terça-feira, 24 de junho de 2014

Piada - sem graça - do dia

Celso Amorim, sinistro da Defesa, o que já é uma piada, despachou um coronel do Exército para fazer mestrado de 11 meses em Segurança e Defesa, na Venezuela.

Isso nem piada é. É palhaçada!

Sem sacanagem, se eu fosse militar, quando Celso Amorim assumiu o comando da Forças Armadas, das duas uma: ou pediria baixa ou fomentaria uma nova revolução. Ter essa triste figura no lugar em que está é um escárnio contra os milicos.

Junjin Abe, deputado que coleciona processos, propõe o Dia Nacional do Ovo

O deputado federal Junji Abe (PSD/SP), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Segmento Hortifrutiflorigranjeiro, a Pró-Horti, que não deve ter mais nada o que fazer a não ser debochar do povo, resolveu apresentar um projeto para a criação do - pasmem - Dia Nacional do Ovo.

E pior: não é que a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara Federal realizou uma audiência pública, que durou três horas, para debater a importância da instituição da data?

Além de debochado, Junji Abe apresenta um vasto currículo. Vejam só a sua coleção de 21 processos:

TJ-SP - Comarca de Mogi das Cruzes - Processo Nº 0165347-13.2008.8.26.0000 - Foi condenado a indenizar prejuízos referentes a leis propostas por iniciativa do parlamentar, durante o período em que foi prefeito de Mogi das Cruzes, que postergaram a extinção de cargos em comissão. Tais leis concretizavam a permanência em cargos comissionados de diversas pessoas, muitas delas com vínculos de parentesco ou vínculos políticos com autoridades municipais, incluindo o filho do presidente da Câmara de Vereadores, amigo dos pais do prefeito e cabos eleitorais.

TJ-SP - Comarca de Mogi das Cruzes - Processo Nº 361.01.2004.009318-8 - Foi condenado por improbidade administrativa. A Justiça determinou a suspensão de direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios/ incentivos fiscais ou creditícios. A condenação foi mantida em segunda instância: TJ-SP Apelação Nº 0009318-55.2004.8.26.0361.

TJ-SP - Comarca de Mogi das Cruzes - Processo Nº 0003163-70.2003.8.26.0361 - Foi condenado por improbidade administrativa. A Justiça determinou o ressarcimento de danos e pagamento de multa. Corréu entrou com recurso no STJ, mas decisão foi mantida: STJ - AREsp 469946.

TJ-SP - Comarca de Mogi das Cruzes - Processo Nº 361.01.2002.008780-8 - Foi condenado por improbidade administrativa. A Justiça determinou ressarcimento de danos e pagamento de multa. O parlamentar recorreu da decisão, que foi mantida: TJ-SP - Apelação Nº 994.08.158490-0

TJ-SP - Comarca de Mogi das Cruzes - Processo Nº 0013824-59.2013.8.26.0361 - É alvo de ação civil por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual. Durante a sua gestão como prefeito de Mogi das Cruzes ocorreu o pagamento de valores para fornecimento de refeições para os programas Pró-Criança e Pró-Parto muito acima dos valores de mercado, o que resultou em danos ao erário. Teve a indisponibilidade dos seus bens decretada.

O TCE-SP julgou irregulares processos licitatórios, contratos e atos de despesas, além de ter emitido parecer desfavorável às contas da prefeitura de Mogi -- por exemplo:

TCE-SP - Processo Nº 33683/026/05 e TCE-SP - Processo Nº 31078/026/06 - Irregularidades em certame licitatório e contratos; o parlamentar realizou pagamento de multa.

 E mais 14 processos no TCE-SP: Nº 22141/026/02, Nº 36665/026/02, Nº 5379/026/03, Nº 18311/026/04, Nº 14838/026/05, Nº 14839/026/05, Nº 38032/026/06, Nº 692/026/06, Nº 7486/026/06, Nº 7488/026/06, Nº 36669/026/07, Nº 44057/026/07, Nº 8170/026/07, Nº 26348/026/08.

Quiuspariu! Um sujeito desses não deveria estar preso?

Fumacê na Albânia

Vixi! Parece o Posto Nove, em Ipanema
O vilarejo de Lazarat (Albânia) foi cenário de um fenômeno curioso: uma “nuvem de maconha”. De acordo com a agência Associated Press (AP), produtores de maconha da localidade queimaram grande quantidade da erva alertados sobre a proximidade de uma batida policial.

Lazarat é considerada a maior produtora ilegal de maconha da Europa, com mais de 900 toneladas da droga por ano. O vilarejo movimenta cerca de R$ 13 bilhões com a comercialização da erva.

Na operação policial, foram apreendidas 13 toneladas de maconha e 80 mil pés acabaram destruídos.

O jornalismo oficialóide e abjeto de Mino Carta

Carta Capital revela que quem vaiou Dilma foram os croatas

A Carta Capital desta semana, em um furo exclusivo de reportagem, revela que as vaias e xingamentos proferidos contra a presidente Dilma Rousseff não foram oriundas de brasileiros, mas sim de croatas.

Segundo Mino Carta, “analisamos as imagens e vimos que a torcida brasileira não xingou nem vaiou a presidente. As vaias partiram dos croatas”.

Mino esclarece que “alguns setores liberais-fascistas vão dizer que estou sendo mais baba ovo que o habitual, ‘que vivo de boquetear o governo, mas que isso já é demais’, mas devo dizer que nenhum brasileiro seria capaz de vaiar Dilma, a não ser uma meia dúzia de elitistas que não admitem o fato de os pobres estarem viajando de avião”.

O jornalista também esclarece que na Croácia, as vaias significam apoio e respeito e a frase que em português pareceu um xingamento, na verdade é um elogiou no idioma de nossos então adversários no jogo de abertura da copa.

“Vai tomar no cu, em croata, significa, ‘muito obrigado por tudo”, explicou Mino Carta.

Ao fim de nossa conversa, agradeci em croata: “Mino, ‘vai tomar no cu’ pela entrevista”, e recebi um efusivo aperto de mão do jornalista.

Botei essa brincadeira do Joselito Müller em cima de Mino Carta para amenizar um pouco a raiva que eu tenho dessa figura asquerosa, representante máximo que é da imprensa marrom e venal. Diga-se de passagem, quando eu li a “notícia” em outro blog, cheguei a balançar entre o acreditar ou não, já que não há a menor dúvida que Mino entregaria até sua mãe a estupradores para defender o governo do PT, que o paga regiamente para mentir descaradamente. Tanto que dei um pulinho até o site da Carta Capital para me certificar. E foi pior.

