quarta-feira, 19 de outubro de 2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O racismo vem sempre de quem mais se faz de vítima

Por não ser de esquerda, a imprensa ignora o racismo contra Holiday nas redes sociais - O Implicante

O racismo na esquerda se apresenta de uma forma muito nítida: ela não admite que, por exemplo, negros não estejam politicamente alinhados com ela. É o caso de Fernando Holiday, que foi o 13º vereador mais votado de São Paulo após muito criticar o esquerdismo.

Militante do Movimento Brasil Livre, o jovem é um ferrenho defensor do liberalismo tão atacado pelo PT e suas linhas auxiliares. E o discurso do partido finda amplamente ofendido, uma vez que o vereador é negro, homossexual assumido e originário da periferia, três minorias que o petismo alega defender, mas, na prática, não é bem assim.

Não faltam nas redes sociais exemplos de críticas racistas ao militante. E a coisa se ampliou após a eleição do garoto. Mas a imprensa não tem feito o costumeiro barulho pelo simples fato de ele não ser esquerdista. No caso mais recorrente, xingam Holiday de “capitão do mato”. Contudo, a mera certeza de que o liberal deveria manter-se preso a um cabresto ideológico já deveria ser motivo suficiente para indignação.

Esse tipo de coisa é inaceitável. Que Holiday busque as autoridades competentes. E que a imprensa faça seu trabalho como deve ser feito.


Ainda há 3.868 peças roubadas do patrimônio da Presidência por Lula e Dilma que continuam sumidas

O público e o privado – José Casado

Michel Temer vai informar a Lula e Dilma que todo o acervo presidencial levado quando deixaram o poder está embargado, pelo menos até a conclusão do inquérito para identificação, origem, natureza (se os bens são públicos ou privados) e eventual incorporação ao patrimônio da União.

O aviso para que se “abstenham de vendê-los ou doá-los” deverá ser encaminhado pelo gabinete pessoal de Temer — informou o Tribunal de Contas em correspondência enviada na tarde de sexta-feira passada ao Palácio do Planalto, ao responder um pedido de “esclarecimentos” da Secretaria de Governo.

Há dois meses o governo tenta localizar 4.564 bens que desapareceram da Presidência — de forma “absolutamente inexplicável” na avaliação de auditores do TCU. Entre 2010 e 2016, a cada 24 horas sumiram dois bens do registro do patrimônio presidencial.

Estavam sob a guarda e responsabilidade dos gestores de 24 unidades e órgãos, entre eles, os palácios do Planalto e da Alvorada, a residência oficial da Granja do Torto, ministérios e secretarias como Casa Civil, Assuntos Estratégicos, Portos, Aviação, Imprensa, Mulheres, Igualdade Racial.

Não se conhece a listagem do que sumiu. Auxiliares de Temer resolveram mantê-la sob sigilo, apesar da posição contrária do tribunal. Sabe-se que dela constam seis obras de arte da Presidência e uma do Museu de Belas Artes (Rio).

Sabe-se, também, que Lula e Dilma guardam 697 peças classificadas como “acervos de natureza museológica e bibliográfica”, recebidas como presentes em reuniões com chefes de Estado e de governo. Lula ficou com 80%, como “mero guardião”, alegam seus advogados, ciente de que o proprietário é “o povo” e sua conservação e preservação “cabe ao poder público”.

Em março passado, ele disse à polícia não saber o valor e a exata localização dos bens:

— Acho que (está) no sindicato nosso, dos metalúrgicos (de São Bernardo-SP). Tem coisa de valor que deve estar guardada em banco... Eu já tomei uma decisão, terminada essa porra desse processo, eu vou entregar isso para o Ministério Público. Vou levar lá e vou falar: “Janot, está aqui, olha, isso aqui te incomodou? Um picareta de Manaus entrou com um processo pra você investigar as coisas que eu ganhei, então você toma conta”.

O delegado insistiu:

— O senhor disse que no sítio (de Atibaia-SP) foi colocada parte dos bens que foram retirados no fim do mandato...

— Eu falei tralhas, que eu nem sei o que é, mas é tralha — retrucou Lula.

— O senhor disse que tem coisa valiosa.

— Eu não sei onde está, mas tem muita coisa valiosa. Tem muita coisa valiosa...

Parte do acervo mantido por Lula já foi mapeado pela polícia. Duas semanas atrás, o juiz Sérgio Moro autorizou uma comissão governamental a catalogar as peças encontradas num cofre do Banco do Brasil, em São Paulo.

O roteiro escrito no Planalto prevê que até janeiro se conclua a “minuciosa identificação dos bens” no cofre do banco. Idêntico procedimento seria adotado sobre o acervo mantido pela ex-presidente Dilma.

Permanecem desaparecidas outras 3.868 peças do patrimônio da Presidência. Ajudam a compor o retrato da resiliência de costumes arcaicos na política, cuja melhor síntese foi feita pelo Barão de Itararé, nos anos 40: “No Brasil, a vida pública é, muitas vezes, a continuação da privada”.


Gleisi e Chinaglia em convescote progressista em Bruxelas com a fina flor da imbecilidade política

Miss Piggy e Arlindo Canaglia, perdão, Chinaglia, estão em Bruxelas - bancados por nós - para falar mal do Brasil em uma tal Conferência da Aliança Progressista realizada no Parlamento Europeu.

Miss Piggy, discursando em portunhol castiço (sabe-se lá por que), explicou o “golpe” e suas consequências nefastas por interromper o fantástico programa de governo de Dilma, a grande injustiçada, enquanto a meia dúzia de gatos pingados representando a fina flor da imbecilidade política presente no Parlamento caía no sono.

Ambos deveriam estar na cadeia!

P.S.: O vídeo do discurso de Miss Piggy, que mal dá para ouvir, é só para confirmar a notícia, não percam tempo em assistir.

Picaretagens desmascaradas: Revisão de apenas 2% dos auxílios-doença já garante economia de R$ 139,3 milhões por ano

É o que eu sempre me bati: de nada adiantam reformas na aplicação das regras da Previdência sem uma reforma no próprio órgão, notório antro de picaretagem. Sem uma noção exata da fortuna que se rouba não há como fazer as contas.

Se em uma revisão de 2% dos auxílios-doença garantiu-se uma economia de R$ 139,3 milhões por ano, pode-se prever uma economia total de R$ 6,8 bilhões por ano, depois de todos os 530 mil benefícios analisados.

Isso por baixo, porque quando revisarem o 1,1 milhão de aposentadorias por invalidez a grana deve ser de cair o queixo.

O Globo

INSS: pente-fino dá alívio de R$ 139 milhões ao governo
  
BRASÍLIA - Com apenas 2% dos auxílios-doença analisados, o pente-fino do governo já garantiu uma economia de R$ 139,3 milhões por ano. O alívio é resultado da revisão de 10.894 benefícios, dos quais 77,55% já foram cassados e 6,9% estão com o cancelamento agendado. Ao todo, 530 mil auxílios-doença e 1,1 milhão de aposentadorias por invalidez passarão por revisão.

Entre os beneficiários que mantiveram algum tipo de repasse, 9,7% tiveram o auxílio-doença transformado em aposentadoria por invalidez, 4,6% receberam encaminhamento para reabilitação profissional e 1,3% passaram a receber auxílio-acidente.

As fraudes saltaram aos olhos dos peritos em diversos casos. Como o de um rapaz de 32 anos que entrou com pedido na Justiça, em 2011, alegando não conseguir trabalhar porque era epilético desde os cinco anos de idade. No entanto, ele é servidor público estatutário no interior do Ceará. Recebeu o auxílio-doença ilegalmente por cinco anos. Outro obteve o benefício na Justiça, por retardo mental, desde 2006, mas mantinha dois empregos registrados na carteira de trabalho, e, na perícia, não foi verificado qualquer problema de saúde.

