quarta-feira, 20 de abril de 2016

Perguntar não ofende:

Alguém acha mesmo que Lula e Dilma ainda não foram presos porque não há nada de concreto sobre ambos?

Se existe algo que a turma do Moro (Justiça, PF e MP nessa) tem é senso de oportunidade e prudência na medida exata. Já imaginaram a convulsão social que haveria se um dos dois fosse preso imediatamente depois da primeira prova de corrupção de cada um, com seus prestígios abalados apenas por uma ligeira desconfiança? Seria o caos.

Na minha modesta opinião, a Justiça está abarrotada de provas contra ambos, que, no momento certo, vão ser apresentadas.

Muita calma nessa hora.


Desabafo de um ex-petista

Márcio Augusto Costa no Facebook: Eu fui PT

Eu fui PT
Empunhei bandeira, colei adesivos.
Fiz campanha, fui a comícios, usei broches que eu mesmo comprei.
Sei de cor o jingles das campanhas de Lula
Me irritei com as seguidas derrotas
Gritei fora Collor, fora FHC e até fora Globo
Chamei o plano real de golpe
Falei que o “bolsa escola” era forma do governo comprar voto dos mais pobres.

Eu fui PT por que tinha que ser
Eu sou trabalhador, e não democrata, nem liberal, nem comunista
Então o partido do Trabalhador era o lugar do cara que teve que trabalhar pra pagar a faculdade, e sabia que teria que continuar trabalhando duro pra comprar sua casa, pra pagar seu carro, pagar suas viagens.

Eu fui PT por ideologia e não fisiologia.
Não ganhei um centavo, não viajei de graça, não estudei de graça, e nem acho graça nas coisas de graça.
Eu nunca achei golpe o pedido de impeachment de Collor, nem os diversos pedidos manejados contra Itamar ou FHC.
A constituição atribuiu a representantes eleitos pelo povo a função de processar e julgar o presidente, e eu acho isso extremamente democrático.

Eu fui PT
E no ano de 2002 enviei cartões de Natal aos meus queridos amigos com a frase:
“A Esperança venceu o medo!” Eu estava trabalhando na madrugada daquele natal!

Eu fui PT,
E se as redes sociais existissem naquela época, eu compartilharia textos não de Jean Wyllys, ou Jandira, por que eu li Hélio Bicudo, Cristovam Buarque, Fernando Gabeira, eles não são mais PT

Fui PT até quando deu pra ser. Até o dia que o “T”de trabalhador foi substituído pelo “T”de trapaça, de trambique. Por que não de Traição.

O partido dos trabalhadores se agarrou ao poder, e abraçou Renan, Sarney, Collor e até o Maluf, criou fantasias e contou mentiras, soltou a mão de pessoas honestas e sérias, e foi aí que deixei de ser PT.

Eu deixei de ser PT, e me surpreendo com você
Que contesta o fato de Cunha ser o condutor do impeachment
Mas jamais contestou o fato dele ser um dos elos da aliança entre o governo e o PMDB

Eu deixei de ser PT, e me decepciono com você
Que acusa Temer de ser golpista e bandido,
Mas jamais contestou o fato dele ser, desde o primeiro mandato, o vice presidente escolhido por Dilma

Eu deixei de ser PT, e me assusto com você
Que ao ouvir uma gravação não comenta o conteúdo, simplesmente afirma que escuta foi ilegal.
Que diante de uma delação pautada em provas, limita-se a falar em vazamento seletivo.
Que de frente a evidências de fraude, corrupção e tantos crimes, ataca a imprensa, a polícia e o Juiz.

Eu deixei de ser PT, e me envergonho de você
Que aplaude políticos processados, julgados e condenados que entram de punho erguidos na cadeia como se fossem vencedores e não ladrões
Que afirma que o mensalão não existiu, que não há escândalo da Petrobras, que não é dono do sítio, nem do apartamento…. Que nunca soube de nada.
Que afirma que não há crime em uma prática absolutamente ilícita só por que ela já foi feita por outros.

Eu deixei de ser PT, e me incomodo com você
Que vai as manifestações da CUT cheias de balões, camisetas vermelhas, e enormes palcos, tendas e militantes pagos, tudo custeado com dinheiro obrigatoriamente sacado dos salários de trabalhadores todos os anos com o nome de imposto sindical.

Eu deixei de ser PT, e não entendo você
Que fala em defesa da democracia, e afirma que pode ser golpe uma decisão de um congresso eleito pelo povo.
Que fala em voto livre, mas aceita a compra parlamentares com cargos e dinheiro

Eu deixei de ser partido, continuo trabalhador… e você?


Mais uma briguinha de Olavo que evidencia sua crescente insanidade

Parece que o arranca-rabo entre Reinaldo e Olavo recrudesceu. As duas figuras resolveram voltar a trocar gentilezas pela internet, evidenciando, principalmente por parte do Olavo, a falta de maturidade e de serenidade de duas pessoas que falam quase a mesma língua, mas não sabem discutir civilizadamente. Os egos atrapalham. Em que pese Olavo ser imbatível no quesito “dono da verdade”, Reinaldo também se acha o tal, só que dessa vez ele tem um pouco de razão e sempre teve muito mais educação que o “filósofo”, que não tem nenhuma.

A verdade é que a briguinha vinha se arrastando há algum tempo, mas, em virtude de recentes críticas de Reinaldo a Bolsonaro, xodó do Olavo, as olavetes subiram nas tamancas e o “mestre” comprou a briga. Ele vive disso, tal e qual Bolsonaro, para se manter em evidência e alimentar o ego.

Pior que a briguinha é constatar que Olavo, uma enciclopédia, está cada vez mais insano. É uma pena, um desperdício. Some-se a isso o patrulhamento ostensivo das olavetes, indispensáveis disseminadoras das barbaridades, que seguem à risca o padrão de mau comportamento do “mestre”, e está completo quadro caótico pintado pelo seu criador.

Eis algumas pérolas de Olavo no Facebook “curtidas” à exaustão por suas “tolavetes”:

Permitir que o povo fizesse sua própria História, passando por cima dos ídolos de papelão da Nova República e da “Constituição Cidadã”? Jamais. Todas as fibras do gelatinoso ser do sr. Reinaldo Azevedo se revoltavam contra essa hipótese hedionda. Ele jamais consentiria em viver num mundo onde tipos como FHC, José Serra e Miguel Reale Junior fossem apenas sombras do passado.

Reinaldo “Estado de Direito” Azevedo não tem um pingo de amor ao Brasil ou ao povo brasileiro. Só tem à “Nova República”, isto é, à turminha dele mesmo.

Reinaldo Azevedo, você é apenas um CANALHA. O que você diz de mim e dos meus alunos é tão porco, tão abjeto, tão mentiroso, que nem merece resposta. Não vou discutir com você, porque meus alunos são suficientes para jogar você na privada tucana que é o seu “habitat” natural.

