domingo, 11 de janeiro de 2015

“Entre a guerra e a desonra, escolheram a desonra. E terão a guerra”

Morrer em Paris
Carlos Brickmann

Há pouco menos de 80 anos, o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain procurou compreender as reivindicações nazistas por mais territórios. Para acalmar Adolf Hitler, deu-lhe de presente 30% da Tchecoslováquia. E voltou à Inglaterra orgulhoso de sua façanha, prometendo “paz para nossos tempos”. Winston Churchill, seu companheiro de partido, mas não de fraqueza moral, comentou: “Entre a guerra e a desonra, escolheram a desonra. E terão a guerra”.

A Segunda Guerra Mundial veio um ano depois. Ficou a lição: não há o que compreender quando do outro lado há fanáticos adoradores da morte. Pode-se (e deve-se) negociar quando possível, mas estando pronto para lutar. Assassinos que matam quem expõe opiniões diferentes das suas têm de ser contidos. Ponto. Quem os compreende e justifica pode ter ótimas intenções. Mas é cúmplice.

Há horas em que é inaceitável ser mal informado. E uma professora universitária especializada em Oriente Médio não é mal informada. Quando diz que exercer a liberdade de expressão, legalmente garantida, é algo que não se faz, é atrair problema, põe-se ao lado da barbárie. Outro professor universitário vai mais longe: os culpados são as vítimas. “Qual a graça de se fazer charges com Maomé? (…) Quem faz uma provocação dessas não poderia esperar coisa muito diferente”. É como quem acha que a vítima é culpada pelo estupro, por ser atraente.

Chega de compreender os coitadinhos dos assassinos. Que se cumpra a lei; que, na forma da lei, sejam julgados.

Contra a barbárie, sejamos todos Charlie.

Uma boa morte...

Mulheres do meu Brasil: Abracem a causa palestina! Vocês não gostariam de ter um fim tão digno quanto a mulher da foto, sendo enterrada para o apedrejamento até a morte por ter cometido adultério?

Morte por apedrejamento (lapidação): cristãos e judeus não ficavam atrás

Lapidação ou apedrejamento é uma forma de execução de condenados à morte. Meio de execução muito antigo, consistente em que os assistentes lancem pedras contra o réu, até matá-lo. Como uma pessoa pode suportar golpes fortes sem perder a consciência, a lapidação pode produzir uma morte muito lenta.

NO JUDAÍSMO
A lei mosaica, expressa nos primeiro cinco livros tanto da Bíblia Cristã como da Bíblia Hebraica, prevê a morte por apedrejamento em dezoito situações

Bestialidade cometida por homem.
Bestialidade cometida por mulher.
Blasfêmia
Relações sexuais com uma virgem comprometida.
Relações sexuais com enteada.
Relações sexuais com mãe.
Relações sexuais com madrasta.
Ao amaldiçoar os pais.
Instigar indivíduos à idolatria.
Idolatria.
Instigar comunidades à idolatria.
Necromancia.
Sacrificar o próprio filho ao deus Moloch.
Homossexualidade.
Pitonismo.
Rebeldia dos filhos contra os pais.
Desrespeitar o shabat.
Bruxaria.

NO CRISTIANISMO

Na Mitologia Cristã, segundo a Lei Mosaica, a lei escrita diretamente pelo dedo de Deus nas tábuas dadas ao Profeta Moisés no Monte Sinai, há várias razões que podem condenar uma pessoa à morte por apedrejamento:

Sacrifícios e culto a divindades pagãs:
“7 Se seu irmão, filho de seu pai ou de sua mãe, ou seu filho, sua filha, ou a esposa que repousa em seus braços, ou o amigo íntimo quiser seduzir você secretamente, convidando: ‘Vamos servir outros deuses’ (deuses que nem você nem seus antepassados conheceram, 8 deuses de povos vizinhos, próximos ou distantes de você, de uma extremidade da terra à outra), 9 não faça caso, nem dê ouvidos. Não tenha piedade dele, não use de compaixão, nem esconda o erro dele. 10 Pelo contrário: você deverá matá-lo. E para matá-lo, sua mão será a primeira. Em seguida, a mão de todo o povo. 11 Apedreje-o até que morra, pois tentou afastar você de Javé seu Deus, que o tirou do Egito, da casa da escravidão. 12 E todo o Israel ouvirá, ficará com medo, e nunca mais se fará em seu meio uma ação má como essa.”

“todo israelita ou estrangeiro que habita em Israel e que sacrificar um de seus filhos a Moloc, será punido de morte. O povo da terra o apedrejará.”

Crimes sexuais, como adultério, estupro, não virgindade no casamento ou incesto:
“13 Se um homem se casa com uma mulher e começa a detestá-la depois de ter tido relações com ela, 14 acusando-a de atos vergonhosos e difamando-a publicamente, dizendo: ‘Casei-me com esta mulher mas, quando me aproximei dela, descobri que não era virgem’, 15 o pai e a mãe da jovem pegarão a prova da virgindade dela e levarão a prova aos anciãos da cidade para que julguem o caso. 16 Então o pai da jovem dirá aos anciãos: ‘Dei minha filha como esposa a este homem, mas ele a detesta, 17 e a está acusando de atos vergonhosos, dizendo que minha filha não era virgem. Mas aqui está a prova da virgindade da minha filha!’ E estenderá o lençol diante dos anciãos da cidade. 18 Os anciãos da cidade pegarão o homem, mandarão castigá-lo 19 e o multarão em cem moedas de prata, que serão entregues ao pai da jovem, por ter sido difamada publicamente uma virgem de Israel. Além disso, ela continuará sendo mulher dele, e o marido não poderá mandá-la embora durante toda a sua vida. 20 Se a denúncia for verdadeira, isto é, se não acharem a prova da virgindade da moça, 21 levarão a jovem até à porta da casa de seu pai e os homens da cidade a apedrejarão até que morra, pois ela cometeu uma infâmia em Israel, desonrando a casa do seu pai. Desse modo, você eliminará o mal do seu meio. 22 Se um homem for pego em flagrante tendo relações sexuais com uma mulher casada, ambos serão mortos, tanto o homem como a mulher. Desse modo, você eliminará o mal de Israel.23 Se houver uma jovem prometida a um homem, e um outro tiver relações com ela na cidade, 24 vocês levarão os dois à porta da cidade e os apedrejarão até que morram: a jovem por não ter gritado por socorro na cidade, e o homem por ter violentado a mulher do seu próximo. Desse modo, você eliminará o mal do seu meio. 25 Contudo, se o homem encontrou a jovem no campo, a violentou e teve relações com ela, morrerá somente o homem que teve relações com ela;”

O capítulo 20 do Livro de Levítico prevê hipóteses de pena de morte por crimes de incesto ou desrespeito à família.

Invocação de mortos
“Qualquer homem ou mulher que evocar os espíritos ou fizer adivinhações, será morto. Serão apedrejados, e levarão sua culpa”.