Ao abrir, o site tinha um vídeo com Mino sendo “entrevistado” por um barbudinho qualquer da redação da Carta, sobre as matérias constantes da revista nesta semana. Começou, é óbvio, com comentário sobre o apelo da elite branca para que o orifício circular corrugado, localizado na parte ínfero-lombar da região glútea de Dilma, deixasse de estar em consonância com os ditames referentes ao seu direito individual de propriedade. E pasmem, as críticas de Mino foram para Aécio e Campos que, segundo ele deveriam ter manifestado solidariedade a Dilma, condenando o gentil convite feito a ela pela galera do Itaquerão.

Em seguida, Mino citou uma suposta crítica de FHC à corrupção do PT como uma intenção de polemizar com Lula, como se isso fosse novidade, e é claro que o jornalista, indignadíssimo, citou supostos casos de corrupção do governo de FHC - compra de votos para a reeleição, mensalão mineiro - além de meter o pau nas privatizações, é óbvio, principalmente em relação às “teles” que, pelo que me consta, teve como maiores beneficiários o povo e o filho do Lula, não exatamente nessa ordem.

Aí eu pergunto como é que um calhorda desses poderia sobreviver sem o PT? Como é que essa espécie de gentinha ainda tem a coragem de meter o pau na imprensa livre? Como é que ainda tem otário que acredita desse tipo de jornalismo que mente sobre o passado, emporcalha o presente e não tem futuro nenhum?

segunda-feira, 23 de junho de 2014

A Avenida Daniel Alves é a maior obra brasileira: liga São Paulo, Brasília e Fortaleza.

Foi um treino de luxo? Não, foi apenas um treino. Luxo é deixar um Fernandinho no banco e escalar Paulinho, é ter um Neymar e tirá-lo sem mais nem menos, quando quem iria e deveria sair era o Oscar - para variar, escondido nas pontas -, e ainda por cima ganhar o jogo.

De resto, não precisava ser pitonisa: nada mudou, a não ser o Fred um pouco mais participativo. Nada mudou, nem inevitável gol tomado, mais uma vez, em função da não interdição da já famosa Avenida Daniel Alves.

Ah, sim, ia me esquecendo que Felipão meteu o pau na imprensa, chamando de ridículos quem fica filmando as “instruções” que ele dá durante o jogo, esquecendo-se que ridículo é ele, que não se comporta como um treinador e sim como um torcedor, aos palavrões e "orientações táticas" do tipo “Presta atenção aí, porra!”, que deu para ver hoje, após um ataque de Camarões. Ainda se fosse de tubarões...

Orientação tática do Felipão durante o primeiro tempo, após um ataque de Camarões

“Presta atenção aí, porra!”
É ou não é uma sumidade?

Para não dizer que não falei de flores: Banda holandesa Factor 12 e Banda de Música da Brigada Militar de Porto Alegre em um “jam” fantástico

O resultado musical pode não ter sido dos melhores, mas o congraçamento foi maravilhoso.

Camarões não vale, a não ser para desmoralizar de vez a seleção do Felipão

A não ser que o Brasil perca o jogo de hoje para Camarões, ele não vale de nada como parâmetro. A rigor, deveria ser um treino de luxo, mas do jeito que a coisa anda, periga ser um fiasco.

Não sei de onde tiraram que Felipão é técnico de futebol. Realmente seus agentes devem fazer um trabalho fantástico, porque para depois de ter conseguido levar o Palmeiras à segundona, só mesmo uma máquina eficiente por trás para fazê-lo técnico do país que é o maior ganhador de Copas do Mundo. Acho até que já disse isso.

O que não dá para entender é que, se em termos de saúde não ficamos a dever a ninguém desde 1970 e, em termos de técnica, ainda somos os melhores do mundo, como é que erramos tanto em fundamentos, que são apenas uma questão de treino? Embora sejam sete os fundamentos do futebol - passe, chute, cabeceio, controle, condução, drible e domínio (sem contar com o goleiro) -, eles não são nenhum bicho de sete cabeças, principalmente em se tratando de jogadores de seleção, o que pressupõe que todos já venham com isso mais do que treinado em seus clubes e dependam apenas de uma adaptação à tática adotada pelo treinador. E aí é que está o problema: qual é a tática do Felipão?

Um doce para quem me disser e explicar.

Deixar dois “vacas brabas” como Daniel Alves e Marcelo subirem até mais não poder, deixando Thiago e David beirando a loucura para proteger as avenidas atrás dos laterais; encostar Oscar nas laterais do campo, aonde, pela limitação de espaço ele é facilmente marcado e desarmado sem produzir nada; Hulk idem; fixar Fred lá na frente, mais solitário que Robinson Crusoe antes do Sexta-Feira; escalar dois cabeças de bagre como Luiz Gustavo e Paulinho como volantes, esperando que, sozinhos pelo meio, eles possam, além de desarmar, organizar algo que preste em termos de ataque e, largar Neymar solto, sem saber para onde ir, com a incumbência de resolver tudo sozinho, sem que ninguém apareça por perto para “conversar” e depois dizer que isso é tática? Ah, pelamordedeus!

Resumindo, se ganhar hoje, convencendo, não faz mais que a obrigação, mas se perder ou empatar, mesmo que se classifique, podem pedir os bonés, porque não vai dar para encarar nem o Chile, que dirá a Holanda. E digo mais: se ganhar, eu garanto que vai ser pelos nossos valores individuais que, embora escassos, são bem maiores que os de Camarões. Quem achar que Felipão pode mudar alguma coisa, ou é doido ou comeu cocô.

Frase de Segunda

“Dilma disse que o Galeão está pronto. Só não dá para ver por causa do tapume.”

Desculpe-me o autor, mas só sei que é um comediante.

Luiz Felipe Pondé: Afetações de um vira-lata

A afetação com vinhos é um sintoma clássico. Chegamos ao ponto de ser melhor não falar sobre vinhos em jantares inteligentes para que não pensem que somos gente que faz curso de enologia. Na verdade, quem entende mesmo de vinhos deve ficar calado quando os outros começam a expor seus cursos feitos por aí. Nunca se deve usar expressões como “amadeirado”.

