quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Afinal das contas, quem começou a “merda” foi Chico - os petralhas só ouvem o que lhes interessa.

Vejam, nesse vídeo que eu cortei, que Chico é quem começa o xingamento.


Quem será o semianalfabeto?

Na sentença proferida no dia 16 de dezembro de 2015, a Juíza Melissa Pinheiro Costa Lage Giovanardi, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, concluiu que “diante de todo o conjunto probatório que fora exposto, não restam dúvidas de que o acusado EDUARDO BRANDÃO DE AZEREDO, para disputar a reeleição ao cargo de Governador do Estado de Minas Gerais, no ano de 1998, criou uma estrutura político-financeira a fim de legitimar, lavar, os vultuosos recursos que seriam utilizados durante a campanha. Criou se uma organização criminosa complexa, com divisão de tarefas aprofundada, de forma metódica e duradoura”.

Pois é. Agora fiquei na dúvida sobre quem é o semianalfabeto da história, se a juíza ou se o autor do artigo no temerário blog Brasil247, Jeferson Miola, que entre outras coisas foi coordenador-executivo do 5º Fórum Social Mundial (por aí vocês imaginem o nível). Provavelmente ambos, já que Miola não acusou o erro. Mas pedir correção, mesmo que seja gramatical, é pedir muito para um comuna.

Só para esclarecer, o termo vultuoso existe e significa “acometido de vultuosidade” que é a “condição ou estado do rosto quando as faces e os lábios estão vermelhos e inchados, e os olhos salientes”. Já vultoso, que é o certo no caso, significa “muito grande, considerável”, como todo mundo sabe.

Artigo escrito em 2013 ainda vale: Mais Lobão e menos Chico Buarque

Rodrigo Constantino: Mais Lobão e menos Chico Buarque (14/05/2013)

“A bundamolice comportamental, a flacidez filosófica e a mediocridade nacionalista se espraiam hegemônicas. Todo mundo aqui almeja ser funcionário público, militante de partido, intelectual subvencionado pelo governo ou celebridade de televisão, amigo”. É o músico Lobão com livro novo na área. Trata-se de “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, e sua metralhadora giratória não poupa quase ninguém.

Polêmico, sim. Irreverente, sem dúvida. Mas necessário. As críticas de Lobão merecem ser debatidas com atenção e, de preferência, isenção. O próprio cantor sabia que a patrulha de esquerda viria com tudo. Não deu outra: fizeram o que sabem fazer, que é desqualificar o mensageiro com ataques pessoais chulos, com rótulos como “reacionário” ou “roqueiro decadente”. Fogem do debate.

Lobão tem coragem de remar contra a maré vermelha, ao contrário da esquerda caviar, a turma “radical chic” descrita por Tom Wolfe, que vive em coberturas caríssimas, enxerga-se como moralmente superior, e defende o que há de pior na humanidade. No tempo de Wolfe eram os criminosos racistas dos Panteras Negras os alvos de elogios; hoje são os invasores do MST, os corruptos do PT ou ditadores sanguinários comunistas.

O roqueiro rejeita essa típica visão brasileira de vitimização das minorias, de culpar o “sistema” por crimes individuais, de olhar para o governo como um messias salvador para todos os males. A ideia romântica do “Bom Selvagem” de Rousseau, tão encantadora para uma elite culpada, é totalmente rechaçada por Lobão.

Compare isso às letras de Chico Buarque, ícone dessa esquerda festiva, sempre enaltecendo os “humildes”: o pivete, a prostituta, os sem-terra. A retórica sensacionalista, a preocupação com a imagem perante o grande público, a sensação de pertencer ao seleto grupo da “Beautiful People” são mais importantes, para essas pessoas, do que os resultados concretos de suas ideias.

Vide Cuba. Como alguém ainda pode elogiar a mais longa e assassina ditadura do continente, que espalhou apenas miséria, sangue e escravidão pela ilha caribenha? Lobão, sem medo de ofender os “intelectuais” influentes, coloca os pingos nos is e chama Che Guevara pelos nomes adequados: facínora, racista, homofóbico e psicopata. Quem pode negar? Ninguém. Por isso preferem desqualificar quem diz a verdade.

Lobão, que já foi cabo eleitoral do PT, não esconde seu passado negro, não opta pelo silêncio constrangedor após o mensalão e tantos outros escândalos. Prefere assumir sua “imbecilidade”, como ele mesmo diz, e mudar. A fraude que é o PT, outrora visto como bastião da ética por muitos ingênuos, já ficou evidente demais para ser ignorada ou negada. Compare essa postura com a cumplicidade dos “intelectuais” e artistas, cuja indignação sempre foi bastante seletiva.

Outra área sensível ao autor é a Lei Rouanet, totalmente deturpada. Se a intenção era ajudar gente no começo da carreira, hoje ela se transformou em “bolsa artista” para músicos já famosos e estabelecidos, muitos engajados na política. Lobão relata que recusou um projeto aprovado para uma turnê sua, pois ele já é conhecido e não precisava da ajuda do governo. Compare isso aos ícones da MPB que recebem polpudas verbas estatais, ou que colocam parentes em ministérios, em uma nefasta simbiose prejudicial à independência artística.

O nacionalismo, o ufanismo boboca, que une gente da direita e da esquerda no Brasil, também é duramente condenado pelo escritor. Quem pode esquecer a patética passeata contra a guitarra elétrica que os dinossauros da MPB realizaram no passado? Complexo de vira-latas, que baba de inveja do “império estadunidense”. Dessa patologia antiamericana, tão comum na classe artística nacional, Lobão não sofre. O rock, tal como o conhecimento, é universal. Multiculturalismo é coisa de segregacionista arrogante.

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No país do carnaval, futebol e novelas, onde reina a paralisia cerebral, a mesmice, o conformismo com a mediocridade, a voz rebelde de Lobão é uma rajada de ar fresco que respiramos na asfixia do politicamente correto, sob a patrulha de esquerdistas que idolatram Chico Buarque e companhia – não só pela música.

Em um país de sonâmbulos, anestesiados com uma prosperidade ilusória e insustentável; em um país repleto de gente em busca de esmolas e privilégios estatais; em um país sem oposição, onde até mesmo Guilherme Afif Domingos, que já foi ícone da alternativa liberal, rendeu-se aos encantos do poder; o protesto de Lobão é mais do que bem-vindo: ele é necessário. Precisamos de mais Lobão, e menos Chico Buarque.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Só faltava essa: agora querem fazer o Chico Buarque de vítima heróica

Pombas! Se o cara bota a cara a tapa a toda hora defendendo Dilma, recebendo bandidos do MST para uma pelada em seu sítio, sendo cabo eleitoral do PT, sendo conivente com as roubalheiras do partido até a raiz dos cabelos, fantasiando-se de Black Bloc, manifestando sempre a sua grande admiração pelo o regime de Cuba y otras cositas más, neguinho quer o quê? Elogios?

