, uma manifestação contra tudo e todos, que agrediu inclusive muitos que patrocinaram e participaram do evento.

O que se viu e ouviu naquele dia foi uma repulsa aos políticos e, pior ainda, à própria política, um movimento assemelhado ao fascismo.

Pior, a multidão foi insuflada pela mídia monopolizada, que instiga a intolerância, o ódio e a violência - como registrou a ampla cobertura, em contraste com o ato da sexta-feira, quando o discurso do Lula foi boicotado nas transmissões de TVs.

A ofensiva golpista não hesita em criar o caos no País para alcançar seu grande objetivo: depor a presidenta Dilma e assumir o governo sem eleições.

(...)

Para contê-la, é necessário prosseguir com a mobilizações, antes e depois do dia 31 de março, com o esclarecimento da população - que pode perder conquistas e direitos.

Também o nosso governo precisa ter iniciativas no plano econômico e ações politicas para romper o cerco em torno dele. Afinal, não é possível que emissoras de rádio e TV, concessões de serviço público, continuem, à margem da lei, propagando e organizando o golpe.

Queremos a paz, o diálogo, a concórdia e a tolerância entre todos os brasileiros (as). Mas, contra o golpe e em defesa da democracia, petista não foge à luta.

Rui Falcão é presidente nacional do PT

O Boca Murcha é lamentável. Mente descaradamente - mais de um milhão dia 18 é sacanagem - e ainda tem a coragem de dizer que quer paz, diálogo, concórdia e tolerância.

Vai tomar no centro pra não gastar as beirolas!


Vereador que denunciou a CUT morre assassinado ontem - Coincidência?

O advogado criminalista Leandro Balcone, 35 anos, foi assassinado a tiros e facadas, nesta terça-feira (22), em seu escritório no município de Guarulhos-SP. Balcone denunciou a CUT por usar ambulâncias de Guarulhos para transportar “militantes” para a Paulista na sexta-feira passada, quando os “mortadeleiros” se reuniram.

A coisa tá ficando feia demais...

Neguinho da Beija-Flor interpreta “É de um amigo meu” em homenagem ao Jararaca

A esquisitice de Zavascki

Do G1, em Brasília

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou na noite desta terça-feira (22) que o juiz federal Sérgio Moro envie para o STF as investigações da Operação Lava Jato que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na decisão, o ministro atende a um pedido do governo, que apontou irregularidade na divulgação de conversas telefônicas entre Lula e a presidente Dilma Rousseff.

No mesmo despacho, Zavascki decretou novamente o sigilo sobre as interceptações. No prazo de 10 dias, Moro deverá prestar informações à Corte sobre a retirada do segredo de Justiça das investigações, por conta do envolvimento de autoridades com foro privilegiado, como ministros e parlamentares.

Comenta Carlos Newton, na Tribuna da Internet:

Esta notícia está meio esquisita. O que parece ter acontecido é que o ministro Teori Zavascki mandou o juiz Moro fazer o que já tinha feito, ou seja, enviar ao Supremo as transcrições das gravações, que têm mesmo de voltar a tramitar sob segredo de justiça no STF por envolverem políticos e autoridades com foro privilegiado, como a própria presidente Dilma Rousseff. Tecnicamente, Zavascki não poderia requisitar as investigações sobre Lula, porque ele não tem foro privilegiado, sua nomeação ao ministério está sobrestada, como se diz juridicamente, não tem valor. O prazo de 10 dias que Teori Zavascki deu a Moro para prestar informações talvez tenha sido até desnecessário, pois me parece que o juiz federal já enviou as explicações sobre os grampos, quando tomou a iniciativa de encaminhar ao Supremo as transcrições das gravações, que foram obtidas na forma da lei, com a devida autorização judicial. Vai ser interessante esse embate entre Moro e Zavascki, com mais emoção do que o famoso duelo no OK Corral.

Também acho.


Alô Forças armadas! Guilherme Boulos ameaça: “Não vai haver um dia de paz no Brasil.”

“Podem querer derrubar o governo, podem prender arbitrariamente o Lula ou quem quer que seja, podem querer criminalizar os movimentos populares, mas achar que vão fazer isso e depois vai reinar o silêncio e a paz de cemitério é uma ilusão de quem não conhece a história de movimento popular neste País. Não será assim. Há setores do mercado que acham que vão tirar Dilma e vão fazer as “reformas estruturais” que se precisa para a sociedade brasileira. O escambau. Este País vai ser incendiado por greves, por ocupações, mobilizações, travamentos. Se forem até as últimas consequências nisso não vai haver um dia de paz no Brasil.” Guilherme Boulos, coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Frente Povo sem Medo, que congrega organizações ligadas aos “movimentos sociais”, ontem, em entrevista coletiva para anunciar atos marcados para esta quinta-feira em diversas cidades brasileiras “em defesa da democracia e de uma saída pela esquerda”. A mobilização conta com apoio de artistas, juristas, economistas e intelectuais.

