segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Nem a pressão é capaz de parar a roubalheira do PT

Mary Zaidan: Simpatia pelo Diabo

A 6ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção, encerrada sexta-feira, na Rússia, aprovou uma resolução proposta pelo Brasil que prevê a troca de provas e informações entre os países nos âmbitos civil e administrativo. Acordo essencial para o combate à corrupção. O que a ONU e os outros 176 países signatários talvez não saibam é que por aqui se anda no caminho inverso.

Por maiores que sejam os esforços da Justiça, de setores do Ministério Público e da polícia, em vez de facilitar os procedimentos para investigar e punir corruptos, o governo Dilma Rousseff e aliados no Congresso Nacional dificultam ao máximo.

Em setembro, Dilma propôs, e o Congresso está prestes a aprovar, a repatriação de recursos não declarados depositados por brasileiros no exterior, algo que oficializa a lavagem de dinheiro. O projeto que já era ruim foi piorado pelo Parlamento, que introduziu anistia ampla, geral e irrestrita para todo tipo de trambiqueiro ao descartar a confissão da origem dos recursos a quem quiser trazer o dimdim – ainda que roubado – de volta.

Com interpretações menos rigorosas dos acordos de leniência, o governo pretende ainda abrandar a lei anticorrupção, sancionada pela presidente há menos de um ano. A ideia é sustar a punição das empresas que participaram de transações ilícitas. Um entendimento torto, pelo qual a culpa recai sobre pessoas e não sobre as empresas, como se elas não auferissem qualquer benefício com a roubalheira.

Dilma, que iniciou seu primeiro mandato fantasiada de faxineira, adora dizer que é uma combatente incansável contra a corrupção. Mas não perde a chance de criticar a delação premiada – instrumento precioso para descobrir a ladroagem e os caminhos dela. Na mesma linha, seu padrinho Lula chama os depoimentos, que agora constrangem a ele e seus familiares, de “mentira premiada”.

O mesmo país aplaudido na ONU pela resolução anticorrupção continua a ostentar números pornográficos de roubalheira.

Não existe um cálculo exato quanto aos prejuízos causados pela ação dos larápios públicos. Em 2011, o deputado Mendes Thame (PSDB-SP) divulgou um estudo apontando que a corrupção custava ao ano nada menos do que R$ 82 bilhões. Um ano antes, a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) estimara perdas de R$ 69 bilhões, cifra que, na atualização do estudo, saltou para R$ 102 bilhões em 2012. Absurdos 2,25% do PIB daquele ano.

Os números da época não incluíam o Mensalão, cujo desvio comprovado de R$ 55 milhões virou troco perto dos R$ 7,2 bilhões apurados pela Operação Lava-Jato, R$ 2,4 bilhões já recuperados para os cofres públicos.

Protagonistas no combate à corrupção, PF, MP e Justiça são achincalhados por Lula, PT e aliados. Lula exige a PF sob controle, reclama da ingratidão de ministros do Supremo nomeados por ele e por Dilma. Vai a público denunciar perseguição das elites contra ele e, entre quatro paredes, negocia no Congresso proteção para o filho encrencado com serviços prestados a lobistas que nada têm a ver com esportes, atividade fim declarada pelo rebento. Muito menos explica ao distinto público como amealhou tantos milhões em tão pouco tempo.

O Brasil aplaudido na ONU é roubado todos os dias. Pior: é complacente e permissivo. Trata a corrupção e a roubalheira desenfreada como crimes banais. Frequenta o inferno.

Convive com presidentes da República que chamam de aloprados gente flagrada em delito, que dão nome de malfeito ao roubo deslavado dos cofres. Engole Caixa 2 como recursos não contabilizados e chama os ladrões que compraram votos de mensaleiros. Dá o simpático apelido de pedaladas aos graves crimes de responsabilidade fiscal cometidos por Dilma.

Está longe de fazer jus aos aplausos.

Que coincidência! Fundos de Pensão deficitários, investigados por CPI, são todos presididos por petralhas...

Depois de três meses de trabalho, a CPI dos Fundos de Pensão já tem algumas conclusões: a principal delas é o “aparelhamento” de três das quatro instituições sob investigação: Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios) cujos presidentes são... adivinhem de qual partido?!

A Previ (Banco do Brasil), cujo presidente é funcionário de carreira do banco, é o único dos fundos de pensão que não está deficitário dos quatro.

Prorrogada por mais 60 dias, a CPI passará à fase de apurar suspeitas de influência. Na lista, três larápios que já estão presos: José Dirceu, João Vaccari Neto e André Vargas.

Que coincidência, não é mesmo?

domingo, 8 de novembro de 2015

Para Sinistério da Educação, as Farc “lutam por sociedade mais justa”, e seu filho ou neto vai aprender isso ano que vem

Peguei pelaí:


“Dei aulas durante quase 2 décadas em minha vida, e jamais esperaria que um livro de geografia, feito pelo governo federal, do MEC, preparasse para o próximo ano (2016) um livro que defenda as FARC na Colômbia para os jovens na escola.  Ou seja, uma organização terrorista, que usa o tráfico de cocaína, principalmente para o Brasil, para se suster, que matam e sequestram pessoas, que mantém a escravidão nas plantações de coca na Colômbia, agora, nos livros de geografia lançados pelo MEC para 2016, é considerada uma organização heróica que luta pela desigualdade social...”


Demissão de Joice Hasselmann tem tudo a ver com a pelegada do SindijorPR, ligado à CUT

Segundo a pelegada do SindijorPR, ficou comprovado que Joice plagiou 65 reportagens, escritas por 42 pessoas diferentes, somente entre os dias 24 de junho e 17 de julho de 2014 , quando mantinha uma página na internet denominada ‘Blog da Joice’. A investigação vinha sendo feita pelo Conselho de Ética do Paraná depois que vários veículos solicitaram apuração sobre o caso. O processo contra ela tem, ao todo, mais de 100 páginas.

Aliás, vejam a camisa fashion do presente da Sindjor, não é lindja? Um babaca que usa uma merda dessas deveria ser preso!

A Resposta de Joice:

A escória do jornalismo só podia estar num sindicato ligado a CUT. Minha resposta aos vira-latas: Retournez a la Merde!

Caros amigos vamos pensar numa equação nefasta. Imagine o produto do ócio de gente frustrada aliado ao pseudo intelectualismo (ignorância, burrice, estupidez e sobretudo má-fé). Imaginou? Ruim né? Mas tudo pode piorar.

Junte a mistura preguiça, inveja, uma boa dose de canalhice e para finalizar empacote tudo num sindicato sem-vergonha ligado a CUT. Voilá! Temos aí o Sindicato dos Jornalistas do Paraná que consegue ser boi de piranha e ao mesmo tempo um ativista da imbecilidade.

Estou sendo dura? Será? Bem, eu nunca acreditei nessa gente e nunca paguei um centavo para essa gente encostada ficar fingindo que luta pelos direitos dos trabalhadores jornalistas. Por sorte, essa corja de hoje é menos inteligente. Sim, sorte, afinal um sindicalista inteligente e amoral pode destruir o Brasil. Veja o que aconteceu com Lula no poder. Deus nos livre!

Hoje esses sindicalistas de araque travestidos de jornalistas, são do baixo clero, mas mesmo assim eu vou dar uma chance e uma moralzinha pra essa turma de desocupados.

Mas qual é o motivo de tanta ira, Joice Hasselmann?

Eu vou contar amigos. Recebi um link de um post do Sindijor ou melhor, sindijor com letra minúscula mesmo, (o inútil sindicato da "catigoria" do Paraná) dizendo que uma Comissão de Ética (ética????? Sim, eu sei é risível, mas é o nome) me condenou por plágio. Oi??!!! Toc-toc!!!! Beberam???? Fumaram alguma coisa esquisita??? Bem, até pode efeito de algo além da malandragem, mas a gênese da palhaçada caríssimos, é a velha sacanagem mesmo. Do tipo que essa gentinha gosta. Fizeram uma reunião na surdina porque 23 profissionais tiveram um surto e resolveram acordar um dia e ir ao sindicato porque essa pessoa tão malvada como eu fez carreira em cima do belo trabalho de operários-padrão do jornalismo paranaense. Ohhhh, Jè suis désolèè. Eles tem toda razão! Essa que vos escreve é mesmo uma despreparada. A história comprova. Enquanto boa parte dessa gente se reunia para fazer nada, para tomar umas e outras nos botecos pé-sujos da vida, eu, vejam só, trabalhava. Não se ofendam. Eu sei que a palavra "trabalho" dói, mas eu tenho essa mania condenável por vocês. O que se pode fazer?

