sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Maconha: a falta do que fazer de Nelson Motta e a consciência de Ruy Castro

Nelson Motta resolveu virar o “fumo de um sabor só”: a única coisa que escreve é sobre as vantagens da liberação da maconha e hoje não foi diferente, reclamando, inclusive, da má qualidade do fuminho no Brasil.

Só que, por coincidência, Ruy Castro também escreveu sobre jererê, mas sob um outro prisma: em vez de ficar fazendo apologia, aponta os perigos inerentes à sua liberação e da alta qualidade do fumo.

Muita fumaça e pouco fogo - Nelson Motta

Em Barcelona, já são mais de 400 clubes legalizados, onde a inscrição custa dez euros e o sócio pode comprar até 80 gramas por mês de diversas qualidades de maconhas orgânicas, produzidas por pequenos agricultores autorizados. Está ficando banal, todo dia se tem noticia de mais um lugar em que o tabu está sendo quebrado, além dos 20 estados americanos que já permitem o “uso medicinal” e dos dois que liberaram geral, da estatização no Uruguai, da bem-sucedida descriminalização portuguesa…

Mudou muita coisa e, ao mesmo tempo, não mudou nada na vida desses lugares e de seus cidadãos. As pessoas não estão saindo enlouquecidas pelas ruas, não há hordas de doidões invadindo lanchonetes em busca de laricas, os funcionários não estão dormindo nos escritórios, a criminalidade e a violência nem aumentaram e nem diminuíram, as famílias não estão se sentindo ameaçadas, a polícia tem mais o que fazer do que perseguir cidadãos honestos e pacíficos que gostam de fumar um baseado.

Um golpe mortal no tráfico e no crime organizado? Nem chapado alguém pode acreditar nisso. O tráfico de verdade, o definitivo e invencível, faz fortunas e milhares de mortos com cocaína, crack, heroína, ecstasy e uma infinidade de novas drogas sintéticas e quase invisíveis, que dão muito mais lucro com muito menos risco do que a volumosa e olorosa maconha.

Diante do mercado milionário de analgésicos tarja preta, que já tem seis milhões de dependentes nos Estados Unidos, o tráfico de marijuana virou coisa de pobre, do passado.

O mais triste é pensar nos trilhões de dólares torrados, no tempo, no trabalho e nas vidas perdidas, nas incontáveis pessoas de bem que sofreram o diabo nas cadeias por alguns baseados, nos que se tornaram bandidos e marginais, na trágica inutilidade de tudo isso. Tanto barulho por nada, por um bagulho.

Enquanto isso, no Brasil, onde os consumidores dizem que se fuma uma das piores e mais caras maconhas do mundo, produzida no Paraguai e distribuída pelas facções do crime organizado, o governo e o Congresso vão enrolando, a polícia vai apertando e continuamos queimando tempo e dinheiro.

Maconha comestível - Ruy Castro

No Estado americano do Colorado, onde o uso recreativo de maconha foi liberado, as crianças ainda sem idade para fumar não precisam passar sem a erva. Em Denver, sua capital, lojas dedicadas ao produto oferecem fascinantes derivados: compotas de pêssego e tangerina, drops de melancia, trufas de chocolate, barras de menta, biscoitos amanteigados, bolos, pirulitos e outros doces, todos enriquecidos em sua preparação com uma calda de maconha. Deu no “New York Times” de 31/1.

Os médicos, professores e associações de pais não ficaram tão empolgados. Seus filhos lhes apareceram sonolentos, desorientados, babando e com respiração difícil. Levados ao hospital, testaram positivo para THC (tetraidrocanabinol), que é a substância psicoativa da droga. A ideia de tornar a maconha comestível surgiu para atender usuários impedidos de fumá-la em certos ambientes e pessoas com dificuldade para engolir fumaça. Era inevitável que seu uso atraísse outros interessados.

As lojas alegam que é difícil manter esses produtos fora do alcance dos menores. Eles não estão impedidos de comprá-los e, mesmo que estivessem, sempre haveria quem comprasse por eles. Uma medida imposta pelas autoridades, proibir que as embalagens mostrassem personagens tipo Piu-Piu ou Pica-Pau, revelou-se inócua. Resta o preço, diz o “Times”: uma única bala de maconha custa o equivalente a um saco de balas comuns.

Intelectuais ativistas da liberação desprezam o fato de que a maconha atual contém dez vezes mais THC que a dos anos 60 --ou seja, Bob Marley precisaria fumar dez baseados para valer um fumado hoje por Justin Bieber. Talvez por isso os médicos não a recomendem para crianças.

Mas, como a tendência parece irreversível, podemos esperar pelas novas redes de junk food: a Hashishburger, McHemp e Kentucky Fried Skunk.

Poste afirma que ser contra presentear Cuba com um porto é “coisa de quem torce contra o Brasil”

Uma pesquisa telefônica feita pelo governo deu ao investimento no porto cubano de Mariel uma desaprovação recorde, acima dos 85%. Ninguém no governo esperava por tamanha rejeição.

Na página de Dilma no Facebook, com mais de 220 mil seguidores, quando ela falou sobre o tema, recebeu quase cinco mil comentários, em sua maioria negativos. E o Poste retrucou, dizendo que as reclamações seriam coisa de quem “torce contra o Brasil”... É mole ou querem mais?

Será que ela não se dá conta de que quem torce contra o Brasil é ela mesmo? Aonde já se viu, depois de onze anos, um governo inaugurar sua primeira grande obra fora do país?

Ideia de jerico: satélite sem seguro deu preju de R$ 160 milhões

O governo brasileiro, excepcionalmente, não fez seguro do satélite Cbers-3, que caiu no mar após funcionar por menos de uma hora, em dezembro passado, na China. Com isso, teve um prejuízo de 160 milhões de reais. A falha foi admitida pela Agência Espacial Brasileira e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

Para compensar o fracasso, os dois governos estudam antecipar o lançamento do Cbers-4, previsto para 2015. Mas não há verba reservada no Orçamento da União para isso.

O Brasil tem outra parceria para lançamentos espaciais, com a Ucrânia, na base de Alcântara, no Maranhão, que já consumiu mais de um bilhão de reais.

Seguro mesmo é esquecer essa ideia de jerico de tentar “conquistar” o espaço enquanto não conquistarmos coisas mais terrenas e importantes, como a Educação, Saúde, etc..

Vagabundos mascarados de volta no Rio de Janeiro - Cana neles!

O pau voltou a comer no centro do Rio. Agora o pretexto foi o aumento das passagens dos ônibus. Claro que com os panacas de sempre: os black blocs e os porta-bandeiras pagos pelo PSOL, PSTU e PCdoB.
Vagabundos e paus-mandados em festa
Diga-se de passagem, o prefeito Eduardo Paes, não satisfeito com a zorra que está fazendo no trânsito, resolveu complicar mais e concedeu o tal aumento, mesmo sob a ameaça anunciada da baderna. E deu no que deu.