“O espírito dessa mobilização é dizer que estamos extremamente preocupados com esta ofensiva antidemocrática e golpista no Brasil, mas que ao mesmo tempo não nos identificamos com a política deste governo. Entendemos que as políticas assumidas pelo governo Dilma são indefensáveis. Defender a democracia não significa defender este governo”, vituperou o sacripanta.

E ainda:

“Não é de hoje que o Estado brasileiro é seletivo. A adoção da Justiça de exceção é regra desde sempre nas periferias urbanas, contra pobres e negros. Direito de defesa aqui nunca existiu”. Segundo Boulos, a TV Globo foi escolhida como alvo por ser é um símbolo da ação das “forças conservadoras e golpistas”.

Dar o espaço de uma entrevista coletiva para um criminoso perigoso como Boulos é um acinte ao bom senso e à Justiça. Cagado pelo PCdoB, o MTST, à imagem do MST, é mais uma dessas “organizações” de apoio ao governo, cujo modo de atuação é o crime pelo crime, ainda mais agora, com a petralhada do poder - toda ela - envolvida em todo tipo de imposturas possíveis e imagináveis. É quadrilha defendendo quadrilha.

Não sei como anda o clima nas Forças Armadas, mas caso essas ameaças se concretizem, elas vão, forçosamente, ter que intervir, sob pena de termos uma guerra civil deflagrada. Aliás, seria até mais prudente que elas agissem imediatamente, de forma preventiva. Mais tarde pode ser muito tarde.


terça-feira, 22 de março de 2016

Na Câmara, Fernando Holiday, esse é o cara! Chupem essa manga, Vicentinho e Netinho

Perguntar não ofende: terão Olavo de Carvalho e Jararaca uma retal semelhança?

Será que foi um que se inspirou no outro ou foi o outro que se inspirou no um?

Vão gostar da “abertura exterior do tubo digestivo, na extremidade do reto, pela qual se expelem os excrementos” assim na budabariu!

Considerando-se que o autor da mentira é Sibá Machado, fica a dúvida: burrice, canalhice ou ambas?


Chico Buarque e Chico Merda

Os incessantes gritos de “Não vai ter golpe!” vindos da plateia interromperam o espetáculo “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos” durante a apresentação na noite deste sábado, 19, em Belo Horizonte. Parte do público não aceitou um comentário do ator e diretor Claudio Botelho contra a presidente Dilma e o ex-presidente Lula e, por causa da confusão, o espetáculo foi interrompido antes do fim.

“O governo militar interrompeu uma apresentação de Roda Viva, em 1969. E agora vocês interromperam o nosso Roda Viva”, disse Botelho, antes de sair de cena. As reações negativas, porém, convenceram Chico Buarque de Holanda a decidir, na tarde deste domingo, 20, a não mais liberar os direitos de sua música para os espetáculos de Botelho e sua empresa.

“Sempre faço improvisos em um determinado momento do espetáculo, incluindo comentários políticos, criticando de Dilma a Eduardo Cunha, e nunca enfrentei nenhuma reação negativa, ao menos, no Rio de Janeiro”, disse Botelho.

O momento a que ele se refere acontece quando seu personagem, o dono de uma companhia de teatro itinerante, chega a uma cidade onde não encontra ninguém na praça. Pelo texto original, ele diz: “Onde estão as pessoas dessa vila? Assistindo novela?”. Em seguida, vem o momento do improviso e, no sábado, Botelho acrescentou: “Ou será que estão assistindo à prisão de um ex-presidente? Ou de uma presidente ladra que vem sendo vítima de impeachment?”

Nesse instante, ouviram-se duas ou três vaias. “Depois viraram dez, até que, de um determinado ponto do teatro, onde estavam cerca de 200 pessoas (o Sesc Paladium tem capacidade para aproximadamente mil pessoas), começaram os gritos de ‘Não vai ter golpe’. Minha primeira reação foi a de rir. ‘Mas até na minha terra isso acontece, gente?’, eu falei. Não adiantou. Uma turma se aproximou até perto do palco, com um olhar raivoso que poucas vezes vi, e continuou gritando. Houve quem pedisse silêncio, dizendo querer ver o espetáculo. Cantamos mais duas músicas, mas foi impossível continuar”, conta o ator.

Pois é. Tem muita gente por aí defendendo Botelho sem se dar conta que ele deu uma de porralouca quando resolveu chamar Lula e Dilma de ladrões, mesmo sabendo que nesses tempos de cólera a plateia de um espetáculo sobre Chico é quase que obrigatoriamente formada por uma maioria petralha, já que quem é de oposição, ainda que inconscientemente, tende a boicotar o espetáculo. Foi tremendamente imprudente.