O fato é que enquanto intelectuaizinhos de meia tigela fingiam fazer alguma coisa eu já estava no ar e desde o primeiro ano de jornalismo. Sim, eu trabalhava e estudava. Que horror! No terceiro ano de faculdade cometi o pecado mortal de conseguir ser diretora de uma afiliada da principal rádio jornalística do Brasil. Que erro o meu. Como eu fui capaz de tamanha traição? Eu devia mesmo é ter me juntado a um bando de vira-latas e sair por aí fazendo piquete, greve na universidade ou qualquer coisa bem inútil para a sociedade.

Os dias se passaram, os anos se passaram e os grandes profissionais indignados continuam indignados, hoje ilustres desconhecidos, mas o trabalho genial dessa gente brilhante teria sido o motivo da minha carreira seguir em frente. Ahhhh, vão se catar bando de canalhas! Eu, diferente de vocês seus parasitas, trabalho 15 horas por dia e não fico enganando em redação durante 5 horas ( para aquele poucos que tem emprego, né). Tenho vergonha de gente assim. Fui diretora da CBN, diretora da Bandnews, a colunista de política mais influente do Paraná, comandei o colunismo político da Record, tenho mais de uma dúzia de prêmios e vocês? Responde aí! Poucas vezes vi uma atitude tão vira-latas e tão baixa. Bando de mentirosos. Para se ter uma idéia, quando essa conversa fiada apareceu meu advogado tentou ter acesso ao processo e claro o nobre sindicato não entregou. Fez tudo na surdina, por debaixo do pano, sem ouvir o contraditório e para ganhar uns minutinhos de atenção fez uma nota e espalhou para os blogs sujos e afins. Os patrões gostaram, companheiros? Ah, também é mentira que tentaram contato comigo. Meus telefones continuam os mesmos. É uma atrás da outra.

Eu, Joice Hasselmann sou pessoa jurídica, dona do meu nariz, não pago pedágio para essa corja e não me dobro a essa gentinha ligada a CUT. Vocês são invejosos, arrogantes e incompetentes. Arregacem as mangas e trabalhem!


O que eu tenho a dizer sobre isso: vão para o diabo!! Aos senhores, as batatas! E enfrentem meus advogados seus sanguessugas. Se ainda não entenderam vou ajudar: "Allez a la Merde! Ou se preferirem "Retournez a la Merde". (Usa o google aí).

sábado, 7 de novembro de 2015

Aborteiras 171

Hélio Schwartsman abriu o espaço de sua coluna hoje para a antropóloga Debora Diniz, em nome de seu lado feminista e da campanha #AgoraÉQueSãoElas. Zuenir Ventura fez o mesmo com Heloisa Buarque de Holanda em O Globo e, com Helô, nós ganhamos uma pérola de eufemismo quando afirmou que aquela gorda que desfilou pelada em frente à Câmara do Rio estava “rejeitando os estereótipos da beleza feminina”. Aliás, vá rejeitar bem assim na casa do cacete! Mas o que ela estava fazendo mesmo era batalhando pelos seus 15 minutos de fama. Ao lado disso, a coluna da espumante raivosa Rosiska Darcy de Oliveira, cujo título, para vocês terem uma ideia é “O ódio contra as mulheres”.

Tudo isso por causa de um projeto de lei de Eduardo Cunha que supostamente dificulta a assistência à vítimas de estupro, ou seja, impede as “feministas” espertinhas 171 de simular estupros só para abortar, mediante uma investigação mais rígida que um simples testemunho da vítima.

Então tá. Em homenagem à mulher, a verdadeira, a inteligente, a corajosa, a que não pede esmola e nem se faz de vítima, eu também vou abrir espaço para Ayn Rand.

QUALÉ A DA VEJA? AGORA BOTARAM A JOICE HASSELMANN NA RUA TAMBÉM!

Fala sério! Problema de dinheiro ou pressão do governo?

Em uma leva, há um mês, foram Rodrigo Constantino, Lauro Jardim e Caio Blinder, e agora foi-se Joice Hasselmann.

Tá ficando esquisito. Semana passada, na “Carta ao Leitor”, o editor já tinha sentado na boneca quanto ao problema das armas dizendo que a Veja mudou de lado em relação à sua posição de 2005, contra o desarmamento. Na revista que chegou hoje às bancas, a seção de entrevistas (que sempre nos brindava com gente inteligente) é com ninguém menos que o Harry Potter do Senado, Randolfe Rodrigues, um adolescente em calhordice, que saiu do PT, foi pro PSOL e agora está na Rede montada por Marina Silva para pegar tudo que é refugo do que não presta - imaginem o refugo do que não presta...

Ainda não li a Veja de hoje. Temo pelo que me espera.

Imoral, mentiroso, inescrupuloso: o infame Lula da Silva passou de todos os limites

Eu não só relutei como achei por bem não comentar nada. Eu não teria mais do que palavrões cabeludos, repetitivos e apropriados para dizer.

Lucas Berlanza

Relutei em escrever sobre isso; achei que não seria uma boa ideia. Afinal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva consegue como ninguém despertar em mim o pior como ser humano. É a figura mais moralmente miserável que já ocupou o cargo máximo do país; Lula me irrita tanto que, diante da entrevista que ele concedeu nesta quinta (05/11/15) ao jornalista Kennedy Alencar no SBT, acreditei que tecer quaisquer comentários mais elaborados implicaria inserir uma palavra de baixíssimo calão em cada linha.

Mudei minha resolução. Por duas razões. Primeiro, porque acredito que nunca deixará de ser útil expor o nível de imoralidade de figuras como Lula, beirando à psicopatologia. Por incrível que pareça, ainda há quem reconheça nele algum legado positivo, ainda há quem admire o seu governo, e estamos absolutamente convencidos de que ele não merece nenhuma consideração. Toda e qualquer imagem positiva que esse populista infame ainda conserve precisa ser combatida, sob pena de o edifício de governança baseada na corrupção e na bravata construído em torno dele resistir por mais tempo aos merecidos golpes sofridos via Lava Jato, Zelotes e tutti quanti.

Segundo, porque suspeito que a entrevista de ontem foi histórica, e vale o esforço moral do registro, feito com todo o comedimento que me for possível. Não creio tenha havido outra concentração similar de mentiras escancaradas por minuto em um nível tão sórdido e asqueroso na televisão brasileira. Lula soa como um gângster sem finesse, um helminto esquivo, que faz ginásticas revoltantes para fugir da verdade a cada pergunta. É quase um personagem de quadrinhos. Tive dificuldades enormes em acreditar no que estava vendo e ouvindo.

É difícil até selecionar as passagens mais absurdas. Muitas delas, sem dúvida, residem nas referências ao também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo Lula, FHC “sofre com seu sucesso”; o petista especulou que FHC desejava que ele vencesse a eleição de 2002 contra Serra, por esperar que seu governo seria um fracasso e depois o social democrata poderia voltar ao cargo “nos braços do povo”. FHC teria preconceito com ele por ser metalúrgico e não saber falar inglês, e, portanto, por um “problema de soberba”, alimentaria até hoje uma profunda inveja do governo “extraordinário” de Lula – governo esse, que junto com o de Dilma, trouxe orgulho aos brasileiros perante o mundo, “promovendo a maior inclusão social desse país”. Lula conseguiu ter o cinismo de dizer que as famigeradas acusações de compra de votos para a reeleição no governo FHC foram o único caso de “mensalão” comprovado e assumido. Lula ainda é capaz de negar o maior escândalo de seu governo? Nada que espante, sendo que ele é capaz de comparar as estatísticas do PRIMEIRO MANDATO – note, o primeiro mandato – do rival com o primeiro mandato de sua sucessora Dilma e dizer que os números de Dilma são melhores. Não somente Lula, mas os petistas de modo geral não conseguem ter a honestidade de reconhecer o cenário adverso que os tucanos receberam, ao passo que eles ganharam uma conjuntura internacional e um Plano Real de mão beijada e conseguiram jogar boa parte disso no lixo. Como é que o monarca emérito extra-oficial do Brasil, que nega de todas as formas sua influência na estrutura de poder nacional, consegue dormir à noite?

