terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em dados: O Brasil que o PT recebeu e aquele que entrega aos brasileiros


O Brasil que o PT recebeu e aquele que entrega aos brasileiros

Por Diogo de Castro Ferreira - Advogado e especialista em direito tributário pela FGV.

Neste momento crucial para nosso país, é importante olhar para trás e refletir sobre o Brasil que o PT recebeu e o Brasil que ele entregará aos brasileiros, caso deixe o poder após quase uma década e meia de sucessivos governos.

Mesmo levando em consideração o crescimento demográfico entre os anos de 2002 e 2018, fica evidente o estrago causado pelo partido. Em 2002 nossa população era de 180 milhões e em 2018 estima-se que nossa população seja de cerca de 209 milhões, tendo crescido pouco mais de 16% nesse período.

Muitos podem se questionar por que, em algumas comparações, levamos em consideração dados de 2017 e 2018. A resposta é simples: aqueles que apertaram 13 nas urnas em 2014 levaram o pacote completo, votaram na chapa, e ela vinha com o PMDB. Entretanto, sempre que for possível, daremos preferência aos dados de 2002 comparados com os de 2016. Vamos aos números:

- Número de empresas no Brasil em 2013 - 5.392.234
- Número de empresas no Brasil em 2016 - 5.050.615 (341,6 mil empresas fechadas em três anos)

- Desigualdade de renda no Brasil em 2001 - 10% dos mais ricos detinham 54% da renda nacional e os 50% mais pobres detinham 11%
- Desigualdade de renda no Brasil em 2015 - 10% dos mais ricos detinham 55% da renda nacional e os 50% mais pobres detinham 12% (Estagnação da desigualdade)

- Inflação no primeiro governo Lula (2003 a 2006) - Média de 6,43% ao ano.
- Inflação no final do segundo governo Dilma (2015 - 12 de maio de 2016) - Média acumulada de 9,28% ao ano.

- Gastos com o funcionalismo público em 2003 - R$ 78,6 bilhões
- Gastos com o funcionalismo público em 2015 - R$ 238 bilhões

- Gastos primários do governo em 2001 - R$ 205 bilhões
- Gastos primários do governo em 2015 - R$ 1,1 TRILHÃO

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Taxa de desemprego média anual - 11,7%
- O Brasil que o PT entrega em 2018: Taxa de desemprego média no primeiro trimestre- 13,1%

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Dívida pública - 76% do PIB
- O Brasil que o PT entrega em 2018: A dívida pública prevista - 87% do PIB

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Déficit da Previdência - 56,8 bilhões
- O Brasil que o PT entregou em 2017: Déficit da Previdência - 268,8 bilhões

- O Brasil que o PT recebeu em 2002: Homicídios por ano - 49.816
- O Brasil que o PT entregou em 2016: Homicídios por ano - 62.517

- Número de mulheres assassinadas no Brasil em 2002 - 3.860
- Número de mulheres assassinadas no Brasil em 2016 - 4.657

- Número de homossexuais assassinados no Brasil em 2002 - 126
- Número de homossexuais assassinados no Brasil em 2016 (recorde desde 1970) - 343

- Número de homens negros assassinados no Brasil em 2002 - 25.246
- Número de homens negros assassinados no Brasil em 2016 - 42.354

- Número de mulheres negras assassinadas no Brasil em 2002 - 1.756
- Número de mulheres negras assassinadas no Brasil em 2016 - 3.005

Fontes:
http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2018-01/levantamento-aponta-recorde-de-mortes-por-homofobia-no-brasil-em
http://terracoeconomico.com.br/evolucao-da-divida-publica-brasileira-desde-1978-um-grafico-para-voce-refletir
http://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2018/06/FBSP_Atlas_da_Violencia_2018_Relatorio.pdf
http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/
http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/dados-series/142
http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/dados-series/144
http://www.observatoriodeseguranca.org/dados/debate/viol%C3%AAncia/homofobia
https://economia.estadao.com.br/blogs/economia-a-vista/dados-economicos-da-era-dilma-de-chorar/
https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,desemprego-medio-em-2002-foi-de-11-7-diz-ibge,20030124p12031
https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2018/04/27/desemprego-pnad-ibge.htm
https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/05/25/em-15-anos-maquina-publica-so-nao-cresceu-mais-que-a-inflacao-uma-vez/
https://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2016/05/25/em-15-anos-maquina-publica-so-nao-cresceu-mais-que-a-inflacao-uma-vez/
https://g1.globo.com/economia/noticia/em-tres-anos-3416-mil-empresas-foram-fechadas-no-brasil-aponta-ibge.ghtml
https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/cresce-n-de-mulheres-vitimas-de-homicidio-no-brasil-dados-de-feminicidio-sao-subnotificados.ghtml
https://institutoavantebrasil.jusbrasil.com.br/artigos/133874904/femicidios-no-brasil-aumenta-assassinatos-das-mulheres
https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/07/09/internas_economia,693724/divida-publica-brasileira-ja-e-quase-90-do-pib-segundo-fmi.shtml
https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/
https://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u45140.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1916858-desigualdade-no-brasil-nao-caiu-desde-2001-aponta-estudo.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/09/1922435-brasil-nao-cresce-se-nao-reduzir-sua-desigualdade-diz-thomas-piketty.shtml
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1952321-previdencia-tem-deficit-de-r-2688-bilhoes-em-2017-diz-governo.shtml

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Haddad é dessas aberrações que só o PT é capaz de produzir



O neoposte, além de mentiroso e hipócrita, mal sabe escrever, embora tenha diplomas de Mestre em Economia e Doutor em Filosofia.

Certamente foi em virtude de todos esses "predicados" que foi escolhido por Lula para ser ministro da Educação, permanecendo sete anos no cargo, período durante o qual conseguiu levar nossos jovens a um nível intelectual jamais atingido antes: 61º em leitura, 67º em matemática e 65º em ciências, entre os 540 mil alunos dos 72 países examinados pelo PISA.

domingo, 14 de outubro de 2018

Mônica Bergamo agora baseia seu jornalismo em frases de banheiro de colégio - nada mais apropriado



Essa ela não comentou, mas estava lá...

“Merda não é tinta
Dedo não é pincel
Diga pro diretor
Pelo menos dar papel”

A jornalista (???) Mônica Bergamo, notória porta-voz do PT, publicou na Folha a notícia com fotos sobre uma pichação por ela atribuída a “bolsonários” num - pasmem - banheiro do Colégio Anglo de São Paulo.

Há tempos vem se notando que a imprensa de uma maneira geral perdeu todo o senso de jornalismo e adotou o ridículo e escancarado apoio à esquerda como postura fundamental, que passou a ser praticamente o padrão oficial. Isso significa dizer que deixaram de lado os fatos em detrimento da sua canhestra interpretação sobre eles, ou seja, sem medo de errar, deixaram de ser isentos para serem arautos, coniventes e defensores do crime, da imoralidade e da esbórnia generalizada.

Como pouco ou nada têm a dizer sobre a nossa direita incipiente, a não ser desenterrar defuntos da ditadura, passaram a apelar publicando fatos irrelevantes, levianamente interpretados e irresponsavelmente publicados, na maior cara de pau.

Felizmente hoje temos as redes, que independem desse nojo todo e que inclusive abrigam muitos jornalistas decentes e competentes, vítimas da caça às bruxas promovida pela imprensa corrompida, que resolveram se lançar em “carreiras solo”, com bastante sucesso.

É claro que nas redes nem tudo são flores. Há a exacerbação, que leva ao delírio da crença em tudo que é favorável às ideias de quem publica, há a precipitação e há também, é claro, a maldade, a má fé, mas tudo isso com a vantagem de, na maioria das vezes, podermos interagir de maneira a alertar sobre os erros e as más intenções. Já na imprensa oficial, uma vez publicado, babau: vai para a História. Aliás, imaginem que História terão nossos descendentes para aprender se forem se fiar na imprensa de hoje...

Não é à toa que porcarias como Veja, IstoÉ, Época e outras estão falidas ou prestes a tal. O Brasil está acordando, Dona Mônica Bergamo, e já reservou um belo túmulo para você com direito a inscrição na lápide: “Aqui Jaz Mais Uma Idiota”.


Wyllys diz que cuspiria de novo em Bolsonaro - Video


Jean Wyllys, esse baluarte da moral e dos bons costumes, resolveu agradecer em seu Facebook aos eleitores pelos pouco mais de 24 (êpa!) mil minguados votos que recebeu (detalhe: ele se esqueceu de agradecer aos eleitores do Freixo, à custa de quem se elegeu em último lugar no Rio).


Só que trecho acima mostra uma incoerência do intrépido mancebo ao dizer que cuspiria mais uma vez na cara do Bolsonaro se fosse ofendido de novo por ele, que o chamou algumas vezes de viado. Acontece que, por várias vezes, Wyllys disse que tinha orgulho em ser viado, ipsis litteris, como na frase que eu mostro em seguida, dita por ele em pleno púlpito da Câmara.


