terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Barbosão está com a razão

“Pessoas condenadas por corrupção devem ficar no ostracismo. Faz parte da pena. Acho que a imprensa brasileira presta um grande desserviço ao país ao abrir suas páginas nobres a pessoas condenadas por corrupção”
Joaquim Barbosa

Eu disse a mesma coisa a respeito dos rolezinhos.

Noticiar é uma coisa, dar espaço para vagabundos e criminosos dizerem o que querem é outra.

Mauro Santayana em mais uma manifestação de burrice explícita

“Já, em Cuba, o papel do Brasil será dar novo exemplo de seu “soft power” regional, exercido também por meio de grandes projetos de infraestrutura, voltados para melhorar as condições de vida de nossos vizinhos e parceiros, e integrar, pelo desenvolvimento, a América Latina.

Para muita gente, o Brasil de Mariel, que tem consciência de sua dimensão geopolítica na América Latina, é incompatível com o Brasil de Davos, que, muita gente também acredita, deveria se sujeitar aos Estados Unidos e à Europa, em troca de capitais, acordos e investimentos.

Essa visão limitada, tacanha - defendida tanto por alguns setores da oposição quanto por gente do próprio governo e da base aliada - já foi ultrapassada pelos fatos, e deveria ser abandonada em benefício de um projeto de nação à altura de nosso destino e possibilidades.”

Claro, Santayana! É muito melhor perder muito dinheiro com ditaduras comunistas do que ganhar um pouquinho que seja com os capitalistas selvagens.

Afif Domingos depois que virou ministro do Poste renunciou à “elite paulistana”

“Na sexta-feira passada, o ministro da Micro e Pequena Empresa, Afif Domingos, fez uma apresentação a um grupo de empresários e investidores na sede do BR Partners. Na visão de Afif, a ida a Davos foi apenas o começo de uma nova fase de Dilma. Afif acha que ela tende a seguir uma política de “mascate” no seu segundo mandato, como fizeram Lula e FHC, viajando o mundo em troca de apoio financeiro e comercial.

Afif chegou a acusar a elite paulistana de promover o mau humor atual contra o governo.”
Do Claudio Humberto

Vem cá: Afif é o quê, se ele, além de paulistano, foi diretor-presidente da Indiana Seguros S/A, diretor da Associação Comercial de São Paulo, superintendente do Diário do Comércio, da revista Digesto Econômico e do Instituto de Economia Gastão Vidigal e presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado de São Paulo?

Ele já era um pateta. Pelo visto, depois que virou ministro do Poste, piorou bastante...

Dilma e a gastança das viagens - capitalismo é uma merda...

Palácio Pamphili, Embaixada do Brasil em Roma, onde Dilma não quis se hospedar

José Casado: Delícias do poder

Varandas privadas oferecem uma panorâmica com o casario à beira do Tejo, o Castelo de São Jorge, erguido por D. João I em homenagem ao padroeiro de cavaleiros e cruzadas, e a alameda relvada do parque Eduardo VII, imaginada na prancha de racionalismo do arquiteto Francisco Keil do Amaral durante a ditadura salazarista.

Mármore e mogno separam ambientes em duas centenas de metros quadrados, até o banheiro privado com hidromassagem. O elegante mobiliário da coleção Espírito Santo, as tapeçarias Portoalegre criadas por Calvet e António, e os cabides de seda acolchoados nos armários, entre outros detalhes, completam a sedução da suíte em que se abrigou Dilma Rousseff por uma noite em Lisboa, sábado passado.

Foi uma “escala técnica obrigatória”, justificou a Presidência. Na versão oficial, Dilma optou pelo majestoso Ritz, inaugurado há 54 anos pelo Rei Humberto de Itália e os príncipes de Saboia, porque o prédio do século XVII onde funciona a embaixada brasileira não podia receber a comitiva de três dezenas de assessores. A diária na tabela do hotel é de R$ 26 mil, anotou o repórter Jamil Chade. Equivale a 36 salários mínimos.

Talvez esse valor não seja excessivo, se comparado a algumas outras despesas da presidente. Em Paris, em dezembro de 2012, o governo gastou R$ 30 mil (41 salários mínimos) apenas com a instalação de linha telefônica na suíte de Dilma e no quarto do seu ajudante de ordens. Essa conta não inclui o serviço de telefonia.

Aparentemente, as escalas (“técnicas e obrigatórias”) mais caras foram as da viagem presidencial à China, em abril de 2011. Na ida, Dilma passou 24 horas em Atenas. Custou R$ 244 mil (344 salários mínimos) — ou seja, mais de R$ 9 mil por hora. Na volta, parou em Praga. Gastou R$ 75 mil (103 salários mínimos). Oito meses depois, em dezembro, ela esteve em Cannes para uma reunião de chefes de Estado do grupo dos 20 países mais desenvolvidos. Ao partir, um diplomata pediu recibo do pagamento de R$ 4.500 (mais de seis salários mínimos) em fotocópias.

Em março do ano passado Dilma foi à missa no Vaticano, a primeira celebrada pelo Papa Francisco. Preferiu hotel à estadia na embaixada brasileira, instalada no Palácio Pamphili, de 363 anos. Pagou-se R$ 204 mil (282 salários mínimos) pelo aluguel de 30 veículos da Rome Vip Limousine. O conta total da viagem beirou meio milhão de reais. Em seguida ela foi a Caracas, para o cerimonial fúnebre de Hugo Chávez. A volta a Brasília no jato presidencial teve um bufê Meliá faturado em R$ 7 mil (9,6 salários mínimos).

Palácio Doria Pamphili
Palácio Doria Pamphili
A Presidência mantém um contrato de R$ 1,9 milhão (2.600 salários mínimos) para serviço de bordo dos seus aviões, informa a ONG Contas Abertas. Neste mês recebeu aditivo de R$ 160 mil (220 salários mínimos). O cardápio da RA Catering inclui canapês de camarão e caviar, coelho assado, rã e pato, entre outros itens.

Diante dos gastos de R$ 11 milhões (15 mil salários mínimos) em 35 viagens entre 2011 e 2012, o Itamaraty recebeu ordens para resguardar como confidenciais todas as despesas de Dilma e assessores, como registrou o repórter Vitor Sorano. Duas semanas atrás, a Presidência reafirmou a classificação.

E, assim, o 29º ano da redemocratização começou com as delícias do poder encobertas pelo manto do sigilo. Como sempre, em nome da “segurança nacional”.