Já o resultado disso, com o Chico político, o Chico Merda, proibindo que suas músicas fossem executadas, era perfeitamente previsível. Mas tem muita gente que, apesar de concordar que Chico Merda cometeu uma arbitrariedade, acha que “é preciso saber separar o ser humano do artista”. Só que separar, hoje, o Chico Buarque do Chico Merda, fica difícil, pelo menos para mim, já que a cada música que ouço dele automaticamente me vêm as imagens de um boné do MST, uma propaganda política de Dilma e uma forte tendência a achar que suas letras, feitas no período dos militares no poder, ficam muito melhores se as aplicarmos à atual situação política do País.

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações (Vai Passar)

Acorda amor
Eu tive um pesadelo agora
Sonhei que tinha gente lá fora
Batendo no portão, que aflição
Era a dura, numa muito escura viatura
minha nossa santa criatura
chame, chame, chame, chame o ladrão
Acorda amor
Não é mais pesadelo nada
Tem gente já no vão da escada
fazendo confusão, que aflição
São os homens, e eu aqui parado de pijama
eu não gosto de passar vexame
chame, chame, chame, chame o ladrão (Acorda Amor)


Ô familiazinha podre: Grampo no telefone da nora de Lula tem mais baixaria, nada que preste

Um grampo captado pela Polícia Federal no dia 27 de fevereiro deste ano, flagrou uma curiosa conversa entre Kalil Bittar e Renata, nora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esposa de Fabio, o Lulinha, outrora conhecido como “o Ronaldinho dos negócios”. 

Kalil é irmão de Fernando Bittar, o proprietário do sítio onde fica a antena da Oi que serve o Jararaca em Atibaia.

Na conversa entre a dupla, baixaria, palavras de baixo calão, ironias e frases que sugerem uma intima relação entre os dois.

Num determinado momento, Renata pede a Kalil que vá ao encontro dela em São Bernardo, e ele responde, “quem você quer: o amigo ou o canalha”.

Na sequência os dois prosseguem com uma conversa com diversas demonstrações de intimidade, tripudiam sobre dona Marisa Letícia, brincam e dão muitas risadas.

O fato intrigante é que no animado bate-papo do casal, fica claro que o tal sítio de Atibaia realmente pertence ao ex-presidente e que existe ainda um outro sítio, que Renata chama de “oficial”.

Esse a Lava Jato ainda não achou...


Segurança que atendia o celular de Lula é oficial do Exército

Deu na revista Sociedade Militar

A fatídica ligação, que acabou de mostrar ao Brasil e ao mundo que a presidente Dilma Rousseff nomeou Lula como chefe da Casa Civil apenas para protegê-lo da operação Lava Jato, foi realizada por meio de um celular que não pertencia a Dilma ou a Lula.Talvez Dilma não acreditasse que o celular usado por um oficial do Exército fosse grampeado pela Polícia Federal. Mas foi.

Sim, é isso mesmo. E vamos explicar. O segurança Valmir Moraes da Silva começou a trabalhar com Lula quando era sargento. Dizem que é pessoa simples. O militar hoje é oficial do Exército Brasileiro, da arma de Engenharia, porque recebeu promoção a segundo tenente em 2013.

No ano passado, o tenente Valmir foi citado pelo UOL como “gastador”. O militar teria gasto mais de 80 mil reais com combustível para os carros do ex-presidente Lula.

Está mais do que óbvio que Lula desconfiava que poderia haver escutas telefônicas em aparelhos usados por ele e sua família. Por isso mesmo em todas as ligações que realizava fazia questão de dizer que era um pobre coitado, perseguido pela polícia federal e pelos coxinhas.

O ex-presidente Lula não usava celular em seu nome. Seu segurança, Valmir Moraes da Silva, que o acompanha há uma década, é quem lhe cedia o aparelho toda vez que precisava contatar alguém. Mas o aparelho celular também não estava em nome de Valmir. Foi registrado no nome de outra pessoa, uma espécie de laranja de celular. Segundo a Lava Jato, é por isso que Lula discorria tão livremente por esse aparelho, não acreditava que seria também monitorado.

Como outros alvos já grampeados recebiam ligações seguidas do número usado pelo tenente Valmir, os agentes requisitaram o grampo e o juiz Sérgio Moro autorizou. E o resultado todos sabem.


Imaginem o susto do Jararaca quando a PF entrou hoje de manhã no hotel onde ele está hospedado

Estadão

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 22, a Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato. Esta etapa é um desdobramento da Acarajé – termo usado pelos investigados para tratar de propina -, a 23ª etapa que atingiu o publicitário João Santana, ex-marqueteiro das campanhas eleitorais da presidente Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a mulher e sócia Monica Moura.