Sim, falo das afetações típicas de brasileiros e paulistanos, mais especificamente. A burguesia sempre sofreu de um complexo de vira-lata em relação à aristocracia medieval, porque esta era o que era, enquanto a burguesia é o que tem, e nada mais.

Quando atravessamos o Atlântico e chegamos ao Brasil, a agonia da burguesia com sua condição vira-lata piora. Desesperados buscam passaportes italianos para poderem, num momento de glória, pegar a fila dos passaportes europeus ao entrar na Europa. O desespero fica maior se não tiver ninguém pra ver os 15 minutos de fama na fila dos passaportes europeus. Quem viaja sozinho busca com o coração na boca algum brasileiro coitado com passaporte brasileiro para que ele veja a glória do pseudo-italiano.

Outro sintoma da mesma patologia é a tentativa de encontrar nobreza na ancestralidade. Hipótese pouco provável porque normalmente quem está bem nunca imigra para lugar nenhum. Todo imigrante é um coitado, por definição.

Mas, talvez uma das afetações mais terríveis, e muito comum nesta época de Copa do Mundo, é ficar falando mal do Brasil. Claro, o Brasil é mesmo um problema. A Copa do Mundo trouxe à tona de forma evidente, sob os holofotes do mundo, nossa incompetência em infraestrutura. E, de fato, o Brasil é levado pouco a sério por aí. O jornalismo internacional está muito mais atento à África e à Ásia do que à América Latina. Somos um continente esquecido, para o bem e para o mal. Mas, a afetação vira-lata vai muito além da consciência de nossas mazelas.

Vejamos. Ela se manifesta na mania de usar expressões (hoje um pouco fora de moda) como “coisa de primeiro mundo”. A tentação de comparar o Brasil com a Europa é a mais “chique”, porque inclusive mostra que o fulano é “viajado” - expressão triste por definição. Os mais ingênuos comparam o Brasil com os EUA, os mais afetados comparam com a Europa ocidental porque os EUA “eram” capitalistas selvagens. Digo “eram” porque os EUA paulatinamente se transformam em um dos países de maior invasão da vida privada pelo governo federal.

Quer um exemplo banal? A vida real é mesmo banal, quem não sabe disso e imagina que existe uma “vida chique e especial” por aí é gente que sofre de bovarismo cultural. Sofrer de bovarismo cultural é achar que existe uma vida maravilhosa do outro lado do Atlântico que só gente inteligente conhece.

Mas, voltemos ao exemplo banal. Dizer que no Brasil não se respeita fila e que na Europa se respeita é coisa de quem nunca viajou muito mesmo. Muitos europeus furam a fila na maior cara de pau, dando as mais variadas razões. Às vezes, tenho a impressão que os brasileiros respeitam fila com muito mais frequência.

Outra afetação é querer ir a restaurantes “melhores do mundo”. A fila de espera pode durar meses. Restaurantes assim são aquele tipo de lugar que você vai mais pra ser visto lá do que pela comida mesmo, que às vezes é tão chique que o gosto se perde na sofisticação fake.

Claro, bons restaurantes existem, mas nada tem a ver com excessos de propaganda.

No final das contas, como sempre, toda elegância é discreta, assim como toda virtude é silenciosa. Esta é, talvez, uma das maiores contradições do mundo contemporâneo pautado pelo ridículo das redes sociais: todo mundo tem que aparecer para existir. Esta contradição aparece, por exemplo, quando reclamamos de que as pessoas invadem nossa privacidade quando a maioria de nós “posta tudo” pra ser visto.

A propósito, a entrevista de Zygmunt Bauman, “Vigilância Líquida”, recém-publicada no Brasil, é uma boa reflexão sobre este desejo infantil de ser visto, desejo este que faz de todos nós reféns das informações que nós mesmos “postamos”.

“Tem mais argentino do que gente aqui.”

“Tem mais argentino do que gente aqui.”
Caixa de um supermercado na Zona Sul do Rio.

Aproveitando o ensejo, a zorra que fizeram aqui (Ipanema), nesta madrugada, foi colossal. Embora eu more nos fundos, onde não ouço barulho nenhum, os gringos berraram tanto na rua até as quatro da manhã que não deu para dormir. Pela quantidade de argentinos - e pela “qualidade” desse povo - sou capaz de apostar que foram eles.

Como não poderia deixar de ser, eu - e minha vocação para paladino da moral e dos bons costumes -, no sábado arranjei uma confusão com dois franceses - povo que também não fica atrás dos argentinos em termos de educação - que simplesmente chegaram do nada, acotovelaram-se onde não tinha espaço e abriram um jornal no balcão do bar onde eu estava tomando um cafezinho, quase cobrindo a minha xícara. Então, “delicadamente”, eu peguei o jornal e fechei, gesticulando para indicar que eles estavam me incomodando, já que eu ainda não aprendi a ficar com raiva em francês. Os dois mercibocus obviamente não gostaram e, de cara feia, fizeram menção de abrir de novo o jornal, para cima de muá. Eu, de novo, pus a mão em cima e disse: “Aqui, não!” e frisei em francês, “Ici, non!”, para ser bem entendido. E não é que os dois debochados começaram a rir de mim, até que um, além de rir apontou o dedo na minha cara?

Aí, não prestou: levou um tapa na mão que chegou a estalar, ao mesmo tempo que eu dizia palavras impublicáveis aqui, mas perfeitas para ocasiões como aquela e para xingar a Dilma. Eu tinha perdido a tramontana e os dois franceses que tinham perdido o riso, já pareciam dispostos a partir para as vias de fato.

Sorte a minha que o meu destempero já tinha chamado atenção e começou a juntar gente, além do dono do bar, que vira tudo, ter ficado do meu lado e passado a esculhambar os alonsanfãs também. Felizmente, os dois mal educados, ao se verem inferiorizados, pegaram o jornal de qualquer maneira e bateram em retirada, para meu alívio, já que eu não aguento nem um gato pelo rabo, quanto mais dois gambás fedorentos.

O mais interessante dessas histórias é que os gringos, de uma maneira geral, estão se comportando aqui como verdadeiros aborígenes, quaisquer que sejam suas procedências, mas nós, brasileiros, é que somos considerados os selvagens quando os visitamos em seus países.

