quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A desimportância ilimitada das crises do atual governo

J.R.Guzzo

O Brasil dos nossos dias realmente elevou ao estado de arte, como se diz, a capacidade que as classes superiores desenvolveram nesses últimos tempos para transformar questões de desimportância ilimitada em motivo para discussões de altíssima tensão, nas quais se debate, desesperadamente, o destino final de tudo o que pode existir de essencial na existência humana. A mulher do empresário Nizan Guanaes, por exemplo, cometeu ou não crime de racismo ao utilizar os serviços profissionais de negras vestidas com o traje clássico de baianas, em sua recente festa de aniversário em Salvador? Quais os segredos de vida e morte que o ex-ministro Gustavo Bebianno, do qual nenhum cidadão comum jamais tinha ouvido falar até hoje, vai enfim “contar para todo mundo” ─ e provocar com isso a autodestruição imediata do governo? O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, já está marcando reuniões secretas com a CUT, a Conferência Nacional dos Bispos e o ex-presidente Fernando Henrique para acertar os detalhes finais do golpe de Estado que vai derrubar, a qualquer horinha dessas, o presidente Jair Bolsonaro? Viram o que saiu publicado na coluna do colunista A? E o que saiu publicado na coluna do colunista Z? Com a crise cada vez mais grave, quantos meses ainda pode durar este governo? E por aí se vai.

Nenhum desses portentos tem a mais remota possibilidade de resultar em qualquer tipo de coisa relevante, é claro, mas cada um deles faz um barulho danado até evaporar do noticiário, para dar lugar a outros vendavais da mesma qualidade. Aguarde a qualquer momento, portanto, mais uma crise fatal em Brasília - ou melhor, mais um “desdobramento” da crise que se instalou no governo desde o dia 1º de janeiro deste ano e até agora não foi embora. Já ouvimos, entre outras desgraças garantidas, que o presidente jamais conseguiria montar o seu ministério sem entregar a alma e o erário aos “políticos”. Anular o convite para o ditador da Venezuela vir à cerimônia de posse de Bolsonaro foi uma atitude “de altíssimo risco” do novo governo ─ o Brasil, com essa decisão tresloucada, estava se isolando do resto do mundo. Renan Calheiros iria ser eleito para a presidência do Senado e, a partir dali, formaria um vigoroso polo de “poder alternativo” ao governo; a “Resistência” encontraria nele o seu novo comandante. Outros terremotos, além desses? É só escolher no Google.

Fica a impressão, no meio de toda essa calamidade permanente, que a vida política brasileira está tentando, em pleno século XXI, operar num sistema de moto-contínuo - os fatos, aí, se criariam através da reutilização infinita da energia gerada pelo movimento desses próprios fatos. É a fantasia da máquina que funciona sozinha. O moto-contínuo, como se ensinava na escola, é um fenômeno cientificamente impossível, por violar as leis da termodinâmica. Mas isso aqui é o Brasil, e no Brasil todo mundo sabe que há uma porção de leis que não pegam - talvez seja o caso, justamente, da “crise política” que é apresentada todos os dias ao público. Um acontecimento ganha vida, prospera, desaparece e se reproduz num outro, o tempo todo; o mesmo processo se repete com esse outro acontecimento, e assim a coisa não para nunca. Não tem a menor importância a força real dos fatos apresentados à população, nem a constatação de que nunca resultam em nada de prático; eles existem porque são anunciados, e pronto.

A próxima catástrofe é a reforma da previdência que o governo acaba de apresentar à Câmara dos Deputados. Tanto faz o que vai realmente acontecer. Mesmo que as mudanças sejam aprovadas, você ouvirá que o governo sofreu mais uma derrota - ou porque tal ou qual item não passou, ou porque “o custo foi alto demais”, ou porque o ministro Zé falou uma coisa e o ministro Mané falou outra, e assim por diante. As verdadeiras questões que têm de ser resolvidas, enquanto isso, ficam voando no espaço sideral, inalcançáveis por um debate neurastênico, rasteiro e sem lógica.

A Neurociência explica


Rodrigo Massaud  - Médico Neurologista pela Universidade Federal de São Paulo UNIFESP, membro da Academia Brasileira de Neurologia e tem MBA em gestão de Saúde pelo INSPER.

Nossos sentidos e capacidades mentais são todos recursos escassos. A neurociência estuda, entre outra coisas, o funcionamento da mente. A economia é a ciência que estuda como administrar recursos escassos. A área conhecida como neuroeconomia estuda como a neurociência explica os processos neurobiológicos, subjacentes à tomada de decisões.

A tomada de decisão é uma função de um grupo conhecido como funções executivas. As funções executivas estão relacionadas a circuitos neurais complexos, que têm boa parte de suas conexões na região anterior do cérebro, conhecida como lobo frontal. Logo, tomar boas decisões se relaciona fortemente, em testes neuropsicológicos, com um bom funcionamento das funções executivas. Vários estudos neuropsicológicos, demonstram que executivos do alto escalão das empresas, como os CEOs, apresentam resultados de alta performance nos testes que avaliam as funções executivas. Mas será que somente um bom funcionamento cerebral, do líder máximo de uma empresa, é capaz de garantir as melhores decisões?

Um dos sistemas filosóficos mais fantásticos, o estoicismo, tinha como elemento central do seu pensamento, saber o que de fato na vida podemos mudar e o que não podemos mudar. Sobre quais acontecimentos da vida temos verdadeiro controle?

Epicteto foi um dos principais pensadores estoicos e, num trecho do seu pensamento, ele divaga sobre qual seria a principal tarefa da vida:

“A principal tarefa da vida está em identificar e separar questões, de modo que eu possa dizer claramente para mim, quais são externas, fora do meu controle, e quais têm a ver com as escolhas sobre as quais eu, de fato, tenho controle. Onde, então eu devo buscar o bem e o mal? Não em externos incontroláveis, mas dentro de mim mesmo, nas escolhas que são minhas”.

Entre os problemas mais comuns no funcionamento do nosso cérebro está o autoengano. O autoengano frequentemente nos leva a apontar o dedo e procurar culpados externos para nossos problemas.

A neurociência nos mostra que mudar crenças é muito mais fácil que mudar comportamentos aprendidos. Nas crenças não gastamos energia agindo sobre aquilo que está sobre o nosso controle. O cérebro tende a sempre que possível poupar energia. Exemplificando esse problema: o que é mais fácil, planejarmos o início de uma dieta para a próxima semana ou começarmos agora mesmo? Levantarmos da cadeira e procurarmos emprego ou culparmos a crise econômica? Culpar o CEO por problemas graves ocorridos nas empresas ou entender que em atividades de alto risco, como na indústria da mineração, por exemplo, geralmente os acidentes ocorrem por uma cadeia de erros, que envolvem múltiplas pessoas da corporação, e não por um culpado isolado? A cadeia de erros interligados explica, outrossim, boa parte dos acidentes aéreos, e também explica erros que causam danos a pacientes no sistema de saúde do mundo inteiro.

Algumas maneiras por que esses erros ocorrem são bem conhecidas pela neurociência:

O efeito de ancoragem é um viés cognitivo que descreve a tendência humana para se basear, ou “ancorar” a tomada de decisão, em uma informação ou parte da informação recebida anteriormente.

O efeito de exposição contínua que é outro desses erros que gera a ilusão de familiaridade; temos a tendência a preferir o que nos é familiar. Somos resistentes a mudanças.