Ora, se o cara tem orgulho de uma, digamos, qualificação, onde está a ofensa em ser qualificado como tal?

Boulos e Gleisi incitam pelegos a invadirem a casa de Bolsonaro



É claro que esses facínoras não vão ocupar a casa do Bolsonaro, até porque não passam de uns ratos covardes e oportunistas, mas não é por isso que esse absurdo deixa de ser um crime de ameaça e de incitação (Cod.Penal, arts. 147 e 286).

Eu só pergunto onde se esconde o Ministério Público nessas horas, já que ele sempre esteve tão alerta em relação a Bolsonaro, como por exemplo no caso da Maria do Rosário, quando ao dizer que NÃO a estupraria, o MP moveu uma ação contra ele acusando-o de “incitação ao crime de estupro”, um absurdo que foge a qualquer análise lógica primária. Como pode um sujeito dizer que não cometeria um crime ser acusado de incitá-lo?

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A se confirmarem as notícias sobre o envolvimento de Paulo Guedes com falcatruas em fundos de pensão, Bolsonaro tem que afastá-lo imediatamente


Lamento muito, mas a minha razão é muito mais forte que a minha emoção e o fato é que Bolsonaro está com um pepino e tanto nas mãos. O MPF está investigando Guedes, que está sob suspeita de se associar a executivos ligados ao PT e ao MDB para praticar fraudes em negócios com fundos de pensão de estatais. Em seis anos, ele captou ao menos R$ 1 bilhão dessas entidades.

A coisa é cabeluda e manda o bom senso que Bolsonaro faça como Itamar, que afastou Henrique Hargreaves, seu amigo de infância, também investigado, até que tudo se esclarecesse. Hargreaves foi inocentado e assumiu a Casa Civil.

Bolsonaro tem cacife suficiente para tomar essa atitude e até lucrar com ela. Se continuar com Guedes a coisa pode feder. Quem não vai gostar muito é o mercado financeiro, mas é melhor uma cacetada agora - recuperável - do que depois de assumir a Presidência.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Há coisas que só a imprensa esquerdopata é capaz de produzir - Malba Tahan virou sábio muçulmano para professora de historia islâmica de universidade

Mello e Sousa
Patricia Soares, historiadora formada pela PUC São Paulo, professora da rede pública de ensino e professora de historia islâmica da Universidade Islâmica do Brasil UNISB em 2002, escreveu um artigo - “Ciência e religião no islã” - na CARTA CAPITAL onde afirma que Malba Tahan foi um sábio matemático muçulmano.

“Muitas ciências tem nomes árabes e seus primeiros pesquisadores eram sábios muçulmanos. Matemática ou Malba temática, os estudos numéricos e cálculos do sábio Malba Tahan.”

Acontece que Ali Iezid Izz-Edim ibn Salim Hank Malba Tahan, ou simplesmente Malba Tahan, é o pseudônimo com que Julio César de Mello e Sousa assinou muitos dos seu 120 livros, mais exatamente os de contos  árabes e os que versavam sobre matemática. Claro que o genial matemático e pedagogo Mello e Souza seria considerado sábio em qualquer lugar do mundo, mas não é esse o caso.

O caso é que hoje grande parte das pessoas saem das faculdades tão burras quanto entraram, mas certamente bem mais idiotas - o porquê, todos estão fartos de saber. Só que Patricia Soares extrapola e a CARTA CAPITAL, totalmente idiotizada, tem a irresponsabilidade de publicar as escrevinhações de uma criatura que deveria voltar, não para a faculdade, mas para o Primeiro Grau, porque além do “historicídio”, o assassinato gramatical em sequência no seu texto é de nível primário.

O fato de uma nulidade como essa ser professora de uma universidade agrava mais ainda o quadro patético da coisa.

E pasmem, sua coluna, “Diálogos da Fé”, é semanal!

São coisas que só a esquerda pode nos proporcionar.

Quem quiser que leia em https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/ciencia-e-religiao-no-isla.

P.S.: Não leia mais. O pasquim nojento, em vez de suprimir o artigo, pedir desculpas aos leitores e demitir sumariamente a “professora” Patricia, simplesmente botou lá uma errata e ficou por isso mesmo. Pena que eu não guardei o texto.

Leiam:

“Errata: Este texto originalmente informou que Malba Tahan seria um sábio árabe, quando na verdade trata-se do pseudônimo do escritor brasileiro Júlio César Mello e Souza. O artigo abaixo já foi corrigido.”

domingo, 7 de outubro de 2018

O inimigo agora é o mesmo - Alexandre Borges


Hoje é dia de fazer história. O Brasil pode enterrar de vez a falsa polarização entre PT-PSDB.

Num domingo como hoje, 10 de fevereiro de 1980, centenas de intelectuais, líderes sindicais e ativistas se reuniam para fundar o que viria a ser o Partido dos Trabalhadores. Entre eles, dois amigos fraternos: Luís Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso. Trinta e oito ano depois, é hora de se despedir de ambos.

Menos de um ano após a promulgação da Lei da Anistia, a esquerda brasileira se articulava num projeto que unia acadêmicos e sindicalistas para fundar um partido político e criar um projeto político que, depois de tomar conta do Palácio do Planalto em 1994, só viria a ser despejado vinte e dois anos depois com o impeachment de Dilma Rousseff. O Brasil tem a chance histórica de jogar finalmente todos os esquerdistas do Colégio Sion nos livros de história.

Com o fim da Guerra Fria, a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da União Soviética (1991), o mundo foi convencido de que a viveria “o fim da história” e o triunfo do “capitalismo”. O que se viu foi o nascimento de uma nova ordem mundial em que entidades supranacionais como o Mercosul (1991), a União Européia (1993) e o NAFTA (1994) transformariam a democracia num jogo de carta marcadas em que as grandes decisões políticas, econômicas e sociais seriam tomadas por uma burocracia sem rosto em locais como Davos, Genebra e Bruxelas, e o cidadão transformado num mero carimbador de decisões superiores de “gente que sabe mais”.

A idéia do “globalismo” político e econômico não é nova, mas tem como momento-chave o lançamento, em novembro de 1989, um conjunto de orientações que serviriam como uma regra mundial de política econômica definidas pelo FMI, Banco Mundial e autoridades do tesouro americano. A esquerda costuma se referir às dez regras como o “Consenso de Washington”. Os anos 90 foram a década da aplicação destas regras, com algumas consequências econômicas positivas e impactos políticos nefastos com os quais temos que lidar até hoje.


O maior golpe já recebido pelos arautos do “globalismo” foi o ano de 2016 com o Brexit e a eleição do nacionalista Donald Trump contra Hillary “mundo sem fronteiras” Clinton. A batalha mais importante do mundo hoje envolve a luta entre os defensores do globalismo político e econômico, que transforma nações em provícias administrativas, presidentes em fantoches e eleitores em meros signatários de decisões previamente tomadas sem a sua participação ou de qualquer representante diretamente eleito por ele.

Este Consenso teve seu reflexo no Brasil com os governos tucanos entre 1994–2002, com evidentes avanços econômicos em relação ao caos deixados pelos antecessores Sarney e Collor, mas que abriram as portas para que a hegemonia cultural de esquerda, ou a “superestrutura” para ficarmos na fraseologia marxista tão cara a FHC e seus companheiros, fosse entregue de bandeja para diversos tons de vermelho na política brasileira. O resultado está aí e ninguém aguenta mais.

Quando o Brasil foi tomado de assalto pelas notícias do Mensalão em 2005 e de como o esquema petista de poder funcionava na prática, um dos mais proeminentes opositores de um processo de impeachment foi ninguém menos que FHC, a quem se atribui a expressão “deixar o PT sangrar até a eleição”. A frase seria repetida pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), ex-candidato a vice na chapa de Aécio Neves, por ocasião das manifestações de 15 de março de 2015. Os bons companheiros se protegeram e ainda se protegem, apesar das brigas de fachada.

O resultado de tamanho embuste começou a ficar evidente quando Aécio Neves e Geraldo Alckmin foram vaiados e expulsos das manifestações, numa mensagem clara para a classe política brasileira que o cidadão não mais compactuava com a dança de cadeira entre os esquerdistas e macacão e os de sobretudo. O Brasil pedia mudanças reais e está prestes a ser atendido.


A se confirmarem nas urnas o resultado das últimas pesquisas, a eleição de Jair Bolsonaro será o “Brexit” brasileiro, a resposta da população que morre nas ruas, que não suporta mais o inchaço do estado interventor, o desemprego e a falta de crescimento econômico, a pauperização dos serviços públicos, a destruição da educação pública, aparelhada e ideologizada para a criação de novos militantes de esquerda, é o basta do brasileiro comum contra os “intelectuais porém idiotas”, expressão criada por Nassim Nicholas Taleb para definir os malabaristas de abstrações, mestres em passar em exames mas cuja sabedoria e entendimento da realidade podem ser inferiores ao menos ilustrado dos cidadãos comuns que fingem representar.