Uma coisa é a obra de Chico, outra é o seu caráter e o seu comportamento político público.

Eu não perderia meu tempo discutindo com um “merda”, adjetivo certo, mas pesado demais dada à agressividade de um dos rapazes - sim, foi apenas um que extrapolou -, porque sei que o ilustre parisiense iria fazer como um pombo jogando xadrez comigo: derrubar todas as peças, cagar no tabuleiro e sair voando.

É lógico que a mídia paga pelo governo foi unânime em condenar veementemente o fato, mas, para o meu espanto, algumas figuras que se dizem de oposição também saíram em defesa de Chico, confundindo um pouquinho de macarrão com um porrão de macaquinhos, alguns, para a minha decepção.

Mas que Chico é um merda, lá isso é! 

Foi o Facebook que disse isso...


O vídeo desmonta a vigarice protagonizada por Barroso para barrar o impeachment

Do Augusto Nunes
Sei não, mas esse Rin-Tin-Tin (Barroso) é Lassie...


Sempre caprichando na pose de quem recitava de fraldas artigos e incisos da Constituição, o ministro Luís Roberto Barroso resolveu mostrar, na sessão em que o Supremo Tribunal Federal embaralhou o processo de impeachment, que usa as horas livres do recesso para decorar normas que regulamentam as atividades dos demais Poderes. Conseguiu apenas confirmar que, para impedir o desmoronamento da argumentação mambembe, é capaz de sonegar informações essenciais e mentir publicamente.
─ Alguém poderia imaginar que o Regimento Interno da Câmara pudesse prever alguma hipótese de votação secreta legítima ─ concede o doutor em tudo na abertura do vídeo de 1min57. ─ Eu vou ao Regimento Interno da Câmara dos Deputados e quando vejo os dispositivos que tratam da formação de comissões, permanentes ou temporárias, nenhum deles menciona a possibilidade de votação secreta.
─ Vossa Excelência me permite? ─ ouve-se o cerimonioso aparte de Teori Zavascki.
─ Pois não ─ autoriza o professor de impeachment.
─ Salvo engano meu, há um dispositivo, sim, do Regimento Interno, artigo 188, inciso III ─ prossegue Teori. ─ Diz que a votação por escrutínio secreto far-se-á para eleição do presidente e demais membros da Mesa Diretora, do presidente e vice-presidente de comissões permanentes e temporárias, dos membros da Câmara que irão compor a comissão representativa…
Teori faz uma pausa para virar a página. Barroso, que acompanha a leitura que está terminando, tenta interrompê-la:
─ Sim, mas olha aqui…
─ … e dos cidadãos que irão integrar o Conselho… ─ continua Teori.
As sobrancelhas simetricamente arqueadas e os cílios enfileirados realçam o sobressalto de Barroso com a aproximação do perigo. Então, confisca a palavra e recomeça a leitura do inciso III, cuja íntegra aparece na no vídeo do Portal Vox que escancara a pilantragem togada: para esconder a fraude, o juiz esperto amputa as quatro palavras finais do texto: E NAS DEMAIS ELEIÇÕES.
Animado com a rendição balbuciada pelo confuso Teori, Barroso declama outra falácia:
─ Considero portanto que o voto secreto foi instituído por uma deliberação unipessoal e discricionária do presidente da Câmara no meio do jogo.
Conversa fiada. O Brasil decente é que considera uma infâmia o que Barroso fez para ganhar o jogo. O trecho do Regimento Interno foi guilhotinado por uma deliberação pessoal e discricionária de um servidor público que é pago pelo povo para defender a lei. Coisa de vigarista.

Leandro Karnal: Quem lê Veja é fascista e tapado

O carequinha mais incensado do momento nunca me enganou. Há algum tempo eu desconfio da figura. Rei da empáfia, o cara que faz palestras supostamente motivacionais, uma babaquice muito em moda, em uma dessas chatices para os estudantes de história, na Universidade Federal de Uberlândia, resolveu classificar as pessoas pelo que elas leem, e saiu-se com essa de que quem lê Veja é fascista e tapado, evidenciando que quem é tapado e principalmente fascista é ele, ao classificar as pessoas dessa maneira pueril, superficial e subjetiva.

Sinceramente eu nunca suportei os vídeos de Karnal, mesmo os que ele fala coisas com as quais eu concordo. Seu ar de quem acha que faz cocô cheiroso me dá asco!

A nobreza de caráter de Pedro II é um violento contraste com a imoralidade dos nossos atuais desgovernantes

Mário Assis Causanilhas na Tribuna da Internet

No meio desta crise política e institucional que vivemos hoje, é conveniente olhar um pouco para o passado e rever a grandeza de um governante brasileiro que conquistou reconhecimento internacional. Chama-se Pedro II e morreu exilado em Paris, longe de sua pátria amada. Leiam este relato, extraído do Diário do Barão e Baronesa de Loreto, existente no Museu Imperial de Petrópolis.

O EXÍLIO NA EUROPA

Após dois dias da expulsão da família Imperial, todos seus bens foram saqueados pelos militares e outros leiloados por preços irrisórios. Dona Teresa Cristina morreu em poucos meses (o enterro foi pago por amigos, devido a difícil situação financeira do Imperador), Pedro Augusto teve que ser trancado em uma cabine, pois não parava de gritar e tremer. O único que o acalmava era seu avô Pedro II, que entrava na cabine, sentava ao chão e o abraçava em prantos, dizendo que tudo ficaria bem.

Quando a família Imperial chegou a Lisboa, uma multidão esperava no porto junto aos seus familiares, foi oferecido um palácio e uma voluptuosa fortuna e renda mensal para Pedro. Porém, eles não aceitaram qualquer tipo de ajuda financeira dos parentes portugueses, mesmo Pedro tendo o título de Arquiduque em Portugal, Filho do Rei Pedro, Irmão da Rainha Maria da Glória e Tio do reinante da época.

Dona Isabel, Conde D’Eu e seus três filhos foram para o palácio D’Eu, de seu pai, o Duque D’Eu, na França. Aonde tiveram uma vida confortável diante a fortuna que a família D’Eu possuía.