BNDES é saco sem fundo e sem controle

Obras bancadas pelo BNDES no exterior não são fiscalizadas pelo TCU, MPF ou qualquer órgão de controle. É o caso do financiamento de US$ 684 milhões do Porto de Mariel, em Cuba. A condição do BNDES sempre é a mesma, em países latino-americanos ou africanos: entregar a obra a empreiteira brasileira, cuja escolha não tem licitação, nem auditorias. Dilma ontem anunciou mais US$ 360 milhões para bancar o aeroporto de Havana.

“Não há nem projeto”, diz o BNDES, surpreso com os 360 milhões para Cuba. Mas já há empreiteira, que soprou o valor no ouvido certo.

Só em 2012, US$ 2,17 bilhões do BNDES foram pagos a empreiteiras brasileiras no exterior. Em 2013, até setembro, foram US$ 1,37 bilhão. Os contratos do BNDES no exterior são “secretos”: o teor dos contratos do Porto de Mariel, por exemplo, somente será conhecido em 2027.

A fórmula “engenhosa”, de tirar montanhas de dinheiro do Tesouro sem licitação, controle ou fiscalização, foi criada no governo Lula.

Do Claudio Humberto:

Manuel Dias e Carlos Lupi, ministro e ex-ministro do Trabalho, aceitaram suborno de R$ 200 mil

Lupi. Você compraria um
carro usado desse cara?
A empresária Ana Cristina Aquino contou à revista IstoÉ que subornou o ex-ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi.

Certa vez entregou a ele R$ 200 mil em uma bolsa Louis Vuitton, em troca de licença para criar um sindicato. O ministro Manoel Dias também é do esquema, diz ela.

Do Claudio Humberto.

Simpatia e beleza é com Dilma mesmo!

Dilma e o chef Joachim, do Eleven, sábado em Lisboa. Apesar da foto, segundo a Secretaria da Presidência, Dilma não passou o sábado em Lisboa.
Alguns comentários dos portugueses sobre a foto, nos jornais lá da terrinha:

“Coitada ! A mulher até mete dó! Deus me livre de tal coisa”.

“Tava linda hein Dilma, adorei esse look Fester Addams”.

“Parece photoshop ao contrário. Que vanguardista”.

“Pela foto, parece que tiveram que dar uns sopapos na presidenta, para ela pagar a conta”.

A cara de pau da Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Não é verdade que a comitiva presidencial tenha feito qualquer escala desnecessária em Lisboa.

A escala técnica era obrigatória. Dependendo de condições climáticas, o Airbus 319 presidencial tem autonomia média em torno de 9 horas e 45 minutos, tempo insuficiente para um vôo direto entre entre Zurique e Havana. A opção por Lisboa foi a mais adequada, já que se trata do aeroporto mais a oeste no continente europeu com possibilidades de escala técnica.

Não é verdade que a presidenta tenha passado o sábado em Lisboa. Ela lá chegou às 17h30, e lá pernoitou, seguindo viagem na manhã seguinte. A decisão de fazer um vôo diurno foi tomada pela Aeronáutica a partir da avaliação das condições meteorológicas, que permitiram que o trecho Lisboa-Havana fosse coberto no domingo em 9 horas 45 minutos.

Secretaria de Comunicação da Presidência da República

Fala sério! Ela chegou às cinco e meia de sábado, mas não "passou" o sábado lá. 

Então que expliquem por que, desde quinta feira, o diretor do cerimonial do governo de Portugal, embaixador Almeida Lima, estava escalado para recepcionar Dilma e sua comitiva no fim de semana e por que Joachim Koerper, chef do restaurante Eleven, onde Dilma jantou em Lisboa com ministros e assessores, recebeu pedidos de reserva na quinta-feira.

E que expliquem também por que a “escala técnica” em Lisboa só passou a constar da agenda oficial da presidente às 13h50 de domingo, horário de Brasília, quase 24 horas depois de a presidente chegar à capital portuguesa e bem depois de ter decolado rumo a Havana e por que a divulgação da parada aborreceu Dilma e criou mal-estar quando ela desembarcou em Cuba.

Isso é que é escárnio: chamar brasileiro de trouxa com todas as letras.

Gentinha da pior qualidade. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Dilma nem para coveira serve

O Poste, anteontem, após roteiro gastronômico em Lisboa
Dilma e seus aspones pararam em Lisboa, para uma suposta escala técnica, depois de sair de Zurich sem falar com a imprensa, e tentaram manter em segredo a parada. Aliás eu nunca vi escala técnica com pernoite, com direito a dois hotéis de luxo e muito menos sem reserva prévia pela quantidade de quartos – pelo menos 30.

E não é que ontem, a caravana petralha sai de Lisboa de novo, pelas portas dos fundos dos hotéis, sem falar com a imprensa?

Essa peça, em tudo e por tudo, está conseguindo ser pior que o Lula, por mais que isso pareça impossível. Lula, pelo menos, adorava um holofote com microfone para falar – besteiras, mas falava. Essa praga, que já carrega no lombo o estigma de ter carisma negativo, ainda faz de tudo para piorar a situação com a sua falta total de educação e simpatia, prejudicando a imagem já tão ridicularizada do Brasil lá fora.

Lula não deixa de ser o responsável por isso - o poste está lá, fincado por ele -, mas Dilma, pelamordedeus!, não serve nem para coveira: os mortos ressuscitariam e sairiam correndo de nojo.

Falando em coveira, tomara que ela acabe enterrando de vez o PT.

Delírios de um petralha maranhense: Estatuto Penitenciário Nacional

Da Tribuna Na Internet

Parado na Câmara há quatro anos, um projeto de lei de Domingos Dutra (PT-MA) derivado da CPI do Sistema Carcerário cria o EstatutoPenitenciário Nacional (na íntegra no link), com modelos de prisões que, se saírem do papel, vão transformar a realidade das penitenciárias do país.

O estatuto, com 119 artigos, prevê, entre outras medidas, banho com temperatura adequada ao clima; artigos de higiene como creme hidratante, xampu, condicionador, desodorante, absorvente, barbeador e creme dental; salão de beleza para as presas; e equipamentos para atividade física. Diz ainda que, para cada grupo de 400 presos, serão obrigatórios: 5 médicos, sendo 1 psiquiatra e 1 oftalmologista; 6 técnicos de higiene mental e nutricionistas.

A proposta ainda cria tipos de crime para o agente penitenciário que não tratar o preso da maneira prevista no texto. Quem, por exemplo, negar ao preso xampu, creme hidrante e condicionador pode pegar de 3 a 6 anos de reclusão.

O estatuto endurece com o agente que também alojar o preso em local superlotado e com quem mantiver o preso provisoriamente em delegacia de polícia civil, federal ou na superintendência da Polícia Federal após o flagrante. Nesses casos, as penas de prisão também variam de 3 a 6 anos.

