sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Karaguiri detona Duvivier

Eu já havia postado um vídeo que comentei aqui, faz dez dias, da entrevista de Gregorio Duvivier em Portugal. Agora quem manda é Kim Kataguiri:

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Dilmantras

“Em Vidas Secas está retratado todo problema da miséria, da pobreza, da saída das pessoas do Nordeste para o Brasil.”

“O meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável.”

Console-se, Dilma: 75% dos americanos acham que a corrupção é generalizada no governo de Obama

De acordo com as pesquisas Gallup, a maioria dos americanos desconfiam de seu governo. Enquanto no ano passado foi descoberto que gritantes 75% veem a corrupção governamental generalizada, 49% consideram o governo como uma ameaça imediata a partir de 2015.

Estes números sobem em uma constante desde 2008, quando Barack Obama assumiu a presidência. Em comparação, 66% perceberam enorme corrupção do governo em 2009. Esse número saltou para cima nove pontos em 2010, coincidentemente quando Obamacare foi assinado como lei.

Gallup explica que perceber o governo como uma ameaça é mais o resultado de “antipatia para com a parte controladora da Casa Branca, em vez de ... uma atitude filosófica sobre o governo”. Seus dados mostram que democratas e republicanos mudam de opinião sobre a questão “governo como ameaça”, dependendo de quem ocupa a presidência. No entanto, sob Obama, os republicanos mostram uma preocupação mais forte de uma “ameaça imediata”.

Quando os entrevistados foram perguntados o que está por trás da crença de que o governo é uma ameaça, a maioria deles mencionou estas quatro áreas, da maior para a menor: o governo grande / demasiadas leis, as violações da liberdade / liberdades civis, controle de armas, e também o envolvimento na vida privada. A questão do casamento, cuidados de saúde, e os gastos estão muito mais abaixo na lista.

Brizola, o patrono dos arrastões

Versão reduzida porque ninguém aguenta Brizola por muito tempo.

Para Stedile, nós não sabemos, mas já estamos em Cuba

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Estado, democracia e participação popular na América Latina” na UERJ - mais uma piada de mau gosto dos esquerdopatas

“Jefferson Viana: Sessão de tortura - o evento socialista da UERJ

Entre os dias 14 e 16 de setembro, aconteceu no campus São Gonçalo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro o seminário internacional “Estado, democracia e participação popular na América Latina”, com a participação de professores de universidades da Bolívia, Argentina, Colômbia e Venezuela, com palestras de cunho majoritariamente socialista e com patrocínio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

As palestras que aconteceram em tal seminário foram uma verdadeira glorificação ao atraso do nosso continente graças a políticas e a políticos de cunho socialista-populista. Mas o que conseguiu me abismar foi a palestra de abertura do evento, com a professora da Universidade Federal Fluminense e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Virgínia Fontes.

Decidi no evento me controlar e evitar o confronto, afinal tinha a consciência de que estava em ambiente inimigo. Porém também decidi que anotaria tudo que a palestrante falava para despejar toda a minha indignação aos leitores nesse artigo.

A palestrante durante a sua fala usou dos jargões históricos da esquerda, como o de que a esquerda é quem luta pelo fim da pobreza, dizer que o PMDB é um partido de direita, que a Venezuela é governada em plena democracia, ataques à polícia “fascista”, chamou a classe média de “reacionária”, porém fiquei assustado com algumas partes em especial da fala da professora e pesquisadora.

A própria assume que as religiões cristãs são um perigo para o governo popular, que o crescimento do catolicismo e do protestantismo se deu pela ausência do Estado, e deu como solução a perseguição ao cristianismo no Brasil. O próprio Karl Marx propõe isso, quando diz que “a religião é o ópio do povo”. E ainda falou que líderes da vertente protestante do cristianismo planejam uma conspiração neoliberal no Brasil.

A palestrante também, em um surto de agitação disse que “a luta se aprende na universidade”. Naquele momento, Virgínia Fontes assume que se deve transformar o ambiente acadêmico em feudo de militância socialista, como acontece em boa parte das universidades brasileiras, transformando a educação em ode a ditaduras sanguinárias e destruição dos direitos naturais. E ainda disse existir uma “pauta conservadora” no Ministério da Educação e na CAPES, dizendo que os projetos de ciências humanas são preteridos por serem pesquisas ligadas ao pensamento de esquerda. Como todos nós sabemos, desde os anos 1950, a esquerda tomou de assalto o pensamento educacional brasileiro, e vemos os resultados dessa educação nas avaliações internacionais a cada ano, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA).

Mas o que mais me abismou foi o ataque celerado de Fontes ao pensamento liberal brasileiro. Segundo ela, “O Capital Internacional” e a “Rede Globo” financiaram 100 estudantes brasileiros para irem estudar nos Estados Unidos para depois voltarem ao Brasil com essa “porcaria” de “Menos Marx, Mais Mises”. Sim, estamos incomodando os defensores do genocídio revolucionário, do Estado agigantado e regulador em excesso, dos ceifadores da propriedade privada e da liberdade. E com quase toda a plateia aplaudindo e tendo orgasmos nesse momento! E assumiu a existência do famigerado Foro de São Paulo e o seu modus operandi, que é a utilização dos mecanismos transnacionais via cláusula democrática pela Organização dos Estados Americanos. Sim, fez-se a defesa da instituição mais abjeta e suja da América Latina, que tem como objetivo final realizar a implantação do socialismo no continente. E finalizando que “pessoas no Brasil têm sido utilizadas pelo capital internacional para atrapalhar o governo popular e democrático do PT”.

Esse evento realizado mostra a realidade da academia brasileira, demostrando a defesa do atraso e do ineficiente, propondo socialismo de forma romântica, na conquista de corações e mentes para a defesa da causa revolucionária, como propunha Antônio Gramsci nos seus “Cadernos do Cárcere”. Onde se fazem defesas acaloradas do governo Maduro na Venezuela e até do governo norte-coreano de Kim Jong-Un. Doutrinando os alunos para que mais à frente sejam também os defensores do atraso na manutenção desse ciclo vicioso, na manutenção do retrógrado e do arcaico na educação e cultura do Brasil.

Babaquice da “identidade de gênero” toma proporções descabidas - aluno agora é “alunx”

Aviso do Colégio Pedrx Segundx
Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros, não satisfeitos em terem todo apoio para soltar as frangas publicamente, agora partem para a esculhambação da Flor do Lácio.

Deu no Globo:

O “x” pode deixar de ser a principal letra usada na matemática para se tornar protagonista em diferentes disciplinas escolares. O uso da letra para suprimir gêneros não é novo. Movimentos feministas e LGBTs já pregam a utilização de termos como “médicx”, “enfermeirx” e “advogadxs”. A novidade está no recurso em ambientes escolares. No Colégio Pedro II, em São Cristóvão, o “x” no lugar das letras “a” e “o” já está em avisos institucionais em murais e em cabeçalhos de provas. Para especialistas, é importante o debate sobre gênero, mas eles sugerem cuidado ao se decidir quando fazer isso.

Reservo-me o direito de não publicar os comentários dos “especialistas” no assunto publicadas em O Globo, todos empolgadíssimos com a ideia de esculhambar a língua ainda mais, por uma causa tão idiota, que só pode vir das cabeças prenhes de vermes da “intelequitualidade” esquerdopata.

Filhxs e netxs: um dia você ainda vai ter algum.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Pesquisa séria sobre cura do câncer dá cana enquanto evangélicos e espíritas continuam soltos

Se a Fiocruz dá parecer favorável, quem sou eu para duvidar?

Acontece que no braziu do PT enquanto uma pesquisa séria pode levar seus benfeitores para a cadeia, os neoevangélicos e espíritas, que praticam charlatanismo aos montes, ficam soltos e ainda são “prestigiados”.