Em primeiro lugar, esse aumento, além de vir numa hora imprópria, o início das aulas, é abusivo (mais de 9%). Mas não é esse o ponto. Os ônibus no Rio, embora sejam novos - pelo menos na Zona Sul - são verdadeiras carroças em sua grande maioria, pois são veículos adaptados em cima de chassis de caminhões. Poluidores, barulhentos, calorentos ao extremo - o motor na frente, ao lado do motorista, é um absurdo - desconfortáveis e mal acabados. Sem falar no despreparo total e absoluto dos motoristas, o que piora ainda mais as coisas.

Em resumo, andar nessas caranguejolas é um exercício de paciência e um teste de resistência física. Ter que pagar para isso, mesmo sem aumento, é um assalto!

Em segundo lugar, já está mais do que na hora de se tomar sérias providências contra esses marginais travestidos de protestantes (no sentido de fazer protesto). Eu não entendo por que tanto cuidado com essa gente que deveria estar na cadeia, por vários motivos. E não me venham dizer que faltam leis para trancafiá-los: as há, e aos montes! O que falta mesmo é peito, vontade política e competência.

Sim, e que aproveitem e também botem no xilindró esses representantes dos defensores de direitos humanos que costumam acompanhar as badernas, por conivência com o crime.

Neguinho ainda tem a coragem de dizer que não sabe se a bomba que atingiu o cinegrafista da Band veio da polícia ou dos vândalos. Desde quando as bombas da polícia fazem essa pirotecnia toda?

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Enquanto Constantino trata do Verissimo, eu trato do Santayana

Enquanto Constantino trata do Verissimo, eu trato de Santayana, o intelequitual de segunda. Segunda série primária - ele não passou disso. Não que eu dê muita bola para isso, tanto que eu considero Millor Fernandes um dos maiores intelectuais que o Brasil já teve, apesar dele só ter cursado quatro anos de escola. A comparação é até injusta, porque é entre um sujeito inteligentíssimo e um outro, limitadíssimo, que não pensa, apenas copia os catecismos comunistas.

Desta vez, o negócio do Mauro Santayana é com a Copa, com desdobramentos. E começa:

“(Hoje em Dia) - Pudesse voltar atrás, e talvez o Presidente Lula não tivesse apresentado a candidatura do país à Copa do Mundo de 2014.”

Começo a rir a bandeiras despregadas. Lula recusar a possibilidade de jactar-se por ser o presidente que trouxe a Copa para cá? Só da cabeça do Mauro mesmo!

“Com sua ingenuidade, lassidão e, as (sic) vezes, ‘salto alto’ - pura arrogância e soberba, segundo seus inimigos - o PT não percebeu, em 2007, que, em política, toda vitória aparente pode ser usada contra o vitorioso, até prova em contrário.”

Tá bom, eu desculpo a falta de crase. Afinal, Mauro tem problemas sérios com a falta de instrução e com seu autodidatismo. Mas ingenuidade, lassidão e salto alto são motivos para atacar o governo e não elogiar...

“Considerando-se os recursos que envolvia, e sua importância estratégica para o governo e a Nação, a Copa deveria ter sido tratada - sem licitação ou terceirização - do planejamento à execução, como uma operação de Estado. Se o governo tivesse constituído uma estatal binacional com a China, aproveitando a experiência de Pequim na organização das Olimpíadas, os estádios, por exemplo, estariam prontos em poucos meses e seu custo não seria de um centavo a mais que o previsto.”

Já era de se esperar que Santayana traçasse o inevitável caminho que é aconselhado nas suas cartilhas ensebadas: o estatismo. Um cara que escreve em jornais não pode se fazer de tão inocente assim. Pega mal. A coisa é óbvia e os fatos recentes - de onze anos para cá - servem como parâmetro. Se o governo do PT nunca conseguiu entregar o que prometeu - casas, escolas, creches, trem-bala, estradas de ferro, saneamento, transposições de rios, etc. -, se em quase a totalidade das suas obras em andamento há provas incontestáveis de desvio de dinheiro e se ele não serve nem como fiscal de obras no caso da própria Copa, sugerir estatizar alguma coisa não serve nem como piada: é leviandade pura.

“Na comunicação, a Copa continua sendo tratada como festa e não como um projeto nacional com investimento, retorno, criação de empregos e renda definida, e os altos e baixos na relação com a FIFA beiram o improviso.”

“Na comunicação”?... Não entendi. Será que se “na comunicação” a Copa fosse tratada como coisa séria mudaria alguma coisa no país da piada pronta?

“Enquanto isso, cidadãos voltam às ruas, e com eles, episódios absurdos e constrangedores, como o protagonizado por soldados da PM contra um manifestante em São Paulo. Os soldados envolvidos poderiam alegar que estavam sendo ameaçados, se estivessem correndo do rapaz - como foi o caso do coronel agredido por manifestantes em junho - e não o contrário. Cercado por homens fardados, armados e perigosos, que o perseguiam, com a evidente intenção de agredi-lo, e - como se viu pelo vídeo - provavelmente, matá-lo, era o rapaz - mesmo que estivesse portando um estilete - que estava em situação de legítima defesa, e não os soldados.”

Antes de mais nada, aviso que dessa vez “condensei” três parágrafos em um só, já que Mauro é adepto do mesmo “estilo” de PHAmorim - uma frase por parágrafo -, muito usado por quem quer dar a impressão que escreveu muito sem ter escrito nada. Mas, voltando ao assunto, essa é a apoteose da inversão de valores! Santayana simplesmente queria que a polícia estivesse correndo do rapaz para que ele pudesse, aí sim, conjecturar se o tal “pacifista” de estilete e coquetel molotov realmente ameaçou os guardas a ponto de lhes provocar uma reação que justificasse os tiros. É um piadista. para ele a polícia não tem que impor a ordem a todo custo e sim esperar ser agredida para reagir, de preferência pedindo por favor e oferecendo flores aos agressores.

“E, também, porque a oposição não pode fingir apoiar os ‘anti-copa’, enquanto sua polícia persegue e acua, agride, ataca e atira em quem protesta contra o evento, como vimos em São Paulo.”

É claro que a única polícia que “persegue e acua, agride, ataca e atira” é a da oposição. Quando ela baixa o pau lá em Brasília, governada por um petralha mais sujo que pau de galinheiro, tá tudo limpo...

Aliás, para que polícia, não é mesmo? Se ela ataca, está errada e se reage, idem, é melhor mesmo deixar que os black blocs prossigam seu “trabalho” de microdestruição do país sem serem importunados, já que da macrodestruição, o PT já está cuidando muito bem!