O Brasil começou a reagir com firmeza em 2015, após um ensaio atabalhoado e errático em 2013, com as maiores manifestações da sua história que levaram a um processo constitucional de impeachment e a oportunidade única do surgimento de candidaturas finalmente alinhadas com as idéias e prioridades da população que quer trabalhar e empreender com liberdade, criar seus filhos em segurança e sem assédio moral ou sexual pela cultura pop e em sala de aula, que tem na “tradicional moral cristã e burguesa” a estabilidade para construir sua trajetória pessoal em defesa da vida, liberdade e busca da felicidade, como dito nas eternas para palavras de Thomas Jefferson na Declaração de Independência Americana.

A aliança nefasta entre acadêmicos marxistas e sindicalistas cleptomaníacos pode ser página virada no Brasil em poucas horas ou em poucas semanas, caso haja segundo turno. Não ouso influenciar qualquer decisão do eleitor, mas torço para que ele dê oportunidade para mudança real e uma chance para um país mais livre, próspero e com o governo servindo o cidadão.

Aproveite o domingo não apenas para votar mas também para orar pelo país e conversar com amigos, familiares e colegas sobre que país você quer, mais próximo ou mais distante do projeto que começa em belos salões na Europa mas termina em Caracas ou numa cela de Curitiba. O país tem milhões de desempregados, inadimplentes e vítimas da violência, brasileiros incapazes de exercer sua cidadania de forma plena e digna, e isso tem que acabar.

O casamento entre a USP e a CUT, que domina o país desde 1994, pode hoje ser divorciado do poder. Que assim seja, pelo futuro do país.


sábado, 6 de outubro de 2018

Nota do MPF sobre Gilmar Mendes

“Em relação à decisão de soltura de oito investigados presos na Operação Integração II proferida nesta quinta-feira, 5 de outubro, a força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) repudia a decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, que:

1) Apoderou-se da jurisdição do ministro que seria o juiz natural competente por livre distribuição e sorteio. A decisão foi proferida mediante direcionamento do pedido ao ministro Gilmar, em processo que não diz respeito ao preso, José Richa Filho, irmão do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ou aos demais investigados, e não diz respeito a prisões temporárias ou preventivas, sem qualquer identidade subjetiva ou objetiva que justificasse tal direcionamento. O argumento de que o juiz de Curitiba determinou prisões para burlar a vedação da condução coercitiva não tem qualquer sustentação na realidade. As medidas foram decretadas com base na presença concreta dos pressupostos das prisões temporária e preventiva;

2) Apoderou-se da jurisdição do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que seria a instância competente para julgar recurso ou habeas corpus contra a prisão;

3) Desrespeitou princípios básicos do devido processo legal, como a colegialidade, o descabimento da supressão de instância e o juiz natural, que visam justamente impedir a escolha casuística de magistrados;

4) Desconsiderou a existência de evidências claras de corrupção sistêmica nos pedágios do governo do Paraná, vigente há mais de 19 anos e que importou no pagamento de dezenas de milhões de reais em propinas para majorar preços e suprimir obras necessárias, o que acarretou inúmeros acidentes e mortes;

5) Fechou os olhos para as razões da sua suspeição apresentadas pelo Ministério Público do Paraná e para os fundamentos da inadequação da decisão exarada apresentados pela Procuradoria-Geral da República, diante de decisão idêntica proferida no bojo da Operação Rádio Patrulha. Tais razões e fundamentos se aplicam a este caso e se somam a inúmeras declarações proferidas pelo Ministro contra a Lava Jato ao longo dos dois últimos anos, que reforçam sua suspeição.



Nesse contexto, a força-tarefa da Lava Jato chama a atenção para a necessidade de a sociedade discutir com seriedade os excessos praticados pelo ministro Gilmar Mendes e expressa sua confiança de que o Supremo Tribunal Federal reverterá esta teratológica decisão.”

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Xico Graziano pede o boné - O último a sair do PSDB apaga a luz


E não é que quem eu chamava de clone do FHC deu piti? Pois é, até Graziano, com quem eu cansei de bater boca (teclas) no “Observador Político”,um blog de debates políticos, encheu o saco de ser fiel escudeiro do Fernando Henrique e arauto do PSDB.  À época, a cada crítica mais enfática que eu fazia no blog aos rumos que o partido estava tomando, às posições cada vez mais estranhas de FHC e a uma meia dúzia de pentelhos políticos, Xico me dava um gancho (ele era administrador do blog, aliás, um péssimo administrador).

Tenho guardado um recadinho que mandei pra ele em 2012:

“@xicograziano Desde quando eu lhe faltei com a seriedade, Xico? Diga, por favor. Sinceramente, eu não sei o que está acontecendo por aqui. Já fui impedido de dar opinião, de mostrar fatos constantes de sites oficiais, já fui acusado de tratar mal os interlocutores quando foram eles que me xingaram, tudo isso recebendo o (in)devido castigo. Afinal, vocês querem observadores com opinião ou meras vaquinhas de presépio que dizem amém a tudo que dizem? Se não estou no meu direito aqui, se não lhe agradam meus comentários ou se não correspondo ao perfil do observador que você idealizou para o OP, é bom que isso seja esclarecido agora, sem mais delongas, que eu peço meu boné e me mando, mas que não seja feito como das outras vezes, prepotentemente, quando nenhuma satisfação ou advertência me foi feita.”

Um pouco tarde, mas o cara acordou. Não sei se faltou verba ou se foi um lampejo de consciência. Em todo caso, se é a favor da gente, até cerveja quente.


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O lambe-botas do presidiário


Wadih Damous é uma das figuras mais abjetas que surgiram na política nos últimos tempos. O sujeito, apesar de ser o mal personificado, não passa de um reles capacho de Lula, um lambe-botas do presidiário que se arvora em advogado do cara sem sê-lo, tanto que não consta nem entre os quatro meliantes da confiança de Lula (Haddad, Zé Guimarães, Zanin e Gilberto Carvalho) responsáveis por distribuir seus bilhetinhos e recados.

O que mais espanta em Damous é o desassombro com que dispara xingamentos e ameaças graves aos que julga serem desafetos de Lula sem que ninguém faça nada, sejam eles autoridades constituídas ou não, nem mesmo os ameaçados por ele. Pelo que já disse e fez, se fosse em qualquer lugar do mundo civilizado esse sujeito já estaria preso.

O #EleNão começou em abril de 2016 com uma professora pública(!) defecando em uma foto de Bolsonaro - Vídeo

Em frente ao MASP.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Bolsonaro já tem mais votos que Dilma no 1º turno de 2014



Supondo que a pesquisa IBOPE esteja certa (difícil, eu sei, mas fazer o quê?) fiz umas continhas básicas que levaram à conclusão que Bolsonaro, com 31% do total dos votos, tem 42,56% dos votos válidos, se for considerado como parâmetro o mesmo percentual dos votos válidos acusados pelo TSE no 1º turno das eleições de 2014 (72,83%).

Isso significa que ele ultrapassou o percentual da votação de Dilma em 2014, que teve 41,59%  dos votos válidos no 1º turno.

Não deixa de ser animador, porque se o IBOPE “errou” nas contas, é óbvio que não foi a favor do Bolsonaro.

Os seis principais pontos da delação de Palocci - BBC News


1. ‘90% das medidas provisórias editadas nos governos Lula e Dilma tinham propina’
Em seu termo de delação, Palocci enumera algumas das formas que seriam usadas pelos partidos e políticos para receber propina. Entre elas, estaria a adição de emendas a medidas provisórias, feitas sob encomenda para atender a interesses de empresas e setores econômicos - que depois pagam os políticos. Segundo Palocci, 90% das emendas parlamentares editadas nos anos Lula e Dilma envolveram propina: ou foram editadas pelo governo com este objetivo, ou receberam emendas fraudulentas no Congresso.

O delator “estima que das mil medidas provisórias editadas nos quatro governos do PT, em pelo menos novecentas houve tradução de emendas exóticas em propina”, diz o texto.

Palocci, porém, errou o número: durante os anos do PT no poder, foram editadas 624 medidas provisórias, segundo relatório da Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, gerado a pedido da BBC News Brasil.

2. ‘A maior parte das doações oficiais de empresas, registradas no TSE, eram na verdade propina’
Discorrendo sobre as doações de empreiteiras, Palocci diz que uma parte das grandes obras contratadas pela Petrobras fora do período eleitoral eram depois pagas com propinas na hora da eleição. “Grandes obras contratadas fora do período eleitoral faziam com que os empresários, no período das eleições, combinassem com os diretores (da Petrobras) que o compromisso político da obra firmada anteriormente seria quitado com doações oficiais acertadas com os tesoureiros dos partidos, coligações, etc”, disse.

Segundo Palocci, o dinheiro dado “por dentro”, isto é, de forma oficial, pode também ser ilícito, “bastando que sua origem seja ilícita”.