Reinaldo Azevedo acha que, distante do Brasil, nada sei do que se passa no país mas, por telepatia, controlo com mão de ferro atos e pensamentos de milhares de meus alunos. Reinaldo, vá cagar.


Esqueletos no armário de Dilma

Época

Em outubro de 1968, o Serviço Nacional de Informações (SNI) produziu um documento de 140 páginas sobre o estado da “guerra revolucionária no país”. Quatro anos após o golpe que instalou a ditadura militar no Brasil, grupos de esquerda promoviam ações armadas contra o regime. O relatório lista assaltos a bancos, atentados e mortes. Em Minas Gerais, o SNI se preocupava com um grupo dissidente da organização chamada Polop (Política Operária). O texto afirma que reuniões do grupo ocorriam em um apartamento na Rua João Pinheiro, 82, em Belo Horizonte, onde vivia Cláudio Galeno Linhares. Entre os militantes aparece Dilma Vana Rousseff Linhares, descrita como “esposa de Cláudio Galeno de Magalhães Linhares (‘Lobato’). É estudante da Faculdade de Ciências Econômicas e seus antecedentes estão sendo levantados”. Dilma e a máquina repressiva da ditadura começavam a se conhecer.


As falsas Dilmas
Durante os cinco anos em que essa máquina funcionou com maior intensidade, de 1967 a 1972, a militante Dilma Vana Rousseff (ou Estela, ou Wanda, ou Luiza, ou Marina, ou Maria Lúcia) viveu mais experiências do que a maioria das pessoas terá em toda a vida. Ela se casou duas vezes, militou em duas organizações clandestinas que defendiam e praticavam a luta armada, mudou de casa frequentemente para fugir da perseguição da polícia e do Exército, esteve em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, adotou cinco nomes falsos, usou documentos falsos, manteve encontros secretos dignos de filmes de espionagem, transportou armas e dinheiro obtido em assaltos, aprendeu a atirar, deu aulas de marxismo, participou de discussões ideológicas trancada por dias a fio em “aparelhos”, foi presa, torturada, processada e encarou 28 meses de cadeia.

Hoje candidata do PT à Presidência da República, Dilma fala pouco sobre esse período. ÉPOCA pediu, em várias ocasiões nos últimos meses, uma entrevista a Dilma para esclarecer as dúvidas que ainda existem sobre o assunto (leia algumas delas no quadro da última página). Todos os pedidos foram negados. Na última sexta-feira, a assessoria de imprensa da campanha de Dilma enviou uma nota à revista em que diz que “a candidata do PT nunca participou de ação armada”. “Dilma não participou, não foi interrogada sobre o assunto e sequer denunciada por participação em qualquer ação armada, não sendo nem julgada e nem condenada por isso. Dilma foi presa, torturada e condenada a dois anos e um mês de prisão pela Lei de Segurança Nacional, por ‘subversão’, numa época em que fazer oposição aos governos militares era ser ‘subversivo’”, diz a nota.

Dilma foi denunciada por chefiar greves e assessorar assaltos a banco
A trajetória de Dilma na luta contra a ditadura pode ser conhecida pela leitura de mais de 5 mil páginas de três processos penais conduzidos pelo Superior Tribunal Militar nas décadas de 1960 e 1970. Eles estão no acervo do projeto Brasil: Nunca Mais, à disposição na sala Marco Aurélio Garcia (homenagem ao assessor internacional da Presidência) no arquivo Edgard Leuenroth, que funciona em um prédio no campus da Universidade de Campinas, em São Paulo, e em outros arquivos oficiais. A leitura de relatórios, depoimentos e recursos burocráticos permite conhecer um período da vida de uma pessoa que mergulhou no ritmo alucinante de um tempo intenso. O contexto internacional dos anos 1960, de um mundo dividido entre direita e esquerda, em blocos de países capitalistas e comunistas, propiciava opções radicais. O golpe militar de 1964 instaurou no Brasil um regime ditatorial que sufocou as liberdades no país e reprimiu oposições. Milhares de pessoas foram presas por se opor ao regime, centenas foram assassinadas após sessões de tortura promovidas por uma horda de agentes públicos mantidos ocultos ou fugiram para o exílio para escapar da repressão.

Dilma Rousseff foi um desses jovens marxistas que, influenciados pelo sucesso da revolução em Cuba liderada por Fidel Castro nos anos 50, se engajaram em organizações de luta armada com a convicção de que derrubariam a ditadura e instaurariam um regime socialista no Brasil. Dilma está entre os sobreviventes da guerra travada entre o regime militar e essas organizações. Filha de um búlgaro e uma brasileira, estudante do tradicional colégio Sion, de Belo Horizonte, a vida de classe média alta de Dilma mudou a partir do casamento com o jornalista Cláudio Galeno Magalhães Linhares, em 1967. “(Dilma) Ingressou nas atividades subversivas em 1967, levada por Galeno Magalhães Linhares, então seu noivo”, afirma um relatório de 1970 da 1a Auditoria Militar. As primeiras menções a Dilma em documentos oficiais a citam como integrante de uma dissidência da Polop. Esse grupo adotou o nome de Organização. Com novas adesões de militantes que abandonaram o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), a Organização se transformou em Colina (Comando de Libertação Nacional). Em seu documento básico, o Colina aderiu às ideias de Régis Debray, autor francês que, inspirado na experiência cubana de Fidel Castro, defendia a propagação de revoluções socialistas a partir de focos guerrilheiros. A doutrina de Debray ficou conhecida como “foquismo”.

Ex-contemporâneos de prisão citam o apartamento de Dilma da Rua João Pinheiro, em Belo Horizonte, como um dos principais pontos de reuniões da organização. Em depoimento prestado no dia 4 de março de 1969, o militante do Colina Ângelo Pezzutti afirma que “encontrou-se (com outro militante) algumas vezes no apartamento 1.001, Condomínio Solar, residência de Galeno e Dilma”. Dilma é citada como responsável por ministrar aulas de marxismo, comandar uma “célula” na universidade para atrair novos militantes para a causa. “Em princípios de 1968, o declarante, por recomendação de Carlos Alberto, coordenou uma célula política, na qual tomaram parte Dilma, estudante de economia, cujo nome de guerra é Estela, Erwin e Oscar (nomes de outros dois militantes)”, diz o depoimento de outro militante, Jorge Raimundo Nahas. “O objetivo principal dessa célula era trabalhar o meio estudantil.” Um dos universitários recrutados foi Fernando Damata Pimentel, de 17 anos. Ex-prefeito de Belo Horizonte, Pimentel é candidato ao Senado pelo PT e é um dos coordenadores da campanha de Dilma.