Pedro II e Pedro Augusto partiram para o centro de Paris, aonde se hospedaram em um simples hotel de três estrelas, pago por um grande amigo de Pedro, que viajou logo em seguida para Europa quando soube do acontecido. Pedro Augusto preferiu ficar em um casa de uma amiga íntima de Freud, que tinha grande estima pelo rapaz, um lugar maior e mais sossegado para acalmar o sofrido jovem. A casa ficava dois quarteirões do hotel aonde Pedro se hospedara, então as visitas de seu avô eram diárias, onde levava seu neto aos museus e bibliotecas da cidade luz.

Tudo parecia que estava em formação, uma nova realidade para todos, e a vida continuava. Pedro II adorava dar aulas na principal biblioteca de Paris para universitários, de história, geografia, botânica, grego e inglês. Sua rotina se resumia em acordar bem cedo, preparar suas aulas, ir para biblioteca, visitar exposições, visitar amigos, tomar café pela tarde e ler até 5 livros em uma única madrugada. Pedro adorava traduzir de forma perfeita as maiores obras literárias para o português, e foi o primeiro a traduzir a obra “Mil e uma Noites” do árabe original para o português do Brasil. A relíquia encontra-se na biblioteca nacional de Coimbra em Portugal.

Em 1890, uma pneumonia instalou-se em seus pulmões, o limitando a ficar na cama de solteiro de seu quarto, escrevendo seus amados contos e poesias e lendo seus livros preferidos. Alguns meses após a doença e tratamento sem bons resultados, morrera naquela cama sozinho, com um saco de areia da praia de Copacabana em seu bolso.

O velório foi digno de um imperador da França, devido a tal prestigio que Pedro gozava entre os intelectuais e nobres da Europa. Um cortejo de mais de 500 mil pessoas tomara as ruas de Paris, e todas as honras monárquicas foram feitas pelo governo Francês. Um fato histórico, pois nunca Paris tinha se mobilizado tanto, nem mesmo por falecimento de governantes locais. Reis, rainhas, nobres, burgueses de todo o mundo estavam presentes no velório e no cortejo, como a Rainha Vitória, da Inglaterra, o presidente dos Estados Unidos e centenas de amigos intelectuais, como o próprio Freud e o filósofo Friedrich Nietzsche.

O governo militar ditatorial brasileiro revoltou-se pelo tamanho da comoção mundial envolta do falecimento de Pedro II. Rompendo acordos diplomáticos com a França, Inglaterra e Alemanha. Nenhum representante do novo governo brasileiro foi mandado para o enterro do expulso Imperador. A mídia fechada pelos militares no Brasil, os jornais não puderam ao menos noticiar o falecimento do monarca. A grande maioria do povo brasileiro só soube do acontecido três meses depois.

Chico Barraco de Umbanda e o barraco em rua do Leblon

A coisa tá ficando feia pras dondocas do uísque com caviar, a elite do PT.

Chico Buarque, que circula sempre pelas ruas do Leblon, bairro onde mora, no Rio, foi provocado na noite dessa segunda-feira por conta de seu ativismo político em favor do PT. O músico, que saía de um jantar na rua Dias Ferreira com Cacá Diegues, foi cercado por uma turma de jovens entre 20 e 30 anos, que incluía o filho de Alvaro Garnero, empresário paulista, e o rapper Tulio Dek, ex-namorado de Cleo Pires. E começou um bate boca. “Petista, vá morar em Paris. O PT é bandido”, escutou Chico, que, ao se defender, disse que a posição do grupo era influenciada por veículos de comunicação e retrucou: “Eu acho que o PSDB é bandido”. A discussão, na porta do restaurante Sushi Leblon, um dos mais concorridos da região, tomou conta da rua. Chico xingou e foi xingado, mas manteve o tom de voz baixo, apesar da alta temperatura. Glamurama tem o registro em vídeo. Play aqui embaixo! (por Julia Moura)

Escárnio: 12 bizarrices aprovadas pela Lei Rouanet

Spotniks

Criada durante o governo Collor, a Lei Federal de Incentivo à Cultura, que mais tarde ficaria conhecida pelo nome do Secretário da Cultura à época, Sérgio Paulo Rouanet, é o principal mecanismo de financiamento e incentivo à cultura do país.

Através de renúncia fiscal, empresas públicas e privadas e pessoas físicas podem patrocinar projetos culturais e receberem o valor em forma de desconto no imposto de renda. Ou seja, os cofres públicos deixam de receber parte daquele dinheiro em troca de um patrocínio cultural, uma forma de “terceirizar” um repasse de recursos federais.

Para que uma pessoa ou empresa possa doar, no entanto, o projeto visado precisa antes ser aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC). E é nesse ponto que as coisas se perdem entre diversos casos estranhos de aprovação de valores astronômicos para projetos pífios ou de repasses que acabam sendo uma forma de bancar patrocínio privado com dinheiro público. Ou de projetos de grande porte que teoricamente não precisariam do auxílio, aprovados pelo Ministério.

Não por acaso, no primeiro governo Dilma, 3% das propostas levaram 50% dos incentivos, um cenário que só contribui para a concentração cultural do país, enquanto pouco incentiva projetos menores.

Se o atual modelo possui falhas, as alternativas não são lá muito convincentes.

O atual Ministro da Cultura, Juca Ferreira, acredita que a Lei é “o ovo da serpente neoliberal” por permitir a renúncia fiscal total dos valores destinados à cultura e defende que esse valor diminua para 80% – algo que desestimularia as doações, já que outros mecanismos legais permitem renúncias de até 125% para outros projetos específicos.

Apesar da solução proposta, o maior problema – as aprovações descabidas – continua. Não só aprovações, como também reprovações, especialmente por motivos políticos: em 2014, o MinC recusou um projeto de um documentário sobre o ex-governador paulista tucano Mário Covas, por conta do ano eleitoral. Mesmo assim, em 2006, outro ano eleitoral, dois projetos sobre Leonel Brizola foram aprovados. E o pior: ambos receberam uma verba milionária de estatais.

Diante de tantos problemas, listamos aqui 12 casos de aprovações, no mínimo, bizarras da Lei Rouanet. A lista conta com patrocínios para artistas renomados, eventos de luxo e até um caso de aprovação sem conhecimento do artista.

1) O Vilão da República – R$ 1,5 milhão
Produção: Tangerina Entretenimento Ltda
Valor aprovado: R$ 1.526.536,35
Tipo: Filme
Ano: 2013

“O Vilão da República” é um documentário que contará a história e a vida de José Dirceu, desde sua participação em movimentos guerrilheiros, passando por sua história pela via partidária até a sua condenação a 10 anos e 10 meses de cadeia por corrupção, em 2012.

O alto valor aprovado para a captação de recursos pelo Ministério, porém, ficou só no papel: o projeto não recebeu apoio de nenhuma empresa.