Não é mesmo, seu Santayana?... 

Dois doentes

Acabei de ler agora que o vociferante “pastor” Silas Malafaia apoia Lindberg Farias para o governo do Estado do Rio de Janeiro. Que parelha!


Resta saber se Malafa apoia também os porres de Lindinho e se Lindinho também é contra o beijo gay nas novelas. Detalhes apenas...

No país da piada pronta, agora é Bolsonaro que quer presidir Comissão de Direitos Humanos

Não bastasse os dois anos de trapalhadas de Marco Feliciano, um crente fanático (pleonasmo?) à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, será que agora vamos ter que aturar as histrionices de Jair Bolsonaro?

Absurdo atrás de absurdo no país da piada pronta

Deu no Radar OnLine:

“Um morador da Paraíba pegou um empréstimo de 6.600 com a Caixa Econômica Federal, em 1993. Enrolou-se e não quitou a nota promissória no prazo de sete dias, como rezava o contrato. Juros em cima de juros, em 2007, o sujeito estava devendo – acredite, se quiser – 1,2 bilhão de reais, segundo os cálculos da CEF.

Só para se ter ideia da ordem de grandeza: o valor tomado na década de 90 equivalia ao preço de um carro popular. Beleza, quatorze anos depois, o montante cobrado pelo banco daria para comprar 55.000 carros de mesmo porte.

O caso absurdo foi julgado ontem pela quarta turma do STJ, que, obviamente, considerou a cobrança abusiva. Ministro relator, Luís Felipe Salomão apontou a origem do problema. O juiz de primeira instância, em vez de simplesmente negar os embargos pedidos pelo advogado do devedor, deveria ter revisado o contrato de adesão.

No final das contas, o STJ bateu martelo e determinou a devolução do processo ao ponto de partida, a primeira instância do Tribunal de Justiça da Paraíba.”

Claro que os juros cobrados pela Caixa são uma piada, mas mais piada ainda é a nossa justiça, que faz tudo menos Justiça. Tem cabimento um tribunal superior não determinar o fim do processo, calculando um preço susto para o pagamento da dívida ou, sei lá, decidindo da maneira que for, mas dando fim ao caso em vez de mandá-lo de novo à estaca zero? Será por incompetência ou por força de alguma lei que isso acontece? Para mim é palpite duplo.

Será que esses caras não se dão conta que, ao mandar o processo de volta para a primeira instância, ele vai passar pelas mesmas mãos que fizeram a lambança, até chegar ao STJ? Será que esses caras não se dão conta que, se algo for mudado durante a repetição dos mesmos caminhos, vai ser a desmoralização total da justiça com a admissão do erro nos primeiros julgamentos?

Com voto a favor de Barbosa, Lula é absolvido no STF, oito anos depois

Trata-se de um processo que Lula respondia por crime eleitoral na campanha de 2006, mas a absolvição do Barba não é o mais importante no caso.

O que chama atenção é que, tendo o fato acontecido em 2006, o primeiro voto foi dado apenas em 2009, por Lewandowski, mas, aparentemente não satisfeito com a “rapidez” do processo, Marco Aurelio Mello pediu vistas, que, pelo visto, foram vistas grossas, já que a votação só terminou ontem, oito anos depois do acontecido.

Sinceramente, isso é um escárnio! 

No país da piada pronta, para receber R$ 300 que tenho direito, tenho que desembolsar R$ 290

É isso mesmo. Por um erro meu, ano passado paguei em duplicidade o parcelamento de um dos trocentos impostos que todos têm que pagar. Sob esse frio desgraçado de 50º na sombra, fui ao centro da cidade para tentar receber de volta ou, na pior das hipóteses, deixar a grana como crédito para amortizar impostos futuros.

Ao chegar à repartição, fui atendido por um simpático funcionário, que o mínimo que fazia era rosnar, e logo fiquei sabendo que a opção pelo crédito não seria possível, mas que eu poderia ter o dinheiro a mais de volta, desde que preenchesse um formulário daqueles que exige até o nome do desodorante que uso e uma certidão do Registro de Imóveis para provar que o meu apartamento é meu. Tudo bem, pensei. E lá fui eu catar o tal cartório que iria expedir a tal certidão.

Ao chegar lá, ensopado de suor por caminhar sob um solzinho de uns 60º, perguntei pela certidão e aí veio a agradável surpresa: o troço custa R$ 190 e demora 15 dias úteis para ficar pronto. O rapaz que me atendeu, apiedado e achando que a minha cara de babaca era pela demora na entrega, acrescentou que, se eu quisesse rapidez, o documento seria entregue em dois dias mediante o pagamento da módica quantia de R$ 290.

Agradeci pelas informações, dei meia volta, saí e peguei o primeiro táxi que vi, de volta para casa. Deu R$ 25 que, somados aos R$ 300 e mais a passagem de metrô de ida, deu uns R$ 330, o valor do prejuízo que resolvi assumir.

E antes que eu me esqueça: prefeito, vá à merda!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Alguém já se deu conta que Pizzolato foi diretor do Banco do Brasil e da Previ? Imaginem então quanto o PT já roubou do País!

“Henrique Pizzolato (Engenho Velho, Concórdia, SC, 9 de setembro de 1952) é um ex-político do PT e ex-sindicalista com base eleitoral em Paraná, hoje criminoso brasileiro acusado de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro em 2005, após surgir Escândalo do Mensalão.

Foi alçado a diretor de Seguridade da Previ em 1998, eleito pelos funcionários do Banco do Brasil, tendo deixado o cargo em maio de 2002, para trabalhar na eleição de Lula, administrando os recursos da campanha juntamente com Delúbio. Após eleição e posse de Lula em 2003, ocupou o cargo de diretor de marketing do Banco do Brasil.”

Além de tudo, foi preso por um carabinieri na cidade de Maranello, na Itália, por porte de documento falso.

Multipliquem isso pelos graúdos do PT - e são muitos - e tenham uma vaga noção do que essa quadrilha rouba do País.

PT e dependentes cometem genocídio no País

Entre as definições de genocídio no Houaiss, uma me chamou atenção: submissão a condições insuportáveis de vida.

Em novembro de 2010 a Odebrecht TransPort assumiu o controle acionário da SuperVia, sistema de trens do Rio de Janeiro, onde ocorrem pelo menos três acidentes graves por semana. O Secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes, simplesmente, em vez de fiscalizar e punir, dá gargalhadas enquanto centenas de milhares de passageiros ficam sem transporte e são obrigados a andar quilômetros debaixo de um sol de 60º. Isso é genocídio!

Otários contumazes e criminosos que lavam dinheiro contribuem para que ladrões presos não gastem um tostão para pagar as multas a que os mensaleiros foram condenados, enquanto os que roubam para comer por falta de amparo do governo são presos. Isso é genocídio!