Os números foram apresentados ontem por Alberto Beltrame, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. O balanço total aponta que, das 150.314 cartas de convocação previstas no primeiro e segundo lotes (que englobam beneficiários com até 45 anos), 52,9% (ou 79.494) foram enviadas. Das quase 80 mil correspondências remetidas, em 39% dos casos o beneficiário agendou a perícia (sendo que 13% já passaram pela revisão), 52,5% ainda não agendaram mas estão no prazo de cinco dias úteis para fazê-lo, 4,5% serão chamados por edital porque não foram encontrados. Enquanto 4,1% receberam a correspondência, mas não marcaram a perícia ou não compareceram.

São 3.237 pessoas que perderam o prazo para agendar a perícia ou simplesmente deixaram de ir. Elas tiveram o benefício suspenso, no valor total de R$ 3,9 milhões por mês ou R$ 50,2 milhões anuais. Somando as que não foram encontradas e, por isso, serão convocadas por edital público, o número chega a 6.785 beneficiários — ou 8,5% de todas as cartas enviadas.

Para Beltrame, muitos dos beneficiários simplesmente não agendam a perícia porque sabem que não têm mais a condição incapacitante que ensejou a concessão do benefício. De acordo com ele, a taxa de 84,4% de auxílios cancelados deve diminuir nos próximos lotes de cartas convocatórias, porque a idade do público-alvo vai aumentando. No primeiro lote, foram chamados os beneficiários com menos de 39 anos; no segundo, os de até 45 anos.

— Talvez o percentual de altas diminua porque serão pessoas mais velhas que passarão pela revisão. Mas isso não importa. O fundamental é que a alta dos pacientes que não precisam mais do benefício ajuda a otimizar os recursos da Previdência e a orientá-los para quem efetivamente necessita. Não é uma questão de economia pura e simples, mas de cuidar do fundo que é de todos os trabalhadores — afirma Beltrame. — Do ponto de vista formal, seria uma obrigação do INSS rever os benefícios, mas é esperado que as pessoas informem também quando não precisarem mais, o que não ocorreu em muitos casos.

Dos 84,4% que tiveram o benefício cancelado, em relação ao total dos que passaram por perícia, a cessação ocorreu na hora para 77,5%. Para 6,9%, a data do cancelamento foi agendado para um período breve até que a pessoa se recupere por completo, nas previsões normais de acordo com o quadro clínico.

A falta de revisão dos pagamentos — que deve ser feita de seis em seis meses — tem sido comum nos benefícios concedidos pela Justiça, que representam mais de 99% dos 530.157 auxílios-doença que passarão pelo pente-fino do governo por estarem há mais de dois anos sem perícia. Especialmente nos casos em que o juiz não determinava o período de concessão, o benefício se estendeu por anos sem qualquer tipo de verificação. O governo Temer baixou uma regra estabelecendo que, se a ordem judicial não tiver prazo, a revisão deve ocorrer em 120 dias.

Na avaliação de Beltrame, o ritmo de envio de cartas, que estima em 3.000 por dia, está adequado. Nos cálculos do secretário, até o fim desta semana, cerca de 100 mil correspondências terão sido despachadas, o que representa 20% do total de auxílios que serão revisados. A expectativa é que o processo termine em um ano e meio. Assim que as agências forem terminando o trabalho, passarão a analisar o 1,1 milhão de aposentadorias por invalidez que também entraram na mira do governo por estarem sem perícia nos últimos dois anos.

Apesar da avaliação positiva, o governo já planeja um mutirão para locais mais lentos no pente-fino. Alagoas é o único estado, até agora, onde não houve uma perícia sequer. Isso porque há determinação judicial de prazo razoável na realização dos atendimentos de rotina, o que atrasou o início dos trabalhos, segundo Beltrame. O Rio Grande do Sul é outro candidato a ter uma força-tarefa porque faltam peritos em muitas cidades, além de o estado concentrar o maior número de benefícios a serem revisados. O governo quer deslocar peritos de alguns municípios para os que não têm o serviço.


Chororô de um canalha – O cartapácio de Lula na Folha

Publicado hoje na Folha, certamente escrito por algum entre as dúzias de rábulas regiamente pagos com o dinheiro que o salafrário nos roubou, Jararaca assinou um cartapácio “resmungatório” onde tem o desplante de dizer, entre outras mentiras, que nunca fez algo ilegal.

Por que querem me condenar - Jararaca

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma "organização criminosa", e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que "não há fatos, mas convicções".

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do "chefe", evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção -é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu -e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Procurador da República investiga alugueis de TVs públicas

A ser verdade, já não era sem tempo!

Edir Macedo, Silas Malafaia, Valdemiro Santiago e companhia podem perder a principal fonte de renda de suas igrejas evangélicas: a televisão. De acordo com uma reportagem assinada pelo jornalista Daniel Castro, o procurador da República Sérgio Suiama decidiu abrir uma investigação sobre os horários que são alugados em redes abertas de televisão, especialmente na cidade de São Paulo, como a TV Record, Bandeirantes, TV Gazeta e RedeTV!.

O Ministério Público Federal quer saber agora como funciona a compra desses espaços, se como programação nos canais ou pura publicidade. A investigação acontece depois que a Agência Nacional de Cinema, a Ancine, disse que os cultos religiosos ocupam mais tempo que os telejornais.

O inquérito é baseado na própria Constituição brasileira, que proíbe que horários sejam alugados, entendendo que a concessão de televisão é um serviço público. Na pior das hipóteses, a investigação pode fazer com que os pastores percam esses espaços na TV e sejam proibidos de pedir a tão necessária oferta para a sobrevivência da igreja. Além disso, a lei também garante que as emissoras de TV aberta não podem ficar mais de 25% de seu tempo total fazendo publicidade.

Oficialmente, nenhuma das emissoras citadas confessa que vendem seus horários para as igrejas. Elas chamam esses espaços de “coproduções”. Dessa forma, elas tentam se manter na legalidade. Mas na prática não é bem uma coprodução que vai ao ar. A própria Globo, por exemplo, exibe um único programa religioso, a ‘Santa Missa’ aos domingos. A atração é a mais antiga do canal e ao longo dos anos foi colocada cada vez mais cedo.

No entanto, além de esconder a missa na programação, a Globo realmente transmite o evento ao vivo com sua equipe. E não recebe nada por isso. Pelo contrário, oferece à igreja católica espaço para anunciar publicidade religiosa, como eventos importantes da igreja.O fato de religiões abarcarem as programações dos canais abertos e fechados acaba prejudicando o próprio telespectador.

domingo, 16 de outubro de 2016

A inutilidade dos 33 vereadores reeleitos do Rio: 67% de propostas irrelevantes, 1.129 faltas e aumentos de patrimônio inexplicáveis

O carioca não se emenda: não tem a mínima ideia em quem votou na eleição anterior, não acompanha os trabalhos da Câmara, não cobra dos seus candidatos e pior, não sabe nem para que serve um vereador, mas reelege 64% deles.

Excelente levantamento de O Globo (Caio Barretto Briso / Carina Bacelar / Guilherme Ramalho) sobre a atuação dos 33 vereadores reeleitos do Rio.

Percentagem de irrelevância de cada um dos 33 (clique para ampliar)

Charles Darwin, D. Pedro II, Martin Luther King e Valesca Popozuda possuem um elo improvável no meio da Cinelândia: a Câmara Municipal. Os quatro ganharam homenagens da Casa na atual legislatura. Darwin e Luther King agora têm dias comemorativos no calendário oficial do Rio. Em 2013, o aniversário de 188 anos do imperador foi celebrado em sessão solene. E a funkeira recebeu a maior condecoração da cidade: a Medalha Pedro Ernesto.