O viés de confirmação é outra maneira de tomarmos decisões inadequadas, quando colocamos nossa convicção sobre um determinado assunto e fazemos a leitura dos fatos; é a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais. É um tipo de viés cognitivo e um erro de raciocínio indutivo. As pessoas demonstram esse viés quando reúnem ou se lembram de informações de forma seletiva, ou quando as interpretam de forma tendenciosa. Tal efeito é mais forte em questões de grande carga emocional e em crenças profundamente arraigadas.

Os conceitos de memórias tendenciosas foram propostos para explicar a polarização de atitudes, quando uma divergência se torna mais extrema, mesmo que as diferentes partes sejam expostas à mesma evidência. As crenças persistentes são crenças que persistem mesmo após várias evidências demonstrando que são falsas.

O efeito irracional do “Prime” demonstra uma maior confiança nas informações encontradas primeiramente, antes de uma série de outras informações.

Temos ainda a correlação ilusória, quando falsas associações entre dois eventos ou situações são identificadas.

No momento que vivemos hoje, com as famosas fake news, é muito fácil nos tornarmos reféns desses exemplos de irracionalidade. Temos que nos policiar constantemente para não cairmos nessas armadilhas da mente. Dessa forma, não parece racional culparmos os CEOs como responsáveis isolados por acidentes gravíssimos como o ocorrido na cidade de Brumadinho ou no CT do Flamengo.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Foto de Lula fazendo cocô é arte


O título da matéria sobre a foto, no Estadão é:

“Pinacoteca apresenta quatro novas aquisições em seu acervo”

A foto, segundo o jornal, vem com o seguinte texto:

“A obra de Matheus Rocha, especificamente, promove uma interação com o público. (...) Sobre folhas de jornais do dia anterior, o artista deixa pequenos blocos de concreto, que cabem facilmente na mão. O público pode levá-los para casa, mas sob a condição de deixar, no lugar, uma pedra trazida da rua.”

Para começo de conversa, até onde o Houaiss saiba, pinacoteca é uma “coleção de quadros de pintura”.

Em segundo lugar, isso na minha terra se chama entulho.

Em terceiro, isso é coisa de débil mental.

Em quarto, uma foto do Lula fazendo cocô incomoda muito mais e é muito mais artística, já que o moderno conceito de arte trocou o belo, a estética e a harmonia pela capacidade de aporrinhar e indignar.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Vem aí o racismo sexual - Guilherme Fiúza


A bicha arrasou na balada. Mas é melhor moderar o vocabulário, senão daqui a pouco vai em cana.

Na origem da proposta de criminalização da homofobia tem gente realmente preocupada com a violência física, psicológica e moral contra os gays, que é real e abjeta. Se com isso estão combatendo de fato o problema é outra conversa.

Muitos gays referem-se a si mesmos, entre amigos, como “a bicha” – na irreverência típica que tem a ver, inclusive, com o apelido em inglês que passou a designar os homossexuais. Desde o início das manifestações em São Francisco nos anos 60, a melhor arma do movimento gay sempre foi o humor – começando pela capacidade de rir de si mesmos.

Os gays mais seguros e tranquilos com sua condição frequentemente se divertem com a mistura de masculino e feminino – e essa graça, nas pessoas saudáveis, não tem nada de repressora. Aliás, é libertadora.

O que é ofensa, agressão, preconceito ou violência contra alguém já está na lei. Uma sociedade sadia se educa sobre os valores que preza e cumpre a lei. Uma sociedade demagógica pode criar quantas camadas quiser de leis sobre leis que jamais respeitará valor nenhum.

E aí a ressalva é inevitável: a indústria politicamente correta faz (muito) bem a muita gente, menos às minorias que jura defender.

Uma das ações enviadas ao STF chega a propor que a homossexualidade passe a ser tratada como questão racial – num suposto recurso para levá-la ao padrão das sanções contra o racismo. É preciso muita desinibição para segregar fingindo harmonizar.

Repare que esses patrulheiros – que não defendem ninguém, apenas vivem da sua patrulha – se recusam a exaltar os gays bem-sucedidos que não são militantes. O autor de novelas Aguinaldo Silva, por exemplo, que nunca entrou em armário nenhum, frequentemente é atacado pela gangue politicamente correta. O ator e empresário Robert Guimarães, criador da Babilônia Feira Hype, foi altamente patrulhado porque não votou no PT.

Só é possível ser gay no Brasil elegendo suplente de presidiário?

Ou talvez sendo um ex-BBB rancoroso, sem um pingo de humor, vivendo de incitar a boçalidade alheia e criar conflitos para se fantasiar de vítima do sistema – como se isso aqui fosse um reinado talibã.

Infelizmente, o cálculo é esse. Não tenha dúvidas de que a batalha contra o racismo ficou ainda mais longa e difícil após a epidemia politicamente correta – que pariu uma legião de falsos heróis da causa. A atriz que acusa pessoas de mudarem de calçada ao ver seu filho negro está fingindo viver no Apartheid – ou seja, está apartando, segregando, forçando e pesando uma barra que já não é leve.

Vamos estabelecer de uma vez por todas a diferença entre ajudar os outros e faturar com a própria notoriedade. É a sutil distinção entre solidariedade e egoísmo (qualquer dicionário te explica isso).

É o mesmo truque do ator que ganhou manchetes natalinas ao declarar que sua filha negra tinha medo de Papai Noel branco. Ou dos intelectuais (sic) que vêm encorajando mulheres a processar quem associá-las à palavra “mulata”, afirmando ser um tratamento ofensivo e discriminatório. A mulata é a tal – mas a famosa marchinha que a exalta ainda vai ser proibida no carnaval.

Vamos criminalizar tratamentos, censurar expressões, estigmatizar terminologias populares, montar um exército de credores raciais e sexuais empoderados pelos advogados mais espertos e pelos militantes mais gulosos para turbinar essa guerra fantasiada de pacificação.

E quando conseguirmos acabar com qualquer rastro de humor e harmonia na convivência entre as pessoas, não vamos esquecer de denunciar a onda de ódio.

https://www.gazetadopovo.com.br/

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Linguagem é destino


Nelson Motta

Como mostram as diferenças culturais entre ser chamado de taxpayer ou de “contribuinte”, a linguagem revela muito sobre o jeito brasileiro de viver.

Como lembrava o professor Roberto Campos, lucro em inglês é profit, que vem do latim profiscere, ser eficiente. É um orgulho. Em português, é quase um palavrão, não por acaso, aproximado de logro. Quando se juntou à culpa católica, deu no que deu.

Mas não estamos sós, os espanhóis chamam lucro de, acredite, ganancia. Vem de ganhos. Mas como dizia meu sábio pai, “dinheiro não se ganha, se arranca!”

Já os franceses o denominam bénéfice, como se fosse algo que se recebe sem fazer muita força, um ato de justiça.

Enquanto em inglês, espanhol e italiano juros é interest, interés, interesse, em português se confunde com com o presente do indicativo do verbo jurar. E nem sempre pagar. Muito sintomático.

Falência em inglês é bankruptcy ,literalmente ruptura bancária, falta de crédito. Em espanhol é mais dramático, quiebra. Mas, em português, falir se aproxima de falhar, do erro humano, da complacência. Quanto mais inventamos eufemismos, mais se revelam as farsas que encobrem.

Em inglês, deputado é representative, para não esquecer de sua função. Deputy é só o substituto.

Desde a cordial “cervejinha” e do “jabá” nordestino, a linguagem brasileira criou o “cala-boca”, o “abre-porta”, o “molha-mão” e o infame “caixa 2”, que não foi inventado pelos políticos, mas pelos comerciantes para roubar o Fisco. Desde o Fisco português.

