quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Momentos de reflexão: palavrões na Escolinha do Raimundo que não foram ao ar

Vídeo: Mãe de DG detona Regina Casé

DG, ou Douglas, foi um dançarino do programa Esquenta, de Regina Casé. Depoimento dado em uma reunião do SERNEGRA 2014 - III Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça

Entre a incompetência e o roubo, a Petrobras de Dilma desvalorizou 200 bilhões

O que será que pesou mais: a incompetência ou o roubo?

Segundo o G1, a Petrobras foi a empresa que mais perdeu valor de mercado no governo de Dilma Rousseff. Em 31 de dezembro de 2010, a companhia tinha valor de mercado de R$ 380,2 bilhões, caindo para R$ 179,5 bilhões no dia 24 de novembro de 2014 – encolhimento de R$ 200,6 bilhões. A segunda empresa com maior queda é a Vale, de R$ 159,3 bilhões. A OGX Petróleo, criada por Eike Batista, perdeu R$ 64,3 bilhões. Os setores de petróleo & gás e siderurgia & metalurgia são os que mais têm empresas com registros de perdas, com três empresas cada um. O setor bancário tem dois representantes. O levantamento é da consultoria Economatica.

Entre as empresas que mais ganharam valor de mercado no período do governo Dilma estão AmBev e Bradesco, com crescimento de R$ 120,4 bilhões e R$ 55 bilhões, respectivamente. Entre elas estão três empresas do setor de alimentos & bebidas, três do setor de telecomunicações e dois do setor bancário.

STF - leia-se Teori Zavascki - começa a boicotar o juiz que devassa a Petrobras

Folha de São Paulo

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, encaminhou ao juiz Sergio Moro, que julga a Operação Lava Jato, questionamentos que o advogado Fabio Tofic Simantob apresentou à corte sobre políticos citados na investigação.

Para o advogado, que defende Gerson Almada, vice-presidente da Engevix, a PF sabia desde setembro do ano passado que deputados mantinham relações com o doleiro Alberto Youssef, mas o juiz só reconheceu o fato após a operação ter sido deflagrada, em 17 de março deste ano.

Segundo Simantob, a omissão sobre a presença de políticos visa impedir que o caso seja remetido ao Supremo. Deputados federais só podem ser investigados pelo STF porque gozam de foro privilegiado.

Gerson Almada está preso na PF de Curitiba desde o último dia 14 sob acusação de pagar propina para obter contratos na Petrobras.

Os políticos que apareceram na apuração em 2013, segundo o defensor, são os deputados André Vargas (sem partido-PR) e Luiz Argôlo (SDD-BA). Ele relaciona dois fatos que comprovariam a omissão: a PF cita o número do telefone de Argôlo em relatório de setembro de 2013 e a entrega de R$ 120 mil ao chefe de gabinete do parlamentar também naquele ano.

O advogado diz que o juiz impede réus de citar os nomes de políticos que são acusados de receber propina com o mesmo objetivo: manter o processo sob sua condução.

Procurado pela Folha, Moro não quis se pronunciar.

Em questionamentos similares, ele disse que políticos não são investigados, mas sim o desvio de recursos da Petrobras. Para o juiz, se o dinheiro desviado foi posteriormente usado para pagar propina a políticos, ocorreu um novo crime, de corrupção, que não é objeto das ações que ele julga.

Moro já escreveu que veta réus de citar políticos que são acusados de receber suborno para preservar a autoridade do Supremo.

Nota de Carlos Newton da “Tribuna da Internet”: O juiz Sergio Moro está agindo de forma adequada. Começou a investigar a corrupção interna na Petrobras, e até então não havia a menor relação com os políticos. Quando os depoimentos começaram a envolver parlamentares, que têm foro privilegiado e só podem ser julgados no Supremo, o juiz se acautelou e evitou vazamentos, para não inviabilizar as investigações. Deixou a apuração sobre o envolvimento dos políticos para uma segunda etapa. Tudo estava indo muito bem, mas agora parece que o Supremo resolveu atrapalhar.

Acontece que o juiz Sergio Moro sabe o que faz e já enfrentou o ministro Zavascki, que apressadamente mandou libertar o ex-diretor Paulo Roberto Costa, que saiu da prisão rindo para os repórteres. O  juiz mandou prendê-lo de novo e Zavascki se fechou em copas. Agora, voltou à tona.

Até a filha de Paulo Roberto Costa fez negócios suspeitos com a Petrobras

Estadão

Uma das filhas do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, Arianna Bachmann, é suspeita de se beneficiar com “informações privilegiadas” em contratos de venda de móveis para empresas contratadas da estatal.

Dois contratos, que somam mais de R$ 5 milhões, são referentes ao mobiliário comprado em 2009 para as novas unidades do Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes) – inaugurado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010 –, obra alvo da Lava Jato e do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Em um documento apreendido pela Polícia Federal no computador da Costa Global, Arianna recebe orientações de uma mulher que assina “Crica”.

Ela apresenta dados sobre o mobiliário esperado para a unidade. “O teor da mensagem sugere que Crica esteja apontando fragilidades observadas no mobiliário exposto para apreciação, por funcionários da Petrobrás, visando o projeto de ampliação do Cenpes”, registram os analistas da Polícia Federal.