Embora sem impacto na vida dos cariocas, homenagens assim são prerrogativas dos vereadores. O problema é quando elas ocupam espaço demais nas agendas de quem foi eleito para fiscalizar o Executivo e legislar. Propostas sem relevância marcaram a atuação de boa parte dos vereadores cariocas nos últimos quatro anos. Trinta e três deles - de um total de 51 - conseguiram se reeleger. Mas o que fizeram para merecer um novo mandato?

Para saber a resposta, O GLOBO analisou todas as 30.177 proposições dos 33 reeleitos, disponibilizadas no site da Câmara, e constatou que 67% delas (20.316 no total) não fariam falta. A análise seguiu critérios da ONG Transparência Brasil, que, ao avaliar a produtividade do Congresso Nacional, considera “homenagens, batismo de logradouros, simbologia, cidades-irmãs, pedidos de convocação de sessões solenes para comemorações e homenagens, datas comemorativas e criação de honrarias” como propostas “sem relevância”.

Conceder medalhas é uma das atividades prediletas dos vereadores. A Pedro Ernesto já foi dada para cerca de 5 mil pessoas desde sua criação, em 1980. A atual legislatura responde por 13% desse total, com 660 homenageados. Além de Popozuda, estão entre os laureados o cantor Thiaguinho, o pastor Silas Malafaia e o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

Neta do ex-prefeito Pedro Ernesto, a psicanalista Maria Helena Mossé defende que haja mais rigor na concessão de medalhas. Segundo ela, a iniciativa acabou virando uma forma de autopromoção e bajulação política.

- A família não concorda com essa entrega indiscriminada. Tentamos até acabar com a concessão da medalha, que foi entregue a muitas pessoas que não a mereciam - criticou.

Dos dez políticos com percentual mais alto de propostas sem relevância, seis são do PMDB. Mas o campeão nesse quesito é o vereador João Mendes, bispo da Igreja Universal e filiado ao PRB. À primeira vista, seus números impressionam, com 4.378 proposições, recorde absoluto entre seus pares. Mas 96,6% delas não têm qualquer utilidade pública. Só de moções de louvor e aplausos foram 4.201, um agrado que ele reservou, principalmente, a pastores, bispos, diáconos, reverendos, apóstolos e missionários de sua corrente religiosa. Quando solicitou uma homenagem ao pastor Marcos Falcão, deu a seguinte justificativa:

“O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas. É um homem que, às vezes, tem que agir como super-homem. Um líder que, às vezes, tem que agir como servo. Um servo que, às vezes, tem que agir como líder”.

Procurado, Mendes não deu entrevista, mas sua assessoria de imprensa disse que “o vereador conhece muita gente e instituições que fizeram um trabalho social importante”, daí o número tão alto de moções. Ela citou projetos de lei de autoria do vereador, como o que regulamentou as Academias da Terceira Idade e também o sistema de alarmes contra desastres naturais em áreas de risco, aprovado na legislatura anterior, em 2012.

Homenagens a religiosos se proliferam na Casa. Vereadora também pelo PRB, Tânia Bastos concedeu título honorário para Eduardo Benedito Lopes, então líder do partido no Senado e presidente da legenda no Rio. Trinta de suas moções foram destinadas a missionários “evangelizadores”, sendo que muitos deles sequer atuam na capital, mas em missões em Petrópolis, Macaé e Nova Iguaçu.

Outro exemplo é o vereador Eliseu Kessler, do PSD, que, entre seus projetos, apresentou um pedido de criação do Dia do Músico Evangélico. Ele também propôs a Semana da Carioquice Masculina e a Semana da Carioquice Feminina. O político defendeu ainda a cessão de um selo de utilidade pública para uma igreja pentecostal em Bangu e concedeu moções de louvor e aplausos a dez pastores.

Caçula da família Bolsonaro, Carlos, vereador mais votado do Rio, com o apoio de 106.657 eleitores, propôs, em sua legislatura anterior, em 2011, a criação do Dia do Orgulho Heterossexual. Abandonou a proposta, mas outros três vereadores reavivaram o projeto no ano passado. Jimmy Pereira (PRTB), Eliseu Kessler (PSD) e Alexandre Isquierdo (DEM) ainda tentam aprovar o texto, que segue em tramitação na Câmara.

Com o melhor desempenho pelos critérios da Transparência Brasil, Vera Lins (PP) preferiu não dar entrevista. Disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que encontra-se em um momento delicado, já que acompanha a mãe em um tratamento de câncer. Também destacou que o resultado do levantamento “soa como um incentivo”.

Paulo Pinheiro (PSOL), que teve o sétimo melhor desempenho entre os parlamentares, afirmou, por sua vez, que “o principal problema desta legislatura é o poder do Executivo sobre a Câmara”. O vereador demorou quase cinco anos para colocar em votação uma lei de transparência na saúde que obriga as dez Organizações Sociais que administram unidades médicas na cidade a publicarem seus contratos na internet.

- Lamento que a Câmara tenha sido sequestrada pelo Executivo - afirmou.

A quantidade de integrantes do Executivo homenageados pelos vereadores da base do governo é razoável. Os secretários Rafael Picciani, que era da pasta de Transportes e hoje está na Coordenação de Governo; Helena Bomeny, de Educação; Daniel Soranz, de Saúde; Jorge Arraes, de Concessões e Parcerias Público-Privadas; o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Porto, Alberto Gomes, e também subsecretários foram agraciados com medalhas e títulos.

Apesar de o país e, principalmente, o estado terem afundado em uma crise financeira de forma progressiva desde 2013, os membros da Câmara viveram anos de intensa prosperidade econômica. Em média, os 33 vereadores reeleitos para a próxima legislatura dobraram seus patrimônios. Somando-se os bens de todos eles, saíram de um montante de R$ 15.474.840, declarados à Justiça Eleitoral em 2012, para R$ 31.424.681, um aumento acumulado de 103% - mais do que qualquer rendimento de aplicação financeira no mesmo período.

Os bons ventos, por outro lado, não foram sinal de muito trabalho para parte dos políticos, reeleitos ou não: nesses mesmos quatro anos, 67 sessões ordinárias foram canceladas por falta de quórum, entre um total de 408 previstas - uma média de 16% de sessões canceladas. Neste ano eleitoral, porém, as cadeiras vazias foram companheiras fiéis dos vereadores que decidiram aparecer no plenário: em mais de 31% das sessões de 2016, nada foi votado por falta de políticos presentes. O quórum mínimo para que uma sessão comece é de sete vereadores. Segundo dados da Câmara, cada vereador faltou, em média, a 22 sessões no decorrer do mandato.

Entre os dez vereadores que mais enriqueceram, a ascensão financeira impressiona. O que mais multiplicou seus bens foi Alexandre Isquierdo (DEM), que saiu de um patrimônio de R$ 30 mil em 2012 para R$ 597.534,96 - um salto de 1.891,78%. Para o pleito deste ano, ele declarou ao Tribunal Superior Eleitoral ter um imóvel na Zona Oeste e um veículo. Ao GLOBO, sua assessoria parlamentar afirmou que ele adquiriu um apartamento antes da eleição, em meados de 2011, mas o imóvel só entrou no Imposto de Renda de 2012. A compra do apartamento foi financiada pela Caixa, segundo a equipe do vereador.

Em segundo lugar, ficou Tânia Bastos, do PRB. A vereadora, que é pedagoga, tinha um patrimônio declarado de R$ 73.117,07 em 2012, e chegou a R$ 748.300 em 2016. A assessoria de imprensa de Tânia afirmou que o enriquecimento da vereadora “já foi esclarecido” a outros veículos, mas não prestou esclarecimentos ao GLOBO.