De acordo com os depoimentos, nas reuniões – muitas realizadas no apartamento de Dilma – o grupo decidia suas ações. Em seu depoimento, Nahas afirmou que parte do Colina, com o decorrer do tempo, passou a acreditar que a organização deveria ter um caráter mais militar. Foram criados setores de “expropriação, levantamento de áreas, sabotagem e inteligência e informações”. “Dilma e Oscar permaneceram no setor estudantil”, diz Nahas. Essa decisão marca um ponto de inflexão na curta história do Colina. O grupo passou a fazer ações armadas. O historiador Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo, é autor de Combate nas trevas, o mais completo relato da luta armada contra a ditadura militar. Ele afirma que o Colina foi uma das poucas organizações a fazer a “pregação explícita do terrorismo”.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Brasil surreal agora tem dois presidentes e nenhum governa, “graças” ao STF! São umas gracinhas mesmo...

Carlos Newton: Supremo instituiu vácuo administrativo e o país agora tem dois presidentes

Ao legislar sobre o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff, por obra e graça do criativo ministro Luís Roberto Barroso, o Supremo Tribunal Federal inventou que o Senado teria o direito de aprovar ou rejeitar liminarmente a decisão da Câmara, circunstância existente na legislação. Com isso, o Supremo simplesmente instituiu um vácuo administrativo que a legislação referente ao impeachment (Lei 1079) sabiamente tentou evitar, ao estabelecer o imediato afastamento de presidente da República ou ministro de Estado, logo após de encerrada a votação da Câmara, cuja Mesa Diretora então edita o chamado “decreto de acusação”.

O artigo 23 da Lei do Impeachment não deixa margem a dúvidas, ao determinar que “são efeitos imediatos ao decreto da acusação do Presidente da República, ou de Ministro de Estado, a suspensão do exercício das funções do acusado e da metade do subsídio ou do vencimento, até sentença final” (parágrafo 5º).

E o parágrafo 6º estabelece a etapa seguinte: “Conforme se trate da acusação de crime comum ou de responsabilidade, o processo será enviado ao Supremo Tribunal Federal ou ao Senado Federal”.

Como se constata, a Mesa da Câmara simplesmente esqueceu o parágrafo 5º (afastamento de Dilma) e seguiu direto para o parágrafo 6º (comunicação ao Senado). Na verdade, a esculhambação institucional e jurídica incentivada pelo Supremo é de tal ordem que agora se conseguiu criar uma situação esdrúxula e altamente perigosa, porque a Mesa da Câmara ficou temerosa de cumprir a lei e não intimou a presidente da República, desrespeitando o que está determinado na Lei 1079.

Com esta aberração criada sob coordenação do ministro Luís Roberto Barroso, com a conivência da maioria dos ministros, à exceção de Dias Toffoli e Gilmar Mendes, o país acordou hoje com dois ocupantes da Presidência da República – a petista Dilma Rousseff, que já tem contra ela o decreto de acusação que a obrigaria a se afastar, e o peemedebista Michel Temer, vice-presidente que já deveria estar em exercício, mas está impedido de assumir pelo Supremo.

Parece brincadeira, mas é a realidade do surrealismo que caracteriza o Brasil. Por enquanto, a ainda presidente Dilma Rousseff pode voltar ao Palácio do Planalto e despachar normalmente, nomear ministros, autorizar despesas, demitir autoridades ligadas aos “traidores”, fazer o que bem entender.

E o vice-presidente Michel Temer fica completamente manietado, sem poder governar, como se fosse uma espécie de refém institucional. Enquanto o Senado não confirmar o afastamento de Dilma, o vice Temer não pode nem pisar no Planalto, vejam bem a absurda irresponsabilidade do Supremo e a inaceitável leniência da Câmara, que deveria simplesmente ter cumprido a Lei do Impeachment, que continua em vigor, e afastado Dilma Rousseff da Presidência, mediante o decreto de acusação. Se depois o Senado quisesse anular o processo e reintegrar Dilma, o problema não é da Câmara.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, é conivente com esta situação e não quer briga com o Supremo, que tem o hábito de deixar prescrever os crimes contra ele. Ao invés de reunir logo os senadores e votar se Dilma poderá ser julgada ou não, pondo fim ao vácuo administrativo, ele vai cumprir o rito antigo, ao estilo de Martinho da Vila, devagar, devagarinho…

A leitura da decisão da Câmara somente será feita pela Mesa do Senado nesta terça-feira, dia 19. Se estiverem a fim, os senadores podem formar a chapa e eleger logo a Comissão Especial do Impeachment, mas tudo indica que ainda haverá negociações e debates, com transmissão ao vivo pela TV. e político gosta mesmo é de holofotes.

Bem, depois de formada e instalada, a Comissão elegerá seu presidente e o relator, que terá prazo de dez dias para estudar o assunto e emitir seu parecer, sendo entrevistado várias vezes, diariamente, sobre a denúncia. A etapa seguinte será a votação do parecer pela Comissão. Seja qual for o resultado, será depois submetido ao plenário, que finalmente então decidirá se a presidente Dilma responderá a processo ou não.

Por fim, é bom lembrar que todo esse ritual pode ser bagunçado pelos senadores do PT, pedindo vistas, levantando questões de ordem e tudo o mais, Ou seja, o país vai ficar longo tempo com uma presidente-zumbi sentada no Planalto, até desencarnar totalmente, vejam a situação surrealista criada pelo Supremo, ao dar pitacos em assuntos que só dizem respeito ao Congresso, desrespeitando a indispensável independência dos Poderes da República. Mas quem se importa?


Bom, agora só falta, entre muitas outras coisas...

Prender o Lula;
Prender a Dilma;
Cassar e prender o Renan;
Cassar e prender o Cunha;
Acabar com o MST e congêneres;
Acabar com o imposto sindical;
Acabar com uns 20 Ministérios;
Demitir funcionários públicos nomeados;
Desmascarar o BNDES;
Mudar radicalmente a Economia;
Salvar a Saúde;
Começar uma nova Educação;
Instituir a Segurança;
Ajustar os Transportes
Moralizar o INSS;
Reduzir a burocracia;
Unificar os impostos;
Trocar a bolsa família por empregos dignos;
Reduzir o número de deputados e senadores;
Privatizar a Petrobras, a Caixa e o Banco do Brasil;

Aceita-se sugestões...


Por que desconfiar de Temer?

Temer nunca foi uma figura proeminente e nem preeminente, por isso, muito pouco ou quase nada se sabe dele.

Sei, por exemplo que ele é um jurista com vários livros publicados e teses consagradas pelos seus colegas. Como político, sempre caracterizou-se pela discrição, o que nos leva, influenciados por seus opositores e pela falta de maiores informações, a considerá-lo um “armador” - na dúvida, todo político é corrupto. Eu, particularmente, desconheço qualquer crime que desabone sua conduta. Seria leviandade minha afirmar algo contra ele só por ouvir falar. Ideologicamente, por certo ele está longe de ser o político dos meus sonhos, já que ele incorpora e protagoniza as características do PMDB de, digamos, adaptabilidade plena a qualquer regime, evidenciando o propósito do poder pelo poder, nem que seja como coadjuvante.