Trabalhadores (todos, inclusive empresários) são escorchados em quase 40% de impostos sobre os seus rendimentos para, entre outras coisas, sustentar os vagabundos da bolsa família, pouco sobrando para seu próprio sustento. Isso é genocídio!

O povo morre nas filas dos hospitais públicos (e agora até dos particulares) por total descaso dos canalhas que ocupam e gerem o Ministério da Saúde e as Secretarias estaduais e municipais. Isso é genocídio!

Cinquenta mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil pelo pouco caso que os governos fazem da segurança, pela conivência dos políticos com o crime organizado e desorganizado, pela covardia dos governantes e pela inépcia da justiça. Isso é genocídio! Ou melhor, no caso, isso é carnificina (grande massacre; chacina, extermínio, matança).

É claro que o principal motivo desse genocídio é a imoralidade, que há onze anos domina o Brasil. E não me venham com as baboseiras que não foi o PT que inventou a corrupção, o roubo, o desleixo, o descaso, a incompetência, e por aí afora, porque foi esse partido-quadrilha que aperfeiçoou, instituiu e botou em prática tudo isso, que, se já não era incipiente, pelo menos havia um certo pejo em relação aos crimes serem feitos às claras.

Hoje os crimes, além de serem feitos às claras, são normalmente repetidos ad nauseam e com direitos e deveres de achincalhar a verdadeira Justiça - que depende de um entre mil magistrados -, já que a nossa é mentirosa e tíbia. Isso é genocídio!

Pizzolato foi preso. Quero ver a Itália mandar o meliante de volta.

A Polícia Federal informou ontem que Henrique Pizzolato, condenado foragido no processo do mensalão, foi preso na Itália. De acordo com a PF, a operação foi em conjunto com a polícia italiana.

Quero ver a Italia deportar o larápio depois desse vergonhoso caso do asilo ao assassino Battisti.

Apague essa ideia


André Luís Vargas Ilário, que é um erro até no nome, dá uma cotovelada na Gramática

Vejam a transcrição da troca de mensagens sobre Joaquim Barbosa feita pelo celular entre André, o Hilário, com um interlocutor desconhecido, publicada no Estadão:

Interlocutor: “Ele puxou conversa com você?”
Vargas: “Não.”
Interlocutor: “E aí? Não vai quebrar o gelo não? Nem um Olá? Pergunta pra ele se vai assinar a prisão do j. paulo?”
Vargas: “Da uma cutovelada (sic).”

Que cotovelada hem, dona Gramática?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Faço minhas as palavras de Rodrigo Constantino

As 68 mentiras de Dilma

  • Três mentiras de Dilma sobre Esportes e Copa do Mundo
  • Sete mentiras de Dilma sobre educação
  • Quatro mentiras de Dilma sobre saúde
  • Nove mentiras de Dilma sobre economia
  • Dez mentiras de Dilma sobre administração e política
  • Sete mentiras de Dilma sobre petróleo e energia
  • Três mentiras de Dilma sobre as indústrias
  • Cinco mentiras de Dilma sobre Assistência Social
  • Dez mentiras de Dilma sobre o metrô de Belo Horizonte
  • Cinco mentiras de Dilma sobre mobilidade e transporte
  • Cinco mentiras de Dilma que você não conhece

A perigosa incompetência da segurança pública

Já que ninguém aguenta mais de tanta insegurança na cidade do Rio de Janeiro, o resultado não pode ser diferente: justiça com as próprias mãos.

O caso desse “menino” - um homem forte de 17 anos - encontrado nu, preso pelo pescoço a um poste com um cadeado de bicicleta, é emblemático, e eu vou começar pelo fim. Ao ser libertado e levado a um hospital, ele simplesmente sumiu! Fugiu do hospital sem deixar rastros.

Estejamos ou não ao lado da Justiça formal, o caso é surreal. Quem defende o “pobre menino”, achando que ele é uma vítima, ficou a ver navios, sem saber quem o agrediu e prendeu ao poste; quem gostou da ideia também perdeu o rumo, porque o tal rapaz é suspeito de furtos na área onde foi encontrado, ou seja, a Justiça perdeu a oportunidade de trancafiar um bandido.

Por aí se vê que a incompetência da segurança pública não atende a ninguém além dos bandidos. É uma vergonha.

Aliás por que será que dona Yvonne Bezerra de Melo, defensora intransigente dos meliantes menores de idade, tão presente que até tirou foto abraçada ao “menino”, não o acompanhou ao hospital?

Diga-se de passagem, segundo informações da Polícia Civil, o adolescente espancado já foi identificado. Ele tem três anotações por roubo e furto em sua ficha policial.

Afinal, quem está certo nessa zorra?

Jornalistas do Globo são analfabetas funcionais?

“Sentado ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, Vargas fazia troça com colegas no plenário, hora repetindo o gesto de punho erguido feito pelos petistas mensaleiros na hora da prisão, hora postando ironias nas redes sociais sobre o ministro.”
Maria Lima e Isabel Braga, em notícia no Globo de hoje, dão a pista que devem ter faltado às aulas sobre conjunções alternativas, já que andam demonstrando pouca intimidade com a Gramática, ora escrevendo certo, ora errado.

Pobre país de ignorantes. Nem seus maiores jornais escapam...

Um moleque chamado André Vargas

Quando a gente pensa que já viu tudo de ruim na vida, sempre aparece alguém do PT para piorar. Eu já falei aqui desse calhorda, André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara, quando ele, comentando sobre os ladrões do mensalão, declarou:


“Nenhum desses condenados do PT se apropriou de dinheiro público ou privado. A população já entendeu isso. E concluiu que o Supremo foi muito severo na aplicação das penas. Então, a sociedade está ajudando os deputados, que são pobres e não têm condição de pagar a multa.”


E ainda rematou, defendendo que João Paulo Cunha - que teve a prisão de 9 anos e 4 meses determinada pelo STF - continue “trabalhando” como deputado, em regime semiaberto:

“É uma decisão individual [optar por renunciar ou permanecer no cargo]. O mandato foi concedido pela população. Tenho visto pessoas que estão sendo habilitadas para trabalhar nos seus escritórios, na CUT. Cunha quer discutir se é possível que ele exerça - eu não tenho resposta pra isso - o mandato, mesmo na condição do regime semiaberto.”


Só que agora esse sujeito amoral, aético e sem a mínima educação, passou dos limites. Fez questão de sentar-se ao lado de Joaquim Barbosa, para passar o tempo todo virado para o outro lado, sem trocar uma palavra com o ministro e para fazer troças com colegas no plenário, ora repetindo o gesto de punho erguido, ora postando ironias nas redes sociais sobre o ministro, como no momento da leitura da mensagem presidencial, quando Barbosa saiu da Mesa e se ausentou do plenário, em que fotografou a cadeira ao seu lado vazia e postou no Instagram com a legenda: “Joaquim sumiu?”.