Sobre as investigações acerca das somas suspeitas em sua conta e de outros políticos, a compra de medida provisória, os negócios obscuros de seu filho, enfim, sobre a aproximação das investigações policiais do seu santo nome, Lula se afirma tranquilo. Ele garante que os vazamentos da imprensa a respeito, embora sejam claramente reduzidíssimos diante do que seria o ideal, são “seletivos”. No entanto, Lula não pestaneja: “essas coisas são normais de um país democrático” e ele “duvida” que qualquer um, seja “seu maior inimigo ou seu maior amigo”, possa alegar que teve com ele alguma conversa sobre ilicitudes. Lula “duvida”; curiosamente, certeza não tem. Na verdade, mesmo, foi nos governos do PT, como já dizia Dilma e ele agora repete, que se tornou normal investigar políticos corruptos. O petismo fez muito para fortalecer a polícia no encalço dos poderosos, e hoje só se escapa ileso no Brasil se você não for corrupto. Em outras palavras, foi graças aos governantes vermelhinhos que mensalão e petrolão puderam ser descobertos.

Sim, porque eles não têm nada a ver com isso. Lula é totalmente inocente. Ele não sabia de nada. Com a sinceridade que lhe é característica, o ex-presidente se queixa de que ninguém lhe disse nada sobre a existência do esquema de corrupção na empresa, que “essas coisas você só descobre quando a quadrilha cai”, afinal “ninguém tem a corrupção estampada na testa”. Lula compara isso com as nossas casas; quantas coisas acontecem com nossos filhos, diz ele, dentro de nossas residências, sem que nós saibamos, não é mesmo? Assim foi com o petrolão durante o seu governo. Coitadinho… Ele comandava um país inteiro sem saber o que se passava dentro das empresas estatais mais importantes, porque simplesmente ele nunca sabe de nada. Sempre me perguntei: o que é pior? Um presidente ladrão ou um imbecil e ignorante, que não enxerga um palmo à frente do nariz?

Lula até fez algumas críticas ao governo Dilma. Disse que não tinha certeza de que o governo tivesse total clareza do que viria; mas confia 100 % em que Dilma sabe o que tem de fazer agora. Não há essa tragédia toda que pintam; estamos sofrendo alguns pequenos efeitos da já distante crise internacional. Estão exagerando e criando um clima tenebroso de pessimismo, com base em ilusões. Rebaixamento de nota na classificação de risco das agências internacionais, inflação, popularidade abaixo de 10%, capas desanimadoras na imprensa estrangeira, isso tudo são ilusões. Nada está acontecendo. Estamos imaginando um país, quando a verdade é o que está na cabeça de Lula. O Brasil verdadeiro é esse paraíso de sucesso, reconhecido e admirado em todos os cantos do mundo. O povo devia estar feliz. Só não está porque os jornais preferem apostar em manchetes sensacionalistas.

Fecho essa lista, que seria interminável se fôssemos enumerar todos os comentários de Lula, com sua incrível afirmação de que Fernando Haddad é a melhor coisa que já aconteceu a São Paulo. Estou certo de que o prefeito das ciclovias insanas é também do agrado dos nossos leitores paulistas… Só que não. O prefeito, que atingiu o auge da reprovação, é motivo de revolta e escárnio na capital.

Que mais dizer? Redijo cada linha deste texto desanimado, enojado, nauseado, indignado com a figura sub-reptícia e dissimulada de Lula, que argumenta estar defendendo um “projeto político” de ascensão social representado por ele e sua sucessora, e, se necessário for para fazer essa defesa, ele lançará sua candidatura presidencial em 2018. Lula não existe. Seu mau-caratismo é tão sobrenatural que quase cremos não seja mais do que um personagem de ficção. No entanto, essa ficção engambelou o Brasil. Não pode mais engambelar. Se segue havendo quem acredita que esse vilão bufão tem algo a dizer quando os ventos da justiça parecem soprar em seu cangote, a ponto de ele ter espaço no SBT para fazer o seu circo, tem-se mais uma prova de quão robusta é a barreira que nos separa da civilização.

Lula, repito, não existe. Que seu projeto para 2018 também não exista, para o bem de todos nós.   


TSE: 122 secretárias para sete ministros que trabalham duas noites por semana

Os sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral têm mais o que fazer, por isso só se reúnem duas vezes por semana, e à noite. Mas têm à disposição um fabuloso edifício-sede, de 112 mil metros quadrados, distribuídos em dez andares e um exército de servidores que inclui 122 secretárias ao custo anual, só elas, de mais de R$ 8,9 milhões. Isso sem contar auxiliares de microinformática, que custam R$ 2,8 milhões.

As despesas no TSE só aumentam. A renovação de três contratos para terceirizados de nível médio aumentou esses custos em R$ 3 milhões. Entre 2009 e 2015, despesas do TSE com terceirizados aumentaram em média 151%. Somente do ano passado para cá, cresceram 38%. Só com o serviço de mensageiros, o TSE desembolsa cerca de R$ 2 milhões. Haja recado e encomenda para circular entre os gabinetes.
   
Constrangido com seu gabinete de 150 metros quadrados, ministro do TSE disse à coluna que preferia ver funcionando ali 4 salas de aula. (Claudio Humberto)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Saúde do mundo em resumo (OECD)

OECD significa Organisation for Economic Co-operation and Development (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos) e é uma organização internacional de 35 países que aceitam os princípios da democracia representativa e da economia de livre mercado , que procura fornecer uma plataforma para comparar políticas econômicas, solucionar problemas comuns e coordenar políticas domésticas e internacionais. A maioria dos membros da OCDE é composta por economias com um elevado PIB per capita e Índice de Desenvolvimento Humano e são considerados países desenvolvidos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Órgão do patrimônio histórico pede embargo de restauração do Copan - faltou combinar a divisão da pilhagem, suponho...

Tem gente que acha essa merda linda...
O conselho municipal do patrimônio histórico, Conpresp, pediu à Subprefeitura da Sé o embargo das obras de recuperação da fachada do Copan, que começaram em setembro sem autorização, segundo o Conpresp.

A subprefeitura poderá interditar a obra caso fiquem comprovadas as irregularidades apontadas pelo órgão no Copan, edifício que é tombado e figura entre os principais marcos da arquitetura paulistana.

A troca das pastilhas está orçada em R$ 23 milhões. As cores cinza e branca serão mantidas, mas as pastilhas de porcelana serão trocadas por outras de material mais resistente e impermeável. São 45 mil metros quadrados de pastilha.

O Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), órgão técnico do conselho municipal, afirma que as obras começaram sem anuência e que o condomínio obteve apenas uma autorização em 2011 para colocação de telas e uma remoção de pastilhas de forma emergencial.

“Diante da informação de que as obras na fachada haviam sido iniciadas sem a autorização do Conpresp, o DPH tomou as providências para solicitar que a obra seja embargada”, informou o Conpresp.

O Copan foi projetado na década de 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A reforma começou um ano antes do aniversário de 60 anos do edifício e está prevista para acabar em 2018.

Bom, pelo jeitão da coisa, as obras no trambolho - mais um - de Niemeyer só perigam ser embargadas por uma questão de burocracia, ou seja, a falta de autorização do Conpresp e não pelo absurdo das cifras apresentadas: R$ 23 milhões para empastilhar 45 mil m2.

Senão vejamos:

A pastilha varia muito de preço e, no varejo, vai de R$ 30 a R$ 100 por m2, preços que devem cair pelo menos pela metade no caso da compra de 45 mil m2. Mas vamos fazer as contas pelo preço mais alto no varejo mesmo. Vai dar R$ 4,5 milhões de material.