Mas o que foi Itamar Franco senão um mequetrefe do qual se tinha muito mais a falar, e que, no entanto, fez um governo que nos tirou do atoleiro? Sinceramente, não vejo motivos para Temer ser diferente de Itamar e nem motivo para tanta celeuma.

O que queriam de um sujeito - que foi tão eleito quanto Dilma - em termos de participação no processo petista de governo se ele sempre foi solenemente ignorado pela anta-em-chefe? Fidelidade em troca do desprezo? Ora, vão lamber sabão! Se ele conspirou contra o governo nos últimos dias da Tetéia - e é óbvio que o fez - foi a troco de manter seu prestígio político e, claro, oportunamente, depois que a vaca já tinha ido para o brejo, concretizar suas ambições de poder, que sempre foram muito discretas. Assim como não há motivos para confiar em Temer, também não os há para desconfiar, já que, em tudo e por tudo ele foi extremamente previsível.

Cá com os meus botões

“O verdadeiro canalha é, antes de tudo, frio, calculista, não responde a provocações e, desde que esteja do nosso lado, é um mal extremamente necessário. Todos deveriam ter pelo menos um canalha entre seus melhores amigos.”
Ricardo Froes, eu mesmo, após uma overdose de Nelson Rodrigues.

Escrupulosos, “ma non troppo”

Muita gente que apoiou o impeachment o fez com cara de nojo por causa de Eduardo Cunha. Estão reclamando de quê? Qual outro político teria colhões suficientes para sustentar essa guerra até o fim? Bolsonaro? Duvido! O coronel não serve nem para limpar as botas de Cunha quando os assuntos são experiência, matreirice, conhecimento, inteligência, preparo e sangue frio. Imaginem a reação de Bolsonaro sendo brindado com todos impropérios dirigidos a Cunha durante todo o processo.

Cunha se portou com a serenidade de um verdadeiro canalha de carteirinha, plenamente consciente que seu objetivo só seria conseguido se ele não reagisse às tergiversações acusatórias envolvendo sua coleção de delitos. Engoliu todos os sapos do brejo parlamentar e os digeriu sem demonstrar desconforto, ciente que estava sobre a sua situação na Justiça, que nada tinha a ver com o processo de impeachment, sem, em nenhum momento, ter perdido tempo em responder às provocações vindas da tropa de choque da Dilma, que tinham o nítido intuito de retardar o processo.

Ninguém além de Cunha suportaria tamanha carga.

Eu, crítico de Cunha desde priscas eras, quando ele nem sonhava em ser presidente da Câmara, sou obrigado a confessar que, nesse caso, o teólogo jesuíta Hermann Busenbaum, em sua obra Medulla Theologiae Moralis, de 1645 está absolutamente certo ao afirmar que “cum finis est licitus, etiam media sunt licita” (quando o fim é lícito, também os meios são lícitos).

Além disso, se Cunha ainda não foi cassado, preso ou ambos, ele está tão habilitado quanto qualquer dos 273 deputados federais citados na Justiça e nos Tribunais de Contas (53,2% do total), que votaram ontem. Não há como invalidar ou mesmo desmerecer a importância do processo de impeachment se é esse tipo de gente que dispomos para o momento. Não tem tu, vai tu mesmo.

Se muitos estão mesmo preocupados, cheios de escrúpulos e com medo que a situação se repita, que tomem vergonha na cara e cuidem de tratar seus votos como bens preciosos e inalienáveis, começando por outubro agora, quando elegeremos prefeitos e vereadores, aproveitando, cada um, o embalo desse fabuloso despertar político.


Com licença por alguns retoques no seu “José”, Carlos Drummond de Andrade

Lula

E agora, Lula?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, Lula?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, Lula?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, Lula?

E agora, Lula?
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir pro Palácio,
Palácio não há mais.
Lula, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, Lula!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, Lula!

Lula, para onde?

Você sabe o que são as pedaladas fiscais?

Milton Valdameri

Como nossos gloriosos juristas, inclusive aqueles que assinaram o pedido de impeachment, os nossos gloriosos jornalistas, analistas, comentaristas e políticos não tiveram a capacidade de explicar de forma razoável o que foram as pedaladas fiscais, eu ofereço aos amigos do TMU, uma abordagem mais apropriada do tema.

A primeira contestação das pedaladas ocorreu quando as contas do governo ainda estavam sendo julgadas no TCU (Tribunal de Contas da União). Os governistas alegaram que os governos anteriores também praticaram as tais pedaladas, mas essa alegação é totalmente improcedente, conforme mostro a seguir.

Em primeiro lugar, é necessário saber que existem programas de governo, como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e outros. Esses programas possuem recursos previstos no orçamento, que devem ser repassados para instituições financeiras, como CEF, Banco do Brasil e BNDES.

Com frequência, os governos, inclusive os anteriores à Dilma, atrasavam o repasse dos recursos, ou seja, o dinheiro que deveria ser repassado no dia primeiro, era repassado no dia dez ou quinze. As instituições financeiras usavam recursos próprios para repassar os benefícios aos cidadãos, depois recompunham o caixa com o recebimento dos recursos.

Em 2013, nos últimos meses, a Dilma começou a fazer uma outra manobra, que perdura até 2016. Esta outra manobra é que caracteriza a pedalada fiscal, a prática identificada nos anos, e governos anteriores, são apenas atrasos no repasse do dinheiro. Então vejamos a manobra da Dilma, restringindo a explanação ao Bolsa Família e à CEF.

A Dilma não repassou os recursos para a CEF, em vez disso, ela contabilizou o dinheiro usado pela CEF para pagar o Bolsa Família como empréstimo, que teria sido usado para pagar os beneficiários do programa. Os dois problemas fiscais, são o seguinte: 1) o governo não pode contrair empréstimo sem autorização do congresso; 2) o governo não pode contrair empréstimo da CEF, pois é estatal, equivale a emprestar dinheiro para si mesmo.

Mas a expressão “pedalada”, vem da operação contábil, que é totalmente irregular. Para que o dinheiro usado pela CEF pudesse ser considerado um empréstimo, ele teria que ser lançado em uma conta corrente do governo, ANTES de ser lançado na conta do beneficiário, depois deveria ser lançado na conta da CEF como repasse dos recursos. Como ela já tinha repassado o dinheiro para os beneficiários, ela emprestou ao governo um dinheiro que ela não tinha mais.