Em Brasília, a PF chegou ao hotel Golden Tulip, onde moram vários políticos, às 5h40. Os agentes saíram em carro da polícia. O ex-presidente Lula está hospedado no hotel, mas não é alvo da Xepa. O local fica próximo ao Palácio da Alvorada. A presidente Dilma pedalou nesta manhã por duas vezes na frente do hotel.

Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 ordens judiciais nos estados de São Paulo, em Brasília, Pernambuco, Piauí, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e na Bahia.

“Tendo em vista que, em decorrência da análise de parte do material apreendido, descortinou-se um esquema de contabilidade paralela no âmbito do Grupo Odebrecht destinado ao pagamento de vantagens indevidas a terceiros, vários deles com vínculo direto com o poder público em todas as esferas”, informa nota da PF.

Segundo a Polícia Federal, o material indicou a realização de entregas de recursos em espécie a terceiros indicados por altos executivos do Grupo Odebrecht nas mais variadas áreas de atuação do conglomerado da empresa.

“Há indícios concretos de que o Grupo Odebrecht se utilizou de operadores financeiros ligados ao mercado paralelo de câmbio para a disponibilização de tais recursos”, diz a PF.

Os investigados conduzidos coercitivamente serão ouvidos em suas cidades e os presos serão levados para Curitiba, base da Lava Jato.

Os mandados estão sendo cumpridos um dia depois da Operação Polimento, 25ª etapa da Lava Jato, deflagrada em Portugal nesta segunda-feira, 21. A fase internacional pegou o empresário Raul Schmidt Felipe Junior, investigado que estava foragido desde julho de 2015.


Petralhas imbecis, desesperados, fazem advertências e ameaças caso o “golpe” se concretize

Já li muitos amontoados de besteiras, mas com essa magnitude acho que não. Dessa vez os petralhas se esmeraram!

Vejam só o que essa corja anda espalhando pela internet:

ADVERTÊNCIA

O que pode acontecer com o futuro do Brasil se este golpe se concretizar:

Bolívia e Venezuela declararão oficialmente que não reconhecerão o governo golpista do Brasil, fazendo retaliações que farão com que os países que compõem a UNASUL isolem o Brasil de todo continente sul-americano.

O primeiro ato de retaliação da Bolívia será a suspensão do fornecimento de gás natural. Em menos de 72 horas o Brasil já entrará em caos. O gás poderá chegar a ser vendido até R$500,00.

Segunda retaliação: A Venezuela suspenderá o fornecimento do petróleo, de que o Brasil depende para suprir suas necessidades internas.

A gasolina e o diesel poderão ir a preços estratosféricos.

O Brasil de Lula e Dilma ajudaram a criar o maior bloco político-econômico do mundo - Brics - formado pelos membros; Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Rússia e China não reconhecerão o governo golpista. A China fez investimentos de bilhões de dólares no Brasil no governo atual, com a construção da ferrovia continental, que levará produtos do Brasil para o porto do Peru.

A China fez investimentos de mais de US$10 bilhões na Petrobrás, e de US$54 bilhões na economia do Brasil. A China não vai arriscar perder este investimento para golpistas corruptos. A Rússia, aliada incondicionalmente da China, irá se propor a trazer sua frota de guerra para o oceano Atlântico, deixando os navios da marinha sino-russa em águas internacionais próximas à costa brasileira, levando os brasileiros a uma situação bastante vulnerável.

O Brasil estará isolado de norte a sul do mundo, a exemplo de Cuba, embargada pelos Estados Unidos por 50 anos.

Nações aliadas do governo de Lula e Dilma poderão declarar guerra comercial, econômica e até militar ao governo golpista.

Retaliações internas:

Irão surgir protestos de norte a sul contra o governo golpista, motins, quebra-quebra. Rodovias serão interditadas, haverá problemas de abastecimento. Poderão eclodir ondas de violência. O Brasil entrará em caos. Sindicalistas irão fazer greves, indústrias irão parar. O Brasil não dará conta de se manter em ordem.

Haverá focos de violência em vários locais. Petroleiros irão cruzar os braços contra o golpe, pois todos são apaixonados pelo ex-presidente Lula. Têm o Lula como seu ídolo guerreiro.

O caos será pior, pois sem 70% do petróleo produzido pela Petrobras o preço da gasolina poderá subir para mais de 30,00 o litro.

O Brasil e os brasileiros só têm a perder se o golpe se concretizar.

Enfim, tudo de ruim pode acontecer se você a APOIAR o Golpe ... Apóia e paga pra ver.

P.S.: Nem vou comentar porque estou ocupado, rindo muito.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Os quatro mitos do governo Lula em que os idiotas sempre acreditaram

As análises de Felippe Hermes, do Spotnicks, embora muito “macias” para o meu gosto, são perfeitas.