No México, a mordida é um clássico local, do guarda de trânsito a funcionários, políticos e empresas, metáfora de caráter selvagem e predador sobre pedaços de carne que a corrupção devora. É forte.

Enquanto na Inglaterra e nos Estados Unidos perjury, mentir no tribunal sob juramento, dá cadeia, no Brasil também se chama perjúrio, mas mente-se à vontade e não dá em nada. Não por acaso, lá também não há foro privilegiado e depois de uma segunda condenação é jaula direto. Linguagem é destino.


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Quanto ganham os vereadores?



O valor que um vereador pode ganhar de salário depende de diversos fatores: a lei orgânica do município, a Constituição Federal, a receita e o tamanho da população municipal.

Fique sabendo que o salário do seu vereador consta na Lei Orgânica, que é a lei máxima sobre o funcionamento do município. Mas, para determinar quanto será esse salário, deve-se atentar à Constituição.

O inciso VI do artigo 29 da Constituição Federal determina que o salário de um vereador depende do salário de um deputado estadual e do tamanho do município. Assim, dependendo do tamanho do município, o salário de um vereador pode variar entre 20% e 75% do salário de um deputado estadual.

Além disso, a Constituição determina que o total de remunerações de todos os vereadores não pode ser maior que 5% da receita do município e que a Câmara Municipal não pode gastar mais de 70% da sua receita com a folha de pagamento, incluindo os gastos com subsídios dos vereadores. Hoje, os salário de um deputado estadual corresponde a 75% do vencimento de um deputado federal, ou seja, R$ 25,3 mil mensais.

Levando em conta todos esses fatores, o salário de um vereador pode variar entre R$ 5.621,39 e R$ 21.080,21, a depender de cada município.

Quer descobrir o salário do seu vereador e não sabe por onde começar? Bem, a maioria das Câmaras Municipais possui sites oficiais que disponibilizam essa informação, geralmente em uma seção chamada “transparência” ou “portal da transparência”. Procurar essa página na internet é o primeiro passo.

Caso não consiga localizar a informação dessa forma, é possível solicitar a informação através dos meios de contato disponibilizados no site ou diretamente na Câmara.

O acesso a esses dados é direito de todo e qualquer cidadão, garantido pela Lei de Acesso à Informação, que obriga a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios a garantir o acesso e a divulgação  de informações sobre a gestão do poder público, o que inclui o salário dos agentes públicos.

QUE OUTROS BENEFÍCIOS UM VEREADOR RECEBE?
As vantagens de ser um vereador não estão apenas no salário. Além desse rendimento, existem inúmeros outros benefícios, que podem ou não ser monetários.

Uma vantagem bastante importante é a imunidade parlamentar. Ela permite que os vereadores possam expressar livremente as suas opiniões sem sofrer ameaças judiciais que possam limitar seu direito de exercer suas competências. É claro que isso não permite que o vereador possa dizer qualquer coisa, como fazer apologia a crimes ou cometer crimes de ódio.

Outro benefício é a liberdade de exercício de outra profissão. Assim, além de vereador, a pessoa que ocupa esse cargo pode exercer qualquer outra profissão, desde que isso não prejudique suas atividades como vereador. O vereador tem direito ainda a renunciar a seu cargo em qualquer momento que desejar.

Agora, em relação aos benefícios monetários, é importante saber que essa quantia pode ir para o vereador, como no caso das gratificações, ou ser destinada à cobertura de custos relativos ao exercício do mandato, como a verba de gabinete e a verba indenizatória. Essas verbas variam de acordo com cada município e nem todos oferecem esse tipo de dinheiro.

A verba indenizatória é um ressarcimento da Câmara sobre despesas realizadas diretamente pelos vereadores, desde que em decorrência do exercício do mandato e referente a materiais ou serviços não disponibilizados a eles. Podem cobrir gastos como passagens, combustível, escritórios, contratação de serviços de segurança e consultoria, entre outros.

Já a verba de gabinete é destinada a cobrir gastos sobretudo com pagamento de assessores, mas também com serviços gráficos e postais, consultorias, telefonia, entre outros.

As gratificações são compensações destinadas aos vereadores pelo exercício de outras funções, como cargos em mesa diretora ou participação em comissões permanentes da Casa. Diferente das verbas indenizatória e de gabinete, esta vai diretamente para o rendimento do parlamentar.

QUANTO AS CÂMARAS MUNICIPAIS GASTAM COM TODAS ESSAS VERBAS?
O salário dos vereadores pode até ficar abaixo dos 20 mil reais, mas segundo relatório da Transparência Brasil divulgado em 2016, a somatória dos gastos atinge números muito superiores a esse valor.

Enquanto o salário-base é limitado pela Constituição, não existe limite estipulado para as verbas extras. Por isso, essas cotas acabam variando bastante de acordo com cada município.

As verbas indenizatórias, por exemplo, já foram abolidas em algumas Câmaras Municipais, mas naquelas em que ainda existe o valor pode chegar a 25 mil reais, como é o caso de Cuiabá.

Em Belo Horizonte, a verba destinada a cada gabinete é de 15 mil mensais, para gastos com combustível, material de escritório, telefonia e informática, desde que isso tudo seja adquirido por processos licitatórios. Abrir processos de compra mediante licitação tem sido a alternativa encontrada por algumas Câmaras para facilitar o controle e evitar a possibilidade de fraudes.

Em Florianópolis, cada gabinete tem direito a R$ 2,3 mil mensais para cobrir passagens aéreas, telefonia, serviços postais e manutenção do escritório. Ainda assim, a maioria das Câmaras gasta em média R$ 14,6 mil com verbas indenizatórias, com os valores variando entre R$ 2,3 mil a R$ 25 mil.

Hoje, a Câmara que mais gasta com esse tipo de verba é a de Cuiabá, que excede em 71% a média das Câmaras. Mas até abril de 2015, a campeã era a Câmara Municipal de Boa Vista, que disponibilizava R$ 35 mil mensais, superando até mesmo a média das Assembleias Legislativas e a Câmara dos Deputados. Após denúncias na imprensa, a Câmara de Boa Vista reduziu em 60% o valor da verba, passando para R$ 14 mil.

O valor das verbas de gabinete nas Câmaras Municipais também varia bastante, mas a média é de R$ 37,1 mil destinados à contratação de assessores. A cidade que mais gasta com essa verba é São Paulo, onde cada vereador recebe R$ 130,1 mil para custos com equipe de assessores, valor semelhante ao dos deputados estaduais de São Paulo e 41% a mais que o disponível na Câmara dos Deputados. A segunda câmara municipal que mais gasta é a do Rio de Janeiro: R$ 89,9 mil mensais por gabinete.

Entre as gratificações, a polêmica é que muitas delas são criadas pelos próprios deputados para compensação de atribuições que já são parte do exercício da função de vereador, como a presença em comissões permanentes.

Em Boa Vista, por exemplo, como o único limite estipulado é de que as gratificações não podem ser superiores a 80% do salário, os vereadores criaram gratificações para quem ocupar a mesa diretora e as comissões permanentes. Assim, ainda que o teto salarial seja de R$ 10.012,50, um vereador que atue em uma dessas funções pode receber até R$ 18 mil mensais.

Já nas Câmaras de Curitiba, Recife, Porto Alegre e Florianópolis, os presidentes recebem adicionais que variam entre 6% e 50% do salário-base.

Extraído da https://www.politize.com.br/

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

A IMPRENSA NO BRASIL: EM QUEM ACREDITAR?