O Estatuto Penitenciário exige ainda que a comida tenha valor nutritivo e que seja controlada por uma nutricionista; e que o vestuário do preso seja bem cuidado e contenha: três uniformes, um agasalho ou casaco, seis cuecas para o homem, seis jogos de peças íntimas para as mulheres, três pares de meia, um sapato, um tênis, um par de chinelos ou sandálias.

O texto dá ao preso liberdade de contratar médico de sua confiança pessoal e estabelece que eles fiquem separados de acordo com a categoria a qual pertence. E mais: todos terão direito a dois lençóis, um cobertor e uma toalha de banho; alojamento individual; celas individuais, com iluminação, calefação e ventilação; e indenização por acidente de trabalho e doenças profissionais.

Fala sério! Ou o cara comeu cocô ou está com o rabo preso querendo preparar sua estada no xilindró...

Irritem bastante o ministro Joaquim Barbosa. É só o que falta para ele perder a paciência e se candidatar a presidente.

Carlos Newton na Tribuna da Internet:

A perseguição ao ministro Joaquim Barbosa é impressionante. Tentam devassar sua vida de todas as formas, para descobrir manchas em seu extraordinário currículo. É claro que muitos erros serão encontrados, ninguém é perfeito (ou atire logo a primeira pedra). Mas em comparação à quase totalidade dos políticos e autoridades brasileiras, a trajetória de Barbosa é algo insuperável.

Sua origem carente tem semelhanças com a de Lula, mas Barbosa conseguiu uma diferença fundamental. Ao contrário do ex-presidente, que sempre se orgulhou de jamais ter lido um só livro, Barbosa se tornou um intelectual de primeira, com um currículo cravejado de concursos públicos e uma cultura realmente invejável.

A pressão que hoje o PT e parte da mídia exercem sobre ele é implacável. Procuram de todas as formas evitar que ele peça aposentadoria em abril, se filie a algum partido e se candidate à Presidência da República, conforme a legislação eleitoral lhe permite, por ser magistrado.

Mas o resultado dessa perseguição pode ser exatamente o contrário. Por ter um temperamento irritadiço e combativo, o resultado mais provável é que Barbosa acabe respondendo a seus desafetos com a apresentação da sua candidatura. E aí o atual quadro da política mudará por completo.

Nessa hipótese, a eleição presidencial deixará de estar vencida pelo PT por antecipação, Dilma Rousseff sai de cena e Lula será imediatamente “convocado” pelo partido, enquanto Aécio Neves (ou José Serra) e Eduardo Campos (ou Marina Silva) apenas disputarão o terceiro lugar no primeiro turno.

Irritem bastante Joaquim Barbosa, continuem perseguindo o presidente do Supremo. E vejam bem aonde isso vai dar.

Embora não descarte votar nele, caso isso aconteça, particularmente, eu acho precipitada a candidatura de Barbosa à Presidência, mas teria muito prazer em vê-lo representando o Estado do Rio de Janeiro no Senado. 

Depois disso, em 2018, quem sabe?

Versões falsas do livro de Tuma Jr

Repetindo aqui o aviso do colega delinquente geriátrico Magu, no blog Prosa e Política, não baixem os arquivos oferecidos em PDF do livro de Tuma Jr. “Assassinato de Reputações”. Segundo o próprio Tuma, são versões adulteradas.

Estado do Rio de Janeiro gasta R$ 28.380 por ano com cada preso e R$ 5.750 com cada estudante

Baseado no Relatório de Contas do Governo do Estado do Rio de Janeiro referente a 2012 – o mais recente –, Cesar Maia (DEM), mostra os seguintes dados:

“Dos R$ 5,6 bilhões aplicados na função Segurança Pública, 43% foram com a Polícia Militar, 15% com a Polícia Civil, 15% com a Defesa Civil, 10% com o Detran, 4% com o Sistema Penitenciário e 13% com outras atividades.

Segundo matéria do jornal O Globo de 16/01/2014, o governo do Estado do Rio de Janeiro gasta com cada preso R$ 28.380 por ano.

Com cada estudante matriculado, o governo do Estado do Rio aplicou, no ano de 2012, um valor de R$ 5.750 (inclui o ensino superior e técnico).

Portanto, 80% menos que com cada preso.”

Mas vem cá: o relatório de 2012 é o mais recente e só foi divulgado agora? Quiuspariu! 

Polícia e Política

Aqui no Bananistão, quase todos, inclusive comentaristas e cientistas políticos, padecem de um sério desvio de raciocínio que confunde política com polícia. Primeiro vamos ver o que dizem os léxicos sobre ambas:

Política vem do grego politikê (a saber tékhné) e significa ‘(ciência) dos negócios do Estado’. Por definição é a “habilidade no relacionar-se com os outros, tendo em vista a obtenção de resultados desejados”.

Polícia vem do latim polìtia,ae e significa ‘governo’, que vem do grego politeía,as e significa ‘conjunto de cidadãos’. Por definição é o “conjunto de leis e disposições cujo objetivo é assegurar a ordem, a moralidade e a segurança física e patrimonial em uma sociedade”.

A não ser que “habilidade” tenha hoje um significado tão deturpado quanto “elite” e “burguesia”, basta a primeira definição para confirmar o que digo. Dos rolezinhos, passando pelos black blocs, até chegar ao próprio governo central acumulam-se casos de polícia e muito poucos de política. Fazer baderna, destruir patrimônio público e privado e roubar dinheiro mesmo que seja para financiar campanhas políticas – mensalão – são questões meramente policiais.

Já as manifestações pacíficas de junho foram essencialmente políticas, porque percorreram o caminho da tal “habilidade no relacionar-se com os outros, tendo em vista a obtenção de resultados desejados”.

O político que prevarica, seja por qual motivo for, é caso de polícia. Vejam o caso do futuro ministro da Saúde, mais sujo que pau de galinheiro: até mesmo a sua nomeação por Dilma se não é um caso de polícia, deveria ser. O problema é que a Constituição é omissa no caso da probidade dos ministros. Vejam:

Art. 87 - Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos.
Parágrafo único - Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;
II - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;
III - apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;
IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da República.

Mas tem um detalhe: no artigo anterior, essa mesma Constituição diz:

Art. 85 - São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
(...)
V - a probidade na administração;
(...)

Portanto, se um presidente nomeia um ministro notoriamente improbo como Chioro, ele se torna responsável criminalmente pelos seus atos, mas é claro que isso não pode ocorrer em um país onde a Justiça é tão frouxa que até presidentes da República dizem “foda-se a Constituição”, como no caso de Lula. Vejam o caso dos governos do PT, em que já até perdemos a conta da quantidade de ministros que comprovadamente prevaricaram, enquanto Lula e Dilma passaram incólumes.