Crica, segundo a PF, apresenta “itens a serem abordados” no encontro com representantes da estatal, “proporcionando à Arianna o acesso a informações privilegiadas”. A filha do ex-diretor, que também foi alvo da Lava Jato, atuava na época como representante de duas empresas de móveis para escritórios.

“Convém ressaltar que Arianna é representante das empresas” que fecharam contrato, “ambas do ramo de mobiliários para edificações e interessadas no fornecimento de produtos para o projeto”, registra a analise pericial. Eles abriram os arquivos dos computadores da empresa de Costa, no Rio, onde a filha trabalhava com ele.

Segundo a Polícia Federal, “Crica” pode ser Maria Cristina Nogueira de Sá Pikielny, uma das proprietárias da Italma (Multiflex do Brasil Comércio de Móveis), que é representada pela filha do delator da Lava Jato.

São pelo menos cinco arquivos com dados sobre contratos de fornecedoras ou subcontratadas da Petrobrás, a maior em específico para mobília das novas unidades do Cenpe.

No material apreendido e analisado, Arianna aparentemente faria o intermédio para venda de móveis para dois consórcios formados por grandes empresas que atuaram nas obras do Cenpe. O Consórcio Citi e o Consórcio Novo Cenpe.

Nele, a Polícia Federal registra que houve adequação dos orçamentos ao contrato. Arianna tem duas empresas em seu nome, a Bachmann Representações e a B & X Consultoria e Assessoria. Seu marido tem ligações diretas com a loja de móveis 021 Móveis Carioca. Ele foi também alvo da Lava Jato.

A família do ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás foi incluída no acordo de delação premiada que ele firmou com o Ministério Público Federal. A mulher e as duas filhas de Paulo Roberto Costa também se comprometeram com uma colaboração acessória e individual à investigação em troca do abrandamento das punições.

Reccado de Elio Gaspari para Joaquim Levy

Um ministro que trabalhe com um olho nas contas e outro no comissário Aloizio Mercadante ou nos conselheiros avulsos do Alvorada é receita certa para o desastre.

Ainda sobre notícias distorcidas

Minhas manifestações mediúnicas andam bem na fita. Mal acabei de escrever a matéria sobre a picaretagem das notícias na TV Record, dei de cara com esse artigo no “Mídia sem Máscara”, falando quase a mesma coisa:

A Fantástica Fábrica de Notícias
Alexandre Borges

O Fantástico, pela segunda semana seguida, faz um carnaval sobre um “escândalo” de corrupção numa cidade de 11 mil habitantes no interior do Paraná. Onze mil habitantes! Ou seja, a cidade inteira não encheria metade do Pacaembú. As Organizações Globo, por exemplo, têm 25 mil funcionários, ou mais do que o dobro da população de São Jerônimo da Serra.

Depois de dar ares de escândalo nacional para corrupção numa cidade com menos moradores que um condomínio de cidade grande, o Fantástico conseguiu o afastamento do prefeito Adir Leite. Ganha uma coxinha opressora quem adivinhar qual é o partido dele.

Como não poderia deixar de ser, a produção descobriu que Adir Leite (PSDB) comprava o apoio dos vereadores da cidade com combustível para os carros deles. O que é o Mensalão e o Petrolão perto de um prefeito do interior que enche o tanque do fusca de um vereador em troca de voto? Vinte mil pessoas na Avenida Paulista protestando contra Dilma? Deixa pra lá. Corrupção de um prefeito tucano numa cidade com 11 mil habitantes? Escândalo!

É óbvio que todo corrupto deve ser processado e pagar por seus crimes, ninguém está acima da lei e é claro que a população de São Jerônimo da Serra merece ter seu dinheiro de volta. Para quem é jeronimense não há nada mais importante do que isso, mas e para quem não é? O Brasil tem 5.570 municípios, o Fantástico vai investigar todos e descobrir todo vereador que teve o tanque do carro completado pelo prefeito? Ou quem ganhou um saco de bala Juquinha?

Um dos trabalhos mais sérios já feitos sobre o viés ideológico na imprensa foi feito pelo professor da UCLA e PhD Tim Groseclose, que também lecionou em Harvard e Stanford, mas não espere que qualquer professor de jornalismo do Bananão indique a leitura. Seu livro “Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” mostra, a partir de uma metodologia científica de análise dos principais veículos americanos, como o noticiário pode ser manipulado para doutrinar politicamente os leitores, com consequências diretas nas eleições.

Segundo o autor, a maneira mais comum que os jornalistas encontram para fabricar notícias é selecionar, na edição, o que é notícia e o que não é. Depois, é só escolher como fonte das matérias especialistas e organizações alinhadas ideologicamente com os jornalistas para que dêem o foco que pretendem dar para a matéria. Tenho certeza de que qualquer um de vocês vê isso acontecer todos os dias, como nessa matéria do Fantástico, não é preciso ser um expert. E é por isso que a pluralidade de fontes de informação é tão importante.

