terça-feira, 6 de janeiro de 2015

“Ideologia” de Lula é tanta que emplacou seu irmão como vice-presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China

Lendo uma matéria da Folha, de 16/07/2014, descobri que Genival Inácio da Silva, ex-metalúrgico e funcionário público aposentado da Prefeitura de São Bernardo, é vice-presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China. Genival é simplesmente Vavá, irmão do Lula, que à época, circulava entre chefes de Estado e ministros reunidos para a cúpula dos Brics em Fortaleza, capitaneando uma comitiva de empresários chineses.

Vavá diz que não recebe salário da câmara, “só comissão se fechar algum negócio”. A câmara ajuda brasileiros a investir na China e chineses a fazer negócios no Brasil. Segundo seu diretor Frank Sun, Vavá é vice-presidente “mais por amizade, ele não tem expertise em nada”. Amizade bem suspeita essa, não é mesmo?

Aliás, vejam impressões de Vavá sobre a viagem que fez à China em 2013:

“Que estradas, que prédios, que desenvolvimento!”

“Imagine que queríamos ir a uma praia aqui de Fortaleza, mas fomos desaconselhados por policiais, que disseram ser perigoso. E eles estão ali para quê?”, revoltado, comparando a segurança que encontrou na China à do Brasil (a frase é confusa, mas esperar o que de Vavá?).

“Adorei aqueles frangos pendurados”, falando dos patos expostos nos restaurantes chineses, onde se esbaldou com a culinária. O que mais o marcou foi o baiju, a popular aguardente de arroz, que Genival chamou de “cachacinha chinesa”, e o pato laqueado, tradicional prato de Pequim.

Agora, um pouco das “travessuras” de Vavá, segundo a Veja e Ivo Patarra, no livro “O Chefe”:

No final de 2005, a revista Veja contou a história de Genival Inácio da Silva, o “Vavá”, o mais velho dos seis irmãos do presidente Lula. Metalúrgico aposentado, ele abrira escritório para intermediar pedidos de empresários junto a prefeituras do PT, empresas estatais e órgãos do Governo Federal. Fazia tráfico de influência. Da reportagem de Marcelo Carneiro e Camila Pereira:

“Vavá, filiado ao PT, confirmou a Veja que recebe e encaminha pedidos de empresários interessados em 'trabalhar com o governo', mas disse que, 'por enquanto', não recebeu nenhum pagamento pelo serviço. 'Até agora ninguém pagou nada ainda. Espero ganhar um dia'.”

O irmão de Lula começou negando aos repórteres que exercesse o papel de intermediário para empresários. Disse que seu escritório prestava “assessoria social para pessoas que precisam”. Depois, Vavá confessou:

- Se o presidente tem empresários que procuram ele para fazer negócio, nada melhor do que você ajudar.

Admitiu ter mantido contato com César Alvarez, assessor especial do presidente Lula, e Edimilson Antonio Sant'Anna, diretor de Operações da Petrobras Distribuidora. Tudo por solicitação de empresários da Federação Brasileira de Hospitais, do advogado Daniel Freire Garcia e de um executivo do ramo da construção civil, identificado por Vavá como José Ernesto. O irmão de Lula reconheceu que ia amiúde a Brasília, com passagens aéreas pagas por empresários. Para fazer o quê?

- Passear.

Por intermediação de Vavá, César Alvarez recebeu o empresário português Emídio Mendes, do Riviera Group, que atuava nos setores imobiliário, turístico e energético. A reunião foi no Palácio do Planalto, com a presença de Vavá. Algum tempo depois, o empresário português e Vavá foram recebidos por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. Emídio Mendes ainda fez uma visita à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, graças à influência de Vavá.

A Polícia Federal desferiu a Operação Xeque-Mate em 4 de junho de 2007. Prendeu 79 pessoas acusadas de pertencer a uma organização criminosa ligada à exploração de máquinas caça-níqueis. Cerca de 600 agentes federais foram mobilizados em Mato Grosso do Sul, Rondônia, Paraná, Minas Gerais e São Paulo. Entre os presos havia empresários, advogados, policiais civis e policiais militares. Eles foram acusados de contrabando de componentes eletrônicos para caça-níqueis, corrupção e tráfico de drogas. A organização movimentaria R$ 250 mil por dia. Durante a ação, dezenas de carros de luxo, caminhões, máquinas de jogo, dólares e ouro foram apreendidos.

A Operação Xeque-Mate iria prender Vavá. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão do irmão de Lula, mas a Justiça indeferiu. Autorizou apenas uma operação de busca e apreensão na casa dele, situada na Vila Paulicéia, em São Bernardo do Campo (SP). Os federais vasculharam a residência e indiciaram Vavá por tráfico de influência e exploração de prestígio.

A Polícia Federal também prendeu Dario Morelli Filho, cujo filho tinha como padrinho o próprio presidente Lula. Na época, Dario Morelli Filho ocupava cargo político na Prefeitura de Diadema (SP), cujo prefeito, José de Fillipi Jr. (PT), fora o tesoureiro da campanha de reeleição de Lula em 2006. O prefeito o afastou no mesmo dia. Amigo de mais de 20 anos da família Lula da Silva, Dario Morelli Filho foi acusado de formação de quadrilha, contrabando de componentes para máquinas caça-níqueis, falsidade ideológica e corrupção ativa. Ele daria dinheiro a policiais para não ser perturbado.

Dario Morelli Filho foi apontado como sócio oculto do ex-deputado Nilton Cezar Servo, outro conhecido de Lula, numa casa de jogos clandestina em Ilha Bela, no litoral de São Paulo. Os dois corromperiam policiais para manter os caça-níqueis em operação. Nilton Servo, apontado como o chefe da quadrilha, fugiu da Operação Xeque-Mate. Prenderam-no logo no dia seguinte. Ele exploraria jogos de azar e caça-níqueis no Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia e São Paulo. Teria ligações com a Associação Nacional de Bingos e Jogos, e gostava de falar das três ou quatro vezes que esteve na chácara de Lula, em São Bernardo do Campo, para comer coelho com o presidente.

Outra façanha de Nilton Servo: participou de pescaria com Lula e o então governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT (1999-2006), no Pantanal. Zeca do PT, aliás, teria apoiado casas de bingo e máquinas caça-níquel como primeiro mandatário do Mato Grosso do Sul. O comandante da Polícia Militar de seu governo, coronel Ivan Almeida da Silva, elegeu-se deputado estadual pelo PSB, numa dobradinha com Nilton Servo, que não se elegeu. O coronel também seria ligado à organização criminosa, mas não foi acusado.

Dario Morelli Filho, por sua vez, era um faz-tudo da família Lula da Silva. Atuava como motorista, assessor e segurança. Gostava principalmente da área de segurança e inteligência. Em 2003, registrou um boletim de ocorrência sobre o roubo de um celular de Marisa Letícia. Em 2006, Dario Morelli Filho esteve numa delegacia de polícia em São Bernardo do Campo para registrar queixa de um roubo que teria ocorrido na chácara Los Fubangos, de propriedade de Lula, na beira da represa Billings.

Em 1989, Dario Morelli Filho integrara o corpo de segurança da primeira campanha de Lula a presidente da República. Em 1994 foi o responsável pelo esquema de escolta do então candidato a governador de São Paulo, deputado José Dirceu (PT). Prestou serviços para diretórios do PT e para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, berço político de Lula. Chegou a trabalhar na Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, nos tempos em que a administração municipal esteve sob comando do PT.

Nos anos 90, montou a própria empresa de vigilância privada. Fazia segurança em casas de jogo. Em 2006, Dario Morelli Filho admitiu ter sido contratado para alugar veículos à campanha de Aloizio Mercadante (PT), que disputou e perdeu o Governo de São Paulo. Recebeu R$ 187 mil pelos serviços. Dario Morelli Filho também teria sido funcionário-fantasma do gabinete de Roberto Gouveia (PT-SP), na Assembleia Legislativa de São Paulo. Em depoimento à Polícia Federal, admitiu ter se encontrado duas vezes com Lula em 2006, na casa do próprio presidente, em São Bernardo.