Blasfêmia
“10 O filho de uma mulher israelita, tendo por pai um egípcio, veio entre os israelitas. E, discutindo no acampamento com um deles, 11 o filho da mulher israelita blasfemou contra o santo nome e o amaldiçoou. Sua mãe chamava-se Salumite, filha de Dabri, da tribo de Dã. 12 Puseram-no em prisão até que Moisés tomasse uma decisão, segundo a ordem do Senhor.” 13 Então o Senhor disse a Moisés: 14 “Faze sair do acampamento o blasfemo, e todos aqueles que o ouviram ponham a mão sobre a sua cabeça, e toda a assembléia o apedreje. 15Dirás aos israelitas: todo aquele que amaldiçoar o seu Deus levará o seu pecado. 16 Quem blasfemar o nome do Senhor será punido de morte: toda a assembléia o apedrejará. Quer seja ele estrangeiro ou natural, se blasfemar contra o santo nome, será punido de morte.”

Rebeldia dos filhos
“18 Se alguém tiver um filho rebelde e incorrigível, que não obedece ao pai e à mãe e não os ouve, nem quando o corrigem, 19 o pai e a mãe o pegarão e o levarão aos anciãos da cidade para ser julgado. 20 E dirão aos anciãos da cidade: ‘Este nosso filho é rebelde e incorrigível: não nos obedece, é devasso e beberrão’. 21 E todos os homens da cidade o apedrejarão até que morra. Desse modo, você eliminará o mal do seu meio, e todo o Israel ouvirá e ficará com medo.”
No Novo Testamento é revista o uso da pena capital, deixando ela de ser aplicada pelas doutrina cristã. Existe uma passagem do Novo Testamento onde Jesus teria rejeitado o apedrejamento de uma mulher tomada em adultério. A passagem conhecida como Perícopa da Adúltera é, no entanto, considerada uma interpolação posterior ao evangelho de João .

Em outra passagem da Bíblia, acusado de blasfêmia, Jesus é ameaçado de apedrejamento:
31 “As autoridades dos judeus pegaram pedras outra vez para apedrejar Jesus. 32 Então Jesus disse: “Por ordem do meu Pai, tenho feito muitas coisas boas na presença de vocês. Por qual delas vocês me querem apedrejar?” 33 As autoridades dos judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa de boas obras, e sim por causa de uma blasfêmia: tu és apenas um homem, e te fazes passar por Deus.” 

Theresa e o islamismo na Europa

Para cada um não muçulmano que matam em atos terroristas, 100 muçulmanos morrem aos olhos de uma sociedade civilizada.

Não adianta o Hollande sair a publico a dizer que os terroristas não representam o islão, isso é desagradável e fedido.

Representam quem? A minha avó?

Conseguem sempre dar a volta por cima e culpar qualquer outro pelos atos terroristas, culpam a sociedade europeia por não conseguir integrá-los, não é fácil integrar quem não quer fazer parte da sociedade, para começar os europeus não são islâmicos, não colocam a bunda cinco vezes ao dia para Meca, não admiram Maomé ou seguem o Corão, aí começa a diferença, são muitas, são muitas. Não basta que tenham água quente, uma cama limpa e decente em um hospital quando necessitam? Ou ainda educação? Querem obrigar os europeus a dar bolinho e muito mais, basta, chega.

Os muçulmanos querem que todos se curvem ao islão, quem não o fizer é contra eles.

Gostaria de ver algum repórter menos "humanista" perguntar a um imam se ele é contra as charges do Maomé, gostaria mesmo, pois já ha um ou dois imans que dizem ser contra a violência e que o islão é uma religião de amor e paz (ahahahahaha)

Não acredito que 80% dos muçulmanos seja contra o ato terrorista praticado em Paris e em outros lugares.

Não tem jeito, essa gente não pode receber cidadania, não interessa se nascem em Paris ou em Roma, nunca serão europeus, trazem com eles a barraca lá dentro vivem como faziam na terrinha, não se integram e querem que os europeus os carreguem no colo, reclamam de tudo e quem leva o baluarte da besteira é a mídia nojenta.

Sinto nojo de alguns jornalistas da CNN.

Voltei do Porto hoje [para a Bélgica] e no aeroporto a cada minuto escurecia as telas com os destinos para que pudéssemos ler: Todos Nós Somos Charlie.

Uma bonita e significante homenagem.

Eu aconselharia todos os muçulmanos que não se sentem bem-vindos voltar para o paraíso de onde saíram, Maomé iria ficar muito contente e eu também.

Poderiam voar com a companhia angolana Taag, dizem que é muito eficiente.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

400 mil acessos em um ano e meio - nada mau...

Obrigado a todos e saúde!

Dilma sancionou Dia do Humorista - certamente pensando em si mesma

Morrendo de rir...
“São inúmeros os benefícios à saúde alcançados por meio da risada. Estudos médicos já comprovaram que o riso está associado à prevenção de doenças e à melhora de pacientes, pois ativa o sistema imunológico, já sendo considerada uma terapia que produz resultados surpreendentes. Por isso acho relevante homenagear aqueles que buscam alegrar a vida e o coração dos outros, assim como os benefícios que o sorriso pode trazer. Eles são dignos de homenagem.”
Deputado José Airton (PT-CE), autor do projeto em causa própria.

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira o Dia Nacional do Humorista, que será comemorado em 12 de abril, dia em que nasceu Chico Anysio.

Outras leis sancionadas foram o Dia Nacional do Pedagogo, que será comemorado em 20 de maio; o Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, em 13 de outubro; o Dia Nacional de Atenção à Dislexia, em 16 de novembro; e o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, em 4 de fevereiro.

Não falta mais nada! Haddad cria albergue e bolsa-travesti, e dá hormônio grátis

Sou candidato(a)
Globo

“O programa não obriga as travestis a deixar a prostituição. Mas, ao remunerá-las para estudar, cria uma inédita oportunidade para isso.”

A prefeitura de São Paulo anunciará no fim do mês a criação de uma bolsa de um salário mínimo mensal (R$ 788) para que, inicialmente, cem travestis e transexuais da capital voltem a estudar e se matriculem em cursos técnicos do Pronatec. Para receber o salário do município, as beneficiárias terão que comprovar presença nas aulas. A exigência é semelhante à do principal programa de transferência de renda do governo federal, o Bolsa Família. A iniciativa é inédita no Brasil e na América do Sul e custará cerca de R$ 2 milhões aos cofres públicos em 2015. O valor é três vezes maior do que o orçamento do próprio governo federal para ações voltadas ao público LGBT no ano passado.

A ideia é prioritária para o prefeito Fernando Haddad, que pessoalmente pediu a elaboração do programa. A mãe de Haddad vive em uma zona de prostituição de travestis. O confronto cotidiano com a realidade teria gerado a urgência no prefeito.