2) DVD de MC Guimê – R$ 516 mil
Produção: Maximo Produtora Editora e Gravadora Ltda
Valor aprovado: R$ 516.550,00
Tipo: DVD musical
Ano: 2015

O funkeiro MC Guimê, apesar de faturar, segundo estimativas, R$ 300 mil por mês, foi autorizado a captar R$ 516 mil para a produção de um DVD, que será gravado durante um show na cidade de São Paulo. A filmagem será distribuída em 3 mil discos, dos quais 80% serão vendidos pelo preço de R$ 29. Da apresentação musical, 40% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente, 40% serão vendidos pelo preço de R$ 50 e o restante será divido entre os patrocinadores e a população de baixa renda.

3) O Mundo Precisa de Poesia – R$ 1,3 milhão
Produção: Maria Bethânia
Valor aprovado 1.356.858,00
Tipo: Blog
Ano: 2011

Possivelmente um dos blogs mais caros do mundo, “O Mundo Precisa de Poesia” tinha a intenção de levar diariamente uma nova poesia, lida em vídeo, por Maria Bethânia durante um ano. Para a execução desse projeto, o Ministério da Cultura aprovou a captação de até R$ 1,35 milhão em verbas através da Lei Rouanet, mas após as críticas, a cantora desistiu da produção.

4) Turnê Luan Santana: Nosso Tempo é Hoje Parte II – R$ 4,1 milhões
Produção: L S Music Produções Artísticas Ltda (Luan Santana)
Valor aprovado: R$ 4.143.325,00
Tipo: Shows ao vivo
Ano: 2014

Apesar da Lei Rouanet ter sido criada com o intuito de auxiliar artistas menores com pouca visibilidade, na prática as coisas funcionam um pouco diferente.

Em 2014, o Ministério da Cultura aprovou um incentivo de 4,1 milhões para a realização de uma turnê de Luan Santana em diversas cidades do país, dos 4,6 milhões solicitados pela equipe do cantor. Entre as justificativas para aprovação, o Ministério alegou “democratizar a cultura” e “difundir raiz sertaneja pela música romântica”.

5) Turnê Detonautas – R$ 1 milhão
Produção: Detonautas Roque Clube
Valor aprovado: R$ 1.086.214,40
Tipo: Shows ao vivo
Ano: 2013

Assim como Luan Santana, o grupo Detonautas Roque Clube, liderado por Tico Santa Cruz, é outro artista famoso na lista. A aprovação do Ministério da Cultura foi para a captação de 1 milhão de reais em recursos, para a realização de uma turnê em 25 cidades do país.

Em meio a polêmicas por conta do valor destinado a uma banda reconhecida nacionalmente, o projeto não chegou a captar nenhum valor de fato.

6) Shows Cláudia Leitte – R$ 5,8 milhões
Produção: Produtora Ciel LTDA
Valor aprovado: R$ 5.883.100,00
Tipo: Shows ao vivo
Ano: 2013

Outro famoso autorizado a captar recursos pelo Mecenato do Ministério da Cultura, Cláudia Leitte foi aprovada para captar quase R$ 6 milhões pelo programa para a realização de 12 shows em cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste em 2013. Em meio a críticas, a cantora acabou recebendo “somente” 1,2 milhão de reais em apoio.

E os escândalos em torno desse projeto não assustam só pelos valores: segundo o jornal O Dia relatou na época, a produtora Ciel possuía diversas dívidas, assim como outras empresas da cantora, que teria montado um esquema com diversos CNPJs para conseguir a aprovação do MinC para a captação de verbas.

7) Filme Brizola, Tempos de Luta e exposição Um brasileiro chamado Brizola – R$ 1,9 milhão
Produção: Extensão Comunicação e Marketing Ltda
Valor aprovado: R$ 1.886.800,38
Tipo: Exposição e Filme
Ano: 2006

Ao mesmo tempo que negou o patrocínio ao filme sobre Mário Covas, citado no início do texto, por motivos de proximidade das eleições, o Ministério da Cultura aprovou, em 2006, ano de eleição, dois projetos sobre a vida de Leonel Brizola, histórico militante do PTB, conduzidos pela Extensão Comunicação e Marketing, que somam 1,88 milhão de reais.

Desse valor, “somente” R$ 1.052.100 foram efetivamente captados. Entre as empresas que apoiaram financeiramente o projeto estão as estatais Petrobras (R$ 592 mil), Eletrobras (R$ 300 mil) e CEEE (R$ 50 mil).

8) Peppa Pig – R$ 1,7 milhão
Produção: Exim Character Licenciamento e Marketing Ltda
Valor aprovado: R$ 1.772.320,00
Tipo: Teatro infantil
Ano: 2014

Até mesmo a porquinha britânica está na lista dos aprovados para captar recursos da lei. Mesmo sendo personagem de um dos desenhos mais famosos da TV por assinatura, o espetáculo “Peppa Pig” foi autorizado pelo Ministério da Cultura a captar quase 1,8 milhão de reais em recursos. E não pense que é uma obra de caridade: segundo a ficha apresentada pelos produtores, apenas 10% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente.

9) Concertos aprovados sem o conhecimento do maestro João Carlos Martins: R$ 25 milhões
Produção: Rannavi Projeto e Marketing Cultural
Valor aprovado: R$ 25.319.712,98
Tipo: Concerto musical
Ano: 2013

Já pensou ser aprovado para receber mais de 25 milhões de reais sem precisar mover um dedo para isso? Foi o que aconteceu com o maestro João Carlos Martins, em 2013.

Em novembro daquele ano, dois projetos envolvendo o músico foram aprovados para captarem um valor total de R$ 25,3 milhões pelo Ministério da Cultura. A Folha de São Paulo percebeu a aprovação e entrou em contato com o músico para saber maiores detalhes das apresentações. Foi só então que maestro descobriu que tinha sido aprovado para uma captação de recursos através da Lei Rouanet, a qual ele não havia solicitado.

Diante da situação embaraçosa, o maestro solicitou o cancelamento da captação de recursos junto ao órgão. Mais tarde, investigações mostraram que a empresa solicitante, Rannavi Projeto e Marketing Cultural, havia feito o pedido sem o consentimento do maestro. A empresa também possuía dados duvidosos e não havia repassado documentos que comprovassem a sua relação com os projetos do maestro e com outros dois projetos solicitados ao MinC.