Vavá conheceu Dario Morelli Filho nas festas do PT, e estreitou as relações de amizade na residência do próprio Lula. Na casa de Dario Morelli Filho em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo, Vavá teria conhecido Nilton Servo. De acordo com as investigações da Polícia Federal, Vavá passou a receber valores que variavam de R$ 2 mil a R$ 3 mil de Nilton Servo, em troca de serviços de lobby e promessas de benefícios e vantagens em órgãos do Governo Federal.

Durante as investigações, a Polícia Federal interceptou uma série de ligações telefônicas com autorização da Justiça. Nesta, captada às 19h45 de domingo, 25 de março de 2007, Vavá conversou com Nilton Servo para informar que Lula esteve em sua casa naquele dia. De fato, apurou-se depois que o presidente passara o domingo em São Bernardo do Campo, sem agenda oficial. No diálogo, “máquinas”, conforme a Polícia Federal, eram caça-níqueis. O primeiro a falar foi Vavá:

- O homem teve aqui hoje. O homem teve aqui hoje, entendeu?

- Hein?

- O homem teve aqui hoje, entendeu?

- Entendi.

- Passou aqui, ficou uma hora e meia aqui.

- Falou com você?

- Conversou. Eu falei pra ele sobre o negócio das máquinas lá. Ele disse que só precisa andar mais rápido, né?, bicho.

- Hein?

- Disse que só precisa andar mais rápido, viu? Tá certo?

- Com certeza. Meu irmão.

- Hã?

- O Lula é meu irmão.

Dispensável falar da gravidade do diálogo, envolvendo Lula. Três dias antes, em outra ligação, Vavá pedira a Nilton Servo:

- Ô, arruma dois pau pra eu?

Em 11 de março, outro diálogo entre os dois. Começou com Nilton Servo:

- Vou ver se hoje eu coloco uma coisa pra você. Mas o mais certeza é amanhã. Porque ontem eu tava em Caraguá, eu fui consultar um depósito que fizeram pra mim, fizeram em cheque, daí não tinha liberado hoje.

- Põe uns cinco, tá bom?

Dois dias depois, Nilton Servo ligou para Vavá:

- Meu cunhado tá em São Paulo, eu pedi pra ele, meu cunhado, Serra, pra entregar pessoalmente aquele negócio. Falo com você amanhã, então.

Agora, um diálogo de deixar os cabelos em pé. A conversa telefônica ocorreu duas semanas antes da deflagração da Operação Xeque-Mate, entre Vavá e José Ferreira da Silva, o “Frei Chico”, outro irmão de Lula. Frei Chico foi o inspirador que levou Lula para o sindicalismo. Ele atuava como consultor em sindicatos da região do ABC, na Grande São Paulo.

Ressalte-se que Frei Chico se apresentou como “Roberto” na ligação a Vavá. A Polícia Federal demorou alguns dias até descobrir de quem se tratava. Vavá, porém, sabia muito bem com quem falava, como se percebe pelo diálogo. Os dois provavelmente já sabiam das escutas telefônicas e trataram de manter a conversa a mais cifrada possível. Registre-se: anteriormente, o ministro da Justiça, Tarso Genro (PT-RS), informara a Lula que havia investigações envolvendo Vavá. O diálogo começou com Vavá:

- Sexta-feira eu preciso ir a Brasília.

- Sexta-feira? Acho que você... Quero conversar sobre isso mesmo, cara.

- Hum?

- Não vai sem falar comigo, não. Porque tem, tem uma bronca da porra.

- De quê?

- Não sei, Vavá. Depois te falo, tá?

- Tá bom. (...) Ah, vou de manhã e volto à tarde, num voo só. Vou conversar com o Lula mesmo.

- Eu dev... O Lula quer que você vá lá, ouvi-lo à noite, pra conversar com ele à noite.

- Hã?

- Tá? Então eu quero ver com você direito isso. (...) Ele quer que eu vá com você, mas se você for sozinho, ele também... Tá? Quer conversar na casa dele, tranquilo, tá? Então vamos pensar num dia aí.

- Eu só vou de tarde e vou voltar, não vou ficar lá, não.

- É, mas... Vavá, eu quero saber... Vavá, por que tem umas bronca lá, que você anda apresentando uma pessoa lá nos ministérios e ele...

- Eu?

- Vavá! Depois nós conversa, tá?

Dois dias depois, em outra conversa telefônica, Vavá confirmou estar informado sobre as investigações da Polícia Federal. Ele pediu R$ 2 mil ao interlocutor, identificado como Rinaldo. O dinheiro seria pagamento por suposto lobby nos Correios. Vavá explicou por que evitou ir a Brasília:

- Eu não fui porque a Polícia Federal está filmando muito, né?, Rinaldo. Vou esperar passar mais uns dias, aí eu vou lá.

Entre 11 e 17 de maio de 2007, sete conversas telefônicas indicaram o vazamento de informações sobre a operação da Polícia Federal. Dario Morelli Filho, o compadre de Lula, alertou Nilton Servo do que estava acontecendo, “um pepino feio”. Dario Morelli Filho gabou-se ao dizer que com ele nada aconteceria, possivelmente por sua ligação com o presidente da República. O diálogo começou com o compadre de Lula:

- Quando eu for aí, eu compro um telefone no meu nome (...) e a gente cancela todos os seus.

- Joia, então.

- Para, se eles rastrearem o seu telefone, não cair. Se rastrearem o meu, quando bater nas coisas lá, o cara já vê meu nome, e já pensa duas vezes antes de fazer alguma coisa.

A fim de resolver o problema dos grampos que haviam sido instalados a partir de determinação vinda de Brasília, Dario Morelli Filho disse que se encontraria com um aliado na capital federal, o ex-deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF). Iria “fazer um escândalo”. Nilton Servo se reuniria depois com o ex-deputado, chamado nos diálogos de “Sig”, para discutir o assunto.

Em seguida, a reprodução de uma conversa mantida em 14 de março de 2007 entre Nilton Servo e seu cunhado, identificado pela Polícia Federal apenas como Piovesan, mas que era chamado de Serra no telefone. Na ligação, Nilton Servo disse que Vavá “tem futuro”. Em outras gravações entre Servo e Vavá, Lula é definido como o “homem”. Nas palavras de Nilton Servo:

- Eu achei que não ia ter dificuldade de arrumar uns 30 mil pro Vavá, em 30, 70 dias. Arrumo cinco, mais cinco. De picado em picado, eu arrumei pro Vavá uns 14, 15 paus.

- Acho que você não deve arrumar mais nada, até ver se ele consegue mexer com o doce. Se conseguir (...), vai ganhar é muito.

- Eu tô trazendo o pessoal pra cá agora, neste final de semana. Tô trazendo inclusive o filho do homem, entendeu? Uma nova... Já tive um final de semana junto, já tive outro final... Eu tô ficando bem dentro do negócio. Para, a partir da semana que vem, já partir firme.

Naquele mesmo 14 de março, Nilton Servo conversa com um empreiteiro, chamado no telefone de Acácio. Ficou a dúvida se Nilton Servo pediu dinheiro ao tal Acácio para repassar a Vavá, como insinuou, ou se usou o nome do irmão do presidente para embolsar a quantia. Mais uma vez, Nilton Servo citou “o filho do homem”. A Polícia Federal não teria investigado o envolvimento de algum dos filhos de Lula na quadrilha. Nilton Servo iniciou o diálogo, gravado com autorização da Justiça:

- Eu falei com o Vavá: “Ó, Vavá, tem que tirar esses caras da fita aí. Se quiser ajudar, depois que tiver já na mão, então aí você vê quem você quer ajudar. Porque senão vira uma confusão, já estavam falando em seu nome, negócio de 12 mil, três parcelas”. O Vavá, deixa eu explicar pra você, é uma pessoa que tem que saber usar. Pegar o Vavá: “Olha, Vavá, eu tô com isso em tal lugar. Eu vou te levar aqui em Brasília (...). E você vai pedir isso lá”. É uma pessoa que você tem que direcionar (...). E você, se puder dar essa ajuda... Porque eu vinha ajudando o Vavá (...). Ele pediu uma força pra mim. Uns 15, 20 paus, mas coisa particular, disse que vai me pagar. (...) Quero saber se tem condições de arrumar esses cinco mil (...).

- Tá, (...) te dou um retorno.