Ricardo Sondermann

“Prevejo e prenuncio que a política de submissão irá carregar consigo restrições à liberdade de expressão e à de debate no Parlamento, em plataformas publicas e discussões na imprensa, pois alguém vai dizer – na verdade, de vez em quando já ouço dizerem – que não podemos permitir que a ditadura nazista seja criticada por políticos ingleses comuns e ordinários. Então, com uma imprensa sob controle direto (em parte) e indireto (em potencial), com todos os instrumentos de opinião pública dopados e anestesiados para o consentimento, nós seremos apenas conduzidos pelos próximos passos da nossa jornada.” (05.10.1938 – Winston Churchill, em discurso na Câmara dos Comuns após o retorno do primeiro-ministro Chamberlain de Munique, reduzindo a pó o acordo firmado com a Alemanha nazista em relação à Tchecoslováquia.)

Neste momento me encontro trabalhando na segunda edição do livro Churchill e a ciência por trás dos discursos. Peço desculpas ao leitor por minha insistência ao novamente citar as palavras de Winston Churchill e sem querer parecer repetitivo, mas por força desta tarefa, me vejo viajando entre os anos 1930 e este primeiro terço do século XXI. Ao me deparar com a citação uma imprensa sob controle direto (em parte) e indireto (em potencial), com todos os instrumentos de opinião pública dopados e anestesiados para o consentimento, não pude deixar de perceber a atualidade desta frase.

A hegemonia cultural, um dos pilares da estratégia de expansão do comunismo desenhada por Antonio Gramsci (1891-1937), alcançou todas as estruturas sociais do país. Nas universidades, nos colégios, no judiciário e na imprensa, a corrente ideológica dominante pertence ao pensamento social democrata, socialista ou comunista. Apenas recentemente, talvez de 5 anos para cá, o pensamento liberal começou a ocupar espaços, proporcionando uma ruptura no pensamento dominante.

Neste artigo não entrarei nos aspectos históricos de como chegamos até este ponto e dedicarei alguns comentários ao papel da imprensa atual e suas perspectivas futuras. Durante os últimos 40 anos, a imprensa brasileira foi um dos pilares fundamentais para o exercício e a própria existência da democracia no país. Essa base moral e verdadeira vem se decompondo rapidamente nos últimos 5 anos e em minha opinião, por três fatores: seu comprometimento ideológico com a esquerda, a dependência econômica das verbas de publicidade de governos, sindicatos e empresas públicas e pela subversão do conceito de democracia.

O comprometimento ideológico é um fenômeno que vem sendo construído ao longo das ultimas décadas e prevê a tomada do poder através das estruturas educacionais e jurídicas. Elaborada como estratégia do Foro de São Paulo para toda a América Latina, foi colocado em andamento e acelerado nos diversos governos esquerdistas em todo o continente. A academia brasileira, formada e formadora de professores em todos os níveis e em todas as áreas, tornou o pensamento socialista hegemônico. A própria essência da universidade hoje se encontra subvertida e o outrora ambiente livre para discussões passou a ser uma ditadura de pensamento. Resultado direto disso é que toda a formação do jornalismo brasileiro possui o viés socialista e uma novilíngua habita as redações. Atentados terroristas são noticiados como “carro avança sobre pessoas” de forma a aliviar a culpa do assassino. O desarmamento é mostrado como algo necessário quando a manchete diz que “arma mata pessoas…”. O próprio senso da justiça é subvertido quando o “criminoso” passa a ser chamado de “jovem” ou “suspeito”.

Este compromisso ideológico se traduz no apoio a partidos específicos, no nosso caso, PT, PSOL, PCdoB e seus aliados temporais. Para defendê-los basta não aplicar o mesmo peso às denuncias de corrupção, usar critérios incoerentes e dar a notícia para causar impacto, não para estabelecer verdades. No caso do agora senador Flávio Bolsonaro, relacionado em uma lista do COAF com outros vinte políticos por movimentações financeiras suspeitas, dezesseis nomes estão à sua frente, sendo que o líder, o deputado estadual do PT do Rio, André Ceciliano, teve uma movimentação financeira 38 vezes maior. Por sinal, Ceciliano foi reeleito e confirmado como presidente da ALERJ. Onde está a indignação dos meios de comunicação e da esquerda em geral? A propósito, se Flavio Bolsonaro for culpado, deverá perder seu mandato e deverá pagar por seus crimes.

Esse relacionamento ideológico promíscuo é a raiz da produção do que o presidente americano Donald Trump apelidou de fake news. Diga-se de passagem, a frase de Ésquilo (525 a.C-456 a.C.) “na guerra, a verdade é a primeira vítima” não é nova e a mentira fez e faz parte do mundo real. A guerra do século XXI, por enquanto, não é realizada com armas de forma generalizada, mas estamos vivendo uma guerra de ideias, de conquista do poder e de posições. O jogo da mentira tomou as redações e uma espécie de “vale-tudo” está em curso. Quando lemos algo, temos que relacionar vários veículos, checar as fontes e pesquisar, para depois poder estabelecer algum juízo minimamente razoável. É claro que grande parte das pessoas compra o que lhes dizem e agem como papagaios digitais, repartindo as fake news como se verdade fossem. A produção da mentira não é, infelizmente, exclusividade da esquerda.

Outro ponto importante que demonstra a decomposição da solidez da imprensa é a enorme transformação que a tecnologia produziu nos últimos anos e que segue em curso. Até pouco tempo a origem da notícia era o veículo de mídia que informava o mundo dos acontecimentos e eventualmente se posicionava. Hoje a mídia é produzida, divulgada, confirmada ou desmentida pelo público. O jornalista está completamente perdido neste universo e frequentemente, quando se posicionam, o fazem como se ainda estivessem naquele mundo anterior, deixando claro seu fracasso, sua arrogância, sua falta de compreensão e de atualização. O que se vê é uma massa de jornalistas que, para manterem seus empregos, informam e comentam sobre desastres ecológicos, crises financeiras, eleições e a moda em Paris da mesma forma. Provavelmente seu campo de conhecimento é o futebol (recuso-me a dizer esporte pois no Brasil o jornalismo esportivo só fala de futebol) e ele se arvora a ter de falar sobre o que não entende ou o que não gosta.

Consequentemente, temos análises e comentários rasos, com alto grau de desconhecimento e onde ele tecerá comentários baseados em seu ideário básico, frequentemente equivocado e ultrapassado. Isso quando não se utiliza de “especialistas”, termo genérico para alguém chamado às pressas para dar uma opinião sobre algo que entende superficialmente, momento em que este “especialista” terá seus 15 minutos de fama (que falta que faz o Andy Warhol).

A internet e o universo virtual são o novo mundo, muito real. O sustento financeiro da mídia, proveniente dos anúncios publicitários, diminuiu radicalmente. No Brasil, só o governo federal investiu, entre 2010 e 2017, a quantia de R$15,2 bilhões, uma média de R$ 1,9 bilhões por ano, sendo que entre 2010 e 2015 esta média era de R$ 2,04 bilhões. Somente a Rede Globo, campeã em verbas, recebeu entre 2000 e 2016 cerca de R$ 10,2 bilhões. Não estão contabilizados nesta conta os governos estaduais, as prefeituras e as estatais estaduais, todas em crise, nem os sindicatos de empregados e patronais, o sistema S e outros monstrengos paraestatais que vão diminuir de tamanho ou desaparecer. Fica evidente o esforço que a Rede Globo faz para desestabilizar o governo Bolsonaro em seu início, uma vez que a fonte, com certeza, vai diminuir radicalmente. Sendo assim, verbas em queda e um mundo em transformação estão fazendo com que a mídia tradicional tenha que ou mudar, ou diminuir de tamanho, ou desaparecer.

