quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Piadinha de quinta

A freirinha estava costurando e a agulha espetou seu dedo:

- Caralho! Vai furar a puta que pariu!

Ao se dar conta do que havia dito, refletiu um pouco e emendou:

- Ah, também foda-se! Eu não queria ser essa porra de freira mesmo...

O derradeiros esperneios do PT

Deu na Folha que a cúpula do PT vai divulgar hoje um documento em defesa de Lula. A redação foi iniciada anteontem, um dia depois de a Polícia Federal fazer uma operação de busca e apreensão no escritório de Luis Cláudio Lula da Silva, seu filho. Segundo petistas ouvidos pela reportagem, o texto expressará a ideia de que a operação representa um ataque a Lula que embute uma tentativa de debilitar o PT e a democracia brasileira, insiste na tese de que há uma tentativa de criminalização do partido e investe no argumento de que as instituições, como Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal, devem seguir ritos, o que não estaria ocorrendo em relação ao PT.

Gozado, né? O PT agora deu para manifestar um apreço descomunal aos “ritos”. Logo eles que sempre se notabilizaram por uma informalidade tão exacerbada que acabou por elevá-los ao posto de campeões da ilegalidade, por passar por cima de leis, códigos e até mesmo da própria Constituição.

De mais a mais, se Luís Cláudio não fez nada de mais, obviamente não há nada a temer, não é mesmo? Mas temo que não seja esse o caso. Na verdade, os chiliques de Lula et caterva são quase uma confissão de culpa, um ato desesperado para tentar reverter os papeis entre mocinhos e bandidos.

“Gene de Deus”

Desde pequeno eu carrego comigo uma certa obsessão pela lógica e pela razão. Meu pai chegou a me dizer, em um comentário meio crítico, que eu era excessivamente reflexivo, que tudo que eu pensava e fazia era desprovido de emoção. E isso foi dito quando eu tinha uns doze anos.

Achei estranho, até porque ele mesmo sempre me passou uma imagem racional ao extremo, como um sujeito extremamente competente profissional e socialmente, tanto que era uma espécie de conselheiro procurado por todos - cunhados, sobrinhos, tios, primos, amigos, etc. - e um sujeito assim não poderia jamais ser levado por emoções, sob pena de perder o “posto”. Mas vamos deixar o velho pra lá.

Atraído por um artigo na Veja - “Qual é a origem da fé” -, que diz que quem tem usa a reflexão tem menos chances de ter fé religiosa do que os que seguem a intuição, essas lembranças me vieram. Mas isso parece óbvio demais - e é - para ser tratado como algo relevante. A começar pelas teorias supostamente científicas que o homem precisa recorrer a algo “maior e impalpável” para lidar com a sua “consciência de finitude” e que as religiões estimulam sentimentos (solidariedade e compaixão) que levariam à proteção em momentos de risco, o artigo me pareceu meio mambembe.

Eu estava certo: o negócio descambou para o besteirol mesmo, a ponto de citar Dean Hamer, um biólogo que é coordenador do setor de genética do National Cancer Institute dos EUA, que afirmou ter descoberto que a fé em deus estaria em um gene, que ele batizou de “gene de deus” após avaliar o “grau de espiritualidade” de mil adultos. O VMAT2, nome do troço - responsável pela regulação das monoaminas (como serotonina e adrenalina) -, estaria presente só nos que teriam “sentimentos religiosos”.

O problema é que, se as monoaminas são comprovadamente as responsáveis pela construção da realidade e pela percepção das alterações de consciência do indivíduo, essa tal “regulação” está mais para desregulação, já que a fé é baseada em experiências místicas e não tem, nem obrigatoriamente, qualquer ligação com a realidade. Portanto, a tese do doutor Hamer é totalmente furada. De mais a mais o tal gene estar presente em pessoas mais espiritualizadas não explica coisa nenhuma, muito menos deus. Quando muito, evidencia exatamente o contrário, ou seja, que essas pessoas com consciências alteradas têm a incrível capacidade de inventar e assimilar misticismos sem sentido.

Tem ainda uma questão abordada na reportagem pela qual eu me bato: considerar-se a intuição como uma “faculdade de perceber, discernir ou pressentir coisas, independentemente de raciocínio ou de análise”. Eu considero a intuição um, digamos, “instrumento” importantíssimo na vida de qualquer ser humano, mas que só aceitável quando vem do resultado de reflexões. Explicando melhor, a intuição é uma espécie de jurisprudência mental em que, sub ou inconscientemente, o indivíduo usa essas reflexões acumuladas em experiências anteriores sem precisar se deter em maiores elucubrações. A intuição sem uma base racional, mesmo que esta esteja escondida lá nos cafundós do cérebro, não passa de uma tentativa inútil e, muitas vezes arriscada demais.

Além disso, ninguém é essencialmente intuitivo ou reflexivo. Queiram ou não os “especialistas”, a preponderância do raciocínio sobre a intuição não é um privilégio de alguns - ou muitos, sei lá como eles dividem isso -, mas sim uma característica inerente ao ser humano, tanto que seu excesso ou escassez não servem para aferir os parâmetros de quem é mais ou menos inteligente. A diferença é apenas entre a objetividade e a subjetividade.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Que bom seria se esse benefício fosse estendido aos civis...


O MELHOR PRESENTE QUE LULA RECEBEU PELOS 70 ANOS

CÓDIGO PENAL
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, MAIOR DE 70 (SETENTA) ANOS.

AÍ, MOÇADA DA TOGA: VAMOS APRESSAR ESSA GERINGONÇA QUE O HOMEM TÁ ESCAPANDO AOS POUQUINHOS!

Serra foi se solidarizar com Lula e mostrou o rabo preso

Estadão

Apesar de adversários políticos, o senador José Serra (PSDB-SP) disse ter considerado um “exagero” a decisão da Polícia Federal de realizar uma busca e apreensão no escritório de um dos filhos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luís Cláudio. A aliados, o tucano relatou desconforto com a medida tomada no âmbito da Operação Zelotes e disse que o episódio abre precedentes para que ações como essa atinjam também familiares de outros políticos.

Só que Isadora Peron, a autora da reportagem, lembrou que Serra falou com conhecimento de causa. Verônica, sua filha, também foi denunciada por movimento ilegal de recursos oriundos da Odebrecht em sua empresa, fato que ela nega até hoje...


O Instituto Lula esclarece


A boneca se emputeceu!

Sei não... Tenho a impressão que Sibá morde a fronha...

terça-feira, 27 de outubro de 2015

“Arte”, seu lugar é o lixo!

Qual das duas fotos é a arte”? Eu prefiro a segunda...
Os faxineiros do Museu Bozen-Bolzano, na Itália, jogaram fora uma das obras expostas no local após confundi-la com a bagunça deixada por uma festa promovida na noite de sexta-feira. Tudo que sobrou, no dia seguinte, foi a sala onde a peça estava foi o chão limpo. A peça, chamada “Onde vamos dançar nesta noite?” era feita de garrafas de champanhe, confetes e pedaços de papel, representando a decadência dos anos 80 no país.

Infelizmente, já que o lugar mais apropriado para aquilo é o lixo mesmo, parece que os materiais usados no embuste foram separados para a reciclagem e a equipe acredita que será possível montar a obra novamente


Baixando o nível?

Dica do Helio Garcia, no Blog do Giulio Sanmartini, publicada na “Super Interessante”

A ciência do palavrão

Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um? Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar, xingou-a de algo como “filha-da-puta”, mesmo sabendo que a dita nem mãe tem.

Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões “moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.