O Brasil precisa desesperadamente de alternativas para se informar. Se só a VEJA, uma única revista, já é suficiente para fazer um terremoto por semana, imagine um único canal de TV não alinhado com o governo. Até lá, esqueça o Petrolão e vamos falar de São Jerônimo da Serra.

Vindo de quem vem (Facebook supostamente de policiais federais) é animador!


Padrão Record de jornalismo: a mentira.

Ontem, minha mulher, que não se liga em política, me perguntou se era verdade que o Pezão seria cassado e o Crivella assumiria seu lugar.

- Bom - disse eu -, há 18 governadores sob ameaça de não tomarem posse, mas não acredito que isso aconteça. Aonde você viu isso? Eu não li nada de tão específico sobre o Pezão. Mas é definitivo

- No jornal da TV Record. Da maneira como eles transmitiram a notícia, parece que é definitivo

Está explicado. A Record é do Macedo, tio do Crivella.

É nessas horas que eu sinto falta de um órgão decente que julgue com isenção e puna com rigor esse tipo de desonestidade, que influi diretamente na avaliação popular e acaba provocando tragédias como a eleição de Dilmas e afins.

A Record, campeã nessa modalidade de picaretagem - com o dono que tem não poderia ser de outra forma -, é campeã também em demissões voluntárias de jornalistas íntegros que se recusaram a seguir suas “normas” para enganar o povo. Aliás, é sintomático e não é à toa que seu principal jornalista, há anos, seja Paulo Henrique Amorim, a figurinha mais nefasta que se tem notícia no jornalismo brasileiro.

João Santana, marqueteiro do poste, leva 70 milhões pela campanha. Merece cada centavo.

Segundo a Veja, dos 350 milhões de reais em gastos declarados pela presidente em 2014, um recorde para qualquer pleito no país, 70 milhões de reais foram diretamente para a conta da empresa do marqueteiro João Santana, a Pólis Propaganda e outros 8 milhões de reais foram repassados à empresa por meio do diretório nacional do PT.

Em 2010, Santana faturou “apenas” 42 milhões de reais dos 194 milhões de reais gastos na campanha, mais ou menos o mesmo percentual.

De qualquer forma, eu acho que ele vale cada centavo pago, porque eleger esse traste, até mesmo para síncica de cortiço, não é mole não!

Capacho do PT, Calheiros, imoral e ilegal, opta por voto secreto no Congresso

Do Blog do Coronel

Ontem, em total desrespeito ao eleitor, o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, símbolo maior do PMDB capacho e corrupto, decidiu que 38 vetos presidenciais seriam analisados em bloco, mediante votação em cédula de papel. Secretamente! Uma ilegalidade e uma imoralidade.

No final de 2013, as Mesas do Senado e da Câmara promulgaram a Emenda Constitucional 76, que extinguiu o voto secreto nas votações em processos de cassação de parlamentares e no exame de vetos presidenciais.

Na oportunidade, quando o Congresso implantou a mudança, a velha Cláudia Lyra, eterna secretária-geral da Mesa do Senado, explicava:

Os deputados serão chamados a votar o item. Se os deputados rejeitarem o veto, os senadores são chamados para votar. Se a apuração mostrar que a Câmara manteve o veto, os senadores não precisam votar, já que a Constituição diz que o veto presidencial só pode ser rejeitado pela maioria absoluta dos votos de ambas as Casas. É o único caso em que a Constituição exige quorum para rejeição de matéria. Nos outros casos, a Constituição fala de quoruns para aprovação.

No caso de um veto presidencial abranger mais de um item, deputados e senadores terão de votar individualmente cada parágrafo, artigo ou alínea que foram vetados. Na oportunidade, Cláudia Lyra lembrou que pode haver casos de votação em globo de todos os itens vetados de um mesmo projeto, mas essa votação em conjunto depende de acordo entre os deputados e senadores e da aprovação de requerimento específico para esse procedimento.

Que retrocesso é esse, já que a partir da mudança na Constituição, deputados e senadores não votariam mais pela derrubada ou manutenção de vetos por meio de cédulas de papel e sim pelo painel eletrônico?

Que retrocesso é esse, já que a emenda prevê que votação deve ser feita diretamente no painel eletrônico do Plenário da Câmara e o resultado ser divulgado na hora, não dependendo mais de apuração manual por parte da Secretaria Especial de Informática do Senado (Prodasen)?

Que retrocesso é esse, já que os deputados e senadores devem votar veto a veto?

O mais grave, no entanto, é que o eleitor não sabe como o seu deputado e o seu senador votaram, para cobrar deles coerência e respeito ao voto dado. Tudo volta a ficar às escuras, permitindo a compra de votos por parte de um governo corrupto, cujo partido que ocupa a presidência da República e cujo partido que ocupa a presidência do Congresso estão atolados ate o pescoço na lama do Petrolão.

Que a Oposição recorra ao Supremo Tribunal Federal em nome de mais de 100 milhões de eleitores brasileiros que têm o direito de saber como votaram os deputados e os senadores que eles elegeram. Que o STF anule mais este golpe contra a democracia representativa, orquestrado pelo bando corrupto que domina o Congresso Nacional.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sobre Joaquim Levy

Minha experiência pessoal com Joaquim Levy foi a melhor possível. Detentor de uma carta precatória do Estado do Rio de Janeiro desde 1995, quando ganhei uma causa, em 2008 eu continuava a ver navios, quando decidi mexer meus pauzinhos através de meus conhecimentos no Globo, e acabei sendo contactado por telefone pela assessora de Levy. Em dez dias, o precatório foi pago - só que o meu advogado me levou tudo, mas isso é outra história.