Ninguém, no entanto, ganhou mais dinheiro em números absolutos que o vereador Marcelino D’Almeida, do PP. Em quatro anos, acumulou R$ 4.317.326 e hoje tem R$ 4.906.111,29. Em 2012, seus bens eram mais modestos e não passavam de R$ 588.784,93. O crescimento patrimonial foi de 733,26%.

Ao Tribunal Superior Eleitoral, o vereador reeleito disse que guarda parte considerável do dinheiro em espécie: seriam R$ 2,1 milhões fora de qualquer aplicação. Ele declarou ter financiado 100% de sua campanha: R$ 115 mil.

D’Almeida negou que tenha dinheiro em espécie e disse que a quantia foi usada para a compra de um imóvel:

- Não é verdade isso. Como é que eu vou ter dinheiro em casa? Sou maluco? Não! Sou pessoa de bem, trabalhador. Pior é quem não declara nada. Vereadores que têm e não declaram. Eu declarei e tem essa polêmica toda - justificou.

Houve ainda quem saísse do vermelho nos últimos quatro anos, garantindo todo o patrimônio durante a legislatura. Cesar Maia (DEM), que foi prefeito do Rio por três mandatos, disse, em 2012, que não tinha um bem sequer. Explicou que, à época da primeira declaração, transferiu todos os bens para seus dois filhos. De lá para cá, conseguiu juntar R$ 106.585,74. Completam a lista, ao lado do ex-prefeito, os vereadores Zico (PTB), Renato Cinco (PSOL) e Rogério Rocal (PTB).

Consultado pelo GLOBO, o economista-chefe da distribuidora de fundos Órama, Alexandre Espírito Santo, professor de finanças do Ibmec, afirmou que nem a aplicação mais rentável seria capaz de dobrar um patrimônio durante a legislatura. Segundo ele, até a mais vantajosa, o título público corrigido pela taxa básica de juros, a Selic, rendeu 63,5% no período. O avanço é nominal, não corrigido pela inflação, que acumulou alta de 39,3% nesse espaço de tempo, de acordo com o especialista. Nem apostar na compra de dólares, que rendeu mais que o título (71%), seria capaz de tal façanha financeira.

Por outro lado, o salário de vereador no Rio evoluiu 26% nesta legislatura em relação à anterior. Atualmente, cada um ganha, por mês, R$ 18.991,68 brutos, ou 75% do valor pago aos deputados estaduais. Em 2012, o rendimento chegava a R$ 15.031. A conta exclui mil litros de combustível aos quais cada gabinete tem direito, além de quatro mil selos para correspondência.

Em termos nominais, as despesas da Câmara cresceram na atual legislatura, apesar de terem ficado abaixo do orçamento previsto. Em 2013, foram pagos R$ 358.739.522,43 (de um orçamento de R$ 448.100.826,89) e, em 2015, R$ 494.931.176,68 (de uma previsão de R$ 554.251.445). Em nota, a Câmara disse que os vereadores têm devolvido dinheiro ao Executivo. “Foram três anos de repasses consecutivos feitos pela Câmara: R$ 130 milhões no primeiro ano (2014), destinados à construção de novas unidades de clínicas da família, R$ 100 milhões no segundo, para investimentos nas áreas de saúde e educação, e este ano recebemos R$ 40 milhões para aplicar em melhorias nos hospitais Rocha Faria e Albert Schweitzer”, informou.

Na última quinta-feira, Leonel Brizola Neto (PSOL) discursou para um plenário de cadeiras vazias. Um dia antes, a Câmara não funcionou: era feriado de Nossa Senhora Aparecida. Ali havia um único ouvinte: Cesar Maia, que acompanhava atento a fala com seu tablet sobre a mesa. Embora o placar mostrasse 12 presenças naquele momento, a sessão acabou cancelada por falta de quórum minutos depois daquela cena - quando o painel já indicava 25 vereadores presentes.

Ao longo dos últimos quatro anos, segundo informou a Câmara a pedido do GLOBO, foram registradas 1.129 faltas. Os mais ausentes foram Dr. Gilberto, do PMN (67 faltas), Chiquinho Brazão, do PMDB (64), e Marcelo Arar, do PTB (com 52). Do outro lado, os mais assíduos foram Dr. Eduardo Moura (PMDB) e Babá (PSOL), com três faltas. Logo atrás vêm Jefferson Moura, da Rede, e Mario Júnior, do DEM, com quatro.

Segundo os próprios vereadores, os discursos para plenários vazios antes de anunciada a ordem do dia, quando começam as votações em si, são uma marca da legislatura, e o baixo comparecimento virou rotina. Na base aliada ao governo, muitos só vão para votar e deixam a sessão antes de sua conclusão. Os discursos ficam restritos a mais ou menos oito parlamentares, a maioria da oposição.

- Nas cerimônias de entregas de homenagens, o plenário fica cheio. Mas há dias de sessões em que não se veem sete pessoas em plenário para discutir a cidade. A Câmara do Rio está totalmente desligada da realidade do carioca. As pessoas estão discutindo projetos de lei que sinceramente não impactam a vida de ninguém - opina o jornalista Vinícius Assis, que coordena o portal “E aí, vereador?”, de análises sobre câmaras municipais.

A falta de debates no início das sessões já até rendeu piadas. São conhecidos como “vereadores Hello Kitty”, uma alusão à personagem japonesa que não tem boca, os parlamentares que costumam entrar mudos e sair calados do plenário.

Sob condição de anonimato, vereadores contaram que nem sempre as reuniões das comissões permanentes, reservadas para a segunda-feira, são realizadas.

- Mas a ata sempre fica pronta, mesmo quando os vereadores não se encontram. Ninguém fiscaliza a Câmara - afirmou um deles.

Para o especialista em ciência política Michael Mohallem, professor da Faculdade de Direito da FGV-Rio, as ausências na Câmara podem indicar manobras de minorias para ter a chance de evitar votações, ou então, no lado oposto, um quadro de “baixa combatividade”, para evitar debates:

- Pode ser um sinal quando a gente observa que há um número alto de sessões derrubadas. Significa que não há interesse da maioria em debater e ela não tem motivação de discutir. Esse é o uso ruim dessa maioria. Em alguns momentos, esse tipo de uso pode se distanciar do melhor interesse público.

Veja as repostas dos vereadores que ficaram no topo da lista de proposições sem relevância e de evolução patrimonial:

João Mendes de Jesus (PRB)
O vereador, que ficou em primeiro lugar, disse que conhece muita gente, várias instituições e órgãos de relevância que ele considera que fizeram trabalho social importante para a sociedade carioca. O ponto forte: a expansão das academias da terceira idade e o sistema de alarmes contra desastres naturais em áreas de risco.

Alexandre Isquierdo (DEM):
O vereador, que teve a maior evolução patrimonial entre os reeleitos (1.891,78%), passando de R$ 30 mil, em 2012, para R$ 597.534,96 em 2016, disse, por meio de um assessor parlamentar, que adquiriu um apartamento antes da eleição, em meados de 2011, mas o imóvel só entrou no Imposto de Renda de 2012. O imóvel teria sido financiado pela Caixa.

Rosa Fernandes (PMDB):
Ao justificar seu crescimento patrimonial de 199,37%, Rosa afirmou que "pode parecer um índice elevado, mas esse é um dos menores patrimônios do legislativo (R$ 379.760,58), que aumentou em 2016 (R$1.136.904,01) por conta da compra de um apartamento financiado. Tudo devidamente declarado e compatível com os rendimentos da vereadora".
Sobre o percentual de proposições sem relevância (92%), terceira colocada no ranking, a vereadora e sua assessoria de imprensa informaram que o alto número de moções concentrou-se em 2015, quando homenagens a mães, idosos e funcionários da Comlurb foram propostos por Rosa. Segundo ela, foram 1.200 monções só em 2015. "Não sou de fazer homenagens. Não gosto", afirmou.