10) Painel Artístico Club A São Paulo – R$ 5,7 milhões
Produção: ZKT Restaurante, Bar, Teatro, Buffet e Eventos Ltda (Club A)
Valor aprovado: R$ 5.714.399,96
Tipo: Música “Popular”
Ano: 2013

Outra bizarrice aprovada em 2013 pelo Ministério da Cultura, conforme noticia a Veja SP: 5,7 milhões de reais para a realização de “um painel artístico de difusão cultural nos segmentos da música, dança e artes cênicas” no Club A, em São Paulo. O clube da elite paulistana, que tem como ex-sócio Amaury Jr., faria uma lista com pessoas selecionadas para participar do evento. Quem não tivesse o nome na lista precisaria pagar R$ 160 para entrar.

Ironicamente, o projeto caríssimo e requintado da casa foi aprovado no segmento “Música Popular” para captar até 5,7 milhões de reais para a realização do painel, mas nenhum valor foi de fato captado pelos organizadores.

11) Shrek, O Musical e Turnê – R$ 17,8 milhões
Produção: Kabuki Produções Artísticas Ltda
Valor aprovado: R$ 17.878.740,00
Tipo: Teatro
Ano: 2011 e 2012

A produção acima custou R$ 11,3 milhões – a captação de recursos não atingiu o limite aprovado. Se a foto já deixa algumas dúvidas sobre a recepção da peça pelo público, a crítica especializada confirma algumas expectativas: o espetáculo recebeu a nota mínima, 1 de 5, na Veja SP.

E, apesar do aporte multimilionário, os ingressos para a peça do ogro não saíram de graça, chegando a custar R$ 180 por pessoa.

12) Cirque Du Soleil – R$ 9,4 milhões
Produção: T4F Entretenimento S.A
Valor aprovado: R$ 9.400.450,00
Tipo: Teatro
Ano: 2005

Durante sua passagem pelo Brasil em 2005, o canadense Cirque Du Soleil, maior produtor teatral do mundo, foi aprovado para captar até R$ 9,4 milhões em recursos através da Rouanet. O valor foi quase totalmente captado e recebeu aporte de empresas como Bradesco e Gol, que depois puderam solicitar o valor como desconto no pagamento de impostos, segundo o funcionamento da Lei.

O problema: estas empresas também fizeram marketing e colocaram sua marca nos kits de divulgação do evento e em algumas partes do espetáculo. O valor aprovado pelo MinC também é questionável quando levado em conta o preço dos ingressos, que chegavam a custar mais que o salário-mínimo da época.

No final, o seu dinheiro foi indiretamente utilizado para financiar um patrocínio privado e um dos espetáculos circenses mais caros do mundo. Que você também teria que pagar, caso quisesse assistir.


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Só mesmo uma canalha como Dilma poderia nomear um investigado pelo MP para secretário da Fazenda

Mais um da quadrilha
Deu no Correio Braziliense

Anunciado na segunda-feira (21/12) como o novo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique Oliveira é alvo da Operação Zelotes, que apura suposto esquema de compra de medidas provisórias nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O Ministério Público Federal pediu em outubro as quebras dos sigilos bancário e fiscal dele entre 2008 e 2015, o que teria sido autorizado pela Justiça Federal, segundo investigadores. O processo tramita sob sigilo.

Atual “número 2” do Planejamento, Oliveira é citado na investigação como possível elo, no governo federal, dos lobistas suspeitos de “comprar” medidas provisórias. As provas já colhidas apontam que os lobistas tinham contatos no Palácio do Planalto e em ao menos dois ministérios para, supostamente, tratar da edição das normas, que concederam incentivos fiscais a montadoras de veículos.

Oliveira já era braço direito do novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que o manteve no cargo mesmo depois que seu nome foi citado na Operação Zelotes. Agora, vai acompanhar Barbosa na Fazenda.

Dyogo Henrique Oliveira era secretário adjunto de Direito Econômico do Ministério da Fazenda em 2009 e 2011, quando foram discutidas, editadas e aprovadas as Medidas Provisórias 471 e 512, que estão sob suspeita de “encomenda” e que ampliaram o prazo de incentivos fiscais dados à montadoras de veículos instaladas nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Ele é citado em anotações do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS, nas quais registrava dados sobre a negociação das normas. Num dos trechos, ele anotou “Diogo/José Ricardo”, seguido de “Secretaria de Política Econômica” e “SPE”.

Num documento de 2011, a Marcondes e Mautoni Empreendimentos, empresa que teria atuado na compra das MPs, também registra uma reunião com Dyogo entre 28 e 31 de março. O sócio da Marcondes, o lobista Mauro Marcondes, e APS estão presos e já foram denunciados por envolvimento no esquema. Marcondes também é investigado pelo repasse de R$ 2,5 milhões à uma empresa de Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula no mesmo período da edição de medidas provisórias de interesse do setor automotivo.

Em nota enviada à reportagem em outubro, Dyogo Oliveira afirmou que, como secretário da Fazenda, tinha como uma de suas atribuições “manter reuniões regulares com diversos setores produtivos, durante as quais esclarecia aspectos legais e técnicos das medidas econômicas em debate”.

Dyogo Henrique Oliveira assegurou que “não mantém qualquer tipo de relacionamento com as pessoas citadas como lobistas pela imprensa e que está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades da investigação”.


Enquanto Dilma felicita Maduro, Macri pede liberdade e democracia à Venezuela

Notem que quem está atrás da anta é o aspone toptop, o boca-podre e chanceler de araque para merdas latinas.

Madre Teresa de Calcutá era uma boa bisca? Há controvérsias.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O despertar das múmias

É inacreditável que hoje certas múmias ainda esperneiem e esbravejem em defesa de Getulio Vargas. Mas elas existem. A Tribuna da Internet tem uma penca de comentaristas estrebuchantes que acham o déspota que virou um anjo democrata em cinco anos o suprassumo do progresso no Brasil. É só falar da Petrobras que eles aparecem como moscas na merda.

Hoje, em um artigo sobre a estatal, Miguel Reale Júnior escreveu:

“Na biografia de Getúlio Vargas (terceiro volume) Lira Neto conta que as acusações se prendiam à importação de dois veículos Rolls Royce para a Presidência da República, livre de imposto de importação. A importadora em vez de dois veículos importou quatro, livres de impostos, destinando dois a particulares – um à importadora Santa Teresinha, da família Maluf, e outro ao magnata Peixoto de Castro. Outras irregularidades denunciadas diziam respeito à concessão de loterias federais e à compra de locomotivas para a Central do Brasil sem licitação. A oposição dizia-se estarrecida, comenta o biógrafo, e daí apodar-se o governo de mar de lama.”

Foi o bastante para o despertar das múmias. Uma delas comentou, entre outras coisas:

“A expressão lacerdista ‘mar de lama’, Carlos Lacerda e a UDN são também uma parte podre que atrasou o Brasil. Golpistas, caluniadores de Getúlio, de Juscelino, de Jango, são parte suja de nossa história.”