Da sala de interrogatório da Polícia Federal em Congonhas ao palanque na Avenida Paulista, a versão oficial de Lula para estar entre os investigados na maior operação de combate à corrupção da história brasileira não muda uma vírgula. Segundo ela, o ex-presidente e seu partido seriam vítimas de uma perseguição seletiva (apesar da operação envolver 117 presos e 50 políticos investigados de 6 diferentes partidos), destinada a acabar com o PT e prendê-lo. O motivo? Para Lula, trata-se de uma vingança por seu mandato ter tirado 36 milhões de pessoas da pobreza extrema e permitido aos mais pobres viajar de avião. Só há um problema com essa versão: ela é falsa, do começo ao fim.

O comentário de Lula soa como um escárnio em meio a uma crise que todos os dias leva 17 mil brasileiros à extrema pobreza e que, ao final, terá reduzido dez milhões de pessoas a esta condição. Afinal, ainda que fosse verdade que o ex-presidente tivesse garantido a ascensão social de milhões de brasileiros, não teriam eles motivos de reclamar, agora que a política de Dilma coloca o país em uma situação onde teremos zero por cento de crescimento na renda entre 2010 e 2020? Ter gerado algo positivo no passado torna Lula ou Dilma imunes a críticas? E ainda, se a ascensão social dos brasileiros entre os anos 2002 e 2010 deveu-se a Lula e suas políticas, por que elas deram tão errado com Dilma?

Como explicou o ex-presidente em seu depoimento à Polícia Federal, seu instituto existe para espalhar suas políticas para outros países – daí a importância das dezenas de milhões por ele arrecadado. Afinal, como Lula espera ter algo a ensinar aos outros presidentes quando ele mesmo foi incapaz de ensinar algo à sua sucessora?

A resposta para todas estas perguntas provavelmente é mais simples do que você imagina: o crescimento da economia brasileira sob o governo Lula é muito mais circunstancial do que ação de um líder ou um partido. O fracasso do governo Dilma em replicar o crescimento testemunhado no período ocorre pois não há receita original, uma vez que este crescimento não foi originado pelo presidente Lula e sua equipe.

Aqui, preparamos uma lista com esse e outros mitos que você sempre acreditou a respeito do seu governo.

1. O MITO DOS 36 MILHÕES DE MISERÁVEIS A MENOS.

Foi em 2012 que o governo, por meio da Secretaria de Assuntos Estratégicos, teve aquela que seria a mais conhecida pérola dos milagres alegadamente realizados por Lula: a de ter tirado 36 milhões de pessoas da pobreza. De acordo com a SAE, e um estudo do IPEA, a classe média brasileira possui renda entre R$ 291 e R$ 1.019. Com este critério, mais da metade dos brasileiros passaram a ser considerados classe média pelo governo.

O número mágico, porém, tem uma explicação ainda mais esdrúxula. Em 2012, 36 milhões de pessoas eram beneficiárias totais do Bolsa Família e outros programas sociais. Para o governo, portanto, se estes 36 milhões não tivessem como receber os benefícios, seriam pobres ou extremamente pobres.

Em seu depoimento à Polícia Federal, Lula reafirmou o número. Espantado, o delegado questionou.

“Então, o senhor está dizendo que antes do seu governo, 1 em cada 4 brasileiros era miserável?”

Lula concordou.

Para o IPEA, porém, o número não passa de uma fantasia. Em 2002 havia no Brasil 14,9 milhões de miseráveis, e em 2012, 6,5 milhões. Uma queda, portanto, de 8,4 milhões. Para o mesmo IPEA, em 1992 havia 19,1 milhões. A queda na pobreza, portanto, acelerou-se no governo Lula, puxada pela economia – mas não há de fato nada que indique um milagre ou alguma excepcionalidade na ação do ex-presidente.

Os números do IPEA, órgão ligado ao próprio Palácio do Planalto, não deixam dúvida – o governo inflou o número.

2. O MITO DO “CRESCIMENTO”.

“Brasil, Um País do futuro” é o título do livro de Stefan Zweig que faz a cabeça dos nacionalistas brasileiros. A ideia de que o Brasil é uma nação destinada a destacar-se mundialmente sempre foi muito tentadora – e o crescimento de 11.000% da nossa economia ao longo do século vinte parecia tornar isso mera questão de tempo. Apesar de todo este crescimento, porém, ainda convivemos durante todo este período com uma característica marcante: o rentismo.

Historicamente, obter favores do governo sempre foi mais conveniente do que empreender no Brasil – e viver às custas da ineficiência do governo, mais conveniente ainda. Nenhum setor entendeu isto tão bem quanto o financeiro. Até 1994, quando o Plano Real resolveu a questão da hiperinflação no país, a inflação era responsável por gerar mais de 2/3 das receitas do setor bancário brasileiro e um lucro estimado em 2% do PIB pelos economistas Simonsen e Cysne, no chamado “imposto inflacionário”. Atualmente, este valor equivaleria a R$ 123 bilhões em lucro caso não fosse extinto pelo Plano Real. Dezenas de bilhões em lucro sem produzir nenhum bem ou serviço.