Dar conotações políticas a todos esses crimes, seja discutindo, comentando ou mesmo criticando sob o aspecto errado, é valorizá-los até a completa distorção dos fatos de maneira a “fabricar” atenuantes que acabem por não classificá-los como crimes comuns, transformando-os em apenas “artifícios políticos”.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Vídeo polêmico, mas verdadeiro

Acho de péssimo gosto que esse vídeo, de autoria assumida por um tal de “Carlinhos Troll”, tenha sido endereçado ao mundo ao ser narrado em inglês - roupa suja se lava em casa -, mas daí a dizer que “o vídeo mostra um Brasil pavoroso, muito pior do que na verdade é”, como o fez Ricardo Setti, é um bocado de exagero, porque ele mostra, com ironia, um retrato, bem fiel até, do que se passa por aqui, a despeito das mentiras que os petralhas contam. Imagens não mentem.

Proibir Ibope e Vox Populi? Du-vi-de-ó-dó!

Os tucanos resolveram comprar briga com os institutos de pesquisa. O senador Cássio Cunha Lima apresenta em fevereiro um projeto para proibir que institutos que trabalhem para governos ou partidos possam ter contratos com meios de comunicação para a divulgação de pesquisas eleitorais.

Os principais alvos do projeto são o Ibope e o Vox Populi. O Ibope tem contrato com o governo federal e tradicionalmente fecha acordos com a Globo em temporada eleitoral. O Vox trabalha para o PT e nas últimas eleições mostrava seus números de pesquisas na tela da Band. Do Radar OnLine

Quero ser sodomizado por cachorros em praça pública se esse projeto passar! Alguém acha que esse nosso Legislativo de crápulas vai abrir mão das forcinhas mentirosas que os institutos de pesquisa dão a todos os políticos do PT e aliados? Alguém imagina um senador ou deputado da situação votando a favor do projeto sob o risco de perder sua boquinha nojenta?

Se o Judiciário fosse sério, há muito tempo já teria cassado a licença desses institutos para operar em assuntos políticos. Eu mesmo, em 2010, provei aqui no TMU que essas pesquisas são totalmente facciosas e que o único critério que obedecem é beneficiar o PT ao escolher, em média, 75% de municípios administrados por petralhas para fazer suas supostas entrevistas.

Os “barões e tabeliões” de Santayana. Ou serão os “barães e tabeliães”?...

Mauro Santayana (Rio Grande do Sul, 1932) é um jornalista brasileiro. Embora tenha estudado apenas até o segundo ano do antigo primário, o equivalente ao atual terceiro ano do ensino fundamental, ocupou, como jornalista autodidata, cargos destacados nos principais órgãos da imprensa brasileira, especialmente na mídia impressa, como Folha de S. Paulo, Gazeta Mercantil, Correio Brasiliense e Jornal do Brasil, no qual mantém uma coluna sobre política. Também escreve regularmente para a Carta Maior, é comentarista de televisão e mantêm um blog, onde escreve artigos e crônicas sobre política, economia e relações internacionais.

Foi Diretor Presidente do “Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais”, na área Cultural.

Foi adido cultural do Brasil em Roma, entre 1987 e 1990. Em 1968, integrou a “Comissão de Estudos Constitucionais do Ministério da Justiça”, que elaborava propostas para os Constituintes de 1977.

A princípio está explicada a falta de intimidade de Mauro Santayana com a língua portuguesa: o cara estudou menos que o Lula! Eu só gostaria de entender como é que ele pode ter ocupado “cargos destacados” em tantos órgãos de imprensa como jornalista, apesar do desconhecimento do idioma, da falta de diploma e da pobreza de raciocínio.

E mais, adido cultural em Roma?!!! Bom, era no governo Sarney...

Mas leiam o primor do seu artigo:

Cartel e Nação

Mauro Santayana

Desde a instituição, em 1536, pelo Rei Dom João III, de Portugal, das Capitanias Hereditárias, o Brasil sofre com a maldição dos monopólios e da cartelização.

Dentro das capitanias, o senhor explorava seus prepostos, nas sesmarias, exercendo a exclusividade da compra e da venda e da fixação de preços das mercadorias, da mesma forma que a Coroa Portuguesa fazia com ele.

O que, antes, era imposto pelo sistema colonial português, transformou-se, com o passar dos anos, em traço marcante da cultura nacional e do estilo “empreendedor” brasileiro. Criamos um país de barões, tabeliões (sic) e coronéis, interventores nomeados e pequenos comerciantes, sempre empenhados em ver o público em geral mais como objeto de exploração pura e simples do que como clientes ou consumidores.

Em que pese a “herança maldita” de Dom João III, lá se vão quase 500 anos, tempo mais que suficiente para qualquer país se livrar de qualquer resquício de um período entre o fim da Idade Média e o começo do Renascimento. É bom lembrar que a Austrália, país que foi descoberto por holandeses em 1606, reivindicada pelos britânicos em 1770 e inicialmente colonizada por presos transportados para lá a partir de 1788, é melhor que nós em tudo que diz respeito a civilização, que o Chile, uma tripa geograficamente prejudicada em forma e localização, também é melhor que nós em tudo e que a respeito dos Estados Unidos e o Canadá não se precisa nem falar.

E “tabeliões” é o cacete, Santayana!

Entre-se em uma feira qualquer, e em poucos minutos, se descobrirá que existe uma espécie de “acordão” entre comerciantes locais. Se a picanha, no “seu” José, está um real mais cara que no “ seu” Manuel, pode ter certeza de que a chã de dentro vai estar um real mais cara no segundo açougue, para compensar. O mesmo se dará com o peixe, a banana, o tomate, a alface, etc, etc, etc.

Quem se der ao trabalho de calcular, vai ver que não faz a menor diferença parar em uma ou outra banca. Só muda a cara ou a forma da pessoa atender. Sempre se ajeita tudo para que ninguém saia perdendo, desde que ele não seja consumidor.

Está se vendo que Santayana, apesar da pose toda de comunista, deve ter uma “boa” empregada doméstica que faz as compras por ele. Boa para os vendedores mas mente para o patrão. De feira ele não entende nada! Prova disso é que, segundo ele, compra-se picanha lá. Além de tudo há muita variação de preços nas feiras sim! Sexta feira, por exemplo, na mesma feira, eu encontrei tomates italianos exatamente iguais a três e a seis reais.

E se ele quiser comprar picanha no Supermercado Zona Sul aqui em Ipanema ou em algum outro mercado do bairro (há pouquíssimos), eu desaconselho: a mais barata está a R$ 39,70 por quilo, mas se ele andar um pouquinho até Copacabana vai encontrar a R$ 18,00, menos da metade do preço.