- (...) Ele deve imaginar que eu tô ganhando alguma coisa. (...) Eu venho dando uma força, uma semana arrumo uns 3 mil, outra 2 mil. (...) Eu tô ajudando porque eu sei que... Vai num lugar que vai dar certo. (...) O Dario é diferente, (...) a despesa é por conta dele, é outra linhagem. (...) Tanto é que o Dario tá vindo pra cá amanhã. Pra Campo Grande. Tá vindo ele e tá vindo o filho do homem. Nem o Vavá sabe disso.

Durante a busca que fez na casa de Vavá, a Polícia Federal encontrou um envelope endereçado a Lula, no qual havia uma solicitação para que o presidente resolvesse problema referente a uma ordem judicial em Porto Alegre. Os federais também acharam um documento dirigido ao senador Aloizio Mercadante (PT-SP), com pedido de acordo por parte de uma empresa que esperava receber dívida de cerca de R$ 13,7 milhões.

Em depoimento à Polícia Federal, Vavá disse ter se encontrado uma vez num restaurante em São Paulo com o homem identificado como Acácio, que teria interesses no ramo da terraplanagem. Nilton Servo estava presente. Vavá negou ter exercido lobby em órgãos públicos em nome do empresário. Disse também ter apresentado um fazendeiro chamado André, de Assis (SP), ao advogado Silvio Assis, em Brasília, para que fosse revertida uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) vencida pela Usina Maracaí. A ação previa o pagamento de uma indenização milionária.

Do diálogo entre Nilton Servo e o irmão dele, Nivaldo, em 19 de março de 2007, no qual Servo diz que não adianta mandar Vavá sozinho para Brasília:

- O Vavá é irmão do Lula. E o Vavá disse que tinha como resolver esse problema. Só que o Vavá é meio espirolado, é uma pessoa séria, mas não tem noção de muita coisa. (...) Mas não adianta o Vavá ir pra Brasília (...). Então você vai assessorar.

- Tudo bem.

- Eu só quero que acompanhe. Porque o que vai acontecer: depois que der certo, o Vavá, tonto, “ah, me dá 10 mil, 20 mil, 5 mil”. A conta é um negócio de 1 milhão.

O relatório da Polícia Federal menciona o assunto:

“Por sua vez, Nilton Cezar Servo e seu irmão, Nivaldo Servo, estão solicitando uma 'comissão' em caso de êxito de Vavá no seu lobby junto aos ministros do STJ e consequente reforma da sentença judicial, pois foram os responsáveis por lhe colocar em contato com André e seus familiares”.

Em outra conversa com o irmão Nivaldo, Nilton Servo cita Dario Morelli Filho, “que é o mais forte de todos, mais forte do que o Vavá”, e um auxiliar da primeira-dama Marisa Letícia. Do relatório da Polícia Federal:

“Nilton diz a Nivaldo que inclusive aquela pessoa que o levou num encontro, o 'Marcinho', até esses dias ele era o motorista da Marisa. Nilton diz a Nivaldo que o Marcinho trabalhou 12 anos com a Marisa”.

A análise dos grampos deixou claro que Vavá não mantinha negócios apenas com empresários do jogo. Em 31 de maio de 2007, por exemplo, o irmão de Lula teria mantido conversa com um investigador de polícia de Mauá (SP), conhecido por “Gildo”. Ele pediu ajuda para transferir um filho policial federal de São Borja (RS). Na ligação, Vavá pediu que fosse redigido um documento solicitando a transferência, para ser entregue ao ministro da Justiça, Tarso Genro (PT-RS). O suposto policial sugeriu então que o documento pudesse ser enviado ao ministro “ou para dona Marisa”, a primeira-dama. Vavá não quis:

- Para Marisa, não!

Em 17 de junho de 2007, dava-se como certa a denúncia do Ministério Público Federal contra Dario Morelli Filho, o compadre de Lula, e Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão mais velho do presidente. Os dois seriam acusados de envolvimento em “poderosa organização criminosa”, responsável pela exploração de jogos de azar. O relatório da Polícia Federal sobre o caso informava que “a característica mais marcante dos grupos criminosos investigados é, sem dúvida, a continuidade delitiva”.

Do relatório: “Embora tenham sido realizadas no decorrer das investigações diversas apreensões de máquinas de caça-níqueis, o fato é que em nenhum momento essas operações policiais foram capazes de inibir as ações dessas organizações criminosas, que continuaram operando normalmente, não interromperam suas atividades delituosas”.

Dois dias depois, o Ministério Público Federal denunciou 39 pessoas, incluindo Nilton Cezar Servo e Dario Morelli Filho, o compadre de Lula. Vavá, porém, para surpresa dos policiais federais que conduziram as investigações, acabou sendo poupado.

Deixaram de fora o irmão do presidente.

Se for para aumentar impostos, até eu que sou mais burro

Joaquim Levy enfim toma posse, fala, fala, mas não diz nada
Carlos Newton da Tribuna da Internet

Joaquim Levy enfim assumiu o Ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega. O novo ministro enfrenta gravíssimos problemas, como estagnação ou baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), alta da inflação, déficit da balança comercial e descontrole das contas do Estado.

Apesar desse cenário altamente negativo, Joaquim Levy incorporou a postura da presidente Dilma Rousseff e afirmou que a economia não está em crise, vejam só a que ponto de desfaçatez chegamos.

“Temos confiança neste momento porque talvez nunca antes na nossa história em períodos democráticos tivemos a maturidade de fazer correções bem antes que uma crise econômica se instalasse. A econômica brasileira tem bons fundamentos e estamos dispostos a implementar as medidas necessárias sem ingenuidade de medidas fáceis”, afirmou o otimista Levy, anunciando que o objetivo, no momento, é estabelecer uma meta de superávit primário para o próximo triênio, visando controlar a queda da dívida pública.

O novo ministro falou, falou, mas não disse nada, não adiantou nenhuma providência, mas deu uma sinalização de que os impostos vão aumentar, ao afirmar que qualquer medida tributária deverá estar de acordo com os gastos do governo. “Não podemos procurar atalhos e benefícios que impliquem em redução acentuada de tributação para alguns segmentos, por mais atraentes que elas sejam, sem considerar seus efeitos”, disse.

O país espera que cada um cumpra seu dever, disse o Almirante Barroso na Guerra do Paraguai, 150 anos atrás, mas parece que até hoje não foi ouvido. O novo ministro Joaquim Levy tem de demonstrar a que veio e cortar nas próprias gorduras do governo, poupando ao máximo a sociedade produtiva e consumidora. Mas será que tem peito para tanto? Pelo jeito, vai ficar embromando para engordar o currículo e depois pedir o boné.

Lula escolheu chineses para construir gasoduto da Petrobras “por ideologia”

Quer dizer que além da roubalheira dos 1.800% em superfaturamento, esse canalha ainda teve o desplante dizer que tomou uma “decisão ideológica” junto com os outros três ministros calhordas que votaram pela escolha da China?

Mas eu pergunto: desde quando o cérebro do Lula - ou sabe-se lá o que ocupa o seu espaço intracraniano - tem capacidade para abrigar ideologias? No máximo aquilo é movido pelos instintos mais primitivos de um animal - fome, sede, sono, sexo, necessidades excretoras - e se caracteriza pela total falta de moral, não fazendo distinção entre certo e errado, entre o que é seu e o que é dos outros.

Globo
Apesar de a Petrobras defender oficialmente que se manteve dissociada da empresa criada para construir a rede de gasodutos Gasene, foi o próprio governo do ex-presidente Lula que escolheu os chineses como parceiros nas obras dos quase mil quilômetros de dutos entre Cacimbas (ES) e Catu (BA). A decisão a favor dos chineses foi tomada dentro da Granja do Torto (residência presidencial), e, segundo afirmou o próprio Lula, teve viés “ideológico”.

Ao discursar na inauguração do trecho baiano do gasoduto, em 26 de março de 2010, Lula revelou que a escolha se deu por meio de uma votação entre ministros, e com a ciência da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff. Já havia uma negociação em andamento com parceiros japoneses, mas o governo agiu diretamente na definição do projeto.