E sai de vez em quando, na forma de palavrões. A medicina ajuda a entender isso. Veja o caso da síndrome de Tourette. Essa doença acomete pessoas que sofreram danos no gânglio basal, a parte do cérebro cuja função é manter o sistema límbico comportado. Elas passam a ter tiques nervosos o tempo todo. E, às vezes, mais do que isso. De 10 a 20% dos pacientes ficam com uma característica inusitada: não param de falar palavrão. Isso mostra que, sem o gânglio basal para tomar conta, o sistema límbico se solta todo. E os palavrões saem como se fossem tiques nervosos na forma de palavras.

Mas você não precisa ter lesão nenhuma para se descontrolar de vez em quando, claro. Como dissemos, basta tropeçar numa pedra para que ela corra o sério risco de ouvir um desaforo. Se dependesse do pensamento consciente, ninguém nunca ofenderia uma coisa inanimada. Mas o sistema límbico é burro. Burro e sincero. Justamente por não pensar, quando essa parte animal do cérebro “fala”, ela consegue traduzir certas emoções com uma intensidade inigualável. Os palavrões, por esse ponto de vista, são poesia no sentido mais profundo da palavra. Duvida?

Então pense em uma palavra forte. “Paixão”, por exemplo. Ela tem substância, sim, mas está longe de transmitir toda a carga emocional da paixão propriamente dita. Mas com um grande e gordo “puta que o pariu” a história é outra. Ele vai direto ao ponto, transmite a emoção do sistema límbico de quem fala direto para o de quem ouve. Por isso mesmo, alguns pesquisadores consideram o palavrão até mais sofisticado que a linguagem comum.

É o que pensa o psicólogo cognitivo Steven Pinker, da Universidade Harvard. Em seu livro mais recente, Stuff of Thought (“Coisas do Pensamento”, inédito em português), ele escreveu: “Mais do que qualquer outra forma de linguagem, xingar recruta nossas faculdades de expressão ao máximo: o poder de combinação da sintaxe; a força evocativa da metáfora e a carga emocional das nossas atitudes, tanto as pensadas quanto impensadas”. Traduzindo: palavrões são foda.

Tão foda que nem os usamos só para xingar. Eles expressam qualquer emoção indizível, seja ruim, seja boa. Então, se um jogador de futebol grita palavrões depois de marcar um gol, ele não o faz por ser mal-educado, mas porque só uma palavra saída direto do sistema límbico consegue transmitir o que ele está sentindo. Outra prova de eficácia é que eles estreitam nossos laços sociais. Se você xingar alguém gratuitamente e o sujeito não ficar bravo, significa que ele é seu amigo. Daí que grupos de homens adoram usar cumprimentos como “Fala, cuzão!” Isso deixa claro que todos ali são íntimos. “Perceber o xingamento como agressão ou ferramenta social depende do contexto”, disse o psicólogo Timothy Jay, da Faculdade de Artes Liberais de Massachusetts, para a revista americana New Scientist. “Num vestiário masculino, por exemplo, quem não xinga é o ‘panaca’”.

Timothy Jay sabe do que está falando. É um expert em palavrões. Ele passou as últimas 3 décadas anotando as sujeiras que ouvia em lugares públicos. Juntou mais de 10 mil ocorrências. E colocou em números cientificamente rigorosos (na medida do possível) aquilo que você já sabia: “foda” e “merda” (ou “fuck” e “shit”) correspondem à metade de todos os palavrões ditos – sem contar suas variantes.

Não é à toa. Como os palavrões nascem na parte primitiva do cérebro, quase todos versam sobre as duas coisas mais básicas da existência:

Veja só. “Merda” é um palavrão mais ofensivo que “mijo”, por sua vez mais pesado que “cuspe”, que nem palavrão é. Se você fosse excretar alguma dessas coisas na rua, essa também seria a ordem de impacto nas outras pessoas – do mais para o menos chocante. Coincidência? “Não. Não é por acaso que as substâncias que mais dão nojo também sejam vetores de doenças. A reação de repulsa à palavra é o desejo de não tocar ou comer a coisa”, afirma o médico americano Val Curtis no livro Is Hygiene in Our Genes? (“A Higiene Está nos Nossos Genes?”, sem tradução para português).

Se é fácil entender por que excrescências são palavrões, não dá para dizer o mesmo sobre os termos ligados ao sexo. Afinal, sexo é bom, não? Não necessariamente. “Ele traz altos riscos, incluindo doenças, exploração, pedofilia e estupro. Esses males deixaram marcas nos nossos costumes e emoções”, diz Pinker. Foquemos em “estupro”. Do ponto de vista evolutivo, ele foi vantajoso para os homens. Pegar mulheres à força permitia que um macho fizesse dezenas, centenas de filhos, coisa que contou pontos no jogo da evolução. Já para as mulheres isso é o inferno. O papel delas é ter poucos, e bons, filhos. Então selecionar o pai é fundamental, e engravidar de alguém que a violentou, um baita prejuízo.

Daí foi natural que a expressão “foder alguém” virasse sinônimo de “fazer um grande mal”. Para entender isso melhor, complete a frase “João ___ Maria” para mostrar que eles transaram, usando apenas uma palavra. Quase todas as opções para preencher a lacuna são palavrões. Já os termos leves para relação sexual sempre carregam a preposição “com”: você pode dizer que João fez amor com Maria, dormiu com, fez sexo com, transou com... Todos os exemplos indicam que João e Maria participaram do sexo de igual para igual. Com os palavrões, a história é outra. Eles deixam claro: Maria está sempre numa posição inferior.

Note que a origem de “fodido” e seus equivalente não envolve o sexo apenas como uma ferramenta de submissão de homens contra mulheres. Mas de homens contra homens também. O estupro homossexual sempre foi, e segue sendo, uma forma eficaz de deixar claro num bando de machos quem é o chefe – a violência sexual dentro dos presídios está aí para provar. A coisa é tão arraigada que até uma palavra inocente hoje, como “coitado” ou “tadinho”, sua variante mais fofa, significa “aquele que sofreu o coito”.

Mas espera aí: como algo tão barra-pesada vira uma palavra até bonitinha? É o que vamos ver.

“Que se dane!”, “diabos” ou “vá para o inferno” já foi algo mais impactante. Claro: até décadas atrás não havia prognóstico pior que não ir para o céu quando morresse. Então, quando a idéia era insultar para valer, nada melhor que mandar alguém para o inferno. “A perda de eficácia das palavras tabus relacionadas à religião é uma óbvia conseqüência da secularização da cultura ocidental”, afirma Pinker.

Outra: quando “câncer” era sinônimo de morte, também não podia ser dita livremente. Nos obi- tuários, a pessoa não morria de câncer, mas de “uma longa enfermidade”. Com os avanços no tratamento, a coisa mudou de figura, e câncer, apesar de ainda dar calafrios, virou uma palavra bem mais corriqueira. As doenças em geral, na verdade, passaram por um processo parecido. Em Romeu e Julieta, de Shakespeare, por exemplo, há uma passagem dizendo: “Que a peste invada as casas de ambos!” Uma baita ofensa no século 16, quando a peste bubônica ainda era uma ameaça na Europa. Mas agora, no mundo limpo e cheio de antibióticos que a gente conhece, o xingamento shakespeariano parece inócuo.

E também há o inverso: palavras normais que viram tabu. Em algum momento da história do português um sujeito chamou pênis de “pau”. E uma palavra originalmente “pura” enveredava para o mau caminho. Nada mais comum: hoje ninguém se lembra mais de “caralho” como sendo a cestinha que ficava no alto do mastro dos navios, ou “boceta” como uma caixa pequena e redonda. “A palavra vira tabu quando ganha um sentido simbólico”, afirma o etimólogo Deoníoso da Silva, da Universidade Estácio de Sá.

Mais uma mostra de como os palavrões flutuam com o espírito do tempo são as expressões que são tabu num lugar e não têm nada de mais em outro. Se você for a Portugal, vai ver que eles preferem cu e rabo para referirem-se às nádegas, e que coram quando alguém fala “broche” (o termo sujo para sexo oral).