Com perdão da má palavra: gringalhada, vai todo mundo tomar aonde a Dilma merece!

domingo, 22 de junho de 2014

Lula, o Ornejador

“O que o país tinha para mostrar já mostrou. Os estádios estão todos inaugurados, da melhor qualidade, para qualquer inglês morrer de inveja. É a primeira vez que uma equipe de futebol perde por excesso de qualidade dos nossos estádios. A Inglaterra não estava acostumada a jogar em um campo da qualidade dos que temos aqui.”

Lula, ornejando durante a convenção do Partido dos Trabalhadores, em Brasília, que oficializou neste sábado a candidatura de Dilma. Mas o Ornejador conhece. Aparou a grama de todos os estádios com os dentes depois de ter adubado bem a terra com as entranhas do seu cérebro.

Pelamordedeus, o cara está cada vez pior! Quem disse que isso não era possível?...

Quando a imbecilidade vem da imprensa

O que se conclui dessa notícia - principalmente o título - dada pelo G1 e escrita por Dominik Giusti?

“Obras de Belo Monte incentivaram indústria de sexo no Pará, diz estudo”

A construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte, iniciada em 2011 em Vitória do Xingu, sudoeste do Pará, acabou gerando um “mercado do sexo” com estabelecimento de uma rede de exploração sexual na região. Especialmente no município de Altamira, cidade vizinha do empreendimento que tem recebido o maior contingente populacional desde o início da obra. A conclusão é do pesquisador Assis da Costa Oliveira, da Universidade Federal do Pará (UFPA). De acordo a pesquisa feita sob encomenda da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em 2012, e complementada com dados coletados até 2014, os aliciadores que exploram mulheres, adolescentes, travestis e índios aceitam até vale-alimentação como forma de pagamento pelos serviços sexuais.

O professor revela ainda que até índios estão sendo explorados sexualmente, fato considerado novo pelos pesquisadores.

Ora, quem lê isso conclui que as obras - ou suas construtoras - são as patrocinadoras da prostituição desenfreada, mesmo porque, a notícia destaca que a pesquisa foi feita por encomenda da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o que dá a falsa impressão que o Estado está preocupadíssimo com o bem-estar da população, quando a verdade é exatamente o contrário disso.

Vejam o que diz o pesquisador:

“É necessário (...) que o estado forneça alternativas, crie políticas públicas para essas pessoas, para que elas não continuem nesse ciclo, além de cobrar ações mais efetivas da Norte Energia e do Consórcio Construtor Belo Monte, para coibir isso.”

“Falta responsabilidade do estado e das grandes empresas para o enfrentamento do crime na região sudoeste do Pará. A pesquisa sugere o fortalecimento do setor de inteligência da polícia para a prevenção de novas situações, para desmascarar a dinâmica.”

Ou seja, segundo o professor, a culpa é única e exclusivamente dos governos que não fiscalizam, não policiam e não cobram das empresas as ações necessárias para amenizar o problema. Amenizar sim, porque acabar com a prostituição, ninguém nunca conseguiu na história da humanidade a não ser matando as prostitutas.

Portanto, o que seu Dominik Giusti fez foi dar um grande exemplo de imprensa marrom-cocô, bem ao estilo dos crápulas da mídia oficialóide, financiados pelo governo e pagos com o dinheiro que o PT rouba da gente.

Eric Clapton - Over The Rainbow

Essa é para o Magu, do Prosa e Política.


Over the rainbow
Musica de Harold Arlen e letra de E.Y. Harburg

Somewhere over the rainbow, way up high
There's a land that I heard of once in a lullaby
Somewhere over the rainbow, Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream, really do come true

Someday I'll wish upon a star
And wake up where the clouds are far behind me
Where troubles melt like lemon drops
Way high above the chimney tops, that's where you'll find me

Somewhere over the rainbow, blue birds fly
Birds fly over the rainbow, why then, oh why can't I?

Somewhere over the rainbow, blue birds fly
Birds fly over the rainbow, why then, oh why can't I?

If happy little blue birds fly beyond the rainbow
Why, oh why can't I?

“Belgicanos” autênticos

Essa é para a Theresa. Três dos meus quatro filhos - menos o da direita, com a camisa horrorosa do Flamengo - no Maraca hoje, torcendo pela Bélgica. Os quatro foram, só que a outra filha estava do outro lado do estádio.
Ói ela aqui, na ponta direita.

Imperdível: Brasil 5 x 2 Suécia na final de 1958 - Jogo completo em vídeo!

Do Augusto Nunes

Cinema, documentário ou uma simples obra de engenharia? Não importa. O que realmente interessa é o resultado do magnífico trabalho de Carlos Augusto Marconi, que reconstituiu integralmente, segundo a segundo, a final da Copa do Mundo de 1958, quando o Brasil goleou a Suécia por 5 a 2.

Engenheiro de profissão, Marconi é um aficionado da digitalização de filmes históricos. Já havia recuperado um filme em 8 mm que retrata São Paulo nos anos 40 e outro sobre a inauguração do Autódromo de Interlagos quando encontrou um vídeo da TV inglesa que mostrava a partida histórica. A péssima qualidade das imagens era compensada por uma preciosidade: o áudio, com o som das arquibancadas.

Durante meses, Marconi se dedicou a unir esse filme a outro vídeo do jogo, narrado em russo, que conseguiu comprar pela internet. Reconstituídas as cenas, ele passou à fase seguinte: sincronizar o áudio, feito com um mosaico das narrações de Pedro Luiz e Edson Leite, locutores da Rádio Bandeirantes, de São Paulo, e de Jorge Cury e Oswaldo Moreira, da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Ao fundo, as palmas e a vibração da torcida.

Finalizado em 2005, o vídeo completo só foi divulgado em maio deste ano, depois de uma reportagem de Vanessa Correa, repórter da Folha de S. Paulo. Nele aparecem as jogadas e os movimentos de Garrincha, Pelé, Orlando, Nilton Santos e outros craques, que até então só existiam na imaginação dos ouvintes-espectadores.

No Tabelinha Veja Placar desta terça-feira, Marconi contou um pouco dessa aventura que enfim permitiu ao País do Futebol assistir na tela ao jogo que todos viram pelo rádio. Abaixo, a obra-prima. Um presente aos amantes do futebol e, sobretudo, uma homenagem aos que sabem que um país que não valoriza e preserva o passado estará condenado a não ter futuro.