Lula disse no discurso: “Sabe o companheiro José Sergio Gabrielli (ex-presidente da Petrobras), sabe a ministra Dilma (...) que a decisão de fazer este gasoduto com a China foi uma decisão ideológica. Nós já tínhamos um estudo e um trabalho avançado com o banco japonês - o JBIC - para financiar a obra, quando, em 2004, lá na Granja do Torto, eu e alguns ministros fomos discutir se a gente ia fazer parceria com a China ou com o Japão. (...) E foi a primeira e última vez em que eu fiz uma votação no Ministério. (...) A China ganhou por quatro a dois, e nós fizemos a parceria com a China”.

Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) reproduziram em auditoria de dezembro que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) considerou como “empresas de papel” os empreendimentos criados. Trechos das obras entre Cacimbas e Catu foram superfaturados em mais de 1.800%, segundo o relatório técnico.

“A SPE não tem qualquer ligação societária com a Petrobras”, argumentou a direção da estatal, em nota divulgada após a publicação da reportagem. O arranjo financeiro para a Gasene foi estruturado pela área financeira da Petrobras entre 2004 e 2005, segundo a estatal.

A escolha feita dentro da Granja do Torto resultou em problemas posteriores, como consta na auditoria do TCU. Os auditores citam que a contratação da chinesa Sinopec International Petroleum pela Transportadora Gasene, a um custo de R$ 266,2 milhões, foi “condição preestabelecida pelas autoridades chinesas para financiamento ao projeto”. O banco de desenvolvimento da China financiou parte do projeto.

A área técnica do TCU considerou que a dispensa de licitação para a contratação da Sinopec feriu a Constituição brasileira. O relatório pede a responsabilização de Gabrielli e do ex-presidente da Transportadora Gasene Antônio Carlos Pinto de Azeredo, que diz ter sido apenas um “preposto” na função. Gabrielli e Azeredo já encaminharam defesas ao TCU, mas o tribunal não viu motivos para dispensa de licitação e rejeitou as justificativas.

Para tirar meu Brasil dessa baderna, só quando o morcego doar sangue e o saci cruzar as pernas

Simplezinha, antiga, mas atual, e o refrão é um barato!

Quando O Morcego Doar Sangue
Bezerra da Silva

Para tirar meu Brasil dessa baderna
Para tirar meu Brasil dessa baderna
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas

Toda nossa esperança é somente lembrança do passado
A alta cúpula vive contagiada pelo micróbio da corrupção
O povo nunca tem razão, estando bom ou ruim o clima
Somente quem está por cima é a tal dívida externa
E o malandro que faz aquele empréstimo
E leva os vinte por cento dela

E para tirar!
Para tirar meu Brasil dessa baderna
Para tirar meu Brasil dessa baderna
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas

Já não há alegria de noite e de dia a tristeza não pára
A vida custando os olhos da cara
E não temos dinheiro para comprar
Quem governa o país é muito feliz, não se preocupa
Tem tudo de graça, não esquenta a cuca
E o custo de vida só sabe aumentar

Para tirar meu Brasil dessa baderna
Para tirar meu Brasil dessa baderna
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas

Antigamente governavam decente, sem sacrilégio
Hoje são indecentes, cheios de privilégio
É só caô caô pra cima do povo
Promessa de um Brasil novo
E uma política moderna
Mas só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas

Para tirar meu Brasil dessa baderna
Para tirar meu Brasil dessa baderna
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas
Só quando o morcego doar sangue
E o saci cruzar as pernas

O mundo está perdido: homem com dois pênis é bissexual!

Site Page Not Found

No início do ano passado, ele surgiu no site de compartilhamento de imagens Reddit alegando ter nascido com dois pênis. No site, ele fornece “provas” da anomalia. Um ano depois, ele está lançando uma autobiografia. “Double Header: My Life With Two Penises” (Cabeçalho Duplo: Minha Vida com Dois pênis) é a obra assinada por Diphallic Dude ou DoubleDickDude (DDD).

No livro de memórias, o autor, que se diz bissexual, fala das dificuldades enfrentadas por causa dos dois membros e descreve alguns encontros sexuais.

Fala sério! 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

É, ministra-pamonha, você me enganou...

 

As comunistas piraram de vez!

“Infelizmente não poderei ir á (sic) posse da Dilma, vou acompanhar pela TV a implantação da ditadura Comunista no Brasil. O Golpe chegou
Ana Vilarino, no Facebook. E o pior que é a sério!

“O número de pessoas que foi acompanhar nesta quinta-feira a solenidade [40 mil] é maior do que o registrado na primeira posse de Dilma em 2011. na ocasião, cerca de 30 mil populares prestigiaram a cerimônia; a estimativa [de 40mil] foi divulgada pela assessoria de comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal.”
Alyda Sauer, no Facebook. E o pior que é a sério!

P.S.: Acrescentar a foicezinha e o martelinho tipográficos às frases não é uma coisa fofa?

Eu quero um 2015 sem...

  • Programas de culinária na TV;
  • Chefes de cozinha;
  • Lichia, quinoa, linhaça e outras comidas de passarinho, supostamente milagrosas para os humanos;
  • O “politicamente correto”, é claro;
  • Futebol;
  • Musica sertaneja, axé baiano e funk - e seus respectivos intérpretes;
  • Moda do chapeuzinho de malandro, que só ficava bem em Moreira da Silva;
  • Briga entre São Paulo e São Pedro pela água;
  • A eternidade das obras no Rio de Janeiro;
  • A Petrobras como estatal;
  • As sandices de Dilma;
  • Os ministros de Dilma;
  • As mentiras de Dilma;
  • Dilma;
  • O PT e seus partidos-satélites;
  • FHC e seus punhos rendados;
  • Jandira Feghali e Jean Wyllys;
  • History e Discovery, com seus “documentários” tentando provar que descendemos de ETs;
  • Documentários sobre animais selvagens;
  • O racismo combatido com mais racismo;
  • Gays “politizados” tentando nos impor que dar o furico é bom;
  • Índios querendo ser gente como a gente, mas sem perder suas prerrogativas legais semi-animalescas.

Ex-senadora Ana Rita (PT) e o seu PLS que culpa a vítima e solta o ladrão

Ana Rita
A palavra “esgar”, segundo o Houaiss, significa “careta de escárnio”. O sufixo “io” indica, entre outras coisas, ideia de coletivo - como, por exemplo, o de mulher, que é mulherio. Tomo a liberdade de criar um neologismo por justaposição baseado nas duas, formando “esgario”, cujo significado fica sendo a “coleção de caretas de escárnio, deboche e chacota, com que os membros do Partido dos Trabalhadores contemplam seus eleitores após praticarem toda a sorte de atos ilícitos e/ou brindarem os mesmos com suas costumeiras sandices e incompetências”.

A criação é uma homenagem, ainda que tardia, à ex-senadora Ana Rita (o mandato terminou dia 31), do PT do Espírito Santo, cujo sobrenome é Esgario.

Saibam por quê:

Senadora apresenta projeto que torna pessoas que praticam furto em vítimas da mídia publicitária
Revolta Brasil, enviado pelo comentarista Carlos:

A senadora Ana Rita Esgario (PT-ES) apresentou o PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 44 de 2011. O projeto pede para que sejam despenalizadas condutas tidas como furto de coisas de pequeno valor pequeno valor. Segundo o projeto, quem comete esse tipo de crime é na verdade vítima da grande mídia publicitária e esta conduta não deve ser avaliada no ponto de vista penal, más sim, social.

Segundo o projeto apresentado pela senadora, é justificável furtar objetos de pequeno valor devido a “insignificância” dado o pífio valor de determinado bem. O projeto ainda defende, que a pessoa que comete crimes de pequeno potencial ofensivo, como é o caso de furto de objetos de pequeno valor, são na verdade vítimas do meio social e da mídia publicitária. Um dos argumentos apresentados no projeto é que em muitos casos as propagandas são tão ardilosas que é muito difícil resistir, e mesmo sem dinheiro uma pessoa acaba subtraindo a coisa levado pelo desejo incontrolável que a propaganda promoveu.

Veja um trecho do projeto:

“Não é uma questão de punição do ponto de vista penal. É social. Essas pessoas não são perigosas, não pegam em armas, não agridem ninguém. Essas pessoas têm dificuldade de lidar com a incapacidade financeira. Hoje, você tem uma questão de propaganda de xampus, comida, iogurtes e roupas que é insuportável. É muito difícil você resistir. Isso não justifica pegar nada que seja dos outros. Mas uma vez que não deu pra resistir a essa vontade, isso é um problema que deveria ser levado a um serviço social. (…) Muitas dessas mulheres têm um perfil único. São sempre pessoas com grande dificuldade financeira, de baixa escolaridade e com uma dificuldade muito grande de se colocar no mercado de trabalho.” Para acessar o projeto na íntegra acesse a página do Senado Federal.