Claro, isso é um caso pessoal que até para mim conta pouco para avalizar a escolha de um ministro, mas, segundo eu sei, Joaquim é competente no que faz. Além ter sido secretário do Tesouro e vice-presidente do BID, Levy foi economista-chefe do Ministério do Planejamento, subsecretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, professor do curso de Mestrado em Economia da Fundação Getulio Vargas, integrou os quadros do FMI, e foi economista visitante no Banco Central Europeu. Atualmente ocupa a Diretoria de Gestão e Estratégia da Bradesco Asset Management.

Sei também que Levy nunca se sentiu a vontade com os políticos que cercam Sergio Cabral e nem com os empresários com quem Cabral mantém relações. O fato dele ter deixado o Governo às vésperas da eleição é sintomático.

Enfim, Joaquim Levy tem um senhor currículo. Que o honre nessa nova missão que eu não desejaria ao meu pior inimigo!

O que faz um “intelequitual” do PT a não ser exercer a imbecilidade em tempo integral? “Maninfausto” contra Joaquim Levy e Kátia Abreu.

Quando o PT erra para os seus, acerta para o país.
Augusto Nunes

A tal “listinha” dos “intelequituais” que assinaram essa bobagem (com negritos meus aos bobos alegres mais destacados) só faz confirmar o acerto das opções de Dilma (até que enfim!) por Joaquim Levy e Kátia Abreu como ministros da Fazenda e da Agricultura, respectivamente.

Aliás, o que faz um “intelequitual” do PT a não ser ser um imbecil em tempo integral?

Eis o “maninfausto”:

A campanha presidencial confrontou dois projetos para o país no segundo turno. À direita, alinhou-se o conjunto de forças favorável à inserção subordinada do país na rede global das grandes corporações, à expansão dos latifúndios sobre a pequena propriedade, florestas e áreas indígenas e à resolução de nosso problema fiscal não com crescimento econômico e impostos sobre os ricos, mas com o mergulho na recessão para facilitar o corte de salários, gastos sociais e direitos adquiridos.

A proposta vitoriosa unificou partidos e movimentos sociais favoráveis à participação popular nas decisões políticas, à soberania nacional e ao desenvolvimento econômico com redistribuição de renda e inclusão social.

A presidenta Dilma Rousseff ganhou mais uma chance nas urnas não porque cortejou as forças do rentismo e do atraso e sim porque movimentos sociais, sindicatos e milhares de militantes voluntários foram capazes de mostrar, corretamente, a ameaça de regressão com a vitória da oposição de direita.

A oposição não deu tréguas depois das eleições, buscando realizar um terceiro turno em que seu programa saísse vitorioso. Nosso papel histórico continua sendo o de derrotar esse programa, mas não queremos apenas eleger nossos representantes políticos por medo da alternativa.

No terceiro turno que está em jogo, a presidenta eleita parece levar mais em conta as forças cujo representante derrotou do que dialogar com as forças que a elegeram.

Os rumores de indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para o Ministério sinalizam uma regressão da agenda vitoriosa nas urnas. Ambos são conhecidos pela solução conservadora e excludente do problema fiscal e pela defesa sistemática dos latifundiários contra o meio ambiente e os direitos de trabalhadores e comunidades indígenas.

As propostas de governo foram anunciadas claramente na campanha presidencial e apontaram para a ampliação dos direitos dos trabalhadores e não para a regressão social. A sociedade civil não pode ser surpreendida depois das eleições e tem o direito de participar ativamente na definição dos rumos do governo que elegeu.

Confira a lista com os primeiros portentosl” a aderir:

Alfredo Saad-Filho (Soas – Universidade De Londres)
Altamiro Borges – Militante Político
Ana Laura Dos Reis Correa – Unb
Andre Singer – Usp
Andrea Loparic – Usp
Antonio Maciel Botelho Machado –
Ariovaldo Dos Santos – Fea/Usp
Arlete Moysés Rodrigues – Unicamp
Breno Altman – Jornalista
Bruno De Conti (Unicamp)
Caio Navarro De Toledo – Unicamp
Carlos Pinkusfeld (Ufrj)
Centro De Mídia Alternativa Barão De Itararé
Clarisse Meireles – Jornalista
Conceição Oliveira – Educadora E Blogueira
Daniel Araujo Valença – Ufersa
Debora F. Lerrer – Cpda/Ufrrj
Eduardo Fernandes De Araujo – Ufpa
Fernando Mattos (Uff)
Flavio Wolf Aguiar – Usp
Fora Do Eixo
Gentil Corazza (Ufrgs)
Geraldo Prado – Ufrj
Gilberto Cervinski – Mab – Movimento Dos Atingidos Por Barragens
Heloisa Fernandes – Socióloga/Sp
Heloisa Marques Gimenez – Unb
Horacio Martins De Carvalho – Militante Social
Igor Felippe – Jornalista
Ivana Jinkings – Diretora Editorial
João Pedro Stédile – MST
Joaquim Ernesto Palhares – Jornalista
José Arbex Jr – Puc/Sp
José Eduardo Roselino (Ufscar)
Joyce Souza – Jornalista
Juarez Tavares – Uerj
Laura Tavares Soares – Ufrj
Laurindo Leal “Lalo” Filho – Usp
Leonardo Boff – Teólogo
Levante Popular Da Juventude
Lucio Flávio Rodrigues De Almeida – Puc-Sp
Luiz Carlos De Freitas – Unicamp
Luiz Carlos Pinheiro Machado – Ufrgs – Ufsc – Uffs
Luiz Gonzaga Belluzzo – Facamp/Unicamp
Marcelo Proni (Unicamp)
Marcio Sotelo Felippe – Advogado
Maria A. Moraes Silva – Ufcar E Unesp
Maria De Lourdes Mollo (Unb)
Mídia Ninja
Monica Grossi – Uf De Juiz De Fora
MST – Movimento Dos Trabalhadores Sem Terra
Niemeyer Almeida Filho (Ufu)
Paulo Salvador – Jornalista
Pedro Estevam Da Rocha Pomar – Jornalista
Pedro Estevam Serrano – Puc/Sp
Pedro Paulo Zahluth Bastos – Unicamp
Pedro Rossi (Unicamp)
Rede Ecumenica Da Juventude (Reju)
Rosa Maria Marques (Puc-Sp)
Rubens Sawaya (Puc-Sp)
Valter Pomar – Militante Do Pt
Wladimir Pomar – Analista Político E Escritor

A infantilidade dos “intelequituais” tupiniquins

Toda a indústria cultural dos Estados Unidos é sustentada pelo mercado, pelo dinheiro privado. Nenhum cineasta, músico, ator ou pseudo-jornalista vive à custa do governo.
João Cesar de Melo em O antiamericanismo cultural

PT institucionalizou a roubalheira: Propina agora tem Nota Fiscal - Vejam os comprovantes

Segundo o Globo, o primeiro dos executivos presos na Operação Lava-Jato a admitir que pagou propina no esquema da Petrobras, Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, trouxe à tona um novo nome a ser investigado. Trata-se do empresário Shinko Nakandakari, que, segundo o executivo, atuava como operador do esquema de corrupção na Diretoria de Serviços da Petrobras, comandada por Renato Duque, ao lado de Pedro Barusco, ex-gerente executivo da área de Engenharia da estatal que se dispôs a contar o que sabe ao Ministério Público Federal e devolver US$ 97 milhões. Os advogados de Fonseca entregaram nesta segunda-feira à Justiça Federal do Paraná várias notas fiscais relativas à propina. Elas foram emitidas a favor da LFSN Consultoria e Engenharia, no valor de R$ 8,863 milhões, e teriam como finalidade pagar a propina a políticos.

Pasmem: PT faz pesquisa para saber por que tanta rejeição. Se quiserem eu digo!


Assustado com os altos índices de rejeição a candidatos do partido nas eleições deste ano, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT encomendou uma ampla pesquisa nacional para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.

Ainda nesta semana, a Marissol, empresa responsável por parte das pesquisas que nortearam a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, vai apresentar uma proposta inicial de questionário. A ideia é consultar eleitores em todos os Estados do País e fazer uma bateria de pesquisas qualitativas.

Sei lá... Com uma empresa com nome de novela mexicana fazendo a pesquisa eu acho que o final vai ser trágico! Mas não liguem não, os petralhas são burros assim mesmo.

Dirceu continua abusado

Segundo a Agência Brasil a defesa do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão, informou ontem à Justiça que ele deve chegar em Brasília na madrugada de hoje. No sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendeu autorização da Justiça do Distrito Federal para que ele pudesse viajar e determinou seu retorno à cidade.

Na decisão, Barroso afirmou que não foi comunicado sobre a decisão autorizando a viagem. O ex-ministro precisava de autorização do juiz para deixar a cidade, pois cumpre em casa o restante da pena de sete anos e 11 meses. Ele recebeu o benefício por ter cumprido um sexto da pena no regime semiaberto, requisito exigido pela Lei de Execução Penal.

Quem terá sido o juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal que deu a autorização para Dirceu passar o fim de semana prolongado com a namorada em sua casa em um condomínio de luxo em Vinhedo, no interior de São Paulo? Ainda bem que o ministro Luís Roberto Barroso resolveu agir como tal e não como petista, como habitualmente o faz, e acabou com a farra do criminoso. Só faltou interpelar o seu colega de toga que permitiu esse obaoba.

Opressores ou progressistas, façam sua escolha

Essa foto, a Theresa botou no Facebook

Que me importa que a mula manque? Eu quero é a Rosetta

O cientista Matt Taylor durante o pouso da Rosetta

Um cientista britânico envolvido na pouso da sonda Rosetta, na semana passada, passou a sofrer críticas por conta da camiseta que vestia na transmissão da Agência Espacial Europeia (ESO).