E sobre o gesto ao lado do ministro, ainda justificou:

“Muitos companheiros se cumprimentam assim. Uns com ‘joinha’, outros com sinal da vitória, nós com o ‘L’ de Lula.”

“Joinha”... Quiuspariu! Um moleque desses ser escolhido por eleitores é uma prova cabal da burrice do povo. E o pior, ser eleito pelos seus pares vice-presidente da Câmara é prova mais evidente da calhordice geral do Legislativo.

Como competir com a burrice? Os eleitores de Banânia

Roda Viva com Tuma Jr.: Poderia ter sido melhor

Assisti ontem à entrevista de Tuma no Roda Viva. Sinceramente, poderia ter sido bem melhor. Faltou provocação.

Tuma é um arquivo ambulante que fala pelos cotovelos e, a despeito da minha admiração por Augusto Nunes, o âncora, faltou-lhe controle sobre a verborragia, às vezes divagante, do entrevistado. Além disso, Tuma mais se defendeu das acusações sobre seu envolvimento com a tal máfia chinesa do que assassinou reputações. O caso da morte do Celso Daniel, por exemplo, foi apenas “meio explicado”.

Em todo caso, valeu.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Os ‘soldados da web’ do PT foram mobilizados para a invasão dos blogs de quem tem mais de um neurônio

Há muito eu queria falar sobre isso. 

Por Reynaldo Rocha

Há um movimento nas redes sociais comandado pela tropa de “soldados da web” do PT que saiu em defesa de Dilma e do lulopetismo neste ano de eleições. E que invade blogs independentes para ofender e provocar comentaristas não alinhados com o pensamento único.

Nada disso é novo. Há anos sei o que é isso e como funciona. Assim como o titular deste blog.

Reinaldo Azevedo publicou na terça-feira um post em que explicita este comportamento e o acusa de tentar impedir a interação entre quem tem ideias (nós) e quem segue cartilhas e ordens (eles). É verdade.

O aviso, certamente, será útil para muitos. Não pensem que estamos, comentaristas, imunes às agressões ou mesmo ameaças.

Não estamos, nem estivemos nestes anos negros. É uma prática comum aos milicianos de plantão, que usam a rede para tentar pasteurizar a corrupção e implantar um regime protoditatorial.

Só discordo da opção de Reinaldo Azevedo, a quem respeito sempre! Não preciso que me “protejam” de ataques e ameaças. Deixem-me escolher o que farei ou como agirei, dentro das regras de cada espaço.

Mas é importante que todos saibamos de mais esse desvio de caráter da canalha petista, que paga por opiniões amestradas e defesas do indefensável.

Não é lenda urbana nem desconfiança exagerada. A coisa tem nome, identidade e regras, como se vê nos sites do tal movimento do PT para tomar de assalto a internet.

Nada contra usar a web. Tudo contra falsificar a opinião e o número de aderentes (modess) a partir de uma trupe paga e dependente de neurônios.

É a censura às avessas. Se não se pode (ainda, nos sonhos deles) censurar, que ao menos se emporcalhe o espaço de debates.

Alguns colunistas ─ a exemplo de RA ─ não permitem a entrada dos ratos nos ambientes. Outros oferecem o espaço em troca de surras de rabo de tatu e abraços de jegue, o que só excita os pretensos invasores em busca de masoquismo. E outros tentam uma convivência com alguém que tenha um mínimo de respeito pelo espaço democrático que disponibilizam.

2014 é guerra. E não será por uma tropa de descerebrados que vamos abandonar nossa frente de luta. Nem deixar de ridicularizar os filhotes de Dilma.

Sei que quase nada se aproveita depois de eliminados os palavrões. Quando assim acontecer ─ se houver algo a responder ─ estaremos por aqui.

Sempre. Eles são pagos. Nós somos livres.

O Financiamento da Esquerda - David Horowitz (legendado)

Clicar na tela do YouTube para adicionar legenda

Já não se fazem intelequituais como intigamente...

“Vi pouco a novela porque, como podem notar, estou sempre trabalhando naquele período.”
Reinaldo Azevedo, tentando justificar a carapuça que intelequitual não vê novela, para, em sequência, detalhar nomes e personalidades de cada personagem - incluindo os coadjuvantes - em um texto longo, minucioso e crítico.

Será que ele é médium?

Adeus Vale - privatização de araque deu lugar à estatização pra valer (à moda do PT)

Eu já tratei do assunto aqui antes, mas como as notícias não são nada boas, vou voltar ao tema.


Conforme vocês podem perceber pelos gráficos acima, a Vale ainda é do governo. Os 3,2% na mão do FGTS, os 6,8% do Governo Federal e os 6,8% do BNESPar, já somam 16,8% das ações.

A Valepar, detentora de 53,5% das ações da Vale, por sua vez, tem em sua composição acionária o BNDESPar com 9,5%, e a Litel-Previ com 58,1%, que somam 67,6% das ações Valepar, Como é público e notório que a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) é inteiramente dominada pelo PT e a tal Litel é da Previ, fica tudo em casa.

Isso tudo somado e ponderado, dá 53% da Vale na mão do governo do PT.

Como todos sabem, Lula não sossegou enquanto não tirou Roger Agnelli da presidência da Vale, o que só conseguiu quando já não era mais presidente da República, em abril de 2011. O problema entre Lula-PT e Agnelli sempre foi óbvio: enquanto Roger fazia uma gestão independente e administrativamente espetacular, dando pouca ou nenhuma bola para o governo, Lula insistia em politizar a Vale da maneira que todos nós já conhecemos, que seja, entupir a empresa de aspones e fazer com que tudo que envolva fornecimento passe a ser um jogo de cartas marcadas.

Um exemplo pouco noticiado, mas que é um escândalo, é o fornecimento de alimentação aos trabalhadores de Carajás, negócio de milhões onde hoje não há concorrência para a empresa que a fornece, e que pertence a um político do PT.

Por essas e muitas outras, os profissionais sérios de alto escalão estão debandando em massa da Vale, inundando o mercado de trabalho e deixando a empresa literalmente nas mãos do PT, já que Murilo Ferreira, atual presidente, não passa de um ajudante de ordens de Dilma e de Lula. Por isso tanta insistência em demitir Agnelli: Murilo foi escolhido a dedo por ambos.

Eu não estou revelando nenhum segredo. Qualquer executivo bem posicionado no mercado sabe muito bem disso.

Sendo assim, dentro em breve essa “nova” Vale vai tomar o mesmo caminho da moribunda Petrobras, e não sou eu que digo, é gente muito mais informada que eu no assunto. Quem viver, verá.