“A doação oficial pode ser lícita e ilícita, bastante verificar sua origem, sendo criminosa quando originadas em acertos de corrupção”, disse. “a maior parte das doações registradas no TSE é acometida de origem ilícita”, diz um trecho do depoimento.

3. ‘Temer, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves superfaturaram um contrato de US$ 800 milhões na Petrobras’
No começo do governo Lula, em 2003, o PMDB não tinha qualquer cargo na Petrobras. Isto mudou a partir de 2008, quando o ex-deputado Fernando Diniz (MDB) e outros emedebistas do Congresso conseguiram emplacar Jorge Zelada como diretor da área Internacional da Petrobras, segundo Palocci.

Como exemplo, Palocci diz que Zelada “tratou de promover a celebração de um contrato” na área internacional com a Odebrecht “com larga margem para propina, a qual alcançava cerca de 5% do valor total de 800 milhões de dólares, ou seja, 40 milhões”. “O contrato, tamanha a ilicitude revestida nele, teve logo seu valor revisado e reduzido de 800 para 300 milhões”, diz um trecho do depoimento - Palocci afirma ainda que o tema foi tratado por delatores da Odebrecht.

4. ‘Em reunião de 2010, Lula, Dilma e Sérgio Gabrielli acertaram propina por meio da construção de sondas’
Na delação, Palocci narra uma reunião “no início de 2010”, da qual ele teria participado com Lula, Dilma Rousseff e o ex-presidente da Petrobras e hoje coordenador de campanha de Haddad, José Sérgio Gabrielli.

Na reunião, diz Palocci, Lula “foi expresso ao solicitar do então presidente da Petrobras (Gabrielli) que encomendasse a construção de 40 sondas para garantir o futuro político do país e do PT, com a eleição de Dilma, produzindo-se os navios para exploração do pré-sal e recursos para a campanha que se aproximava”.

No encontro, Lula “afirmou que caberia ao colaborador (Palocci) gerenciar os recursos ilícitos que seriam gerados e o seu devido emprego na campanha de Dilma”. Aquele foi o primeiro encontro realizado por Lula no qual tratou-se da “arrecadação de valores a partir de grandes contratos da Petrobras”, segundo o delator.

Em sua delação, Palocci disse ainda que o PT gastou, na verdade, R$ 1,4 bilhão nas campanhas de Dilma Rousseff à Presidência em 2010 e 2014. O valor é mais que o dobro do declarado oficialmente pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e tanto o PT quanto Dilma negam ter feito estes gastos.

5. ‘3% do valor dos contratos de publicidade da Petrobras iam para o caixa do PT’
Sobre os esquemas de corrupção na Petrobras, Palocci afirma que 3% do total das verbas de publicidade da estatal petroleira eram desviados para o caixa do PT. O esquema seria operado por Wilson Santarosa, que à época chefiava a Gerência Executiva de Comunicação Institucional da estatal.

Santarosa era “conhecido líder sindical dos petroleiros e do PT de Campinas (SP), era pessoa ligada a Lula, a Luiz Marinho (hoje candidato do PT ao governo de São Paulo) e Jacob Bittar. Em sua gerência, foram praticadas ilicitudes em conjunto com as empresas de marketing e propaganda”. As empresas “destinavam cerca de 3% dos valores dos contratos de publicidade ao PT através dos tesoureiros”.

6. ‘Lula fingiu surpresa ao descobrir irregularidades na Petrobras’
Palocci descreve um encontro reservado com Lula em fevereiro de 2007, logo depois da reeleição do petista para o segundo mandato presidencial. A reunião ocorreu “em ambiente reservado, no primeiro andar” do palácio da Alvorada.

Lula estava “bastante irritado”, e disse a Palocci ter ficado sabendo que os ex-diretores da Petrobras Renato Duque (ligado ao PT) e Paulo Roberto Costa (indicado pelo PP) estavam cometendo crimes em suas diretorias. Lula, então, questionou Palocci sobre a veracidade dos relatos, e o delator teria confirmado a ele que sim, havia irregularidades. Lula, então, perguntou quem tinha nomeado os dois, e Palocci respondeu que foram nomeados pelo próprio Lula.

O delator diz acreditar que Lula “agiu daquela forma porque as práticas ilícitas dos diretores da estatal tinham chegado aos seus ouvidos e ele queria saber qual era a dimensão dos crimes, bem como sua extensão, e também se o colaborador (Palocci) aceitaria sua versão de que não sabia das práticas ilícitas que eram cometidas em ambas as diretorias, uma espécie de teste de versão, de defesa”.

“Essa prática empregada por Lula era muito comum”, diz o depoimento. “Era comum Lula, em ambientes restritos, reclamar e até esbravejar sobre assuntos ilícitos que chegavam a ele e que tinham ocorrido por sua decisão. A intenção de Lula era clara no sentido de testar os interlocutores sobre seu grau de conhecimento e o impacto de sua negativa”, diz o texto.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Olavo de Carvalho e o #EleNão - Ele sim, porra!

Meus sentimentos em relação ao Olavo oscilam entre a admiração e o ódio. Alguém poderia dizer que, na média, está tudo bem, mas não é por aí. A temperatura média de um cara com a cabeça no forno e os pés no freezer é ideal, mas na prática ele está morto.

Vai aí uma parte que eu gosto.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Hipocrisia sim - Ana Paula Henkel


Não costumo descer do salto nas minhas colunas, mas hoje peço licença a você para uma mensagem um pouco mais contundente a uma certa elite saudosa do mais corrupto governo na história do país. A arte sutil de ligar o “dane-se” fica para outro dia.

Com a definição antecipada do segundo turno (ou alguém ainda acredita numa reviravolta?), o Brasil será convidado a dois plebiscitos sobre o lulismo em outubro. A escolha entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad é a final de um campeonato que já dura pelo menos três anos, quando os brasileiros foram às ruas, nas maiores manifestações da história, pedir democraticamente o impeachment de Dilma Rousseff. Vencemos.

O Brasil provou que, apesar de seus enormes problemas, têm instituições funcionando e, mesmo com todo aparelhamento da máquina estatal, conseguiu apear a “mãe do PAC” do poder respeitando todos os ritos constitucionais e ainda dezenas de intervenções no mínimo curiosas do STF ao longo do processo, como na definição judicial da ordem de votação. No último ato, a sessão do impeachment foi presidida pelo ministro Ricardo Lewandowski, presidente da Suprema Corte na época e insuspeito em termos de oposição ao lulismo.

Depois do impeachment, tivemos uma recuperação econômica acima da expectativa mais otimista, apenas interrompida pela tentativa de derrubada do governo engendrada pelos irmãos Batista, parte da imprensa e Rodrigo Janot, de triste memória. Aos trancos e barrancos, conseguimos vencer mais esse ataque às instituições e, claro, temos hoje Lula preso. Nunca vou cansar de repetir: Lula preso. Nem tudo está perdido, mas pode se perder e é por isso que não podemos nos calar neste momento.

A população brasileira enfrenta problemas sérios demais para tamanha insensibilidade desta elite hedonista e pervertida que não vê as filas dos hospitais públicos, as mais de 60 mil mortes por ano, os mais de 12 milhões de desempregados, a falência da educação, a corrupção desenfreada que apenas começa a ser combatida pela Lava Jato. Será que de suas luxuosas coberturas, de suas festas que lembram a parte final de “Um drinque no inferno”, não conseguem ver o que sucessivos governos socialistas causaram aos mais pobres?

Sei que um governo Jair Bolsonaro pode representar um constrangimento adicional para a compra e venda de entorpecentes, para o assédio de crianças, para que a máquina estatal seja usada para dar empréstimos e vantagens para os amigos do rei, mas é preciso tomar posição contra ou a favor da população que não tem lobistas em Brasília ou vaga cativa nos camarotes da Sapucaí. Não há mais pão e circo que resolva.

Este não é um texto a favor de Jair Bolsonaro, mas contra a possibilidade da volta do PT ao poder, a soltura de Lula, o fim da Lava Jato, o controle da imprensa e a volta do toma lá dá cá sem limites no Congresso. O Brasil convalesce como Bolsonaro num leito do hospital Albert Einstein e ou esta elite acorda ou será acordada da pior maneira possível. Mesmo daqui de Los Angeles, onde moro há alguns anos, fico sinceramente preocupada com os rumos que o país pode tomar se o PT for reconduzido ao poder. Depois ninguém pode dizer que não foi avisado.

Onde estava esta elite quando Celso Daniel foi morto? Quando a Máfia dos Vampiros desviou dois bilhões do Ministério da Saúde? No escândalo dos Correios, quando os dólares na cueca foram descobertos, quando a Gamecorp do filho de Lula recebeu milhões, no caso dos Aloprados, no caso Bancoop, no escândalo dos cartões corporativos, no caso Erenice Guerra, nos empréstimos do BNDES para os “campeões nacionais”, na Operação Zelotes e dezenas de outras? Onde estavam no Mensalão e no Petrolão? Nos bilhões gastos numa Copa do Mundo e numa Olimpíada que não podíamos ter sediado, enquanto leitos hospitalares se transformavam em corredores da morte? Defesa da democracia? Ah, façam-me o favor!