“Getúlio Vargas, embora no primeiro governo tenha sido uma ditadura cruel, (…) além de governar bem [no mandato de 1951], resistiu a uma série de golpes da UDN durante todo o seu mandato e, por amor à Pátria, teve a genial coragem de suicidar, (…)”

Eu não resisti e respondi, citando os trechos acima:

Chego a duvidar do que leio quando o texto vem de queremistas. Falam de um ditador que governou através de golpes atrás de golpes como se este fosse um anjo de candura amarrado pela cintura, mas consideram todos que eram contra como golpistas. De mais a mais, quem garante que se esses “golpistas” não nos livraram de mais um golpe de Getúlio se tudo estivesse correndo frouxo? Afinal, não se conhece déspota algum que tenha sido defenestrado do poder e voltado como democrata bonzinho.

Para culminar, a expressão “genial coragem de suicidar” sendo usada a favor do “Velho” é, no mínimo, fora de propósito. Se houve quem achasse isso “genial”, certamente esse alguém veio da oposição, ou “golpista”, segundo os getulistas.

Nonsense puro.

Aí, a múmia respondeu:

Ricardo, não fica claro em seu escrito que você seja um remanescente da UDN. Mas sua complacência com o golpista Carlos Lacerda e UDN golpistas deixam isto a entender. Por outro lado, “queremistas” é uma expressão inventada pela própria UDN para as massas que queriam Getúlio de volta. A expressão significava “queremos Getúlio”, e daí a UDN criou o jargão “queremista”, já fora de uso mas agora reavivado por você.

Sua expressão : “Afinal, não se conhece déspota algum que tenha sido defenestrado do poder e voltado como democrata bonzinho”. Getúlio Vargas, no primeiro governo, foi um déspota, prendeu adversários, especialmente os comunistas, torturou, mandou matar, entregou Olga Benário Prestes, que estava no Brasil e casada com brasileiro, sendo judia, para Hitler matar em câmara de gás, fez o diabo, mas criou a CLT, postos de saúde e hospitais em todo o Brasil – muitos têm o seu nome, e pelos desgovernos que se seguiram, mantém ainda a estrutura física deixada por Getúlio, tudo isso no mandato despótico, tirânico. A expressão “bonzinho” fica por sua conta, mas mesmo com seu modo tirânico de governar, voltou à presidência pelo voto do povo, democraticamente. Ninguém “bonzinho, se é que há, entra para a política. Portanto, você comete um erro histórico ao dizer que “afinal, não se conhece déspota algum que tenha sido defenestrado do poder e voltado como democrata bonzinho.” Getúlio voltou, fez um governo democrático e, na eleição, foi apoiado por Luiz Carlos Prestes, marido de Olga Benário e pai da filha do casal, mas Prestes não apoiou Getúlio por simpatia pessoal, mas pela grandeza do PCB que deliberou que, ante as opções colocadas, Getúlio era o melhor candidato, e estava mais próximo dos ideais da esquerda.

Há aqui, também, de se reconhecer o patriotismo extremo de Luiz Carlos Prestes e sua firmeza ideológica, além de seu caráter não revanchista: apoiou nas eleições o carrasco de sua esposa enviada a Hitler para morrer em câmara de gás.

Minha suspeita de que você é um remanescente udenista baseia-se no fato de você não reconhecer nem condenar as atitudes golpistas, inconstitucionais, de Carlos Lacerda e a UDN desde o governo eleito de Getúlio Vargas : tentaram sem parar apoio dos militares para dar um golpe de Estado. Um dos motivos da oposição da UDN e de Lacerda a Getúlio foi a criação da Petrobras, da Companhia Siderúrgica Nacional, que os udenistas, cuja maior expressão econômica foi o Sr. Roberto Campos eram ligados ao IBAD/CIA e contrários à exploração do petróleo e dos minérios pela indústria brasileira, pois desejavam que as indústrias no Brasil fossem todas norte-americanas. Isto está nos livros de História. Queria a UDN que o Brasil tivesse sua economia tocada somente à venda de café para o exterior e de matérias primas, como minério e outros bens in natura nacionais para que fossem industrializados nos EUA. A UDN era entreguista, queria que continuasse o Brasil subordinado politicamente ao agronegócio (o café especialmente), à burguesia latifundiária, e temiam perder poder com a ascensão da burguesia industrial. Foi este o motivo de Lacerda e a UDN forçarem sempre um golpe para derrubar Getúlio, depois Juscelino, depois Jango – além da obsessão alucinada de Carlos Lacerda em ser presidente da República.

Se Luiz Carlos Prestes teve o gesto de grandeza e patriotismo ao cumprir resolução do PCB em apoiar Getúlio nas eleições, malgrado sua mágoa pessoal (coisa que pouquíssimos de nós, incluindo eu e você fariam), Getúlio, antevendo que a UDN iria dar o golpe em 1954, com Carlos Lacerda insuflando as massas, com a expressão “mar de lama” e outras, como “ladrão” (não houve censura à imprensa no governo democrático de Getúlio Vargas), sentindo Getúlio que Lacerda e a UDN tinham base na classe média para dar o golpe de Estado, teve a idéia genial de suicidar-se e deixar sua carta-testamento, o que fez que Carlos Lacerda tivesse de se esconder e a UDN recuar. Houve uma rebelião popular contra Lacerda e os udenistas. Getúlio foi patriota e seu suicídio foi um gesto de grandeza, um holocausto ao altar da Pátria, não permitindo, com seu suicídio, que os entreguistas da UDN tomassem o poder, e naquela época entregassem suas criações, a Petrobras, a CSN para os norte-americanos. Foi o suicídio de Getúlio que nos permitiu ter a Petrobras como empresa nacional até hoje. Getúlio, realmente, resolveu deixar a vida para entrar para a História. Com o suicídio, Getúlio atrasou por dez anos o golpe de Estado da UDN, CIA/IBAD com apoio dos militares, Lacerda à frente. Mas aí a CSN, a Petrobras, a CLT já estavam consolidadas. Os militares se afastaram da UDN e Lacerda teve de sair do panorama político, porque não teve mais lugar. Assim como Magalhães Pinto, outro golpista da UDN e governador de Minas Gerais, e Adhemar de Barros, governador de São Paulo, todos conspiradores da UDN para dar o golpe. Também esses dois, após o golpe, ficaram a ver navios e tiveram de recolher-se.