Por último, o resultado da soma de uma formação pobre e ideologicamente incorreta e um futuro econômico incerto colocaram os veículos num canto perigoso do ringue. “As piores batalhas em uma guerra são as últimas, quando o inimigo nada mais tem a perder”, já disse Churchill. Encurralado, o jornalismo tradicional já morreu e não sabe disso, não está sabendo se reinventar e não consegue enxergar um novo horizonte, em que pese alguns jornalistas já entendam a realidade em torno de si. No Brasil, alguns veículos tentam mudar o contexto do próprio país, procurando manter a nação e os brasileiros em um obscurantismo messiânico, em uma pocilga ética e em um mundo sem esperanças para que possam reinar absolutos, pautando a sociedade e impondo sua agenda, fazendo e desfazendo reis e rainhas.

O mundo mudou e o Brasil se deu conta disso. O momento está para realizarmos uma completa mudança de conceitos e de rumos. Tudo o que foi feito até agora nos trouxe aqui, com coisas boas e ruins. Temos um país relativamente desenvolvido e uma grande economia, mas um nível educacional pífio, corrupção desenfreada e valores éticos e morais invertidos e deturpados. A hora é de transformação e parte da imprensa, por motivos ideológicos, econômicos ou simples mesquinharia e preguiça mental, quer que nada mude para que possam sobreviver em um mundo que não existe mais.

Quando Churchill, em 1938, disse no parlamento inglês que “prevejo e prenuncio que a política de submissão irá carregar consigo restrições à liberdade de expressão e à de debate”, estava alertando a Inglaterra a entender a realidade: Hitler não iria honrar compromissos e a guerra era iminente. Estamos no meio de uma guerra de ideias e a hora é de compreender o momento como uma oportunidade de expor as ideias liberais, os conceitos da Escola Austríaca e da liberdade econômica, apresentar os diversos autores e pensadores liberais, sem deixar de analisar a realidade e sem nos transformarmos em tribos de zumbis amorfos como a esquerda costuma produzir. Afinal, somos indivíduos e não uma massa.

O jornalista húngaro Joseph Pulitzer (1847-1911), reconhecido pelo trabalho voltado a um jornalismo que tinha como tema central a corrupção política e questões relacionadas ao conflito capital e trabalho, disse certa vez que “com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”. Cabe a nós, liberais, o papel de lutar pela propagação e real compreensão das ideias liberais.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Como era de se supor, 66,3% do território brasileiro é “protegido” e impedido de produzir



Se vocês tiverem um pouco de paciência para assistir ao vídeo de 25 minutos do Pesquisador da Embrapa Evaristo de Miranda vão ver que a situação da “proteção” de terras indígenas e do meio ambiente no Brasil é absurda, pela triste realidade de que 66,3% do território brasileiro é impedido de produzir. Claro que os ecochatos da esquerda e as ONGs picaretas vão achar que ainda é pouco, mas eles não merecem crédito nenhum.

Assistam! Garanto que o vídeo é muito interessante, importante e esclarecedor.

Cala a porra dessa boca, FHC!



O que foi que esse canalha fez a respeito nos oito anos do seu governo?

Ah tá, ele privatizou a Vale... E isso por acaso eximiu seu governo de alguma fiscalização?

Muito pelo contrário! Sem o ônus de ter que administrar a empresa, sobrou tempo, dinheiro e gente suficiente para o governo exercer único papel que lhe caberia - a fiscalização - mas não o exerceu.

E nos 16 anos subsequentes, alguém se lembra de algum alerta ou crítica de FHC nesse sentido aos governos do PT? Claro que não! Imaginem se ele iria culpar seus amiguinhos do PT por Mariana!

Agora vem cagar regras para um governo que nem sequer completou um mês?

Ora, FHC, cala a porra dessa boca!

Simplesmente inacreditável! Bombeiros voluntários rumo a Brumadinho têm que pagar pedágio na Regis Bittencourt.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Metido a justiceiro, irresponsável ou carente de um psiquiatra?


Na praia, minha esposa, minha amiga-irmã, minha nora, meu filho mais velho e dois netos. Tudo às mil maravilhas. Mar sem ondas, vento Leste amenizando o Sol e relativamente pouca gente. Paraíso.

Eis que surge um rapaz que coloca suas tralhas na cadeira do meu filho, que estava na água com meus netos. Um vendedor de cigarros a varejo e de “seda” para enrolar fumo, mas que, por óbvio, vende maconha, coca e deus sabe o que mais. Conheço essa gente há décadas. Tudo bem, fiquei na minha porque sabia que era apenas um descanso e ele ia retirá-las rapidinho. Cansei de relevar esse tipo de coisa com todos os tipos de ambulantes que aproveitavam a sombra da minha barraca para dar uma descansada, um mergulho. Não é mole ser vendedor de qualquer coisa na praia.

Só que, um minuto depois chega um “sócio” dele fumando um cigarro de maconha que faz a mesma coisa, botando suas tralhas na cadeira. Não prestou. Pedi que retirassem tudo da cadeira, incisivamente, mas sem agressão. O que estava fumando achou que eu fui muito indelicado e saiu esbravejando com sua bagana. Até então sentado, levantei e, aí sim, perdi a “elegância” esbravejando para que ele fosse fumar maconha em outro lugar, mas o sujeito resolveu fazer picuinha, sentou-se atrás da minha nora e começou a dar vastas baforadas. Reiterei a “ordem”: “vá fumar longe daqui”.

Nisso, o outro resolveu tomar as dores do companheiro e pegou a bagana para fumar, me afrontando, mas quando levou o cigarro à boca levou um direto do velho abusado que vos narra essa história. Reagiu, mas não me atingiu e, graças à turma do deixa-disso, escapei de levar uma coça, mas fiquei com um souvenir: a marca de dois dentes dele na minha mão.

Até agora não consegui avaliar a situação. Os que interferiram acharam que eu não deveria me meter com “essa gente”, outros, que se omitiram na hora, acharam que eu agi bem e meu filho ficou magoado por não ter visto e nem sido “acionado”.

Sim, fui imprudente, mas é da minha índole. Não consigo ser passivo em nenhuma circunstância que envolva minha família e meus amigos. Não aguento, aos 66 anos, um gato pelo rabo, mas vou morrer sendo assim.

Por isso a pergunta do título: metido a justiceiro, irresponsável ou carente de um psiquiatra?

P.S.: se houvesse policiamento nada disso teria acontecido. O Rio está entregue ao banditismo.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

A balela das "usinas" de dessalinização da Embrapa no Nordeste




André Trigueiro escreveu um artigo que anda fazendo sucesso entre as capivaras para quem um traque do Bolsonaro vira uma bomba atômica. O básico é o seguinte:

“A primeira missão dada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para seu ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, foi buscar em Israel soluções para a seca do Nordeste, como por exemplo, usinas de dessalinização que pudessem tratar a água salobra da região. Busca-se fora do país uma solução que, na verdade, já vem sendo aplicada desde 2004 - com tecnologia nacional chancelada pela Embrapa - e que já resultou na instalação de 244 sistemas de dessalinização no Ceará, 44 na Paraíba, 29 no Sergipe, 10 no Piauí, 68 no Rio Grande do Norte, 45 em Alagoas, e 145 na Bahia.
(...)
Investir em usinas de dessalinização de grande porte por aqui poderia até ser uma opção se o Brasil esgotasse primeiro outras alternativas, principalmente, a exploração da água de reuso.”