Mas quem decide o que é palavrão e o que não é? “Isso depende dos mecanismos de conservação da língua, que são o ensino, os meios de comunicação e os dicionários. As palavras relacionadas a sexo que não são palavrões são quase todas da literatura científica, como pênis e ânus”, explica a lingüista Wânia de Aragão, da Universidade de Brasília. Não que isso impeça termos científicos de hoje, como “pedófilo”, de virar palavra suja um dia. A palavra “esquizofrênico”, por exemplo, nasceu na ciência, mas agora, com o aumento dos dignósticos de doenças mentais, caiu na boca do povo. E está virando xingamento.

Mas saber quais serão os palavrões do futuro é tão impossível quanto prever o futuro da tecnologia, da humanidade ou do Corinthians. O escritor e comediante inglês Douglas Adams, resumiu isso bem no clássico O Guia do Mochileiro das Galáxias. O livro diz que o palavrão mais sujo entre os habitantes dos outros planetas da Via Láctea é uma expressão bem conhecida dos terráqueos: “bélgica”.


Sai aí um amianto com ovos e um maço de fumaça de diesel!

Os paranoicos da nutrição, depois de reverem suas posições acerca dos malefícios dos ovos, transformando os vilões em herois, agora resolveram que alimentos como presunto, blanquet de peru, salsicha, linguiça, bacon, salaminho e demais carnes processadas estão no mesmo grupo do tabaco, da fumaça de diesel e do amianto, segundo a OMS, o grupo 1 dos carcinogênicos.

A OMS define como carne processada “qualquer tipo de carne que tenha sido transformada com sal, fermentação ou defumação, para melhorar o sabor e preservar o alimento”

Agora comer bacon com ovos dá no mesmo que comer amianto com ovos.

Deve ser por isso que os campeões em consumo das carnes processadas e dos ditos “embutidos”, como a Europa em geral e os Estados Unidos, têm uma média de vida tão baixa, não é mesmo?...

Eles não sabem o que querem. Não têm mais o que fazer? Vão pastar! Aliás, o boi, que só come capim, só vive 20 anos...


Piada suja: Poça d’água que chamam de lago em Brasília tem sete mil pescadores registrados

Antonio Adelino Pina Furtado

Por que o Ministério da Pesca registrou 850 mil pescadores se só havia 413 mil no Brasil? Em Brasília, onde não há mar, mas um lago, nada menos que 7 mil pescadores registrados recebem benefícios da pasta. O Censo de 2010 encontrou 413.551 pescadores em atividades no Brasil, mas, naquele ano, o finado Ministério da Pesca possuía 853.231 pescadores registrados. Por quê? A resposta pode trazer à luz o mais novo escândalo dos governos petistas, justo na pasta de existência mais questionada por seus críticos.

Os pescadores brasileiros recebem o “seguro-defeso”, uma renda para repor as perdas da categoria quando a lei proíbe a pesca em determinadas épocas do ano. Antes por período maior, agora limita-se a quatro meses por ano com um único salário-mínimo. O custo do benefício? Nada menos que R$ 3,5 bilhões para cerca de um milhão de “pescadores”.

Sim, “pescadores” entre aspas. A suspeita é de que haja muito registro falso apenas para receber a mamata. Quão grande seria a fraude? Os resultados da categoria podem preparar o leitor para o baque ainda a ser descoberto: com um terço do litoral brasileiro, o vizinho Peru é a segunda indústria pesqueira do mundo, deixando o Brasil 20 posições atrás.


Inacreditável! Ainda há 42% de idiotas que admitem votar em Lula

Ibope - Prévia para 2018

Não votariam de jeito nenhum em:
Lula 55%
Serra 54%
Alckmin 52%
Ciro Gomes 52%
Marina 50%
Aécio 47%

Votariam em:
Lula 23%
Aécio Neves 15%
Marina 11%
Serra 8%
Alckmin 7%
Ciro, 4%.

Votariam com certeza ou poderiam votar em:
Aécio 42%
Lula 41%
Marina 39%
Serra 32%
Alckmin 30%
Ciro 20%.

Não conhecem:
Lula 2%
Aécio 9%
Marina 10%
Serra 11%
Alckmin 19%
Ciro 24%


domingo, 25 de outubro de 2015

Neto de Lula casa-se com uma banana d’água

Calma, calma! É que eu acordei às cinco e meia hoje, li o jornal e dormi de novo. As notícias me deram tanta indigestão que eu, durante essa uma hora a mais de sono, tive sonhos esquisitíssimos e pesadelos assustadores, como o de estar em uma exposição náutica onde só havia bichas, que me assediavam todo o tempo. Mas o mais inusitado foi que eu acordei com essa frase do título na cabeça, como se ela fosse a manchete de primeira página do jornal. Eu, hem...

Por falar em indigestão de notícias, foi Aldir Blanc quem me fez mais mal - desta vez sozinho, já que Verissimo, que escreve na mesma página de O Globo, está de férias. Não é que o sujeitinho já começou seu vomitório dominical assim: “Agradeço ao jurista (jurista de verdade, diferente dos gilmares&tribunardes) Dalmo Dallari pelos momentos de bom senso que o país viveu.”

Depois, “Voltando ao magistral Dallari: ‘pedaladas fiscais não justificam a abertura de processo de impeachment.’ (...) Importantíssimo: a corrupção na Petrobras não nasceu com o governo Dilma, afirmou Dallari (...) E o golpe de misericórdia:’Os derrotados não souberam ganhar e não sabem perder... Estão inconformados... O que existe é uma fantasia política... O Aécio fala, o tema volta... É uma farsa’.”

Não dá para não ter pesadelos, mesmo acordado, depois de ler alguém que chama Dalmo Dallari de magistral e jurista de verdade...

sábado, 24 de outubro de 2015

“Hoje é sábado, eu sou muçulmano e sábado eu não falo de política.” Lula, irritado por seus ronaldinhos serem citados na Lava Jato

Aiatolula
Da Folha

Hoje, em reunião com a direção nacional do MST, Lula disse que está muito “irritado” com a citação de seus familiares na Operação Lava Jato. “Ele falou que está muito irritado porque são inverdades. Citam nomes de familiares dele sem provas. Além de defender o PT, tem que defender a família”, disse João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST.

O ex-presidente Lula chegou direto de uma viagem à Bahia para a 1° Feira Nacional da Reforma Agrária no Parque da Água Branca, na capital paulista. Questionado sobre as denúncias feitas no âmbito da Operação Lava Jato envolvendo o empresário e seu amigo pessoal José Carlos Bumlai, Lula desconversou: “Hoje é sábado, eu sou muçulmano e sábado eu não falo de política”, disse o ex-presidente, confundindo-se com os judeus, que não trabalham no shabat, que vai do pôr do sol de sexta ao anoitecer de sábado.

Fernando Soares, o Baiano, disse em seu acordo de delação premiada homologado há três semanas que Lula se reuniu com Bumlai e o presidente da Sete Brasil por contratos de navios-sonda. Ele também afirmou que, após as reuniões, pagou R$ 2 milhões a Bumlai. Segundo Baiano, o empresário disse, na época, que o dinheiro seria para quitar a dívida de um apartamento de uma nora do ex-presidente. Tanto o petista quanto o pecuarista negam peremptoriamente as acusações.

Como a Folha publicou nesta sexta, Bumlai afirma que os recursos que recebeu do lobista foram um empréstimo para pagar empregados de suas fazendas.

A direção do MST aproveitou a conversa com Lula para mandar recados para a presidente Dilma Rousseff. Eles pediram mais incentivo para a área de agroecologia, mais atenção ao programa Terra Forte e também para os programas que obrigam as prefeituras a comprar alimentos da agricultura familiar.