Piada velha, atualizada

Dizem que um desses caras presos na Lava Jato teve que dividir a cela provisoriamente com um negão, daqueles 3X4 de dar medo. Ao ver a cara de pavor do diretor da Anderbrecht Correia Gutierrez, o negão mandou:

- Fica com medo não, mano. Eu sou seu colega. Também cometi crimes de “colarinho branco”.

E o diretor, mais aliviado, pergunta:

- Ah, é? E por quais crimes você foi condenado?

E o negão:

- Estrangulei sete padres...

Papa Francisco, um demagogo politicamente correto

Pois é, muita gente, mas muita mesmo, me critica pela opinião sobre o Papa Chico, um demagogo populista. Simpaticíssimo, por certo, mas parcialmente incapacitado para exercer a função de líder máximo da (ainda) maior religião do planeta, principalmente quando extrapola suas atribuições - o que ocorre amiúde - e desanda a falar sobre coisas que só sabe de ouvir falar. Um exemplo disso está no artigo abaixo:

Rodrigo Constantino: Os pobres não têm qualquer chance fora do capitalismo

“Perdoai-os, Pai, pois eles não sabem o que fazem.” (Lc 23, 34)

Para alegria dos paleo-comunistas, o Papa Francisco está em Cuba, onde manteve encontros “fraternais” e “amigáveis” – para usar as palavras do porta-voz de Sua Santidade – com os líderes da revolução cubana, principalmente Fidel Castro e seu irmão Raul.

Francisco tem demonstrado, a cada dia, a que veio.  Já não restam quaisquer dúvidas acerca da ideologia anticapitalista que o encanta e move.  Quem não acredita, deve ler a sua mais recente encíclica, “Laudato Si” [PDF aqui], na qual chega ao extremo de condenar até mesmo o ar-condicionado.

“Um exemplo simples [de hábitos nocivos do consumo] é o uso crescente  e a força do ar condicionado”, escreve ele. “Os mercados, que se beneficiam imediatamente das vendas, estimulam a demanda cada vez maior. Um alienígena, ao olhar para o nosso mundo, ficaria espantado com tal comportamento, que às vezes parece autodestrutivo.”

Com todo respeito que Sua Santidade merece, ele deveria vir ao Rio dizer isso às famílias faveladas, que moram sob lajes escaldantes e não medem sacrifícios para conseguir adquirir um aparelho de ar-condicionado que possa aliviar-lhes o calor intenso e dar-lhes agradáveis noites de sono.

Por outro lado, pensando bem, para quem defende a vida sem ar-condicionado, nada mais apropriado do que visitar os cubanos, que há mais de meio século sobrevivem sem qualquer conforto material e, na maioria das vezes, nem sequer sabem o que é um aparelho de ar-condicionado.  Ventiladores antigos, funcionando precariamente, são o máximo de conforto contra o calor escaldante de Cuba que alguns poucos conseguem obter.

Ao contrário, porém, do que imagina Sua Santidade, o ar-condicionado, longe de ser o vilão da história, é uma poderosa ferramenta para salvar vidas. Dois anos atrás, o “National Bureau of Economic Research” publicou um estudo concluindo que o ar-condicionado reduziu as mortes relacionadas ao calor nos Estados Unidos em 80 por cento, e poderia salvar ainda mais vidas em países quentes, muitas vezes mais pobres.  “O ar condicionado é uma tecnologia de poupança de vida promissora, especialmente se pensarmos nos efeitos potenciais das alterações climáticas”, afirmam os autores.

Como se vê, a ignorância do Papa em assuntos econômicos é enorme.  Até aí, nada demais.  O problema é que Francisco exerce enorme influência política mundo afora.  Como lembrou Stephanie Slade, em artigo recente para a Reason, “a falta de compreensão de conceitos econômicos básicos tem levado um dos seres humanos mais influentes e amados no planeta a condenar a livre iniciativa, a opinar que os direitos de propriedade privada não devem ser tratados como “invioláveis”, a propor como ideais “cooperativas de pequenos produtores,” em lugar de “economias de escala”, a acusar o Ocidente de manter um “nível escandaloso de consumo”, além de afirmar que precisamos “pensar na contenção do crescimento, definindo alguns limites razoáveis.”
“Dada a sua grande influência”, prossegue Stephanie, “ que se estende muito além de católicos praticantes, esse tipo de retórica é profundamente preocupante. É impossível saber o quanto de impacto suas palavras estão tendo em políticas concretas, e é impossível negar que, quando ele pede a regulação e a restrição do livre mercado e do crescimento econômico para aliviar a pobreza…, o mundo o está escutando.”

Ademais, se o papa quer mesmo ajudar os pobres e mais necessitados, ele deveria abraçar o capitalismo de livre mercado, não vilipendiá-lo.

De Havana, Sua Santidade voará para os Estados Unidos.  Certamente, testemunhará um das maiores contrastes humanos da face da terra.  Deixará para trás um ambiente miserável, onde não existe ar condicionado, embora as desigualdades de renda e riqueza sejam baixas, e pousará numa economia próspera, onde praticamente todos têm ar condicionado em suas residências, embora os níveis de desigualdade sejam grandes.  A grande verdade é que os pobres americanos vivem muito melhor que os remediados cubanos – excetuando-se, é claro, os irmãos Castro e meia dúzia de privilegiados, que vivem de forma nababesca.

O capitalismo tem dessas coisas.  Nele, as pessoas são movidas pelo lucro e pelo auto-interesse, mas logo percebem que só conseguirão prosperar caso seu esforço e seu trabalho atendam às necessidades alheias.  Não por acaso, a grande maioria dos homens que mais benefícios trouxeram à humanidade não eram movidos por ideais altruístas, mas pelo desejo de prosperidade individual.

De acordo com o site “Science Heroes”, os dois indivíduos que até hoje mais contribuíram para salvar vidas humanas foram Carl Bosch e Fritz Haber.  Trabalhando juntos para as Indústrias BASF, um dos ícones do capitalismo ocidental, os dois cientistas foram responsáveis pela criação de fertilizantes à base de amônia, a partir da sintetização do nitrogênio e do hidrogênio presentes na atmosfera.

Vaclav Smil, em seu livro, “Enriquecendo a Terra”, diz que a importância para o mundo moderno do processo criado por Haber e Bosch “é maior do que… o avião, a energia nuclear, o voo espacial ou a televisão. A expansão da população mundial, de 1,6 bilhões de pessoas em 1900, para 6 bilhões em 2000 simplesmente não teria sido possível sem a descoberta de Bosch e Haber”.

A Associação Internacional de indústria de fertilizantes relata que mais de 100 milhões toneladas de nitrogênio produzido pelo processo Haber-Bosch são aplicadas anualmente nas culturas globais, contribuindo para mais da metade das colheitas de cereais.  Estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 40% da população mundial, são alimentados por cereais e outras culturas produzidas com a utilização de adubos sintetizados a partir do processo Haber-Bosch.  Simplesmente, sem esta descoberta, o mundo não poderia sustentar as 6 bilhões de pessoas vivas de hoje.

Como esta, a imensa maioria das criações humanas, que beneficiam bilhões de indivíduos mundo afora, e muitas vezes representam a diferença entre a vida e a morte (vacinas, remédios e equipamentos hospitalares, por exemplo), são resultado não de intenções altruístas e benevolentes, mas pura e simplesmente de lucro e interesses próprios.  Em resumo, como magnificamente descreveu Adam Smith, nas economias de livre mercado, os indivíduos, na busca de seus próprios ganhos, são levados, por uma espécie de “mão invisível”, a trabalhar pelo bem geral.

Por outro lado, a ignorância histórica e econômica, bem como as ideologias igualitárias retrógradas, como as encampadas pelo Papa Francisco, tendem a prejudicar a vida daqueles a quem se pretende beneficiar.  A revolução cubana e as inúmeras experiências socialistas mundo afora que o digam.

As madalenas arrependidas e atrasadas

Rola pela internet uma carta-aberta a Lula, publicada pela Folha no final de semana e assinada pelo advogado Antonio Tito Costa, de 92 anos, que foi prefeito de São Bernardo do Campo (1977-1983) pelo MDB/PMDB, quando teve atuação destacada nas greves de metalúrgicos no ABC paulista, durante os movimentos de oposição à ditadura militar. Eis alguma frases pinçadas da tal carta:

“Não falo das reuniões, madrugadas adentro, em meu apartamento em São Bernardo, com figuras expressivas do mundo político e também de outras esferas, como dom Cláudio Hummes.

“Prefiro não falar dos dias em que o acolhi em minha chácara na pequena cidade de Torrinha, no interior de São Paulo, acobertando-o de perseguições do poder militar da época: você, Marisa, os filhos pequenos.

“Nem quero me lembrar das assembleias do sindicato, depois da intervenção no estádio de Vila Euclides, cedido pela Prefeitura de São Bernardo, fornecendo os aparatos possíveis de segurança.

“Por isso, meu caro Lula, segundo penso, você perdeu a oportunidade histórica de se tornar o verdadeiro líder de um país que ainda busca um caminho de prosperidade, igualdade e solidariedade para todos.

Agora virou moda as madalenas se arrependerem, incluindo o próprio Bicudo, sobre quem já falei aqui algumas vezes. Um bocado tarde pro meu gosto. Essas madalenas, é preciso que se diga, têm grande parcela de culpa sobre a situação atual pelos seus erros grosseiros de avaliação, principalmente em relação ao crápula que transformou o Estado em covil de bandidos da sua laia. Não só Lula, mas é igualmente inaceitável que criaturas supostamente cultas, intelectuais, não vissem também que Dirceu, Genoíno, Vicentinho - que acompanhava Lula pra todo canto-, e outros sátrapas do gênero, não tinham a mínima condição intelectual, cultural e moral para gerirem um País do tamanho do Brasil. Para uma Cuba, quem sabe?...

Chico de Oliveira, Ferreira Gullar, Helio Bicudo e tantos outros terem, um dia, concordado com Tito Costa sobre Lula ter perdido “a oportunidade histórica de se tornar o verdadeiro líder de um país”, quando estava mais do que nas fuças que ele jamais conseguiria ser algo mais que um torneiro mecânico picareta, é confessar que já foram burros durante um considerável espaço de tempo, o suficiente para que o apedeuta e sua quadrilha conseguissem acabar com o País.

Enfim, fazer o quê? Antes tarde do que mais tarde, ou nunca...

Coronel do exército e especialista em atentados terroristas afirma que queda de avião de Eduardo Campos não foi acidente, foi um atentado

Teoria da conspiração?

Sem sermos peritos no assunto, nossa página fez uma análise do acidente do Cesnna em Santos e juntando informações que vinham da imprensa e de analistas de acidentes aéreo, chegamos a conclusão que o acidente que vitimou Eduardo Campos era na verdade um atentado terrorista. O Coronel Dolvin Dantas faz uma narração textual que é fielmente semelhante ao texto que escrevemos no artigo, e suas teorias são uma cópia fiel das teorias que explanamos sobre a queda da aeronave. Há ainda controvérsias vinda de pessoas que parecem visivelmente "implantadas" no caso para confundir as investigações, o que prova que alguma coisa está errada e que pessoas estão tentando sabotar e encobrir os fatos e as provas da queda do Cesnna para encobrir a verdade sobre o acidente, que na realidade, foi um atentado terrorista executado de forma macabra por esta esquerda socialista gananciosa, corrupta e assassina. Veja o texto do coronel:

Por: José Ori Dolvin Dantas - Coronel do Exército (Cel.Dolvim - especialista em terrorismo e atentados terrorista)

Usei os seguintes argumentos para justificar que o acidente foi um atentado.
1. Um jato executivo bimotor de porte médio fabricado em 2010 com 300 horas de voo é um avião novo!
2. A aeronave estava com as inspeções gerais e periódicas previstas no programa de manutenção em dia.
3. Equipado com sofisticados instrumentos de navegação que permitem pousos e decolagens em qualquer condição de tempo.
4. Gravador de voz em pane? Difícil de engolir. Ou o CENIPA recebeu ordem para não divulgar o conteúdo do áudio ou o gravador foi danificado durante o pernoite no pátio do aeroporto Santos Dumont.
5. A voz do piloto no diálogo com a torre de controle e divulgada por uma emissora de TV logo após o acidente mostrava muita tranquilidade da tripulação, apesar da chuva e da pouca visibilidade durante os procedimentos de aproximação.
6. Há fortes indícios de duas explosões: uma na cabine ou nas turbinas, o que fez o avião despencar; a outra, onde estavam os passageiros (motivo de os corpos terem sido totalmente esmigalhados). É tão evidente que houve esta explosão que não se achou, sequer, um pedaço de crânio, para se comparar fichas odontológicas a qualquer arcada dentária. Somente com o exame de DNA foi possível identificar o que sobrou de cada corpo.
7. Algumas considerações:
· Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados em uma área extensa, pode-se afirmar que a explosão aconteceu ainda em voo. Foi o caso do atentado em 1988 ao Boeing 747 da PAN AM sobre a cidade escocesa de Lockerbie.
· Se os pedaços da aeronave e partes significativas de corpos são encontrados concentrados em uma área, significa que a explosão aconteceu após a queda e foi ocasionada basicamente pelo combustível no momento do impacto com o chão.
8. Neste acidente com o Cessna 560 XL, o que chama a atenção é a evidente desintegração de toda a fuselagem e o despedaçamento completo de todos os corpos. A única forma de justificar um cenário como esse é um impacto frontal da aeronave com uma parede em pleno voo (o que não aconteceu) ou uma explosão ocasionada por um artefato explosivo durante o impacto com o chão. Vejam que o noticiário mostrou que, antes da aeronave bater no solo, ela tocou na quina da cobertura de um prédio.
9. Possivelmente foi nesse momento que a turbina foi arrancada e arremessada como um míssil para dentro de um apartamento próximo. Com certeza essa colisão diminuiu ainda mais sua velocidade. Então, de forma nenhuma podemos justificar o fator velocidade como causa do esmigalhamento dos corpos e estilhaçamento de toda a fuselagem. No acidente da TAM em Congonhas foram encontrados centenas de corpos queimados ou carbonizados mas praticamente inteiros.
10. Há indícios fortes de que as explosões aconteceram de dentro para fora da aeronave. Uma evidência comprovada é a porta desse ter sido encontrada longe do centro de gravidade do acidente.
11. Dizer que acima de 8 “G” os corpos se desintegram é verdade, mas o avião estava subindo e manobrando. Caiu com velocidade muito aquém da velocidade cruzeiro.
12. Neste voo estaria também a candidata Marina Silva. Acabaria qualquer possibilidade de haver o 2º turno e de o PT não vencer as próximas eleições. O tiro saiu pela culatra!
13. Esta aeronave não foi guarnecida durante o seu pernoite nas instalações do Aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. O sabotador teve tempo mais que necessário para o seu intento.
Aécio e Marina Silva que se cuidem! Celso Daniel e Toninho do PT que o digam...

Atenciosamente,
José Ori Dolvin Dantas - Coronel do Exército (Cel.Dolvim - especialista em terrorismo e atentados terrorista)
Curriculum Vitae
Nome: Jose Ori Dolvim Dantas – Coronel do Exército especialista em terrorismo e atentados terrorista.
Fone: (61) 8111-9064
Resumo dos principais cursos realizados:
· Police Special Operations – SWAT- EUA;
· Dignitary Protection – SWAT – EUA;
· Chemical Agents Impact Munitions and Distraction Devices – SWAT – EUA;
· Technical Intelligence – National Intelligence Academy – EUA;
· Tolerância Zero – Universidade Metropolitana da Flórida – EUA;
· Defense Planning and Resourse Management – National Defense University – EUA;
· Avançado de Terrorismo e Contrainsurgência – National Defense University – EUA;
· Understanding Terrorism and Terrorism Threat – University of Maryland – EUA;
· International Human Rights Law: Prospects and Challenges – University of Duke – EUA;
· Introduction to Human Behavioral Genetics – University of Minnesota – EUA:
· Special Operations & Anti-terror Tactics – Israel;
· Operaciones Tacticas Avanzadas (contraterrorismo) – Espanha;
· Cours International de Criminologie – França;
· Criminologia sob a ótica psicanalítica – Brasil;
· Psicopedagogia (Especialização) – Como motivar a aprendizagem em instituições repressivas – Brasil;
· Psicologia Comportamental (Mestrado) – Interpretação do suspeito pela linguagem do corpo – Brasil;
· Logística de Transporte (Especialização) – Armazenamento, manuseio, transporte e distribuição de produtos perigosos – Brasil.
· Principais experiências profissionais:
§ Planejamento, Coordenação e Segurança de Grandes Eventos.
§ Palestrante em seminários (nível nacional e internacional).
§ Assessor especial do Governador do Estado de Minas Gerais.
§ Consultor de Segurança aos Estados de Alagoas, Paraíba, Bahia e Minas Gerais.
§ Professor de graduação e pós-graduação da Unicesp/Promove.

Procurador de Justiça José Kalil de Oliveira e Costa contra a ilegalidade e abuso de autoridade no caso da modificação dos passaportes

José Kalil de Oliveira e Costa, em 18 de setembro, enviou comentário para este site a respeito dos “passaportes bolivarianos”, nova e esdrúxula invenção dos petralhas no poder. Abaixo:

A involução até chegarmos ao passaporte bolivariano
Protocolizada na Procuradoria Geral da República Representação para corrigir os NOVOS PASSAPORTES sem o Brasão da República

Recebi, dia 28.08.2015 meu novo passaporte, expedido pelo Departamento da Polícia Federal e imediatamente notei que o BRASÃO da REPÚBLICA FEDERATIVA do BRASIL foi retirado da capa, substituído pelo Governo Federal por uma outra figura que se compõe do cruzeiro do sul (que está invertido - errado) e de um arco convexo à esquerda deste.

Depois de pesquisa sobre os símbolos nacionais da República Federativa do Brasil, conclui que:

I) Quanto a supressão do Brasão da República da Capa: a) este é Arma Nacional, subespécie de Simbolo Nacional, o ato é ilegal, uma vez que a Lei 5.700/71 impõe no inciso X do art. 26, a obrigatoriedade de constar dos documentos públicos federais expedidos e publicados a Arma Nacional, no caso do Passaporte, o BRASÃO da REPÚBLICA; b) sendo Simbolo Nacional obrigatório , não pode a Autoridade dispor da forma e do uso obrigatório dos símbolos nacionais, não tendo nem a Presidência da República , nem o Ministro da Justiça , nem qualquer outra Autoridade, autonomia discricionária para agir contra a lei, até porque o descumprimento da Lei dos Simbolos Nacionais configura, dentre outros ilícitos, prática de contravenção penal (art. 35 e art. 36 da Lei 5.700/71).

II) Quanto a estampagem na Capa do Passaporte Novo de uma figura que não é o Brasão da República, ou seja, um cruzeiro do sul envolto por um arco a sua esquerda, este : a) não é o logo oficial do Mercosul, mas uma mera invenção , uma corruptela , um arremedo de Logo do Mercosul; b) não se trata de qualquer dos Simbolos Nacionais arrolados no art. 1º da Lei Federal 5.700 de 01 de setembro de 1971; c) não representa a soberania do País, não é símbolo identificador do País-Brasil no Mundo, nem identifica a cidadania Brasileira na comunidade Internacional mundial; d) não é Simbolo Nacional e não pode ser tido como Arma Nacional ou Brasão da República e portanto não transmite o sentimento de união nacional. e) é produto de criação que não tem respaldo legal , nem constitucional, nem mesmo de tratados internacionais.f) o cruzeiro do sul, ainda mais o invertido isoladamente, apesar de ser parte dos símbolos nacionais, não pode ser considerado Arma Nacional , cujo formato é mais complexo e rigidamente estabelecido no art. 8º da Lei 5.700/71 e seu Anexo que expõe graficamente o Brasão Nacional. g)

Com base nesses argumentos e outros abaixo elencados resolvi, na condição de cidadão brasileiro e não como cidadão do mercosul ou da Patria Grande Bolivariana Representar à Procuradoria Geral da República (no site da PGR Protocolo PROTOCOLO: 20150052184 e na Capital/SP Protocolo PR-SP-00053938/2015 – 01/08/2015, contra a ilegalidade e abuso de autoridade, em tese, praticadas pelas Autoridades Federais envolvidas que podem ser da Presidência da República e Ministério da Justiça hierarquicamente superiores ao Departamento da Polícia Federal a expedição de Passaportes com as ilegalidades aqui tratadas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Os comunistas se superam em asneiras a olhos vistos

“Eu também sempre achei que [o capitalismo] a cada crise só se fortalece e nós vamos só perdendo nossa liberdade, nossa privacidade, nosso espaço, nossa autonomia (até de pensar “fora da caixa”) para esse sistema, que nem o sapo na panela com água no fogo baixo.”
Ninguém importante. Só as palavras de uma comunista que hoje não toma Coca-Cola por ideologia, mas usa um Mac, mora na Barra da Tijuca e recebia goiabada cascão e queijo Minas enviados pelo pai, industrial, quando morava em Londres (sustentada pelo dito cujo). Juro que é verdade.

Eu só queria entender o que se passa na cabeça dessa comunistalha para achar que o capitalismo lhes tira a liberdade. Isto é confessar que consideram o Estado como seu provedor e mantenedor, é admitir que a preguiça mental e física os reduz a apenas a pedaços insignificantes de uma máquina e é confessar completa e absoluta burrice.

Gregório de Mattos, atual

Gregório de Mattos (1636 - 1696)

Juízo anatômico dos achaques que padecia o corpo da República em todos os membros, e inteira definição do que em todos os tempos é a Bahia.

Que falta nesta cidade?... Verdade.
Que mais por sua desonra?... Honra.
Falta mais que se lhe ponha?... Vergonha.

O demo a viver se exponha,
Por mais que a fama a exalta,
Numa cidade onde falta
Verdade, honra, vergonha.

Quem a pôs neste rocrócio?... Negócio.
Quem causa tal perdição?... Ambição.
E no meio desta loucura?... Usura.

Notável desaventura
De um povo néscio e sandeu,
Que não sabe que perdeu
Negócio, ambição, usura.

Quais são seus doces objetos?... Pretos.
Tem outros bens mais maciços?... Mestiços.
Quais destes lhe são mais gratos?... Mulatos.

Dou ao Demo os insensatos,
Dou ao Demo o povo asnal,
Que estima por cabedal,
Pretos, mestiços, mulatos.

Quem faz os círios mesquinhos?... Meirinhos.
Quem faz as farinhas tardas?... Guardas.
Quem as tem nos aposentos?... Sargentos.

Os círios lá vem aos centos,
E a terra fica esfaimando,
Porque os vão atravessando
Meirinhos, guardas, sargentos.

E que justiça a resguarda?... Bastarda.
É grátis distribuída?... Vendida.
Que tem, que a todos assusta?... Injusta.

Valha-nos Deus, o que custa
O que El-Rei nos dá de graça.
Que anda a Justiça na praça
Bastarda, vendida, injusta.

Que vai pela clerezia?... Simonia.
E pelos membros da Igreja?... Inveja.
Cuidei que mais se lhe punha?... Unha

Sazonada caramunha,
Enfim, que na Santa Sé
O que mais se pratica é
Simonia, inveja e unha.

E nos frades há manqueiras?... Freiras.
Em que ocupam os serões?... Sermões.
Não se ocupam em disputas?... Putas.

Com palavras dissolutas
Me concluo na verdade,
Que as lidas todas de um frade
São freiras, sermões e putas.

O açúcar já acabou?... Baixou.
E o dinheiro se extinguiu?... Subiu.
Logo já convalesceu?... Morreu.

À Bahia aconteceu
O que a um doente acontece:
Cai na cama, e o mal cresce,
Baixou, subiu, morreu.

A Câmara não acode?... Não pode.
Pois não tem todo o poder?... Não quer.
É que o Governo a convence?... Não vence.

Quem haverá que tal pense,
Que uma câmara tão nobre,
Por ver-se mísera e pobre,
Não pode, não quer, não vence.

Ação contra Petrobras nos EUA pode custar até R$ 80 bilhões

Do Claudio Humberto

A “class action lawsuit”, ação coletiva de acionistas da Petrobras na Justiça dos Estados Unidos, deve custar à estatal entre R$ 20 e R$ 80 bilhões, segundo advogados experientes nesse tipo de processo. O julgamento está previsto para maio de 2016, mas a “class action suit” sempre acaba em acordo. Os réus fogem de sentenças, porque a Justiça americana é duríssima com picaretagens como o “petrolão”.
  
A Justiça dos EUA aceitou as reclamações dos acionistas estrangeiros, e decidiu que os acionistas brasileiros devem apelar à Justiça do Brasil. A Petrobras, que negocia ações na bolsa de Nova York, é acusada de não seguir regras da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA. A ação proposta contra a Petrobras nos EUA argumenta que a estatal brasileira omitiu informações e é responsável por perdas bilionárias.

A ex-presidente da Petrobras, Graça Foster não foi demitida pelo rombo, mas sim por ter admitido que o prejuízo era de cerca de R$ 88 bilhões.

Ratalhada da Câmara Federal já gastou R$ 80 milhões em “cotas parlamentares” este ano

Deu no Claudio Humberto

Os 513 deputados federais já torraram mais de R$ 79,5 milhões com a chamada “cota parlamentar” ou “cotão”, em pouco mais de sete meses, em 2015. Apesar de o salário mínimo ser de apenas R$ 788 mensais, suas excelências, além de receberem R$ 33,7 mil de salário, embolsam até R$ 45 mil mensais a mais para gastar como desejaram, além de terem passagens aérea, combustível, alimentação, etc., por nossa conta.
  
Nilton Capixaba (PTB-RO) ainda não apresentou projetos, mas gasta como gente grande: já usou R$ 267 mil do “cotão”.

São do PT, PMDB, PDT, PTB, PR e Pros os dez deputados que mais gastaram da verba de cota parlamentar: R$ 2,5 milhões.
  
Por que deputados têm salário se não têm gastos com moradia, água, luz, telefone, transporte, alimentação e até mesmo lazeres noturnos?

E, para terminar, após decisão da Câmara, só dois secretários parlamentares de cada deputado terão direito às ricas horas extras. Mas já criaram nos gabinetes o “rodízio da boquinha”, com troca de funcionários a cada sessão.

Dilmantra

“Eu quero, então, voltar aonde eu comecei. Eu vou falar agora que aqui tem 37 municípios. Eu vou ler os nomes dos municípios, porque eu acho importante que cada um de vocês possa se identificar aqui dentro e, por isso... Eu ia ler os nomes, não vou mais. Por que não vou mais? Eu não estou achando os nomes. Logo, não posso lê-los.”

Hora da aposentadoria

Tá certo, Herbert Viana, dos Paralamas, nunca cantou porra nenhuma, mas ele está conseguindo a façanha de ser cada vez pior. A cada vez que, por acaso, me deparo com uma apresentação do conjunto, mais aumenta a minha certeza que já passou da hora da sua aposentadoria.

Ontem, assistindo de vez em quando a pedaços do Rock in Rio, parei um pouco ontem para ver os Paralamas. Quiuspariu!, que porcaria! Que assassinato musical! Bi, impassível no baixo quase inaudível, Barone atrapalhado na bateria pelas “atravessadas” de Herbert em uma lamentável guitarra que acompanhava sua voz desafinada e com vibratos distorcidos. Lamentáveis. Nem nem longe lembraram os Paralamas que levantaram o público no mesmo Rock in Rio em 1985.

O mesmo eu posso dizer de Elton John: foi uma caricatura do que já era uma caricatura, mas que mandava bem. Apesar da inegável qualidade de algumas das suas músicas, Elton não segura mais a onda, a voz também foi pro espaço.

Rod Stewart, setentão, salvou a noite. Cantando sempre um ou dois tons abaixo do que costumava cantar, como manda o figurino - vozes cansadas já não atingem notas mais altas -, uma elegância impecável, como sempre, seu show foi irretocável - pelo menos a parte que eu assisti.

Mas, pelamordedeus, Paralamas e Elton: chega!

Braziu do PT continua dando vexames diplomáticos

ISRAEL – Logo vai ficar difícil para o petismo chamar de “antissionismo” o que tem tudo para ser antissemitismo mesmo!
Reinaldo Azevedo

A quantidade de desaforos que o Brasil produz contra Israel dá o que pensar. Parece que a suposta militância antissionista do governo petista assume tinturas, no fim das contas, de antissemitismo. Aliás, vamos ser claros: o antissemitismo costuma se dizer apenas um antissionismo por delicadeza eufemística, não é mesmo?

Qual é o busílis? O governo de Israel decidiu indicar Dani Dayan para embaixador no Brasil. O Palácio do Planalto, sempre por meio de Marco Aurélio Garcia, o ministro oficial dos Desastres Exteriores, fez chegar àquele país o seu descontentamento, já que Dayan, argentino naturalizado israelense, é considerado um representante dos colonos da Cisjordânia e não tem simpatias pela criação do estado palestino, defendido pelo governo brasileiro.

Vamos lá. O Palácio do Planalto tem todo o direito de gostar deste ou daquele. E de não gostar também. Mas, salvo engano, o embaixador de Israel no Brasil defenderá os interesses de… Israel em nosso país — que é o que costumam fazer os embaixadores, ora essa! Desde quando o representante de um estado é obrigado a abraçar a pauta daquele país para o qual é enviado? Isso é uma sandice!

É claro que há protocolos nessas coisas. Não é raro que dois países tenham dissensões, embora mantenham relações diplomáticas. É evidente que não se vai enviar para o território com o qual há um contencioso importante alguém que seja flagrantemente contrário a qualquer forma de diálogo e que só acredite na linguagem do confronto — que vem a ser o contrário da diplomacia.

Mas não é o caso. Ainda que o Brasil tenha as suas opiniões sobre o estado palestino — e tem, claro!, o direito a isso —, o representante de Israel em nosso território não tem de comungar dos mesmos princípios. Considerações dessa natureza expõem o primitivismo que hoje dá as cartas no Itamaraty.

Venham cá: o governo petista compartilha todos os pontos de vista do embaixador do Irã no Brasil? As opiniões dos embaixadores de Cuba e da Venezuela coincidem com as do Planalto? Acho que, nos três casos, prefiro nem saber a resposta. Ou melhor: acho que já sei.

O governo Dilma estrelou um vexame no ano passado quando, diante da escalada da violência entre israelenses e palestinos, emitiu uma nota em que censurou apenas Israel, ignorando os agressores palestinos e suas vítimas — judeus, é claro!

O vazamento das restrições ao nome do embaixador é mais uma das grosserias do governo brasileiro com um país amigo, ao qual os petistas se opõem de maneira sistemática. Dizer o quê? Os “companheiros” tratam aos pontapés a única democracia do Oriente Médio é a pão de ló todas as ditaduras muçulmanas. Isso os define.

Frango à moda PT

“Não se enganem! Esse impeachment terá cor de sangue, porque as ruas dirão que a classe trabalhadora não se renderá, não se curvará e não baixará a cabeça.”
João Daniel, deputado petralha do Sergipe e mais um exemplar daqueles frangos à PT - muita farofa e pouco peito -, vomitando baboseiras na Câmara.

Falar em pouco peito, onde anda Lula?

domingo, 20 de setembro de 2015

Hélio Bicudo, de novo, apesar dos filhos

Insisto em Hélio Bicudo principalmente depois que quem demonstrou senilidade foram seus filhos ao criticarem escrota e publicamente as argumentações lúcidas e verdadeiramente experientes do pai.

Aos 93 anos, o jurista Hélio Bicudo, que ajudou a construir o PT, é o responsável pelo principal pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, apresentado na Câmara dos Deputados. Hoje, ele se diz decepcionado com o partido e nega ter simpatia por qualquer outra legenda.

Por que o senhor defende o impeachment da presidente Dilma?
Porque ela cometeu crimes contra a boa administração, cometeu crimes. As “pedaladas fiscais” são crime de responsabilidade. Você pune um menino de rua que rouba alguma coisa e não vai punir as pessoas que estão no andar de cima? Não pode ser assim.

O senhor acredita que a presidente Dilma tem responsabilidades nos crimes apurados na Operação Lava-Jato também?
Se eu não achasse que ela cometeu crimes, não teria feito o pedido.

Como o senhor imagina que seria um eventual governo Michel Temer?
Eu não tenho bola de cristal. Mas, se a Dilma cair, vai haver uma ruptura muito grande na estrutura de poder do país. Muitas coisas devem se reorganizar.

Alguns de seus filhos têm dito que o senhor cometeu um erro e está sendo manipulado ao fazer o pedido de impeachment. Como o senhor responde?
Problema de família trato dentro de casa, não em jornal. Se estou magoado ou não, o problema é meu.

Qual é a sua decepção com o PT?
Depois de chegar ao poder em 2002, e até um pouco antes, o PT perdeu a suas bandeiras. Foi um processo. Não só a bandeira da ética, mas outras tantas. O partido adotou posturas questionáveis para se manter no poder. O sentimento que tenho é de decepção.

Durante 25 anos, o senhor foi próximo ao ex- presidente Lula. Como o vê hoje?
Lula nunca é próximo de ninguém. Ele é próximo dele próprio e de seus interesses. Eu caí nessa armadilha, mas hoje eu sei que ele só está em busca de vantagem para ele e para sua família.

O senhor acha que o ex-presidente Lula buscou enriquecimento pessoal e pode vir a ser pego na Operação Lava-Jato?
Eu acho que se (os investigadores) quiserem pegar, vão pegar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Representante da elite discursa na entrega do pedido de impeachment de Dilma - Vídeo

Hélio Bicudo: “Vamos trabalhar para que o Lula não volte em 2018” (El País)

Hélio Bicudo tem 93 anos e uma grandiosa mágoa com o Partido dos Trabalhadores. Os anos em que militou ao lado do ex-presidente Lula pela construção do PT parecem estar em um passado remoto da vida do jurista. Sua bandeira já não é mais vermelha e seu plano agora é impedir que Lula volte ao poder. “Eu conheci o Lula quando ele era um operário. A casa dele não tinha nem o tamanho desta sala”, disse Bicudo, em seu apartamento no coração dos Jardins, bairro nobre de São Paulo. “Hoje ele é um milionário”.

“Vamos trabalhar para que Lula não volte em 2018”, disse ele na noite da última sexta-feira, quando cedeu sua casa para a realização de uma pequena coletiva de imprensa dos movimentos pró-impeachment Nasruas, Movimento Liberal Acorda Brasil, Brasil Melhor e Avança Brasil Maçons. Na ocasião, os movimentos anunciaram que iriam pedir a Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para anexar seus pedidos de impeachment ao pedido que Bicudo protocolou no último dia 1.

“Precisamos acabar com esse sentimento de impunidade”, afirmou Bicudo. O pedido de impeachment do jurista é baseado nas pedaladas fiscais e na omissão de Dilma Rousseff diante dos casos de corrupção na Petrobras. “Dilma e Lula estão envolvidos em todos os casos de corrupção”.

Bicudo não vê nenhum mérito na gestão PT na presidência. Tampouco reconhece a importância dos programas sociais desenvolvidos nos últimos anos. “O Minha casa minha vida é uma enganação. É tudo inventado. E a imprensa engole”, disse ao EL PAÍS, no sofá de sua sala. “Essas pessoas [beneficiadas pelo programa] são todas filiadas a algum partido”.

O Bolsa Família, programa de transferência de renda que foi alvo de disputa pelo criador durante as eleições do ano passado, tampouco é mérito do PT para Bicudo. “O Bolsa Família não é mérito da Dilma ou do PT”, disse. “Chegamos em um momento em que isso teria que ser feito, era uma demanda natural, qualquer um o faria”.

O pedido de impeachment entregue por Bicudo no início do mês dividiu até mesmo as opiniões de sua família. “O ato de meu pai assusta pela trajetória dele, pelo que ele representa na história da democracia do país. Esse ato só acirra os ânimos, em vez de apaziguá-los”, disse o executivo do setor imobiliário José Bicudo, 66, filho de Hélio Bicudo, à Folha de S. Paulo. Já outra filha de Hélio, Maria Lúcia Bicudo, ajudou a protocolar o documento de autoria do pai. “Há corrupção demais no país e é preciso adotar medidas fortes para promover mudanças. São necessárias ações concretas para resgatar valores como integridade e ética no país”, afirmou à Folha.

Bicudo se desfiliou do PT em 2005, após ser secretário da ex-prefeita de São Paulo, Luíza Erundina (PSB-SP), entre 1989 e 1991, deputado federal em 1991 e vice-prefeito de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (sem partido), em 2001. “O PT foi uma ilusão. Pensávamos que o partido seria a ferramenta necessária para as mudanças no país. Mas não”, disse ele.

Dois Bicudos não se beijam - Deve ser triste ter como filho um José Eduardo Bicudo

Via Facebook, José Eduardo Bicudo, filho do jurista Hélio Bicudo, fez uma dura crítica ao pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff protocolado pelo seu pai – que é um dos fundadores do PT – na última terça-feira (1). Comentando em um post da página Diário do Centro do Mundo (DCM) na noite desta quarta-feira (2), o biólogo lamentou o posicionamento do pai, classificou a atitude como um “papel no mínimo ridículo” e ainda analisou que o alvo principal do ataque não é nem Dilma, mas Lula, com quem teria uma “briga pessoal” há uma década.

“Sou um dos filhos de Hélio Bicudo e como meus irmãos, que já se manifestaram em público, também me manifesto contra o pedido de impeachment feito pelo meu pai. É triste ver uma pessoa que possuía um patrimônio político e uma história de vida digna juntar-se à direita mais sórdida do nosso país para fazer um papel no mínimo ridículo, extemporâneo e se expondo de uma maneira pueril. Infelizmente, a sua luta contra o esquadrão da morte acaba ficando menor, neste momento pelo qual passa o Brasil, diante da insensatez que é o seu pedido de impeachment. Nas entrelinhas do texto do pedido é possível verificar que o pedido de impeachment de Dilma é uma cortina de fumaça e o objetivo principal do pedido é atingir Lula, de um lado se juntando à campanha da mídia conservadora contra a candidatura de Lula para presidente em 2018 e de outro lado revelando mais uma vez a sua desesperada ‘briga’ pessoal com Lula, a qual vem se arrastando por mais de uma década”.

Deve ser triste ter um filho que vem a público para chamá-lo de insensato, ridículo, extemporâneo e pueril. Deve ser triste ter como filho um idiota como José Eduardo Bicudo.

Petralhas querem o impeachment de Gilmar Mendes - Falar a verdade para eles é crime!

Segura na brocha que tiraram a escada! Neguinho tá atirando pra todo lado!

Deputados discutem pedido de impeachment de Gilmar Mendes.

A proposta acusa o magistrado de incontinência verbal e negligência. Não há na história do Supremo ninguém que tenha se comportado de forma similar. Alguns dos deputados mais progressistas da Câmara Federal se reunirão na próxima semana para dar seguimento ao pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A proposta foi levada ao plenário da Câmara, nesta quinta (17), pelo deputado Wadih Damous (PT-RJ). “Gilmar Mendes é uma ameaça à democracia”, afirmou

De acordo com o deputado, o pedido será embasado na mesma Lei 1.079 em que a oposição sustenta o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Entretanto, não irá se fundamentar apenas em hipóteses retóricas. “Há elementos para se pedir o impeachment do ministro Gilmar Mendes não por uma razão específica, mas pelo conjunto da obra”, avaliou.

A atuação do ministro na retomada do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que a OAB move contra o financiamento empresarial de campanha, na última quarta (16), é um desses elementos. Segundo Damous, Mendes não agiu não com a imparcialidade, a serenidade e a seriedade necessárias a um magistrado.

“Durante 5 torturantes horas, o ministro Gilmar Mendes despiu-se da sua toga de magistrado e se investiu do papel de militante partidário. O que se viu ontem lá não foi a atuação de um magistrado, não foi a atuação de um membro da corte constitucional”, argumentou o deputado.

Porta-voz histórico da agenda do PSDB, o ministro é ferrenho defensor do financiamento privado de campanha, prática apontada como cerne da corrupção no país não só pelo conjunto dos movimentos sociais e das entidades civis da sociedade brasileira. Pesquisas de opinião demonstram que 75% da população também é contra empresas financiarem as campanhas políticas.

Whisky prejudica a audição...

Grace Jones
Ao comemorar seu aniversário de 109 anos nesta quarta-feira, a britânica Grace Jones recebeu um cartão da rainha e revelou o segredo de sua longevidade: um golinho de uísque todos os dias. “Não bebo, mas tomo um pouquinho de uísque toda noite”, disse.

Na entrevista feita pela BBC, as perguntas tiveram que ser escritas, já que Jones tem problemas de audição.

“Me sinto como uma idosa de 60 anos”, disse. “O único problema é esse aqui”, afirmou, apontando para os ouvidos. “Não tenho dores, tenho bom apetite e durmo bem”, completou ela.

Este foi o décimo cartão que a britânica recebeu da rainha Elizabeth 2ª. É tradição que, ao completar cem anos, os súditos da rainha passem a receber cartões.

Bem feito! Quem manda tomar whisky? Se bebesse cerveja estaria boazinha das oiças...

Dilma e a Carabina - Urge que a anta seja internada!

Já deu sua brochada hoje?

Peguei, na boa, lá do Blog do Giulio Sanmartini.

A matéria saiu na Época.

Jacques Fux, escritor e crítico literário, lança livro que trata do assunto, um dos maiores tabus entre os homens

Por que os homens brocham?

Crise econômica, política, profissional, conjugal, dentre outras crises, podem refletir na sexualidade? Não só podem como interferem, especialmente no comportamento sexual do homem, que pode ter disfunções eréteis. Hoje no Brasil há em torno de 25 milhões de homens que têm disfunções, sejam leves, moderadas ou graves. Sem contar que há um milhão de casos novos por ano, segundo Antônio de Moraes Júnior, coordenador geral do Departamento de Andrologia da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

Pequisa de julho deste ano, encomendada pela SBU, em parceria com a Bayer,  mostrou que 51% dos homens nunca foram a um urologista. Indivíduos diabéticos, obesos, sedentários, hipertensos, tabagistas, etilistas e sedentários possuem maior chance de desenvolverem o problema. E, sim, aumentou o número de atendimento a empresários e, veja você, bancários, porque precisam (e não estão conseguindo) atingir metas. São cinco a seis casos novos por dia.

Para falar sobre o assunto fui atrás de um especialista no assunto. O escritor e crítico literário Jacques Fux, que acabou de lançar Brochadas - Confissões sexuais de um jovem escritor (Editora Rocco, 240 págs., R$ 29,50). 

Por que ou por quem os homens brocham?

Os homens, assim como as mulheres, brocham por inúmeras razões, e muitas delas são misteriosas. Desde a antiguidade, grandes pensadores vêm discutindo a questão. No Gênesis, por exemplo, há uma parte em que Deus assume a culpa pela incapacidade de Abimeleque em ter relações com uma mulher. Santo Agostinho, corroborando com essa mesma ideia, dizia que a brochada era uma punição divina, em função do pecado de Adão e Eva. Já Platão e Montaigne não entendiam o motivo de existir um órgão tão desobediente, teimoso e rebelde. De acordo com as minhas vastas pesquisas empíricas e teóricas, diria que brochamos por não desejar alguém, e, ironicamente, também por desejar demasiadamente alguém.

A crise econômica deu uma brochada geral?

Sim! Parece que a brochada é contagiante, hein?! Eu me dedico, em uma das partes do livro, à investigação de todas as acepções do "brochar", e porque ele seria, de fato, um termo intraduzível! Será que nós, brasileiros, somos o único povo a vivenciar esses problemas em diversos e distintos campos? Será?

Homem tem medo de brochar? Por quê?

Nossa! E como! A cada dia descubro como essa questão é complexa e também um grande tabu. Eu mesmo não admito que já brochei. Apesar da primeira versão do Brochadas ter duas mil páginas, juro que tudo não passa de ficção.

Bom, acho que o medo está relacionado à cultura falocêntrica. A essa necessidade que impõe ao homem o dever de ser viril, poderoso, potente. Em todas as áreas, não somente a sexual. E isso é responsabilidade demais. E eu tô fugindo dela!

Só as pílulas salvam?

Talvez estejamos na época da revolução sexual masculina. Quando a pílula anticoncepcional surgiu, as mulheres se "libertaram". Elas finalmente puderam ter algum controle da situação. Hoje a pílula azul funciona mais ou menos da mesma forma. Os homens, sempre com o comprimido no bolso, estariam finalmente livres dessa "calamidade".

Historicamente, entretanto, existiram diversos elixires e simpatias para combater a brochada. Até fizemos um "kit antibrochante" contando várias dessas histórias. Há dois mil anos atrás, Plínio, por exemplo, já sugeria usar pendurado no pescoço o molar de um crocodilo. Isso, segundo ele, impediria a brochada. Será que conseguir hoje em dia um desses molares seria mais barato, e mais eficiente, que comprar uma dessas pílulas azuis? Vai saber!

O que fazer se a brochada for inevitável? Sentar e chorar?

Sentar, chorar e escrever um livro! Acho que foi isso que fiz! Espero que eu venda muitos para conseguir me tratar!

O que dizer diante de uma brochada? Ops?

“Pegadinha do Malandro”? “Somebody love you”? Serve?

O que comer ou não comer, beber ou não beber para não brochar?

Tem gente que não consegue se animar sem a bebida. Outros, quando bebem, não conseguem fazer nada. O "kit antibrochante" apresenta algumas recomendações: Hipócrates, o “pai da medicina”, dizia que “legumes, cereais e nozes continham ar e calor necessários para ‘erguer’ a paixão”. Também recomendava o uso de “Cantárida [feito do corpo triturado de besouro] para evitar a brochada”. Pedânio Dioscórides, considerado o fundador da farmacognosia através da sua obra De materia médica, fonte preciosa de informação sobre drogas medicinais, indicava “orquídeas mergulhadas em queijo de cabra se fores deitar com uma mulher e acaso precisares de coragem extra”.

Por que essa fixação com o pênis sempre de prontidão?

No meu livro, falo que Cleópatra teria reclamado da “arma inútil” de Antônio: “a vara do soldado caiu. Sua espada alada foi roubada”. Será que isso é verdade? Ficção? Literatura? Não sei, apenas especulo. Mas acho que o pênis de prontidão funcionaria mais ou menos como essa espada, que deveria estar sempre pronta para guerrear. Mas, como todos sabemos, não é toda hora que a gente tá pronto para "dar batalha".

Mulher também brocha?

Sim! O Brochadas mostra uma troca de cartas entre o personagem-brocha e suas ex-namoradas. Ele conta os motivos de suas "falhas" e pede que elas também revelem suas razões. A mulher, muitas vezes mais sensível, inteligente e sábia, brocha pela perda do encanto, pela idealização de um amor, pela insegurança. E também por nada disso! O livro ainda diz que elas seriam as verdadeiras e únicas poetas. Só "ela", surrupiando do Fernando Pessoa, poderia “fingir que é dor a dor que deveras sentes”. Elas podem brochar, podem encarar a brochada do outro, e ainda podem fingir.

Qual foi sua brochada mais constrangedora?

Acho que quando isso acontece com uma mulher que você ama, então o casal deve procurar as razões e os motivos. Talvez rir, ter uma "DR", ou talvez resolver a questão na manhã seguinte! O problema é quando isso ocorre numa daquelas noites com alguém que você nem conhecia há duas horas atrás! Dá uma vergonha! Uma vontade de se transformar na Alice, do País das Maravilhas, e tomar uma daquelas bebidas para encolher e fugir logo dali. Infelizmente eu não tinha essa bebida. Foi terrível! Fui obrigado, então, a escrever esse livro!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Polytheama, time de pelada de Chico Buarque, é patrocinado pela Petrobras - Vídeo

Segundo Jean Wyllys, Hitler, Engels e Marx tomavam chope juntos na Oktoberfest de Munique - Vídeo

A Petrossauro de Roberto Campos

Roberto Campos 1999

Quando for escrita a história econômica do Brasil nos últimos 50 anos, várias coisas estranhas acontecerão. A política de autonomia tecnológica em informática, dos anos 70 e 80, aparecerá como uma solene estupidez, pois significou uma taxação da inteligência e uma subvenção à burrice dos nacionalistas e à safadeza de empresários cartoriais. Campanhas econômico-ideológicas como a do “o petróleo é nosso” deixarão de ser descritas como uma marcha de patriotas esclarecidos, para ser vistas como uma procissão de fetichistas anti-higiênicos, capazes de transformar um líquido fedorento num ungüento sagrado. Foi uma “passeata da anti-razão” que criou sérias deformações culturais, inclusive a propensão funesta às “reservas de mercado” .

A criação do monopólio estatal de 1953 foi um pecado contra a lógica econômica. Precisamente nesse momento, o ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha, mendigava um empréstimo de US$ 300 milhões ao Eximbank, para cobertura de importações correntes (inclusive de petróleo). A ironia da situação era flagrante: de um lado, o país mendigava capitais de empréstimos que agravariam sua insolvência, de outro, pela proclamação do monopólio estatal, rejeitava capitais voluntários de risco. Ao invés de sócios complacentes (cuja fortuna dependeria do êxito do país), preferíamos credores implacáveis (que exigiriam pagamento, independentemente das crises internas). Esse absurdo ilogismo levou Eugene Black, presidente do Banco Mundial, a interromper financiamentos ao Brasil durante cerca de dez anos (com exceção do projeto hidrelétrico de Furnas, financiado em 1958). Houve outros subprodutos desfavoráveis.

Criou-se uma cultura de “reserva de mercado”, hostil ao capitalismo competitivo. Surgiu uma poderosa burguesia estatal que, protegida da crítica e imune à concorrência, acumulou privilégios abusivos em termos de salários e aposentadorias.

Criou-se uma falsa identificação entre interesse da empresa e interesse nacional, de sorte que a crítica de gestão e a busca de alternativas passaram a ser vistas como traição ou impatriotismo.

Vistos em retrospecto, os monopólios estatais de petróleo, que se expandiram no Terceiro Mundo nas décadas de 60 e 70, longe de representarem um ativo estratégico, tornaram-se um cacoete de países subdesenvolvidos na América Latina, África e Médio Oriente. Nenhum país rico ou estrategicamente importante, nem do Grupo dos 7 nem da OCDE, mantém hoje monopólios estatais, o que significa que os monopólios não são necessários nem para a riqueza nem para a segurança estratégica.

Essas considerações me vêm à mente ao perlustrar os últimos relatórios da Petrossauro. Ao contrário de suas congêneres terceiro-mundistas, que são vacas-leiteiras dos respectivos Tesouros, a Petrossauro sempre foi mesquinha no tratamento do acionista majoritário. Tradicionalmente, a remuneração média anual do Tesouro, sob a forma de dividendos líquidos, não chegou a 1% sobre o capital aplicado. Após a extinção de jure do monopólio, em 1995 (ele continua de facto), e em virtude da crítica de gestão e da pressão do Tesouro falido, os dividendos melhoraram um pouco, ma non troppo.

Muito mais generoso é o tratamento dado pela Petrossauro à Fundação Petros, que representa patrimônio privado dos funcionários.

A empresa é dessarte muito mais um instituto de previdência, que trabalha para os funcionários, do que uma indústria lucrativa, que trabalha para os acionistas. Aliás, é duvidoso que a Petrossauro seja uma empresa lucrativa. Lucro é o resultado gerado em condições competitivas. No caso de monopólios, é melhor falar em resultados.Quanto à Petrossauro, se fosse obrigada a pagar os variados tributos que pagam as multinacionais aos países hospedeiros-bônus de assinatura, royalties polpudos, participação na produção, Imposto de Renda e importação-teria que registrar prejuízos constantes, pois é alto seu custo de produção e baixa sua eficiência, quer medida em barris/dia por empregado, quer em venda anual por empregado.*

Examinados os balanços de 1995 a 1998, verifica-se que o somatório dos dividendos ao Tesouro (pagos ou propostos) alcançam R$ 1,606 bilhão enquanto que as doações à Petros atingiram 2,054 bilhões.

Considerando que o Tesouro representa 160 milhões de habitantes e vários milhões de contribuintes, enquanto que a burguesia do Estado da Petrossauro é inferior a 40 mil pessoas, verifica-se que é o contribuinte que está a serviço da estatal e não vice- versa.

Nota-se hoje no Governo uma perigosa tendência de postergação das privatizações seja na área de petróleo, seja na área financeira, seja na eletricidade. É um erro grave, que põe em dúvida nosso sentido de urgência na solução da crise e nossa percepção dos remédios necessários. A privatização não é uma opção acidental nem coisa postergável, como pensam políticos irrealistas e burocratas corporativistas. É uma imposição do realismo financeiro. Há duas tarefas de saneamento imprescindíveis. A primeira consiste em deter-se o “fluxo” do endividamento (o objeto mínimo seria estabilizar-se a relação endividamento/PIB). Essa é a tarefa a ser cumprida pelo ajuste “fiscal”.

A segunda consiste em reduzir-se o estoque da dívida. Esse o objetivo da reforma “patrimonial”, ou seja, a “privatização”.

Não se deve subestimar a contribuição potencial da reforma patrimonial para a solução de nosso impasse financeiro.

Tomemos um exemplo simplificado.

Apesar da crise das Bolsas, a venda do complexo Petrossauro-BR Distribuidora poderia gerar uma receita estimada em R$ 20 bilhões.

Considerando-se que a rolagem da dívida está custando ao Tesouro 40% ao ano, uma redução do estoque em R$ 20 bilhões, representaria uma economia a curto prazo de R$ 8 bilhões. Isso equivale a aproximadamente 20 anos dos dividendos pagos ao Tesouro pela Petrossauro na média do período 1995-1998 (a média anual foi de R$ 401,7 milhões).

Se aplicarmos o mesmo raciocínio à privatização de bancos estatais e empresas de eletricidade, verificaremos que a solvência brasileira dificilmente será restaurada pela simples reforma fiscal. Terá que ser complementada pela reforma patrimonial.

É perigosa complacência a atitude governamental de que a reforma fiscal é urgente e a reforma patrimonial postergável. É dessas complacências e meias medidas que se compõe nossa lamentável, repetitiva e humilhante crise existencial.

* Já falei isso aqui várias vezes. A produtividade/funcionário da Petrobras é mais que ridícula.