Outro argumento apresentado pelo projeto é que a despenalização do furto de coisas de pequeno valor irá colaborar para desafogar o sistema carcerário brasileiro, que a muito está sobrecarregado.

Atualmente o projeto está sendo avaliado pela CCJ – Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Se for ao plenário para votação e for aprovado, o infrator do crime do furto não será mais preso, sendo apenas lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência e cumprirá medidas alternativas. Na prática esse projeto se assemelha ao projeto que foi aprovado e já é lei desde 2006 (Lei 11343/06) que despenalizou o crime de posse de drogas ilícitas, e transformou o infrator de bandido em doente. Agora este projeto infeliz transforma o infrator do furto de bandido em vítima da sociedade e das mídias publicitárias.

Ou seja, esse absurdo culpa não só a mídia publicitária, mas também quem é vítima dos furtos, o tal “meio social”, ou seja, nós todos que temos dez merréis para comprar um tênis mais maneiro ou uma bike com marchas.

Ana Rita: vai arranjar uma trouxa de roupa para lavar no tanque, que seu mal é falta do que fazer. Mente vazia é oficina do tinhoso.

P.S.: Esse Projeto de Lei pode ser de 2011, mas vai ficar eternamente lembrado como uma das coisas mais imbecis que a mente humana (?) pode produzir.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Saiba por que Dilma citou “alma coletiva” em seu discurso de posse

Claudio Tognolli
Yahoo

Ninguém reparou no seguinte trecho do discurso de posse de Dilma: “O nome de milhões de guerreiras anônimas que, voltam a ocupar, encarnadas na minha figura, o mais alto posto de nossa grande nação. Encarno outra alma coletiva que amplia ainda mais a minha responsabilidade e a minha esperança”.

Note bem o termo empregado: alma coletiva. O ghost writer do discurso de Dilma deixou bem claro a quem o termo alma coletiva se endereça.

Quem entende o mínimo de história do Brasil, e o mínimo de filosofia, deve ter tido um repuxão, um vazio no fígado, um bolo duro na garganta, ao ter ouvido o termo. Porque “alma coletiva” é definição empregada pelo nacional-socialismo, pelos nazistas, pelos caudilhos. Pelo totalitarismo religioso, enfim.

Quem mais entendeu sobre alma coletiva no Brasil foi o embaixador José Osvaldo de Meira Penna, sobretudo em sua obra “Em Berço Esplêndido” (Editora Topbooks, 1999). Meira Penna mostra, como ninguém, que Getúlio Vargas, exatamente quando o Eixo assombrava o mundo na Segunda Guerra, vendia, a torto e a direito, a ideia de “alma coletiva”.

Meira Penna dissecou os perigos da “alma coletiva” ser defendida no Brasil. E foi beber na origem de quem apontava os perigos na alma coletiva na política: Karl Jung.

Escrita em 1936, a obra Wotan, de Jung, deixa claro os perigos da alma coletiva em política: “A psicose coletiva alemã surge a partir do louvor da imagem arquetípica de Wotan, deus nórdico pagão dos germânicos, das tempestades, da efervescência, da inspiração e da guerra”.

Segundo Jung, Wotan corresponde a “uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um “fator” psíquico de natureza irracional, um ciclone que anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura”.

Tem muito líder religioso fundamentalista que adora também o termo alma coletiva. Mas o vende como “egrégora”. Do grego egrêgorein, «velar, vigiar”, é a soma de energias coletivas.

O Brasil não precisa de conceitos de coletividades, de “raízes nacionais” (como defenderam a vida toda os hoje ministros da Cultura, Juca Ferreira, e da Ciência, Aldo Rebelo). Quem tem raiz é planta. Coletivo é ônibus, bonde, trem e metrô.

O Brasil não precisa de “coletivos”, de “matilhas culturais”, aliás, nomes que você encontra em vários blogs, que defendem cegamente o PT, e vivem de grana pública.

O Brasil precisa de almas individuais, sem raízes, que defendam uma cultura universal, planetária, sem barreiras. Individualismo dá prêmio Nobel: não o contrário.

Quem mais criticou o conceito de alma coletiva, aliás, foi o negro mais brilhante dos EUA: W.E.B. Du Bois, homem de Harvard, estudado na Alemanha. Referia que a “alma vital”, a que em alemão ele chamava de “seleleben”, ia pelo individualismo. (“O futuro será, muito provavelmente, o que as minorias raciais individualmente fizerem dele”, notou Du Bois em sua obra The Negro, 1915).

Dilma vai contra tudo isso, indica o discurso de posse.

E vou te dizer por que: porque, na brasilidade mais profunda, seja sob o PT do Mensalão barra Petrolão, seja sob o tucanato Alstom, alma coletiva quer dizer que todos bebem da mesma fonte.

Veja bem: Dilma nomeou um ministério pífio para fazer favores políticos. Que, além das benesses auferidas pelas indicações de titulares e apaniguados, são pagos pela distribuição de grana.

O Mensalão foi a pré-fixação dos pagamentos demandados pelos políticos coligados e de ocasião. O Mensalão tinha valores combinados, datas de pagamento, locais de saque. Era a corrupção tópica: local e hora de saque previamente combinados. Ainda que com uma logística complexa de repasses.

Petrolão foi a mesma coisa: as almas coletivas indo sacar o prometido. Mas, desta vez, direto no caixa da Petrobras, sem uma lógica de assalto medieval tecnicamente tão intricada como a do Mensalão.

Agora você entende o que é a “alma coletiva”?

Pamonha


Constatação


Vídeo - Exército de bandidos faz arrastão na praia de Ipanema

Senhores moradores de Ipanema:

Quando forem à praia, não se esqueçam das metralhadoras para se defender.


Lula, Dilma, Graça e Gabrielli criaram empresa de fachada para superfaturar R$ 3,78 bilhões

Foi “só” 1.800% de superfaturamento em uma obra de R$ 3,78 bilhões . Lula era presidente, Dilma era ministra de Minas e Energia, Graça Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras e Gabrielli presidente da estatal. E os canalhas continuam dizendo que não sabiam de nada...

Nessas horas dá vontade de estar vivendo em um país comunista - onde o apreço pela vida humana é nenhum - e ter o prazer de vê-los enforcados.

Globo

Petrobras criou empresa de fachada para construir gasoduto bilionário


A Petrobras criou “empresas de papel” para construir e operar a rede de gasodutos Gasene, conforme constatação da Agência Nacional de Petróleo (ANP) reproduzida numa auditoria sigilosa do Tribunal de Contas da União (TCU). O trecho do empreendimento que fica na Bahia - e, de acordo com técnicos do tribunal, teve os custos superfaturados em mais de 1.800% - foi inaugurado com pompa em 26 de março de 2010 pelo governo federal. Oito dias depois, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deixou o governo para se candidatar à Presidência da República. Ela foi à festa de inauguração em Itabuna (BA) com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da Petrobras na época, José Sérgio Gabrielli, e a então diretora de Gás e Energia da estatal, Graças Foster, atual presidente da empresa.

Auditores do TCU constataram que a ANP autorizou a construção e a operação do gasoduto sem analisar os documentos das empresas e sem avaliar se o projeto era adequado. A agência reguladora pediu uma cópia do contrato de operação e manutenção do trecho entre Cacimbas (ES) e Catu (BA) em 4 de março de 2010, conforme ofício anexado ao processo que tramitou na ANP. Não houve exame do contrato, “repetindo o mero check list promovido na fase de autorização para a construção”, escreveram os auditores. Três semanas depois, Lula e Dilma inauguravam o trecho, hoje em operação.

Documentos revelam como as empresas criadas para a construção da rede de gasodutos - uma engenharia financeira para dar aspecto de empreendimento privado ao negócio - tinham características de fachada. Um contrato de prestação de serviços foi assinado em maio de 2005 entre a Transportadora Gasene S.A., constituída pela Petrobras para tocar as obras, e a Domínio Assessores Ltda., um escritório de contabilidade no Rio. As duas empresas aparecem no contrato com o mesmo endereço: Rua São Bento, no quinto andar de um prédio no Centro. O próprio contrato menciona que o escritório de contabilidade “concordou em fornecer à contratante um endereço para abrigar sua sede”.