Beijos e segundas

Não é uma beleza? Enquanto o couro come com o Brasil caminhando irreversivelmente e a passos largos para argentinizar-se, o Globo de ontem tem meia página sobre beijo de viados em novela. Leiam algumas pérolas:

“Fiz história? Não sei se fiz história. É um pequeno passo na dramaturgia, mas um grande passo na sociedade.”
Mateus Solano, intérprete de Félix, achando que é o astronauta que pisou na Lua.

“A novela foi um marco na quebra de paradigmas. Demonstrou para a sociedade a convivência entre diferentes. O beijo gay diz que o mundo é para todos.”
Walcyr Carrasco, o autor da novela.

“Vi o último capítulo aos prantos. O beijo me emocionou bastante pelo cunho social e político. Fiquei satisfeito, feliz, histérico. Se faltasse o beijo, sobraria incoerência. Walcyr coroou uma questão que muitos autores já vinham abordando.”
Jean Wyllys, o deputado heterofóbico que criou a campanha #BeijaFelix no twitter, esperando que, daqui para frente, o beijo entre pessoas do mesmo sexo seja encarado com mais naturalidade, sem tanta expectativa. E mais: que, em breve, os autores se sintam à vontade para ir além.

“O beijo só foi válido porque estava contextualizado.”
Keila Simpson, vice-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT)

“Quem fez esse beijo existir não foram os gays, lésbicas, mas, sim, o povo brasileiro, que manifestou torcida, mandou cartas para a Globo.”
Carlos Tufvesson, responsável pela Coordenador Especial de Diversidade Sexual do Rio.

“Sem dúvida alguma, a cena representou um grande avanço para a sociedade, tendo em vista que foi consequência da história e respondeu a uma necessidade dramatúrgica, refletindo, assim, o momento social.”
Mauro Alencar, doutor em Teledramaturgia Brasileira e Latino-Americana pela USP.

Quiuspariu!, é muita besteira junta! Ainda bem que teve gente do ramo que não gostou:

“Teve beijo gay na tevê brasileira e o País não entrou em convulsão, como se previa? Decepção! Pensei que era tipo um beijo antes de morrer! A grande vantagem é que um dos maiores factoides já criados pela mídia, o tal do beijo gay na televisão, finalmente saiu de cena. Viva! Continuo mantendo o que sempre disse: nada de beijo gay nas minhas novelas, beijo gay só se for aqui em casa.”
Aguinaldo Silva, autor de novelas.

Esse quadro trágico, dando relevância desmesurada a uma besteira, só cabe mesmo numa segunda-feira, não é Garfield?


domingo, 2 de fevereiro de 2014

A alegria de ler cabeças pensantes

Hoje eu estou como o diabo gosta, não preciso nem escrever: é só copiar e colar artigos de gente que pensa como eu. E é com muita alegria que o faço, por ter a certeza que alguma coisa está mudando para bem melhor, pelo menos, se não na prática, pelo menos nas cabeças, principalmente de gente turrona como Ferreira Gullar, até bem pouco tempo esquerdista e politicamente correto de quatro costados, que hoje ousa até criticar o islã, como no seu artigo na Folha, “O prazer de matar”.

Mas agora, vou reproduzir mais um, muito bom, sobre o famigerado “politicamente correto”

Astor Wartchow: Demagogia inclusiva

“Boa noite a todos e todas. Quero saudar a presença de todos e todas”. Com certeza, você já ouviu, ultimamente, essas expressões em solenidades político-partidário-governamentais ou acadêmico-universitárias. Se não ouviu, com certeza, ouvirá!

Trata-se de um modismo denominado “linguagem inclusiva”. Sua utilização massiva teria se originado de reivindicação de movimento feminino. No entender das militantes, a gramática nacional torna as mulheres “invisíveis”. Entendem que a denominação genérica “todos” consolida e mantém uma supremacia masculina do cotidiano político, social e familiar.

Essa expressão é apenas mais uma apropriação linguística entre centenas que surfam na onda do politicamente correto, uma praga que multiplicou seus fiéis. E que acreditam que a linguagem pode mudar a realidade.

Ora, ora, no máximo, conseguem influenciar a linguagem, mas não mudam a realidade. Consulte qualquer professor de português. São expressões redundantes. O português é uma língua que não tem o gênero neutro. De modo que o gênero masculino (todos!) ocupa esse papel.

E isso não tem nada a ver com machismo e exclusão social. Se pretendem de fato valorizar as mulheres devem encontrar outras soluções. Na vida real, não no campo da retórica. Aliás, é até um desrespeito tratar as pessoas assim, subestimando sua inteligência e sua percepção da realidade. E, sem dúvida, um desrespeito à gramática.

Essa onda do politicamente correto criou algumas preciosidades patéticas. Um exemplo é o tratamento verbal dispensado aos idosos. Velhice passou a ser chamada de “terceira idade”. Ou como dizem alguns mais exagerados e abusados: “melhor idade”.

Até parece que nunca conversaram com idosos sobre os inúmeros problemas e transtornos que decorrem da chegada ou do avanço da idade. São eufemismos ofensivos à realidade que as pessoas enfrentam na vida cotidiana.

Não vai demorar muito e veremos campanhas para “abolir” expressões e/ou “domar” palavras tidas como perniciosas (sic) ao convívio social. Como se a língua fosse um “animal domesticável”.

Uma coisa são campanhas de esclarecimento e conscientização educacional e política, ou políticas públicas antidiscriminatórias e de transformação social. Outra coisa é manipular palavras.

“Todos e todas” é apenas mais uma das dezenas (ou serão centenas?) de bobagens com que o populismo e a demagogia nos brindam de tempos em tempos. E continuarão brindando.

Ou já esqueceram aquela ação de um procurador do Ministério Público Federal que tentou tirar de circulação o dicionário Houaiss, ou, a edição de lei que manda nominar bacharel mulher de bacharela e, ou, a recente perseguição judicial às obras de Monteiro Lobato?

“Um deus onisciente, onipotente e benevolente não existe”

Hélio Schwartsman em seu artigo na Folha “Logicamente impecável” é logicamente impecável.

Por ocasião do Dia do Holocausto, o rabino Michel Schlesinger e o cardeal dom Odilo Scherer publicaram na edição de segunda desta Folha um interessante artigo em que levantam uma questão que há séculos atormenta religiosos: como conciliar a ideia de um deus bom com o sofrimento de inocentes. “Como se pode ainda acreditar em Deus depois de Auschwitz?”, escreveram.

Schlesinger e Scherer concluem que o Holocausto não foi obra de Deus, mas de homens e suas ideologias. Como não acredito em Deus, concordo, mas, para os que creem, receio que não seja tão fácil assim limpar a barra do Criador. O problema do mal, conhecido como teodiceia, constitui uma dificuldade filosófica real, e as respostas até hoje oferecidas deixam muito a desejar.