Nem o “bispo” Macedo consegue um milagre desses: Paraplégica se levanta no Itaquerão!

Um grupo de torcedores que levantaram de suas cadeiras de rodas enquanto assistiam à partida Brasil e Croácia está sendo investigado por possível fraude na compra de entradas. 

Repórteres Sem Fronteiras falam sobre nota de Cantalice, mais um idiota a serviço do PT

Brasil - Vice-líder do partido do governo classifica jornalistas como “pitbulls”

A tensão entre o governo e os jornalistas da oposição acaba de subir de tom.

Num artigo publicado a 16 de junho de 2014 no site do Partido dos Trabalhadores (PT), atualmente no poder, o vice-presidente do partido Alberto Cantalice estabelece uma lista negra de jornalistas designados como os “pitbulls da grande mídia”.

Para o dirigente petista, o ódio de Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes Diogo Mainardi, Lobão e dos humoristas Danilo Gentili e Marcelo Madureira contra as medidas progressistas dos governos Lula e Rousseff se tornou ainda mais evidente desde o começo do Mundial, que esperam que fracasse.

Esses “inimigos da pátria” não demoraram a responder. O jornalista Demétrio Magnoli denunciou em Globo um artigo “calunioso” e uma ação de propaganda por parte do PT. Magnoli se mostra preocupado pelo fato de um político do partido no poder convidar à “caça” dos jornalistas opositores “na rua”. Já Reinaldo Azevedo, da revista VEJA, afirmou sua intenção de processar Alberto Cantalice por “difamação”.

“Repórteres sem Fronteiras expressa sua inquietação pelas graves acusações dirigidas contra os jornalistas provenientes de um alto cargo do PT”, declara Camille Soulier, responsável da seção Américas da organização. “Não ignoramos o contexto polarizado da mídia, que pode exagerar o descontentamento geral. No entanto, as dificuldades sentidas pelo PT não justificam o recurso à propaganda de Estado.”

Essas acusações foram lançadas num clima social tenso, com a multiplicação de movimentos populares contra as despesas do governo com a Copa do Mundo. A polícia militar tem respondido através da força e alguns jornalistas foram agredidos.

No total, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI) já contabilizou 17 agressões de jornalistas no âmbito de manifestações desde a abertura do Mundial. Entre as vítimas, contam-se correspondentes da CNNe de agências internacionais, como a Reuters e a Associated Press, assim como jornalistas da mídia local ou profissionais independentes. Karinny de Magalhães, jornalista e ativista do coletivo Mídia NINJA, foi detida e espancada até desmaiar.

Aos 17 casos citados se juntou a detenção arbitrária de Vera Araújo, do diário O Globo, no passado dia 15 de junho, elevando para 18 o número de abusos. A jornalista estava filmando a detenção de um turista argentino e acabou também sendo presa. Uma investigação foi aberta contra o policial militar responsável pela detenção.

O Brasil se situa no 111º lugar em 180 países na última Classificação Mundial da Liberdade de Imprensa, elaborada por Repórteres sem Fronteiras. Por ocasião da Copa do Mundo de futebol, a organização lançou uma campanha para sensibilizar o público sobre a situação da liberdade de informação nos países participantes.

sábado, 21 de junho de 2014

Mais uma vez, desculpem a falta de postagens

Pois é. Acho que hoje acaba a minha via crucis com o HD-monstro. Consegui particioná-lo - pelo Windows mesmo - e estou acabando de recuperar os arquivos.

Amanhã devo estar zero bala!

Eduardo Paes assume sua incompetência e decreta feriado na quarta-feira

Você perderia seu tempo vendo França e Equador? Deixaria de abrir sua loja espontaneamente para dedicar-se a procurar momentos de alegria e êxtase em um jogo de futebol que não lhe diz nada? Nem que fosse por duas horas apenas, você deixaria seu trabalho para ver isso? Por acaso você vai se dar ao trabalho, faça o que estiver fazendo, de ligar sua TV para assistir Mercibocu contra Cucaracha?

Mudando o enfoque, o Maracanã já recebeu muito mais gente em dias de semana, quando a estrutura de transportes era bem inferior à de hoje, e nunca houve problema nenhum. Já houve eventos no Rio com muito mais movimentação que os possíveis sessenta mil infelizes que vão ao Maraca na quarta, e também não houve problemas maiores. Rock In Rio é um exemplo. E os réveillons, que movimentam milhões, mas que a maioria trabalha na parte da manhã no dia 31 de dezembro?

O que o lamentável prefeito quer, na verdade, é mais uma vez, fazer média com a Fifa para não ficar mal na fita com o Comitê Olímpico, já que ele inventou as Olimpíadas no Rio para daqui a dois anos e até agora nada foi feito, defecando e caminhando solenemente nas cabeças dos cariocas que, ao contrário dele, têm que trabalhar para ganhar dinheiro.

Tudo começou assim. Lembram?

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Arrastão

Ganhei da minha filha um HD de 1,5 terabytes, um monstro que dá para guardar até o carro que eu não tenho! Mas não é que o negócio começou a dar piti?

Resultado: estou formatando o monstro desde as sete da matina e só agora, às três e meia, a formatação chegou à metade. A meleca é que, enquanto isso, o resto do meu PC se arrasta.

Tá difícil!

Dilma, aceite ir tomar “lá” antes que a coisa piore...

Serão putas todas as mães dos árbitros de futebol?

Você já foi à merda? Qual é o endereço?

Ir à puta que o pariu é uma volta ao ventre materno?

Se você não nunca foi marinheiro, sabe onde é a casa do caralho (dizem que é a cesta do mastro da gávea)?

Alguém já tomou no cu quando foi mandado - por ofensa, é claro?

Então por que tanto drama, gente? Seria perdoável mandar Dilma para o raio que a partisse? Aliás, neguinho tá confundindo palavrão com pornografia.