Se isso ocorre no comércio de bairro, imagine-se nos grandes negócios. Monopólios, cartéis formados para burlar licitações, ou para divisão de mercado, são a coisa mais normal no Brasil.

Na telefonia, por exemplo, depois da criminosa desnacionalização do setor nos anos noventa, a concentração em mãos estrangeiras da parte do leão das telecomunicações faz com que estejamos pagando das mais altas tarifas do mundo, em uma área que é campeã de reclamações.

O último episódio nessa longa série de escárnios ao cidadão brasileiro foi a suspensão, na semana passada, pela enésima vez, da tentativa de se proceder a licitação de linhas interestaduais de passageiros, que continuam, na prática, nas mãos das mesmas empresas, desde o regime militar.

No setor, a concorrência é tão grande, que as quatro viações que fazem a ligação entre o Rio de Janeiro e São Paulo, a rota de maior movimento do país, cobram rigorosamente o mesmo preço pela passagem de ônibus convencional.

O decreto que previa a licitação é de 1993, a escolha das vencedoras já deveria ter sido feita em 2008, mas a licitação tem sido sucessivamente adiada e não saiu até hoje.

E mesmo assim, quando isso ocorrer, só poderão participar dela – pasmem! – empresas que já operam nesse mercado.  Os “concorrentes” continuarão sendo os mesmos “conhecidos” de sempre. Só haverá algumas mudanças, como a que obrigará empresas mais rentáveis a atender trechos de menor retorno financeiro.

Quanto ao resto, ou sejam, “monopólios, cartéis formados para burlar licitações, ou para divisão de mercado” não são culpa do capitalismo ou das privatizações, mas sim do governo. 

Agora, imaginem o Brasil de Santayana: se os detentores do poder, os petralhas, não têm competência nem para fiscalizar coisas banais e óbvias, dá para pensar neles administrando alguma coisa sem vir logo à cabeça o que estão fazendo com a Petrobras, a Eletrobras e outras empresas mais?

Dilma, Odebrecht, Lula, BNDES, Angola,Venezuela e Cuba – e toma de dinheiro sumindo!

Sobre notícias do Estadão e do CoroneLeaks:

Antes de ir à Cuba e à Venezuela visitar seus amiguinhos e depois de sair de Zurique sem falar com a imprensa, o Poste e sua comitiva - que conta com os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores), além de Marco Aurélio TopTop Garcia, aspone da Presidência - aterrissaram seus dois aviões em Lisboa, onde ficam até amanhã. Ela se hospeda no hotel Ritz (a diária da suíte dela custa R$ 26,2 mil, ou 8 mil euros) em cinco quartos, enquanto sua delegação de apoio ocupará mais 25 quartos no hotel Tivoli.

Saindo da terrinha, o Poste vai inaugurar o Porto de Mariel, obra financiada pelo Brasil em Cuba, na segunda-feira, levando uma comitiva de mais de trinta pessoas (presumo que as mesmas que foram a Davos). Para quem não lembra, o BNDES entregou U$ 682 milhões à Odebrecht tocar a obra e colocou o negócio sob segredo de estado. Agora a Odebrecht anuncia que fará uma fábrica de plásticos dentro do porto cubano e, como tudo corre em segredo de estado, não se sabe de onde vem o dinheiro. Mas alguém tem dúvidas?

No final do ano, a Odebrecht recebeu mais uma benesse do BNDES. A Odebrecht Transport, que ganhou a concessão do aeroporto do Galeão do Rio, vendeu 10,6% da companhia por R$ 1 bilhão, pasmem, para o próprio BNDES! Além disso, para manter a participação de 30% neste braço da Odebrecht, o FI-FGTS, fundo criado com recursos do trabalhador, investiu mais R$ 429 milhões na empresa.

A Odebrecht faturava R$ 5 bilhões em 2000. Em 2014 deve chegar ao seleto clube das empresas que faturam mais de R$ 100 bilhões anuais. Não houve, neste período, maior parceiro do PT do que este grupo empresarial. Chega a ser assustador o volume de negócios que Lula abriu para seu amigo Emílio, o fundador, ou para o novo presidente Marcelo. Sempre em mercados altamente suspeitos. Angola,Venezuela e Cuba são apenas alguns deles. Aliás, Lula é um palestrante muito bem remunerado da empresa. Também usa o avião da companhia para rodar pelo mundo. É, na prática, um lobista da Odebrecht. Até para fazer o estádio do Corinthians a Odebrecht pegou quase R$ 800 milhões do BNDES.

É óbvio que isso tudo fez da Odebrecht um dos grandes doadores do PT. Com denúncias, inclusive, de ter pago uma bolada de U$ 8 milhões para a campanha de Dilma, em 2010, por conta de um gordo contrato com a Petrobras. Odebrecht e o PT em peso se encontrarão em Cuba.

Cultura e política nem sempre andam juntas

O articulista do Globo, Arnaldo Bloch, ao comentar um evento na praia em homenagem a Cazuza, andou falando besteira demais.

“O show se interrompeu e o telão exibiu um clipe interminável da Prefeitura do Rio. Quando o telão se apagou, surgiu, do silêncio total na escuridão, o coro já manjado que começa com o verso “Ei, Cabral” e termina com aqueles votos que o povo dedica aos juízes de futebol. Foi quando surgiu, no palco, o mestre de cerimônia e celebridade Otaviano Costa com a missão de virar o jogo:

 - Aqui não pode fazer política. Isso aqui é cultura. Isso aqui não é política.

Ô, Ota! Cultura e política andaram juntas desde a Antiguidade Clássica (e antes), em todas as artes! Ou você desconhece o estofo dos movimentos de 1968? Já ouviu falar em Chico Buarque? No movimento hippie? Em Neruda?

Abre o olho, Otaviano. Nem só, e nem tanto, para o seu próprio bem, mas para o bem de quem o tem como referência. Faz um workshop com Nelson Motta, toma um uísque com o Mièle, faz uma visita ao Perfeito Fortuna, assiste a uns vídeos do Glauber Rocha em ‘Abertura’.”

Arnaldo pisou na bola várias vezes. Para começar, Otaviano pode ter até trocado as bolas ao classificar um coro entoando “filho da puta” de “política”, mas ele se referiu apenas ao evento - e não à cultura de uma maneira geral -, um tributo ao Cazuza sem a menor conotação política e, muito embora o homenageado flertasse bastante com ela em suas letras, aquele não era o caso; depois, cultura nunca andou junto com política por obrigação e sim eventualmente, em determinados períodos e lugares; Nelsinho e Mièle nunca misturaram sua arte com política – os maiores sucessos do primeiro, como letrista, foram Saveiro, Dancing Days, Como uma Onda e Coisas do Brasil, e o segundo sempre viajou entre a Bossa Nova e o humor -, e não há nada, portanto, que justifique workshops ou uísques com conotações politiqueiras; o movimento hippie só foi político quando os políticos assim o quiseram e se aproveitaram do seu “sucesso” e, quanto a Fortuna e Glauber, o que dizer de dois porraloucas com o osciloscópio quebrado?