O mesmo documento diz que o dono da Domínio, Antônio Carlos Pinto de Azeredo, se comprometia a exercer o cargo de presidente da Transportadora Gasene, função ocupada entre 2005 e 2011. Em reportagem publicada pelo GLOBO em 24 de dezembro, Azeredo declarou que era apenas um “preposto” da Petrobras no cargo, com o exercício de uma “função puramente simbólica”. O fato de existir um laranja à frente da empresa, responsável por investimentos de R$ 6,3 bilhões, corrobora o aspecto de fachada do empreendimento - uma sociedade de propósito específico (SPE) com capital privado, administrada por uma empresa chinesa contratada sem licitação e com comprovados gastos públicos, conforme a auditoria.

“A ANP considerou que as firmas transportadoras criadas nesse arranjo financeiro 'seriam apenas empresas de papel'“, constataram os técnicos do TCU no relatório da auditoria. A subsidiária da Petrobras responsável por operar as redes de gasoduto é a Transpetro, que assinou contrato com a Gasene.

A interpretação da ANP sobre o aspecto de fachada do empreendimento é compartilhada pelos auditores do TCU. “Em toda a cadeia quem estabelece os desígnios é a Petrobras. Desse modo, assevera-se que este contrato para operação e manutenção com a Transpetro e os demais realizados visaram apenas a formalizar a relação de subordinação entre as sociedades, de modo a dar contornos legais e de aparente normalidade a toda estruturação financeira que foi desenvolvida”, cita a auditoria, que ainda será votada, mas já foi enviada para os procuradores da República responsáveis pela Operação Lava-Jato para que seja incorporada às investigações de corrupção na estatal.

Mesmo tendo apontado a existência de “empresas de papel”, a ANP abdicou da atribuição de fazer uma análise técnica do empreendimento, conforme conclusão de inspeção feita em três processos da agência relacionados ao Gasene - um com pedido de autorização da construção de um trecho, outro com instrução de decreto de utilidade pública para o gasoduto e um terceiro sobre aprovação dos projetos de referência. “Em termos de análise técnica da ANP, a inspeção constatou que ela inexistiu, limitando-se, nos processos de autorização para construção e operação, a checar a entrega dos documentos exigidos”, afirmam os auditores.

“Chama atenção o fato de um projeto dessa magnitude, na ordem de R$ 3,78 bilhões (valor referente somente ao trecho Cacimbas-Catu), não ter avaliação crítica dos estudos apresentados pela Petrobras para efeitos de autorização para a construção”, afirmam. Segundo a auditoria, a ANP deixou de avaliar a viabilidade do projeto bilionário, embora o capital social da empresa contratada fosse de apenas R$ 10 mil, indicando que poderia tratar-se de fachada.

A inauguração do trecho do gasoduto em Itabuna, na Bahia, teve a participação de autoridades graduadas do governo Lula. Cerca de 5 mil pessoas compareceram ao parque de exposições. Dilma discursou com referências ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Gasene, apesar da operação financeira para configurá-lo como empreendimento privado, foi incluído no PAC e contou com 80% de financiamento pelo BNDES. Uma empresa chinesa, a Sinopec International Petroleum Service Corporation, foi subcontratada sem licitação, por R$ 266,2 milhões, para gerenciar o gasoduto.

- O PAC não é ficção, e o Gasene hoje prova isso. Demos um show de competência aqui - discursou Dilma.

Fiador da candidatura de Dilma, eleita em outubro daquele ano, Lula também discursou:

- Essa obra significa mais um degrau na conquista de independência do Nordeste brasileiro. Nós não estamos tirando nada de nenhum lugar do Brasil.

Participaram ainda Gabrielli, que é da Bahia, e o governador do Estado na ocasião, Jaques Wagner (PT), reeleito naquele ano, além de Graças Foster e do presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Gabrielli responde a acusações relacionadas à sua gestão, como o prejuízo de US$ 792 milhões na compra da refinaria de Pasadena, no Texas, e o superfaturamento na construção da refinaria de Abreu e Lima (PE).

Wagner é o atual ministro da Defesa e um dos principais conselheiros de Dilma. Graça balança no cargo devido à crise na Petrobras. E Machado, incriminado por delatores do esquema de desvio de recursos da estatal, licenciou-se do cargo de presidente até ontem.

O Gasene foi incorporado pela Transportadora Associada de Gás (TAG), subsidiária da Petrobras, em janeiro de 2012, com ativos de R$ 6,3 bilhões. Os três trechos já foram concluídos: são 130 quilômetros entre Cacimbas e Vitória (ES); 303 quilômetros entre Cabiúnas (RJ) e Vitória e 954 quilômetros entre Cacimbas e Catu.

A auditoria do TCU foi feita no trecho mais longo. Além de superfaturamento, os técnicos apontaram dispensa ilegal de licitação, inexistência de projeto básico e pagamento sem a prestação do serviço. A votação na sessão reservada de 9 de dezembro foi suspensa devido a pedido de vista. O relatório aponta como responsáveis pelas irregularidades Gabrielli e o ex-presidente da Transportadora Gasene Antônio Carlos Azeredo. Os técnicos sugerem a aplicação de multas aos dois.

Ao GLOBO, a Petrobras informou que “já apresentou esclarecimentos detalhados nos processos de auditoria do TCU no Gasene e aguarda sua manifestação”. A ANP informou que “só vai se pronunciar depois da publicação do acórdão do TCU. O acórdão é o instrumento final pelo qual o TCU se pronuncia como órgão fiscalizador”, informou a agência.

Vejam quem era Michael Brown, o negro morto por um policial nos EUA

Bob Kitsemetry, pelo Facebook

O gigante gentil

Um vídeo feito a partir de um telefone celular, mostra como Michael Brown - exatamente aquele “inocentezinho” que tentou tirar a arma de um policial, levou um teco e morreu - trata um homem negro idoso. Este “jovem rapaz de 300 libras” (é assim que a mídia o chama, “300 lb. young boy”) é o “companheiro” pelo qual alguns americanos se revoltaram contra um suposto racismo policial, transformando algumas localidades dos Estados Unidos em praças de guerra.

Vídeos não mentem. Talvez você não veja isso na mídia, mas é a mais clara verdade sobre esse monstro.


sábado, 3 de janeiro de 2015

Tá bom, Gilbertinho, ladrão você não é, mas que tal mandante de homicídio?

Do Jornal da Besta Fubana (o título é meu, o do JBF vem a seguir):

GILBERTO SAFADO CARVALHO NÃO É LADRÃO: É BEM PIOR!

Gilberto Carvalho ganhou as manchetes dos jornais. A frase pronunciada ontem à tarde, depois que ele perdeu o emprego na Secretaria de Governo, está estampada em todas as primeiras páginas: “Não somos ladrões”.

A rigor, ele está certo. O PT é pior do que isso. A folha de antecedentes do petismo inclui crimes muito mais tenebrosos do que o roubo.

A Folha de S. Paulo elencou algumas das denúncias contra o próprio Gilberto Carvalho: “O ex-ministro foi acusado pelos irmãos de Celso Daniel de participar de esquema de arrecadação de propina para o PT. O empresário Marcos Valério afirmou ao Ministério Público Federal que o PT lhe pediu dinheiro para silenciar pessoas ligadas ao assassinato do prefeito de Santo André”.

Como se sabe, a PF, no ano passado, apreendeu no escritório do doleiro Alberto Youssef um contrato de empréstimo de R$ 6 milhões entre Marcos Valério e Ronan Maria Pinto, justamente o empresário que tinha de ser “silenciado”.

O que de fato importa na frase de Gilberto Carvalho, porém, é outra coisa. Mais do que um desafogo, ela tem de ser lida como uma intimidação: o PT não vai permitir que Dilma, para salvar seu mandato, entregue um ou dois operadores do partido no esquema da Petrobras.

Ao acrescentar que se orgulhava de pertencer à quadrilha, Gilberto Carvalho não estava usando uma simples figura retórica.

Quando acabei de ler esta nota aí de cima, sobre Gilberto Safado Carvalho, capacho-mor de Barba, me lembrei de um vídeo que postei aqui no JBF em abril do ano passado.