Então eu gostaria que o André Trigueiro me respondesse quantas entre essas 585 traquitandas de dessalinização estão realmente funcionando e a quantas pessoas elas atendem, já que pela foto mostrando uma “usina” nota-se que ela mal dá para uma família e o Nordeste tem 35 milhões de pessoas sofrendo com a seca. As capivaras dizem que elas abastecem 250 mil pessoas. Então tá. Primeiro que, nesse ritmo, com 585 “usinas” instaladas em 14 anos - 42 por ano -, desconsiderando o crescimento demográfico, o Nordeste só vai ficar livre da seca no ano de 2144! Em segundo lugar eu duvido que cada uma dessas geringonças consiga atender às necessidades de 427 pessoas.

Outra coisa: qual o milagre a ser feito para possibilitar a exploração da água de reuso quando não há nem água para uso, a urina do nordestino já sai em pó e eles andam limpando a bunda com espanador?

Na outra foto, Sorek, uma das usinas de dessalinização de osmose reversa de Israel, que fica localizada a 15 quilômetros ao sul de Tel Aviv e produz 624.000 m³ por dia de água doce, o que representa 7,23 m³/s, suficientes para abastecer uma cidade com 2 milhões de habitantes.

Israel tem mais de 400 usinas de dessalinização.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Governo espanhol afirma que o culpado pela baixa natalidade é o cu



Sob o lema “Por aí não, patife”, o governo da Espanha lançou uma campanha para aumentar a taxa de natalidade. De acordo com um estudo recente, a diminuição das gravidezes deve-se ao uso do cu como o local preferido para a relação sexual. No entanto, a comunidade científica adverte que essa prática não favorece a taxa de natalidade.

Bom, levando em consideração que a Miss Espanha é homem, não é de se estranhar...


Vão interrogar o motorista do Flavio Bolsonaro amanhã. Mas e os outros?


Tudo bem, tem mais é que investigar o Queiroz mesmo, o quanto antes, até mesmo para evitar esse mal-estar e mais especulações da imprensa. E que se puna o culpado, seja ele quem for.

O que não dá para entender é a prioridade, já que Flavio está em 17º lugar entre os 20 deputados cujos assessores fizeram movimentações suspeitas na lista encabeçada pelos assessores de André Ceciliano, deputado do PT, com movimentações de quase R$ 50 milhões, 38 vezes maiores que a de Queiroz.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Fala sério, Bolsonaro! Uma ministra demente é demais!

“Jesus Cristo começou a subir no pé de goiaba (...) Não sobe Jesus, você não sabe subir em pé de goiaba!” Dalmares Alves, futura ministra dos Direitos Humanos e outros penduricalhos.


Chico Buarque, o carola



Chico Buarque, mundialmente conhecido pelas suas profundas convicções católicas, foi ter ao seu xará de batina para fazer queixa da “judicialização seletiva da política” no Brasil, entregando-lhe um cartapácio de cem páginas.

Mas resta uma dúvida: o que é que o Papa Chico tem a ver com isso, mesmo se for considerado como um chefe de estado?

Muito dinheiro - boa parte vindo da Lei Rouanet - e falta do que fazer dá nisso.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Paulo Pimenta: cala tua boca e separa tua escova de dentes que teu lugar é na cadeia!

“Isso é um escândalo gravíssimo. Nós estamos falando da família do presidente eleito. Nós estamos falando de um assessor do gabinete dele que era o caixa, que movimentou em 12 meses mais de R$ 1,2 milhões. Essa história está muito esquisita.” Paulo Pimenta, bobo alegre, capacho de Lula e depufede do PT.

Só que ele, em vez de se preocupar com R$ 24 mil pagos em seis vezes com cheques nominais por um cara que não é assessor do Presidente eleito, mas sim o foi de seu filho, deveria cuidar da sua própria vida, como CONDENADO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EM 2ª INSTÂNCIA, já que, mais dia, menos dia vai acabar no xilindró.



O jornalismo tendencioso está com os dias contados


Bernardo Mello Franco, de O Globo, há mais de um ano tem se dedicado com afinco a tentar demolir Jair Bolsonaro. Sem sucesso, é claro. Esse sujeito asqueroso faz parte da gangue de jornalistas que distorcem e criam fatos de forma que eles se adaptem às notícias que inventam e às suas opiniões tendenciosas vergonhosamente negociadas durante esses 16 anos de poder da esquerda.

A ele eu dirijo a pergunta de JR Guzzo: “Quem é Rosa Weber para dar lição de moral a alguém?”

E prossegue Guzzo: “Antes de abrir a boca para falar o que é certo ou errado, ela deveria se lembrar que faz parte do STF, onde desfruta da companhia de Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e outros gigantes da virtude nacional. Por que não se cala?”

Bernardo e o resto da gangue hoje choram lágrimas de esguicho porque a mamata acabou e porque não há críticas a um governo que nem começou passíveis de serem relevadas. Sem ter o que dizer, apegam-se a merrecas e futilidades da vida de Bolsonaro na esperança de serem reconhecidos por um público a cada dia menor, já que a defesa da política e dos políticos preferidos dessa récua ficou impraticável em função do fracasso da primeira e das evidências criminais contra os segundos.

Pode ser que gente como Bernardo sobreviva insistindo no mesmo tipo de jornalismo faccioso, mas é por pouco tempo. Os otários estão escasseando!

Políticos do PT, MDB, PP e PSDB recebiam propinas entre US$ 0,10 e US$ 2 por barril de petróleo negociado na Petrobras


A irmandade do suborno - José Casado

Todo dia a Petrobras compra e vende petróleo e derivados no mercado mundial. Durante a última década e meia, negociou em média 400 mil barris a cada jornada de 24 horas, a preços variáveis.

Agora descobriu-se que parte dessas transações não teve qualquer registro e deu prejuízos à empresa estatal, mediante subornos pagos a funcionários, intermediários, políticos do PT, MDB, Progressistas (antigo PP) e do PSDB.

Eles receberam propinas entre dez centavos e US$ 2 por barril de petróleo e derivados nas negociações diárias, com pagamento à vista, e em contratos de longo prazo — mostram os novos processos abertos na Operação Lava-Jato.

O grupo fazia a Petrobras comprar a preços acima de mercado e a vender a preços mais baratos. Numa negociação de 300 mil barris, por exemplo, acertavam com o cliente estrangeiro “comissão” de US$ 1 por barril e embolsavam US$ 300 mil. Chegaram a “sumir” com 17,5 mil toneladas métricas de combustível da estatal embarcadas em três navios. Em 2012, celebraram o recorde de US$ 2 de propina sobre uma carga levada a Fortaleza.

A Petrobras não consegue dimensionar suas perdas na área, onde obtém dois terços do seu faturamento. Contou ao Ministério Público, em abril: “Não é possível localizar todas as aprovações (dos gestores), visto que algumas ocorreram em despachos presenciais ou por telefone, principalmente para os casos mais antigos.” São 15 anos de contratos informais, diários, sem controle de auditores e de órgãos como CVM e TCU.

Entre os principais beneficiários se destacam três trading companies, irmãs na hegemonia sobre o mercado mundial de petróleo e derivados. Vitol, Trafigura e Glencore somam receitas de quase US$ 500 bilhões por ano, seis vezes mais que a estatal brasileira, equivalente ao PIB de Minas. Os processos deixam claro que “a alta cúpula dessas empresas tinha total consciência do que estava ocorrendo”. Devem ir a julgamento no Brasil, nos Estados Unidos e na Suíça.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Para quem gosta de História Do Brasil (e para quem acha que a Proclamação da República foi um bom negócio)


Fontes: Biblioteca Nacional RJ, IMS RJ, Diário de Pedro II, Acervo Museu Imperial de Petrópolis RJ, IHGB, FGV, Museu Nacional RJ, Bibliografia de José Murilo de Carvalho

• Quando D. Pedro II do Brasil subiu ao trono, em 1840, 92% da população brasileira era analfabeta.
Em seu último ano de reinado, em 1889, essa porcentagem era de 56%, devido ao seu grande incentivo à educação, à construção de faculdades e, principalmente, de inúmeras escolas, que tinham como modelo o excelente Colégio Pedro II.