No caso da mão-de-obra, o preço vai de R$ 15 a R$ 50 por m2 para áreas pequenas, diminuindo bastante de acordo com o aumento da área. Mas, de novo, vamos usar o mais caro, e pagar R$ 2,25 milhões de mão-de-obra.

Somando tudo, a obra para empastilhar o Copan dá R$ 6,75 milhões. Sobram R$ 16,25 milhões. Vão para o bolso de quem?


Assim é “mole”: Marin “só” pagou US$ 1 milhão de fiança, os US$ 15 milhões de “resto” foi só garantia!

Do G1

Cumprindo prisão domiciliar em um dos mais luxuosos edifícios de Nova York, o ex-presidente da CBF José Maria Marin precisou dar uma garantia de US$ 15 milhões (R$ 57 milhões) à Justiça dos Estados Unidos, que será paga caso desobedeça qualquer norma imposta. O valor, porém, é inferior ao patrimônio do dirigente em imóveis no Brasil, que chegaria a R$ 62,5 milhões, de acordo com o jornal "Folha de S. Paulo".

Em sua edição desta quinta-feira, a publicação afirma que Marin possui pelo menos nove propriedades registradas em seu nome ou no de sua empresa em cartórios de Rio de Janeiro e São Paulo. Tomando como referência o valor estipulado pelas prefeituras de cada cidade, a soma dos imóveis chegaria aos R$ 62,5 milhões - entretanto, o valor de mercado pode ser até 25% superior.

Três desses nove imóveis teriam sido comprados no ano passado, quando Marin ainda era mandatário da CBF e comandava o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. O mais valioso é uma mansão no bairro de Jardim Europa - uma zona nobre de São Paulo - e teria seis quartos e 2,6 mil metros quadrados, valendo R$ 21,7 milhões.

José Maria Marin foi extraditado da Suíça para os EUA na última terça-feira, depois de 157 dias preso em Zurique, onde foi um dos detidos em operação policial realizada durante um congresso da Fifa em maio. Após chegar a um acordo com a justiça norte-americana, ele foi diretamente para Nova York, onde agora vive em um apartamento da Trump Tower - comprado por ele em 1989, por US$ 900 mil - com 101 metros quadrados.

Além da garantia dada à Justiça dos EUA, Marin pagou fiança de US$ 1 milhão em dinheiro vivo, como parte do acordo assinado com as autoridades americanas na Corte Federal do Brooklyn na última terça-feira.

Congresso americano investiga manipulação de dados para “provar” o aquecimento global - alguém tem dúvida que manipulam?

O Comitê de Ciência e Tecnologia do Congresso dos Estados Unidos abriu um painel para investigar se pesquisadores da agência oficial encarregada dos estudos sobre o clima manipularam dados para chegar à conclusão de que a temperatura da atmosfera continua subindo, contrariando outras pesquisas recentes nas quais foi identificada uma estabilização no chamado aquecimento global.

Lamar Smith, congressista republicano e chefe do comitê, quer averiguar se os técnicos da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) omitiram informações e escolheram dados de maneira deliberada, em vez de trabalhar com isenção científica absoluta.

Outros estudos climáticos realizados nos últimos quinze anos, citados inclusive pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), apontam para uma pausa no fenômeno de aquecimento do planeta. Tais estudos são frequentemente usados por Smith para criticar as políticas de Barack Obama para reduzir a emissão de gás de estufa.

A controvérsia diz respeito a um artigo produzido por um time do NOAA e publicado em junho pela revista Science. Nele, os autores argumentam que o aquecimento prosseguiu nos últimos quinze anos de maneira tão intensa quanto à observada no século passado. Mas existe a suspeita de que algumas estimativas foram aplicadas sem a consideração da margem de erro. Além disso, as boias de coleta de dados teriam sido criteriosamente escolhidas para fabricar o resultado esperado.

Além da contestação científica dos dados, a investigação do Congresso pretende questionar a politização da discussão técnica sobre o clima. Estudos recentes, feitos com a ajuda inclusive de psicólogos, indicam que, frequentemente, as conclusões de pesquisas alarmistas sobre o clima são diretamente influenciadas pelo próprio alarmismo de leigos vocalizado diariamente pela imprensa mundial. É como querer comprovar o que se deseja, no lugar de concluir cientificamente a partir de dados colhidos da maneira o mais isenta possível.

Se confirmada, a suposta manipulação de dados pela NOAA seria uma das mais graves da história da climatologia. A última, de 2009, foi descoberta depois do vazamento de e-mails de pesquisadores do IPCC. Phil Jones, então um respeitado cientista da entidade, dizia que havia aplicado um modelo de cálculo que “escondia o declínio” das temperaturas globais. Os estudos produzidos pelo IPCC apontavam também para o aumento do aquecimento global e faziam uma relação direta do fenômeno com as ações do homem. Na época, Jones foi a público para se retratar e reconheceu que não havia nenhum indicador concreto de que o globo estava esquentando de forma relevante desde 1995.

Não se pode ignorar que as emissões de dióxido de carbono aumentaram por causa da queima dos combustíveis fósseis, nem que a ação humana afeta o ambiente. No entanto, não é possível ainda ter certeza sobre quais são as reais dimensões das consequências desse fenômeno nas temperaturas do planeta. O papel fundamental de órgãos como o IPCC e a NOAA é estudar os dados técnicos e tratar as considerações de maneira isolada à da opinião pública ou das correntes ideológicas já existentes para dar respostas contundentes a essas incertezas.


Portaria ministerial inconstitucional derruba sigilo bancário dos cidadãos

Mário Assis Causanilhas: Receita passa a controlar as contas bancárias de todos os brasileiros

A partir de dezembro deste ano, todos os movimentos financeiros dos contribuintes passarão a ser enviados pelos bancos à Receita Federal, automaticamente. O plano de saúde, seguradoras cartórios de imóveis e instituições financeiras com as quais o contribuinte se relaciona, como corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários, também enviarão à Receita suas informações mensais. Isso significa que o sigilo bancário não existe mais no Brasil.

Significa que os bancos, seguradoras, planos de saúde, distribuidoras de títulos e valores mobiliários e demais instituições financeiras, deverão enviar para a Receita Federal, toda a movimentação financeira dos contribuintes (mês a mês) e (saldos no final de cada ano) de todas as operações que o contribuinte realizou no ano.

Importante que não mais interessa somente o saldo em 31.12 de cada ano, pois a informação trará toda a movimentação (mês a mês) de todo valor financeiro que o contribuinte movimentar em suas contas bancárias.

O propósito é conhecer a movimentação financeira detalhada de cada contribuinte brasileiro (seja pessoa jurídica e física) e assim confrontar os valores informados com os declarados pelo cidadão ou pelas empresas (“cruzamento fiscal”).

Obviamente que o contribuinte deverá estar atento, e declarar com precisão sua renda e movimentação de recursos, sob pena de ser intimada a prestar esclarecimentos á Receita Federal.

É uma nova fase no cerco aos contribuintes, um “BBB” eletrônico e universal, do qual ninguém escapa.

As pessoas físicas deverão adequar-se, de forma imediata, aos novos cruzamentos eletrônicos. A movimentação bancária, por exemplo, precisa estar justificada por rendimentos compatíveis ou devidamente esclarecida por documentos idôneos (como empréstimos bancários). Na discrepância de dados, prevalecerá a presunção de sonegação fiscal, com a consequente atribuição da responsabilidade e penalidades.

Como se vê, cerca-se o contribuinte. Esperamos que a qualidade dos serviços públicos melhore na mesma proporção que este torniquete. Será uma devassa mês a mês de toda sua movimentação bancária, Planos de Saúde, Cartórios de Imóveis, Instituições Financeiras, Bolsa de Valores, Cartões de Crédito, Aplicações financeira por CPF, Consignados – enfim, nada mais terá sigilo para a Receita.

O sigilo bancário continua a existir na Lei Complementar 105, mas na prática está revogado por mera portaria ministerial, o que é inconstitucional e mostra o caráter de autoritarismo deste governo corrupto, que tem a ousadia de julgar que todos os contribuintes são sonegadores.