Quanto a Chico e Neruda, são as exceções que confirmam a regra, muito embora ambos sejam poetas de mão cheia mesmo – e principalmente – quando não produzem poesia engajada.

Os preços piraram no Rio

Hamburger de picanha, queijo e foie gras no Tom do Leblon: R$ 99,00.

Oito latinhas de cerveja, um mate e o aluguel de duas cadeiras, na praia: R$ 74,00.

Um quilo de repolho (sim, repolho por quilo!) em mini-mercado em Ipanema: R$ 7,95 (paguei R$ 2,00 por um repolhão de dois quilos na feira livre).

Garrafa de água mineral com 1.200 ml no mesmo mini-mercado: R$ 6,95.

Sushi entregue em casa: R$ 98,00.

Aluguel de casa na favela da Rocinha durante a Copa: R$ 33.000,00...

Manchetes no país da piada pronta...

“Juiz chamado Hitler condena Casas Bahia por racismo!”

“Trem de Cuiabá atrasa e só fica pronto depois da Copa.”

“Depois de Davos, Dilma vai à Cuba e à Venezuela.”

sábado, 25 de janeiro de 2014

Hoje não tem expediente

Praia com filha e nora e depois almoço aqui. Haja cerveja. Vejam as barrigas das duas...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

No país da piada pronta, equipe de segurança de Dilma é flagrada em blitz da lei seca: 79 carteiras de habilitação apreendidas e 17 pessoas presas, até motorista de ambulância...

Policiais federais do Gabinete de Segurança da Presidência da República, policiais rodoviários federais, policiais militares do Rio Grande do Norte e oficiais do Exército e da Aeronáutica foram flagrados em uma blitz da Lei Seca em Natal na madrugada desta quinta. O grupo foi flagrado no bafômetro após comemorar o sucesso no esquema de segurança montado para a visita da presidente Dilma Rousseff ao Rio Grande do Norte, onde inaugurou a Arena das Dunas, estádio que receberá quatro partidas da Copa do Mundo 2014, na quarta-feira ao lado da governador potiguar, Rosalba Ciarlini (DEM).

O tenente Styvenson Valentim, que comandou a operação, não soube precisar, de acordo com reportagem do portal G1, quantos dos flagrados fazem parte do Gabinete de Segurança da Presidência da República.

A blitz foi montada em uma avenida da zona Sul de Natal pelo Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE). Ao todo, 79 carteiras de habilitação foram apreendidas e 17 pessoas acabaram presas. Além do grupo de policiais e militares, um motorista de ambulância e um homem que se apresentou como sendo sobrinho da governadora Rosalba também foram flagrados com teor etílico no hálito.

“A blitz foi iniciada por volta de 1h e teve o objetivo de coibir o uso de álcool pelos motoristas. Dentre os abordados, estavam policiais militares, federais e rodoviários federais. Tivemos também oficiais do Exército e da Força Aérea Brasileira flagrados”, informa o tenente Styvenson Valentim.

Ainda de acordo com o oficial, a maioria fez o teste do bafômetro e foi constatado o consumo de álcool, porém, em um nível considerado aceitável. Pelo menos um policial federal do Gabinete de Segurança da Presidência da República foi levado para a delegacia.

“Todos que fizeram o teste foram liberados porque estavam com acompanhante que não tinha bebido. Esses foram liberados. Só um deles bebeu acima do normal e foi encaminhado para delegacia de plantão da zona Sul”, disse.

Um outro motorista que tinha documentos de identificação com o sobrenome Ciarlini foi parado. Segundo o tenente Stevenson, ele se apresentou como sobrinho da governadora.

“O rapaz se recusou a fazer o bafômetro e teve a carteira apreendida. Logo em seguida, ele foi liberado. Não foi possível confirmar se ele era parente da governadora”, explicou o responsável pela operação.

Durante a blitz, também foi parada uma ambulância. O motorista fez o teste do bafômetro que acusou o consumo de álcool. Ele teve a habilitação apreendida e foi encaminhado para a delegacia de plantão da zona Sul. A ambulância foi apreendida.


Detalhe: Um dia depois de receber a presidente Dilma Rousseff na inauguração da Arena das Dunas, estádio de Natal que será utilizado na Copa do Mundo de 2014, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) foi cassada pela Justiça do Estado. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte rejeitou nesta quinta-feira, 23, os recursos interpostos pela governadora, determinou que ela seja afastada do cargo e declarou sua inelegibilidade por oito anos. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral.

Pagar pedágio pra índio assassino, só no Brasil, onde imprensa e governo não estão nem aí

E com um bispo como “mediador”, nós todos já sabemos qual será o desfecho.

Corpos dos três homens sequestrados pelos índios em Humaitá ainda não foram encontrados e a tribo vai reabrir os pedágios

Carlos Newton

A imprensa literalmente abandonou o grave caso dos três moradores de Humaitá, no Amazonas, que no dia 16 de dezembro trafegavam na rodovia Transamazônica e foram sequestrados e mortos por índios tenharim que há anos cobram ilegalmente “pedágio” na estrada federal.

A justificativa do bárbaro crime foi a necessidade de vingarem a morte de um índio chamado Ivã, que caiu de moto, não usava capacete protetor, e a Polícia afirma que foi apenas um acidente.

A PM, a Polícia Federal e a Guarda Nacional fazem buscas na região, mas até agora não acharam vestígios dos corpos do professor Steff Pinheiro de Souza, do representante comercial Luciano Ferreira Freire e do funcionário da Eletrobrás Amazonas Energia Aldeney Ribeiro Salvador.

Foram encontradas apenas algumas peças queimadas de um carro modelo Gol (do mesmo tipo do veículo em que os três trafegavam), mas até agora não se tem confirmação se eram do automóvel das vítimas.

O mediador que tenta resolver o conflito é o bispo dom Francisco Merkel, que conhece bem a situação. Ele afirmou que as desavenças começaram em 2006, após a instalação de pedágios cobrados pelos índios na Transamazônica. mas até agora não há possibilidade de acordo.

Em 2006, os índios sequestraram um motorista de caminhão, apreenderam o veículo e só devolveram depois de extorquir 10 mil reais do caminhoneiro, que deu queixa à Polícia Federal, mas não houve qualquer providência.

Agora, os índios insistem em continuar a cobrança do pedágio, a partir de fevereiro. A cobrança será feita apesar da ameaça de um novo ataque dos brancos que, no dia 26 de dezembro, atearam fogo aos postos instalados na área indígena. Agora, os caciques prometeram estourar as pontes e isolar a reserva, caso haja novo ataque dos brancos.