Deve ser difícil para você entender que o suicídio foi a jogada política mais genial de Getúlio, porque você está pensando Getúlio como se fosse ele você mesmo, que não tem esta coragem e nunca terá. Mas ele teve, e deixou seu nome marcado indelevelmente na História do Brasil : Praticamente não há uma cidade de médio ou grande porte que não tenha um “Hospital Getúlio Vargas”, ou Avenida Presidente Vargas, ou bustos de Getúlio em bronze, em todo o Brasil. Difícil para você entender, não é ?

E eu comentei de novo:

Então vamos lá. A começar por você considerar “patriotismo extremo” Prestes ter apoiado Getúlio, “o carrasco de sua esposa”, por “sua firmeza ideológica” me dá a certeza que seu juízo não anda bem das pernas. As ideologias, meu caro, nunca estiveram acima das questões humanitárias, pelo menos para as pessoas de bem, o que não era o caso de Prestes, que historicamente nunca se importou com a vida das pessoas que o cercavam, não sei se por mau caratismo ou por burrice mesmo. Provavelmente ambos.

Citando Prestes nesse caso você nada mais faz que confirmar o que eu disse antes sobre o absurdo de considerar o suicídio de Vargas uma “genial coragem” cujo propósito vago seria impedir que a UDN tomasse o poder nos dez anos seguintes. Volto, pois, às questões humanitárias: um suicídio não é solução para nada e de maneira nenhuma pode ser considerado um ato de coragem, principalmente em se tratando de questões políticas. O suicídio de Getúlio foi por vergonha, falta de argumentos para provar a sua inocência ante as acusações de corrupção contra ele o seu governo e por uma extrema covardia.

Quanto às suas suspeitas sobre mim, elas são tão delirantes quanto as sua versões enviesadas da História. Muito menos eu preciso de suas supostas aulas, além de verborrágicas, extremamente tendenciosas, principalmente quando se trata de definir quem são ou eram os golpistas.

Quanto ao queremismo, ele é uma expressão que, ao contrário do que você diz, não caiu em desuso, por se tratar de denominar um fato histórico, que deixou herdeiros como você, que de tanto elogiar o déspota parece querer a ressurreição e posse de Getúlio, 60 anos depois do seu suicídio.

Para terminar, eu não tenho motivos para suicidar: não piso em mares de lama e tenho a consciência limpa.

E a múmia resolveu calar-se. Pelo menos até agora.

Mas ressurgiu dos mortos (22/12):

Ricardo, quem é você, que bagagem você tem, que estudos históricos você fez e que tratados sobre personalidades você leu para blasfemar que Prestes foi um mau caráter ? Você produziu uma “pérola” quando disse que : “as ideologias, meu caro, nunca estiveram acima das questões humanitárias, pelo menos para as pessoas de bem, o que não era o caso de Prestes, que historicamente nunca se importou com a vida das pessoas que o cercavam, não sei se por mau caratismo ou por burrice mesmo. Provavelmente ambos.” Primeiro é uma frase confusa, porque eu não sei o que você quis dizer com ‘questões humanitárias’ (Médicos sem Fronteiras ? Madre Tereza de Calcutá ?) Não dá para saber o que você quis dizer com ‘questões humanitárias que estão acima das ideologias’, o que torna a resposta à sua postagem quase impossível. Mas vamos lá:

Você desconhece que muitos brasileiros, em sua maioria jovens, colocaram sua vida em alto risco (embora eu não concorde com o que eles fizeram) e muitos morreram, foram torturados, durante a Ditadura que sobreveio 1964 por pura ideologia ? Você sabe a força sobre-humana que tem a ideologia, principalmente nas esquerdas ? Que bagagem tem você, volto a perguntar, para fazer a afirmação de que Luiz Carlos Prestes ” historicamente nunca se importou com a vida das pessoas que o cercavam, não sei se por mau caratismo ou por burrice mesmo. Provavelmente ambos.” ? Para dizer uma coisa dessas você precisaria apresentar os documentos históricos comprovando isso, precisaria ter estudado a fundo a História do Brasil e não ficar restrito apenas àquilo que você ouviu falar.

Que bases livrescas você tem para dizer que “O suicídio de Getúlio foi por vergonha e falta de argumentos para provar a sua inocência ante às acusações de corrupção contra ele o seu governo.” Nenhum historiador, dos muitos que escreveram sobre a História Recente do Brasil, como Leôncio Basbaum, Caio Prado Junior corroboram esta sua blásfema afirmação. O suicídio de Getúlio foi um gesto político e de grandeza, que nos deixou um legado. Para que você nunca mais despreze a ideologia a ponto de achar que ninguém morre por ideologia, cito o exemplo dos homens e mulheres-bomba, no Oriente Médio, que sabem que vão morrer, mas executam o ato terrorista em nome de Alah !

Que dúvidas você tem que o suicídio de Getúlio adiou por dez anos o golpe civil-militar, liderados por Lacerda, Golbery, Geisel e outros bichos ? Eles já estavam prontos para invadir o Palácio do Catete em 1954. Golbery e Geisel já eram oficiais graduados. E, por outra, Getúlio nunca foi ladrão. Nunca houve o achado de corrupção contra Getúlio e seu governo. E, por outra, eu não estou querendo desenterrar Getúlio. Apenas lanço mão da História para entender o presente.

Em suma, Ricardo Froes, cresça e apareça !

Respondi:

A mesma pergunta eu faço a você e à sua presunção: quem é você Ednei Freitas?

Em primeiro lugar, não se faça de idiota, mais do que você parece ser, me perguntando se as questões humanitárias a que eu me referi tinham a ver com Médicos sem Fronteiras e Madre Tereza de Calcutá. Você entendeu muito bem e sabe a que eu me referi. Não há nada além de lógica no meu texto, muito claro, por sinal. A sua retórica furada morreu junto com Getúlio e você ainda não se deu conta. Não use seu cadáver para interpretar o que eu escrevi, porque não há nada a ser interpretado.

Não, seu Ednei, eu não sou restrito apenas àquilo que ouvi falar. Eu apenas procuro aprender História em fontes confiáveis e isentas, ao contrário de você que recita suas catilinárias – para usar uma palavra em voga – buscando uma história que se adéque à sua paixão cega, típica dos fanáticos.

Exatamente por isso eu não vou ficar aqui aturando as gracinhas do tipo “cresça e apareça” de um verborrágico fanático a troco de debater fatos que já tiveram sua importância à época, mas que hoje não representam absolutamente nada, já passaram para uma História quase remota e que zumbis getulistas insistem em tentar ressuscitar em vão.

Portanto, seu Ednei, eu nem preciso lhe desejar que “decresça e suma”: você já faz isso sem precisar do meu incentivo.