Segundo Sottili, o programa começa com poucas vagas, mas poderá ser ampliado já no segundo semestre. A ideia é que as travestis permaneçam no programa por dois anos e saiam de lá formalmente empregadas. Não existem estatísticas oficias sobre o número de transexuais e travestis vivendo em São Paulo, mas a secretaria estima que sejam ao menos quatro mil.

Além de garantir educação (em salas mistas de duas escolas municipais no centro da cidade), o programa obriga as beneficiárias a prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em troca, além do dinheiro, a prefeitura irá fornecer hormônios femininos para as travestis em unidades básicas de saúde. Hoje há uma fila de quase duas mil pessoas à espera de tratamentos hormonais desse tipo na rede pública. Por falta de opção, muitas recorrem ao arriscado mercado negro.

Além disso, o município irá inaugurar o primeiro albergue público exclusivo para travestis.

Procurando culpados

Um bom artigo achado em uma bosta de site.

Charlie Hebdo: a culpa da Arábia Saudita
José Antonio Lima na Carta Capital

Poucas ações são mais repugnantes do que homens armados invadirem a redação de um jornal e assassinarem pessoas cujo ofício era exercer o inalienável direito à liberdade de expressão. A covardia ocorrida na quarta-feira 7 em Paris, na sede do satírico Charlie Hebdo, terá uma repercussão profunda, mas é improvável que o debate público e as ações governamentais resultantes do massacre atinjam o cerne da questão: a origem da ideologia doentia que dá suporte aos terroristas da capital francesa.

Os assassinos de Paris tinham uma clara missão. Desejavam executar os responsáveis pelo veículo que tinha, entre outros alvos também legítimos, o islã. Certamente levaram em conta a importância simbólica de um órgão de imprensa para uma sociedade democrática. Ao atacá-lo, desejavam aterrorizar as sociedades vistas por eles como decadentes, por não compartilharem sua sórdida visão de mundo. Buscavam, também, criar um clima de tensão capaz de ampliar a capacidade de recrutamento do jihadismo. O caos e a morte são partes indissociáveis do ambiente no qual se sentem confortáveis.

Irremediavelmente, a culpa pela carnificina é dos homens que planejaram e realizaram a barbárie. Cabe notar, entretanto, que a ideologia por eles defendida viceja em situações específicas. Ao contrário do que afirmam alguns islamofóbicos, rapidamente vindos à superfície diante da tragédia, o problema por trás deste tipo de terror não é o islã. Não há dúvidas, porém, de que se trate de um problema do islã, ainda que de uma fração minoritária, mas incrivelmente poderosa e influente.

A gênese das ideias dos terroristas de Paris, assim como a de grupos como a Al-Qaeda e o Estado Islâmico, está na Arábia Saudita. Desde 1932, quando foi fundada, até hoje, a Arábia Saudita existe como Estado graças a uma aliança formada por uma família, a Saud, e um establishment religioso inspirado no teólogo Muhammad ibn ‘Abd al-Wahhab.

Al-Wahhab viveu entre 1703 e 1792 e era fortemente influenciado pelo teólogo do século XIII Taqi al-Din ibnTaymiyya, que pregou a retomada do passado glorioso da civilização muçulmana por meio de um retorno às origens do islã, cuja base seria a interpretação literal do Corão e um estilo de vida igual ao de Maomé – preceitos da doutrina hoje conhecida como salafismo. Como discípulo de Ibn Taymiyya, Al-Wahhab desenvolveu o wahabismo, a versão saudita do salafismo.

Nos anos 1940 e 1950, o florescimento da indústria petrolífera, e a parceria com os Estados Unidos e o mundo ocidental, potencializariam essa doutrina. Dona de reservas gigantescas de petróleo, a Arábia Saudita passou a exercer um papel de enorme relevância no mundo e decidiu exportar sua ideologia. Esse processo foi facilitado a partir dos anos 1970, quando as receitas do petróleo explodiram. A exportação era (e ainda é) feita por meios como a inclusão de clérigos wahabistas no corpo diplomático saudita e pela fundação de instituições e escolas islâmicas (como as que deram origem ao Talibã no Afeganistão e no Paquistão nos anos 1980).

Ao se alastrar pelo mundo, a ideologia saudita influenciou inúmeras sociedades, mas também foi influenciada. A mais importante das transformações ocorreu no Egito, sob as mãos de Sayyid Qutb. Foi Qutb o responsável por lançar as justificativas teóricas para classificar os líderes políticos muçulmanos que atuam descumprindo a lei islâmica (sharia) como infiéis (kafir) e declará-los excomungados (takfir), passíveis de serem alvo da jihad e, assim, executados.

Este “avanço” ideológico criou um monumental desafio para a Arábia Saudita: hoje, a principal contestação ao regime da família Saud vem de wahabistas que não consideram o governo suficientemente islâmico.

Para contê-los, a Arábia Saudita usa dois expedientes. Por um lado, usa seus petrodólares para proporcionar inúmeros benefícios sociais a suas populações. Para quem ainda assim insiste em ser dissidente, seja jihadista ou não, há um draconiano sistema de controle social e político, que subjuga as mulheres, inclui uma polícia moral e punições como crucificações e decapitações. Responsável por cuidar do lugar onde o islã nasceu, as cidades de Meca e Medina, a Arábia Saudita pune os "ataques à religião" com uma severidade atroz, legitimando ao resto do mundo muçulmano a punição da blasfêmia. A mais recente vítima é o blogueiro liberal Raif Baddawi. Nesta quinta-feira 8, a Anistia Internacional confirmou que Baddawi foi condenado a mil chibatadas por "insultar o islã" – 50 por semana, durante 20 semanas.

Se a fúria jihadista é controlada em casa, no exterior ela é libertada. Comumente, a exportação do jihadismo foge ao controle, sendo a Al-Qaeda um exemplo clássico e o Estado Islâmico, o mais recente.

Se é claro que a Arábia Saudita está no cerne do que ocorreu em Paris na quarta-feira, é óbvio, também, que o país não se encontra sozinho nesta condição. Seus gêmeos ideológicos Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait agem da mesma maneira, mas com menos dinheiro e influência. Além disso, a aliança da família Saud com os Estados Unidos e os países europeus, entre eles a França, continua sendo fundamental para ambos os lados. Juntos, EUA e UE apoiam de maneira firme as ditaduras do Oriente Médio que retiram de seus cidadãos toda a possibilidade de exercer oposição, a não ser a religiosa.

Sem parlamentos, partidos, imprensa, sindicatos e movimentos estudantis independentes, sobram as mesquitas, infestadas por clérigos que pregam a violência. Em um ambiente de quase total ausência de espaço democrático, não há chance de debate livre sobre a religião, e o radicalismo prospera. Diante da generalizada percepção de que os muçulmanos estão sitiados pelo Ocidente desde a colonização europeia, pessoas e instituições ocidentais se tornam alvo prioritário.