• A Imperatriz Teresa Cristina cozinhava as próprias refeições diárias da família imperial apenas com a ajuda de uma empregada (paga com o salário de Pedro II).

• (1880) O Brasil era a 4º economia do Mundo e o 9º maior Império da história.

• (1860-1889) A média do crescimento econômico foi de 8,81% ao ano.

• (1880) Eram 14 impostos, atualmente são 98.

• (1850-1889) A média da inflação foi de 1,08% ao ano.

• (1880) A moeda brasileira tinha o mesmo valor do dólar e da libra esterlina.

• (1880) O Brasil tinha a segunda maior e melhor marinha do Mundo, perdendo apenas para a da Inglaterra.

• (1860-1889) O Brasil foi o primeiro país da América Latina e o segundo no Mundo a ter ensino especial para deficientes auditivos e deficientes visuais.

• (1880) O Brasil foi o maior construtor de estradas de ferro do Mundo, com mais de 26 mil km.

• A imprensa era livre tanto para pregar o ideal republicano, quanto para falar mal do nosso Imperador.

"Diplomatas europeus e outros observadores estranhavam a liberdade dos jornais brasileiros" , conta o historiador José Murilo de Carvalho.

Mesmo diante desses ataques, D. Pedro II se colocava contra a censura. "Imprensa se combate com imprensa", dizia.

• O Maestro e Compositor Carlos Gomes, de “O Guarani” foi sustentado por Pedro II até atingir grande sucesso mundial.

• Pedro II mandou acabar com a guarda chamada Dragões da Independência por achar desperdício de dinheiro público. Com a república a guarda voltou a existir.

• Em 1887, Pedro II recebeu os diplomas honorários de Botânica e Astronomia pela Universidade de Cambridge.

• D. Pedro II falava 23 idiomas, sendo que 17 era fluente.
• A primeira tradução do clássico árabe “Mil e uma noites” foi feita por D. Pedro II, do árabe arcaico para o português do Brasil.

• D. Pedro II doava 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos para educação com ênfase nas ciências e artes.

• Pedro II fez um empréstimo pessoal a um banco europeu para comprar a fazenda que abrange hoje o Parque Nacional da Tijuca. Em uma época que ninguém pensava em ecologia ou desmatamento, Pedro II mandou reflorestar toda a grande fazenda de café com mata atlântica nativa.

• A mídia ridicularizava a figura de Pedro II por usar roupas extremamente simples, e o descaso no cuidado e manutenção dos palácios da Quinta da Boa Vista e Petrópolis. Pedro II não admitia tirar dinheiro do governo para tais futilidades. Alvo de charges quase diárias nos jornais, mantinha a total liberdade de expressão e nenhuma censura.

• D. Pedro II era um Grande Templário amigo pessoal de Don Antonio de Sousa Fontes 50º Grão Mestre da OSMTH Magnum Magisterium

• D. Pedro II andava pelas ruas de Paris em seu exílio sempre com um saco de veludo ao bolso com um pouco de areia da praia de Copacabana. Foi enterrado com ele. Foi o que “roubou” do Brasil!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Lei Rouanet, um engana-trouxa, financiou A MERDA (uma delas...)


No site do Ministério da Cultura tem uma parte que tenta esclarecer os “mitos e verdades” sobre a Lei Rouanet. Um dos “mitos” citados é que “a Lei Rouanet favorece os grandes produtores culturais e artistas famosos”. A tentativa de desmitificar é a seguinte:

“Os projetos são propostos pela sociedade e a decisão sobre o financiamento é de pessoas jurídicas e físicas. Pequenos proponentes, produtores e artistas iniciantes, podem dispor de outras modalidades de financiamento, como os editais. Mesmo assim centenas de projetos também são apoiados pela Lei Rouanet.”

Ou seja, a escolha sendo do financiador é mais que lógico que ele procure um artista que lhe dê retorno. Ninguém vai patrocinar um Zé das Couves quando pode patrocinar um Caetano, por exemplo. Portanto, essa falta de direcionamento do MinC acaba não incentivando xongas, já que na própria tentativa de desmitificação há a clara recomendação aos “pequenos proponentes, produtores e artistas iniciantes” para que batam em outra freguesia, apesar da afirmação de que “centenas de projetos” desses iniciantes “também são apoiados” - só que não recebem retorno.

Como se pode concluir, essa lei é um engana-trouxa que, sem a menor dúvida, só ajuda a quem não precisa ser ajudado, fato que colabora decisivamente para a estagnação cultural e prova que sua proposta é uma balela que funciona ao contrário.

E para não dizerem que não falei de flores, falo do adubo. Pois é, em 2015 o MinC aprovou um projeto de financiamento para A MERDA do seu Alexandre Brazil da Silva no valor de R$ 629.750,00. E fosse lá o que fosse, apesar dos pesares, A MERDA conseguiu captar 300 mil pratas! Afinal, se teve gente pra financiar a campanha do Haddad, por que não financiar A MERDA?

Ah, Bolsonaro, não te invejo. Vais ter um trabalho danado para transformar o Brasil de hoje - que é uma piada de mau gosto - em alguma coisa mais séria.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

A pantomima da "ofensa" ao STF


Dias Toffoli, ora presidente do Supremo, resolveu reforçar a pantomima de Lewandowski e pediu providências à Procuradoria Geral da República e ao Ministério de Segurança Pública quanto às “ofensas dirigidas ao Supremo Tribunal Federal” por Cristiano Caiado de Acioli.

Primeiro eu gostaria de recomendar aos mequetrefes togados envolvidos que pelo menos estudem para não dizer asneiras, já que foram nomeados ministros sem a mínima condição de serem sequer rábulas de porta de cadeia, pois não existe a figura jurídica da ofensa a um órgão. A ofensa - ou injúria - só é considerada como tal se dirigida a uma pessoa.

Em segundo lugar, mesmo que essa aberração seja considerada e transformada por alguma chicana em ofensa pessoal – o que eu acho difícil –, o Código Penal também diz em seu Artigo 140 que “o juiz pode deixar de aplicar a pena quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria”. Ora, cidadão nenhum precisa ter “notório saber” para concluir que as provocações vindas dos membros do STF são um fato corriqueiro através das suas atitudes e sentenças que diariamente ofendem o povo, agridem o bom senso e atropelam a Justiça.

Considerando que Cristiano Caiado de Acioli representou milhões de brasileiros de bem que compartilham da mesma opinião e considerando que as acusações a ele são absolutamente sem fundamento jurídico, conclui-se que o caso criado não passa de uma grande palhaçada – mais uma – perpetrada por figuras sem mérito nenhum para serem investidas de tantos poderes, com o agravante de muitas vezes serem extrapolados pelos mesmos, como o fez Lewandowski.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

ONU, um desserviço ao mundo


A ONU, a cada dia que passa, se supera em inutilidades e absurdos. Eu gostaria que alguém me explicasse o que a “24th Conference of the Parties to the United Nations Framework Convention on Climate Change”, que trata do “MEIO AMBIENTE”, tem a ver com “IGUALDADE DE GÊNERO”.