A situação é da maior gravidade, mas nem o governo nem a imprensa parecem se interessar pelo problema.

Chioro nem assumiu a Saúde e já mostrou a que veio

“Dei entrada ontem na Junta Comercial de São Paulo no pedido de afastamento da direção da empresa. Estou saindo formalmente agora, saindo da participação. Estou cedendo as minhas cotas para outro sócio.”
Arthur Chioro, futuro ministro da Saúde, alvo de inquérito civil do Ministério Público de São Paulo por ser sócio majoritário de uma consultoria que manteve contratos com administrações públicas, incluindo gestões petistas, enquanto comandava a Secretaria de Saúde de São Bernardo do Campo, esquecendo de completar a frase para esclarecer que recorreu a uma solução caseira para tentar solucionar a questão: botou a mulher, Roseli Regis dos Reis, como nova dona da empresa, transferindo 98% das cotas para ela.

É mais um calhorda cara de pau que, se Dilma e Lula tivessem um pingo de vergonha na cara não cogitariam em convidar nem para limpador de latrinas de penitenciária.

O problema é que os dois são bem piores...

Os gays e o “politicamente correto”

“As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade um tipo de transtorno psiquiátrico há décadas. Desde 1973, a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. A Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento em 1975, ao deixar de considerar a homossexualidade uma doença. No Brasil, em 1984, a Associação Brasileira de Psiquiatria posicionou-se contra a discriminação e considerou a homossexualidade como algo não prejudicial à sociedade. Em 1985, a ABP foi seguida pelo Conselho Federal de Psicologia, que deixou de considerar a homossexualidade um desvio sexual e, em 1999, estabeleceu regras para a atuação dos psicólogos em relação às questões de orientação sexual, declarando que ‘a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão’ e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e/ou cura da homossexualidade. No dia 17 de maio de 1990, a Assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação Internacional de Doenças. Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.”

Não por coincidência, tudo isso aconteceu pari passu com a ascensão do “politicamente correto”. Durante esse tempo não houve nenhum estudo sério que permitisse afirmar que homossexuais e heterossexuais são fisica e psicologicamente iguais. Pelo contrário, que eu me lembre há um estudo neurológico demonstrando que as amígdalas (cerebrais) são maiores no primeiro caso, e isso é uma diferença. Por certo há muitos outros que eu desconheço, mas que hoje são censurados vergonhosamente na mídia, coalhada de mentalidades tacanhas de esquerdopatas.

Para bom entendedor, meia palavra basta, no entanto, faço questão de afirmar que para mim tanto faz a pessoa ser homossexual ou não, desde que demonstre dignidade e não faça papel de palhaço, levantando bandeiras sexuais como se elas fossem ideológicas e se comportando inadequadamente em público.

Voltando às diferenças, vou até dar um exemplo pertinente. O filho de um primo meu, por volta de quatro ou cinco anos de idade, era uma menina perfeita: andava na ponta dos pés, com os pulsos desmunhecados e tinha tendência a se aproximar mais de meninas do que de meninos. Vendo isso, eu e o cunhado dele concordamos em “dar um toque”, para ver se o pai acordava e, para nossa surpresa, ele confessou-se preocupadíssimo com o fato, mas sem saber o que fazer. Foi então que eu sugeri que a primeira providência deveria ser a consulta a um bom endocrinologista para avaliar seus hormônios.

Dito e feito. Meu primo levou o garoto ao médico e, bingo!, ele tinha um sério desequilíbrio hormonal. Tratamento feito e, dois anos depois, o moleque não lembrava mais, nem de longe, a menininha de antes.

É óbvio que eu não estou querendo estabelecer esse exemplo como regra universal e nem preconizando a tal “cura gay”, primeiro porque não sou médico, segundo porque a afetação poderia ser apenas uma maneira de expressão (o que não acredito) e depois porque nada impede que, se não houvesse o tal desequilíbrio hormonal, outras razões, talvez psiquiátricas ou mesmo físicas, poderiam haver. De qualquer maneira eu acho que não há pai ou mãe que goste ou ache normal um filho homem ter trejeitos ou uma filha mulher querer fazer xixi em pé e, apesar de todas essas declarações dos órgãos de saúde mundo afora, sugiro que aos menores sinais estranhos de meninos e meninas em relação ao comportamento sexual – ou até mesmo sem esses sinais – procurem fazer uma avaliação médica completa dos filhos.

Quanto aos adultos, eu acho que devido a essa massificação da ideia de “identidade homossexual” e do “orgulho gay”, a quase totalidade das bichas e lésbicas, não vai querer se submeter a exames sérios, mas não descarto a possibilidade de que se obtenha resultados de reversão, seja por meios físicos ou, quando o paciente quiser, até psiquiátricos. Só depende deles mesmos.

Volto a afirmar que esse banimento da homossexualidade como diferença ou mesmo doença não teve nenhum embasamento científico. A única coisa que todas essas entidades nacionais e internacionais fizeram foi atender às exigências dessa maldição que se chama “politicamente correto” que a esquerda nos quer empurrar goela abaixo.

Os efeitos das cotas para isso ou aquilo – só hoje

Só hoje foram dois casos.

As investigações sobre fraudes nas cotas da UERJ descobriram que um candidato registrou-se como dependente da sua própria empregada doméstica.

As cotas de 30% de mulheres por partido para as eleições de 2014 estão sendo preenchidas por “laranjas”.

Essa babaquice de cotas para tudo não tem a mínima chance de dar certo.

Perguntar não ofende

Por que todo secretário ou ministro dessa besteira que se chama "Igualdade Racial" tem que ser negro?

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Lula é "cabra safado", segundo âncora do Jornal da Besta Fubana

O Brasil do PT em manchetes de anteontem e ontem

Do Ricardo Setti

Manchetes dos principais jornais e sites de notícias de terça e quarta feiras

Criação de emprego em 2013 é a menor em 10 anos

Déficit da Previdência sobre e vai a R$ 50 bilhões em 2013

Internet móvel pode falhar na Copa

A barbárie continua: outro preso é morto em Pedrinhas, São Luís

Arrecadação de impostos atinge R$ 1,1 tri em 2013 e bate recorde​

Com obras atrasadas, Curitiba pode ficar fora da Copa

Brasil: ONG aponta tortura e caos em presídios

Detento paga propina a diretor de cadeia com cartão de crédito

​61 milhões [de brasileiros] estão fora da força de trabalho

Planalto e PT agem para evitar onda de violência na Copa e dano eleitoral​

Jovem morre ​afogado durante alagamento no DF

Passageiros indignados em dias de caos nos trens do Rio​

Em Davos, Dilma tentará melhorar expectativa em relação ao Brasil

Futuro ministro da Saúde é investigado em SP por improbidade

​Por 3,5 milhões de reais, versão blindada do Audi A-8 suporta até granada

Expectativa de beijo gay na novela já excita Malafaia

Deu (êpa) no Radar OnLine:

A possibilidade de um beijo gay entre Félix e Niko (Mateus Solano e Thiago Fragoso) no último capítulo de Amor à Vida já incomoda profundamente o interlocutor preferido da Globo com os evangélicos.