Mário Assis Causanilhas, é ex-Secretário de Administração do governo do Estado do Rio de Janeiro.

Sufoco

Há três dias ando meio depauperado (êpa!) por causa de uma tosse acompanhada de sinusite, coisa que é normal em mim uma vez por ano, resquício do meu passado alérgico e asmático. Só de neste ano a coisa veio violenta demais, me deixando com falta de ar, fraco, tonto e extremamente cansado, até mentalmente - falta de ar é um sufoco, literalmente.

Parei de fumar há um dia - até porque se eu fumar viro do lado do avesso de tanto tossir - e estou esperando que a coisa me largue, do contrário, acho que vou ter que procurar um esculápio, fazer o quê?

Enfim, meu estímulo para pensar também está doente, e prejudica o TMU. Mas vai passar. Com ou sem esculápio.

E aí ladrão!...

Fernando Holiday na Câmara


Estranhamente a TV Câmara, que transmitia a Comissão na íntegra, resolveu passar outra coisa em seu canal no exato instante em que Fernando Holiday discursava.

Cambada de canalhas!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Dinheiro não tem pátria

Dinheiro não tem pátria nem cheiro, pertence a quem o detém licitamente

Jorge Béja, na Tribuna da Internet

Esse projeto de lei (2960/2015) que o Executivo enviou ao Congresso, com o propósito, entre outros, de “repatriar” dinheiro mantido no exterior, é outra estultice que não tem mais tamanho. É igual ou mais ridícula do que aquelas selecionadas por Stanislaw Ponte Preta no seu Febeapá (“Festival de Besteira que Assola o País”), o livro que na década de 60 consagrou o saudoso jornalista Sérgio Porto. A finalidade desse tal projeto é estabelecer o “Regime especial de regularização cambial e tributária de recursos, bens ou direitos de origem lícita não declarados, remetidos, mantidos no exterior ou repatriados por residentes ou domiciliados no país”.

Se convertido em lei, esse governo espera arrecadar R$100 bilhões a R$150 bilhões, com o “repatriamento” e consequente imposição de 17,5% de Imposto de Renda e outros 17,5% de multa, para que o dinheiro “repatriado” seja regularizado.

Isso mesmo “repatriado”! A partir de agora dinheiro passa a ter “pátria”! Que dinheiro não tem cheiro, todos sabemos. O alerta veio do Imperador Vespasiano, governante romano notoriamente criador e aumentador de impostos e taxas: “Como seu filho Tito se admirasse por ter sido lançado imposto sobre as latrinas, Vespasiano deu-lhe a cheirar uma moeda e disse-lhe: – Meu filho o dinheiro não tem cheiro” (Lelo, Porto). Mas atribuir “pátria” ao dinheiro, é demais! É o cúmulo das tolices, da absoluta falta de mínimo conhecimento, de mínimo saber.

Pátria é o país em que uma pessoa nasce e ao qual pertence. É substantivo (ou substância) exclusivamente inerente às pessoas, vivas, mortas e às que hão de nascer, e não de “coisa” (res). O mesmo acontece com a nacionalidade, que vem a ser a condição de um cidadão que pertence a uma determinada nação. Seu sinônimo é cidadania. Ambos (Pátria e Nacionalidade) são, portanto, atributos da pessoa, precisamente das pessoas humanas. Logo, dinheiro não tem pátria. Nem nacionalidade.

E o que não tem “pátria” nem “nacionalidade” não pode ser “repatriado”, nem “nacionalizado”. Ou seja, reintegrado a uma pátria, a uma  nação, berço que o dinheiro não possui. Pode-se até atribuir e agregar ao dinheiro (à moeda) o nome do país de sua emissão e circulação: o Real brasileiro, o Peso argentino, o Yuan chinês, o Iene japonês… Mas dar-lhe “pátria” como predicativo é demais! Iguala-se ao discurso de quem lamenta “não poder estocar o vento” para produzir energia elétrica.

Além dessa obtusa impropriedade, o projeto de lei tem como alvo “recursos, bens ou direitos de origem lícita não declarados, remetidos e mantidos no exterior…por residentes ou domiciliados no país”. Segundo o projeto, todo esse elenco de bens será “repatriado” (sic)! Isso é confisco! E confisco cumulado com prévia e hedionda punição sem o devido processo legal!. Dupla punição, portanto, a ferir o princípio segundo o qual ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo fato. Se a origem é lícita, como reza o projeto de lei, ter aqueles bens no exterior não é crime. Dono deles é quem os detém licitamente. Não declará-los é mera infração tributária, sanável a qualquer momento pelo infrator junto Receita Federal do Brasil e pagar o correspondente tributo.

Basta declarar e pagar, ainda que tardiamente. Nada mais que isso. Absolutamente não justifica o confisco e o “repatriamento” dos bens de “origem lícita”. E quanto àqueles que são produto de crime (“origem ilícita”) já existe a legislação pertinente que, em boa hora, vem sendo aplicada pelo Judiciário. E só o Judiciário pode aplicar, por lhe caber o poder de dizer o Direito. Ninguém mais.

A vingar esse tal projeto de lei do “repatriamento” de bens de origem lícita, múltiplas situações inéditas e depreciativas para o legislador brasileiro vão ocorrer. A começar, salvo por ordem expedida pela Justiça Brasileira, nenhum país vai atender à solicitação do Poder Executivo nacional (Polícias e Ministério Público) para “repatriar”, isto é, devolver ao Brasil este(s) ou aquele(s) bem (ou bens) de brasileiros aqui residentes ou domiciliados. A matéria não é administrativa, mas judicial e prevista no Direito Internacional. Será um fiasco se tão esdrúxula pretensão for posta em prática.

E como ficará a situação de brasileiros que depois de radicados no exterior, onde trabalharam anos e anos, formaram família, adquiriram bens, lá pagaram seus impostos, abriram conta em banco (até ficaram ricos ) e, depois, voltaram para o Brasil, sem o desfazimento daqueles bens? Certamente todos passarão pelo perigo de terem seus bens “repatriados”, pelo simples fato de pertencerem a brasileiros que voltaram para o Brasil. Como se vê, todo cuidado é pouco, para que as pessoas de bem não sofram injustiça, cuja reparação nunca será completa e muito tardará para acontecer.

Wyllys chama segurança da Câmara ante ameaça perigosíssima - ai que mêda!

Como esperar um julgamento correto e isento com uma turma dessas?

Você compraria um Fiat Elba usado na mão de qualquer dos quatro? (José Carlos Araujo, o de cabelos brancos, é o presidente da comissão de Ética)
Hoje será escolhido o relator do processo de cassação do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética. Entre os possíveis relatores, estão três nomes de partidos da base, em que não há adversários convictos do peemedebista. O favorito entre os nomes sorteados ontem é um deputado de primeiro mandato, Fausto Pinato (PRB-SP), que tem boa relação com o entorno de Cunha. Os outros dois são Vinícius Gurgel (PR-AP), um aliado muito próximo do presidente da Câmara, e Zé Geraldo (PT-PA), cujo partido quer evitar a todo custo confrontos com o peemedebista devido ao temor em relação ao impeachment e à paralisação de votações na Câmara. Apesar das circunstâncias, todos sinalizaram que a representação contra Cunha não deve ser arquivada no parecer preliminar.

Agora vejam só se isso lá é gente que possa julgar quem quer que seja:

Fausto Pinato (PRB-SP) - Responde à Ação Penal no STF nº 908/2015 - Réu em processo penal por falso testemunho ou falsa perícia. 

Vinícius Gurgel (PR-AP) - É alvo de quatro inquéritos no STF: dois que apuram crimes contra a ordem tributária (Nº 3529 e Nº 3697) e dois que apuram crimes eleitorais (Nº 3944 e Nº 3940).

José Geraldo (PT-PA) - Aparentemente não tem ocorrências na Justiça, mas os simples fatos de ser integrante da corrente majoritária do PT, ligado aos sindicatos rurais e, principalmente, aliado do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) já são suficientes para ver que não se trata de pessoa confiável.

Diga-se de passagem, ouvi os três falando ontem ao JN. Quiuspariu! Jogador de futebol depois de jogo dá de dez nesses caras em termos de conteúdo e correção gramatical.