O argumento antiteísta é simples. Se há um deus onisciente, onipotente e benevolente, então não existe mal. Ora, há mal no mundo. Portanto, um deus onisciente, onipotente e benevolente não existe. A forma lógica do raciocínio, “modus tollens”, é impecável. Se as premissas são verdadeiras, a conclusão necessariamente também o é. Daí que, para esboçar uma resposta, é preciso negar a onipotência/onisciência de Deus, sua benevolência ou a existência do mal.

Todas foram tentadas. Especialmente os cristãos gostam de afirmar que Deus renunciou a interferir em ações humanas para nos dar o livre-arbítrio. Outra saída popular é dizer que, ao contrário de Deus, nós não temos todas as informações e é possível que o que nos pareça um mal ou uma injustiça sejam, na verdade, um meio para produzir um bem maior.

Tais respostas permitem um rico debate filosófico, mas não me convencem. Por que então Deus não criou homens incapazes de fazer o mal, para início de conversa? A hipótese mais simples, de que não há um deus com os três atributos, me parece infinitamente mais plausível. E também torna mais fácil responsabilizar os homens por suas ações.

Caetano Veloso pirou de vez

“No coração, desejo que Snowden venha morar no Rio e fique muito mais apaixonado pelo Brasil do que Ronald Biggs.”
Caetano Veloso, cada vez mais demente - embora, em termos de comparação, tenha sido pertinente ao comparar dois criminosos -  ao demonstrar que, para ele, todo crime é justificável se atender aos seus estranhos padrões de moral.

Querem saber o que os petralhas chamam de socialismo? Leiam esta matéria!

Correio Braziliense: As vergonhosas mordomias do governo petista.

Ao trocar as belezas naturais do Rio de Janeiro pelo cenário moderno de Brasília, um recém-comissionado do governo não imaginava que receberia tanto dinheiro. Na transferência para a capital federal, além da mudança bancada pelos cofres públicos, recebeu ajuda de custo equivalente a três meses do novo salário, uma para ele, outras duas para a mulher e o filho menor de idade. Embolsou, livres de impostos, R$ 54 mil.

Dois meses depois, com a demissão do chefe que o convidou para o cargo, acabou dispensado. Sem alternativa e decepcionado, retornou para o Rio. Mas, para surpresa dele, não só teve os bilhetes aéreos e o transporte pagos novamente pelo governo, como ainda recebeu mais R$ 54 mil de ajuda de custo. Nesse curto período, engordou a conta bancária em R$ 108 mil por conta do Tesouro Nacional.

O dinheiro extra levou o ex-comissionado a se perguntar: “Realmente tenho direito a esses benefícios, ainda que a lei os preveja? A decisão de mudar de cidade foi minha. No máximo, as passagens aéreas e o gasto com o transporte dos móveis de casa são justificáveis. Mas receber R$ 108 mil em dois meses passou da conta”, ressalta ele, que não quer se identificar, temendo represálias. “No pouco tempo que permaneci em Brasília, ficou a impressão de que as pessoas do governo acreditam que o dinheiro do contribuinte é capim, nasce em qualquer lugar”, afirma.

A gastança com as benesses do alto escalão da Corte brasiliense espanta gestores públicos de países mais civilizados. Carros, voos executivos, almoços e jantares nos melhores restaurantes, internet e telefones ilimitados podem ser obtidos facilmente quando se entra nesse mundo. A depender do degrau alcançado na escada do poder, quase tudo é possível. Parte das mordomias atende também o funcionalismo dos segundo e terceiro escalões. N o ano passado, Executivo, Judiciário e Legislativo consumiram em toda sorte de benesses R$ 10,7 bilhões. Essa, porém, é a parte visível da farra com o dinheiro do contribuinte.

Muitas despesas da Presidência da República, de ministros, de parlamentares e de juízes não são abertas, sob a alegação de segurança nacional. Mas a falta de transparência estimula os abusos. “A democracia não tem preço, mas tem um custo elevado, que sempre pode ser reduzido com austeridade e bom senso”, observa Gil Castelo Branco, coordenador da organização não governamental Contas Abertas. “Há muito se prega o enxugamento da máquina pública, que se diminuam as despesas com a burocracia a fim de que sobrem recursos para áreas essenciais, como saúde, educação e segurança”, afirma. “O que vemos é exatamente o contrário. Uma máquina cada vez mais inchada, pesada e cheia de privilégios.”

Exageros

O inchaço começa pela nomeação de apadrinhados políticos, cabos eleitorais e candidatos derrotados em eleições, que usufruem da maior parcela das benesses. Dependendo da graduação do DAS, como se denomina a função desse grupo, eles têm carro à disposição, que, mesmo contrariando a lei, leva os filhos para a escola, auxílio moradia e, claro, a ajuda de custo de até três salários quando chegam e quando saem de Brasília. Em 2013, somente com salários, os DAS custaram quase R$ 1 bilhão ao contribuinte. Já as despesas com pessoal requisitado absorveram R$ 615,3 milhões.

A quantidade de ministérios no governo Dilma Rousseff, 39 no total, facilita a propagação das benesses. Com apenas 18, no entender de especialistas, o país seria perfeitamente governável. As alianças políticas, no entanto,obrigam a existência dessa profusão de ministros e cada um pode custar de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões por ano. “Tal situação impacta muito mais pelo exemplo negativo do que pelo efeito no Orçamento. Infelizmente, com os ministros vão os apadrinhados, que abusam dos cargos de DAS”, analisa Marcos Troyjo, professor na Universidade Columbia, em Nova York.

Apesar de parte das benesses da Corte ser visível, a gastança só se torna gritante quando se descobre que a presidente Dilma torrou mais de meio milhão de reais com uma comitiva numa viagem à Itália ou quando fez uma parada técnica para jantar no restaurante mais caro de Portugal e se hospedou no hotel mais luxuoso de Lisboa fatos que o Palácio do Planalto tentou manter sob sigilo. “A questão é quanto a sociedade pode suportar a demanda crescente por impostos para financiar gastos públicos sem critério. Será que se justificam tantas despesas num país em que há tanto por fazer pela população?”, questiona Paulo Rabello de Castro, presidente do Instituto Atlântico e integrante do Movimento Brasil Eficiente.

No Brasil, pelo menos 5 mil carros estão à disposição dos Três Poderes, sem muito critério para uso. Os privilégios da Corte brasiliense estão no chão e nos ares. Diante das regras frágeis, integrantes do Executivo, do Judiciário e do Legislativo usam os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) até para fazerem implantes de cabelo. A bordo, são servidos bufês com canapés de camarão e caviar, pato assado e o que mais o viajante desejar. Apenas o contrato entre a Presidência da República e a empresa RA Catering custa mais de R$ 2 milhões por ano aos cofres públicos.