O pastor Silas Malafaia, que está sempre em contato com a cúpula da emissora, já reage antecipadamente, no estilo não viu e não gostou:

“A Globo tenta abrir um canal com os evangélicos por um lado e fecha por um lado. A Rede Globo é a emissora campeã no país de promoção da causa gay.”

Difícil de opinar, mas nesses casos eu sempre digo que existe uma arma mais poderosa que a censura sempre à nossa disposição: o controle remoto, que ainda oferece duas opções, que sejam, mudar de canal ou desligar.

Confesso que, como Malafaia, também não sou amigo da ideia da exposição do beijo gay, mas por motivos diferentes: não porque seja pecado, não porque deus não recomenda e não porque a Bíblia condena, mas simplesmente porque me dão nojo. Mesmo os beijos entre homem e mulher, quando extrapolam as medidas e chegam ao nível de desentupidores de pias, não me agradam ver, mesmo dentro de certos contextos. Beijos assim são bons de fazer, e bem escondidinho.

Confesso também que esta semana assisti a três capítulos quase inteiros da tal novela, motivado exatamente pelo reboliço que os gays da telinha andam causando pelaí. Não fiquei horrorizado porque já estou habituado com a viadagem aqui em Ipanema, mas principalmente porque os personagens são tão caricatos que dá vontade de rir. É muito viado junto! A coisa fica engraçada porque os artistas principais que interpretam os gays - Mateus Solano, Marcelo Anthony e Thiago Fragoso - foram galãs em outras novelas e não são viados (ou, pelo menos não são desmunhecados), mas, com a obrigação de sê-los na tela, viram as bichonas mais desengonçadas que eu já vi. Até lembrei do filme “A Gaiola das Loucas”, a maravilhosa comédia que tem Ugo Tognazzi interpretando uma bicha velha.

De qualquer maneira, não há nada muito diferente a se esperar das novelas da Globo já que seus principais escritores e criadores são gays assumidíssimos: Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Walcyr Carrasco. É puro corporativismo...

Minhoca envenenada

Nesta quarta-feira, o secretário de meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito federal, Eduardo Brandão, informou que o óleo derramado no Lago Paranoá, em Brasília, na última sexta-feira teve como origem um vazamento em uma caldeira de um dos restaurantes do Palácio do Planalto.

“Depois de alguns estudos com equipamentos nas galerias de águas pluviais, podemos afirmar que o óleo foi derramado dentro da área do Palácio do Planalto, no poço de visita”, disse. “Provavelmente, [foi] um vazamento que veio da caldeira do Palácio que atende ao restaurante”, disse Brandão.

“Podemos afirmar com certeza que saiu dessa área. O que estamos concluindo no estudo químico é se é óleo de caldeira ou de poço lubrificante”, afirmou Brandão. “Nós temos inclusive o relato de que ocorreu um acidente na caldeira, por isso ela já estava desligada ontem, quando fizemos a vistoria”, completou.

O secretário foi além em suas explicações e disse: “Vamos autuar o administrador do restaurante do Palácio. A nossa equipe visitou o local e a caldeira foi desligada. Eles não são reincidentes e se propuseram a fazer a modernização do equipamento”. A administração do Palácio do Planalto deverá ser autuada em aproximadamente R$ 50 mil.

Mas, pasmem, a Presidência da República informou que a conclusão do GDF é “precipitada” e que somente após análises químicas será possível chegar a uma informação tecnicamente consistente.

Na certa Gilberto Carvalho vai “socializar” o vazamento, Maria do Rosário vai atribuí-lo a manobras oposicionistas e vão desenterrar o cadáver de uma minhoca e analisá-lo para ver se há sinais de envenenamento.

Enquanto isso, Dilma pasta solene no seu jardim. Ih, não!, a essas alturas ela está em Davos, pagando os micos de sempre...

No país da baderna até advogado de porta de cadeia tenta ridicularizar o presidente do Supremo e nada acontece

 Em Paris, Joaquim Barbosa, com toda a razão, ontem criticou os ministros que o substituíram no cargo por não terem assinado o mandado de prisão do mensaleiro João Paulo Cunha.

“Se eu estivesse como substituto jamais hesitaria em tomar essa decisão. O presidente do STF responde pelo tribunal no período em que estiver lá, à frente. Responde sobretudo a questões urgentes. Se é urgente ou não, é avaliação que cada um faz”, declarou Barbosa.

Barbosa disse ainda que não teve tempo hábil para assinar o pedido de prisão de João Paulo Cunha porque terminou a decisão pouco antes das 18h e que saiu para viajar de madrugada: “Só depois de divulgada a decisão é que se emite o mandado, se fazem as comunicações à Câmara dos Deputados, ao juiz da Vara de Execuções. Nada disso é feito antes da decisão. Portanto, eu não poderia ter feito isso, porque já estava voando para o exterior”.

A verdade é que nem Carmen Lucia nem Ricardo Lewandowski se interessaram em assinar o mandado de prisão de João Paulo Cunha por motivos óbvios: querem tirar o deles da reta e, como bem lembrou Barbosa, “querem transformar decisões coletivas em decisões de Joaquim Barbosa”.

A falta de continuidade, por motivos covardes e interesseiros, num processo importante como o mensalão mostra a bagunça que impera na Justiça brasileira.

E a baderna se avilta ainda mais com as idiotices impunes proferidas pelo advogado Alberto Toron, que defendeu João Paulo Cunha no julgamento do mensalão, criticando as declarações feitas por Barbosa:

“Eu ouço isso com a maior estranheza. Ele deixou de cumprir o dever dele e agora põe a culpa pela não efetivação da prisão do deputado João Paulo Cunha nos colegas dele. É o fim da picada. Eu acho que não tem que dizer muito mais do que isso. E ele confortavelmente dando seu rolezinho em Paris.”

A verdade é que a Justiça brasileira é um lixo que, na medida em que crescem as importâncias das Cortes aproximando-se perigosamente do poder, mais fede. Arrisco a dizer que se o Poder Judiciário funcionasse a contento 90% dos problemas do País estariam resolvidos. E houvesse cadeia!