Então vejamos, supondo que o Ricardo e eu fossemos vizinhos, frequentássemos há muito tempo um mesmo restaurante e acontecesse o seguinte:

a) Eu estou com minha família no restaurante, assim como o Ricardo está com a família dele em outra mesa.

b) Por algum motivo de distração, o Ricardo sai sem pagar.

c) O gerente do restaurante (Argento) vem conversar comigo, pois sabe que Ricardo e eu somos vizinhos e muito amigos. Eu pago a conta, que seria cem reais.

d) Encontro com o Ricardo no elevador do prédio e conto que paguei os cem reais no restaurante. Então o Ricardo pede os cem reais emprestado.

e) Para a operação ser contabilmente válida, eu teria que ir ao restaurante, pedir os cem reais de volta, entregar ao Ricardo, que teria que ir ao restaurante pagar a conta.

Espero que essa explanação consiga mostrar o significado da “pedalada”. Mas imaginem essa história do restaurante acontecendo todas as semanas, durante mais de um ano, sem nunca pagar nenhum dos cem reais que eu gastei para pagar as contas do Ricardo. A Dilma fez isso todos os meses durante mais de um ano, e até aonde eu sei, não parou de fazer.


PS. Elenco da história do restaurante: Ricardo, governo – Milton, CEF – Argento, beneficiário do Bolsa Família.

sábado, 16 de abril de 2016

A História se repete: de Brizola a Stedile, o desespero é igual e o fim é o mesmo

Companheiros e companheiras do MST:

Aproveitem a dica do burguesão Stedile, invadam sua vinícola montada ilegalmente em terras desapropriadas e façam o que mais sabem: quebrem tudo!

Diga-se de passagem, eu já ouvi um outro salafrário, tambem gaúcho, há 52 anos, às vésperas da intervenção militar, dizer a mesma coisa: Leonel Brizola.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Mais Moro, Menos Lula

Ou, na linguagem petralha, “Menas Lula”, porque “menas” é adverbo e, como tal, vareia...

Thiago Kistenmacher Vieira

1 – Mais Moro, Menos Lula, porque enquanto aos 23 anos de idade Lula se filiava ao sindicato para promover agitações, Moro, exatamente com a mesma idade, se formava em Direito.

2 – Mais Moro, Menos Lula, porque ao passo que Moro ficou conhecido por trabalhar, Lula ficou conhecido por fazer greves.

3 – Mais Moro, Menos Lula, porque embora o juiz fale pouco, mas fale muitas verdades, o ex-presidente fala muito, mas nenhuma verdade.

4 – Mais Moro, Menos Lula, pois enquanto Lula expõe o Brasil no exterior como centro de corrupção, Moro expõe a justiça brasileira combatendo a corrupção. Além do mais, porque enquanto o primeiro condena criminosos, o segundo é ele próprio um criminoso.

5 – Mais Moro, Menos Lula, porque enquanto Moro adquire respeito mesmo quase sem se manifestar apesar da vontade dos brasileiros, Lula perde o respeito se manifestando por todo o país apesar da repulsa dos brasileiros.

6 – Mais Moro, Menos Lula, porque enquanto Moro é chamado de golpista e elitista mesmo sem ostentar qualquer riqueza, o primeiro é um elitista que se diz honesto e humilde mesmo sendo corrupto e ostentando milhões. Lula alega que o sítio e o triplex não são dele, seriam de um “amigo”, mas só amigos elitistas possuem triplex e sítios enormes. Lula, na verdade, não possui só um triplex, ele possui um prédio inteiro de mentiras onde em cada andar reside um escândalo diferente.

7 – Mais Moro, Menos Lula, porque ao passo que o rosto de Sérgio Moro está estampado em camisas e cartazes verdes e amarelos, o rosto de Lula só aparece em camisas e bandeiras vermelhas. Ademais, enquanto Moro tenta manter seu rosto afastado dos holofotes, Lula faz show vestindo camisa com seu próprio rosto estampado.

8 – Mais Moro, Menos Lula, simplesmente porque enquanto o primeiro usa a lei para barrar a corrupção, o segundo usa a corrupção para barrar a lei.

9 – Mais Moro, Menos Lula, porque enquanto o segundo efetua operações para desviar o dinheiro dos brasileiros para os cofres do PT, o primeiro realiza operações para devolver o dinheiro dos brasileiros para os cofres do Brasil.

10 – Mais Moro, Menos Lula, porque ao passo que o juiz inocente acusa um mafioso culpado com base em provas, o mafioso culpado acusa o juiz inocente sem base alguma. E enquanto Moro está ao lado do Brasil, Lula está no centro do PT.


A luta tem que continuar!

“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”
Ayn Rand

Meu medo é que depois do impeachment todo esse ânimo popular de hoje volte ao estado de estupor que sempre esteve até bem pouco tempo atrás, quando as pessoas eram mais preocupadas com os Big Brothers da TV do que com os Big Brothers orwellianos da política. O retrato que Ayn Rand fez, há quase um século, do que é hoje a nossa sociedade exige, mais que nunca, que sigamos as palavras de Eduardo Mondlane, líder revolucionário e ideólogo de Moçambique, em um discurso de 1967: “a luta continua!” - com a devida vênia dos “cumpanheiros e cumpanheiras” que se apropriaram da expressão.

Por certo o “a luta continua” original se referia à luta armada dos membros da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) pela independência do país e, por certo, a nossa luta, que vai continuar, também tem que ser armada, só que em vez de armas de fogo, as nossas armas terão que ser a continuidade dessa consciência política recém-despertada, aliada ao sentimento de que tudo voltará à estaca zero se continuarmos, como antes, a nos recusar a interferir com determinação e seriedade em todos os processos sócio-políticos do País.

A sensação de vitória que se avizinha com o impeachment não pode ficar restrita ao domingo que vem. Ela tem que, daí para adiante, ser diária e não pode cessar nem depois que o último político corrupto seja preso, pois ainda nos caberá o dever de obedecer “titio” Thomas Jefferson, quando ele recomendou a vigilância eterna como o único meio de conquistarmos a liberdade.

Portanto, espero que continuemos no esforço em nos dedicar cada vez mais aos assuntos relevantes do País até que isso vire uma rotina como tomar banho. E já que hoje ninguém mais vive sem a internet, vamos também esquecer um pouco a preocupação com “curtir” imagens de santinhos, orações milagrosas e fotos de crianças doentes para sermos realmente úteis uns aos outros e o futuro que sonhamos para os nossos filhos e netos chegue bem rápido, ainda a tempo de podermos, nós mesmos, aproveitá-lo.


quinta-feira, 14 de abril de 2016

É impressão minha ou o pessoal está se cansando dos “donos da verdade”?

Explico. Até há pouco tempo, o que mais se via internet afora eram cópias de textos de Reinaldos, Rodrigos, Jabores, Olavos e outros que tais, ditos “formadores (ou seriam deformadores?) de opinião”. Hoje, mesmo no Facebook, onde se copiava e colava até receita de bolo dizendo que era manifesto pró-impeachment, pouco ou nada se vê desses caras. O pessoal continua reproduzindo fatos, mas as opiniões, agora, quase sempre são próprias.