Uma lógica semelhante se reproduz na Europa. As comunidades muçulmanas têm enorme dificuldade em se integrar e geram uma série de indivíduos ressentidos – com a pobreza, a falta de perspectivas e o preconceito. Alienados e marginalizados, os jovens muçulmanos, cujos índices de desemprego são ainda maiores que os dos jovens europeus, por sua vez enormes, ficam à mercê da radicalização propagada por clérigos extremistas.

É nesses caldos culturais e sociais, seja na Europa ou no Oriente Médio, que o jihadismo floresce.

Na noite de quarta, milhares de franceses ocuparam a simbólica Praça da República, em solidariedade às vítimas do ataque terrorista e em defesa das liberdades. Foi um movimento espontâneo e emocionante. Cabe questionar, no entanto, se os franceses (e ingleses, alemães, norte-americanos etc) vão tratar o atentado como uma ofensiva civilizacional do “islã” contra o “ocidente”, fortalecendo extremistas de todos os lados, como desejavam os terroristas, ou vão debater as raízes da arriscada aposta feita por seus governos – conciliar a aliança a uma teocracia sociopata com a obrigação de proteger seus cidadãos, defendendo valores democráticos aqui, mas apoiando seus violadores lá.

Se esse debate ocorrer – após o 11 de setembro de 2001, o 7 de julho de 2005 em Londres, o 11 de março de 2004 em Madri e, agora, o 7 de janeiro em Paris – provavelmente ficará claro que não é possível ter o melhor dos dois mundos, trazendo o petróleo e deixando a pervertida interpretação do islã promovida pelos sauditas no Oriente Médio.

E agora Dona Esquerda, aonde a senhora vai se pendurar?

Por ironia, quis o destino que as bestas-feras islâmicas tivessem escolhido o Charlie Hebdo, um veículo de comunicação de extrema-esquerda, como alvo. A origem política e artística dos principais nomes do semanário remonta aos anos 1960 na França. Charb, o chefão, também cartunista, era conhecido por seu engajamento com bandeiras ditas “progressistas” na França. Atuou diretamente em campanhas do Partido Comunista Francês e da Frente de Esquerda. No Brasil, o trabalho de Charb ficou conhecido pelas ilustrações no livro “Marx, manual de instruções”, onde há uma charge especialmente marcante intitulada “Nem todos os barbudos são Marx”, onde retrata o encontro de Marx com um islâmico radical.

Tanto o atentado foi contra a esquerda, que no título de um artigo publicado no blog da Boitempo, João Alexandre Peschanski, integrante do comitê de redação da revista “Margem Esquerda: Ensaios Marxistas”, dá a entender que danem-se as vítimas humanas: “Atentado contra a extrema-esquerda na França”.

A rigor, todo mundo sabe, os esquerdistas são os facilitadores do avanço islâmico no Ocidente. Os partidos de esquerda normalmente apoiam a causa muçulmana e a França, toda vida, tem sido esquerdista. A esquerda usa isso para aumentar o controle policial sobre os cidadãos, quando o certo seria mudar tudo, a começar pela política de desarmamento civil, que reduz a população a alvo fácil de toda sorte de facínoras, que nunca estão desarmados.

Pior é que a complacência dos governantes do mundo civilizado, muitas vezes atados a compromissos com políticas esdrúxulas de direitos humanos, tira-lhes a força necessária para barrar o avanço do islam, cuja população se multiplica estupidamente. A ocupação do islam na Europa se faz através das maternidades.

Por isso a minha pergunta: aonde a esquerda vai se pendurar, já que há muito lhe tiraram a escada e agora foi-se também a brocha?

Enquanto o mundo se mobiliza contra o terror islâmico, jornalistas estatizados pelo governo lulopetista envergonham o Brasil com a reedição do espetáculo do cinismo

Augusto Nunes

O tom burocrático da nota divulgada pela presidente Dilma Rousseff escancara a inexistência de indignação real. Decididamente, o governo brasileiro não enxerga ─ ou não quer enxergar, o que dá no mesmo ─ as reais dimensões da carnificina que dizimou a redação do semanário Charlie Hebdo. Foi uma das mais chocantes operações terroristas registradas num planeta que ainda convalesce do 11 de Setembro de 2001. Foi a mais insolente ação do gênero ocorrida na França desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Foi o mais selvagem ataque à liberdade de expressão desde a invenção da imprensa.  Foi a prova definitiva de que os adoradores de Maomé decidiram revogar a bala tanto fronteiras geográficas quanto limites impostos por leis e valores que alicerçam a civilização ocidental.

Enquanto a onda de indignação nascida na Paris ensanguentada por fanáticos islâmicos se espalhava pelo mundo, entidades que deveriam defender o jornalismo e a preservação de direitos sem os quais tal profissão é só mais uma fraude voltaram a envergonhar o Brasil que presta com a reedição do espetáculo do cinismo. Alguns sindicatos optaram pelo silêncio, como se as rajadas de balas fossem uma retomada extemporânea do foguetório que saudou a virada do ano. Os espertalhões de sempre  prolongaram os lamentos pela presença entre os mortos de cartunistas famosos, como Wolinski, para forjar desde já o álibi: cobrados, alegarão que só não se assombraram com o atrevimento dos matadores por falta de espaço.

Dois ou três comunicados até ousaram enxergar um atentado ao direito de expressâo, mas trataram os liberticidas patológicos com a brandura recomendada a companheiros de luta contra o imperialismo ianque. Na visão caolha do governo e dos seus sabujos fantasiados de dirigentes sindicais ou blogueiros progressistas, qualquer país, partido ou bando que se oponha aos Estados Unidos merece o tratamento de amigo de infância. Foi assim com os aiatolás atômicos, com o doido de pedra Muammar Khadaff, louvado por Lula como “irmão e líder” enquanto arrrastava a Líbia de volta ao tempo das cavernas. É assim com genocidas africanos, com tiranetes cucarachas e até com o Estado Islâmico, um viveiro de degoladores que Dilma Rousseff acha possível regenerar com meia dúzia de diálogos amáveis e muito carinho. É natural que seja assim com os psicopatas a serviço do Islã.

No universo dos países democráticos, os jornalistas brasileiros a serviço do lulopetismo são os únicos que lutam pelo extermínio da liberdade de imprensa e pela implantação da censura, escondida sob codinomes bisonhos como “controle social da mídia”, “regulação dos meios de comunicação” ou  “democratização da mídia”. Seja qual for o disfarce, o que esses incapazes capazes de tudo buscam é algum atalho que encurte a distância que os separa do poder perpétuo e absoluto. Eles sabem que a materialização desse sonho abjeto passa pela eliminação do jornalismo independente. No paraíso imaginado por intolerantes de todos os sotaques, prisioneiros voluntários de velharias ideológicas ou religiosas, não há lugar para quem ama a verdade acima de todas as coisas.