Tânia Bastos (PRB):
Com o segundo maior aumento percentual do patrimônio (923,43%), a vereadora limitou-se a dizer, por meio de sua assessoria de imprensa, que não seria possível enviar as respostas por e-mail devido à “agenda da vereadora, que está muito apertada' e afirmou que a evolução de patrimônio da parlamentar "foi esclarecido recentemente em alguns veículos".
Em relação ao percentual de propostas sem relevância (68,2%), a assessoria de Tânia alegou que todo vereador tem direito de prestar cinco homenagens por ano e que "as moções e homenagens sempre são oferecidas a cidadãos que atuam na cidade do Rio de Janeiro em razão de seus trabalhos relevantes para a população".

Marcelino D'Almeida (PP)
Dono de um patrimônio de R$ 4.906.111,29, o vereador informou que sua vida é empresarial ao justificar o aumento de 733,26% em relação aos R$588.784,93, declarados em 2012. “Vendi um imóvel e comprei outros. Não é crescimento. Vendi um imóvel. Certo? Não é dinheiro da política. Foi dinheiro da venda do imóvel”, afirmou por telefone.
Em sua declaração de bens, consta que há R$ 2,1 milhões em espécie. O vereador, no entanto, negou a informação. “Não é verdade isso. Como é que eu vou ter dinheiro em casa? Sou maluco? Sou pessoa de bem, trabalhador. Pior é quem não declara nada. Vereadores que têm e não declaram. Eu declarei e tem essa polêmica toda”, disse.
Em relação ao percentual de 77,7% de suas proposições sem relevância, justificou da seguinte maneira: “Sou o quinto vereador que fez mais projetos na Câmara nessa legislatura. As moções são para pessoas que se destacam na comunidade. É uma prerrogativa do vereador. Tenho um projeto importante pra Zona Oeste agora: criar a Zona Oeste sul (Barra, Recreio e Jacarepaguá) e a Zona Oeste norte (de Deodoro a Santa Cruz). A ideia é fiscalizar melhor os investimento. Muitas vezes dizem que vai pra Zona Oeste, mas só para a Barra”.

Rafael Aloisio Freitas (PMDB)
Sobre o percentual de 79,9% das proposições sem relevância, deixando-o em sexto lugar no levantamento, o vereador afirmou que “apresentou projetos e aprovou leis relevantes para a cidade, como a Lei da educação financeira nas escolas municipais, a Lei que regulamentou o comércio do churrasquinho de rua, a Lei que regulamentou a atividade econômica das casas de festas infantis e os projetos de Lei das enfermarias nas escolas, coleta móvel de sangue, projeto de Lei complementar simplificando o licenciamento das cervejarias artesanais além dos polos de desenvolvimento econômico, no Alto Méier, Grajaú, Saenz Peña, Vila Isabel, Mariz e Barros, Praça da Bandeira, Cachambi e outros. São muitos projetos relevantes para a cidade e sua população”.

Renato Moura (PDT):
O vereador justificou, em nota, sua evolução patrimonial de 336,52%, quarto colocado no ranking, da seguinte maneira:
“Não foi aumento de capital. A declaração do TSE visa apenas o valor dos bens adquiridos, não a forma como ele foi adquirido. Ou seja: é o valor. Ele está adquirindo bens, mas não são bens quitados”. Não houve só aquisição. Ele atualizou o capital dele. Tinha bens que ele possuía no passado, estavam subavaliados, ele corrigiu esses valores. Nunca caiu em nehuma malha fina. Imóvel de Bangu: comprado em 20 mil reais à época. Ele corrigiu para quanto… Não é declaração de renda, é declaração de patrimônio. Mulher dele passou bens para o nome dele. Casados pela comunhão de bens. Passaram para o nome dele”.

Verônica Costa (PMDB)
Sétima colocada no ranking de proposições sem relevância, com 79,7%, a vereadora disse, por meio de nota, que reconhece a relevância da ONG Transparência Brasil, mas discorda dos critérios utilizados pela reportagem. "Ademais, os vereadores, além de legislar, cumprem um importante papel na fiscalização do Poder Executivo. As urnas já me consagraram neste sentido. Podem ir à Madureira, Campo Grande, Bangu e todos os outros bairros do Rio, e perguntem sobre a atuação da vereadora Verônica Costa, a Mãe Loira", argumentou.
"Cito, a título de exemplo, duas leis de minha autoria que mudaram esta cidade: a Lei do Primeiro Emprego (Jovem Aprendiz) e dos Empacotadores. Tenho também uma atuação legislativa vasta: a favor da educação sexual, contra a exploração de estagiários, pelas cooperativas sociais, pela proteção dos adolescentes, combatendo as drogas, denunciando a violência infantil, pelo controle de endemias, pela entrega de mercadorias, em relação a cargos e salários na Câmara, pelos direitos dos deficientes, posse dos vereadores, Orientação sexual sem discriminação...", enumerou a vereadora.

Teresa Bergher (PSDB)
Nona colocada no ranking de proposições sem relevância, com 77,3%, a vereadora considera a avaliação equivocada, por ser superficial e não representar a realidade do trabalho legislativo. "É uma leitura fria da atuação parlamentar. Sou reconhecidamente a vereadora que mais fiscaliza o executivo, função principal do vereador. E as homenagens que faço são permitidas pelo regimento da casa. Homenageio as pessoas que merecem ser homenageadas", disse em nota.

Carlo Caiado (DEM)
O vereador justificou o aumento de 162,65% no patrimônio devido à doação de um terreno, feita em vida pelo seu pai (patrimônio também doado ao seu irmão). A doação consta na Declaração de Imposto de Renda feita à Receita Federal, conforme a legislação vigente.

Vera Lins (PP)
A vereadora foi a melhor colocada no levantamento de proposições sem relevância, com 9,4%. Sobre o aumento de 151,21% do patrimônio, disse que “a diferença de valores declarados ao imposto de renda entre os anos de 2102 e 2016 não é uma evolução patrimonial, mas sim decorrente a economia feita por ela para que pudesse ser aplicada na campanha deste ano. Ela lembra ainda possuir somente em seu nome dois veículos, sendo um Fox 2008 e Kia 2013”.
Por meio de nota, disse também que “o fato de ser considerada um dos vereadores que menos apresentaram matéria irrelevantes, soa como um incentivo, pois pomo presidente da Comissão de Defesa dos Animais e vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, tem como proposta apresentar projetos que tragam um retorno para melhorar e incrementar o dia a dia da cidade e defender os interesses de seus moradores, e não somente apresentá-los sem nenhuma proposta concreta”.

Marcelo Arar (PTB)
O vereador disse que seu aumento patrimonial de 146,25% é uma “fotografia” de dois momentos em que pediu o registro de candidatura. “Atualmente, meu patrimônio é bem menor, visto que assumi despesas na última campanha. Além disso, tenho outras fontes de renda declaradas junto a Receita que justificam toda minha evolução patrimonial”, afirmou.


O estatuto prostituto do PT é só para enganar otários

ESTATUTO - PARTIDO DOS TRABALHADORES

Art. 231. Dar-se-á a expulsão [do partido] nos casos em que ocorrer:
(...)
VI – improbidade no exercício de mandato parlamentar ou executivo, bem como no de órgão partidário ou função administrativa;
 (...)
XII – condenação por crime infamante ou por práticas administrativas ilícitas, com sentença transitada em julgado.

Parágrafo único: A pena de expulsão implica o imediato cancelamento da filiação partidária, com efeitos na Justiça Eleitoral.

Assim, por alto, algumas “exceções”:

Dilma Rousseff foi condenada por órgão colegiado (o Senado) e teve o processo contra ela transitado em julgado;

Os ex-ministros petistas da Fazenda Antonio Palocci e Guido Mantega foram presos pela Polícia Federal na Lava Jato;
  
Os ex-tesoureiros do PT João Vaccari Neto, foi condenado e preso, e Delúbio Soares, foi condenado no mensalão;
  
Os ex-presidentes condenados Dirceu e Genoino. Dirceu pediu para sair do PT. Genoino cumpriu pena e está filiado.