Será que os paladinos da moral e dos bons costumes já leram a Bíblia? Vejam o que Davi diz no Salmo 109:

“7 Quando o julgarem, seja condenado; e, tida como pecado, a sua oração. 8 Os seus dias sejam poucos, e tome outro o seu encargo. 9 Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva, a sua esposa. 10 Andem errantes os seus filhos e mendiguem; e sejam expulsos das ruínas de suas casas. 11 De tudo o que tem, lance mão o usurário; do fruto do seu trabalho, esbulhem-no os estranhos. 12 Ninguém tenha misericórdia dele, nem haja quem se compadeça dos seus órfãos. 13 Desapareça a sua posteridade, e na seguinte geração se extinga o seu nome. 14 Na lembrança do Senhor, viva a iniqüidade de seus pais, e não se apague o pecado de sua mãe. 15 Permaneçam ante os olhos do Senhor, para que faça desaparecer da terra a memória deles. 16 Porquanto não se lembrou de usar de misericórdia,  mas perseguiu o aflito e o necessitado, como também o quebrantado de coração,  para os entregar à morte. 17 Amou a maldição; ela o apanhe; não quis a bênção; aparte-se dele. 18 Vestiu-se de maldição como de uma túnica: penetre, como água, no seu interior e nos seus ossos, como azeite. 19 Seja-lhe como a roupa que o cobre e como o cinto com que sempre se cinge. 20 Tal seja, da parte do Senhor, o galardão dos meus contrários e dos que falam mal contra a minha alma.

E mais Davi: “Fique-se sobre a cabeça de Joabe e sobre toda a casa de seu pai, e nunca na casa de Joabe falte quem tenha fluxo, nem quem seja leproso, nem quem se atenha ao bordão, nem quem caia à espada, nem quem necessite de pão” (II Sm. 3:27-29).

E que tal Josué: “Maldito seja diante de Jeová, o homem que se levantar e reedificar esta cidade de Jericó. Perdendo o seu primogênito a fundará, e sobre o seu filho mais novo lhe porá as portas” (Js. 6:26)

E Eliseu: “Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então saiu diante dele leproso” (II Rs. 5:21-27).

Jeremias é outro: “Entrega seus filhos à fome, entrega-os ao poder da espada, e sejam suas mulheres roubadas dos filhos, e fiquem viúvas; e seus maridos sejam feridos de morte, e os seus mancebos feridos à espada na peleja. Ouça-se o clamor de suas casas, quando trouxeres esquadrões sobre eles de repente. Porquanto cavaram uma cova para prender-me e armaram laços aos meus pés” (Jr. 18:21-22).

O pior é que tais maldições e imprecações, segundo a Bíblia, sempre “pegavam”.

Então, não é melhor Dilma aceitar um “vai tomar no cu”, antes que a coisa piore?

Anomalia

Fala sério! Será que alguém acha atraente essa tal de Gracyanne, mulher do pagodeiro-traficante Belo?

Taí um servicinho bom para a nova ministra do Superior Tribunal Militar

Maria Elizabeth Rocha, aquela juíza que quer ver gays envergando uniformes das Forças Armadas, bem que podia esquecer essas besteiras e cuidar para que o comandante do Exército, general Enzo Peri, cumpra o dever de cassar a Medalha do Pacificador do mensaleiro José Genoino, conforme o decreto 4.207/02, que prevê a perda da medalha de agraciado que for condenado na Justiça por crime contra o erário, ou então seja enquadrá-lo de vez no Código Penal Militar por crime “retardar ou deixar de praticar ato de ofício”. A pena é de seis meses a 2 anos de detenção.

O general Enzo Peri se recusa a explicar por que preserva a honraria de um condenado cumprindo pena na Papuda por crime de corrupção. Quem o conhece de perto, diz que Enzo Peri tem muito mais medo de uma bronca de Dilma do que de uma punição judicial. Não justifica.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Nota da Redação

Em virtude da visita dos netos do redator, a elaboração e postagem das matérias dessa espelunca ficou prejudicada durante horas.

Quem são os esquisitos, as pesquisas ou os brasileiros?

Hoje pela manhã saiu o resultado da pesquisa CNI-Ibope.

Vejam só os índices de desaprovação de Dilma por setor:

Saúde: 78% desaprovam;
Segurança pública: 75% desaprovam;
Combate à fome e à pobreza: 53% desaprovam;
Combate ao desemprego: 57% desaprovam;
Meio Ambiente: 52% desaprovam;
Impostos: 77% desaprovam;
Combate à inflação: 71% desaprovam;
Taxa de juros: 70% desaprovam;

Isso dá uma média de desaprovação de 67%.

Cerca de 43% não votariam nela de jeito nenhum para Presidente da República.

Sei lá, mas esse resultado, para mim, é meio confuso, até porque a média de desaprovação não quer dizer que 67% dos eleitores desaprovam todos os itens, portanto, a conclusão fica prejudicada.

Um dia eu ainda entendo.

Perguntar não ofende

“Quem está preso tem pressa”. 

Luís Roberto Barroso, ministro do STF e novo relator do mensalão, tentando justificar a pressa com que quer julgar os recursos dos quadrilheiros presos.

Tudo bem, mas será que entre os 41.250 processos em aberto no STF atualmente, não há nenhum outro preso mais antigo que os mensaleiros para merecer essa deferência?

Quer enganar quem, meritíssimo?

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Deuses, ainda vá lá, mas intermediário é dose!

Eu estava conversando e tomando mais uma com o pai de um amigo e resolvi perguntar por ele. E o pai:

- Ah, está na Europa, pagando uma promessa, com a mulher, um casal e a mãe do marido desse casal. Semana passada foram a Fátima e ontem estiveram no Vaticano.

- Puerra - disse eu -, promessa carinha essa!

(O cara pode. Tem dinheiro saindo pelo ladrão.)

- É - disse o pai -, cara mesmo. É que esse amigo tem um filho que tinha um tumor do cérebro gravíssimo, quase sem expectativas de sobrevivência, e meu filho indicou um médico amigo nosso para tratá-lo. E ambos fizeram uma promessa à Nossa Senhora de Fátima, de que, se o menino fosse curado, iriam ao seu santuário e ao Vaticano. E o menino hoje está perfeito!

Bebi um gole de cerveja e mudei de assunto, antes que eu falasse o que não devia. Mas vou dizer agora.