Para obter o mesmo resultado que o PT persegue cavalgando a censura com codinome, e aplaudindo a milícia que tentaram invadir o prédio da Editora Abril, os soldados de Maomé usaram armas pesadas. Tudo somado, a diferença entre a companheirada e os matadores de cartunistas é que os celebrantes de missa negra não aceitam ser recompensados depois da chegada ao paraíso com a posse de uma das 11 mil virgens. Os devotos de Lula preferem receber o pagamento neste mundo e o quanto antes. De preferência, em dinheiro vivo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sem medo


Um mundo cada vez mais sem graça


193 motos roubadas de uma só vez - da próxima chama o Guiness, Beltrame

O que impressiona não é a quantidade de motos, mas a quantidade de ladrões! Socorro!

Motocicletas roubadas do depósito usado pelo Detro no bairro Fazenda Botafogo, Zona Norte do Rio.

Globo

Essas imagens chegaram até a polícia na quarta-feira, que confirmou tratar-se realmente dos veículos roubados. Uma fonte da polícia afirma que eles investigam como os criminosos tiveram acesso às chaves das motos, já que elas estariam num quadro dentro do órgão. O local não tinha circuito de imagem de monitoramento e, de acordo com a fonte, o grupo conhecia bem o local. Pelo menos 193 motos foram retiradas do local no dia 31 de dezembro. Na madrugada desta quarta, 97 delas foram devolvidas.

De acordo com investigadores, as duas ações foram comandadas por Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy, chefe do tráfico no Morro da Pedreira. A informação foi confirmada pelo delegado-titular da 40ª DP (Honório Gurgel), Luiz Alberto Cunha, que apura o caso. Para ele, o bandido não esperava a grande repercussão do crime e decidiu entregar parte dos veículos numa tentativa de evitar operações da PM na região do ataque.

Em nota, a Polícia Militar informou que o 9º BPM (Rocha Miranda) - batalhão responsável pelo patrulhamento da região - “não foi acionado para a ocorrência”. Além disso, lembrou que “a dinâmica do furto está sendo investigada pela Polícia Civil”. Nesta quarta-feira, testemunhas disseram na 40ª DP que viram Playboy comandando a invasão ao depósito, administrado pela empresa Rodando Legal. Segundo elas, após render os dois seguranças que trabalhavam no local e ordenar que abrissem o portão, ele disse a um grupo de cerca de 200 pessoas, que incluía bandidos armados, mulheres e crianças, “presente de Natal, podem entrar!”.

A polícia informou que as testemunhas também identificaram, entre os participantes da invasão, Vanilson Venâncio Gomes, o Tida, homem de confiança de Playboy.

Apesar de o roubo ter acontecido na madrugada do último dia 31, o crime só foi registrado na 40ª DP em 2 de janeiro, segundo a Polícia Civil. Até esta quarta-feira, a Rodando Legal não havia entregado a investigadores a documentação das motos roubadas. Isso impede que os proprietários dos veículos façam registros na delegacia.

A Polícia Civil informou que equipes de agentes vêm fazendo operações para tentar recuperar as motos que não foram devolvidas. “Supervisores e um vigia do depósito já prestaram depoimentos. Investigadores estão em busca de imagens de câmeras de segurança instaladas na região para análise”, diz uma nota da instituição.

O delegado Luiz Alberto Cunha afirmou estar enfrentando dificuldades na investigação por falta de ajuda da Rodando Legal. Ele acusou a empresa de desorganização. Em nota, a Rodando Legal destacou que está se esforçando para identificar todas as motocicletas roubadas. “Na madrugada do dia 7 de janeiro, alguns veículos foram abandonados na porta do depósito. E, neste momento, os mesmos estão sendo submetidos a uma vistoria técnica para confrontação com os roubados”, diz um trecho do comunicado.

A Rodando Legal também afirmou vai ressarcir os prejuízos causados aos proprietários. E reclamou da insegurança: “Lamentamos, enquanto responsáveis pela empresa e cidadãos, que a conjuntura social e econômica atual possibilite que fatos como este ocorram diariamente, tornando a população deste belo Estado do Rio de Janeiro, em todos os seus extratos sociais, mais uma vez espectadora de um evento de tal natureza’’. Em seu site (rodandolegal.com.br), a companhia pede aos donos das motos roubadas que enviem seus dados para o e-mail ouvidoria@rodandolegal.com.br.

No fim da tarde desta quarta-feira, muros de um depósito vizinho, da mesma empresa, foram alvos de disparos de fuzil, feitos por ocupantes de um carro. A 40ª DP também investiga esse crime.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

“Paulinho do Lula” e da Petebrás também era “consultor” da Friboi

Estadão

Uma planilha encontrada no computador do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa indica que ele chegou a firmar contrato para prestar serviços de consultoria para o Grupo J&F, controlador do frigorífico Friboi (JBS) e maior doador de campanhas eleitorais em 2014.

O documento consta de um dos inquéritos da Operação Lava Jato, que desbaratou em março do ano passado um esquema de corrupção envolvendo contratos da estatal petrolífera. Nas buscas da operação, os policiais federais também encontraram anotações na agenda do ex-diretor que citam como os valores supostamente recebidos do J&F seriam divididos.

Nessa indicação de partilha, há a sugestão de que parte do dinheiro seria devolvida ao grupo controlador da Friboi.

O J&F nega que tenha fechado contrato com Costa e que tenha desembolsado qualquer valor ao ex-diretor da Petrobrás. A planilha do computador e as anotações, porém, foram considerados suspeitos pela Polícia Federal, que passou a investigar se o grupo empresarial teve participação ou se beneficiou do esquema que abasteceu o caixa 2 de políticos e partidos no últimos dez anos no País.

Até agora, sabia-se que o J&F havia sido procurado por Costa, no fim de 2012, para que o grupo comprasse uma prestadora de serviços da Petrobras, a Astromarítima, que aluga embarcações para exploração de petróleo no mar. Em abril de 2014, quando a informação veio à tona, o J&F disse que o negócio não prosperou.

Costa atuava como consultor da Astromarítima, num pré-contrato de 13 de novembro de 2012 com comissão de 5% em caso de o negócio ser fechado, o chamado “success fee”.

A planilha encontrada no computador de Costa lista 81 contratos firmados pela consultoria Costa Global, do ex-diretor, e cita outros negócios. Intitulada “Contratos assinados – Costa Global”, ela tem oito campos em que estão listados os negócios do ex-diretor da Petrobras. Os itens das colunas trazem o “Nº do contrato”, “Empresa”, “Pessoa de Contato”, “Data da assinatura”, “Valor mensal”, “Validade”, “% de success fee” e “Status”.

O penúltimo item diz respeito à comissão por valor de negócio fechado e o último informa se o contrato foi finalizado, está em aberto ou traz observações pontuais.