"Uma pequena camiseta para um homem, um enorme fato para o sexismo", disse a professora universitária Jennifer Hoffman no Twitter. A camiseta explicaria por que há poucas mulheres na pesquisa espacial, que seria um ambiente hostil para elas.

A jornalista Rose Eveleth escreveu, também no Twitter, "obrigada por arruinar o pouso para mim, imbecil".

Até o prefeito de Londres, Boris Johnson, entrou na briga. Ele escreveu em defesa de Taylor, "bombardeado na internet por uma nuvem de ódio, orquestrada por grupos politicamente corretos".

É como diria Haroldo Barbosa, em seu samba: "Que me importa que a mula manque/ Eu quero é rosetar".

Esse bando de babacas cada vez aumenta mais!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Tem ladrão novo em Ipanema

Considerado um dos maiores beneficiários do mensalão, João Cláudio Genú, ex-chefe de gabinete da liderança do PP na Câmara que recebeu dinheiro das contas de Marcos Valério em nome do partido e é considerado um dos principais sacadores do mensalão decidiu mudar de ramo: negocia a compra de um restaurante em Ipanema, bairro mais nobre do Rio de Janeiro.Negócio de R$ 2 milhões.

Genú, que assessorava José Janene (PP), deixou o cargo em março de 2007. Em 2008, foi demitido do Ministério da Agricultura sob a acusação de improbidade administrativa. Foi denunciado com os chefes por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e formação de quadrilha. Em outubro de 2012, durante o julgamento do mensalão no STF, foi condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva (este, já prescrito). Recebeu pena de quatro anos de reclusão, além de multa de 260 mil reais. Foi, contudo, um dos onze mensaleiros que tiveram direito a um novo julgamento pelos crimes em que tiveram ao menos quatro votos por sua absolvição - e, após os famosos “embargos de declaração”, livrou-se da condenação por lavagem de dinheiro. (Fontes: Claudio Humberto e Veja)

O cara paga a merreca (pra ele) de 260 mil, não é preso e logo depois faz um negócio de duas milhas! Não é uma maravilha? De onde veio a grana? E cadê o leão, tão ávido em tirar meus trocados, que não vê isso? E os meretríssimos do STF com esses tais “embargos de declaração”, o que têm a dizer sobre esse acinte escancarado?

E na bunada, não vai dinha?

Um hipócrita chamado Lula

“Ser honesto é mais do que apenas não roubar e não deixar roubar. É também aplicar com eficiência e transparência sem desperdícios, os recursos públicos.”
Lula, Apedeuta ou Barba, como queiram, no seu discurso de posse em 2003.

Maílson da Nóbrega e suas sinapses neuroniais

Eu costumo pular os artigos de Maílson da Nóbrega na Veja e confesso: é puro preconceito. Sou convicto que um sujeito que pega um Ministério da Fazenda para debelar uma inflação acumulada em 415,87% em 1987 - deixada por Bresser -, termina 1988 com 1.037,53% e entrega 1989 com inacreditáveis 1.782,85%, não pode nem sequer escrever direito, quanto mais comentar alguma coisa ou fazer críticas a quem quer que seja.

Mas o título do seu artigo dessa semana “Bolsa Família: voto racional, e não de cabresto” me chamou atenção, até pela vírgula desnecessária. Diz ele que “eleitores da oposição atribuíram a vitória de Dilma aos seus [do Bolsa Família] beneficiários”, que “os votos do programa são estimados em 27 milhões” e “o PT precisaria dobrar o programa para vencer só com eles”.

Para começo de conversa, não é bem assim. Ninguém é doido a ponto de atribuir exclusivamente - como Maílson dá a entender, se fazendo de engraçadinho - a vitória de Dilma ao Bolsa. É claro que todos concordam que foram necessários outros 27 milhões de idiotas para perfazer o total de 54,5 milhões de votos no Poste. No entanto, a verdade é que se não houvesse o Bolsa Família, nem mesmo a totalidade dos votos dos outros 27 milhões seriam dados a ela, que ficaria patinando em algo em torno de 20% do eleitorado, o máximo que o PT consegue, já que Dilma e coisa nenhuma são a mesma coisa.

Aliás, para a derrota de Dilma, bastaria que o povo soubesse dividir a paternidade do Bolsa Família entre o PT, que a usurpou, e o PSDB, que pouco insistiu no assunto, jogando mais uma vez uma eleição no lixo por excesso de preciosismos e escrúpulos.

Mas a pior parte do artigo do Maílson nem é essa. Pasmem: ele insinua que o Bolsa Família não é assistencialista e afirma que “trata-se de um investimento em educação”, e prossegue dizendo que “a ideia surgiu de avanços da neurociência”!

Cumequié?! O pior é que prossegue:

“A neurociência evidenciou o período crítico para a aquisição das habilidades de linguagem e aprendizado de uma pessoa, que vai até os 12 anos de idade. Nesse tempo, ocorrem sinapses dos neurônios que permitem ao indivíduo aprender e se preparar para continuar aprendendo. Se ele não for à escola nesse período, dificilmente conseguirá qualificar-se para disputar postos de trabalho.”

E o que é que o furico tem a ver com as calças?!