Um vídeo que contém momentos tocantes, comoventes e incisivos.

Incisivos, comoventes e tocantes pra quem tem vergonha na cara e pertence à banda decente do Brasil, claro.

Trata-se do desnudamento de Gilberto Safado Carvalho que a deputada federal Mara Gabrilli levou a cabo numa reunião da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

Uma comissão que, como o nome já diz, é o lugar mais certo e coerente pra Gilberto depor: Comissão de Combate ao Crime Organizado.

Escutem com atenção o que diz a Deputada Mara Gabrilli:

Isso não é destino de Deus, é desatino do Capeta!

Enquanto aguardava a chegada de Dilma Rousseff ao interior do Planalto, para os cumprimentos oficiais, Lula ficou muito tempo conversando, quase em tom de confidencias, com José Sarney e Fernando Collor.

Quiuspariu, que trio! Ver esses três juntos dá vontade de vomitar! Eles poderiam pelo menos ter feito o favor de se reunir no banheiro, bem escondidinho, e sem selfie! Somando tudo dá 15 anos de roubalheira!


O Brasil não merecia isso! Ter três ladravazes desse quilate como presidentes não é destino de Deus, é desatino do Capeta!

Tão puxa-sacos que não sabem nem escrever o nome de quem puxam. Devem ser puxa-sacos de aluguel...


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Corrente do bem

Que me desculpe o G. Mendoza do Blog do Giulio Sanmartini, o autor da ideia, mas eu dei uma versão minha porque aqueles cinco dedos na mão esquerda estavam me incomodando...

Jantar no Alvorada


quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

“Jesus realmente existiu?” Não se sabe, mas o debate é bom (vídeo), com Mário Sergio Cortella

Entrevista-debate com o teólogo e filósofo Mário Sergio Cortella.

E agora, o Carnaval!

Bom, passado o réveillon, vem aí o Carnaval e, provavelmente em todos os fins de semana daqui até lá, as bandas vão sair em Ipanema. É Banda de Ipanema, Simpatia é Quase Amor, Rola Preguiçosa e por aí afora a esculhambar com o bairro, tirar nosso sossego, fazer-nos prisioneiros em nossas próprias casas, mijar na rua e copular a céu aberto, com manifestações quase que exclusivamente de sodomia explícita inimaginável até nos mais fortes filmes pornográficos. De gays, é claro. E vá você reclamar deles pra ver se não aparece rapidinho um policial querendo te enquadrar por preconceito.

Isso me lembra uma piada séria do Danilo Gentili há algum tempo, comentando sobre o anúncio do governo onde Daniela Mercury chamava todo mundo para ir às ruas no Carnaval, com um recado especial às mulheres, aconselhando que não levassem carteira, apenas pouco dinheiro preso ao corpo, usassem sandálias, não usassem saias curtas e também levassem camisinha.

Quer dizer que Daniela diz que no Carnaval na rua a gente corre o risco de ser roubado, de pisarem no nosso pé, de nos estuprarem e de pegarmos AIDs, e ela ainda tem coragem de nos convidar?

Ora, vai tomar no centro para não gastar as beiradas! Masoquista é a mãe!

Dilma corta R$ 18 bilhões em direitos trabalhistas com apoio da CUT e do PT. É o ápice do estelionato eleitoral.

As mudanças foram urdidas durante encontro onde os trabalhadores foram representados por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, todos apaniguados e sustentados pelo governo do PT, esse mesmo, que rouba o nosso dinheiro.

Por acaso algum de vocês, trabalhadores, se sentiu bem representado?

Do Blog do Coronel

Na calada das festas de final de ano, o PT, com apoio das centrais sindicais, ataca benefícios trabalhistas conquistados a duras penas pelo trabalhador brasileiro. O corte é de 25% em valores. Em direitos, ainda não dá para ter ideia. O objetivo é economizar R$ 18 bilhões às custas da força de trabalho, para compensar o dinheiro fácil que emprestaram para grandes grupos empresariais, especialmente para as empreiteiras do Petrolão. As mudanças serão publicas amanhã, no Diário Oficial da União e uma série de medidas provisórias serão enviadas ao Congresso Nacional, ferindo profundamente o abono salarial, o seguro-desemprego, o seguro-defeso, a pensão por morte e o auxílio-doença.

Segundo informou o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, “todas as mudanças respeitam integralmente todos os benefícios que já estão sendo pagos. [Elas] não se aplicam aos atuais beneficiados, não é retroativo”. Muito obrigado, ministro! Só faltava o estelionato eleitoral ter efeito retroativo!

As medidas foram combinadas, pasmem!, com representantes de centrais sindicais, na tarde de hoje (29), no Palácio do Planalto. Elas começam a valer a partir de amanhã, mas precisam ser aprovadas pelos deputados e senadores para virarem lei. Elas vão causar um corte de aproximadamente R$ 18 bilhões por ano, a preços de 2015. É como se 2 milhões de trabalhadores deixassem de receber um salário mínimo por mês, incluindo décimo-terceiro.

Vejam o absurdo! O PIB do Brasil vai crescer menos de 0,2% e, de acordo com Nelson Barbosa, que vai assumir nesta quinta-feira (1º) o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, o corte equivale a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) do próximo ano, e vai aumentar ao longo do tempo, de acordo com a maior utilização dos benefícios.

Vejam um resumo das medidas:

• o aumento da carência do trabalhador que tem direito a receber o abono salarial. Antes, quem trabalhava somente um mês e recebia até dois salários mínimos poderia receber o benefício. Agora, o tempo será de no mínimo seis meses ininterruptos.
• pagamento proporcional ao tempo trabalhado, do mesmo modo que ocorre atualmente com o 13º salário, já que pela regra atual o benefício era pago igualmente para os trabalhadores, independentemente do tempo trabalhado.
• o seguro-desemprego também sofrerá alterações: passa de  seis meses para 18 meses o prazo em que o trabalhador pode solicitar o benefício pela primeira vez.
• na segunda solicitação, o período de carência será de 12 meses. A partir do terceiro pedido, a carência voltará a ser de seis meses.
•  o  trabalhador não poderá acumular benefícios
• o governo vai criar uma carência de dois anos para quem recebe pensão por morte. Será exigido tempo mínimo de dois anos de casamento ou união estável para que os dependentes recebam a pensão.
• o auxílio-doença também sofrerá alteração. O teto do benefício será a média das últimas 12 contribuições, e o prazo de afastamento a ser pago pelo empregador será estendido de 15 para 30 dias, antes que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passe a arcar com o auxílio-doença.

As mudanças foram urdidas durante encontro onde estiveram presentes Carlos Eduardo Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, que foi efetivado nesta segunda-feira (29) à frente da pasta; Paulo Rogério Caffarelli, secretário executivo do Ministério da Fazenda; Miriam Belchior, ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão; e Manoel Dias, ministro do Trabalho e Emprego.

Os trabalhadores foram representados por dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Nova Central Sindical dos Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. A Força Sindical, de oposição, não participou destas deliberações que dão um golpe de morte nos direitos trabalhistas dos brasileiros.

Dirceu desmente, mas visitou o Alvorada, e sem tornozeleira eletrônica

UOL

Há poucos dias o ex-ministro o ex-apenado José Dirceu visitou a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, a residência oficial, antes das férias da chefe da nação. Uma fonte que trabalha no Palácio confirmou a passagem.

Foi uma longa conversa. Livre, leve e solto – por uma decisão de ministro do STF nomeado pela presidente Dilma – o apenado, que passou do regime semiaberto (dormir na prisão) para o domiciliar comemora a nova fase: praticamente um ano após a condenação já saiu da cadeia. Caso raro para muitas outras centenas de apenados humildes que mofam nas celas, já demonstraram levantamentos da Justiça.

É um mistério o teor da conversa da presidente com o ex-colega de governo. Sabe-se que Dilma deve parte de sua ascensão a ele. Foi Dirceu quem se esforçou, como então chefe da Casa Civil do primeiro governo de Luiz Inácio, a levá-la ao presidente. O labrador ‘Nego’, fiel guardião de Dilma e acompanhante de caminhada dela nas poucas horas vagas, foi presente de Dirceu. Mas nada disso deve ter entrado na conversa a dois.