A Ciência está na merda, literalmente: depois do peido, agora é o cocô que cura

Revista Exame
Cheirar cocô é melhor que tomar antibióticos

Pílulas com cocô congelado: método prevê que os microrganismos presentes nos dejetos saudáveis colonizem o estômago doente e curem infecções

Dificilmente alguém vai falar que cocô serve para alguma coisa boa, mas se você contrair uma infecção durante uma passada pelo Reino Unido, Austrália ou EUA, pode ser que indiquem tomar um pouco de fezes pelo nariz para ter mais chances de cura.

Trata-se do transplante de fezes, procedimento terapêutico que está sendo estudado nestes países - e com resultados que cheiram muito bem.

O British Medical Journal (BJM) divulgou um estudo com 516 pacientes infectados por bactérias do tipo Clostridium difficile. A taxa de sucesso entre os que se trataram com o transplante foi de 85%, enquanto apenas 20% dos que tomaram antibióticos se livraram das bactérias.

A técnica consiste em pegar as fezes de um doador saudável, congelar, triturar e passar para o intestino do paciente via um tubo colocado no nariz ou no ânus.

Alguns experimentos têm sido feitos com pílulas recheadas com cocô congelado. O método prevê que os microrganismos presentes nos dejetos saudáveis colonizem o estômago doente e curem infecções.

Há até mesmo incentivo ao transplante para além do tratamento de infecções. Testes estão sendo realizados no combate a doenças variadas, como encefalopatia hepática, síndrome do cólon irritável e até autismo.

Os professores que escreveram para o BJM, Tim Spector e Rob Knight, também alertam sobre os perigos da técnica. Dois pacientes curados da Clostridium difficile apresentaram grande aumento de peso após o transplante.

Além disso, há uma preocupação com infecções causadas pelo transplante e com a possibilidade de que a técnica cause depressão e ansiedade nos pacientes, já que estudos apontam uma ligação entre esses quadros e micróbios estomacais.

O MRHA, órgão que regula a medicina britânica, já considera o transplante um produto médico.

Na Austrália, a técnica está em uso mesmo sem ter sido aprovada pelo governo local. Nos EUA, mais de 500 locais oferecem o transplante fecal e até mesmo um banco para doações de fezes já está operando.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

TMU pró-aborto


Futuras professoras dos nossos filhos e netos são putas, maconheiras, bêbadas e ninfomaníacas

Um protesto de cerca de 20 estudantes feministas provoca polêmica na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Sul do Rio Grande do Sul. Durante o ato, ocorrido na última segunda-feira (26), algumas jovens ficaram sem roupas ou com os seios à mostra. A manifestação, chamada de “Nudez, Maconha, Álcool e Masturbação”, que teria como tema a violência contra as mulheres, provocou a suspensão das aulas no Instituto de Ciências Humanas da universidade.

Segundo o relato de testemunhas, pelo menos uma das jovens teria se masturbado em uma escadaria e em frente ao prédio do Instituto de Ciências Humanas, na Rua Alberto Rosa. Testemunhas disseram que algumas estudantes fumavam maconha e consumiam bebidas alcoólicas. O ato iniciou por volta do meio-dia e se estendeu ao longo do dia.

Uma estudante de pedagogia de 21 anos, quer prefere não se identificar, disse que a manifestação começou pacífíca, com gritos contra à violência a mulher, acompanhado de batucadas. Durante a tarde, algumas jovens tiraram os sutiãs e uma delas ficou completamente nua e passou a se masturbar. A estudante diz ainda que viu algumas delas urinando em baldes e jogando nas paredes do prédio do instituto.

A estudante de filosofia Jennifer Jardim chegou no prédio às 19h e no caminho até a universidade ela já tinha sido avisada do protesto por sua irmã, que também estuda na UFPel à tarde. Ela relata que, ao descer do ônibus, já percebeu uma concentração de pessoas em frente ao prédio. Em seguida, percebeu uma das participantes se masturbando na calçada. 

Segundo Jennifer, os manifestantes impediram o acesso ao edifício e a UFPel decidiu suspender as aulas.  Em nota, a  instituição aponta que “verificou a incompatibilidade da manifestação com as aulas, o que motivou a suspensão das atividades didáticas”. A instituição informou que a manifestação ocorria em repúdio a violência contra as mulheres. As aulas na Faculdade de Educação e do Instituto de Filosofia, Sociologia e Política (IFISP) também foram suspensas.

Falando em protesto, o que fizeram aqui no Rio contra o PL 5069 que, segundo consta, dificulta o aborto legal em caso de estupro, não poderia ter melhor protagonista que a moça da foto: a sua existência por si só justificaria um aborto profilático...

Senadora Fátima Bezerra, do PT, uma grande cara-de-pau

Joselito Muller
Ferrenha defensora da proibição da doação de empresas privadas para campanhas políticas, a senadora potiguar, Fátima Bezerra, do PT, fez um discurso inflamado na tribuna do Senado na tarde de hoje, ocasião em que chamou de “instrumento nefasto” o financiamento privado de campanhas eleitorais.

O que a senadora não esperava, no entanto, era que, durante sua fala, um gaiato que por acaso transitava nas imediações do Senado entrasse no plenário – ainda não se sabe como – e a interrompesse mostrando sua prestação de contas à Justiça Eleitoral nas últimas eleições.

Fátima, assim que viu tal documento, gaguejou e perguntou “que porra é essa?”, demonstrando surpresa ao ver os documentos expostos num tablet.

O inoportuno popular mostrou à senadora que ela, na disputa eleitoral de 2014, recebeu mais de um milhão da JBS (Friboi), entre outras doações de empresas, tais como Engevix, Alesat Combustíveis etc.

A senadora então inquiriu se tais empresas são privadas. “É porque algumas delas receberam grana do BNDES que eu nem sabia que eram empresas privadas, por isso aceitei as doações”, esclareceu.

Ao receber como resposta a confirmação de que se tratam de empresas privadas, a senadora se limitou em exclamar um “Eita carai” e encerrou seu discurso.

Eleita com o que chamou de “instrumento nefasto”, a senadora ainda não esclareceu se, para ser coerente, vai entregar o mandato.

Nunca se sabe se o que Joselito Muller publica é verdade ou não, portanto, não sei se de fato a senadora potiguar Fátima Bezerra foi desmascarada no meio de um discurso na tribuna por um penetra com um tablet com todas as doações da sua campanha. Mas a verdade é que ela realmente demonstra ser intransigentemente contra o financiamento privado de campanhas eleitorais, como se pode constatar no video - que não recomendo perder tempo com a baboseira; ele está aí apenas para confirmar a posição da senadora.

O problema é que a coisa não bate mesmo, já que a tabela abaixo com as doações de campanha recebidas por Fátima é verdadeira e foi tirada do site Congresso em Foco. Detalhe: Andrade Gutierrez e Engevix Engenharia, enroladas no petrolão, foram doadoras.




segunda-feira, 2 de novembro de 2015

O obaoba sobre o suposto racismo no Facebook de Taís Araújo

Sim, suposto racismo. Até agora não se sabe de onde vieram as gracinhas e, portanto, não se pode concluir se as agressões vieram de alguém ou de algum grupo realmente racista ou se não passa de mais uma palhaçada de mau gosto de algum petralha, já que essa corja de imorais é chegada a esse tipo de sujeira de criar perfis e IPs falsos e simular ataques como se eles viessem de quem é de oposição. É claro que o que resta dessa gente escrota está fazendo o diabo - literalmente - para tirar o foco da opinião pública nas maracutaias do Brahma.

E, de certa forma, até conseguiram um brilhareco, um obaboba, já que a atriz global recebeu uma primeira página do Globo e um artigo escrito pelo festivo esquerdopata Wagner Moura que fala sobre a escravidão e diz que “a população negra brasileira ainda é a grande maioria nos bolsões de pobreza”, duas coisas que não tem absolutamente bulhufas a ver com o caso da Taís.