E, para finalizar, a pérola:

“O Bolsa Família não é voto de cabresto. Esse tempo passou, felizmente. Lá atrás, os coronéis abusavam de seu poder econômico e do controle do poder político para aliciar ou comprar votos. Eles eram intermediários entre o Estado e os eleitores pobres. O programa os aposentou dessa função.”

Eu acho que quem precisa examinar as sinapses neuroniais é o Maílson! Primeiro por afirmar que não existem mais coronéis. E seu amiguinho e ex-patrão, Sarney, o que é? E Ciro e Cid Gomes? E Collor? E Calheiros? Além disso, considerar que o povo que recebe o Bolsa tem consciência das besteiras que ele disse, só votou em Dilma por causa dessa palhaçada que ele inventou e não pela oportunidade de não fazer nada e ainda receber grana por isso, é um sinal da demência profunda que acomete o economista, provavelmente desde o seu nascimento. De mais a mais, quer fazer o leitor de idiota. A partir de agora, não lê-lo, para mim, não é mais por preconceito, mas sim pela certeza que, como eu disse no início, o cara não tem a mínima condição sequer de escrever de carreirinha.

FHC, no mínimo, foi irresponsável

Há algum tempo, escrevi o seguinte aqui:

“Existem ‘intelectuais’ que hoje posam de coerentes, que, por serem grandes formadores de opinião, foram também os responsáveis por esse lastimável estado de coisas que hoje se encontra o Brasil quando estavam do outro lado. Cito alguns: Gullar, Jabor, Gabeira, Ubaldo, Bicudo e o próprio FHC. É preciso lembrar que estes, que hoje são grandes críticos do PT e seus quadrilheiros, já foram durante muito tempo seus fieis incentivadores. Incluo FHC porque além dele ter sido durante um tempo pré-PT uma espécie de mentor de Lula, nada fez para que o apedeuta não o sucedesse, muito pelo contrário: em plena campanha presidencial de 2002 ele foi à França – então grande parceira comercial do Brasil – tranquilizar Jacques Chirac sobre a possibilidade de o PT assumir o poder.”

Sexta-feira passada, Percival Puggina mandou:

FHC que me perdoe, mas é imperdoável

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que me perdoe. Malgrado seus muitos e inegáveis méritos, ele tem grande responsabilidade pela expansão e consolidação de seus opositores no poder.

Sim, a nação lhe deve boas iniciativas. Mas ele tem grave responsabilidade pela chegada do PT ao poder. Nada fez para evitar que isso acontecesse. Franqueou ao partido da estrela acesso à alma de parcela significativa do povo brasileiro pela via da mistificação e da mentira. Enquanto no governo, Fernando Henrique Cardoso prestava atenção e levava em grande conta o que Lula dizia. Havia algo de petista, um pigarro socialista, na garganta e na alma do acadêmico que governou o Brasil durante oito anos. Lula, por seu turno, uma vez eleito, teve o mérito de manter o que havia de melhor nas políticas de seu antecessor, lixando-se para o seu próprio discurso e para seu partido. Está aí o principal motivo do maior sucesso político do governo de Lula sobre o de FHC. Como consequência, o PT cresceu mais com FHC do que com Lula. Com Lula, o PT ganhou o controle da máquina. Com FHC o controle de corações e mentes.

O ex-presidente que me perdoe, mas isso é imperdoável. Visivelmente, ofereceu-se ele em holocausto para a vitória do PT. Tirou o casaco, a gravata e abriu a camisa para o assassinato de sua reputação. Permitiu que o importante trabalho social iniciado por sua mulher, Ruth Cardoso, fosse menosprezado e, depois, usurpado por seus adversários. Omitiu-se nas eleições subsequentes ou, por tudo isso, foi alijado delas por seus correligionários Serra e Alckmin. Retornou agora, tarde demais, idoso demais, irrelevante demais, na campanha de Aécio Neves.

Não agiu contra o assassinato da própria reputação. Não mostrou que o PT no governo, com todos os meios de investigação disponíveis, não provou uma única das acusações que lhe fez ao longo de oito anos. Não exibiu o consagrador estado de probidade administrativa representado por esse silêncio. Não se valeu dele para mostrar a criminosa capacidade de difamar e injuriar que caracteriza o petismo. Com tudo isso, Fernando Henrique descumpriu um dever moral perante o qual não poderia se omitir. Não é próprio dos homens de bem tolerar o que ele tolerou. Por agir como agiu, tornou possível o escárnio dos escárnios, que se manifesta quando os petistas, confrontados com a indizível tragédia moral em que se meteram, permitem-se afirmar que não são piores do que os demais. E encontram quem neles creia!