E a múmia:

Ricardo, você é um ser desprezível. Em suas contestações você não exibe respostas, mas se acha no direito de dirigir insultos, senão vamos ver. Eu lhe perguntei: “Ricardo, quem é você, que bagagem você tem, que estudos históricos você fez e que tratados sobre personalidades você leu para blasfemar que Prestes foi um mau caráter ?” E você não responde à pergunta e ainda faz uso da palavra para me insultar, me chamar de fanático : ” Eu apenas procuro aprender História em fontes confiáveis e isentas, ao contrário de você que recita suas catilinárias – para usar uma palavra em voga – buscando uma história que se adéque à sua paixão cega, típica dos fanáticos.” Na resposta, em vez de insultar, você deveria dizer quais são estas fontes confiáveis e isentas de que fala.

Você fala em conteúdo lógico de seu escrito. Mas, pergunte a alguém letrado que você conheça se a frase que você criou tem algum conteúdo lógico : “As ideologias, meu caro, nunca estiveram acima das questões humanitárias, pelo menos para as pessoas de bem” O que você quis dizer com isso ? Ninguém que leia sua frase vai compreender o que você quis dizer. A frase é ilógica, como é ilógico o “Samba do Crioulo Doido”. É só você que não percebe isso.

Você volta a me insultar, coisa que eu não fiz com você, quando diz : ” buscando uma história que se adéque à sua paixão cega, típica dos fanáticos.” Você afirma assim que eu fico distorcendo a História a meu bel prazer para que ela se adeque ao que você chama de minha paixão cega , típica dos fanáticos”. Fanático por quem, por Luiz Carlos Prestes ? – Não sou ! Por Getúlio Vargas ? – Não sou ! Por Getúlio não sou porque, apesar do legado fundamental que ele deixou para o Brasil, como o FGTS, a Petrobras, A CSN e a indústria nacional, eu não tenho como ser fanático por um homem que foi ditador sanguinário, que matou e torturou adversários políticos, que enviou Olga Benário Prestes do Brasil (onde ela tinha filha e marido brasileiros) para a Alemanha de Hitler, onde foi para a câmara de gás. Mas é inegável que precisamos estudar Getúlio, dando a ele os méritos que teve, e com isso estudar a UDN, sua adversária ferrenha, que se faz presente ainda nos dias de hoje através do DEM e do PP. Você me conhece para vir a me chamar de fanático ? Qual é o seu currículo ? Que círculos históricos você frequentou ? Você estudou psiquiatria, para taxar prestes de mau caráter (em psiquiatria chama-se Psicopata) ou a mim de fanático (em psiquiatria neurótico obsessivo compulsivo) ?

Você não respondeu à minha pergunta, mas aproveitou-se dela para proferir mais um insulto : “A mesma pergunta eu faço a você e à sua presunção: quem é você Ednei Freitas?’

Eu lhe respondo: Sou médico, com 4 anos de pós graduação em Psiquiatria, seis anos de formação psicanalítica na International Psychoanalytical Association, associação criada por Freud, cuja sede é na Inglaterra. Tenho também pós graduação de um ano em História do Brasil e três anos de estudo de Filosofia. O que eu disse acima sobre Getúlio e Prestes eu li nos livros de História. Você, assim mesmo, se acha à vontade para insultar-me de novo, sem que eu lhe tenha insultado, mas dizendo um absurdo, próprio dos incautos : ” verborrágico fanático a troco de debater fatos que já tiveram sua importância à época, mas que hoje não representam absolutamente nada, já passaram para uma História quase remota e que zumbis getulistas insistem em tentar ressuscitar em vão.” Verborrágico porque, Ricardo ? Porque alguns textos que eu trago são longos ? Há verborragia quando o conteúdo prolixo de um discurso ou escrito não chega a lugar nenhum. Segundo o dicionário Aurélio, verborrágico significa “Grande abundância de palavras, mas com poucas idéias, no falar e no discutir. Veja que não é o meu caso. No sentido que expressa o dicionário Aurélio, o verborrágico aqui não sou eu, mas sim você, que fala, fala, fala mas o que fala é imprestável ou não tem sentido como a seguir: “Então vamos lá. A começar por você considerar “patriotismo extremo” Prestes ter apoiado Getúlio, “o carrasco de sua esposa”, por “sua firmeza ideológica” me dá a certeza que seu juízo não anda bem das pernas. As ideologias, meu caro, nunca estiveram acima das questões humanitárias, pelo menos para as pessoas de bem, o que não era o caso de Prestes, que historicamente nunca se importou com a vida das pessoas que o cercavam, não sei se por mau caratismo ou por burrice mesmo. Provavelmente ambos.”

E você, incapaz de entender a importância da História, dá mais uma mostra de sua ignorância na postagem logo acima, quando diz : “Voltaram 60 anos no calendário da Tribuna e não me avisaram?” Deveríamos queimar todos os livros de História numa fogueira ? A História, para você não tem qualquer importância ? O que interessa é o aqui e o agora, e o que passou devemos esquecer ? Você sabe porque a Polícia Federal batizou a última operação de catilinária ? Para você, como diz acima, catilinária é apenas uma palavra em voga. Não é não, é História, e muito mais antiga do que os 60 anos que segundo você a Tribuna faltou com a gentileza de lhe avisar antes de publicar, contido em sua queixa: “Voltaram 60 anos no calendário da Tribuna e não me avisaram?…” O CN deve antes lhe avisar ou pedir permissão antes de a Tribuna publicar matéria falando de 60 anos atrás ou mais ? – Peça isso a ele !

Tenha mais respeito com o interlocutor quando você for debater aqui na Tribuna. Não use insultos, até porque é uma regra da Tribuna não admitir insultos. Insulto significa, sempre, falta de argumento. Além de molecagem!

Um aparte:

Caros Ricardo Froes e Dr. Ednei Freitas … os senhores estão num papo furado … desde a Frente Ampla que o Brasil está em busca de aperfeiçoamento contínuo e consistente da Democracia … temos que admitir que JK, Jango e Lacerda sepultaram de vez o infantilismo democrático!!!
Juntemos nossas forças no combate à hegemonia petista – os que deram um golpe no PMDB!!!

Finalizei:

Não consta que eu tenha pedido seu currículo, Ednei Freitas. Eu apenas perguntei quem é você e não aonde aprendeu seu ofício, mas se quiser se pavonear, fique à vontade. O espaço não é meu e tampouco vou perder mais meu tempo aturando a irrelevância da sua verborragia.

O Lionço tem razão, o papo furou e eu já disse isso no meu comentário anterior. Fique com o seu getulismo desvairado e com a última palavra, já que ela é tão importante para você. Eu sou um burro e você um luminar. Satisfeito?


Só um conselho: procure um psiquiatra porque essa sua megalomania não é normal…