Pobre contribuinte

O uso do auxílio moradia e de apartamentos funcionais também é desregrado. Alguns há anos são ocupados por ex-servidores que deixaram os cargos, mas se recusam a abandonar os imóveis. Funcionários relatam que o benefício tem permitido a muitos apadrinhados fazerem uma poupança robusta. Para recebe-lo basta apresentar um bilhete aéreo mostrando que vem de outra região. No caso de ministros, o auxílio pode chegar a R$ 6,6 mil, o equivalente a 25% do salário. 

Dando nome aos bois

“Escrever bem começa pelo seguinte: dar às coisas o nome que as coisas têm. E não é só em relação a assaltantes e gatunos, não. São assustadoras as indulgências concedidas a esses políticos corruptos. Elas são mais perigosas do que aquelas dadas aos bandidos comuns. Quando vão parar nos presídios, irrompe na cena a cara de pau adicional de simular esmolas recebidas para lhes custear as multas aplicadas pela autoridade competente. Esmolas de meio milhão de reais! O Brasil acaba de criar o mendigo de elite, que é o bandido político.”

Leiam na íntegra Deonísio da Silva em “Supostos e suspeitos na ordem do dia”

Apaguem as luzes, vem facada na energia aí!

Do Radar OnLine:

Mais um capítulo da série “nunca antes neste país…”: o governo resolveu pôr na estratosfera os preços da energia no mercado livre.

Entre amanhã e o dia 7, o valor médio semanal passa de 481 reais o megawatt/hora para 1.065 reais o MWh nas regiões Sudeste e Centro-Oeste e 863 reais o megawatt/hora nas regiões Norte e Nordeste.

Historicamente, o maior valor até hoje ocorreu em 2001, em pleno racionamento do governo FHC, quando o MWh alcançou 684 reais. Uma alta no preço era esperada, mas não dessa magnitude.

País da piada pronta: Palácio do Planalto vai gastar 50 mil reais em papel higiênico!

Não é qualquer porcaria. A licitação especifica: “matéria-prima virgem”. Os pacotes devem conter “papel branco, macio, resistente e com folhas intercaladas”. Os rolos precisam ser de alta qualidade e sem perfume.

O edital também exige: apresentar amostras para teste de qualidade.

Teste de qualidade? Quem vai fazer? Merdadante? Dilma Roskofe? Gilberto Cagalho? 

Impossível...

Tomei emprestado esse cartaz lá do Prosa e Política. Ele me lembrou que no casamento de Rodrigo Maia (filho de Cesar Maia) e Patrícia Vasconcelos (enteada de Moreira Franco), os estudantes da Federal de Direito foram para a porta da igreja protestar (sabe-se lá contra o quê) e um deles exibia um cartaz dizendo:

POR FAVOR, NÃO PROCRIEM!

Parece que não deu certo: tiveram três filhos. 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Aviso a quase todos os deputados federais

Caros vagabundos:

O recesso parlamentar acaba na segunda-feira (3) e eu espero que a notícia que vossas excelências se preparam para voltar aos trabalhos só na segunda quinzena, após o presidente Henrique Alves e os líderes definirem cargos nas comissões, não passe de mera especulação.

Sem mais para o momento

Ricardo Froes

Merdança Maldita

Do Claudio Humberto:

Habituados aos desvios de rota determinados pela presidente Dilma nas viagens ao exterior, o Itamaraty e a Força Aérea Brasileira (FAB) agora elaboram planos de voo detalhando apenas a ida, e deixando a volta ao Brasil em aberto, a cargo da chefa. Diplomatas são obrigados a ficar de plantão, aguardando decisão de madame, para providenciar de última hora a estrutura e autorizações de sobrevoo nos países.

O pernoite de Dilma em Portugal, no hotel Ritz, embora previsto e o governo português ciente, só foi confirmado por ela dois dias antes. Além do mal-estar diplomático, devido à comunicação sempre em cima da hora aos governos locais, os gastos da viagem multiplicam.

O ex-presidente Lula também se divertia mudando os planos de voo, como Dilma, mas com regularidade bem menor que a sucessora.

Já o ex-presidente FHC, segundo palacianos, decidia tudo com antecedência, e cumpria à risca os planos de voo de ida e volta.

Edson e Pelé: duas coisas que não combinam

“Deixe passar a Copa e aí vamos reivindicar o que estão roubando.”

Edson Arantes do Nascimento, um imbecil que é o alter ego do gênio Pelé, propondo que, em nome de um esporte onde o roubo é corriqueiro, esqueçamos dos roubos do PT por uns tempos.

Parabéns, PT: 38% de nossos estudantes universitários são analfabetos funcionais

Levantamento do Instituto Paulo Montenegro e da ONG Ação Educativa indica que 38% de nossos estudantes universitários são analfabetos funcionais. São pessoas que entram no mercado de trabalho com dificuldade para realizar tarefas simples como a leitura e compreensão de um texto ou um cálculo matemático.

Paulo Sardinha, no Globo de hoje

Leis e Normas

“A partir deste mês de fevereiro, não apenas servidores públicos poderão ser punidos por corrupção. Entra em vigor a lei que pune empresas corruptoras (12.846/13), permitindo ao gestor público aplicar às empresas multa de até 20% do faturamento bruto por corromper servidores, financiar crimes, usar laranjas para obter benefícios ou fraudar licitações.”

Uma notícia aparentemente sem importância me lembrou que, apesar do Legislativo ter um histórico de pouca produtividade, o Brasil é pródigo em leis, o que, aliás, se explica em parte pelo fato de muitas delas serem conflitantes com as suas correspondentes anteriores que não são formalmente anuladas por desconhecimento, descaso e preguiça.

A notícia em si, teria importância se nós tivéssemos a tradição de um Judiciário competente, mas, em virtude do que se tem conhecimento, a afirmação que agora a nova lei vai punir as “empresas corruptoras” é precipitada. Quantas leis existem por aí que nunca foram aplicadas por vários motivos, inclusive e principalmente pelo despreparo do nosso corpo de juízes?

Ainda outro dia falava-se sobre as exigências na parte de segurança para se abrir uma casa noturna e alguém lembrou da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que tem normas para tudo (mais de oito mil), mas estas não têm força de lei, ou pelo menos a maioria não, porque há alguns PLs isolados em tramitação que tentam isso, como os que transformam em leis as normas da ABNT para parques infantis, oficinas mecânicas e produtos importados, por exemplo. Ora, por que não se faz um estudo sério e completo sobre tudo o que necessita de normatização e, de uma só penada, se dá a essas normas o status de leis? Ficar nesse pinga-pinga até chegar a oito mil, o mundo acaba e não se chega à metade.

É... mas falta juiz decente.