Eu gostaria de acreditar menos que isso se deva ao visível aumento progressivo dos egos dos “formadores”, transformando-os em verdadeiros chatos de galochas, e mais que seja por um despertar da consciência de cada um com relação às suas responsabilidades políticas e cidadãs.

Zeus queira que eu esteja certo.


ATENÇÃO!!! MICHEL TEMER ASSUME EFETIVAMENTE O GOVERNO NO DOMINGO

Temer nem precisa tomar posse, a transmissão é automática

Carlos Newton da Tribuna da Internet

Reina a confusão no Congresso e na imprensa, com o Senado e os sites dos grandes jornais anunciando que a presidente Dilma Rousseff não será automaticamente afastada, se o plenário da Câmara aprovar o processo de impeachment neste domingo. Pelo contrário, os sites dos grandes jornais, como Folha e Estadão, afirmam que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ainda vai definir o rito do processo e já até iniciou negociações com as lideranças. E o pior é que essas matérias ficcionais dizem também que a assessoria técnica do Senado prevê que, em caso de autorização da abertura do impeachment pelo plenário da Câmara, o Senado só deve votar no dia 11 de maio o pedido de instauração do processo, para que finalmente ocorra o consequente afastamento automático de Dilma, se os senadores assim entenderem.

“Essa decisão – que será tomada pela maioria dos senadores presentes em plenário – é crucial porque a partir dela o vice-presidente Michel Temer assumirá o cargo por até 180 dias, caso o julgamento da presidente não seja concluído até esse prazo“, afirma uma dessas sensacionais matérias, que merecem disputar o prêmio de Piada do Ano.

LEIAM A LEI!!!

Provoca surpresa o fato de que os jornalistas ditos especializados e a assessoria técnica do Senado fiquem fazendo elocubrações, ao invés de simplesmente consultarem a Lei 1.079, conhecida como Lei do Impeachment, que continua em vigor, porque o Supremo Tribunal Federal, ao fazer estranhas “inovações” no rito, não teve a ousadia de interpretá-la a seu bem prazer, como fez em relação ao Regimento Interno da Câmara, por obra e arte do ministro Luís Roberto Barroso, que decididamente não faz jus à toga que enverga.

Se tivessem se dado ao trabalho de consultar a Lei 1.079, jornalistas e assessores tomariam conhecimento de que Dilma Rousseff será afastada de imediato, assim que receber o chamado “decreto de acusação”, a ser emitido pela Mesa da Câmara logo após a votação. Como dizia nosso amigo Francisco Milani, vamos deixar de chorumelas e mostrar logo o texto do dispositivo específico da legislação que rege a matéria, com destaque especial para os parágrafos 5º e 6º:

Art. 23. Encerrada a discussão do parecer, será o mesmo submetido a votação nominal, não sendo permitidas, então, questões de ordem, nem encaminhamento de votação.

1º Se da aprovação do parecer resultar a procedência da denúncia, considerar-se-á decretada a acusação pela Câmara dos Deputados.
2º Decretada a acusação, será o denunciado intimado imediatamente pela Mesa da Câmara dos Deputados, por intermédio do 1º Secretário.
3º Se o denunciado estiver ausente do Distrito Federal, a sua intimação será solicitada pela Mesa da Câmara dos Deputados, ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado em que ele se encontrar.
4º A Câmara dos Deputados elegerá uma comissão de três membros para acompanhar o julgamento do acusado.
5º São efeitos imediatos ao decreto da acusação do Presidente da República, ou de Ministro de Estado, a suspensão do exercício das funções do acusado e da metade do subsídio ou do vencimento, até sentença final.
6º Conforme se trate da acusação de crime comum ou de responsabilidade, o processo será enviado ao Supremo Tribunal Federal ou ao Senado Federal.

Como se vê, o Senado nada tem a ver com o afastamento provisório da presidente Dilma Rousseff por até 180 dias, conforme determina a Constituição.

Muito pelo contrário, no artigo 23 da Lei do Impeachment o Senado só vem a ser mencionado em seu parágrafo 6º, quando fica determinado que o “decreto de acusação” será encaminhado ao Senado pela Câmara, para julgamento em caso de crime de responsabilidade.

O QUE ACONTECERÁ DOMINGO?

Se for mantida a programação já aprovada pelos líderes partidários, a sessão final será aberta no domingo às 14 horas, para enfim proceder à votação do parecer já aprovado na Comissão Especial. Se o plenário aceitar a abertura do processo, o que já está mais do que garantido, com o placar do Estadão agora em 332 a 124 (faltam apenas 10 votos a favor do impeachment, e há 57 indecisos), a Mesa da Câmara vai expedir de imediato o “decreto de acusação”, que o primeiro-secretário levará pessoalmente ao Palácio Alvorada, para entregá-lo a Dilma, em forma de “intimação”, vejam que constrangimento.

Com isso, o vice-presidente Michel Temer assume automaticamente o governo, que não pode ficar acéfalo, e ele nem precisa tomar posse, até mesmo porque não há quem possa lhe transmitir o cargo. Portanto, basta ele se encaminhar ao Palácio do Planalto, sentar-se à mesa do gabinete presidencial e iniciar os trabalhos.

Sua posse definitiva, em cerimônia oficial do Congresso, só ocorrerá depois que o Senador aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff, como ocorreu com Itamar Franco, que assumiu o governo em outubro de 1992, quando houve a aprovação do impeachment de Collor na Câmara, mas só tomou posse definitivamente depois do referendo pelo Senado, no final de dezembro daquele ano.

JOGANDO CONVERSA FORA

Quanto ao rito no Senado e à consulta que Renan pretende fazer ao Supremo sobre a forma de proceder, nada disso interessa. Se a Câmara aprovar o impeachment, Temer assume, muda o ministério, começa a nomear os postos mais importantes do segundo escalão da República e a vida continua, pelo menos até o Tribunal Superior Eleitoral decidir as ações em andamento, que podem causar o cancelamento do registro da chapa da qual Temer participou com Dilma na eleição de 2014, e há amplas possibilidade de cassação de seu mandato.

Mas esse julgamento só ocorrerá em 2017, e o suspense jurídico vai se perpetuando.


Ataque de um morto-vivo ao bom senso

“Em lance de estadista a presidente da República prepara mensagem ao Congresso Nacional contendo emenda constitucional antecipando as eleições para presidente e vice-presidente da República coincidentes com as próximas municipais. Seu vice-presidente não poderá recusar sua assinatura na mensagem. A presidente entra para a História e sai com vida.”

Marcello Cerqueira, advogado e político “dasesquerda”, saindo da tumba para dizer asneira. Pelo menos não escreveu “presidenta”...

Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay


Roberto Jefferson, meu bandido favorito - vídeo Roda Viva

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Fernando Morais é um merda!


Será que Paulo Ghiraldelli teve um surto?