Ao abrir caminho, como de fato abriu, para o crescimento do PT e sua ascensão ao poder, Fernando Henrique fez mal ao Brasil. Desde que li o Manifesto de fundação do PT em 1980, eu sabia o que era e o que viria a ser esse partido. Com muito maior razão ele, homem inteligente e político experiente, tinha que saber o que iria acontecer quando o país caísse nas mãos em que veio a cair.

domingo, 23 de novembro de 2014

Tudo pro pessoal


Contrariando o que dizem, viver em Miami sai mais caro que no Rio

Fonte: http://www.expatistan.com/cost-of-living

Cost of living comparison between Rio de Janeiro, Brazil and Miami, United States
Food
35%
Food in Rio de Janeiro (Brazil) is 35% cheaper than in Miami (United States)

Daily menu in the business district
R$ 26 ($10)
$15
32%
Combo meal in fast food restaurant (Big Mac Meal or similar)
R$ 20 ($8)
$7
9%
1/2 Kg (1 lb.) of boneless chicken breast
R$ 6 ($2.50)
$4.77
48%
1 liter (1 qt.) of whole fat milk
R$ 3.18($1.23)
$1.60
23%
12 eggs, large
R$ 4.47($1.74)
$2.60
33%
1 kg (2 lb.) of tomatoes
R$ 4.75($1.85)
$3.91
53%
500 gr (16 oz.) of local cheese
R$ 12 ($4.58)
$5.96
23%
1 kg (2 lb.) of apples
R$ 4.71($1.83)
$3.82
52%
2 kg (4,5 lb.) of potatoes
R$ 2.82($1.10)
$2.61
58%
0.5 l (16 oz) domestic beer in the supermarket
R$ 3.31($1.29)
$3.17
59%
1 bottle of red table wine, good quality
R$ 34 ($13)
$15
10%
2 liters of Coca-Cola
R$ 4.71($1.83)
$1.69
8%
Bread for 2 people for 1 day
R$ 3.03($1.18)
$2.11
44%
Housing
6%
Housing in Rio de Janeiro (Brazil) is 6% cheaper than in Miami (United States)

Monthly rent for 85 m2 (900 Sqft) furnished accommodation in EXPENSIVE area
R$ 5,201($2,020)
$2,000
1%
Utilities 1 month (heating, electricity, gas ...) for 2 people in 85m2 flat
R$ 407 ($158)
$171
8%
Internet 8MB (1 month)
R$ 102 ($40)
$48
18%
40” flat screen TV
R$ 1,794($697)
$415
68%
Microwave, known brand, 800/900 Watt
R$ 374 ($145)
$113
28%
Laundry detergent (3 l. ~ 100 oz.)
R$ 13 ($5.19)
$8
36%
Hourly rate for cleaning help
R$ 24 ($9)
$21
56%
Clothes
55%
Clothes in Rio de Janeiro (Brazil) is 55% more expensive than in Miami (United States)

1 pair of jeans (Levis 501 or similar)
R$ 205 ($80)
$39
104%
1 summer dress in a chain store (Zara, H&M, ...)
R$ 153 ($59)
$38
57%
1 pair of sport shoes (Nike, Adidas, or similar)
R$ 349 ($135)
$94
44%
1 pair of leather business shoes
R$ 244 ($95)
$94
1%
Transportation
5%
Transportation in Rio de Janeiro (Brazil) is 5% more expensive than inMiami (United States)

Volkswagen Golf 2.0 TDI 140 CV 6 vel. (or equivalent), with no extras, new
R$ 53,646($20,835)
$23,909
13%
1 liter (1/4 gallon) of gas
R$ 3.15($1.23)
$0.95
29%
Monthly ticket public transport
R$ 170 ($66)
$55
19%
Taxi trip on a business day, basic tariff, 8 Km. (5 miles)
R$ 33 ($13)
$23
45%
Personal Care
28%
Personal Care in Rio de Janeiro (Brazil) is 28% cheaper than in Miami (United States)

Medicine against cold for 6 days (Frenadol, Coldrex, ...)
R$ 16 ($6)
$9
29%
1 box of 32 tampons (Tampax, OB, ...)
R$ 16 ($6)
$7
9%
Deodorant, roll-on (50ml ~ 1.5 oz.)
R$ 10 ($3.75)
$3.71
1%
Hair shampoo 2-in-1 (400 ml ~ 12 oz.)
R$ 9 ($3.57)
$4.64
23%
4 rolls of toilet paper
R$ 4.93($1.92)
$3.09
38%
Tube of toothpaste
R$ 3.77($1.46)
$3.16
54%
Standard men's haircut in expat area of the city
R$ 25 ($10)
$20
52%
Entertainment
26%
Entertainment in Rio de Janeiro (Brazil) is 26% cheaper than in Miami (United States)

Basic dinner out for two in neighborhood pub
R$ 84 ($33)
$46
30%
2 tickets to the movies
R$ 43 ($17)
$24
29%
2 tickets to the theater (best available seats)
R$ 257 ($100)
$338
70%
Dinner out for two in Italian restaurant with wine and dessert
R$ 194 ($75)
$108
30%
1 cocktail drink in downtown club
R$ 19 ($8)
$13
41%
Capuccino in expat area of the city
R$ 7 ($2.79)
$4.30
35%
1 beer in neighbourhood pub (500ml or 1pt.)
R$ 8 ($3.24)
$5.82
44%
iPod nano 16GB
R$ 810 ($315)
$140
125%
1 min. of prepaid mobile tariff (no discounts or plans)
R$ 1.68($0.65)
$0.92
29%
1 month of gym membership in business district
R$ 161 ($62)
$52
20%
1 package of Marlboro cigarretes
R$ 6 ($2.41)
$5.89
59%
TOTAL
14%