Sem falar em Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo e até Lula.

(Sobre matéria de Claudio Humberto)

Já são 18 os ministros da era petista investigados pelo STF

Estadão

Investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) indicam que ministros dos governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2016) são suspeitos de envolvimento em esquemas que movimentaram pelo menos R$ 1,25 bilhão de forma ilegal, por meio de irregularidades no uso do dinheiro público e propinas pagas por empresas privadas durante o exercício do cargo.

O dado faz parte de um levantamento feito pelo Estado no Supremo que mostra que 18 ministros estão sob investigação de desvio de recursos nas gestões petistas – 4 no período Lula, 10 no de Dilma e outros 4 comuns aos dois governos. Foram considerados os já condenados (1), réus (2) e investigados (15) – neste último caso, o número engloba os processos na Corte e os remetidos a outras instâncias pelo STF. Foram pesquisados os nomes de 167 ex-ministros nas duas gestões.

Esses números, mesmo após o impeachment de Dilma, podem aumentar com as próximas etapas da Operação Lava Jato e a possível revelação de mais envolvidos no esquema de corrupção na Petrobrás. Alguns são citados em delações, mas ainda não são investigados ou viraram réus. Além dos ministros, os ex-presidentes Lula e Dilma também aparecem em investigações. O próprio Lula é réu em três ações penais abertas nos últimos dois meses e acusado de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Dois casos correm na Justiça Federal em Brasília e outro em Curitiba. Dilma também é alvo de inquérito no STF por tentar atrapalhar o andamento da Lava Jato. Segundo os investigadores, ela nomeou Lula para a Casa Civil unicamente para dar-lhe o direito ao foro privilegiado.



Não foram incluídos nesse levantamento os ex-ministros suspeitos de cometer irregularidades fora do cargo ou ao exercer outras funções – caso de outros gestores da era petista que enfrentam processos no STF. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil de Dilma, é ré em ação que investiga o recebimento de recursos da Petrobrás, no valor de R$ 1 milhão, para financiar sua última campanha ao Senado. O ex-deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), que passou pelos Ministérios da Previdência e do Trabalho no governo Lula, é suspeito de, posteriormente, na condição de presidente do PT, pedir 1% de propina sobre os contratos da Andrade Gutierrez com o governo federal. Berzoini foi incluído no inquérito do “quadrilhão”, o principal da Lava Jato.

No atual governo, Michel Temer nomeou seis ministros que eram investigados no Supremo – suspeitos de envolvimento em crimes eleitorais, falsidade ideológica, quadrilha e com o esquema de corrupção na Petrobrás. Até o momento, três já deixaram o cargo.

sábado, 15 de outubro de 2016

Petralhas acabaram com a Embrapa e Temer ainda não fez nada

Dona Vânia, o competente apadrinhado de Gleisi Hoffmann
IstoÉ 

A destruição do último reduto petista

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) sempre foi considerada uma ilha de excelência técnica. Depois de mais de 13 anos sob administrações petistas, transformou-se em mais uma estatal que o PT teve a proeza de desmantelar. E essa não é a única má notícia para os que zelam pela aplicação correta dos recursos públicos. A ascensão de Michel Temer à Presidência não impediu que os petistas permanecessem até hoje no comando dos postos-chave da estatal. Ou seja, o horizonte é ainda mais nebuloso. Documentos obtidos por ISTOÉ retratam um cenário caótico. Desde dívidas tributárias milionárias, devido a uma péssima administração, a denúncias graves por desvios de recursos. A unidade da Embrapa em Brasília, por exemplo, até hoje paga parcelas de uma multa milionária por descumprir a legislação tributária. Uma auditoria interna do órgão também apontou que o dinheiro obtido com a venda das safras de milho cultivadas anualmente simplesmente tem desaparecido. O desfalque pode chegar a quase R$ 6 milhões.

O aparelhamento do PT na Embrapa começou no governo Lula, foi ainda mais acentuado com Dilma Rousseff e resiste até hoje, mesmo com a gestão do novo ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP). O presidente da estatal Maurício Antônio Lopes foi nomeado a pedido da própria Dilma. Já sua subordinada Vânia Beatriz Castiglioni, diretora de Administração e Finanças, não esconde de nenhum funcionário que é filiada ao PT e afilhada política da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). Vânia é personagem principal em uma dessas irregularidades na gestão da Embrapa. Uma de suas decisões grosseiras custou aos cofres da empresa pública R$ 20 milhões referentes à multa por não recolhimento de tributos à Receita Federal. A dívida, originalmente, foi estipulada em R$ 40 milhões, mas a assessoria jurídica da Embrapa conseguiu reduzir para R$ 23 milhões. O montante foi parcelado em 60 vezes e, até agora, foram pagas cerca de 20 parcelas. Porém, por desleixo com os recursos públicos, as parcelas são sempre pagas com atraso e, por isso, corrigidos com juros altíssimos. Conforme está descrito no Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) de 22 de agosto de 2016 a dívida principal era de R$ 399 mil. Mas, devido ao atraso, passou para R$ 873 mil, mais que o dobro. Procurada para explicar o motivo da multa, a Receita Federal explicou que “devido ao sigilo fiscal, não comentaria o caso de contribuintes específicos”.

A Embrapa devia R$ 23 milhões em tributos à Receita que deveriam ser pagos em parcelas de R$ 399 mil, mas devido ao desleixo da diretora petista do órgão, que pagava com atraso, a prestação subiu para R$ 873 mil. Em sindicâncias internas, verificou-se também o desaparecimento de dinheiro arrecadado com a venda de alimentos produzidos nos campos experimentais

Em um episódio anterior, Vânia chegou a ser investigada pela Controladoria-Geral da União por supostas irregularidades na criação da Embrapa Internacional, nos Estados Unidos, que acabou interrompida pelo Ministério da Agricultura. A iniciativa foi feita sem ser submetida ao conselho de administração da estatal. No relatório, a CGU lança suspeita sobre uma empresa que financiou o projeto, a Odebrecht na Venezuela, que bancava as ações da Embrapa no país vizinho. O negócio teve apoio dos ex-presidentes Lula e Hugo Chávez. A CGU apontou a iniciativa como irregular.

Mesmo quando não aparece sua digital nas irregularidades, Vânia acaba pagando por omissão. Um parecer da assessoria jurídica da Embrapa obtido por ISTOÉ culpou a diretora por não acompanhar a sindicância que detectou desvio de recursos da venda de safras de milho cultivada em 70 hectares da Embrapa Hortaliças, situada na cidade do Gama. Além de desaparecer com o dinheiro, o chefe-geral da unidade, Jairo Vidal Vieira, este ligado ao grupo do ex-ministro Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete de Lula, também não revelava o montante arrecadado por ano com a venda do alimento. Servidores do setor contaram que cada hectare produz 150 sacas. Cada uma é vendida a R$ 50. Sob essa conta, o total vendido por ano seria de R$ 525 mil. A prática delituosa ocorre desde 2006, quando Lula era presidente.

Como se não bastassem esses prejuízos, a administração do departamento de hortaliças da Embrapa ainda queimou em uma fogueira, durante três dias, peças do mobiliário antigo que iria para leilão, como mesas, cadeiras e bancadas de laboratórios. A ordem era limpar o galpão para receber a ilustre visita da senadora Kátia Abreu,à época ministra da Agricultura. A PF investiga o caso – mais um exemplar, entre tantos, da delituosa gestão petista.