Como eu não posso ver defunto sem chorar, se há uma coisa que me incomoda nesses “intelectuais” é a pretensão. Afinal de contas, o que é um intelectual, já que Olavos, Ghiraldellis, Boffs e outros presunçosos se outorgam esse “título”, com a maior cara de pau?

Segundo o Houaiss, na definição mais imbecil que possa haver, “intelectual” é “aquele que vive predominantemente do intelecto”. Se intelecto é, segundo o mesmo autor, a “faculdade de compreender, a atividade pensante inerente à condição humana, capaz de conferir sentido, limites, ordem e medida ao universo e a seus seres”, não há ser humano que não viva “predominantemente do intelecto”, que é “inerente à condição humana”. Seja o sujeito um puxador de carroças, um médico, um ladrão ou um mendigo, ele é um “intelectual”.

Em uma outra definição do Houaiss, vaga e quase imbecil, ele diz que “intelectual” é “aquele que demonstra gosto e interesse pronunciados pelas coisas da cultura, da literatura, das artes etc.”. Ora, desde quando o simples fato de “gostar” de alguma coisa denota méritos que elevem a classificação de “intelectual” a uma categoria que seja privilegiada pelo destaque em relação aos outros humanos?

Diga-se de passagem, essa questão da intelectualidade presumida já inflava o ego dos antigos romanos. O filósofo Marcus Tullius Cicero já dizia que “docto homini et erudito vivere est cogitare” - para um homem estudioso e culto viver é pensar.

E por acaso alguém vive sem pensar?

“Negra periférica” contraria sua vocação para “doméstica” e se forma em medicina

Pois é. O título é uma gozação, mas quem o elaborou foi a própria Suzane da Silva ao dizer que “tinha tudo para ser uma excelente babá, faxineira ou empregada doméstica”, profissões certamente consideradas menores por ela. Já que ela, em tudo e por tudo que diz e faz, por enquanto evidencia que boa médica não será, quem sabe pudesse ter sido mesmo excelente nas atividades que ela implicitamente despreza?
Suzane da Silva diz ter sofrido ameaças racistas após publicar nas redes sociais uma foto como esta.
A começar pelo cartaz, fica claro que ela se propõe a atender só negros, já que o pessoal da “casa grande” - como ela se refere aos brancos - não vai se arriscar se submeter a tanto preconceito. Já imaginaram a raiva que essa mulher exala sendo posta em prática no atendimento médico a um louro de olhos azuis?

Depois - e sei que é um ponto perigoso para criticar já que os politicamente corretos costumam achar pelos em ovos e penas em burros - o que é esse cabelo? Não se trata de uma crítica à estética de Suzane, que seria perfeita se ela se apresentasse como uma artista, uma cantora. O problema é que a profissão que ela escolheu pressupõe uma assepsia que começa na aparência, e a maneira como ela se apresentou não passa essa sensação - também não estou insinuando que a moça é porca (tenho que pisar em ovos...).

Enfim, fazer o quê? Suzane é um produto legítimo desses quase 14 anos de distorções éticas e morais difundido pelo PT no governo. Pode ser que o tempo e as próprias exigências profissionais operem mudanças benéficas na moça que a transformem em uma verdadeira médica, digna de ter prestado o Juramento de Hipócrates, mas, por enquanto ela é apenas uma curiosidade que fez apenas um juramento a hipócritas como Dilma.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Celso Pansera, sinistro da Ciência, pede licença para voltar à Câmara e provar que é um canalha!

“Ontem, nos reunimos, os ministros do PMDB, e decidimos que nós três que somos deputados vamos voltar para fazer a luta contra o impeachment na Câmara. E vamos encerrar o terceiro turno das eleições neste domingo. E vamos ganhar de novo, e só espero que respeitem o resultado.” Celso Pansera, ministro da Ciência e Tecnologia, cujo único pré requisito para o cargo foi ser dono de botequim em Caxias (RJ).

Os três ministros do partido que têm mandato na Câmara são, além de Pansera, Marcelo Castro (Saúde) e Mauro Lopes (Aviação Civil).

Isso é um escárnio! Uma vergonha! Quer dizer que o cara se licencia da Câmara para ser ministro e, de acordo com a conveniência de madame Dilma, licencia-se do Ministério para ser deputado por um dia, votar e depois voltar?

Ora, vão ser filhos da puta assim na casa da Dilma!


Perguntar não ofende II

Michel Temer tem merda na cabeça ou deixou de tomar o Lithium ontem? Deixar vazar um quase discurso de posse a essas alturas do campeonato é marcar gol contra!

Perguntar não ofende

O que é O Antagonista? Será a versão política da revista Contigo?

Confesso que estou velho e chato, mas dar notícia de política - algumas falsas - como se faz fofoca de artistas é dose pra elefante!


Estatísticos prevêm 369 votos a favor do impeachment

Deu na Folha

Se a votação na Câmara fosse hoje, o impeachment da presidente Dilma teria a aprovação de 72% dos deputados, indica análise estatística do professor de economia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Regis Ely, em trabalho realizado com os professores Cláudio Shikida (UFPel) e Bruno Speck (USP). Para que o processo seja aprovado, são necessários votos de 342 parlamentares, ou 67% do total.

“A não ser que ocorra fato político muito relevante, há probabilidade de cerca de 75% de o impeachment passar na etapa de admissibilidade na Câmara”, afirma Ely, que atua nas áreas de previsão, análise de dados, séries temporais e finanças.

O algoritmo construído por Ely parte do princípio de que a decisão dos deputados sofre influência do partido e do Estado pelo qual foram eleitos. Com base nisso, ele infere qual será a posição dos que ainda não declararam seu voto.

A análise, feita a partir de dados levantados pelo Datafolha de 21 de março a 7 de abril, tem acurácia de 91%.

O número de deputados que se declaram indecisos mostra, porém, que há negociação em curso, o que eleva a volatilidade das decisões.

Ely ressalta dois fatores que podem afetar a previsibilidade da votação – prevista para ocorrer no dia 17.

A ordem de votação, que ainda não foi definida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pode provocar um “efeito manada”. Além disso, se em algum momento a votação estiver decidida, os deputados podem mudar de opinião ou se abster.

“Esses fatores podem gerar distorções significativas no percentual de favoráveis que o algoritmo prevê, mas não creio que influenciem o resultado final da votação.”

Também tem impacto na previsibilidade o índice de ausência na votação, já que cada falta implica um voto a menos a favor do processo.

Para estimar esse efeito, Ely fez simulações com diferentes índices de ausência. De acordo com os cálculos, se as faltas não superarem 5%, a tendência é que o processo seja autorizado (sempre com base nos dados apurados até o dia 7).

“Entretanto, quando a ausência é maior que 6%, o resultado final da votação parece se inverter”, afirma Ely.