Cansei de tanta hipocrisia e insensibilidade com a população. Chega. A frouxidão moral e indignação seletiva de alguns artistas e intelectuais não servem mais de parâmetro para uma sociedade que não acredita mais na bolha dos ex-guardiões da opinião pública. A classe que pretende falar em nome dos brasileiros ainda não percebeu que está falando sozinha.


O estelionato eleitoral de Amoêdo


Tem cabimento os fãs de um candidato com 2% nas pesquisas fazerem campanha para chegar a 6% na esperança de participar do debate da Globo a essas alturas do campeonato?

Primeiro que o exigido são 5% e segundo, e primordial, seu partido ou coligação ter pelo menos cinco parlamentares federais. Não é o caso do Novo que não tem nenhum.

Outra coisa: a lei faculta o convite das emissoras para quem não atende a essas exigências, tanto que Marina vai sempre como convidada, já que a Rede tem dois (ou três) parlamentares federais. Acontece que até bem pouco tempo, segundo as pesquisas, Marina tinha uma votação relativamente expressiva, o que, por si só, sempre justificou os convites a ela.

Amoêdo não tem nem nunca teve nada, nem parlamentares e nem intenções de voto. Seu patrimônio é apenas a inocência de meia dúzia de abnegados que ainda acreditam que a sua candidatura é para valer.

A candidatura Amoêdo é um embuste e não foi difícil chegar a essa conclusão porque ele nunca levou a própria campanha a sério. Não investiu nada na candidatura e seu marketing não teve o mínimo de agressividade (pelamordedeus, quando eu digo agressividade não é stricto sensu, estou falando de marketing). Candidatou-se apenas para se tornar conhecido em uma próxima eleição. Isso ficou claro quando ele se declarou neutro ao ser perguntado sobre o apoio entre Haddad e Bolsonaro no segundo turno, demonstrando seu desapreço pelo País, já que tanto faz um ou outro porque que seu objetivo é eleger uma meia dúzia de parlamentares do Novo e deixar de ser o ilustre desconhecido para, em 2022, tentar uma candidatura de verdade. Aliás, essa neutralidade de Amoêdo é suspeitíssima porque ele sabe muito bem que as chances que ele terá contra o PT nas próximas eleições - caso Haddad seja eleito - serão muito maiores do que contra um Bolsonaro, já que a probabilidade de o PT continuar fazendo as habituais cagadas é de 100% e em se tratando de um governo capitão ainda é uma incógnita. Portanto, é lógico que ele está apostando nos 100%. Até eu que sou mais burro...

A isso eu chamo de estelionato eleitoral.

Ibope recebeu propina da JBS


Uma notícia que passou batida há um ano, mas que não custa nada lembrar.

Em sua delação premiada, Ricardo Saud, da JBS, ao ler uma lista de notas fiscais que estava apresentando, mencionou uma nota fiscal (nº 12.247), no valor de R$ 300 mil, de 21/7/2014, para o instituto de pesquisas IBOPE. Perguntado se estava mesmo tratando do instituto, ele confirmou: o IBOPE nacional, de pesquisas. “Fazia pesquisa pra eles [políticos] e eles pagavam com essas propinas, porque o IBOPE recebia propina”. Saud ainda esclareceu: “nunca fez um serviço pra nós, pro grupo [JBS]”.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Alguma dúvida sobre o comprometimento do Ibope com o PT?


As pesquisas do Ibope para o Jornal Nacional são cercadas de sigilo absoluto para evitar vazamentos. Apesar disso, o cientista político Alberto Carlos Almeida, intimamente ligado a Lula, sabia o resultado com bastante antecedência, a ponto de divulgá-lo no Twitter muito antes do que a própria TV Globo.

Ex-conselheiro de Lula divulgou resultado de pesquisa Ibope com uma hora de antecedência

Marcelo Faria

O cientista político Alberto Carlos Almeida, que em 2016 aconselhou Lula a assumir um ministério para evitar ser preso, divulgou com mais de uma hora de antecedência em seu Twitter o resultado da pesquisa Ibope desta terça-feira (18).

Postada às 19:37, a mensagem informava: “Parece que o Ibope vem assim – B28, H19, C11, G7, M6”. Divulgado oficialmente pela Rede Globo às 20:57 – uma hora e 20 minutos depois do tweet – o resultado da pesquisa Ibope foi exatamente o mesmo do divulgado por Alberto: Bolsonaro com 28%, Haddad com 19%, Ciro com 11%, Geraldo Alckmin com 7% e Marina Silva com 6%.

(http://www.ilisp.org/noticias/ex-conselheiro-de-lula-divulgou-resultado-de-pesquisa-ibope-com-1-hora-de-antecedencia/)


O esperneio de um estatista


Carlos Newton, da Tribuna da Internet, resolveu defender com unhas e dentes que a Petrobras é viável como está, que não deve ser privatizada e, de quebra, ainda acusou Pedro Parente de gestão temerária e entreguista. Diante das inúmeras críticas, saiu-se com essa:

“O mais infantil, porém, foi criticar a Petrobras por ter mais funcionários do que as outras petroleiras, desconhecendo-se que a maior parte dos empregados delas é de terceirizados… E assim fica difícil o debate, a troca de ideias sobre um assunto de máxima importância.”

Não aguentei e mandei:

Cumequié, Carlos Newton? Quer dizer que o seu argumento contra as críticas é que a maioria dos empregados das outras petroleiras é de terceirizados?

Pois é. Então fique sabendo que segundo dados da própria Petrobras (http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/contratacao-de-terceirizados-respostas-ao-globo.htm), em 2014 ela tinha 86.108 empregados contra 360.180 prestadores de serviço, ou seja, quatro vezes mais (em 2002 eram 121.225 terceirizados contra 40.395 empregados). Portanto, esse seu argumento é furadíssimo.

E outra coisa. Pedro Parente, aquele que você acusa de gestão temerária e entreguista, reduziu o número de terceirizados para 117.555 e o de funcionários para 68.829. Ou seja, uma redução total de 259.904 empregados sem que houvesse nenhuma alteração na produção da empresa.

São fatos, e contra eles não há argumentos, apenas esperneio de quem se recusa a aceitar as evidências.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Um texto perfeito de José Roberto Guzzo


PELA DESORDEM - JOSÉ ROBERTO GUZZO

Está sendo executado já há algum tempo no Brasil, de forma cada vez mais agressiva, um conjunto de ações que têm tido um efeito prático muito claro: tumultuar, desmoralizar e, no fim das contas, sabotar as eleições para escolher o novo presidente da República. O cidadão é alarmado, de cinco em cinco minutos, por bulas de advertência que afirmam que a eleição, a democracia e a Constituição estão sendo ameaçadas. Mas, por trás das notas oficiais e das outras mentiras prontas que são normalmente utilizadas para enganar o brasileiro comum, quem está realmente querendo destruir as eleições de outubro? Uma coisa é certa, segundo se pode verificar pelos fatos à vista do público: não são os generais do Exército, sejam eles da reserva ou da ativa, ou os oficiais de quaisquer das três Armas. A turma que quer virar a mesa, hoje, está exatamente do outro lado. Eles gritam “cuidado com o golpe”, com a “pregação do ódio”, com o “discurso totalitário” etc. etc. Mas parecem cada vez mais com o batedor de carteira que, para disfarçar o que fez, sai gritando “pega ladrão”.

É impossível cometer uma violência tão espetacular numa campanha eleitoral quanto a tentativa de assassinato praticada contra o candidato Jair Bolsonaro - mais que isso, só matando. O homem perdeu quase metade do sangue do próprio corpo. A faca do criminoso rasgou seus intestinos, o cólon, artérias vitais. Bolsonaro sofreu cirurgia extensa, demorada e altamente arriscada, e passará por outras. Só está vivo por um capricho da fortuna. Foi posto para fora da campanha eleitoral justo no momento mais decisivo. Poderia haver alguma agressão maior ou pior do que essa contra um candidato? É claro que não. O fato é que a tentativa de homicídio, cometida por um cidadão que foi militante durante sete anos da extrema esquerda, como membro do PSOL, desarrumou todo o programa contra a boa ordem da eleição presidencial. O roteiro, desde sempre, prevê que a esquerda fique no papel de vítima e Lula no de mártir, “proibido” de se candidatar e “perseguido” pela Justiça. Deu o contrário: a vítima acabou sendo justamente quem estava escalado para o papel de carrasco.