Se eu disser que fui vítima de racismo, ninguém vai acreditar

O jornal Extra e a revista IstoÉ deram ênfase a uma babaquice inominável, que foi a indignação dos politicamente corretos contra uma grife de roupas, a Maria Filó, que incluiu em sua coleção peças uma estampa que retrata escravos.

Eu caí na besteira de comentar no Facebook e vejam o que me responderam, apesar das 440 “curtidas” que ganhei:
  • Ricardo Froes Gente que não tem mais o que fazer fica procurando pelo em ovo. Desde quando isso é racismo ou coisa parecida? Só falta agora reclamarem das pinturas de Debret.
  • Rejane Santos Oi??? As pinturas de Debret retratavam a realidade da época em que ele viveu. As gravuras da Maria Filó não. Elas simplesmente retratam o preconceito enraizado, a parte da história que não faz bem retratar. De arte nos exibindo como escravos, já basta as que existem e que não nos deixa esquecer dos nossos antepassados.
  • Otávia Malheiros Desde quando isto NÃO é racismo? Desde quando as pessoas perderam qualquer capacidade de compreensão de mundo e empatia? Como alguém é capaz de dizer que isto não é racismo?
  • Alessandra Herrero Ricardo, as coisas devem ser colocadas no seu contexto, se vc tem dificuldade em reconhecer o contexto que essa aberração está inserida e pior ainda compara com Debret é pq não dá nem pra começar a argumentar.
  • Ingrid Didi Maforte Ricardo Froes na época de Debret a escravidão era algo considerado normal e banal, hj em dia temos esclarecimento o suficiente para entender q não foi legal e q transformar isso em moda não é bonito. Falta bom senso.
  • Patricia Carvalho Vamos deixar claro q Maria Filó NUNCA SERÁ Debret. Pelo amor de Deus!!!
  • Mariana Dornelles Klein Não é questão de procurar pelo em ovo, trata-se de responsabilidade histórica, no caso irresponsabilidade. As pinturas de Debret são documentos históricos que atualmente servem para uma análise crítica da sociedade colonial ou ao menos deveria ser isso. A função destas obras não é ajudar à loja (de elite, por sinal) a lucrar em cima de um período extremamente doloroso que tem consequências até hj, especialmente no pensamento racista do brasileiro. Vc nunca veria na Alemanha uma roupa com estampas de judeus em campos de concentração. Eu moro aqui e ensino português em uma universidade. Ao ensinar a fonética falei SS em vez de Sduplo e me chamaram a atenção pois poderia ser uma referência à polícia nazista. Trata- se de problematizar questões, ser crítico e responsável. questões, ser crítico e responsável.
  • Pilar Teixeira Debret retratou sua propria realidade meu querido... Não vamos usar os artificios da falsa simetria e vamos respeitar o contexto histórico, né.
  • Ricardo Froes Realmente vocês são pândegos! “Artificios da falsa simetria” é ótimo! Santa, essas estampas são provavelmente reproduções de originais antigos. Se eu tiver pendurado na sala um quadro de Debret com um escravo sendo açoitado num pelourinho sou racista?
  • Ricardo Froes Gente politicamente correta é dose! Haja saco para tanta argumentação idiota! Desde quando eu comparei Debret com Maria Filó? Se Debret representava o momento histórico em que vivia e hoje as reproduções dos seus quadros são vendidas e vistas em todo lugar, e se estamparia também é arte (não estou discutindo qualidade), qual é o problema?
  • Gianfranco Pollastri Problema é que vc provavelmente é racista.
  • Ricardo Froes O problema é que você provavelmente é babaca.
  • Tatiana Coelho Falou o branco!
  • Mirella Machado Desde que vc é branco e não sabe dizer o que é racismo
  • VinÍcius Santos Um branco dizendo que não é racismo...
  • Beatriz Chaves Ribeiro VinÍcius Santos, só rindo. Tô aguardando o hétero chegar falando de homofobia.
  • Omar Monteiro Junior Quem é você para falar o que é ou não é racismo, cara pálida.
  • Jullia Kesseler Desde quando isso NÃO É racismo?! As pessoas estão realmente bitoladas em seus mundinhos... vergonha alheia
  • Filipe Carvalho Não é racismo. Pra você que é branco.
  • Robson Freitas VC é preto ? Sabe o que sentimos ? Então vá tomar no cu.
  • Kell Candido Você eh branco. Não opine no que vc não vivencia ou vivenciou. Se manque, caralho!!
  • Maddy Mils UM BRANCOOO falando o que é ou não é racismo...hahahahaha socooorrr, DEUS ME LEVA!
  • Thais Burti Sua mãe ou algum parente seu foi escravo? Pq só assim pra talvez vc se “sensibilizar” já que pelos outros que viveram esse tempo, vc não consegue nem respeitar.
  • Aline Santos Se você não sofre a opressão, não argumenta .
  • Larissa Borsatti Rezende Homem, branco e hétero falando de racismo hueheuehuseheueheue Vai estudar, Ricardo
  • Alice Popoire Você como homem BRANCO não tem absolutamente nenhum direito de dizer se é racismo ou não. Não cabe a você julgar uma realidade que não vive.

Um outro cidadão cordato foi se meter e também tomou bomba!
  • Carlos Ribeiro Apaguem tudo dos livros sobre escravos então.... Queimem tds os videos(filmes) e novelas que retratem o Brasil colonia! Derrubem tds os casarões e igreja construidos na época anterior a lei Áurea para nada lembrar o sofrimento daquela época ! Gente... achar bonito a estanpa nao significa ser racista ou não repudiar a escravidão no Brasil! Calma ai....  Sou neto de negro..filho de mulata e estudei muito sobre o Brasil daquela época, e não vi nada a mais na estampa! Gente... É muito mimimi nessa internet e tds se acham os detentores da moral e entendimento do mundo!
  • Robson Freitas É... negro da casa grande São assim mesmo Gabriel Tobio... De repente se vc balançar o rabinho ela te dá um biscoito.
  • Isabela Regina “Sou neto de negro..filho de mulata e estudei muito sobre o Brasil ...”  Olhaaaa as idéias do outro, que respondeu também esse comentário!  Tem mulata aqui não meu amor, ou é negro ou não é. Simples!... Agora, as pessoas não entendem mesmo né? Se eu não entendo, eu vou procurar estudar, me informar, pra depois falar. Quem não sofre racismo, pode somente falar da sua vivência! E não falar da verdade do outro que sofre passando por isso, como se fosse sua. Isso não existe!
  • Carlos Ribeiro Isabela Regina primeiramente nao use o termo outro quando se referir a minha pessoa! Pode me chamar pelo nome! Segundo... estude mais sobre genética e melanina ai vc vai entender o que é ser branco..negro..pele mais morena...mulato... cruzamento entre as pessoas! Se vc se considera negra não significa que tds precisam se considerar! eu posso ser moreno e me considerar mulato! de nomeclatura à sua pele e não a dos outros, sinta o que vc quer sentir sem indução!
  • Gabriel Tobio Você já trabalhou na lavoura , já usou grilhões , já levou chicotada? Não venha se comparar com quem sofreu isso porque ouviu de gente idiota palavras que te ofenderam, os meus antepassados e os seus lutatam por liberdade, por igualdade, não por vitimismo, levanta sua cabeça e segue em frente a vida, enquanto você se ofender por tão pouco só vai mostrar o quanto sua mente é fraca.
  • Marcela Lacerda “quando não dominamos uma história, não devemos contá-la. E esse foi o grande erro da Maria Filó, mais um caso de Apropriação Cultural” Isso serve tbm pra quem tá falando que as reclamações são 'exagero'.
  • Lucia Pereira Hsu se o branco falou, tá falado então né
  • Ingrid Didi Maforte Pamela Duarte não existe “moreno”, e a etimologia da palavra “mulato” é um termo pejorativo q significa MULA, refere-se a maneira como os negros eram vistos e tratados pelos brancos. Entenda, existem NEGROS e ponto. E até onde sei não houveram navios-branqueiros trazendo milhares e milhares de brancos da Europa para serem escravizados no Brasil... vamos querer ter bom senso né?!
  • Mariana Simões Gente q nem sabe o significado da palavra mulato, se considerando um... não tem vitimismo nem mimi... não é bonito e ponto! Não é moda! É dor, sofrimento, tristeza... Não é uma luta passada! É algo q se luta até hoje e tem muita gente q desmerece! Se eu achasse isso bonito, me calaria pra não passar tanta vergonha como alguns aqui.  Falta empatia, amor e respeito ao próximo... não precisa se aprofundar na história pra saber q a escravidão foi algo q destruiu a história do país! Algo q não deveria ter acontecido em lugar algum por motivo algum!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

UPPs eram uma farsa criada por Cabral para chegar à Presidência da República

É... Faz sentido.