Voltando ao Face da Taís, como de praxe, após os comentários, todos os perfis que fizeram comentários racistas foram deletados. A maioria imediatamente, mas alguns demoraram um pouco mais, chegando a reproduzir a imagem das ofensas em suas páginas antes de finalmente apagar o perfil. Um deles chegou a postar um a imagem da atriz com a frase: “Vem Polícia Federal”. A página, no entanto, foi deletada na tarde deste domingo.

De qualquer forma, eu me solidarizo com Taís Araújo, até pelo seu comportamento tranquilo - quem fez o obaoba foram seus patrões. Tenham vindo de onde vieram, as ofensas contra ela não têm perdão, muito menos se for o caso dela ter sido mesmo usada como boi-de-piranha dessa récua que trabalha para os chefes do PT.

Sem medo de morder minha língua, em tudo e por tudo, eu tenho absoluta certeza que essa baixaria não pode ter outra origem que não as entranhas desse governo fedido a fezes.


Igualzinho ao Lula...

Apanhado pelaí:

A grandeza de Harry Truman

Harry Truman foi um tipo diferente como presidente. Provavelmente tomou tantas ou mais decisões em relação à história dos EUA como as que tomaram os 42 presidentes que o precederam. Uma medida da sua grandeza, entretanto, talvez permaneça para sempre: trata-se do que ele fez depois de deixar a Casa Branca.

A única propriedade que tinha quando faleceu era uma casa, onde morava, na localidade de Independence, Missouri. A sua esposa a havia herdado de seus pais e, fora os anos em que moraram na Casa Branca, foi onde viveram durante toda a vida.

Quando se retirou da vida oficial, em 1952, todas as suas receitas consistiam numa pensão do Exército, de apenas US$ 13.507 anuais. Quando o Congresso soube que ele custeava seus próprios selos de correio, outorgou-lhe um complemento e, mais tarde, uma pensão retroativa de $ 25.000 anuais.

Depois da posse do presidente Eisenhower, Truman e sua esposa voltaram a seu lar no Missouri dirigindo seu próprio carro… sem nenhuma companhia do Serviço Secreto Americano.

Quando lhe ofereciam postos corporativos com grandes salários, rejeitava-os dizendo: “Vocês não me querem a mim, o que querem é a figura do Presidente, e essa não me pertence. Pertence ao povo norte-americano e não está à venda…”.

Ainda depois, quando em 6 de Maio de 1971 o Congresso se estava preparando para lhe outorgar a Medalha de Honra em seu 87° aniversário, recusou-se a aceitá-la, escrevendo-lhes:

“Não considero que tenha feito nada para merecer esse reconhecimento, venha ele do Congresso ou de qualquer outra parte”.

Como Presidente, pagou todos seus gastos de viagem e de comida com seu próprio dinheiro.

Este homem singular escreveu:

“As minhas vocações na vida sempre foram ser pianista num puteiro ou ser político. E, para falar a verdade, não existe grande diferença entre as duas!”


A esquerdopatia em crise não se entende mais: Jean Wyllys é chamado de imbecil e acusado de fazer jogo da direita

Ih!... Errei de deputado!
Também peguei pelaí um artigo em que um esquerdopata bolivariano senta o pau (êpa!) em Jean Wyllys porque o rapaz alegre resolveu, em um rasgo de lucidez, disse que “Maduro expressa seu desprezo pela democracia e pelas liberdades democráticas”.

A coisa, escrita por um tal Eduardo Vasco, tem tanto absurdo que eu custo a acreditar que alguém além do próprio Vasco, possa concordar a ponto de publicar em seus sites, Faces, blogs, etc..

Deixei o troço sem cortes até porque cada parágrafo que se sucede reforça mais ainda a demência de Vasco.

Diário Liberdade
Eduardo Vasco: O “socialista” Jean Wyllys faz o jogo da direita e do imperialismo contra a Venezuela

A Venezuela vive um clima de tensão pré-eleições legislativas, que acontecerão no começo de dezembro. A direita golpista, como é de costume, já está chorando e esbravejando pela possível derrota, que seria a 19ª em 20 eleições desde que o “chavismo” chegou ao poder, há 16 anos.

São recorrentes as tentativas de desacreditar o sistema eleitoral venezuelano por parte da oposição. Ela mantém uma campanha suja contra o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), e dá mostras de que não irá aceitar, uma vez mais, a possível derrota para os candidatos bolivarianos.

Mas o acusado de não aceitar o resultado das eleições é... o presidente Nicolás Maduro. O autor de tal imbecilidade, porém, não é um político da MUD (Mesa de Unidade Democrática) e muito menos um terrorista financiado por Washington para desestabilizar o governo venezuelano. Jean Wyllys, uma das mais destacadas figuras do PSOL, considerado o melhor deputado federal em 2012 e um dos candidatos mais populares do Rio de Janeiro nas últimas eleições, distorceu em boa medida a realidade social e política da Venezuela, em um texto publicado em sua página do facebook.

“Maduro expressa seu desprezo pela democracia e pelas liberdades democráticas”, afirmou o ex-BBB, ao citar uma fala do presidente venezuelano na televisão estatal daquele país. Ao que parece, Wyllys, apesar de seu desempenho ativo no parlamento brasileiro, demonstra total incapacidade interpretativa do contexto da declaração ou de discernimento entre o Legislativo e o Executivo venezuelano.

A frase de Maduro foi exatamente a seguinte: “Se sucedesse esse cenário hipotético (da vitória da oposição) negado, negado e trasmutado, eu governaria com o povo, sempre com o povo, e com união cívico-militar. Se ocorrer esse cenário, negado e trasmutado, a Venezuela entraria em uma das mais turvas e comovedoras etapas de sua vida política, e nós defenderíamos a revolução, não entregaríamos a revolução, e a revolução passaria a uma nova etapa (...) a revolução não será entregue jamais (...) com a Constituição nas mãos, levaremos adiante a independência da Venezuela, custe o que custar e como for”.

O presidente se referia ao cenário de golpismo institucionalizado que, não é difícil de imaginar, a direita impulsionaria a partir de seus parlamentares, tendo maioria. Obviamente, é fundamental para a direita venezuelana reconquistar os aparelhos de Estado, tanto o Legislativo como o Judiciário (atualmente governistas) para chegar ao poder. E isso implicaria, como é habitual da direita, em uma campanha de desestabilização elevada a um grau sem precedentes para o “chavismo”. A oposição, que daria motivos para um aumento extraordinário do financiamento estadunidense, tornaria a governabilidade impossível para Maduro, que só poderia então recorrer ao apoio popular para permanecer à frente da nação e não ser derrubado por um iminente golpe de Estado.

Esse é o contexto da declaração do presidente venezuelano. Mas Jean Wyllys acredita que isso seja uma “ameaça velada” de Maduro ao seu povo. O “socialista” apresenta os problemas da Venezuela como sendo provocados somente pela má gestão administrativa do presidente, que, segundo ele, deixou para trás os avanços sociais conquistados durante os mandatos de Chávez, e esquece que a burguesia venezuelana está diretamente envolvida nisso. Primeiro, porque parte dela se incorporou ao governo bolivariano, que mantém ligações com setores abastados, apesar de ser apoiado nas massas, o que mostra o caráter de conciliação de classes do “chavismo”, que não rompe totalmente com a burguesia, mas que é vítima do imperialismo. Segundo, porque os setores mais reacionários da burguesia levam adiante uma guerra econômica terrorista, o que ocasiona no desabastecimento (com retenção, especulação e contrabando de produtos de primeira necessidade) e na alta inflação. Apesar disso, o governo busca compensar esses danos com constantes aumentos salariais, inclusive acima da inflação.

Wyllys, que considera o governo bolivariano uma espécie de regime totalitário, chama de “retórica anti-imperialista” as declarações de Maduro, ao mesmo tempo em que o acusa de ameaçar expulsar do país repórteres da CNN e cancelar as licensas da emissora, legítima porta-voz do imperialismo em território soberano como é a Venezuela. Isso seria censura à imprensa, apesar de 80% dos meios de comunicação do país serem controlados pela oposição e os canais estatais não superarem 10% da audiência.