Fato é que a visita sigilosa à presidente Dilma neste momento (um mensaleiro apenado recebido com especial dedicação no Palácio) pode também ter relação com o famigerado ‘petrolão’ – o esquema de corrupção descoberto pela PF na Petrobras. Renato Duque, o ex-diretor da estatal detido, era apadrinhado do grupo político no PT comandado por Dirceu. Duque era Dirceu e vice-versa no governo Lula dentro da Petrobras, quando Dilma já compunha o Conselho de Administração da petroleira.

É notória também entre gabinetes parlamentares e no PT a ingerência de José Dirceu na indicação de nomes de sua confiança nos conselhos dos fundos de pensão estatais – desfilou apadrinhados na Previ, Petros, Funcef, etc. Quando Dilma batia ponto no último andar do Ministério de Minas e Energia, o todo-poderoso aliado controlava do quarto andar do Palácio do Planalto uma rede de contatos que fazia jus ao mito que se criou em torno de sua figura. Ainda há, hoje, ‘Dirceusistas’ distribuídos por pontos estratégicos do governo em todas as esferas, com média ou muita influência. Entrelinhas, a presidente Dilma não receberia no Alvorada ou perderia seu tempo com apenas um ex-colega de Esplanada.

No pós-governo, demitido, Dirceu passou a usufruir de sua extensa rede de contatos para fechar contratos. Tornou-se consultor não declarado de grandes empresas nacionais e estrangeiras. Um abre-portas em qualquer órgão do governo federal. Com o PT no governo, o dinheiro entrou em sua conta. Um empresário do ramo de estaleiros chegou a pagar-lhe R$ 30 mil por mês para ter acesso a ministros e autoridades afins ao seus interesses, conta uma fonte do setor empresarial do Rio de Janeiro. Agora, Dirceu deve se retirar do escritório de José Gerardo Grossi, em Brasília, onde organiza a biblioteca – um trato com a Vara de Execuções Penais do DF – e retomar a ‘carreira’ de consultor.

Trabalho não faltará. Dinheiro, também não. Dirceu foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão, e já está na rua. Pagou multa de R$ 676 mil à Justiça para dela se livrar. Em abril de 2013, meses antes de ser condenado e preso, Dirceu fretou por mais de uma semana o jatinho Citation II, prefixo PT-LLU, e pousou em pelo menos cinco capitais (cada trecho gasta-se num avião executivo R$ 50 mil só de frete). A estratégia era divulgar a sua defesa, ciente da condenação, em auditórios dos diretórios do PT lotados de simpatizantes.

Deu certo. Um estrategista de primeira linha emplacou na consciência de milhares de militantes que é um preso político, perseguido e injustiçado. Ou a chefe da nação, pelo visto, caiu nessa. Ou é cúmplice de suas artimanhas no Poder.

Em nota divulgada na tarde desta terça, o ex-ministro afirmou via assessoria: “Diferentemente do que publicou o Blog da Esplanada, reproduzido pelo UOL, o ex-ministro José Dirceu nega, com veemência, que tenha visitado recentemente a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Alvorada. A informação é desprovida de qualquer fundamento. O ex-ministro também reitera que não foi responsável pela indicação de Renato Duque para a diretoria da Petrobras.”

Dirceu tem suas preocupações. A Justiça concedeu prisão domiciliar sob algumas condições, entre elas não participar de reunião política, o que conota o encontro relatado. A coluna confia em suas fontes.

Há quem considere isso diversão; para mim é o inferno!

Praia de Copacabana, por esses dias.

Em Cuba, matar uma vaca, mesmo que seja sua, dá 18 anos de cana

Folha

Em Cuba, matar e vender uma vaca pode dar até 18 anos de prisão. Segundo o código penal, trata-se de “sacrifício ilegal de gado e venda de suas carnes”. O cubano que matar uma vaca sem autorização do governo, mesmo que o animal pertença a ele (50% das cabeças de gado da ilha são particulares ou de cooperativas), fica entre 4 e 10 anos atrás das grades. Se vender essa carne diretamente ao consumidor, no mercado negro, em vez de repassar ao Estado por preços irrisórios, fica mais 3 a 8 anos preso. Ou seja, quem mata e vende uma vaca em Cuba pode ficar mais tempo preso do que alguém que comete homicídio simples, que passa até 15 anos na prisão.

Resultado: muitos cubanos são “criativos”. Alguns amarram suas vacas nos trilhos do trem para que elas sofram “acidentes” (ainda que possam ser multados por isso). Outros fingem que o gado foi roubado para poder vender a carne.

De qualquer modo, carne é artigo de luxo. Só turistas, gente que recebe remessas de parentes ou ganha em dólares consegue comprar. O produto não faz parte da cesta básica disponível em pesos cubanos. Quem precisa de proteína, come frango, quando tem, ou apela para salsicha ou um atroz “picadillo” feito de soja, gordura e miúdos.

Até existe carne à venda nas lojas dolarizadas, que vendem em CUCs, o peso conversível. Mas o preço é proibitivo. O salário médio em Cuba é de 30 CUC (US$ 33) e o quilo da carne de vaca sai a 12 CUC (US$ 13). O único jeito é comprar no mercado negro, a 2 CUC o quilo. Isso implica muitas vezes comprar do pessoal que chega com bifes escondidos debaixo do casaco, de procedência duvidosa.

A esquerda brasileira não gosta de judeus

Sócrates Nolasco: Judeus e a intolerância

Em épocas distintas, encontramos episódios de perseguição e extermínio de judeus. A justificava para isto varia, mas atualiza-se em torno do desconforto gerado pela precariedade com que cada sociedade lida com seu próprio imaginário. A estratégia para expurgação do mal tem sido usar terceiros para depositar sobre eles o que corrói uma sociedade. “Conhece-te a ti mesmo.” Assim, Delfos lembrava ao visitante que aquele que não se sabe será vivido por más escolhas. Para suportar este desatino, culpabilizam-se terceiros.

No que tange aos judeus, observo que a demonização dos mesmos está associada a um projeto de poder vinculado a sociedades que atravessam dificuldades sociais e precisam tirar de si a responsabilidade por isto. São sociedades que desconhecem e não entendem suas contradições. O nazismo, o extermínio do judaísmo em Portugal e Espanha e o pensamento da esquerda brasileira em relação a Israel demonizam judeus. No mundo de hoje, existem mais de dez conflitos armados, mas, para a esquerda, é como se apenas este tivesse importância. Por quê?

Uma sociedade atenua a insatisfação que a população tem em relação a ela quando demoniza um terceiro. O demônio é o responsável pelo malogro social, sobre o qual um governo messiânico se erguerá para combater o mal. Foi o que aconteceu ne reinado de Dom Manuel I, que, além de perseguir judeus, decretou o fim da tolerância religiosa (1496-1497) e fez crescer a Inquisição (Tomás de Torquemada). Espanha e Portugal são países onde ocorreu a maior barbárie da Idade Média. A presença de judeus em Portugal remonta ao século VI. Isso quer dizer que eles viviam lá antes da existência do Estado português. Na época de Dom Manoel I, a ideia era exterminar o judaísmo para que o messianismo cristão pudesse prosperar. E isto foi feito: expulsão e conversão forçada. Carlyle disse que a pólvora, a imprensa e a religião protestante são os três elementos mais importantes da civilização moderna.

O Brasil vem reforçando este racismo secular. Como seria politicamente incorreto declarar-se antissemita, fez-se politicamente correto ser contra o Estado judeu. A esquerda, quando fracassa em seus ideais, alicia causas-delito para manter vivo seu projeto de poder. Se a questão palestina dependesse exclusivamente de israelenses e palestinos, teria mais chances de ser resolvida. Mas não é assim que pensa o português Boaventura de Sousa Santos. Ele parte de um reducionismo tendencioso sobre sionismo para defender a ideia de que Israel deveria ser extinto porque supostamente há no mundo um entendimento para isto. Possivelmente, o mesmo entendimento que Portugal e Espanha tiveram para queimar judeus na fogueira. Boaventura se sente muito à vontade para falar da extinção do Estado judeu, como sentiram seus patrícios nos séculos XV a XVIII. As ideias de Boaventura têm origem na Península Ibérica do século XV e foram incorporadas pela esquerda brasileira que, diga-se de passagem, não gosta de judeus.