Lewandowski não se envergonha


Sobre episódio do avião, Ricardo Lewandowski informou por sua assessoria que ao presenciar ato de injúria ao STF, o ministro sentiu-se no dever funcional de proteger instituição, acionando a autoridade policial para que apurasse eventual prática de ato ilícito, nos termos da lei.

Então vejamos o que diz o Código Penal sobre Injúria:

“Art. 140 - Injuriar ALGUÉM, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro.”

Ou seja, a injúria só pode ser cometida contra uma pessoa, e como o rapaz citou apenas o SFT, não se referindo a ninguém em especial, Lewandowski cometeu abuso de autoridade e mais uma vez atropelou o Direito.

Ou seja, Lewandowski é uma vergonha!

sábado, 1 de dezembro de 2018

Militares e militantes - Nelson Motta


Por todos os motivos, minha geração ficou traumatizada com militares e passou toda essa raiva, medo e antagonismo às gerações seguintes por associá-los à memória dolorosa da ditadura. Mas, com a democratização e sua correta atuação, as Forças Armadas ganharam prestígio e popularidade e hoje são a instituição em que a população mais confia. E os políticos, a menos confiável.

Elas são uma das instituições mais democráticas do país, na igualdade de oportunidades para brancos e pretos, pobres e ricos, homens e mulheres, crentes e ateus, com suas promoções, responsabilidades e salários baseados no mérito e em resultados. Garantem estudos de qualidade e cursos de especialização, formam bons profissionais no princípio da disciplina e da hierarquia, da ética e da disposição de servir ao país.

Depois de toda a desilusão com ministros políticos e os estragos que fizeram, por que não tentar militares com formação, especializações e experiências que os capacitem a ocupar uma pasta-chave como a Infraestrutura? Justamente onde abundam as ratazanas que se alimentam de obras públicas, propinas e concorrências fajutas, onde obras fantasmas, sem sair do papel, consomem milhões e enriquecem uns poucos, como o trem-bala de Dilma, como as milhares de obras paradas pelo país. O ideal é um general para comandar com mão de ferro essa missão contra a corrupção sistêmica e pela melhoria das obras públicas.

Para parlamentares chantagistas e empresários gulosos habituados a lidar com políticos habilidosos no caminho das verbas e dos contratos, negociar com um general durão na Secretaria de Governo vai ser osso. E certamente é muito mais raro flagrar um corrupto entre militares do que entre políticos e empresários, como temos visto.

Será que militares com boa formação não serão mais adequados e eficientes no governo do que sindicalistas ligados a partidos? Mas militares qualificados em cargos de comando do governo não significam nenhuma militarização do país, só o descrédito e a raiva do poder político civil.

domingo, 25 de novembro de 2018

Olavo de Carvalho, guru de Bolsonaro? Duvido!


Fala sério!

Quero crer que nessa onda em torno de Olavo de Carvalho ser o guru de Bolsonaro haja um bocado de exagero e que na escolha dos ministros da Educação e Relações Exteriores tenha havido apenas uma coincidência. Mesmo porque acompanho o alucinado pretenso filósofo há uns 20 anos e nunca o li ou ouvi mencionar qualquer um dos dois nomes, nem antes e nem recentemente. Além disso, Olavo está há 13 anos radicado nos Estados Unidos e consequentemente não tão informado quanto deveria para palpitar tanto na política nacional e muito menos para outorgá-lo "responsável pelo surgimento da Nova Direita brasileira" como já li por aí.

Dono de uma cultura invejável, mas também de um comportamento deplorável e de um ego superfaturado, seu comportamento bipolar compromete tudo de útil que possa produzir.

Eis que hoje, para não fugir à regra, faz uma hora que publicou no Facebook a pérola acima (mais uma das suas), cheia de filosofia...

Seria bom que alguém do governo eleito viesse a público para esclarecer de vez sobre essa influência.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Querer Grandeza, por Ernesto Araujo - próximo chanceler do Brasil


Uma equivocada interpretação das tradições diplomáticas brasileiras tenta impor-nos, há muitos anos, a visão de que o Brasil é simplesmente um país grande: desistimos de ser um grande país.

No universo da diplomacia pós-moderna, que infelizmente nos apressamos a copiar a partir de modelos externos, não existe grandeza. Não existe vontade ou paixão. Não existe orgulho.

O desejo de grandeza é o que de mais nobre pode haver numa nação que se coloca diante do mundo.

Mas alguém decidiu definir a presença do Brasil no mundo por sua adesão aos "regimes internacionais", por sua obediência à "ordem global baseada em regras". O Brasil assim concebido quer ser apenas um bom aluno na escola do globalismo. Não quer nem mesmo ser o melhor aluno, pois isso já seria destacar-se demais, já envolveria um componente de vontade e grandeza que repudiamos.

Quando eu era criança, pela metade dos anos 70, ficava horas folheando um livro chamado "Atlas das Potencialidades Brasileiras" cheio de mapas de reservas energéticas e minerais, produção industrial e agrícola, etc. O subtítulo do livro dizia: "Brasil Grande e Forte". Hoje, querem colocar nas mãos das crianças livros sobre sexo, mas se vissem uma criança lendo um livro chamado "Brasil Grande e Forte" prenderiam os pais e mandariam a criança para um campo de reeducação onde lhe ensinariam que o Brasil não é nem grande nem forte, mas apenas um país que busca a justiça social e os direitos das minorias.*

Antes fosse. Se houvesse uma alternativa excludente entre grandeza e força, de um lado, justiça social e direitos das minorias, de outro, seria até válido optar por estas últimas.

Mas não há excludência. O que há é uma ideologia manipuladora que cria uma histeria permanente sobre justiça social e minorias, sem fazer absolutamente nada concreto nem pelas minorias nem pela maioria, sem nenhum compromisso em melhorar a vida real de ninguém, e que veste o manto da justiça social para roubar e tentar sair com o produto do roubo, desrespeitando tanto a justiça social quanto a justiça propriamente dita. Essa ideologia faz de tudo para destruir qualquer poder mobilizador autêntico que ela não controle, e por isso dedica-se a sufocar o desejo de grandeza associado ao sentimento nacional.

A grandeza mobiliza e organiza um povo, sentido e gera energia humana, sabidamente a mais preciosa forma de energia. Nada pior para os planos da ideologia esquerdista. A esquerda não tem o menor interesse em justiça social, mas utiliza esse conceito para contaminar a água da nação, para criar pessoas raivosas e ignorantes e assim desmobilizar o povo, proibi-lo de ter ideais, separá-lo de si mesmo, desligar a energia criativa. Justiça social, direitos das minorias, tolerância, diversidade nas mãos da esquerda são apenas aparelhos verbais destinados a desligar a energia psíquica saudável do ser humano.

A aplicação dessa ideologia à diplomacia produz a obsessão em seguir os "regimes internacionais". Produz uma política externa onde não há amor à pátria, mas apenas apego à "ordem internacional baseada em regras". A esquerda globalista quer um bando de nações apáticas e domesticadas, e dentro de cada nação um bando de gente repetindo mecanicamente o jargão dos direitos e da justiça, formando assim um mundo onde nem as pessoas nem os povos sejam capazes de pensar ou agir por conta própria.

O remédio é voltar a querer grandeza.

Encha o peito e diga: Brasil Grande e Forte.

Milhares de pequenos esquerdistas imediatamente te atacarão como formigas quando você chuta o formigueiro, mas se você resistir e não recuar eles ficarão desorientados e se dispersarão na sua insignificância, deixando aberto o campo para construirmos um país de verdade.