A opção da esquerda para enfrentar a nova realidade parece estar sendo “dobrar a meta”. Nada representa com tanta clareza essa radicalização quanto o esforço para fazer com que as pessoas acreditem que a tentativa de matar Bolsonaro foi apenas um incidente de campanha, “um atentado a mais”, coisa de um doidão que podia fazer o mesmo com “qualquer um” - na verdade uma coisa até natural, diante da “pregação da violência” na campanha. Ninguém foi tão longe nessa trilha quanto a responsável por uma “Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão”, repartição pública que você sustenta na Procuradoria-Geral da República. Depois de demorar quatro dias inteiros para abrir a boca sobre o crime, a procuradora Deborah Duprat soltou uma nota encampando a história de que houve “mais um ataque”. E quais foram os outros? Segundo a procuradora, o “tiro” que teria sido disparado meses atrás na lataria inferior de um ônibus no qual Lula circulava tentando fazer campanha no Paraná, escorraçado de um lado para outro pelos paranaenses.

Que tiro foi esse? Tudo o que se tem até agora a respeito, em termos de provas materiais, é um buraco na carroceria do ônibus - não há arma, não há autor, não há testemunha, não há nada. Mas a procuradora acha que isso é a mesma coisa que a agressão que quase matou Jair Bolsonaro. Acha também que a história se “conecta” com o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco - vítima, possivelmente, de um acerto de contas entre criminosos. Enfim, joga a culpa da facada no próprio Bolsonaro, por elogiar “o passado ditatorial” do Bra­sil e ser contra as “políticas de direitos humanos”. Não chega nem a ser uma boa mentira - é apenas má fé, como a “ordem da ONU” para o Brasil deixar Lula ser candidato, ressuscitada mais uma vez. Se há um país que está em dia com as suas obrigações junto à ONU, esse país é o Brasil. Acaba de cumprir, entre 2004 e 2017, treze anos de missão de paz no Haiti, em que participaram 38 000 militares brasileiros - dos quais 25 morreram. Seu desempenho foi aplaudido como exemplar; não houve um único caso de violência ou desrespeito aos direitos humanos de ninguém, do começo ao fim da operação. Mas o Complexo Lula-PT-esquerda prega que o Brasil é um país “fora da lei” internacional, por não obedecer a dois consultores de um comitê da ONU que decidiram anular a Lei da Ficha Limpa. Estão, realmente, apostando tudo na desordem.


Estou começando a achar que o Brasil não tem jeito mesmo...


O PT no Senado:

Jorge Viana lidera com 43% no Acre;
Jaques Wagner na Bahia com 34%;
Suplicy em São Paulo, com 31%;
Dilma em Minas com 28%;
Fátima Cleide 25% Rondônia;
Paulo Paim está em 2º no Rio Grande do Sul com 27%;
Requião (oficialmente no MDB, mas é agente secreto do PT...) lidera com 40% no Paraná...

A verdade versus o que a esquerda tenta nos passar


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A VIOLÊNCIA DOS ESQUERDOPATAS CADA VEZ MAIS PERTO DE NÓS. ONTEM FOI UM AMIGO DO FACEBOOK


UMA QUESTÃO de INTOLERÂNCIA (ou EU VI a MORTE) ANTONIO NAHUD

Quase morri, caros amigos. Passei dia e noite do domingo no hospital. O que aconteceu? Petralhas atacaram-me. Na feira popular do Alecrim, capital potiguar, vestido com camisa verde-amarela estampada com a imagem do Capitão, fui cercado por cinco rapazes de vermelho. Ofenderam-me com os piores nomes, rasgaram minha camisa, pisaram e cuspiram nela.

Por fim, eles forçaram-me a engolir um líquido com gosto de uva, na verdade um veneno tipo “Boa noite, Cinderela”. Abalado, voltei para casa e apaguei sentado. Dez horas depois, felizmente fui despertado pelo cãozinho Puck, que saltava nas minhas pernas e latia sem parar. Sem energia, mal conseguia andar, febril, morrendo de frio, ânsia de vômito. Pedi socorro.

No hospital, mil exames, desmaios súbitos, soro, injeções. A pressão do coração disparada, não tive um enfarto por milagre. Há suspeitas que a droga atingiu outros órgãos. Estou bem, mas passarei por nova bateria de exames. Grato pelo apoio generoso dos amigos Woldney, Yanna e Aninha Cláudia. Grandes parceiros, grandes amigos!

A intolerância dessa gente maldita quer enterrar o país de vez. Eu não desistirei. Lutarei com mais garra. Caso me apaguem, desde já acuso o criminoso Partido das Trevas e a ignomínia da dissimulada senadora Fátima Gópi. E a luta continua! Avante, Capitão!

Despropósito, covardia indignidade e, acima de tudo, violência extrema, é o que têm sentido na pele os direitistas que "ousam" ter dignidade, honestidade e retidão de caráter, aspectos que não passam de mera obrigação do ser humano. Das agressões aos meninos do MBL, passando pelo Antonio Nahud até com o atentado contra Bolsonaro, há um zilhão de outras barbaridades que nós somos vítimas dessa gente cuja imoralidade é característica fundamental. Da minha parte não há e nem vai haver condescendência: contra facínoras não há nada melhor que a reciprocidade, se possível, mais intensa e contundente.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

DEIXEM O GENERAL FALAR!


Carlos Newton

“Bolsonaro não vai mais participar da campanha, nem mesmo no segundo turno. Seu estado de saúde é delicadíssimo. Não pode receber visitas, falar nem se alimentar direito, recebendo soro permanentemente. Está cada vez mais fraco, a recuperação é penosa e comemora-se cada dia vencido, até conseguir se alimentar de novo, com papinhas, vitaminas de frutos e sorvete. É preciso liberar Mourão para participar dos debates. O general não tem nada de bobo. Há cinco anos, em pleno governo Dilma, assisti a uma palestra dele em Brasília na qual deu pancada na gestão do PT no início, no meio e no fim, dizendo que o Brasil não tinha planejamento nem governo. Deixem o general falar, que ele saberá dar o recado.”

Isso dito por um comunista confesso (mas decente) não deixa de ter seu valor.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

EL PAÍS, LINDBERGH E A FAKENEWS DO DIA NO TWITTER


Se eu publicar uma imbecilidade dessas, elaborada por mim, levo gancho do Twitter e do Facebook na hora.

Vejam só o título: “Um milhão de mulheres (...)”. E o subtítulo: “(...) 10.000 novos membros por minuto (...)”. Quem não faltou as aulas da Dona Teteca no primário vai fazer as contas e chegar à conclusão que nesse ritmo se chega a um milhão de mulheres em 1 hora e 40 minutos, portanto, desde a hora que o El País publicou o absurdo até agora (12 horas, exatamente) foram 7,2 milhões de mulheres a assinar o tal manifesto. Pelo tempo que foi lançado - 30 de agosto - ele já deve ter adesões das chinesas e indianas e estar com mais de 200 milhões de assinaturas.

Mas ninguém vai bloquear o El País ou o Lindinho, não é mesmo?

terça-feira, 11 de setembro de 2018

O Negão do Chapadão vai votar no Bolsonaro


Sexta-feira passada, conversando com um feirante velho amigo, entre uma cerveja e outra no meu bureau etílico, eu tive uma grata surpresa. O assunto era política. Eleições, mais precisamente. O Negão mora no Chapadão, uma das favelas mais brabas do Rio (é assim que eu o chamo - ele me chama de Branco -, é assim que ele chama as “comunidades” e não me encham o saco com politicagens corretas!).

Dizia ele que a pressão da milícia e do tráfico - que vivem aos tiros - no sentido de não se votar em Bolsonaro é uma coisa assustadora por lá. São ameaças escancaradas aos moradores vindas de ambas as partes. É qualquer um menos o capitão.

Curioso, perguntei sobre a reação das pessoas e se elas iriam realmente obedecer as “ordens superiores”. O Negão abaixou a voz e, quase sussurrando, como se pudesse haver algum dedo-duro por perto, confessou: “Vai todo mundo de Bolsonaro, mas ninguém diz isso abertamente que ninguém é trouxa. Não dá mais pra aguentar a pressão por lá. Nossa vida é um inferno! Só o cara pode dar jeito nessa bandidagem, o resto é um bando de banana podre!”

Aí fiquei matutando sobre o resultado dessa “pesquisa por amostragem” do Negão - bem mais confiável que os ibopes da vida. Por analogia, me permiti projetá-la para as trocentas mil outras favelas, não só do Rio, que vivem situações absolutamente idênticas. Minha conclusão não deixou de ser animadora, pelo menos no meu ponto de vista.

Além disso, há outro aspecto que diz respeito aos próprios institutos de pesquisa, desonestos há muito tempo - há quanto não se sabe -, que foram desmascarados por uma reportagem de pouca repercussão relativa às pesquisas sobre as eleições de 2010 onde 70% dos municípios escolhidos para as entrevistas eram governados por prefeitos eleitos pelo PT. Isso é público, notório e facilmente verificável no site do TSE e foi constatado por mim. O mais revoltante é que, certamente por causa dessa denúncia jornalística, em 2013 aprovaram uma lei dispensando os institutos de enunciarem previamente os municípios consultados (lei também acessível no site do TSE). Muito conveniente. Diga-se de passagem, se alguém se der ao trabalho de consultar o TSE sobre qualquer pesquisa, vai ver que hoje não há a divulgação prévia nem posterior dos municípios. Uma esculhambação generalizada.

Visto isto, as perguntas que cabem são: Você já foi entrevistado por algum instituto de pesquisa? Conhece alguém que já foi? Claro que a resposta unânime vai ser não, até porque o Ibope, por exemplo, só entrevista 2.002 pessoas (número cabalístico?) em um universo de 210 milhões divididas em quase seis mil municípios. A chance de alguém ser entrevistado é de uma em 105 mil. Ou seja, zero. Pois é. Agora imaginem se algum prostituto, oops, perdão, instituto de pesquisa iria mandar um que seja dos seus entrevistadores fazer perguntas aos moradores de qualquer favela. Mesmo se, por algum drama de consciência dos seus capos, tivessem mandado algum pobre coitado, imaginem (de novo) se os entrevistados seriam sinceros em suas respostas, submetidos que são ao patrulhamento dos marginais. Óbvio que não.

Então, por essas e outras, hoje dá para afirmar com alguma certeza que Bolsonaro despertou a consciência de muita gente que não se imaginava tê-la, mas tem, sempre teve. Só que faltava confiança, um êmulo. Dá para afirmar que os institutos de pesquisa mentem. Dá para afirmar que Bolsonaro com seu discurso rés-do-chão, mas muito objetivo, despertou uma confiança popular, certamente não tão numerosa, mas comparável à que Lula conseguiu com suas mentiras - “bolsistas familiares” à parte, claro.

Esse papo me deixou otimista. A galera, enfim, deixou de ser emprenhada pelos ouvidos pelo lado o que não presta.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Afinal, quem prega a violência, a direita ou a esquerda?


Desconstrucionismo - O Culto De Hermes Pós-Moderno

Jacques Derrida

Bill Crouse

I. Introdução

A. O desconstrucionismo é um movimento pós-moderno poderoso, actualmente em voga nas universidades de maior expressão académica e junto da elite intelectual, e a sua influência permeia todas as áreas da nossa cultura. Este movimento deu origem ao tribalismo, ao politicamente correcto, à reconstrução da imagem, ao multiculturalismo e à guerra cultural, e tornou-se num martelo com o qual destruir os valores tradicionais.

B. O Pano de Fundo do Desconstrucionismo. De forma a que se possa entender o contexto do Desconstrucionismo, é importante seguir o desenvolvimento do pensamento intelectual da cultura Ocidental. É importante entender dois termos: o modernismo e o pós-modernismo. Ambos são termos com um entendimento bem amplo.

1. Definição do Modernismo: O Modernismo é outra palavra para o humanismo iluminista. O pensador evangélico Thomas Oden afirma que este período teve início com a queda da Bastilha em 1789 (Revolução Francesa), e terminou com o colapso do comunismo e a queda do muro de Berlim em 1989.

Este foi um período que afirmou a existência e a possibilidade de conhecer a verdade com base apenas na razão humana. E devido a isto, e num acto simbólico, a deusa Razão foi instalada na Catedral de Notre Dame, na França; a Razão tomou o lugar de Deus; o naturalismo substituiu o sobrenatural. O Modernismo afirmou a descoberta científica, a autonomia humana, o progresso linear, a verdade absoluta (ou a possibilidade de a conhecer), o planeamento racional da ordem social (isto é, socialismo). Este movimento começou com grande optimismo.

2. Definição do Pós-Modernismo: O Pós-modernismo é, de certa forma, uma reacção contra o Modernismo que tem estado em preparação desde o final do século 19.

Dentro do pós-modernismo o intelecto é substituído pela vontade, a razão pelas emoções, e a moralidade pelo relativismo. A realidade nada mais é que uma construção social; a verdade é igual ao poder. A tua identidade vem dum grupo.

O Pós-modernismo caracteriza-se pela fragmentação, indeterminação, e aversão às estruturas de poder universalizantes. É uma visão do mundo que rejeita todas as visões do mundo (“histórias”). De modo resumido, o Pós-modernismo defende que não existe verdades universais válidas para todas as pessoas. Em vez disso, os indivíduos encontram-se presos à perspectiva limitada da sua raça, sexo, ou grupo étnico. Isto é algo proveniente de Nietzsche em toda a sua força.


II. Definindo o Desconstrucionismo


(Nota: Os desconstrucionistas resistem a todas as tentativas de definição classificando-as de “tirânicas”, mas eles são inconsistentes visto que os seus livros nada mais são que definições extensas dos seus métodos. De facto, pode-se acusar os desconstrucionistas de só definirem as coisas!)

A. O Desconstrucionismo é uma forma de ler um texto, originalmente um método de crítica literária e só aplicada a textos literários. No entanto, hoje os desconstrucionistas dizem que toda a existência é um livro a ser interpretado, quer em forma de poema, história, valores familiares, governos, religião, ciência, escada corporativa ou arquitectura. O ênfase desta foram de leitura nunca é para aprender o significado intencionado pelo autor, mas sim a interpretação subjectiva do leitor.

B. “Os desconstrucionistas alegam que toda a escrita é reduzível a uma sequência arbitrária de sinais linguísticos ou palavras cujos significados não têm qualquer relação com a intenção do autor ou com o mundo fora do texto.” NEWSWEEK, 6/22/81

C. “A abordagem desconstrutiva a um “texto” - que tanto pode ser uma série de televisão ou um sinal rodoviário tão facilmente como pode ser um poema épico - é a de o desmantelar, tomando especial atenção às suas pressuposições elitistas, anti-feministas e pouco chiques. O projecto é informado pela filosofia segundo a qual o mundo se encontra indefinido até que alguém - temporariamente e só segundo um estilo - o torna definido ao usar palavras para o descrever. Uma vez que (alegadamente) as palavras estão sempre a alterar de significado, nenhuma interpretação dessas palavras é mais correcta que qualquer outra. A função do criticismo é, portanto, expor a sua contradição inerente na própria ideia do “significado” ou veracidade dum texto.” THE ECONOMIST, 5/18/91, p. 95.


III. As Origens do Desconstrucionismo - As Suas Raízes Filosóficas

As origens do Desconstrucionismo remontam a alguns intelectuais franceses depois da 2ª Grande Guerra. O mais notável proponente e pai do movimento foi Jacques Derrida. O Desconstrucionismo era originalmente uma forma de crítica literária (como já mencionado previamente) mas rapidamente começou a ter outras aplicações.

Ela emergiu do meio filosófico que incluía, antes de tudo, o existencialismo, (...), o Romantismo, a filosofia de Kant, a psicanálise de Freud, o fascismo (eles gostariam de negar isto), a fenomenologia e o pragmatismo.


IV. Os Principais Pilares do Desconstrucionismo

A. A natureza da realidade: A realidade objectiva não pode ser conhecida. O transcendental não existe. O universo é um sistema fechado. A realidade é inteiramente subjectiva. Os grupos e a sua linguagem criam a sua própria realidade até que ela é substituída por um grupo mas poderoso. (Vemos aqui a influência de Kant, isto é, o fenómeno da vida nunca pode ser conhecido tal como ele é, mas é sempre interpretado segundo as categorias inatas do conhecedor.)

B. A possibilidade de conhecimento: Os desconstrucionistas são cépticos. Todo o conhecimento que temos não é directo mas indirecto. O mundo chega até nós através da linguagem e só através da linguagem, que por sua vez é uma construção social. Uma declaração é verdadeira se ela dá poder a um indivíduo ou a um grupo. Aqui nota-se a influência do pragmatismo.

C. A natureza do homem: A identidade individual é um mito. O homem só adquire a sua identidade através do seu grupo ou da sua cultura. Quando o indivíduo está descontente, ele tem o direito de criar o seu próprio significado. Neste ponto, os desconstrucionistas diferem dos existencialistas anteriores onde o individual é supremo. Os desconstrucionistas são semelhantes aos fascistas, neste ponto.

D. Tomada de Decisões Morais: Os desconstrucionistas ficam profundamente ofendidos com aquilo que eles chamam de “totalização”. Com este termo, eles referem-se aos valores universais que são verdadeiros para todas as culturas e para todas as eras. Para os desconstrucionistas, o “verdadeiro” é o que um grupo decide ser a verdade para um dado momento. O verdadeiro emerge do poder adquirido.

Segundo os desconstrucionistas, só os mais fortes sobrevivem. Aqueles que podem lidar com a ausência dum propósito e podem criar a sua própria realidade contra todo o peso de toda a tradição Ocidental, provam o seu direito de existir. As leis e as tradições sociais provam o seu direito de existir. As leis e as convenções sociais nada mais são que máscaras para o poder. Julgamentos de valor [moral] são exercícios de poder.