Um dos contratos em vigor da planilha era com o grupo controlador da Friboi. O contrato de número “14” da lista está em nome da “J&F” e é de 10 de dezembro de 2012. Ele tinha validade de cinco anos e previa o pagamento de 2,5% de comissão nos negócios fechados. No item status foi anotado “assinado e trocado (p.s.: sem firma reconhecida)”.

Não há indicação, na planilha, sobre o motivo da consultoria. O grupo J&F sustenta que se tratava do mesmo negócio que veio a público em abril do ano passado: as negociações para a compra da Astromarítima.

Costa confessou à Justiça Federal os crimes em troca de redução de pena. Ele admitiu que as consultorias via Costa Global eram usadas para recebimento de dinheiro não declarado e de propina atrasada do período em que foi diretor (2004-2012), em depoimento prestado em ação penal que corre em Curitiba, no Paraná

O grupo empresarial também já havia aparecido nos autos da Lava Jato a partir de depósitos de R$ 800 mil da JBS (frigorífico do grupo) em nome de uma empresa fantasma investigada na operação. Outros itens que fazem parte da lista de indícios que colocam o J&F sob suspeita são mais anotações de Costa em sua agenda pessoal, de 2012 e 2013, com registro de reuniões e contratos com representantes do grupo empresarial.

Nela, a PF achou pelo menos três registros dos negócios envolvendo os nomes “J&F”. Em uma delas, Costa anotou “J&F 29/10/12”. Ao analisar a anotação manuscrita, os agentes escreveram “indica ser Grupo JBS – Friboi e Banco Original (banco que pertence ao grupo)”.

Logo abaixo estão anotados porcentuais que, para a PF, são as comissões dos envolvidos. “Success fee 3% J&F 3% empresa”. Ao lado está anotado “75% Paulo 25% Franklein”. “Franklein” é, segundo os investigadores, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, executivo da OAS preso no dia 14 de novembro por suspeita de integrar o cartel que abastecia o esquema de corrupção e propina na Petrobras. À PF, Medeiros negou atos ilícitos

Outra anotação de Costa diz respeito a um negócio na área de energia que o Grupo J&F tornou público em 2012. Era a tentativa de compra do Grupo Rede, dono de usinas geradoras de energia pelo País, que acabou não se concretizando. “J&F fez proposta de compra do Grupo Rede Energia que inclui dívida de R$ 5,7 bi (nove distribuidoras)”, escreveu Costa na agenda.

Naquele ano a J&F tentava comprar os ativos do Grupo Rede. Na ocasião, o consultor da J&F, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, anunciou que o grupo tinha interesse “em todos os ativos do Grupo Rede”. O negócio não se efetivou.

Por acaso algum cristão tomou alguma atitude radical?


Dextra gerat gladium; pacem manus altera monstret*

*Na mão direita traga a espada; com a outra mão ofereça a paz.

Estou vendo agora as reportagens e imagens disponíveis do ataque dessas bestas-feras ao Charlie Hebdo, em Paris, e não consigo controlar a minha raiva, até porque alguns comentaristas ficam cheios de dedos dizendo que não são todos os islâmicos que agem dessa maneira e - pasmem - um imbecil de um professor da USP (só podia), que não peguei o nome, praticamente justificando o ataque terrorista sob a alegação de que as piadas sobre Maomé - publicadas há dois anos pelo jornal - são uma ofensa e como ofensa foram tratadas, à maneira dos islâmicos. Esse sujeitinho asqueroso se esquece, de propósito, que estamos falando de Paris, França, e não de uma daquelas espeluncas que chamam de países muçulmanos. Ele se esquece, também de propósito, que em países civilizados essas coisas são resolvidas em um tribunal, onde não é Allah ou muito menos Maomé quem dita as regras.

Tampouco é digno botar o galho dentro, dizendo que a responsabilidade sobre essas barbáries é de uma minoria de islâmicos que não representam a religião como um todo. São todos sim, responsáveis por esse estado de medo que o mundo vive hoje, e isso é óbvio, porque todos os países muçulmanos têm o Corão como constituição, como lei máxima ao pé da letra, e o Corão prega o assassinato com a mesma naturalidade com que prega que se lave as mãos. É como se aqui no Brasil a Bíblia fosse a lei, o que me faz lembrar de um texto satírico - é inevitável numa hora dessas porque o islamismo é uma piada de mau gosto:

Laura Schlessinger, conhecida locutora de rádio nos Estados Unidos, tem um desses programas interativos que dá respostas e conselhos aos ouvintes que a chamam ao telefone.

Recentemente, perguntada sobre a homossexualidade, a locutora disse que se trata de uma abominação, pois assim a Bíblia o afirma no livro de Levítico 18:22.

Um ouvinte escreveu-lhe, então, uma carta que vou transcrever:

“Querida Dra. Laura:
Muito obrigado por se esforçar tanto para educar as pessoas segundo a Lei de Deus. Eu mesmo tenho aprendido muito no seu programa de rádio e desejo compartilhar meus conhecimentos com o maior número de pessoas possível. Por exemplo, quando alguém se põe a defender o estilo homossexual de vida eu me limito a lembrar-lhe que o livro de Levítico, no capítulo 18, verso 22, estabelece claramente que a homossexualidade é uma abominação. E ponto final. Mas, de qualquer forma, necessito de alguns conselhos adicionais de sua parte a respeito de outras leis bíblicas concretamente e sobre a forma de cumprí-las:

1) Gostaria de vender minha filha como serva, tal como o indica o livro de Êxodo, 21:7. Nos tempos em que vivemos, na sua opinião, qual seria o preço adequado?
2) O livro de Levítico 25:44 estabelece que posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, desde que sejam adquiridos de países vizinhos. Um amigo meu afirma que isso só se aplica aos mexicanos, mas não aos canadenses. Será que a senhora poderia esclarecer esse ponto? Por que não posso possuir escravos canadenses?
3) Sei que não estou autorizado a ter qualquer contato com mulher alguma no seu período de impureza menstrual (Lev. 18:19, 20:18 etc. ). O problema que se coloca é o seguinte: como posso saber se as mulheres estão menstruadas ou não? Tenho tentado perguntar-lhes, mas muitas mulheres são tímidas e outras se sentem ofendidas.
4) Tenho um vizinho que insiste em trabalhar no sábado. O livro de Êxodo 35:2 claramente estabelece que quem trabalha nos sábados deve receber a pena de morte. Isso quer dizer que eu, pessoalmente, sou obrigado a matá-lo? Será que a senhora poderia, de alguma maneira, aliviar-me dessa obrigação aborrecida?
5) No livro de Levítico 21:18-21 está estabelecido que uma pessoa não pode se aproximar do altar de Deus se tiver algum defeito na vista. Preciso confessar que eu preciso de óculos para ver. Minha acuidade visual tem de ser 100% para que eu me aproxime do altar de Deus? Será que se pode abrandar um pouco essa exigência?
6) A maioria dos meus amigos homens tem o cabelo bem cortado, muito embora isto esteja claramente proibido em Levítico 19:27. Como é que eles devem morrer?
7) Eu sei, graças a Levítico 11:6-8, que quem tocar a pele de um porco morto fica impuro. Acontece que eu jogo futebol americano, cujas bolas são feitas com pele de porco. Será que me será permitido continuar a jogar futebol americano se eu usar luvas?
8) Meu tio tem uma granja. Ele deixa de cumprir o que diz Levítico 19:19, pois planta dois tipos diferentes de sementes no mesmo campo, e também deixa de cumprir a sua mulher, que usa roupas de dois tecidos diferentes, a saber, algodão e poliéster. Além disso, ele passa o dia proferindo blasfêmias e se maldizendo. Será que é necessário levar a cabo o complicado procedimento de reunir todas as pessoas da vila para apedrejá-lo? Não poderíamos adotar um procedimento mais simples, qual seja o de queimá-lo numa reunião privada, como se faz com um homem que dorme com a sua sogra, ou uma mulher que dorme com o seu sogro (Levítico 20:14)?