O pacifista (para os interesses da burguesia) do PSOL critica os trabalhadores venezuelanos por se armarem em milícias de bairros com ajuda do governo, mas outra contradição aparece quando, logo em seguida, fala da “repressão aos estudantes” (sacrossantos, intocáveis, todos bem intencionados), prisão de dirigentes da oposição, perseguição política, autoritarismo, ameaça a oposicionistas, difamação a opositores desse mesmo governo. Ora, por que um governo armaria suas vítimas? Há um esquecimento do que frequentemente ocorre por lá. Na tentativa de golpe de Estado em 2002, a oposição, com amplo apoio da imprensa e dos EUA, deixou vários mortos e repetiu o banho de sangue em 2014, com protestos nos bairros nobres de Caracas. Uma figura presente nos dois episódios foi Henrique Capriles, tradicional opositor do “chavismo”, que incitou a violência direitista e o caos, mas protegido de Wyllys.

Aliás, ele diz que o governo reprime violentamente manifestações. O mesmo discurso da direita mais feroz e raivosa, venezuelana, brasileira e latino-americana. “Tanques na rua, gás lacrimogêneo, grupos armados e manifestantes mortos é uma violação aos direitos humanos”, mais uma manipulação cínica do deputado. Ao colocar isso na mesma frase, passa intencionalmente a impressão de que as mortes nas manifestações de 2014 foram causadas pelo governo, sendo que ao menos metade delas era de chavistas, e a direita contava inclusive com grupos de franco-atiradores para atacar os apoiadores do governo que saíam às ruas para rechaçar o golpismo. Aliás, o governo tanto viola os direitos humanos, que a Venezuela foi reeleita esta semana como membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU.

O clima de polarização política estremece de medo o parlamentar pequeno-burguês. O povo armado e organizado e a consciência de quem é o inimigo principal a ser combatido não são vistos com bons olhos por Jean Wyllys.

Progressista em relação às liberdades individuais, um liberal de esquerda, mas anticomunista, Wyllys acredita em um socialismo nos marcos da democracia burguesa, por isso é tolerado pelos capitalistas. Esse tipo de socialismo faz o jogo da burguesia.

Os limites do processo bolivariano encabeçado por Maduro são evidentes. O governo também é gerido nos marcos da democracia burguesa. Mas, e Chávez já tinha plena noção disso, o povo venezuelano é o motor desse processo, que tem o potencial de se radicalizar e superar a fase de democracia participativa bolivariana.

As massas ainda mantém fortes laços com seu líder histórico, e também com Maduro. Apenas o apoio do povo poderá suportar seu presidente diante de uma possível vitória opositora nas eleições legislativas. Esse cenário tende a ser de um aprofundamento da luta de classes e organização da classe trabalhadora venezuelana, tanto para impedir o golpe como para radicalizar o processo revolucionário e ser ela mesma o único agente de sua emancipação.

Mas em sua análise, Wyllys defende a “democracia e a liberdade”. Esse é exatamente o discurso da direita que quer derrubar Maduro.


Deturpações esquerdopáticas

Prosseguindo com a curiosa preocupação dos esquerdopatas com as definições de direita e esquerda, eis mais uma pérola pinçada pelaí:

“Entendo, por direita, o conjunto das forças sociais, econômicas e políticas que se identificam com os desígnios globais do capitalismo neoliberal e com o que isso implica, ao nível das políticas nacionais, em termos de agravamento das desigualdades sociais, da destruição do Estado social, do controle dos meios de comunicação e do estreitamento da pluralidade do espectro político.”
Boaventura de Sousa Santos, professor comunista português, nascido na vila portuguesa próxima a Coimbra que tem o sugestivo nome de Penacova. Tadinho, já nasceu assim...

domingo, 1 de novembro de 2015

O problema do ENEM não são as questões, mas sim a correção das redações

Miguel Nagib: O boi de piranha do Enem

No último domingo, enquanto milhares de pessoas denunciavam o despudorado viés ideológico das questões do Enem, o músico Roger Moreira chamava a atenção, no Twitter, para um problema ainda mais grave e preocupante: “Ganham zero [as] ideias que desrespeitem os direitos humanos. Ué? Não é prova de redação? Ou é controle do pensamento?”

Roger se referia à exigência de que o candidato elabore, na redação, uma proposta de intervenção para o problema abordado, “respeitando os direitos humanos”. Segundo o INEP, é necessário que o candidato “não rompa com valores como cidadania, liberdade, solidariedade e diversidade cultural”, sob pena de zerar na redação.

Ao impor esse requisito, porém, o próprio INEP desrespeita claramente os direitos humanos, já que as liberdades de pensamento, opinião e expressão, além de garantidas pela Constituição Federal, estão previstas na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Condicionar o acesso de um estudante ao ensino superior a que ele possua ou expresse determinada opinião sobre o que quer que seja configura, sem sombra de dúvida, uma forma acintosa de cerceamento àquelas liberdades.

Para piorar a situação, os candidatos e os corretores das provas não estão familiarizados com a legislação brasileira sobre direitos humanos ‒ o que de resto não é exigido pelo INEP. Assim, o mais provável é que todos considerem como “direitos humanos” um punhado de clichês politicamente corretos consagrados na academia e nos meios de comunicação. É o que sugere aliás o INEP, ao falar vagamente em “cidadania, solidariedade e diversidade cultural”, expressões que remetem de forma inequívoca ao discurso da esquerda.

Este ano, mais de 7 milhões de estudantes tiveram de escrever uma redação sobre a violência contra a mulher na sociedade brasileira. Cuidava-se, é claro, de uma provocação ideológica, e é de supor-se que muitos candidatos tenham ficado temerosos de expressar seu pensamento.

E com razão. Basta pensar no possível desfecho das seguintes situações: o candidato A sustenta, em sua redação, que a proibição do aborto é uma forma de violência contra as mulheres; e apresenta como proposta de intervenção a descriminalização dessa prática. Já o candidato B relativiza o problema da violência contra as mulheres; identifica, entre suas causas, o comportamento das próprias mulheres; e propõe como solução a mudança desse comportamento.

Como serão corrigidas essas redações? Se a legislação brasileira fosse aplicada, o candidato A deveria receber zero, pois a Convenção Americana sobre Direitos Humanos estabelece que o direito à vida deve ser protegido pela lei “desde o momento da concepção”. Mas, se prevalecerem os clichês do politicamente correto, não só isso não vai acontecer, como quem pode acabar levando zero é o candidato B, embora sua proposta de intervenção não desrespeite a legislação relativa aos direitos humanos.

Ora, nenhum dos candidatos pode ser punido ou beneficiado por possuir ou expressar sua opinião. Ninguém pode ser obrigado a dizer o que não pensa para poder entrar numa universidade. O exemplo demonstra, em todo caso, que, além de ferir a liberdade de consciência e de crença dos candidatos, a exigência do INEP, na prática, transforma a prova de redação do Enem num imenso filtro ideológico de acesso ao ensino superior.

No fim das contas, Simone de Beauvoir era apenas o boi de piranha do Enem.

Aguardemos para ver se o Ministério Público Federal vai tomar alguma providência contra mais essa afronta à Constituição perpetrada pelo governo petista.


Esquerdopatas, petralhas e similares estão indignados com a capa da Veja

Até que ficou bunitim...
“O responsável pela capa criminosa da Veja desta semana tem nome e sobrenome: Giancarlo Civita. Se Lula decidir processar alguém, é Gianca. Num mundo menos imperfeito, esta capa da Veja conduziria Gianca a um lugar: a cadeia. Mas o Brasil é, infelizmente, muito imperfeito quando se trata de julgar plutocratas como ele.”

Paulo Nogueira, dono do blog “Diário do Centro do Mundo”, mais um desses crápulas pagos com o dinheiro dos nossos impostos para divulgar as mentiras que o governo conta, aproveitando o embalo da capa da Veja para praticar o que mais gosta: atacar o carteiro que traz notícia ruim em um troço com o título de “O Crime de Giancarlo Civita”, que eu me recuso a chamar de artigo - são 30 parágrafos para 47 linhas, ou seja, cada parágrafo só tem, em média, uma linha e meia, provavelmente para dar a ideia de uma substância que ele não consegue.

Mas o pior de tudo é ter que ouvir um outro calhorda vermelhinho, Carlos Medeiros dizer isso: