domingo, 21 de junho de 2015

Pérolas do Facebook de uma comunista caviar

Eu sei, é falta do que fazer, mas...

1 - “Vício é adaptação: não é você, é a gaiola”, afirma um jumento chamado Johann Hari, autor de “Chasing The Scream: The First and Last Days of the War on Drugs”, que diz ter pesquisado deus e o mundo para escrever o livro sobre drogas, acrescentando que “essa descoberta é uma contestação profunda da visão direitista e da visão liberal”. É mole? Vício agora deve ter até partido político!

2 - “En Cuba tenemos las elecciones que fija NUESTRO ordenamiento jurídico, hay libertad de expresión, lo que no hay es libertinaje”, disse “Fidelista Por Siempre” no seu Facebook, reproduzido no Face da “comunista caviar” com direito a esta foto de Fidel e os dizeres: “Fidel leyéndole la cartilla a los yankis, ¿no se nota?....” Sem comentários.

3 - Atila Roque, diretor-executivo da Anistia Internacional no Brasil afirma que não há uma onda de violência no Rio, mas sim, no Rio e no país “uma normatização de uma violência muito seletiva”. Beleza. Agora não podemos mais reclamar pelos assaltos e assassinatos que ocorrem aos borbotões porque vamos ser acusados de estarmos apenas generalizando uma forma muito particular de violência. Vai tomar no centro!


4 - “Сталин видит больше чем ты думаешь (Stalin vê mais do que você pensa)”. ??????


Marcelo Odebrecht, a eminência parda do braziu do PT

Claudio Humberto

Preso ontem na 14ª fase da Operação Lava Jato, o empreiteiro Marcelo Odebrecht foi recebido mais vezes pela presidente Dilma do que a maioria dos ministros. No início do seu governo, Dilma não escondia a repulsa ao empresário, que, no entanto, amigo do ex-presidente Lula, conseguiu neutralizar resistência e foi recebido quatro vezes por Dilma, além de duas reuniões na residência do Palácio Alvorada, em 2014.

Em 2012, após as reuniões no Planalto, o gasto direto do governo com a Odebrecht cresceu 10.000% ante 2011 e chegou a R$ 1,1 bilhão. A Odebrecht obteve receitas de US$ 9,5 bilhões no exterior em 2012, segundo o próprio Marcelo Odebrecht trombeteava publicamente. Os contratos da Odebrecht no exterior saltaram para US$ 22 bilhões (equivalentes a R$ 67 bilhões), boa parte financiada pelo BNDES. Marcelo Odebrecht se reuniu com Michel Temer, inclusive quando o vice virou presidente. Odebrecht foi visto também em inúmeras viagens do ex-presidente Lula a África e também o acompanhou a Cuba, onde a empresa está à frente da construção do Porto de Mariel.

O último encontro de Dilma com Marcelo Odebrecht foi há menos de um mês, em 26 de maio, no hotel Intercontinental, na Cidade do México. Marcelo teve deferência especial por coordenar o encontro empresarial que Dilma prestigiou. Marcelo sempre foi próximo dos petistas. Mas, pelo porte da empreiteira, mantém bom trânsito e fez doações eleitorais a outros partidos. O mesmo ocorre com a Andrade Gutierrez.

Dilma cometeu “crime contra a existência política da União” ao mancomunar-se com governo venezuelano contra os senadores

Segundo Claudio Humberto, o governo Dilma soube com antecedência dos planos do governo venezuelano de destacar um grupo de militares à paisana, passando por manifestantes, para hostilizar os senadores que foram a Caracas visitar presos políticos. Também a embaixada brasileira demonstrou saber da operação de intimidação: diplomatas tinham ordem para não acompanhar os senadores na van que seria alvo dos milicianos, tanto que o embaixador brasileiro Ruy Pereira entrou no avião dos senadores antes que desembarcassem, cumprimentou-os e “vazou”.
  
Os pilotos da FAB que conduziram os senadores foram avisados pelas autoridades venezuelanas para preparar o voo de volta imediatamente. Após o desembarque dos senadores em Caracas, os pilotos da FAB foram de novo abordados e aconselhados a “nem almoçar” na cidade.
  
Bom, como eu disse antes mesmo do embarque, os “heróis de mãos abanando” obviamente sabiam que não conseguiriam nada. Talvez os senadores não soubessem que a recepção iria ser tão “calorosa”. Talvez, porque não descarto a possibilidade dessa informação ter sido vazada.

No entanto, o fato da coisa toda ter sido “combinada” entre os governos de lá e de cá sem Dilma tomar alguma atitude é um gravíssimo crime de responsabilidade. Senão vejamos.