Sei que a senhora estudou estes assuntos com grande profundidade de forma que confio plenamente na sua ajuda. Obrigado novamente por recordar-nos que a Palavra de Deus é eterna e imutável.”

Assim como esse texto, o islam parece piada, mas é a maior ameaça à vida humana, inclusive à deles.

Si vis pacem, para bellum*

Quando será que o resto do mundo vai se convencer que exterminar o islam é prioridade para a paz?

*Se quer a paz, prepare-se para a guerra.

Francisco Bosco, o machismo e o vestido da Dilma

O sujeito quando se arvora em alguma coisa é um problema. Francisco Bosco, o filho mais chato do genial João, que se arvora de filósofo, resolveu falar hoje sobre as sacanagens que fizeram com a da presidente, por causa da sua indumentária na posse. E resolveu dizer que as críticas e gozações eram puro machismo em mais de 4.500 caracteres, 54 linhas e oito parágrafos.

O cara recorreu a tantos, digamos, “pensadores”, que eu acabei me perdendo naquela chatura toda. Foi a feminista Monique Wittig (“nas condições da heterossexualidade compulsória em que vivemos, não existem propriamente dois sexos, masculino e feminino, mas apenas o sexo feminino”), Simone de Beauvoir (“não se nasce mulher; torna-se mulher”), Foucault (“a escolha é política e feita por sistemas jurídicos de poder”) e a feminista Jarid Arraes (“Dilma, mulher pública, não é tratada da mesma forma que as figuras públicas masculinas são tratadas”).

Trata-se de um menino pretensioso e chato pra cacete, cujo único objetivo na vida é procurar pelos em ovos.

O problema é o seguinte, e é simples: toda figura grotesca é alvo de piadas, ainda mais sendo grotesca por dentro e por fora e ainda mais sendo presidente da República. Além disso, a coisa está mais para Glorinha Kalil, consultora de moda, do que para Simone de Beauvoir, “filósofa existencialista”, e nem é por causa do vestido, que nem era tão feio. O problema é Dilma: sua postura, seu corpo de bujão de gás, sua antipatia, sua deselegância por dentro e por fora e sua breguice congênita. Nada nela fica bem, principalmente aquela faixa presidencial.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Jean Wyllys vai ser um sujeito DOCUMENTADO por R$ 842.648. Que menta cara...

Segundo Lauro Jardim, da Veja, Jean Wyllys vai virar documentário. A produtora Lente Viva acaba de aprovar um projeto de captação de recursos para Tempos de Jean Wyllys.  O filme do deputado e ex-BBB vai custar 842.648 reais.


Muito bem. Com o que então ele vai ser um homem documentado. O fiofó vai ficar cheirosinho, mas vai sair caro pra cacete (êpa!).

Em bula de remédio pode haver preconceito racial?

As coisas aqui no Brasil são muito estranhas. Todo mês eu compro um medicamento para minha esposa chamado Lotar. O raio do remédio custa os olhos da cara, por volta de 100 reais aqui nas farmácias do principado de Ipanema.

Primeiro de tudo, o dito cujo tem dois componentes, um para regular a pressão e outro para a mesma coisa, mas mais específico para quem tem insuficiência cardíaca. Acontece que minha esposa não tem insuficiência cardíaca. O que ela teve, 40 anos atrás, para nunca mais ter, foi arritmia e, apesar disso, sua médica, doida e incompetente receitou-lhe o tal do Lotar, que não é o amigo do Mandrake e nem tem genérico.

Abro aqui um parêntese (e fecho depois), para contar que na primeira e única vez que eu fui me consultar com essa praga, ao ver meus exames, ela me receitou uma bomba para a diabetes que custava, há dez anos, sete reais por comprimido! E eu teria que tomar dois por dia! O problema foi apenas um único detalhe: eu não sou diabético e a glicose a 110 nunca foi alta na porra da vida! Perguntem se eu tomei...

Pois é, como com esposa, quem tem juízo obedece, eu tentei questionar sobre a desnecessidade desse Lotar, mas como a minha foi sempre irredutível, eu comprava o remédio sem chiar. Só que hoje eu resolvi dar uma olhada e separar os componentes da droga. Busquei o preço do Besilato de Anlodipino, exatamente na mesma dosagem do Lotar, e descobri que aqui do lado de casa ele custa R$ 16; busquei o preço da Losartana Potássica, exatamente na mesma dosagem do Lotar, e descobri que aqui do lado de casa, na mesma farmácia, ela custa R$ 13. Resumo: de R$ 100, a coisa saiu por R$ 29.

Dá para entender?

Mas o mais interessante é a bula da tal Losartana Potássica, que, entre outras coisas, diz:

“Uso em pacientes de raça negra com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo. Em um estudo que envolveu pacientes com pressão alta e hipertrofia do ventrículo esquerdo, Losartana potássica comprimido revestido diminuiu o risco de derrame e ataque cardíaco e ajudou os pacientes a viverem mais. No entanto, esse estudo também mostrou que esses benefícios, quando comparados aos benefícios de outro medicamento para hipertensão denominado atenolol, não se aplicam aos pacientes da raça negra.”

Aí eu pergunto: será que a Secretaria (eu nunca vi secretaria ter ministro, mas essa tem) Especial de Promoção da Igualdade Racial vai processar o laboratório por preconceito?

P.S.: Não vou dizer o nome da médica porque cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça e eu já perdi meu tempo e dinheiro por causa de um que me receitou um remédio que quase me virou do avesso e eu denunciei aqui. Toc-toc-toc...

Esse eu garanto que não foi parido

Jogo meu xadrez sagrado no chess.com todo dia, das sete às nove da noite, e ontem não foi diferente. A única coisa que me chamou atenção foi um oponente iraniano muito ruim que derrotei em poucos lances - menos de dez. O nome do cara é Mehrdademami.