Carlos Newton

Sérgio Cabral foi o governador mais maléfico do Estado do Rio de Janeiro, sem a menor comparação com seus antecessores. Altamente corrupto, ficou milionário com uma facilidade espantosa e começou a pensar longe. Seu delírio era chegar à Presidência da República, tendo como principal plataforma eleitoral a criação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), um programa de enorme potencial em termos de marketing político, que logo começou a ser implantado também por outros governadores.

APLAUSOS DA MÍDIA – O revolucionário programa das UPPs foi criado no fim de 2008, sob aplausos de toda a mídia e das mais diferentes instituições estaduais, incluindo as associações de moradores de favelas e bairros, as entidades empresariais e os movimentos sociais.

O projeto das UPPs se tornou muito popular, era consensual, não havia críticas. Ninguém percebia que se tratava de uma grande farsa. Na verdade, não havia pacificação de nenhuma favela nem combate aos narcotaficantes. Era tudo um jogo de faz-de-conta, arquitetado por Sérgio Cabral para se projetar nacionalmente, e o plano tinha tudo para dar certo.

FALA O ESPECIALISTA – Na época, tive oportunidade de entrevistar o delegado Manoel Vidal, que tinha sido Chefe de Polícia no governo Marcello Alencar e era (e ainda é) considerado a maior referência da corporação, um verdadeiro mito. Indaguei sobre o programa das UPPs e a resposta foi surpreendente: “É aparentemente perfeito, mas inviável”. E explicou:

“É muito difícil combater o crime nas favelas, porque elas são encadeadas. O Grande Rio tem mais de mil favelas. Se você sobrevoar a cidade de helicóptero, verá que um número enorme de favelas está ligado a outras comunidades. Quando a polícia sobe por um lado, eles descem pelo outro”.

E a conclusão foi impactante: “Não há dinheiro para fazer e manter centenas de UPPs. Trata-se de um programa apenas de efeito eleitoral. Na prática, nada muda, o tráfico de drogas e a criminalidade não serão afetados”.

HELIO FERNANDES EM AÇÃO – Diante dessa explicação de um dos maiores conhecedores da política estadual de segurança, passei a pesquisar a situação e constatei que a análise do delegado Manoel Vidal estava absolutamente certa.

Nessa época (final de 2008), a “Tribuna da Imprensa” tinha parado de circular. Tentei publicar a reportagem em outro jornal ou revista, mas ninguém se interessou, porque o programa das UPPs era realmente muito popular, os outros jornalistas não acreditaram, julgaram que eu estava delirando.

Em 2009, a pedido do advogado Luiz Nogueira, que defendia (e ainda defende) a “Tribuna da Imprensa” e Helio Fernandes, lancei este blog, para que o decano da Imprensa brasileira não parasse de escrever. Havia patrocínio e o editor era o excelente jornalista Antonio Caetano. Eu também atuava no blog, mas escrevia pouco, porque estava envolvido em outras atividades. Só passei a editar a “Tribuna da Imprensa” (que depois virou “Tribuna da Internet”) quando o patrocínio foi suspenso e o blog ia sair do ar.

Em dezembro de 2009, entreguei a Helio Fernandes as informações que havia colhido e em dezembro de 2009 ele fez um artigo bombástico, denunciando a fraude de Sergio Cabral.

ACORDO COM OS TRAFICANTES – O título do artigo de Helio Fernandes já dizia tudo: “A pacificação das favelas não passa de um acordo entre o governador e os traficantes, que podem trabalhar livremente, desde que não intimidem os moradores.

Com base nas minhas informações, o grande jornalista mostrou que a política de “pacificação” das favelas não passava de uma manobra eleitoreira de Cabral, que incluía um incrível e espantoso acordo entre as autoridades estaduais e os traficantes que atuavam (e continuam atuando) nessas comunidades carentes. Escreveu Helio Fernandes:

O acordo está “firmado” sob as seguintes cláusulas: 1 – Os traficantes somem com as armas da favela, com os “soldados” de máscaras ninjas, com os olheiros e tudo o mais. 2 – A PM entra na favela, sem enfrentar resistência, ocupa os pontos que bem entender, mas não invade nenhuma casa, nenhum barraco, e não prende ninguém, pois não “acha” traficantes ou criminosos. 3 – A favela é tida como “pacificada”, não existem mais marginais circulando armados, os moradores não sofrem mais intimidações, não há mais balas perdidas. 4 – Em compensação, o tráfico fica liberado, desde que feito discretamente, sem muita movimentação.

SEM DISPARAR UM SÓ TIRO – De súbito, o governador Cabral e o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, pareciam ter conseguido resolver um dos maiores problemas da atualidade – a violência e o tráfico de drogas nos guetos das grandes cidades, um dos maiores desafio da Era Moderna.

O mais incrível: na ocupação das favelas não foi disparado um único e escasso tiro, os traficantes e seus “soldados” de máscaras ninjas não lançaram uma só granada, um solitário morteiro, não acionaram lanças-chamas, mísseis portáteis, rifles AR-15 e M-16,  submetralhadoras Uzi, nada, nada.

Não houve uma só troca de tiros, porque havia o acordo entre os traficantes e o governador, que teve a desfaçatez de vir a público e proclamar, textualmente: “Dei prazo de 48 horas para os traficantes deixarem o Cantagalo-Pavão-Pavãozinho!”

Como é que é? O governador esteve como os traficantes, “cara-a-cara”, e fez o ultimato? Ou mandou recado por algum amigo comum? Como foi o procedimento? Ninguém sabe. O que se sabe é que Cabral alardeava que, em todas as favelas onde a PM instalou UPPs, os traficantes e criminosos simplesmente sumiram, assustados, amedrontados, apavorados. Seria bom se fosse verdade…

E O GLOBO ACORDOU… – O artigo de Helio Fernandes plantou a dúvida. Dois anos depois, em 2011, O Globo publicou uma página inteira em sua seção “Logo” (que era uma espécie de “pensata”, organizada por nosso amigo Arnaldo Bloch), ironizando a facilidade com que as favelas teriam sido “pacificadas”. Depois, mais uma vez O Globo, em reportagem de Vera Araújo, comprovou que a denúncia da “Tribuna” estava correta. Sob o título “Feirão de drogas desafia UPP”, com fotos impressionantes na Cidade de Deus, a matéria mostrava que o tráfico de drogas estava e sempre esteve liberado, exatamente como Helio Fernandes afirmara.

E somente agora, cinco anos depois, realmente vem à tona o fracasso das UPPs, e o secretário Beltrame, cúmplice de Cabral na farsa, enfim joga a toalha, depois de passar dez anos acumulando as elevadas remunerações de delegado sênior da Polícia Federal e Secretário de Segurança. Em novembro e dezembro de 2010, por exemplo, recebeu 53 499 reais e 60 912 reais, respectivamente, muito acima do teto do Supremo. De lá para cá, é claro, esse valor só fez aumentar. E cai o pano.