Acabar com a inflação foi, portanto, um passo fundamental para obrigar que os bancos atuassem como devem, fornecendo crédito e serviços. Em 2002, oito anos após o plano Real, a receita era mais do que inversa: cerca de 95% do faturamento do setor se devia a serviços ou empréstimos. Com as finanças públicas e os próprios bancos saneados, o setor bancário estava próximo para o próximo passo – a explosão de crédito.

Nenhum governo se beneficiou tanto deste período de crescimento do crédito quanto o governo Lula, e exceto por uma simplificação burocrática no crédito imobiliário (criada pelo economista liberal Marcos Lisboa quando ainda estava no governo), a participação de Lula para destravar o crédito no Brasil é nula, ou muito próxima disso.

O crescimento do crédito é em boa parte o responsável pela sensação de riqueza que tomou conta do país. Poder financiar bens de consumo em 12 ou 24 vezes, algo que era inimaginável nos anos 80 ou 90, tornou-se comum, fazendo com que, apesar do pouco aumento na renda (cerca de 48% na média em 8 anos), a população estivesse consumindo muito mais do que antes.

Fatores externos como o aumento médio de 723% nos preços de commodities (aqueles bens negociados mundialmente como café, soja, minério de ferro, etc), colaboraram também para irrigar o país com recursos externos. Somados ao investimento estrangeiro no país, a década de 2000 significou a entrada de US$ 183 bilhões no país – recursos com os quais o governo bancou inúmeros bens e serviços. 

O natural esgotamento da capacidade das famílias brasileiras de se endividar foi um dos principais responsáveis para que o governo levasse os bancos públicos a ampliar a oferta de crédito. Receosos de que as famílias não mais iriam ter condições ou interesse em ampliar seu endividamento, os bancos privados pisaram no freio, mas o governo insistiu na fórmula. Em 2013, cerca de 51% do crédito no país teve a mesma origem: os bancos públicos. Como resultado, famílias, governo e empresas encontram-se hoje endividados e sem condições de consumir ou produzir, diante da incerteza do governo.

Em que pese, o crescimento do Brasil sob o governo Lula em momento algum pode ser considerado um milagre. Como em outros períodos da história brasileira, o país cresceu exatamente o mesmo que a economia mundial, e foi o segundo país que menos cresceu no continente, à frente apenas do México.

3. O MITO DOS PROGRAMAS SOCIAIS.

Administrando um orçamento que saiu de R$ 513 bilhões em 2003 para R$ 1,16 trilhão em 2010, o ex-presidente Lula certamente teve todas as condições possíveis para ampliar investimentos sociais como aqueles determinados pela constituição de 1988.

Não bastou para Lula porém vangloriar-se do que fez e de onde gastou os recursos que tinha. Sem discutir a eficiência do gasto, uma vez que a educação brasileira ou o sistema de saúde brasileiro (que segundo o próprio, beirava a perfeição) não tiveram melhora relativa em relação aos demais países mundiais (como aqueles pesquisados pelo PISA), o ex-presidente alega ter feito muito além do que a própria história mostra como verdade.

Para Lula, sua gestão criou 16 universidades. Uma breve pesquisa revela que se tratam na realidade de seis, ou quatro se você não considerar que alterar o nome de “Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas” para “Universidade Federal de Alfenas” não é de fato criar uma universidade (sim, Lula alega ter criado uma universidade aí, onde desde 1914 existia uma outra instituição já estabelecida).

Prática comum de políticos brasileiros, alterar o nome de programas para tratá-los como novos ou seus, tornou-se regra durante sua gestão. Atribuir para si programas de décadas de existência, como o FIES, também virou lei. Substituir nomes como o ‘Luz no campo’ (criado em 2000) para “Luz para todos” (que Lula alegou em um programa eleitoral de 2010 ter sido uma ideia genial apresentada por Dilma), virou praxe. Alterar ou reagrupar programas sociais como o Bolsa Família, que substitui inúmeros outros programas anteriores, foi a sacada da reengenharia criada pelo mito Lula.

Uma breve análise dos programas sociais de Lula – incluindo aí o “Bolsa Empresário”, que distribui R$ 36 bilhões em subsídios para as mil maiores empresas do país, via BDNES – mostra que os maiores sucessos encontram-se exatamente onde o governo não é responsável por nada além de repassar a verba. Enquanto as universidades federais tiveram queda no número de formandos (entre 2008 e 2013), nas universidades privadas o número explodiu. Enquanto o Bolsa Família foi um sucesso, o Fome Zero foi um fracasso retumbante.

Em resumo, Lula acertou onde não fez nada além de repassar os recursos (Bolsa Família, Prouni, Fies, Minha Casa Minha Vida), e colecionou fracassos onde a gestão (sob responsabilidade da gerente Dilma Rousseff), era requerida, como nos três Programas de Aceleração do Crescimento.

4. O MITO DA QUEDA NA DESIGUALDADE.

Fazer o pobre andar de avião é motivo suficiente para causar revolta na classe média, segundo Lula e seus seguidores. A concepção é absurda, mas não tanto quanto a ideia geral de que o sucesso obtido pelos brasileiros em ampliar sua renda ou consumo deva ser considerado mérito direto do governo. Se uma pessoa acessa a universidade, se esforça para passar no vestibular e concluir o curso, o mérito deveria ser da própria pessoa ou do presidente em questão? A pergunta parece sem sentido, mas as coisas tendem a ficar mais absurdas ainda quando vemos o real peso do governo em diminuir a desigualdade no país.

Segundo um estudo do IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão do governo, a queda na desigualdade brasileira, iniciada em 2001, possui como principal causa, não a ação direta de programas sociais, mas o acesso ao mercado de trabalho. Para pesquisadores como Ricardo Paes de Barros, o acesso ao emprego explica mais da metade da queda no índice de Gini, que atesta a desigualdade de um país. Programas sociais foram responsáveis por menos de 1/5 na queda. E se você ainda tem alguma dúvida sobre a veracidade da afirmação de Lula de que criou 10 milhões de empregos, é recomendável que volte ao ponto 2.

Para outro estudo do Ipea, a ação do governo é diretamente responsável por 1/3 da desigualdade de renda no país. Apenas dois indicadores, a aposentadoria e os salários dos funcionários públicos, são responsáveis por todo este peso (ainda seria possível incluir o acesso desigual às universidades públicas, onde 59% dos alunos estão entre os 20% mais ricos da população, ou os subsídios estatais via BNDES). Neste sentido, as ações do governo em nada contribuíram para resolver o problema.

Na parte que efetivamente cabe ao governo atuar, Lula nada fez para alterar o quadro de desigualdade – pelo contrário, continuou fornecendo favores a empresários, e com o que sobrou, garantiu o pagamento do Bolsa Família, programa originalmente criticado por economistas do PT, como Maria da Conceição Tavares (e pelo próprio Lula). O caráter privatizante do Bolsa Família (uma vez que apenas entrega o dinheiro, não entrega comida ou serviços estatais) jamais foi bem visto por Lula e seus conselheiros econômicos até a ideia arrebatar milhões de votos.

Toda a queda na desigualdade, porém, está ameaçada agora – uma vez que a recessão joga de volta à pobreza milhões de brasileiros, destrói empregos e gera estagnação na renda, além da perda do poder de compra com a inflação.

Não há dúvida de que a década de 2000 tenha representado um período positivo para a economia brasileira. Apesar de não resolvermos os problemas relativos à nossa produtividade, que foi mascarada pela política de aumento do salário mínimo (que subiu três vezes mais do que a renda média, o que na prática significa dizer que quem ganhava 3 salários mínimos em 2002 passou a ganhar 1 em 2010), a economia brasileira cresceu menos que as demais no continente – mas se desenvolveu, mostrando como, ainda que seja pouco e não tenhamos nos preparado, um pequeno choque externo é capaz de animar nossa economia e dar novos ares a milhões de brasileiros, antes excluídos do mercado de consumo.

Tudo isso, no entanto, como a atual década perdida não deixa dúvida, apesar do PT.


Jararaca assume hoje como presidente informal da República

Dilma não precisa quem a derrube: ela mesma se encarrega disso. Ô mulherzinha pra fazer cagada!...

Falando nisso, quem é o chefe da Casa Covil?

Folha

Mesmo impedido de assumir um posto no governo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi escalado pela presidente Dilma Rousseff para exercer informalmente a partir desta segunda-feira (21) a articulação política do Palácio do Planalto, função típica do chefe da Casa Civil. Com um prazo exíguo de pouco mais de uma semana, o dirigente petista desembarcará em Brasília para capitanear uma estratégia que impeça o rompimento do PMDB com o governo federal.

A cúpula nacional do partido marcou para o dia 29 de março reunião para tomar uma decisão oficial sobre o assunto. Com o agravamento da crise política, sobretudo com a divulgação de gravações entre Lula e Dilma, o Palácio do Planalto reconhece que as chances de desembarque do PMDB cresceram.

Para um assessor presidencial, não é possível neste momento “perder tempo” esperando por uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a posse do petista, a qual deverá ficar apenas para depois do feriado.

O momento, segundo o auxiliar, exige uma “operação forte” e uma “ofensiva direcionada” para evitar que aumentem consideravelmente as chances de abertura do processo de impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados.

A decisão de escalar Lula, segundo auxiliares da presidente, tem como objetivo ainda reafirmar versão de que o petista aceitou assumir a Casa Civil não para se proteger de uma eventual prisão, mas para tentar recuperar as condições de governabilidade de sua sucessora no Planalto.

Além da conversa com Dilma, o petista pretende se reunir no início desta semana com o vice-presidente Michel Temer, com quem falou por telefone na quinta (17), e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

A ofensiva, segundo assessores presidenciais, pode incluir até uma conversa de Lula com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adversário de Dilma e responsável pelo acolhimento do pedido de impeachment.

Em conversas reservadas, Temer avalia que a entrada de Lula ajuda na articulação política, mas o vice tem dúvidas se isso será suficiente para evitar um desembarque do PMDB, sobretudo com o agravamento da crise política.

O peemedebista tem reclamado que a presidente não o recebe mais e demonstrou irritação com a decisão do Planalto de nomear para a Secretaria de Aviação Civil o deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG), mesmo com decisão do partido de proibir filiados de assumirem cargos no governo até decisão oficial sobre o desembarque.

Em outra frente, o governo cogita aumentar o espaço do PMDB em cargos de segundo e terceiro escalões e agilizar a liberação de emendas parlamentares. Até 16 de março, por exemplo, a maior parte das verbas foi direcionada para Saúde e Turismo, pastas comandadas pelo partido.

Dilma também marcou novo encontro com os seis ministros peemedebistas. Na reunião de coordenação política desta segunda-feira, a petista fará apelo para que os ministros aumentem a pressão sobre suas bancadas na Câmara e no Senado para evitar o impeachment.


Segundo a Folha, diretor-geral da PF vai rodar: Lula quer um manso...

Folha

O governo decidiu buscar um novo nome para assumir a diretoria-geral da Polícia Federal em até 30 dias. O atual diretor, Leandro Daiello, no cargo desde 2011, perdeu de vez a confiança do Planalto depois do episódio da gravação telefônica, feita pela PF com autorização do juiz Sergio Moro, do Paraná, entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, quando investigadores da Operação Lava Jato constataram no diálogo captado uma tentativa da presidente de evitar a prisão de seu antecessor.

A missão do novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, é encontrar nas próximas semanas um nome para apresentar a Dilma. O ministro vai indicar o substituto, mas cabe à presidente nomear de fato o comandante da PF. Pela legislação aprovada em 2014, o diretor-geral da PF deve ser do quadro de delegados da instituição no mais alto nível da carreira, chamado de “classe especial”. A tarefa de Aragão é identificar, entre esses delegados, alguém capaz de aceitar a missão em meio ao desgaste político que uma troca do tipo vai causar em um dos momentos mais cruciais da Lava Jato, que tem Lula entre seus investigados.

O prazo de um mês com que o ministro trabalha serviria para a pasta encontrar alguém para comandar a polícia e, ao mesmo tempo, daria a Leandro Daiello um período de transição para outro setor da instituição.

Assim como o próprio Lula, setores do PT e do governo têm criticado o comportamento da polícia nas investigações, sobretudo em relação a vazamentos.

O governo sabe das críticas que sofrerá se confirmar a mudança de comando na polícia, mas avalia que é fundamental ter alguém de confiança no seu controle, diante do risco cada vez mais elevado de aprovação do impeachment de Dilma pelo Congresso.

Em entrevista à Folha, publicada sábado (19), Aragão causou polêmica ao afirmar que trocaria toda equipe da PF em caso de vazamentos de informações.

O ministro disse também que Daiello não estava garantido no comando da PF e indicou o perfil que busca dentro da polícia: “Quero evidentemente na PF pessoas que tenham alguma liderança interna. Essas instituições que têm competências autárquicas, e são independentes na sua atuação, precisam ser dirigidas por lideranças”.

A fala gerou críticas da ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal). Para o presidente da entidade, Carlos Miguel Sobral, há uma intenção do governo de acabar com a Lava Jato.

Daiello assumiu o comando da PF em 2011 pelas mãos do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

A expectativa no Palácio do Planalto era que ele entregasse o cargo após a mudança de Cardozo para a Advocacia-Geral da União, mas isso não ocorreu.

Cardozo deixou a pasta após desgaste com o PT, para quem o então ministro não tinha controle sobre a PF.

Esse calendário de um mês para encontrar um novo diretor pode ser abreviado pelo Ministério da Justiça no caso de surgimento de um nome viável no curto prazo ou se Daiello pedir para deixar o cargo antes.

A relação entre o diretor-geral da Polícia Federal e o ministro da Justiça é de subordinação, mas com autonomia de atuação por parte do comandante da PF. A Constituição não diz que o ministro tem poder de ingerência na atuação funcional da polícia federal, mas ele determina a previsão orçamentária e diretrizes da polícia.

Entre as tarefas do diretor-geral, segundo o regimento interno, está “promover a execução das atividades, ações e operações” da PF, ao mesmo tempo em que deve, também, “promover a execução das diretrizes de segurança pública estabelecidas pelo ministro”.