Puerra!, com um nome desses - Mehrdademami -, e sendo péssimo enxadrista, o cara só pode ter sido cagado!

Algumas estrepolias da família Lula da Silva até 2009

Do livro “O Chefe”, de Ivo Patarra

Dona Marisa Letícia, a primeira-dama, mandou fazer um canteiro de quatro metros de diâmetro com flores vermelhas em forma de estrela, o símbolo do PT, nos jardins do Palácio da Alvorada. Tentou caracterizar a residência oficial do presidente da República como uma sede do partido.

Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente, usou avião da FAB (Força Aérea Brasileira) com 14 amigos. Foi durante as férias de 2004. O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) tentou de todos os modos verificar a veracidade da história. Só conseguiu confirmar a mordomia junto ao Gabinete Institucional da Presidência da República. Antes, havia feito sucessivos requerimentos à Secretaria-Geral da Presidência da República, Ministério da Casa Civil e Ministério da Defesa. Ninguém admitia o uso do avião oficial. Mas existiu.

Cinco anos depois, em outubro de 2009, Lula nem deu atenção ao caso. Desta vez quem pegou carona no avião do governo foi Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho mais velho do presidente. Ele e 15 acompanhantes. O “Sucatinha”, um Boeing 737 da FAB, já estava perto de Brasília quando o piloto recebeu ordens para voltar a São Paulo e pegar a turma do Lulinha. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também voou na aeronave, que seguiu novamente para Brasília. O Palácio do Planalto só informou que Lulinha e os amigos eram convidados do presidente da República. Ponto final.

De acordo com relato do economista Paulo de Tarso Venceslau, o amigo de Lula, Paulo Okamotto, resolveu um problema provocado por Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do presidente. Eram tempos da eleição para o Palácio do Planalto de 1994. Lurian teria saído de uma loja em São Paulo sem pagar pelas mercadorias que levara consigo. A missão de Paulo Okamotto era pagar pelos produtos evitando que a história vazasse para os jornais. Ele conseguiu.

Em junho de 2009, o marido de Lurian, Marcelo Sato, foi acusado de tráfico de influência em transações que envolviam a execução de obras no porto de Itajaí (SC). O Governo Federal tinha liberado R$ 350 milhões para reconstruir as instalações do porto, mas haveria 19 irregularidades na contratação de empreiteiras. Marcelo Sato participou de reunião para discutir as obras ao lado do deputado Décio Lima (PT-SC), um ex-superintendente do porto. Na época, o genro de Lula era assessor da deputada estadual Ana Paula (PT-SC), mulher de Décio Lima. O procurador Marcelo da Mota disse ao repórter Hugo Marques, da revista Isto É, que Marcelo Sato seria investigado:

- Há indícios para investigar a intervenção de Marcelo Sato junto a órgãos do Governo Federal.

Sandro Luís Lula da Silva, outro filho do presidente, foi funcionário-fantasma do PT. Os repórteres Lílian Christofoletti e José Alberto Bombig, da Folha de S.Paulo, revelaram o caso. Contratado por R$ 1.522, Sandro Luís prestava “serviços à distância”. Empregado do PT durante mais de três anos, Sandro Luís teria passado a prestar serviços em casa, em São Bernardo do Campo (SP), desde que o pai se tornara presidente da República.

Deram diversas explicações. Numa primeira versão, o PT informou que o filho de Lula nunca trabalhara no partido. Depois, o PT alegou que o rapaz deixou de ser funcionário em meados de 2002. E, por fim, o partido informou que ele fora desligado dos quadros da legenda “há uma ou duas semanas”, ou seja, em junho de 2005, na mesma época em que a reportagem foi publicada.

Os repórteres ouviram o presidente do PT de São Paulo, Paulo Frateschi:

- Ele não ia todos os dias. Às vezes, aparecia um dia por semana, um dia por mês. Ele não precisa ir ao diretório para trabalhar. Trabalha na casa dele, até porque precisa apenas de um computador para realizar o serviço.

Paulo Frateschi não informou quais serviços Sandro Luís prestava ao PT.

Sandice sem limites: senadora Lídice da Mata propõe Bolsa-Amante

Não deve ser em causa própria...
Correio Braziliense

A possibilidade de incluir o relacionamento extraconjugal no rol de responsabilizações de uma pessoa e, por consequência, reconhecer juridicamente o (a) amante tem ajudado a levantar a discussão em torno do Projeto de Lei nº 470/13, que altera o Código Civil e cria o Estatuto das Famílias. A proposta, de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), estabelece que as pessoas integrantes da entidade familiar têm o dever recíproco de assistência, amparo material e moral, sendo obrigadas a concorrer, na proporção de suas condições financeiras e econômicas, para a manutenção da família. Mas acrescenta que “a pessoa casada, ou que viva em união estável, e que constitua relacionamento familiar paralelo com outra pessoa, é responsável por esses mesmos deveres, e, se for o caso, por danos materiais e morais”.

Só de ouvir falar em dar direito às amantes ou aos amantes, o casal formado pela bancária Bruna Medeiros, 19 anos, e pelo estudante, Lucas Vinícius, 21 anos, responde de bate-pronto que são contra. O argumento sustentado pelos dois é o mesmo usado por boa parte das pessoas que não concordam com a alteração na legislação: “A amante acaba com a vida de várias pessoas, da esposa, dos filhos e ainda vai ser amparada? Não acho justo”, explica Bruna.

A situação, na opinião do casal, fica mais delicada se levar em conta a diferença de papéis do cônjuge titular e do paralelo. “A amante só divide os momentos bons. Quem ampara e dá suporte nas horas difíceis é a esposa. É ela quem está lá todos os dias dando suporte e ajudando a construir o patrimônio do casal. Ela não deveria ter direito sobre isso”, alerta Lucas. Para Bruna, o momento compartilhado com a amante é, na verdade, em que a confiança do casal se perde. “Não tem parte boa. Há uma ameaça à família”, emenda.

O advogado Rodrigo da Cunha Pereira, presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFam), alerta para a responsabilização de cada um. Segundo ele, o projeto desestimula o relacionamento fora do casamento. “Hoje, é fácil ter mais de uma família. Um homem que tem uma amante, por exemplo, não tem dever nenhum com ela e acaba levando vantagem com isso. Se ele tiver a consciência de que estará construindo outra família e terá que arcar com isso e dividir o patrimônio, ele pensará duas vezes”, explica.

De acordo com ele, a ideia não é legitimar a poligamia, mas abrir os olhos para uma situação comum no país. “Hoje, a amante não tem direito a nada, tem gente que tem outra família por anos e essa família paralela tem sido condenada a uma invisibilidade moral e jurídica. Isso é negar uma realidade que já existe. Quem faz parte desses relacionamentos precisa ser responsabilizado”, acrescenta.