Liberou geral! Agora pode chamar Wyllys de viado e Lula de ladrão



Que cotas, que nada! Agora é turma inteira: UFPR cria turma para membros do MST

“Dívida histórica é aquela em que o opressor que nunca oprimiu deve ao oprimido que nunca sofreu.”

Do site do MST

Todos os beneficiários do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) podem se inscrever para concorrer a uma das 60 vagas para o curso de Direito na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O PRONERA é uma política pública voltada especialmente para a educação do campo e para atender às necessidades dos beneficiários da reforma agrária. Desde 2009, estudantes, professores e técnicos administrativos da UFPR lutam para a construção de uma turma de Direito do PRONERA na Universidade, a partir da demanda apresentada pelos movimentos sociais do campo.

Com a abertura desta turma, se garante aos estudantes tanto o acesso ao ensino superior quanto as ferramentas para que busquem, junto com suas comunidades, o acesso à justiça. Assim, a turma de Direito do PRONERA na UFPR é uma importante vitória da luta pela reforma agrária e pela educação do campo.

Quem se interessar em concorrer às vagas, deve se inscrever no processo seletivo específico (www.nc.ufpr.br) no período de 03 de novembro a 07 de dezembro. A seleção ocorrerá por meio da nota do ENEM 2014.

Podem se candidatar: assentados, acampados, membros de comunidades quilombolas e demais cadastrados no INCRA que tenham concluído o ensino médio e feito a prova do ENEM 2014.

As aulas terão início em março de 2015 e acabarão em 2019, em Curitiba, no Paraná. Para garantir a permanência dos estudantes até a conclusão do curso, haverá moradia gratuita e uma bolsa-auxílio, além de outros subsídios.

A turma seguirá a pedagogia da alternância, ou seja, os estudantes passarão um período na universidade e outro período na sua comunidade de origem. O objetivo é garantir que os estudantes não percam o vínculo com sua comunidade e que o conhecimento adquirido venha a fortalecer seus locais de origem e atender às demandas do meio rural.

Imaginem o que vai sair disso aí...

Bebum ganha mais

Segundo a Universidade de San José, nos EUA, quem bebe umas por aí tende a ser mais extrovertido. Por isso a pessoa faz mais contatos profissionais, o que, por sua vez, rende empregos melhores. O salário de quem bebe é até 14% mais alto que o dos abstêmios. A vantagem cresce mais 7% se o cara visitar o bar ao menos uma vez por mês.

A prova é Lula, que bebeu tanto que está milionário!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

E agora, Reinaldo, vai continuar enchendo a bola do Cunha?

Já disse aqui que, apesar de todas as evidências atuais e da ficha pregressa, conhecidíssima, de Eduardo Cunha, Reinaldo Azevedo e alguns outros continuavam a encher a bola do deputado, bem à feição de Deng Xiaoping que disse: “Não importa se o gato é preto ou branco, desde que ele pegue os ratos.”

Só que agora parece que o gato botou o rabo entre as pernas ante as tantas sujeiras da sua vida a descoberto e mudou o discurso escancaradamente para ver se salva algum pixulé. Disse ele ontem:

“O fato [as pedaladas] por si só não significa que isso seja razão de pedido de impeachment. Tem que configurar a atuação da presidente no processo, de que descumpriu a lei. Pode existir a pedalada e não a motivação do impeachment. Por exemplo, se os bancos públicos se juntaram e não pagaram. Aí a responsabilidade é dos bancos. Não se pode tirar conclusão precipitada. É preciso muita cautela.”


Ainda não li o Reinaldo hoje, mas é muito provável que ele já tenha usado toda sua retórica para minimizar a súbita metamorfose do Cunha.

Senador Acir Gurgacz, 171, foi relator do parecer do TCU sobre contas de Dilma

Escolhido para ser o relator do parecer do Tribunal de Contas da União que condenou as ‘pedaladas fiscais’ e rejeitou as contas do governo Dilma Rousseff do ano de 2014, o senador Acir Gurgacz, de Rondônia, é réu em processo que corre no Supremo Tribunal Federal. Responde por estelionato, artigo 171 do Código Penal, além de crimes contra o sistema financeiro nacional.

Prontuário do sacripanta:

STF - Inquérito nº 2973/2010 - É alvo de inquérito que apura falsificação de documentos, “lavagem” ou ocultação de bens e crimes contra o sistema financeiro nacional. A denúncia foi recebida em relação aos crimes de estelionato, obtenção de financiamento mediante fraude e aplicação de recursos oriundos de financiamento de instituição financeira para finalidades diferentes do que previa o contrato ou lei correspondente.
STF - Inquérito nº 3348/2011 - É alvo de inquérito que apura irregularidades em licitações.

TRF-1 Subseção Judiciária de Ji-Paraná - Processo nº 2010.41.01.000358-4 - É alvo de ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal.

É alvo de ações de execução de título judicial movidas pelo estado de Rondônia e pelo Ministério Público Estadual:

TJ-RO Comarca de Porto Velho - Processo nº 0163650-14.1998.8.22.0001 - A empresa da sua família foi condenada a ressarcir os valores pagos pelo estado em convênio irregular e sem prévia licitação.

TJ-RO - Comarca de Porto Velho - Processo nº 0109933-38.2008.8.22.0001 - Foi condenado por improbidade administrativa pelo recebimento de verbas para a prestação de serviços que a empresa de sua família não realizou.

TRE-RO - Processo nº 872376181.2008.622.0000 - As contas referentes ao exercício financeiro de 2007 do PDT foram rejeitadas, quando o parlamentar era presidente estadual do partido.

TCU - Acórdão nº 361/2002 - Foi multado por não ter colaborado com diligências referentes a irregularidades em convênio firmado entre a prefeitura de Ji-Paraná e o extinto Ministério da Integração Regional. O Parlamentar recorreu, mas a decisão foi mantida: TCU - Acórdão nº 65/2006. A União Federal move o processo de execução acordado: TRF-1 Subseção Judiciária de Ji-Paraná - Processo nº 2009.41.01.003618-1.

Foi responsabilizado pelo Tribunal de Contas do estado por atos irregulares cometidos quando prefeito - alguns casos listados abaixo:

TCE-RO - Acórdão nº 74/2007. Recorreu da decisão, que foi mantida: TCE-RO - Decisão nº 102/2008.

TCE-RO - Acórdão nº 30/2007. Recorreu da decisão, que foi mantida: TCE-RO - Decisão nº 308/2014.

TCE-RO - Acórdão nº 3/2007

TCE-RO - Acórdão nº 84/2007

TCE-RO - Acórdão nº 91/2007

E um cara desses ainda é escolhido para relator de pareceres do TCU sobre contas dos outros. É mole? Tamo mal de relatores. Aliás, de tudo!


Relatório final da CPI da Petrobras pelo Deputado Luiz Sérgio - Relator

Pizza de Merda

Massa
½ tablete de fermento biológico
1 colher (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de leite morno
2 colheres (sopa) de óleo
3 ½ xícaras (chá) de MERDA
1 ovo
Sal à gosto

Recheio
1 xícara (chá) de molho de tomate
400 g de mussarela ralada
100 g de lingüiça calabresa
200 g de tomate-cereja cortado ao meio
Azeite, pimenta e orégano a gosto

Modo de preparo
Em um recipiente dissolva o fermento no açúcar, misture o leite, o óleo, a MERDA, o ovo e o sal.
Trabalhe a massa até ficar homogênea, cubra com um pano de deixe descansar até dobrar de tamanho.
Trabalhe de novamente a massa e divida em duas partes.
Abra com um rolo dos discos e coloque sobre uma assadeira redonda.
Leve ao forno pré-aquecido a 200°C e asse durante 20 minutos.
Deixe esfriar.
Sobre cada disco monte a cobertura: distribua o molho de tomate, o queijo e a calabresa cortada em rodelas.
Regue com azeite, polvilhe a pimenta e o orégano.
Volte ao forno até o queijo se derreter.