E. A natureza da linguagem: A linguagem é um sistema construído sobre os fundamentos de símbolos arbitrários. Isto é, os textos são uma colecção de palavras e imagens (“significantes”) que não têm qualquer significado inerente ou conexão com o mundo objectivo (“significado”). Uma vez que a linguagem é um meio de comunicação, e visto que os construtores da linguagem são instáveis, a interpretação é também incerta. Logo, o ênfase está sempre naquele que recebe a mensagem - isto é, o leitor ou o interpretador. Mais ainda, uma vez que o significado (“significados”) deriva do contexto social de cada um, o significado fundamental nasce do contexto social de cada um. A língua só pode transmitir preconceitos culturais.


V. O Método do Desconstrucionismo

A. Desconstruir um texto é semelhante a desmantelar uma casa para ver quais foram os erros de construção que foram feitos. Quando um leitor desconstrói um texto, ele está a examiná-lo em busca do preconceito e da parcialidade que o autor pode ter usado com o propósito de controlar os outros. Por exemplo, uma leitura desconstrucionista da Declaração de Independência ressalvaria que a frase “todos os homens foram criados iguais” exclui as mulheres, e ao mesmo tempo que fala de liberdade, o mesmo foi escrito por um homem branco dono de escravos. O sexismo e a escravatura contradizem a retórica da liberdade.

Os desconstrucionistas buscam por decepções ou más intenções que, de modo consciente ou inconsciente (o elemento Freudiano), motivam um autor, artista ou político particular. Note-se que o que está ausente do texto (sexo ou grupo étnico) pode ser levado em elevado consideração na interpretação desconstrucionista dum texto. Eles chamam a isso “a presença da ausência”.

B. O crítico pós-modernista Thomas Oden ressalva:

O desconstrucionimsmo . . está sempre a fazer as perguntas cépticas em relação ao texto, perguntando que auto-decepções ou más intenções podem de modo inconsciente motivar uma conceptualidade particular.(Thomas Oden. TWO WORLD: NOTES ON THE DEATH OF MODERNITY IN AMERICA AND RUSSIA, p.79.).


C. O objectivo do Desconstrucionismo, portanto, é o de descobrir as contradições, mostrar as intenções ocultas e os significados suprimidos que pertencem a um texto, quer seja uma obra literária ou uma instituição social. Visto que o significado oficial é determinado por aqueles que estão no “poder”, os críticos pós-modernistas “desconstroem” esses significados como forma de descobrirem o que é que está oculto ou o que é que foi suprimido no texto, e, desde logo, desacreditando o establishment que se encontra por trás do texto e obtendo o “direito” de derrubar a sua autoridade.

D. O propósito final de uma interpretação é construir um significado que justifica a experiência pessoal ou a experiência desse grupo. Por exemplo, um historiador revisionista poderá escrever a história da descoberta do Novo Mundo por parte de Colombo de uma forma que beneficiará aqueles que foram oprimidos pelos Europeus Brancos. Da mesma forma que temos “spin doctors” na política e nos média, também temos “spin scholarship.”.

VI. A Influência do Desconstrucionismo

A influência do Desconstrucionismo nos EUA tem sido omnipresente. Ela pode ser encontrada nos filmes, nos vídeos de música rock, nos livros escolares de história, nas campanhas políticas, na teologia e nos assuntos religiosos, nas artes de representação, nos anúncios publicitários, nos estudos étnicos ou estudos sexuais, e especialmente na crítica literária onde ela surgiu. Eis aqui alguns exemplos:

A. Um desenho animado recente “desconstrói” a história de Pocahontas. O desenho animado artístico exibe ela a apaixonar-se pelo colono John Smith, a quem ela converte para a adoração de Gaia (Terra). Na verdade, ela nunca esteve romanticamente envolvida com John Smith; ela converteu-se ao Cristianismo, casou-se com John Wolfe e viveu o resto dos seus dias na Inglaterra.

B. Teologia Feminista. É a tentativa de reconstruir a história da salvação tal como revelada no Cristianismo em termos feministas. Outras tentativas de reconstrução são os Muçulmanos Negros com a sua “desconstrução” peculiar do islão.

C. Traduções inclusivas das Escrituras e a rescrição de hinos Cristãos antigos. O texto original é “desconstruído” de modo a que esteja de acordo com as sensibilidades étnicas e sensibilidades de grupo modernas.

D. Os livros escolares de História das escolas primárias. Num recente livro escolar sobre a história dos EUA George Washington mal recebe algum tipo de menção. Quando o autor foi questionado sobre a sua omissão num também recente programa televisivo, ele respondeu: “Ele era um dono de escravos, aristocrata e branco.”

E. Ciência. A influência do pensamento desconstrucionista junto do establishment científico está a causar um alarme de proporções consideráveis. Os deconstrucionistas alegam que os cientistas mais não são que a elite sacerdotal do establishment que produz melhor tecnologia para a opressão. Para um excelente estudo da influência que o Desconstrucionismo tem na ciência, ver: “HIGHER SUPERSTITION: THE ACADEMIC LEFT AND ITS QUARRELS WITH SCIENCE” (por Paul R. Gross and Norman Levitt).



VII. Uma Crítica ao Desconstrucionismo

(Nota: O Desconstrucionismo pode parecer fácil de ser refutado para nós Cristãos visto que o mesmo está claramente contra o pensamento lógico. Isto é verdade, mas temos que nos lembrar que para os Desconstrucionistas, a controvérsia é primordialmente emocional. Os Cristãos são o pior pesadelo dos Desconstrucionistas visto que eles [os Cristãos] insistem na existem da Palavra Transcendental e na posição de que a realidade é inteligível.)

Os desconstrucionistas são relativistas mas os relativistas confessos não podem ser relativistas consistentes. Se a verdade não existe, o que é que nos impede de desconstruir o Desconstrucionismo? Se “nada é verdade”, como eles defendem, porque é que deveríamos acreditar nessa proposição? Porque é que deveríamos associar alguma tipo de valor aos seus escritos? Por exemplo, os desconstrucionistas frequentemente lançam ofensivas contra o cânone ocidental (os grandes clássicos), mas depois viram o argumento e colocam no seu lugar os seus próprios “clássicos” e os seus “cânones”. Uma professora rejeita os escritos de Shakespeare porque ele era “demasiado heterossexual”, mas depois ela recomenda aos alunos a sua selecção de livros de estudo!

A moralidade é o calcanhar de Aquiles do Desconstrucionismo e o melhor que eles fariam era permanecer em silêncio; mas eles não permanecem em silêncio. Elas falam de um modo bem vocal sobre a opressão como se isso fosse um mal enorme. Segundo os seus próprios escritos, afirmar que algo está certo para outra pessoa ou para outro grupo seria “logocêntrico”.

Os desconstrucionistas têm razão quando afirmam que a interpretação é de certa forma subjectiva e, quando se tenta apurar a mente do autor, limitada. No entanto, embora nós não saibamos de forma exaustiva, nós podemos saber de forma verdadeira. Se assim não fosse, a civilização seria impossível.

Na história da filosofia muito provavelmente não há um exemplo mais claro de solipsismo. Se nós formos ler os seus livros de forma séria (será que eles querem que os leiamos?), então a comunicação é impossível. (Solipsismo: “a inabilidade total se obter conhecimento para além da sua própria mente”) O leitor passa a ser o artista, e o autor/actor já não tem o direito sobre o significado intencionado do seu trabalho. Toda a criatividade chega-nos através da interpretação dum texto.

Dentro do pensamento modernista, os desconstrucionistas correctamente rejeitam a razão como algo absoluto. No entanto, a razão é parte integrante da IMAGO DEI [Imagem de Deus]. A única forma consistente de dispensar a lei da não-contradição de todo o discurso é abolindo todo o discurso e todas as tentativas de comunicação que os deconstrucionistas não levam a cabo. A realidade dos factos é que eles escrevem dezenas de livros e são faladores incansáveis (circumloquacious). Isto até parece que o discurso (para aqueles que denigrem a linguagem) para os desconstrucionistas é uma forma de auto-afirmação, isto é, “Eu falo (escrevo), logo, eu existo.”

Os desconstrucionistas vivem consumidos com uma animosidade dirigida a todos aqueles que são logocêntricos, modernistas e especialmente os Cristãos, e acreditam que estes últimos [os Cristãos] são a causa de todo o preconceito e toda a opressão que existe no mundo.

VIII. Conclusão

O Cristianismo acredita que o Logos é Transcendente em relação ao mundo, mas não imanente; o Logos não é subordinado, mas igual a Deus; pessoal, e não impessoal, reflectido em toda a criação, especialmente na humanidade. Os Absolutos existem devido à Palavra revelada. (Ver João 1:1-12)

“O autor tem que morrer para que o leitor possa viver” (citação desconstrucionista com origem desconhecida)

 “...a guerra do descrente contra a Palavra (isto é, a sua guerra contra as Escrituras e contra Cristo) irá leva-lo para a guerra contra a palavra - toda a linguagem humana e todo o significado. Visto que eles rejeitam a Palavra de Deus Transcendental, que é a Verdade de Deus, eles são conduzidos no domínio imanente para rejeitar a ideia da palavra, o significado e também a lógica.” Gregory L. Bahnsen (1948-1995).