A Lei nº 1.079, de 10 de abril de 1950 define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento. E diz:

“LEI Nº 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950.
 Define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento.
PARTE PRIMEIRA
Do Presidente da República e Ministros de Estado
Art. 1º São crimes de responsabilidade os que esta lei especifica.
Art. 2º Os crimes definidos nesta lei, ainda quando simplesmente tentados, são passíveis da pena de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública, imposta pelo Senado Federal nos processos contra o Presidente da República ou Ministros de Estado, contra os Ministros do Supremo Tribunal Federal ou contra o Procurador Geral da República.
Art. 3º A imposição da pena referida no artigo anterior não exclui o processo e julgamento do acusado por crime comum, na justiça ordinária, nos termos das leis de processo penal.
Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal.
(...)
TÍTULO I
CAPÍTULO I
DOS CRIMES CONTRA A EXISTÊNCIA DA UNIÃO
Art. 5º São crimes de responsabilidade contra a existência política da União:
1 - entreter, direta ou indiretamente, inteligência com governo estrangeiro, provocando-o a fazer guerra ou cometer hostilidade contra a República, prometer-lhe assistência ou favor, ou dar-lhe qualquer auxílio nos preparativos ou planos de guerra contra a República;
(...)
5 - auxiliar, por qualquer modo, nação inimiga a fazer a guerra ou a cometer hostilidade contra a República;
(...)
6 - celebrar tratados, convenções ou ajustes que comprometam a dignidade da Nação;
(...)”

Ora, o que Dilma fez está bem claro nesses parágrafos.

Corrijam-me se estiver errado.


O que as favelas pensam dos protestos contra Dilma

Exame

O que os moradores das periferias pensam dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff que tomaram as ruas do país no início do ano? Foi com base nesta pergunta que surgiu a pesquisa ”Política & Favelas”, realizada em 104 comunidades no Rio de Janeiro e em São Paulo.

“Na época dos protestos e panelaços, muitos analistas disseram que essas manifestações representavam apenas uma classe privilegiada, e que a periferia estaria alheia a esse movimento. Fiquei com uma pulga atrás da orelha”, diz Roseane Rocha Faria, responsável pela pesquisa.

O resultado mostra um quadro de pessoas indignadas com a corrupção, conta a pesquisadora: 99% dos entrevistados disseram que existe muita corrupção no Brasil. “Esse foi o dado que mais me chamou a atenção. Não imaginava que essa percepção estaria tão generalizada”, afirma Roseane.

Porém, na visão dos entrevistados, se os políticos são corruptos, o restante dos brasileiros também é. Segundo o levantamento, 71% dos entrevistados concordaram com a afirmação que diz “a maioria dos brasileiros aceita a corrupção porque também faz isso, quando tem chance”.

Em relação à política, 66% disseram que este é um assunto de seu interesse. Na visão de Roseane, o dado confronta o senso comum, que entende que o povo não se interesse pelo tema.

A maioria dos entrevistados também se posicionou a favor dos protestos contra a presidente Dilma Rousseff que ocorreram no início do ano – foram 60%.

Porém, a pesquisa não questionou se os entrevistados participaram das manifestações nas ruas ou dos panelaços. A possibilidade de impeachment da presidente também não estava entre os temas da pesquisa.

“O objetivo não era saber se eles são a favor de impeachment, mas sim mensurar o interesse da população por política, corrupção e pelos protestos. Os resultados derrubam a ideia de que o brasileiro só se interessa por política na época da eleição”, explica Roseane.

O levantamento foi realizado pela DataBasse, a pedido do Outdoor Social, um projeto de publicidade nas favelas. Foram feitas 567 entrevistas, sendo 315 no Rio de Janeiro e 252 em São Paulo. A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais.


Os entrevistados responderam se concordavam ou não com dez afirmativas. Veja abaixo o que eles disseram:


1- No Brasil acontece muita corrupção.
Respostas
Base
%
Sim
563
99
Não sei
4
1
Total
567
100
2 - A corrupção tira dinheiro da saúde, como clínica da família e hospitais.
Respostas
Base
%
Sim
547
96
Não sei
11
2
Não
9
2
Total
567
100
3 - A corrupção na Petrobras é invenção.
Respostas
Base
%
Não
482
85
Não sei
62
11
Sim
23
4
Total
567
100
4 - Concordo com as manifestações contra o governo da presidente Dilma.
Respostas
Base
%
Sim
340
60
Não
194
34
Não sei
33
6
Total
567
100
5 - A maioria dos brasileiros aceita a corrupção porque também faz isso, quando tem chance.
Respostas
Base
%
Sim
405
71
Não
83
15
Não sei
79
14
Total
567
100
6 - A política no Brasil é um assunto que me interessa.
Respostas
Base
%
Sim
376
66
Não
183
32
Não sei
8
1
Total
567
100
7 - Se roubassem menos, haveria mais escolas para as crianças.
Respostas
Base
%
Sim
514
91
Não sei
39
7
Não
14
2
Total
567
100
8 - Confio na Justiça para prender políticos desonestos.
Respostas
Base
%
Não
332
59
Sim
171
30
Não sei
64
11
Total
567
100
9 - Alguns políticos são honestos.
Respostas
Base
%
Sim
340
60
Não
145
26
Não sei
82
14
Total
567
100
10 - Se existir um disque-corrupção, vou denunciar o que vejo de errado.
Respostas
Base
%
Sim
454
80
Não sei
62
11
Não
51
9
Total
567
100