Não é a primeira e nem a centésima vez - é mais que isso - que eu tomo conhecimento desse tipo de idiotice e nem é a primeira vez que eu escrevo sobre isso. Se não me engano, a última foi sobre um conhecido meu há 40 anos, judeu ortodoxo, cujo filho tinha um tumor aparentemente incurável. Esse foi até mais idiota: prometeu ao seu deus que se o menino ficasse bom, ele, o menino, iria estudar no rabinato de Petrópolis. Caceta!, se for pra usar pólvora dos outros, eu atiro até em urubu! O cara faz promessa e o filho que paga! Quis a medicina que o rapaz ficasse bom, mas quis o pai que ele ficasse enfurnado no tal rabinato. Ficou seis meses e, como não é babaca como o pai, largou a coisa toda e foi para Israel, bem longe daqui, se formou em publicidade e hoje trabalha por lá mesmo como um cidadão, digamos, normal, bem longe do imbecil do pai.

Eu não admito que gente como esses dois que citei, um com dois e outro com três diplomas universitários, portanto, no mínimo cultos e preparados, tenham esse tipo de atitude. A cada vez que vejo que o que seria próprio de gente sem instrução está passando a ser assimilado como verdade por pessoas de alto grau de educação, mais a minha raiva cresce. Até porque normalmente se comete injustiças irreparáveis com os reais fazedores dos “milagres”, como nos dois casos citados, onde os médicos, únicos e verdadeiros responsáveis pela cura de ambos os meninos, são solenemente ignorados.

É por essas e outras que o meu desprezo às religiões a cada dia aumenta mais. A lógica que pressupõe a descrença em mitos e em homens que se arvoram em “mensageiros” de deuses está dando lugar a uma fé inexplicável, principalmente em casos de gente que deveria, pelo estudo e pela cultura, dar o exemplo do bom senso.

Deuses, ainda vá lá, mas intermediários é dose!

O Fuleco não é lindo?


Gays nas Forças Armadas, uma impossibilidade óbvia

Pela primeira vez nos 206 anos de história do Superior Tribunal Militar, uma mulher assumirá o comando da instituição. A ministra Maria Elizabeth Rocha toma posse na noite desta segunda-feira e pretende colocar no centro dos debates um dos principais tabus das Forças Armadas: a presença de gays nos quadros do Exército, Marinha e Aeronáutica. Mineira de Belo Horizonte, a atual vice-presidente da corte deu, em 2009, o primeiro passo nessa direção, ao garantir aos servidores da Justiça Militar da União o direito de incluir como dependente no plano de saúde companheiros de relação homoafetiva.

Bom, eu volta e meia sou obrigado a voltar ao tema do homossexualismo, até mesmo por força da preservação da minha “raça”, a dos heterossexuais. E mais uma vez sou obrigado a dizer que eu não tenho nada contra qualquer tipo de sexo entre pessoas, desde ele seja praticado em momentos e lugares próprios, e dali não passe. Mas, como sempre há jericos querendo reinventar os costumes ou ir contra a natureza, lá vou eu.

Tal como a raça, o sexo não serve como critério para divisão de coisa nenhuma, a não ser que se queira estabelecer que, em função dele, as pessoas passem a ter comportamentos diferenciados, uma grossa besteira, mas que, infelizmente é o único argumento que atualmente é usado. Se é que isso é argumento.

Aí me vem a notícia que essa senhora vai colocar em debate os gays nas Forças Armadas. Será que não tem mais o que fazer? Se há um lugar onde gay não deve estar é nas Forças Armadas, e isso é mais que óbvio. Desmunhecado então, nem pensar. Já pensaram no ridículo que seria uma biba afetada batendo continência?

Não, eu não estou brincando e nem sendo preconceituoso, só acho que cada um no seu lugar. Vamos imaginar um recruta viado não afetado. Ora, nas Forças Armadas, tudo é coletivo: dormitórios, refeitórios, banheiros e vestiários. Imaginem esse viado em um vestiário cheio de homens pelados: o cara ia ficar louco com tantas forças que poderiam ser armadas, até a dele ficaria... Sem tirar nem por, é a mesma coisa que botar um homem heterossexual em um vestiário de mulheres. Não dá para misturar gente com opções sexuais diferentes em um mesmo lugar onde haja tanta intimidade visual.

Portanto, eu aconselharia à juíza a se preocupar com o que lhe compete e deixar para lá certas coisas que simplesmente são inviáveis e não têm nada a ver com Justiça.

“O Regozijo dos Mequetrefes”

O post “Luís Roberto Barroso é o novo relator do mensalão no Supremo” na Tribuna, suscitou uma série de manifestações de alegria através dos comentários dos petralhas. Resolvi responder:

Eu mudaria o título desse post para “O Regozijo dos Mequetrefes”.

Vejam, senhores, como alguns comentaristas estão felizes. Dá até para notar nas entrelinhas dos seus comentários os sorrisos das bocas que escancaram a podridão fétida da corrupção e da impunidade! Dá para entrever seus olhos rutilando de satisfação por mais uma vitória do crime sobre a Justiça. Dá para sentir suas respirações arfantes de emoção pela perspectiva de ver seus ídolos, os quadrilheiros e traidores do povo que diziam defender, livres, leves e soltos, para continuar sua saga de destruição da Nação.

Regozijai-vos, mequetrefes, cujas palavras soam de acordo com o tilintar das moedas que os compram para trair o Brasil e os brasileiros. Mas comemorem, riam, soltem rojões enquanto é tempo. Besuntem-se com a lama infecta que traça os seus caminhos agora, porque a esperança dos probos, a cada dia que passa, a cada dia que espouca mais um crime dos seus patrões, está se materializando.

Aproveitem bem seus últimos estertores.

Felipão, vai junto com a Dilma!

Oscar voltou ao normal e, após um brilhareco no jogo anterior, voltou a se esconder nas pontas. Ramires, Luiz Gustavo, William, Daniel Alves, Paulinho e Julio Cesar não jogariam em nenhuma seleção de ponta. Fred nunca foi tão omisso assim, nem o Jô.
Posto isto, de quem é a culpa pela seleção ter jogado tão mal contra a Croácia e por essa tragédia que foi o futebol que apresentou hoje a não ser de Felipão, se ele convoca mal, escala pior, não respeita as características dos jogadores que escala e não tem a mais vaga noção do que seja orientação tática?
Ah!, o México jogou bem? Desde quando um time que erra a maioria dos passes de dois metros pode ter jogado bem? São apenas uns cabeças de bagre que, pelo menos, têm um técnico que lhes dá a devida orientação tática: não deixar o outro time jogar.
Ontem deu raiva.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Estado do Rio de Janeiro e a tragédia que se avizinha - mais uma!