Lula enrascado também na República Dominicana - Vídeo

Cultura a Favor da Cleptocracia - A canja no lugar da mortadela

Ontem os petralhas resolveram fazer um convescote nos Arcos da Lapa, no Rio, sem mortadela - a grana deve ter acabado -, que foi substituída pela “canja” dos artistas que compareceram. Mas não pensem que foi de graça: seus cachês foram pagos com o troco do que recebem da Lei Rouanet, é óbvio.

A trupe mambembe de caráter foi a de sempre: Chico Buarque, Wagner Moura, Simone Spoladore, Leonardo Boff, Otto, Ziraldo, Alceu Valença, Beth Carvalho, Fernando Morais, Gregório Duvivier, Letícia Sabatella, Rico Dalasam, Tico Santa Cruz, Nelson Sargento, Eric Nepomuceno, Luiz Carlos Barreto, Gregório Duvivier, Jards Macalé, Aderbal Freire Filho e outros idiotas menos votados.

O jornal O Dia noticiou:

“Em discurso emocionado e recheado de expressões populares, o ex-presidente Lula incendiou um público de mais de 60 mil pessoas na noite desta segunda-feira, na Lapa, durante ato a ‘Cultura a Favor da Democracia’.”

Nota-se pela ênfase ao discurso do Jararaca que o jornal quase não é tendencioso, mas o que chama atenção é a quantidade de gente que O Dia conseguiu enfiar na praça dos Arcos.

Para começo de conversa, o lugar, com 9.800m2, não comporta 60 mil pessoas nem que a vaca tussa. Em segundo lugar, a área ocupada, de acordo com foto tirada às nove da noite, era de aproximadamente 6.000 m2, onde caberiam, com boa vontade, umas 25 mil pessoas, no máximo.


Os verdadeiros golpistas - do golpe do baú do Rouanet - já não conseguem mais atrair ninguém nem de graça. Triste fim dessa gente que, individualmente, ainda ontem lotava estádios de gente que pagava para vê-los.


Operação delicada


O besteirol da Comissão

Durante as abomináveis questões de ordem e contraditas de ontem na reunião da Comissão do Impeachment coube pelo menos uma “pérola” por deputado. Eis algumas que eu consegui lembrar:
  • Paulo Magalhães (PSD-BA) inventou o verbo “impitimar”;
  • Wellington Prado (PMB-MG), que votou a favor, abusou do besteirol: falou em “eleições eleitorais”, abusou do “projudicar” (prejudicar) e, pasmem, lendo o discurso, resolveu citar o dramaturgo grego “Esquilo”, assim mesmo, sem acento - só não disse se era o Tico ou o Teco;
  • E para terminar, José Guimarães, que discursou como representante do governo ou coisa que o valha, disse que “o futuro do Brasil é o Bolsa Família”. Eu só gostaria de saber quem vai pagar...

segunda-feira, 11 de abril de 2016

A facínora do Planalto

Flávia Terra

No dia 6 de outubro de 1968, após assalto à mão armada ao Banco Banespa da Rua Iguatemi, em São Paulo, a assaltante vulgarmente conhecida como Dona Vanda, usando técnicas de terrorismo e portando um revólver de calibre 38 em mãos, conseguiu fugir com seus comparsas roubando a vultosa quantia de 80 mil Cruzeiros Novos, valor que trazido para março de 2016 seria de aproximadamente R$ 690 mil. Um roubo do patrimônio do brasileiro.

O crime do assalto ao Banco Banespa em outubro/68 foi um grande sucesso para a quadrilha de terroristas, pois comparado ao de dois meses antes, quando no dia primeiro de agosto, o mesmo bando, numa tentativa frustrada de assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, fugiu sob tiros sem levar um centavo sequer, deixando para trás dois comparsas. Um seriamente ferido e o outro morto. Na ocasião, Dona Vanda era conhecida como Patrícia.

Dois anos depois, em 16 de janeiro de 1970, a terrorista (então chamada Dona Luíza) foi finalmente capturada pela Operação Bandeirantes e após ter sido presa e torturada, confessou ter planejado minuciosamente o assassinato do Capitão Chandler e o assalto ao Quartel da Força Pública do Barro Branco, entre outros.

Passados 45 anos, essa mesma mulher, não mais usando exatamente as estratégias de terrorismos e arma nas mãos, mas sim uma caneta de Presidente da República do Brasil e a estratégia das pedaladas fiscais ... Essa mesma Dona Vanda, Patrícia ou Luíza, que agora no poder usa o verdadeiro nome de Dilma, assalta os cofres da Caixa Econômica Federal, banco fundado em 1861 por Dom Pedro II. Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.

... E tem gente, que não conhece a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.

Essa mesma mulher, no governo de Lula, assume a Presidência do Conselho de Administração da Petrobrás (até então uma das mais sólidas e bem conceituadas empresas brasileiras), e graças a uma série de concessões, 'desconhecimentos' e pela sistematização da corrupção e crime organizados durante sua gestão, a Petrobrás amarga hoje um rombo de 42 BILHÕES de Reais. Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.

... E tem gente, que não conhece a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.

Em março de 2016, a terrorista e assaltante de bancos tenta impedir a prisão de um poderoso milionário e chefe de um cartel organizado durante uma operação da Polícia Federal. Um homem que já desviou bilhões e bilhões de reais de um país carente de remédio, comida e educação. Mais um roubo do patrimônio público do povo brasileiro.

... E tem gente, que não conhece a história. Única desculpa para sair às ruas para defendê-la.

Mas, só conhece a história quem estuda... e a primeira coisa que a ladrona de bancos fez em seu 2º mandato foi cortar 10,5 bilhões da educação brasileira. Boa estratégia, pois se mantiver seu público eleitor sem acesso à educação, garantirá as próximas eleições ao PT (povo que o próprio Lula chama de “peões”). Sem leitura e educação, este ciclo poderá se perpetuar.

sábado, 9 de abril de 2016

Nova dupla inseparável: Jararaca e Jatinho

Jararaca agora só entra ou sai do jatinho dentro dos hangares.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Laicismo anal


Paulo Niemeyer Filho que me desculpe

“Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, você vai até a família e diz:
- Ele está salvo.
Aí, a família olha pra você e diz:
- Graças a Deus!
Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais independente de religião.”

Paulo Niemeyer Filho, neurocirurgião, em uma entrevista à revista Poder.

Paulinho que me desculpe, mas eu acho esse tipo de manifestação uma puta de uma falta de educação, uma merda de uma ingratidão e uma falta de bom senso total! Depois de não apenas “dez horas de cirurgia”, mas de todo o processo extenuante que envolve a cura de um paciente, o agradecimento a quem quer que seja, que não aos médicos e suas equipes, é de uma cafajestice a toda prova!

O preferido dos petralhas

Ele existe e fica em Curitiba!

Hoje tem “Encontro de Lula com a Educação” - Brincadeira numa hora dessas?

A Educação mandou dizer que não vai de jeito nenhum!