Sirva em seguida, bem quente.

Fala sério!


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Bolsonaro, um mal extremamente necessário

Bolsonaros representam contra Mauro Iasi, o professor aloprado do PCB que quer paredão

“Nós sabemos que você é nosso inimigo, mas considerando que você como afirma é uma boa pessoa, nós estamos dispostos a oferecer o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda, com uma boa bala e vamos oferecer depois de uma boa pá, uma boa cova. Com a direita e o conservadorismo nenhum diálogo, luta.”
Mauro Iasi em discurso no 2º Congresso Nacional da Central Sindical e Popular, em Sumaré-SP, no dia 7 de junho.

Não poderia ser de outra maneira: os deputados federais Jair e seu filho Eduardo Bolsonaro protocolaram ontem, no Ministério Público Federal, uma representação contra Mauro Iasi, professor da UFRJ e ex-candidato à presidência pelo Partido Comunista Brasileiro, “pela evidente prática de crime contra a segurança nacional e a ordem política e social”. Iasi discursou “em tom que buscava nitidamente insuflar correligionários a reagirem violentamente às manifestações contrárias à ideologia esquerdista/comunista”.

Demorou.

Censurado de novo!

“É duro compreender que a ‘esquerda’ do meu país (sic), ao chegar ao poder, se transformaria em cópia trágica da direita.”

Essa frase, no meio de um artigo de Roberto Nascimento (quem?!...) na Tribuna da Internet, onde o autor afirma que “poucos brasileiros se preocupam com os destinos da nação e do povo”, me fez desconsiderar todo o resto do vomitório, porque, para começar, em nada me merece um sujeito que enche o peito para falar em “meu país” sem o devido respeito. Se ele estiver se referindo ao “meu País”, o Brasil, tem que ser com maiúscula. No entanto, se ele estiver se referindo ao braziu do PT, à Coréia do Norte ou à Cuba como “seu país”, tem que ser minúscula mesmo e em nada me interessa.

Depois, essa gente precisa aprender a se expressar. Quando ele diz que a “esquerda” se transformou em “cópia trágica da direita”, a gente fica sem saber quem ele considera trágica: se a “cópia” que a “esquerda” fez ou se é a própria direita o alvo da adjetivação.

Pois é. Comentei essas impropriedades, acrescentando que Roberto Nascimento (quem?!...) fazia parte das piadas da esquerda: ele próprio é uma. E fui censurado por Carlos Newton mais uma vez.

Já estou quase certo que o errado sou eu, tamanha é a quantidade de vezes e de sites em que fui censurado. No Observador Político eu acho que fui campeão, graças ao clone de FHC, Xico Graziano, coordenador do site, que se arvorava em dono do pedaço e me expulsou três vezes, fora os comentários apagados por ele. Reinaldo Azevedo, Felipe Moura Brasil e Tribuna são outros que sistematicamente me “apagam”.

Mas o mais gozado é o seguinte: eu não me lembro de ter sido censurado em nenhum site petralha. E olha que em 2006 eu era o único antipetista no “Informante” site criado para a campanha da reeleição de Lula. Foram vários debates diários e acirradíssimos durante oito meses, sem um “apagão” sequer nos meus comentários.

Sei que não tenho lá muitas papas na língua e muitas vezes pareço um bonde sem freio ladeira abaixo, mas esses blogueiros antipetistas, supostamente do mesmo lado político que eu, são frescos demais para o meu gosto. Debate é debate, pombas! Mas o problema deles, entre outros como a mediação deturpada, são seus egos descomunais: nenhum deles aceita críticas e muito menos as responde.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

“Pare de reclamar e vá trabalhar, o povo é de direita.”

Alexandre Borges

Vocês acham que a gente é paranóico quando fala certas coisas, mas é realmente incrível. A audiência do Jornal Nacional em queda livre e qual a solução dos gênios da Globo? Colocar o Bonner para andar no estúdio. Ah, agora vai!

Qual é a emissora de notícias com mais audiência dos EUA há 15 anos seguidos? FOXNews. Qual é o maior jornal, o mais lido? The Wall Street Journal. Ah, mas lá é diferente, você dirá. Não é, mas vamos em frente.

Qual é a revista mais vendida do Brasil? VEJA. Qual é o blogueiro de política mais lido? Reinaldo Azevedo. Quem é o líder na rádio de São Paulo? Pingos nos Is, dele mesmo. De quem é o talk show que encerrou a carreira do Jô Soares? Danilo Gentili.

Qual era o partido político com mais seguidores nas redes sociais até a eleição do ano passado? Partido Novo! E o registro nem saiu ainda! Os livros de direita são campeões de venda, com destaque para “O Mínimo”, do Olavo de Carvalho com o Felipe Moura Brasil, que vendeu uma quantidade estonteante e ainda vende bem mesmo quase dois anos depois de lançado.

O filme mais popular do país dos últimos tempos? A história de um policial durão e incorruptível que mata traficantes e culpa o usuário pelo tráfico. Já “Babilônia”­ tem um resultado tão desastroso que já foi encurtada.

Os grandes jornais, pasteurizados e parecidos, vendem uma quantidade ridícula se comparada ao tamanho da população do país. Como não há uma VEJA entre os jornais, todos patinam.

Será que nenhum desses indícios, nada disso, sugere aos iluminados da Globo que o problema não é exatamente de forma mas de conteúdo?

Não tem uma única pessoa que ao menos pense que suavizar escândalos do governo, sugerir que só falta água em São Paulo porque Alckmin quer matar os pobres, tratar Israel como terrorista e islâmicos como vítimas, jurar que todo negro americano que morre é por causa do racismo, defender maioridade penal de 18 anos, achar que as ciclofaixas do Haddad transformaram a capital paulista em Amsterdã, que Bolsonaro é a reencarnação de Hitler, que mais governo na economia é “estímulo” e que inadimplência é “ótima oportunidade para renegociar as dívidas”, não está mais funcionando? Não dá mesmo para perceber que o público está de saco cheio de tudo isso e que com Facebook, Twitter, Netflix, YouTube, Apple TV, mais de cem canais de TV por assinatura, se você não for relevante vai ser solenemente ignorado?

Enquanto o jornalismo brasileiro não voltar a fazer jornalismo, âncoras vão andar, correr, pedalar, plantar bananeira, mas a população vai continuar buscando informação nas redes sociais e esperando que um dia ela seja lembradas pelo especialistas.

Se o JN continuar com o mesmo tratamento pasteurizado, edulcorado e politicamente correto do noticiário, Mark Zuckerberg vai ficar cada dia mais rico e rindo à toa.

“Pare de reclamar e vá trabalhar, o povo é de direita.”


“Já pensou num brasileiro sem ética, sem moral e sem vergonha na cara? Ele se chama José Sérgio Gabrielli.”

Do Blog do Coronel

A entrevista dada por José Sérgio Gabrielli a blogueiros sujos, os únicos capazes de repercutir tamanhas safadezas que saem da sua boca, mostram um dos brasileiros mais sem ética, sem moral e sem vergonha na cara que circulam no Brasil.

A conclusão da sua entrevista é: o volume de recursos relacionados a corrupção são “muito pequenos” diante do tamanho da companhia. O executivo classificou a CPI da Petrobrás como um “espetáculo onde a pergunta é mais importante que a resposta” e afirmou que a Operação Lava Jato provoca um “pequeno problema de reputação” para a empresa. Para Gabrielli, a paralisia na empresa, em função da queda na cotação internacional de petróleo, “pode ser a diferença entre (o PIB) crescer e não crescer”.

Para este protetor de bandidos corruptos, o assunto é meramente financeiro. Não conta que o dinheiro da Petrobras foi roubado para pagar propina para o seu partido, o PT, reeleger Dilma Rousseff. E para outros partidos da base lhe fornecerem apoio parlamentar. Não importa o campo ético e moral, toda a corrupção contra a qual a Justiça brasileira vem travando uma batalha sem tréguas e inimigos ocultos como ele, Gabrielli, além de seus executivos e colegas de partido presos e acusados.

Vejam o que o parceiro de bandidos é capaz de dizer: “Os procedimentos internos da companhia foram seguidos, e o processo de corrupção ocorreu na relação deles (ex-funcionários) com fornecedores externos. Era impossível que a estrutura normal da companhia percebesse esses problemas. Na vida real, era quase impossível saber”, ponderou.

Apenas para finalizar: Pasasena, que deu U$ 700 milhões de prejuízos para o país, foi um bom negócio, segundo este vagabundo defensor de corruptos.

Budabariutreisveis! O coroné tá arretado!

O Blue Beam e o delírio dos teóricos da conspiração

Vídeo de Elias Smith:

Lá pelas três da manhã do dia 16, sexta-feira passada, houve um clarão visto no Rio de Janeiro provocado pela energia gerada pelo choque de um meteoro com a atmosfera da Terra. O meteoro tinha cerca de 10kg e se chocou a uma velocidade mínima de 50.000 km/h.

Elias Smith, radialista em Maringá e, provavelmente, teórico da conspiração militante, explicou:

“ACONTECEU NESSA MADRUGADA (POR VOLTA DE 1 DA MANHÃ) NO CÉU DO RIO DE JANEIRO. Estou seguro e AFIRMO: Isso é teste do maldito BLUE BEAM. Como já está enganando, enganará muito mais quando tudo estiver em perfeito funcionamento executando as mazelas do projeto. Falando nisso, você sabe do projeto?”

Como eu não sei de que se trata esse Blue Beam e o doidinho também não explicou, fui procurar e achei uma matéria - entre muitas, todas brasileiras - mais ou menos inteligível no Diário do Estado de Mato Grosso do Sul:

Blue Beam, também conhecido como “Feixe Azul” é um projeto ultrassofisticado da NASA que ainda não foi revelado ao público. Compreender o funcionamento deste projeto é como montar um quebra-cabeça de mil peças. É necessário entender como cada uma das peças se relaciona e se encaixa para então visualizar o cenário geral. Ou seja, é um projeto multifacetado onde cada um de seus elementos se combina de forma precisa para gerar oresultado esperado.

De forma sintética podemos dizer que o blue beam é uma poderosa arma que reúne tecnologias de manipulação mental e holografia atmosférica. Funciona a partir de uma tecnologia conhecida como SilentSound Spread Spectrum (SSSS), e que também atende pelo nome de S-quad ou Squad. No setor privado, a tecnologia atende pelo nome de Silent Subliminal PresentationSistem. É uma tecnologia que utiliza programação subliminarrealizada através de ondas de transmissão UHF (Ultra High Frequency) inaudíveis, inseridas diretamente na mente humana subconsciente. UHF é a frequência, na faixa dos 100 MHz, que tem sido usada para a transmissão de televisão e rádio desde que esses meios existem.O sinal SSSS foi acoplado ao novo sinal de TV digital como meio de entrega nas mentes de uma população desavisada. Ele pode ser implantado por muitos dispositivos diferentes, incluindo o HAARP e as torres GWEN, que efetivamente cobrem toda a nação de uma só vez. Na verdade, Judy Wall diz que “há evidências de que o governo dos EUA tem planos para estender o alcance dessa tecnologia a fim de envolver todos os povos, todos os países”.Isso pode ser feito, está sendo realizado, utilizando o projeto HAARP.

A tecnologia SSSS foi desenvolvida para uso militar pelo Dr. Oliver Lowery, de Norcross, Georgia (EUA), e está descrita na patente US #5,159,703 - ‘Silent Subliminal Presentation System’ -, para uso comercial em 1992. A tecnologia também é conhecida como Som do Silêncio e funciona pela transmissão de sons indetectáveis pelo ouvido, mas que são implantados no córtex auditivo do cérebro. É o que existe de mais moderno no controle mental universal. Essa nova tecnologia de controle da mente pode na verdade fazer você tomar uma atitude que normalmente não tomaria. Em outras palavras, estudando os padrões característicos das ondas cerebrais que ocorrem quando um ser humano experimenta uma determinada emoção, os cientistas podem identificar o padrão de onda cerebral concomitante e duplicá-lo. Esses blocos de assinatura de emoção modificados podem depois ser transmitidos pelas frequências portadoras UHF (isto é, sinais de rádio e televisão normais) diretamente para dentro do cérebro, onde podem então “silenciosamente acionar a mesma emoção básica em outro ser humano”. Em outras palavras, se o bloco de assinatura emocional para, digamos, um sentimento de desânimo e desespero estiver sendo introduzido diretamente no seu cérebro via ondas de rádio, você sentirá essas emoções.

Mas o projeto blue beam não se trata somente da indução de emoções e sensações através do córtex cerebral. Junto às sensações serão associadas imagens e sons ultrarrealistas utilizando tecnologia avançada em holografia atmosférica. Centenas de satélites adaptados com lasers engendrarão nos céus imagens holográficas perfeitas que, em associação às ondas de baixa frequência e a tecnologia SSSS, irão produzir diante do espectador uma experiência hiper-realista envolvendo sensações, imagens e sons. É neste ponto que nos perguntamos:Mas para que serve tudo isso?Qual o objetivo de induzir sensações nas pessoas ao mesmo tempo em que se projetam imagens holográficas na atmosfera?As principais alegações giram em torno de duas hipóteses. Iremos apresentar aqui a mais conhecida delas, que está intrinsecamente relacionada com a história das manifestações religiosas mundiais. Se observarmos com atenção, podemos notar que as grandes religiões mundiais (cristianismo, judaísmo, islamismo, budismo etc)em sua maioria possuem dentro de seu corpo conceitual a ideia de que um messias virá para liderar seu povo. Todas estas religiões aguardam a vinda de seu salvador. O projeto Blue Beamconsistiria justamente em proporcionar essa experiência a cada uma dessas nações e religiões mundiais. Com as sensações e sons induzidos pela programação SSSS através das ondas UHF (Rádio, TV) e as imagens holográficas projetadas na atmosfera, será possível simular a aparição de cada um dos diferentes messias conforme a distribuição das religiões pelas regiões do planeta. Os messias mundiais iriam introduzir a humanidade em uma Nova Era, em um mundo unificado sob uma única religião global, dando condições assim para a instauração de uma Nova Ordem Mundial, ou seja, um único governo mundial.  Interessante é o fato de que os cristãos já previram esse evento enganoso há milênios,como podemos ver em Mateus 24: “E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos em vários lugares”.  O evento é conhecido pelos cristãos como “Falso Arrebatamento”. Muitos dos sinais que acompanham a falsa vinda de Cristo incluem guerras, fome, pestes e terremotos. Muitos destes sinais já estão efetivamente acontecendo. Fora a fome, as doenças e as guerras, nos últimos três anos, por exemplo, foram registrados os maiores índices de terremotos já vistos. O vulcanologista Steve Mattox, da Universidade de Dakota do Norte, afirmou que: “Parece que a frequência de terremotos está aumentando. A grande questão é o porquê disso” Além da frequência aumentada, verifica-se também um crescimento da intensidade dos terremotos, alguns deles tornando-se até momentaneamente famosos em razão da destruição e do número de mortes, como os da Guatemala (1 milhão de desabrigados), da China (750 mil mortos) em 1976, do México em 1985 e do Japão em 1995.

Uma possível resposta para o atual e crescente numero de terremotos, é justamente o uso de uma série de tecnologias que estão alterando as condições naturais do planeta, a fim de manipular seus aspectos. O planeta está hoje servido de cobaia para uma série de projetos experimentais, como, por exemplo, o projeto HAARP, que trabalha com a emissão de ondas na estratosfera; a Geo-engenharia, que atua na dispersão de agentes químicos na atmosfera a fim de manipular suas condições; e por fim o projeto Blue Beam que, associado ao HAARP e a Geoengenharia, poderá simular na atmosfera figuras holográficas hiper-realistas, e assim, ludibriar a humanidade, levando-a a seguir os caminhos ditados por aqueles que anseiam pelo controle mundial e poder absoluto. 

Viram? Descobriram afinal o grande culpado pelos males do mundo: o Blue Beam e, é claro, os Estados Unidos.

Neguinho só não descobre o chefe da quadrilha do governo...

Marty McFly chega ao futuro hoje

Veja

Se tudo correr como previu o roteiro, Marty McFly chega ao futuro nesta quarta-feira. O personagem central do filme “De Volta para o Futuro 2” deixou outubro de 1985 para um 2015 com carros e skates voadores para tentar mudar seu destino. O desembarque foi exatamente em 21 de outubro de 2015.

O filme, lançado em 1989, fez algumas previsões certeiras sobre avanços da tecnologia, como o uso de tablets, a disseminaçõs dos drones e a morte dos CDs - mas também errou, como nos já citados carros voadores, que hoje existem apenas em forma de protótipos.

O personagem vivido pelo ator Michael J. Fox deixou a chamada década perdida, em um mundo sob a guerra fria. Para além das curiosidades científicas, conheça as diferenças entre as economias americana e brasileira que ele deixou no passado e a que ele encontrará ao chegar ao dia de hoje.

PIB:
EUA 1985: US$ 4,3 trilhões (1º) O país que Marty McFly deixou para trás tinha uma economia cerca de 20 vezes maior que a brasileira e já ostentava havia décadas o título de maior potência econômica mundial. O crescimento da economia foi de 4,2% naquele ano.
EUA 2015: US$ 18 trilhões (1º) Segundo previsão do FMI, os EUA chegarão ao fim de 2015 com PIB de cerca de 18 trilhões de dólares - dez vez maior que o do Brasil. Ainda há distância considerável para a China, segunda no ranking, mas a diferença caiu em quase um terço em um intervalo de cinco anos: passou de 9 trilhões em 2010 para 6,5 trilhões de dólares neste ano. Previsão de crescimento: 2,6%.
Brasil 1985: US$ 223 bilhões (11º) No primeiro ano de governo civil depois de mais de duas décadas de ditadura militar, o Brasil não aparecia nem entre as dez maiores economias do mundo. Em uma década problemática, o PIB brasileiro cresceu 7,9% naquele ano.
Brasil 2015: US$ 1,8 trilhão (9º) Após anos de crescimento puxado pela explosão do consumo e pela disparada dos preços internacionais de commodities como soja e minério de ferro, o Brasil, que chegou a ser a sexta maior economia do mundo em 2011, vive uma retração. A economia do país deve encolher até 3% no ano, o que pode derrubá-lo até para nono lugar no ranking das maiores economias. Índia e, possivelmente, Itália devem ultrapassar o Brasil.

PIB per capita:
EUA 1985: US$ 18.269 (5º) Marty McFly viajou para o futuro partindo do ano em que os americanos tiveram a quinta maior renda per capita do mundo.
EUA 2015: US$ 54.629 (8º) Os Estados Unidos perderam algumas posições no ranking de renda per capita, mas seguem entre os países mais bem colocados nesse quesito.
Brasil 1985: US$ 1.629 (69º) O Brasil estava apenas em 69º no ranking global de renda per capita, atrás de países como Panamá e Suriname. Os Estados Unidos tinham renda 11 vezes maior que a brasileira.
Brasil 2015: US$ 11.384 (56º) A posição do Brasil no ranking mundial da renda per capita ainda é apenas mediana, mas a melhora do país fica evidente quando comparada com a renda americana, que é agora 4,7 vezes maior que a brasileira. De qualquer forma, com a retração da economia, a renda per capita do país vai cair em 2015 - e a distância para os EUA voltará a crescer.

Inflação:
EUA 1985: 3,6% Os Estados Unidos conviveram com inflação de dois dígitos durante parte da década de 70 até os primeiros anos da década de 80, mas, quando Marty McFly embarcou para o futuro, em 1985, a alta dos preços já havia sido controlada. O país fechou o ano com inflação de 3,6%.
EUA 2015: 0,1% A baixíssima inflação tem sido um problema a ser contornado pela Federal Reserve, o banco central do país. O Fed tem mantido a taxa básica de juros próxima de zero desde 2008, o que deixa a autoridade monetária com pouca margem de manobra para tentar levar a inflação para a meta perseguida pelo país, de 2% ao ano. O FMI prevê inflação de apenas 0,1% nos EUA em 2015.
Brasil 1985: 226% A hiperinflação foi uma das características mais marcantes da economia brasileira durante toda a década de 80. Em 1985, o índice de preços atingiu 226%. Isso fez do Brasil o país com a terceira maior inflação no mundo naquele ano, segundo o Banco Mundial. Apenas Bolívia e Israel tiveram inflação mais alta.
Brasil 2015: 9,3% Em uma eventual visita ao Brasil, Marty McFly já não veria mais um cenário de hiperinflação, que deixou de ser sinônimo de economia brasileira com o surgimento do Plano Real. Ainda assim, o IPCA, indicador de referência, está bem acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%. O FMI prevê inflação de 9,3% para o país em 2015. É uma das 25 maiores altas previstas pelo Fundo para este ano em todo o mundo.

Destaque da bolsa:
EUA 1985: McDonald's A rede de fast food foi uma das três estreantes na lista de 30 empresas que compõem o índice Dow Jones, indicador de referência da Bolsa de Nova York - e a única das três a ter permanecido no índice de forma ininterrupta ao longo dessas três décadas.
EUA 2015: Apple A maior empresa do mundo em valor de mercado fez sua estreia no índice Dow Jones em março de 2015, na primeira mudança de composição do indicador desde 2013 - a AT&T foi a companhia substituída. Em 1985, ano da viagem de Marty McFly para o futuro, a Apple viveu outro marco importante: aquele foi o ano em que Steve Jobs deixou a empresa, criada por ele. Jobs só retornaria em 1997.
Brasil 1985: Paranapanema A mineradora Paranapanema era um colosso da Bovespa. Em meados da década de 80, ela chegou a representar 25% do principal índice da bolsa paulista.
Brasil 2015: Ambev O protagonista da trilogia “De Volta para o Futuro 2” tem 17 anos. Nessa idade, não é permitido comprar bebidas alcoólicas nos EUA - e, no Brasil, alguns estados consideram crime a venda de álcool para menores de 18 anos. Mas, ao chegar ao futuro, Marty McFly, mesmo que pudesse, não conseguiria comprar uma bebida - ou mesmo ações - da maior empresa da Bovespa. A Ambev só surgiu em 1999, a partir da união entre as cervejarias Antarctica e Brahma.

Fortunas:
EUA 1985: Sam Walton (US$ 2,8 bilhões) O patriarca da família Walton e fundador da rede varejista Walmart era o homem mais rico dos Estados Unidos. Ele apareceu na lista dos bilionários americanos de 1985 da revista Forbes com uma fortuna estimada em 2,8 bilhões de dólares.
EUA 2015: Bill Gates (US$ 79,2 bilhões) Na edição de 2015 da lista de bilionários da Forbes, o fundador da Microsoft apareceu não apenas como o maior rico dos Estados Unidos, mas também do mundo.
Mundo 1987: Yoshiaki Tsutsumi Apenas para ilustrar a diferença entre o mundo de Marty McFly em 1985 e o que ele viajou para visitar em 2015: os japoneses foram os grandes bilionários do planeta a partir de meados da década de 80, segundo a revista Forbes. Na primeira lista global de bilionários, publicada em 1987, Yoshiaki Tsutsumi, investidor do setor imobiliário, apareceu com uma fortuna de 20 bilhões de dólares - montante sete vezes maior que a fortuna de Sam Walton em 1985
Brasil 1987: Antônio Ermírio de Moraes (US$ 1 bilhão) A revista Forbes só começou a publicar a relação de bilionários do mundo todo em 1987. Antes disso, ela fazia apenas a lista com nomes americanos. Na primeira versão global do ranking, o industrial Antônio Ermirio de Moraes foi um dos três brasileiros relacionados. Ao lado dele apareceram Sebastião Camargo, representante da construção civil, e Roberto Marinho, do setor de comunicação.
Brasil 2015: Jorge Paulo Lemann (25 bilhões de dólares) O empresário brasileiro, um dos controladores da AB InBev, a maior cervejaria do mundo, tornou-se referência não apenas no Brasil, mas também no exterior - o megainvestidor Warren Buffett é um confesso admirador de Lemann.

Dilma e a Simbiose Teratológica do Anacronismo Ideológico com a Incompetência e a Arrogância - STAIA

Demétrio Magnolli

Princípios Gerais

Princípio da Meta
A meta não estabelecida - quando atingida - é obrigatoriamente dobrada.

Princípio da Energia Eólica
O vento que venta agora - agora! -, quando estocado, poderia ser transportado para ventar nos locais onde não venta.

Princípio do Carbono
A produção de papel carbono depende da quantidade de carbono na atmosfera. Daí a vantagem do copy / paste do word: economia de papel carbono.

Princípio do Dentifrício
O que sai de dentro de si não volta (para dentro de si).

Princípio da Autossuficiência
Toda autossuficiência é insuficiente.

Princípio do Ensino Livresco
Todo o aprendizado é livre.

Princípio da Maldição Geopolítica Petrolífera
País rico (Opep), nação e povo pobre.

Princípio da Reserva de Água
A água se reserva onde tem reserva de água.

Princípio do Avanço Tecnológico
A cooperação e a conquista do fogo são provas de avanço tecnológico.

Princípio do Trabalho Produtivo
Para ser produtivo, o trabalho individual é cumprido diuturna e noturnamente (sic).

Princípio da Sensibilidade Aquosa
O regime hidrológico é muito sensível à água.

Princípio do Luto
Observa-se quando uma morte tira uma vida.

Princípio do Boato Falso
A suspensão do Bolsa Família.

Princípio do Fato Histórico
O Brasil foi criado a partir da descoberta do Ceará.

Princípio do Cachorro Oculto
Atrás de cada criança há sempre um cachorro oculto.

Princípio do Meio Ambiente
“O meio ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento sustentável”.

Princípio do ET de Varginha (MG)
O respeito pelo ET de Varginha está garantido!

Princípio da Conquista da Inflação
A inflação foi uma conquista desses 10 últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo.

Princípio da Ambição
As pessoas que pleiteiam a Presidência da República querem ser presidente (sic).

Princípio da Mandioca
A mandioca, uma das maiores conquistas do Brasil, foi essencial ao desenvolvimento da civilização humana!

Princípio da Mulher Sapiens
Sem a mulher sapiens não nasceriam os homens sapiens.

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Pense bem: você gostaria de ter sido colonizado por holandeses, ingleses, quem sabe franceses?

João Pereira Coutinho: Chega de desculpas.

A herança ibérica é causa dos problemas do Brasil? A pergunta é teórica. E recorrente. Mas se tornou bem prática nos últimos dias: a convite da associação Estudantes pela Liberdade, estive em São Paulo para uma conversa sobre o assunto.

Não foi fácil: entrei no auditório, e estavam talvez umas 300 pessoas para escutar e, quem sabe, pedir o meu escalpe. No fim, saí ileso e ninguém comprou a ideia de que os portugueses são responsáveis pelo estado do Brasil. É verdade. O país pode estar a caminho do abismo, mas as novas gerações enchem o meu coração de otimismo.

Mas, como alguém diria, vamos ao que interessa: a colonização foi coisa boa ou coisa má? A pergunta, pelo seu maniqueísmo, já vem coxa. Nenhuma colonização é totalmente boa ou totalmente má. Houve bons legados e maus legados.

Começo pelos bons: a ausência de uma “superioridade de raça”. Sérgio Buarque de Holanda sabia do que falava. Gilberto Freyre também. Como dizem ambos, os portugueses que chegaram em 1500 já eram um povo “mestiço” - uma salada de latinos, africanos, árabes e o diabo a quatro. Isso é importante?

É. Porque não foram apenas os portugueses a colonizar o Brasil. Os nativos também colonizaram os portugueses - e essa “plasticidade”, para usar um termo caro tanto a Sérgio Buarque quanto a Gilberto Freyre, impediu a rigidez cultural, social, até sexual, que outros colonizadores espalharam por seus domínios.

Sim, sei: você gostaria de ter sido colonizado por holandeses, ingleses, quem sabe franceses.

Coisa chique. O que significa que você não se importaria se o Brasil tivesse virado uma África do Sul (tudo gente pacífica), uma Índia (ou um Paquistão), ou talvez uma Argélia (o lugar mais próximo do paraíso - quando há bombas).

Está no seu direito. Mas, como diz um amigo meu, você consegue mesmo imaginar a “Garota de Ipanema” cantada em holandês? A “musicalidade” dos brasileiros (no sentido amplo da palavra) precisou de semente mestiça para florescer.

Pena que nem tudo tenha florescido - e aqui mergulho no lado lunar. Sérgio Buarque de Holanda, uma vez mais, é um bom guia. Os portugueses não foram exemplares na educação da colônia.

No século 18, afirma Sérgio, milhares de livros eram publicados no México. Ao mesmo tempo, a Coroa portuguesa fechava as tipografias dos trópicos por temer que ideias “subversivas” pudessem corromper a estabilidade do Brasil.

E quem fala em livros fala em educação: Sérgio Buarque relembra que, entre os anos de 1775 e 1821, 7850 bacharéis e 473 doutores e licenciados saíram com diploma da Universidade do México. Em igual período, só 720 brasileiros conseguiram a proeza (pela Universidade de Coimbra, claro).

Finalmente, existe uma herança pesada da colonização portuguesa: esse patrimonialismo que atribui ao Estado o papel de “baby-sitter” do cidadão. Isso significa que homem começa a ganhar a mentalidade de uma criança, que tudo espera do Estado, desde o berço até a sepultura.

Mas, se me permite, também pergunto: poderia ter sido de outra forma? Ou a criação de uma nova nação - corrijo: de um continente inteiro - precisa de um pouco de centralização política para garantir a unidade territorial e administrativa? Ler Fernando Henrique Cardoso nesse quesito é altamente instrutivo.

Ponto de ordem: os portugueses deixaram o Brasil há quase 200 anos. Uma criança talvez acredite que um povo que deixou o país há dois séculos é culpado pelo “mensalão”, pelo “petrolão”, pelo trio elétrico Dilma-Lula-Cunha e, sei lá, pelo próprio aquecimento global.

Qualquer pessoa adulta sabe que o presente do Brasil é um produto das escolhas dos brasileiros. Até porque lançar as culpas para o antigo colonizador também serve para o próprio colonizador.

Os portugueses poderiam tranquilamente dizer que eles não têm culpa de nada; a culpa é de Castela, ou seja, da Espanha, que existiu antes de nós. Ou talvez tenha sido dos árabes, que existiram antes da Espanha. Ou talvez tenha sido dos visigodos, que existiram antes dos árabes. Ou talvez tenha sido de Roma, que existiu antes dos visigodos. Ou talvez tenha sido dos gregos, que existiram antes dos romanos. Ou talvez tenha sido do segundo macaco, que subjugou o primeiro macaco nos alvores da Humanidade.

Chega de culpas. E, em 2015, chega de desculpas.