Fala sério! Pela primeira vez na vida e contra todas as minhas convicções estou pensando em anular meus votos para governador e senador do Rio de Janeiro. Não há um candidato sequer que mereça um mínimo de confiança. Até mesmo Miro Teixeira - que era o menos ruim - nivelou-se ao subsolo dos outros ao optar por ser chaveirinho de Marina Silva.

Cruz Credo!



Homenagem a Joaquim Barbosa

Deonísio da Silva presta uma homenagem a Joaquim Barbosa com um poema de Cruz e Sousa. Muito justa.

Vida Obscura

Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,
Ó ser humilde entre os humildes seres.
Embriagado, tonto dos prazeres,
O mundo para ti foi negro e duro.

Atravessaste num silêncio escuro
A vida presa a trágicos deveres
E chegaste ao saber de altos saberes
Tornando-te mais simples e mais puro.

Ninguém te viu o sofrimento inquieto,
Magoado, oculto e aterrador, secreto,
Que o coração te apunhalou no mundo.
Mas eu que sempre te segui os passos
Sei que cruz infernal prendeu-te os braços
E o teu suspiro como foi profundo!

Falando no Barbosa, domingo ele foi ovacionado no Venga Tapa Bar, no Leblon. Merece.

“Azelites brancas” e os idiotas

Preparem o Plasil na veia!

Opiniões tiradas do Blog do Felipe Moura Brasil

Ana Liési Thurler, socióloga colaboradora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria – Cfemea : “Temos uma elite despreparada para ver uma presidenta mulher. Humilharam a mulher brasileira na pessoa da Dilma.”

Hildete Pereira de Melo, economista “dedicada à questão de gênero”, segundo O Globo: “Essa ação está ligada aos valores patriarcais da nossa sociedade. A ideia de que para mulher se pode dizer tudo está por trás do xingamento. (…) Era uma plateia que não gosta dela, porque ela é mulher, mas também porque não compartilha dos mesmos projetos que o governo.”

Jean Wyllys (aquele que chama o Papa de “potencial genocida”): “Há um tanto de misoginia e machismo odiosos nos insultos proferidos pela platéia branca e rica contra Dilma.”

Paulo Henrique Amorim (aquele que já foi até condenado por injúria racial ao jornalista da Globo Heraldo Pereira, que ele chamou de “negro de alma branca”): Não tem negro, moreno, pardo, mulato, índio. São todos frequentadores do Fasano e assinantes do detrito sólido de maré baixa. Negro nessa Copa, pelo jeito, só vai ter em campo.”

Hildegard Angel (em texto reproduzido nos sites da militância petista): “Todas as críticas à Abertura sem graça da Copa do Mundo (…) se apagam, diante do vexame dado pela Elite Branca Brasileira. Da falta de educação. Da falta de modos. Falta de respeito com a própria família brasileira presente, ao cantar um ‘hino’ chulo, bradando ofensas contra a Chefe do Estado Brasileiro, eleita pelo povo. Vexame planetário! (…) O high society. O creme do creme. The top of the top. Bradando em coro contra a presidenta da República a pior das ofensas que pode ser feita a uma mulher.”

Juca Kfouri: “A elite branca (…) mostrou ao mundo que é intolerante e mal agradecida a quem lhe proporciona uma Copa do Mundo no padrão Fifa.”

José Trajano: “Um negro na arquibancada era difícil de você encontrar. Parecia que nós estávamos na Finlândia.” “[O grito contra Dilma] Foi de uma má educação, de uma grosseria terrível…” [E com o típico duplo padrão moral da esquerda:] “Cá entre nós, a Fifa, tudo bem, pode xingar.”

Arnaldo Ribeiro: “A forma como o público xingou uma mulher que, por acaso, é a presidenta do país é de uma grosseria… Pra mim é uma coisa lamentável, deplorável… Achei deprimente.” [Sim: ele disse ‘por acaso, é a presidenta’. Você leu direito.]

Astrid Fontenelle: “Mais uma pergunta: a galera da área VIP que vaiou a Dilma tá tão mal assim de finanças?? Os filhos estão sem escola??”

Kennedy Alencar: “É uma pena que pessoas mais escolarizadas tenham tão pouca educação. Essas pessoas deveriam se envergonhar. Deram um péssimo exemplo até para seus filhos e para suas famílias. O Brasil merecia uma elite melhor.”

segunda-feira, 16 de junho de 2014

O ruim das meias-verdades é que quem as diz, omite convenientemente a outra metade.

Piketty talvez esteja certo em dizer que a desigualdade econômica aumentou nas últimas décadas.

Só que ele talvez tenha se esquecido de dizer, ou, quem leu o livro omite - eu não li -, de registrar que isso aconteceu pari passu com o aumento do controle dos governos sobre a conduta da população. O Brasil é um bom exemplo: o capital monopolista subsidia a militância socialista, que busca obsessivamente que sua maneira de “pensar” seja única. Andam de braços dados, aqui e pelo mundo afora.

A meia-verdade nos leva a induzir que o capitalismo é o mal a ser combatido, quando, na verdade inteira, nesse estranho casório, é um homônimo dele que contrai núpcias com os vermelhinhos.

Olavo, cadê o crédito do Karl Kraus?

Olavo de Carvalho em um artigo no Mídia Sem Máscara - “Notinhas horríveis” - mandou essa:

“Houve uma época em que não se podia escrever sátiras no Brasil porque tudo o que acontecia já era satírico em si mesmo. Hoje tornou-se impossível escrevê-las porque tudo está passando rapidamente do ridículo ao deprimente, do deprimente ao aterrador.”

Mandaria a honestidade que fosse dado o devido crédito a Karl Kraus, o verdadeiro autor do aforismo - a meu ver, esculhambado por Olavo -, que diz originalmente:

“Certas épocas não podem ser satirizadas, pois são satíricas em si mesmas e, nelas, a piada é indiscernível da realidade.”

Enfim, vocês sabem, Olavo é Olavo, sempre acima do Bem e do Mal...

Realmente, é uma notinha horrível!

Falando em Pelotas, piadinha de segunda (e não é sobre viados!)

O português, aqui no Brasil para assistir a Copa, meio perdido, pergunta a um sujeito na rua:

- O senhor é brasileiro?

E o cara:

- Sou. Nasci em Pelotas. E o senhor?

- Eu nasci inteirinho...

Pano rápido!